Arquivo | janeiro 2012

O que é o mofo do pão ?


O que é o mofo do pão ?


Os mofos, também chamados de bolores, são espécies de fungos filamentosos que se desenvolvem em matéria orgânica. Estes mofos possuem a capacidade de decompor a matéria orgânica.
Um tipo de mofo muito comum em nosso dia-a-dia é o bolor de pão. Assim como a maioria dos mofos, o bolor de pão possui um aspecto de algodão.
Com relação à coloração, podem assumir, principalmente, tons esverdeados, azulados, avermelhados ou esbranquiçados.
Alguns tipos de mofos são danosos a saúde humana, como é o caso do bolor de pão e de outros alimentos. Isto ocorre, pois eles estragam e apodrecem os alimentos. Ao comer um alimento (pão, fruta, legume, etc) é sempre importante verificar se o mesmo não se encontra embolorado. Em caso afirmativo, o certo é jogar o alimento no lixo.
Existem também algumas espécies de mofos que são úteis aos seres humanos. Podemos citar como exemplo os mofos do gênero penicillium. Estes mofos servem para os cientistas como base para a produção de antibióticos (penicilina), usados para combater vários tipos de doenças.
Algumas espécies de mofos tão são usadas na fabricação de determinados tipos de queijos.
Importância dos Fungos
Os fungos constituem um grupo de microorganismo que tem grande interesse prático e cientifico para os microbiologistas. Suas manifestações são familiares: todos já viram os crescimentos azuis e verdes em laranjas, limões e queijos, as colônias cotonosas, brancas ou acinzentadas, no pão e no presunto, os cogumelos dos campos ou nas prateleiras) e os chapéus-de-cobra nas matas. Todas representam vários organismos fúngicos, morfologicamente muito diversificados. De um modo geral, os fungos incluem os bolores e as leveduras. A palavra bolor tem emprego pouco nítido, sendo usada para designar os mofos, as ferrugens e o carvão (doenças de gramíneas).
Os fungos são heterotróficos, obtém seu alimento a partir de matéria orgânica, sendo decompositores ou parasitas de seres vivos os quais lhe servem de alimentos.
Os fungos saprófitas decompõe resíduos completos de plantas e animais, transformando-os em formas químicas mais simples, que retornam ao solo tornando o solo mais fértil (fertilizantes, humos), mas o crescimento dos saprofitos também podem causar prejuízo, causando o apodrecimento de matérias utilizados pelo homem:
· madeira
· tecidos
· alimentos e outros artigos
Os fungos são, também, importantes na fermentação industrial, são utilizados para:
· Fabricação da cerveja
· Fabricação do vinho
· Produção de antibióticos (penicilina)
· Produção de vitaminas e de ácidos orgânicos (ác. cítrico)
A fabricação de pães e o amadurecimento de queijos também dependem da atividade saprofítica dos fungos.
Como parasitas, os fungos causam doenças vegetais, humanas e animais, embora a maior parte das micoses seja menos severa que as produzidas por bactérias (bacterioses) ou vírus (viroses).

Bolor: Um fungo


Bolor: Um fungo

Comer pão com bolor faz mal à saúde?

Torrá-lo neutraliza o possível efeito maléfico?

Os fungos e leveduras que formam o bolor que cobre alimentos armazenados de forma inadequada podem não ser inofensivos.

Sim e não. Formado por fungos e leveduras, o bolor é o nome vulgar dado somente à textura esbranquiçada, esverdeada ou mesmo enegrecida que se desenvolve na superfície dos alimentos, quando são armazenados de maneira inadequada, ficam expostos ao ambiente ou mesmo sob refrigeração.

Essa substância até poderia ser considerada inócua, mas, como em casa, nos restaurantes ou em outros locais de venda ou conservação de alimentos não temos como saber quais as espécies de organismos que se desenvolvem nos alimentos, não se pode considerar esse bolor inofensivo.

Além disso, quando um fungo se expõe na superfície do alimento, é porque sua colônia já está bem desenvolvida no interior do mesmo, e é lá que são produzidas as substâncias nocivas, chamadas de micotoxinas – que variam de acordo com a espécie do fungo.

Torrar o pão mata o fungo, mas, na maioria das vezes, não inativa a toxina produzida por ele, pois esta é resistente ao calor. O consumidor deve confiar nas mensagens de repulsa de sua visão e de seu olfato: deve recusar alimentos que não atendem aos requisitos de nossos sentidos e de sanidade, evitando ser acometido por doenças assim veiculadas pelos alimentos.

sopa de letras


A

AAW : “Algemene Arbeidsongeschiktheids Wet”, lei que regulamenta salário para pessoas que estão a mais de dois anos afastados do trabalho por motivo de saúde.
ABN :
“Algemeen Beschaafd Nederlands”, regras da língua holandesa oficial.
ABN / AMRO :
“Algemene Bank Nederland”, Banco Real.
ABW:
“Algemene Bijstandswet” lei que assegura um salário mínimo para pessoas que não trabalham e não têm mais direito de nenhum outro tipo de seguro de salário.
AKW:
“Algemene Kinderbijslagwet”, lei que regulamenta o abono de família. A partir do primeiro filho, e conforme às cláusulas estabelecidas, cada habitante da Holanda tem direito ao abono de família.
ANP: “Algemeen Nederlandsch Persbureau” Órgão oficial de imprensa da Holanda.
ANW : “Algemene Nabestaandenwet” lei que regulamenta o seguro de viuvez e para órfãos.
ANWB :
“Algemene Nederlandsche Wielrijders Bond”, organização privada que dá suporte aos associados e a seus veículos .
AOW :
“Algemene Ouderdoms Wet”, lei que regulamenta o direito a um salário de aposentadoria aos habitantes do país , assalariados ou autônomos, ao atingirem 65 anos de idade. O montante dessa pensão é idêntico para casados ou solteiros.
AWBZ :
“Algemene Wet Bijzondere Ziektekosten”, seguro que cobre custos de tratamento de enfermidade que dura mais de um ano.
Algemene Rekenkamer:
Órgão de Auditoria Fiscal da Holanda, fiscaliza os gastos do governo.
Ambtenaren: São os funcionários públicos da holanda, são geralmente as primeiras pessoas que os estrangeiros precisam contactar ao entrarem no país para residir. Como no restante do mundo os “ambtenarem” podem complicar bastante a vida da pessoa novata no país. Existem quase um milhão de “ambtenarem” no país, incluindo professores.
Arbodiensten: são serviços de saúde ocupacional. São companhias privadas que têm uma participação importante nas regras governamentais na licença por motivo de saúde. Todas as companhias holandesas são obrigadas a ter um contrato com um “arbodienst”.
ATV: “Arbeidstijdverkorting”, que significa semana de trabalho mais curta, ou seja, um dia de folga extra no mês por causa de algumas poucas horas extras trabalhadas.. Isso foi a causa de conflito amargo entre os sindicatos e patrões na Holanda alguns anos atrás mas hoje é bastante aceita.

B

Bijz.ABW:“Bijzondere Algemene Bijstandswet”
BKR:
“Bureau Krediet Registratie” Central de registro de crédito
BNOR:
“Bureau Nader Onderzoek Rijvaardigheid” Órgão responsável pelo exame para tirar carteira de habilitação para quem já é portador de habilitação de outro país.
BVD:
“Binnenlandse Veiligheidsdienst”. Serviço secreto holandês.
Betuwelijn:
Estrada de ferro que levará cargas até a Alemanha, esse é um projeto de 160km que ligará o porto de Rotterdam com a região industrial Ruhr da Alemanha.
Bilmerramp:
Desastre aéreo ocorrido em um bairro residencial de Amsterdam chamado Bijlmer localizado nos arredores do aeroporto em 1992. Um boeing de carga da El Al caiu na área matando 40 pessoas no solo e toda a tripulação.
Bouwvak:
“Bouwvakantie”. Todo verão a maioria das 7.500 companhias construtoras da Holanda fecham para as férias anuais.

C

CAO: “Collectieve Arbeidsovereenkomst “Acordo coletivo dos trabalhadores.
CBA:
“Centraal Bureau Arbeidvoorziening” Escritório central de planejamento de empregos.
CBIN:
“Commissariaat Buitenlandse Investeringen in Nederland”. Agência de investimento estrangeiro da Holanda.
CBR:
“Centraal Bureau Rijvaardigheids-bewijzen” Órgão responsável pela emissão de carteiras de habilitação.
CBS: “Centraal Bureau voor de Statistiek” Órgão central de estatística.
COA: “Centraal Orgaan Opvang Asielzoekers” Central de recepção de refugiados.
CPB:“Centraal Planbureau” Órgão central de planejamento
CSO: “Coördinatieorgaan Samenwerkende Ouderorganisaties” Órgão responsável pela coordenação de organizações para pessoas idosas.
CWI: “Centrum voor Werk en Inkomen” Central nacional de empregos.

D

DNB: “De Nederlansche Bank” Banco central holandês.
DR : “Drente” provícia situada ao noroeste da Holanda.

E

ECD: “Economische Controle Dienst” Departamento de supervisão econômica.
EIM: ” Stichting Economisch Instituut voor de Middenstand” Instituto de economia para empresas de médio e pequeno porte.
EHBO: “Eerste Hulp Bij Ongelukken” Primeiros Socorros.

F

FNV: “Federatie Nederlandse Vakbeweging” Federação holandesa de sindicatos
FIOD: “Fiscale Inlichtingen en Opsporingsdienst” Serviço de investigação de fraude fiscal.

G

GAK: “Gemeenschappelijk Administratiekantoor” Órgão administrativo do serviço social.
Gedogen: Fazer vista grossa em certas atividades que são ilegais.

H

HAVO: “Hoger Algemeen Voortgezet Onderwijs” Ensino secundário de cinco anos.
HBO:
“Hoger Beroepsonderwijs” Ensino profissionalizante superior.
HSL: ” Hoge Snelheidslijn” Linha de trem de alta velocidade
HORECA: “Hotel, Restaurant en Catering” Sindicato dos hotéis, restaurantes e buffets.
Huurwaardeforfait: Imposto pago pelos proprietários de bens imóveis beseado no valor da renda que o mesmo pudesse gerar se tivesse alugado.

I

IND: “Immigratie- en Naturalisatiedienst” Órgão responsável pela imigraçào e naturalização.
Inburgering: A palavra significa integração mas em geral se refere ao curso patrocinado pelo governo para a integração de estrangeiros na sociedade holandesa.

J

K

KLM: “Koninklijke Luchtvaart Maatschappij” “Empresa de Aviação Real”, linha aérea holandesa que foi recentemente comprada pela Air France.
KNMI: “Koninklijk Nederlandsch Meteorologisch Instituut” “Instituto Real Holandês de Meteorologia” que fica situado na parte central do país, no município de De Bilt.
KNVB:“Koninklijke Nederlandsche Voetbalbond”, “Associação Real de Futebol Holandesa” .
KRO: “Katholieke Radio Omroep” Sistema de rádio e tv católica da Holanda.
Koninklijke: “Real” , título dado pela rainha da Holanda à empresas que preencham certos requisitos, um deles é que a mesma já esteja estabelecida no mercado há mais de 100 anos. Com exceção da KLM que já usou o título desde seu primeiro dia de existência em 1919. Além do título essas empresas podem também usar a coroa em sua logomarca.

L

l.b.o.: “lager beroepsonderwijs” “Educação Profissionalizante Básica”
LHV:
“Landelijke Huisartsen Vereniging” , “Associação Nacional de Médicos da Família”
LISV:“Landelijk Instituut Sociale Verzekeringen” , “Instituto Nacional de Seguro Social”
l.t.o.: “Lager Technisch Onderwijs”
LVT: “Landelijke Vereniging voor Thuiszorg”

M

m.b.o.: “middelbaar beroepsonderwijs” “Educação Profissionalizante Média”
MKB:
“Midden- en Kleinbedrijf” “Associação de Médias e Pequenas Empresas”
Minimumloon: “Salário Mínimo”

N

NDP: (Vereniging de) Nederlandse Dagbladpers , “Associação de Jornais Diários”
NOS:“Nederlandse Omroepstichting” “Sistema Público de Televisão”
NS: “Nederlandse Spoorwegen” “Estrada de Ferro Holandesa”
NVB: “Nederlandse Vereniging van Banken” “Associação de Bancos da Holanda”

O

P

Q

R

S

T

U

V

W

Y

X

Z

PLANIFICAÇÕES DE SÓLIDOS GEOMÉTRICOS


PIRÂMIDE QUADRANGULAR

Tetraedro ou Pirâmide triangular

octaedro

Prisma triangular

Faça as faces laterais de 3cmx12cm e o triangulo

da base de 3cmx3cm

Pirâmide Triangular : Faça a base triangular (t. equilátero de 3cm) e altura da Pirâmide de 12 cm após a colagem, deixando a base

aberta preencha com areia ( ou sal) depois passe o conteúdo para o prisma triangular acima você verificará que a areia ficará a 12

cm de altura no prisma constatando com isso que a pirâmide é 1/3 do volume do Prisma. Vpirâmide= 1/3 do vol do prisma.

ICOSAEDRO(20 FACES) cuboctaedro

Prisma Pentagonal

Pirâmide hexagonal

Cilindro

CONE

Geometria Espacial: Prismas


Prisma

Prisma é um sólido geométrico delimitado por faces planas, no qual as bases se situam em planos paralelos. Quanto à inclinação das arestas laterais, os prismas podem ser retos ou oblíquos.

Prisma reto
Aspectos comuns
Prisma oblíquo


Bases são regiões poligonais congruentes


A altura é a distância entre as bases

Arestas laterais são paralelas com as mesmas medidas

Faces laterais são paralelogramos

Objeto
Prisma reto
Prisma oblíquo

Arestas laterais
têm a mesma medida
têm a mesma medida

Arestas laterais
são perpendiculares
ao plano da base
são oblíquas
ao plano da base

Faces laterais
são retangulares
não são retangulares

Quanto à base, os prismas mais comuns estão mostrados na tabela:

Prisma triangular
Prisma quadrangular
Prisma pentagonal
Prisma hexagonal




Base:Triângulo
Base:Quadrado
Base:Pentágono
Base:Hexágono

Seções de um prisma

Seção transversal: É a região poligonal obtida pela interseção do prisma com um plano paralelo às bases, sendo que esta região poligonal é congruente a cada uma das bases.

Seção reta (seção normal): É uma seção determinada por um plano perpendicular às arestas laterais.

Princípio de Cavalieri: Consideremos um plano P sobre o qual estão apoiados dois sólidos com a mesma altura. Se todo plano paralelo ao plano dado interceptar os sólidos com seções de áreas iguais, então os volumes dos sólidos também serão iguais.

Prisma regular

É um prisma reto cujas bases são regiões poligonais regulares.

Exemplos: Um prisma triangular regular é um prisma reto cuja base é um triângulo equilátero. Um prisma quadrangular regular é um prisma reto cuja base é um quadrado.

Planificação do prisma

Um prisma é um sólido formado por todos os pontos do espaço localizados dentro dos planos que contêm as faces laterais e os planos das bases.

As faces laterais e as bases formam a envoltória deste sólido. Esta envoltória é uma “superfície” que pode ser planificada no plano cartesiano. Tal planificação se realiza como se cortássemos com uma tesoura esta envoltória exatamente sobre as arestas para obter uma região plana formada por áreas congruentes às faces laterais e às bases. A planificação é útil para facilitar os cálculos das áreas lateral e total.

Volume de um prisma

O volume de um prisma é dado por:

V(prisma) = A(base).h

Área lateral do prisma reto com base poligonal regular

A área lateral de um prisma reto que tem por base uma região poligonal regular de n lados é dada pela soma das áreas das faces laterais. Como neste caso todas as áreas das faces laterais são iguais, basta tomar a área lateral como:

A(lateral) = n A(Face Lateral)

Uma forma alternativa para obter a área lateral de um prisma reto tendo como base um polígono regular de n lados é tomar P como o perímetro desse polígono e h como a altura do prisma.

A(lateral) = P.h

Tronco de prisma

Quando seccionamos um prisma por um plano não paralelo aos planos das bases, a região espacial localizada dentro do prisma, acima da base inferior e abaixo do plano seccionante é denominado tronco de prisma. Para calcular o volume do tronco de prisma, multiplicamos a média aritmética das arestas laterais do tronco de prisma pela área da base.


TUDO sobre o nosso MUNDO

Tiranossauro Rex


O tiranossauro (“lagarto tirano rei”) media aproximadamente 14 metros de comprimento, 5,60 metros de altura e pesava cerca de 8 toneladas. Foi um dos maiores carnívoros terrestres que já passou pela Terra, sua cabeça media 1,20 metros e na sua mandíbula tinha dentes de até 18 centímetros.

Suas pernas eram fortes e capazes de sustentar todo o peso do seu corpo e ainda atingir uma velocidade de 48 km/h (alguns cientistas acreditam que ele alcance até 60 Km/h), seus braços eram pequenos e frágeis, não alcançavam nem a própria boca, ele só era utilizado para levantar-se.
Os Tiranossauros caçavam em bandos, e as presas que mais gostavam eram os dinossauros herbívoros. Alguns cientistas afirmam que o tiranossauro se alimentava de carniça de outros dinossauros ou atacavam as espécies jovens e doentes. Viveu no fim do período Cretáceo na América do Norte e Ásia.
Dados do Dinossauro:
Nome: Tiranossauro Rex

Nome científico: Tyrannosaurus rex

Época: Cretáceo

Local onde viveu: América do Norte e Ásia

Peso: Cerca do 8 toneladas

Tamanho: 14 metros de comprimento e 5,60 metros de altura

Alimentação: Carnívoro    

 

Video relacionado por :

 

 

Rolamento à retaguarda engrupado


Rolamento à retaguarda engrupado

1. Colocar-se em posição de cócoras;
2. Cabeça flectida de forma a que o queixo encoste no peito;
3. Colocar as palmas das mãos junta das orelhas;
4. Repulsão dos membros superiores;
5. Terminar o rolamento em posição de sentido;
Erros mais frequentes:
v Execução do rolamento com as costas direitas;
v Colocação das mãos incorrectamente;
v Ausência de repulsão dos membros superiores;
Ajudas:Colocar uma das mãos na nuca ( para ajudar o aluno a encostar o queixo ao peito) e a outra mão na bacia para facilitar a impulsão dos membros superiores e a rotação do corpo;

Thalía


 
 
 
 
História

Quem a vê hoje em dia nem imagina que sua vida poderia tornar-se uma grande novela. Thalía é a filha caçula do casal Yolanda Miranda Mangé e Ernesto Sodi Pallares, que até então viviam muito felizes no DF mexicano. Como filha mais nova do casal recebia muitos mimos da família, principalmente de suas quatro irmãs Laura Guadalupe ( a atriz e cantora Laura Zapata ), Maria Carlota Amalia Federica Anastasia ( Fede ), Ana Cecília Luisa Gabriela Fernanda ( Gabi ) e Maria Candelaria Amada Agueda Ernestina Clementina, nessa época era muito comum colocar vários nomes nos filhos, Thalía até hoje agradece por ter escapado disso.
Thalía sempre viveu no meio das artes, sua mãe trabalhava com artes manuais e tudo que se relaciona com isso, e seu pai além de arqueólogo, cientista, perito gráfico, químico, também era restaurador dos grandes tesouros arqueológicos mexicanos. Com apenas 1 ano de idade Thalía participou de um anúncio de refrigerantes, e não parou mais, em 1975 acontece sua primeira aparição na TV, no programa “Estudiantes que Estudian”, no qual seu pai era diretor, e chegou a participar do filme “La Guerra de los Pasteles” em 1976. Thalía era chamada de Yuya (um pássaro que vive na região de Yucatán) pelo seu pai, pelo motivo dela viver cantando.
Por volta de 5 anos de idade Thalía sofreu um grande trauma, a morte de seu pai, isso a abalou de tal forma, que refletiu em sua saúde, pois Thalía começou a viver como autista, não falava, não brincava com outras crianças, criou um mundo só dela. Os psicólogos diziam que ela era uma criança inteligente, e com medo de sofrer se afastou de tudo, para não ter mais decepções. Esse fato se estendeu por cerca de um ano, e um belo dia Thalía perguntou à sua mãe: “¿Donde esta mi papa?”, sua mãe respondeu: “Su papa esta cerca de Dios”, e Thalía voltou a ser a mesma de sempre (alegre, brincalhona, com vontade de viver).
Thalía também praticou ginástica olímpica, seu sonho era ser como Nadia Comaneci,
praticou esse esporte dos 7 aos 13 anos, e já fazia parte da equipe olímpica mexicana. Durante esse tempo sua irmã Laura, que já era atriz, a levava em suas gravações, mas Thalía tinha medo das câmeras. Um dia esse medo sumiu, e Thalía aos 9 anos entrou para o Pac Man, um grupo musical infantil com 4 integrantes, logo o grupo mudou seu nome para Din Din e participou do festival “Juguemos a Cantar”. Esse grupo gravou 4 discos que não obtiveram uma boa vendagem. O grupo acabou, e Thalía decidiu participar sozinha do mesmo festival, foi finalista e ficou em 4o. lugar, com a música “Moderna Niña del Rock”.
Já envolvida ao meio artístico, conheceu Usi Velasco, que a convidou para participar de sua peça teatral “Vaselina”, como uma das meninas que dançavam lá no fundo, Thalía aceitou. Esse foi um grande salto na carreira de Thalía, pois através dessa peça conheceu o grupo Timbiriche (que também atuava na peça) e o produtor do grupo Luis de Llano. Sasha, uma das integrantes do Timbiriche, resolve seguir carreira solo, e Thalía foi convidada para integrar-se ao grupo, passando a atuar como a personagem principal da peça. Thalía viu aí a oportunidade que sempre sonhou. Em Setembro de 86, Thalía estréia no grupo Timbiriche, que foi um grande fenômeno no México e parte da América Latina. Neste grupo Thalía participou de 4 discos, entre eles um acompanhado pela Sinfónica de la Ciudad de México.
Foi convidada em 1987 para fazer um pequeno papel na novela “Pobre Señorita Limantour”, mas esse pequeno papel começou a ser notado pelo público, que pedia mais, e assim foi crescendo e aos poucos se tornando uma personagem importante na trama. Logo foi convidada para a sua primeira novela de grande projeção, “Quinceañera”, ao lado de Adela Noriega, essa teve grande repercussão entre os jovens do México, pois abordavam assuntos típicos da vida de adolescentes. Com o grande sucesso dessa novela, Thalía recebeu um novo convite, estrelar a novela “Luz Y Sombra”, mas infelizmente essa novela não teve muito êxito, e não foi o sucesso que todos esperavam.Em 1989, Thalía se despede do Timbiriche, queria ter sua carreira independente, procurou vários produtores, mas nenhum tinha uma proposta que a agradasse, até que conheceu Alfredo Díaz Ordaz, que pensava exatamente como ela, sabia que Thalía precisava causar impacto, que necessitava de uma nova imagem. Thalía vai a Los Angeles se preparar, fez aula de canto, dança, música (aprendeu a tocar baixo e violão). E em 1990 chega ao México Thalía com uma imagem sexy e atrevida, causando grande impacto e críticas, pois todos estavam acostumados com uma Thalía diferente, seu primeiro disco, simplesmente “Thalía”, teve 2 canções proibidas na rádio, e ela chegou a pensar que todo aquele investimento havia sido em vão.
1991, Thalía lança seu segundo disco, “Mundo de Cristal”, que logo caiu no gosto popular, foi grande sucesso de vendas, e abriu portas para Thalía em outros países, como na Espanha, nesse momento já envolvida emocionalmente com Alfredo esteve a ponto de se casar, mas decidiu que o melhor era firmar-se como cantora. Com o grande estouro de seu disco, Thalía foi convidada a apresentar o “Vip de Noche” na Espanha, um dos programas de maior audiencia. Ainda na Espanha foi convidada ao escritório do produtor Valentim Pimstein que tinha uma grande proposta, María Mercedes, e Thalía aceitou na mesma hora. Essa foi a primeira grande novela de Thalía, e a projetou internacionalmente.
No auge de sua carreira Thalía sofre mais uma grande perda, Alfredo falece, Thalía fica muito abalada e entra em profunda depressão. Mas conseguiu sair dessa graças a ajuda de sua mãe e amigos. Thalía então muda de produtor e lança seu terceiro disco Love, esse disco tinha clássicos da música mexicana como “A La Orilla del Mar” e “Cien Años”, e em forma de homenagem a Alfredo, Thalía inclui nesse disco uma canção chamada “Sangre”, de sua própria autoria, que fala sobre amores perdidos. Em seguida o fenômeno Marimar, que foi sucesso por todos os lados do planeta, com destaque para EUA e Filipinas (essa novela conseguiu acabar com uma guerra civil entre duas cidades, e tal acordo de paz recebeu o nome de Marimar). Um grande passo na carreira de Thalía foi a mudança para gravadora “EMI”, e o lançamento de “En Éxtasis” que ganhou prêmios em várias partes do globo, inclusive Brasil, Argentina, EUA, e outros. E neste mesmo ano declararam 25 de abril como o Dia de Thalía na Califórnia, e em 1996 encerra-se a trilogia das Marias com “María la del Barrio”, outro grande êxito. Em 1997 vem ao Brasil pela primeira vez lançar seu álbum En Éxtasis. Lança também seu cd “Amor A La Mexicana” que foi um grande êxito em grande parte do mundo, lançado inclusive na França com o nome de “Por Amor”. No final deste mesmo ano foi convidada a participar da trilha sonora do filme infantil da Fox, Anastasia, foi a única latina convidada para participar desse trabalho.
Em 1998, em férias, vem ao Brasil e participa do Carnaval do Rio de Janeiro, desfila pela “Imperatriz Leopoldinense” e é capa de várias revistas no Brasil e no exterior, e foi atração exclusiva no programa “El Ojo del Huracán” da Tv Azteca, que fez a cobertura completa do Carnaval brasileiro, neste mesmo ano assina um novo contrato com a Televisa (contrato de exclusividade e mais caro da história da Televisa), e debuta em Hollywood com o filme “Mambo Café”. No ano seguinte grava uma nova telenovela, “Rosalinda” que foi vendida e exibida com grande êxito em várias partes do globo. Assume seu romance com o presidente da Sony Music, Tommy Mottola.
2000 foi simplesmente o ano de Thalía, com uma nova imagem e um novo estilo musical (mas sempre com o toque latino), surge “Arrasando”, o novo álbum de Thalía, que ganhou prêmios em vários países e foi considerado um dos discos mais executados na América Latina com as canções “Entre El Mar y Una Estrella” “Regresa a Mí” e “Arrasando”. No final deste mesmo ano realiza seu grande sonho, casou-se com seu grande amor na Catedral de São Patrício em Nova Iorque. E finaliza o ano com grande êxito, tanto pessoal quanto profissional.

No ano de 2001, aproveitando os frutos do sucesso que obteve com Arrasando, Thalía realiza um de seus sonhos, lançando o CD “Thalía con Banda”, totalmente dedicado ao seu povo mexicano. Ela também participa dos prêmios Latin Billboards e é eleita a “Estrela” da revista. Ainda falando em prêmios, o CD Arrasando recebe três indicações ao Grammy Latino: Melhor performance vocal feminino, Melhor música (Arrasando) e Melhor Engenharia de som e leva um troféu (Melhor engenharia de som). É convidada a se apresentar nos Grammys, mas, em decorrência dos atentados terroristas nos Estados Unidos, a festa de premiação é cancelada.”Thalía”, este foi o nome dado ao álbum lançado no ano de 2002. Foi também o primeiro passo de Thalía rumo à conquista dos Estados Unidos, já que o álbum incluía 3 canções em inglês. Sucesso absoluto na carreira e vida pessoal.
Thalía anuncia que gostaria de adotar três crianças: uma de nacionalidade oriental, uma africana e uma outra de nacionalidade diferente. Nesse ano, acontece a festa do Grammy e Thalía arrasa cantando “No me enseñaste”, ao vivo, numa altura de aproximadamente 10 metros. Infelizmente, não ganha em nenhuma das categorias que estava indicada: (melhor vídeo clip: Amor a la mexicana versão banda e Melhor canção de salsa: No me enseñaste versão salsa).
2003, são lançados os CDs “Thalía’s Hits Remixed” e finalmente o tão esperado (principalmente por ela) crossover “Thalía”. A gravadora aposta todas suas armas nesse CD e Thalía se prepara mais uma vez para o sucesso. “I want You”, primeira música de trabalho, é numero 1 nas principais radios brasileiras e obtém muito sucesso nas Américas Latina (Me pones sexy) e do Norte (a divulgação foi totalmente direcionada para os EUA, abrindo exceção apenas para o México). Thalía recebe o prêmio Billboard de “Melhor álbum do ano” pelo CD Thalía 2002 e apresenta-se no Grammy Latino mais uma vez. Nos planos de Thalía para o próximo ano inclui um filho…


                                                          Perfil da Thalía

Nome: Ariadna Thalía Sodi Miranda Data de Nascimento: 26/08/1971 Local de Nascimento: Cidade do México Idade: 39 Anos Signo: Virgem Peso: 51/52 Kg Altura: 1,67m Cintura: 56 Cm Calçados: 35 Mãe: Yolanda Miranda Estudos: até o Segundo Grau Filhos(a): uma menina chamada Sabrina Sakaë nascida no dia 7 de outubro de 2007 Profissão: atriz, cantora, compositora, produtora executiva, empresária, estilista e locutora de rádio Cor preferida: laranja, branco e preto Comidas: mexicana e japonesa Passatempo: ler, escutar música, “chat” e fazer compras Um livro: a “Bíblia” Um perfume: Hot couture, da Givenchy O que mais gosta em seu corpo: o sorriso Parte do corpo dos homens que mais gosta: as mãos Sua melhor noite: em Bahamas Admira: Sua mãe, seu marido e Jesus Cristo Odeia: Cigarro, as drogas e a mentira Um sonho: Estudar psicologia Coleciona: bichinhos de pelúcia (tem mais de 1.500) O que menos gosta: de café Momentos críticos: A morte de seu pai, quando ela tinha 5 anos; uma doença muito grave que teve aos 11 anos e o sequestro de suas irmãs Laura e Ernestina, em 2002.

EDUARDO CAPETILLO


Eduardo Capetillo, nasceu no dia 13 de Abril de 1970 no Hospital ABC, na Cidade do México, às 10:30 am, e foi batizado na igreja Santa Terezita.
Aos 8 anos de idade, ele participou de alguns cursos para apresentações com a atriz Martha Zavaleta e os cursos de jazz no centro do Televisa para a Capacidade.. Ele entrou de vez na carreiras artísticas quando ganhou o “Festival Juguemos a Cantar” , ganhando destaque com a música ” Mi Grupo Toca Rock” , lançado pela gravadora ORFEON.

Nome : Eduardo Capetillo Vásquez
Data de Nascimento : 13 de Abril de 1970
Cidade : Mexico D.F
País : Mexico
Mãe : Maria Del Carmen Vázquez Alcaide
Pai : Manuel Capetillo , Toureiro
Irmãos : Manuel Capetillo , toureiro
Guilhermo Capetillo, ator e toureiro
Estado Civil : Casado ( 1996 )
Esposa : Bibi Gaytán , Atriz
Filhos : Eduardo Jr. ( 1995 ), Ana Paula ( 1997 ) Alejandra ( 1999 )
Ocupação Anterior : Cantor da Banda “Trimbiriche”
Ocupação : Ator, Cantor e Toureiro
Novelas
” Vivan Los Niños ” ( 2002 ) Emiliano Leal
” El Secreto ” ( 2001 ) Fernando Salazar
” Camila” ( 1998 ) Miguel
” Canción de Amor ” ( 1996 ) Renzo
” Marinar ” ( 1994 ) Sergio Santibáñez
” Baila Conmigo ” ( 1992 ) Eddy
” Alcanzar una Estrella II ” ( 1991 ) Eduardo Casablanca
” Alcanzar una Estrella ” ( 1990 ) Eduardo Casablanca
” Cementerio Del Terror” ( 1989 ) Tonny
Discografia
Compliações
Jugemos a cantar – México -1981
Eduardo y Los Sobrinhos – México- 1983
Banda Timbiriche
Timbiriche VIII – México – 1987
Timbiriche VIII – México – 1988
Timbiriche IX – México – 1989
Los Clássicos de Timbiriche – México – 1989
Timbiriche Lo Mejor – México – 19992
20 Kilates Musicales – México – 1996
Timbiriche Clássico – USA – 1998
Serie Millenium 21 – USA – 1999
Solista
Dame Una Noche – México – 1991
Dame Una Noche – USA – 1991
Aqui Estoy – México – 1993
Aqui Estoy – México – 1993
Aqui Estoy – Filipinas – 1996
Piel Ajena – México – 1995
Piel Ajena – USA – 1995
Piel Ajena – Filipinas – 1996

Carreira :

No teatro participou da Obra Teatral Vaselina e gravou sua primeira novela em 1986, chamada Martín Garatuza na qual ele faz um papel de Robin Hood.

Em 1986, Eduardo entre no grupo Timbiriche, ficando no lugar de Benny; seu sucesso já se tornava realidade com o lançamento do disco “Rock Show” que corresponde ao disco “Timbiriche VI” e ele grava mais êxitos com o grupo com os discos “Timbiriche VII” e o álbum “Timbiriche VIII y IX”: Na voz de Eduardo, algumas músicas como “No seas Tan Cruel”, “Todo Cambia” , “Com Todos menos conmigo”, fazendo promoções e shows por todo o México e partes da América Latina.
Em 1993 lança seu segundo cd como solista: ” Aqui Estoy ” . As músicas de êxitos deste disco são : Chica de Ayer, Me Tienes, Te extraño toda, ficam no topo das paradas em vários países da América Latina.
Em 1994 é convidado para contracenar como Sergio Santibañez na novela Marimar como par romântico com Thalia. Esta novela abre as portas para o mercado internacional.
Neste mesmo ano acontece o casamento mais esperado pelos Mexicanos: Bibi Gaytán com Eduardo Capetillo.
Casam-se no dia 25 de Junho de 1994, numa fazenda em chicoconcuac, que é um povoado histórico, pois Herman Cortes viveu neste lugar.
Em 1995, nasce seu primeiro filho, sendo batizado por Eduardo Capetillo Gaytán ( Lalito )
Ainda em 1995, grava seu último álbum como solista pela BMG Ariola ( Piel Ajena ) no qual faz sucesso com a música Qué Me Quedará ( Baby Its Tonight )
Em 1996, grava a novela Cancion de Amor, Com Lorena Rojas, protagonizando o papel de um cantor e grava 7 músicas no cd tema “Cancion de Amor” e faz dueto na música ” Para Ti, para mim ” com Luisa Fernanda.
Com o grande êxito internacional de Marimar, ele é chamado para fazer shows na Filipinas : Thalia esteve neste país primeiro, por ser considerada lá como rainha; e ele lança seus cds neste país. Aqui Estoy e Piel Ajena.
A RPM ( a maior rede de tv das Filipinas) tenta contratá-lo para fazer comerciais e até um filme, mas a Televisa rejeita.
No dia 13 de maio de 1997, nasce seu segundo filho, Ana Paula Capetillo Gaytán.
Após quase 2 anos sem atuar e cantar, é chamado para estrelar a novela “Camila” juntamente com sua esposa,Bibi Gaytan, e ele canta o tema da novela em duas versões: Uma romântica e a outra mais pop.

Em 9 de Novembro de 1999, nasce seu terceiro filho, Alejandra Capetillo Gaytan. Em 12 de Fevereiro de 2.000, batiza sua filha Alejandra.
No final de Novembro de 2000, a Televisa fez um projeto para Eduardo ir fazer uma novela na Espanha, na qual se chama ” El Secreto “, ele é o único ator Mexicano desta novela, o restante do elenco é Espanhol.
Esta novela estreou dia 22 de Janeiro de 2001 na TVE Espanha, e foi considerada um sucesso . Hoje em dia , ele está morando novamente no México e sua última aparição na telinha foi em ” Vivan Los Niños ” , a mais recente versão de Carrossel, exibida também no Brasil. Nesta telenovela, Eduardo é o par romântico de Andrea Legarreta, a professora Lupita.

Marimar :
O ator Mexicano Eduardo Capetillo, intérprete de Sergio Santibañez, na novela Marimar , novela que está sendo reprisada atualmente no Brasil, viveu um romance com a atriz Thalia durante as gravações da novela, mas o ator não gosta de falar sobre o assunto, ele comentou que desde que Thalia se transformou em uma estrela internacional não tem contato com ela.
Eduardo surpreendeu-se quando soube que a novela Marimar está sendo reprisada no Brasil , e que a trama continua fazendo sucesso tanto aqui, como ao redor do mundo, pois Marimar já foi vendida para 150 países.

Amy, A Menina da Mochila Azul.
O mais recente trabalho de Eduardo Capetillo, é Amy, a Menina da Mochila Azul, onde viverá Octavio Betancourt e fará par romântico com Nora Salinas. A trama tem como estrelinha principal “Danna Paola “
Sinopse
As aventuras e ao mais puro sentimento humano são os temas centrais da novela Amy a Menina da Mochila Azul, onde o real e a fantasia se misturam. Criada por casualidade na casa de um pescador, Amy enfrenta a desgraça de Perla, sua mãe adotiva, e a possibilidade de perder o barco onde vive com matias, seu pai.
Apesar de tudo, ela é uma menina feliz, que se dedica a vender colares que fabrica com as pedras que recolhe no fundo do mar. Mas o destino a preparou muitas surpresas mais, como seu encontro com o milionário Octavio ( Eduardo Capetillo ) , que é seu verdadeiro pai, e com Raúl ( Joseph Sasson, sua alma gêmea e herói, e cuja missão é acabar com a maldição da “La Cueva de Los Espíritus” . Amy também terá que escapar da perversa Perfecta Carlota, que explorará os órfãos para obter dinheiro.
Sua audácia e teu bom coração transformarão o seu destino e mudarão a história de seu povoado para sempre. Com a ajuda de Raúl e da sereia “Coral “, que ao lado de toda a história os guiará até o ” Cinco Caminhos de Luz ” Amy, descobrirá universos mágicos que a conduzirão ao maior tesouro do mundo : A FELICIDADE.
Tema Musical
Azul Como El Cielo
( Tatiana e Danna Paola )
En un puerto Muy Pequenõ
Que hay en medio de la bahia,
Amarrado a un trozo de la orilla,
El Bucanero va
Navegando al ritmo de la brisa,
Persiguiendo estrellas amarillas,
Com un nuevo suenõ cada dia
Que quiere hacer realidad
Todos los secretos de este mar
Cabem en un punõ , déjame contarlos ya
La ninãa de la mochila azul,
Como el cielo, azul como el mar.
La niña de la mochila azul,
Soy la chispa que te prenderá
Noto que La Vieja Lola
En la que viajaba Pancho Villa,
Cuando se reúne la pandilla,
Echa outra vez a andar.
Donde cabe uno cabem cuatro,
Yendo com Raúl, Neptuno y Gato,
Persiguiendo el rastro del tesoro
Que vamos a encontrar
Toco el cielo com los dedos cada vez
Que tus ojos negros vuelven a tocar mi pie
La ninã de la mochila azul
Em la chispa que te prenderá
En el manglar no hay problema,
todo tiene solución,
no hay miedo, angustia ni pena
que aguante outra vuelta más del reloj
La niña de la mochila azul,
Como el cielo , azul como el mar.
La ninã de la mochila azul.
Soy la chispa que te prenderá.

Cuidar dos dentes em diferentes etapas da vida


Cuidar dos dentes em diferentes etapas da vida

Imagem ilustrativa

Os dentes não se mantêm iguais ao longo do tempo. Cada fase da vida exige cuidados específicos. Saiba quais são.

Crianças, adolescentes, adultas, grávidas e idosos têm necessidades diferentes. Descubra os cuidados que são mais adequados ao seu perfil.

Adolescência

Como é que os adolescentes podem manter os dentes brilhantes e saudáveis?

A melhor maneira dos adolescentes manterem um sorriso bonito e dentes saudáveis é preservarem os bons hábitos orais iniciados durante a infância. Assim, é importante que:

  • Escove os dentes pelo menos duas vezes por dia com uma pasta dentífrica fluoretada, para remover a placa bacteriana e proteger os dentes dos agentes desmineralizantes;
  • Use o fio dentário diariamente para remover a placa bacteriana entre os dentes e junto da linha gengival;
  • Limite a ingestão de alimentos e bebidas açucaradas (especialmente bolachas, cereais com açúcar, pão achocolatado, caramelos, rebuçados, refrigerantes, etc.);
  • A ingestão de bebidas gaseficadas deve ser através de “palhinhas”, para que não se promova erosões dentárias;
  • Visite o profissional de saúde oral regularmente para prevenir precocemente qualquer tipo de distúrbio oral e minimizar os impactos;
  • Nesta fase da vida tornam-se particularmente importantes aspectos relacionados com a auto-estima e estética oro-dentária, daí que um crescente número de jovens adira a correcções ortodônticas. Durante esse tratamento assume também particular importância a higiene oral dos aparelhos ortodônticos;
  • Outro aspecto importante será a associação de hábitos que podem de forma irreversível comprometer o estado de saúde oral, nomeadamente o consumo de tabaco, álcool, drogas ou, mais recentemente, o recurso a piercings orais e periorais.

Desta maneira pode ajudar os dentes a durarem toda a vida. Uma boca saudável fá-lo-á sentir-se bem. Também lhe confere um hálito fresco e um sorriso bonito.

Ortodontia: muitas crianças e adolescentes precisam de tratamento ortodôntico para corrigir o apinhamento dentário, dentes mal posicionados ou um mau alinhamento dos maxilares.

Os dentes que não estão posicionados correctamente são mais difíceis de escovar, têm mais probabilidades de serem afectados por lesões de cárie e perdidos precocemente, bem como podem causar distúrbios devido a uma maior sobrecarga sobre os músculos mastigadores.

Para a avaliação das necessidades de tratamento ortodôntico deverá o adolescente recorrer a consulta especializada de medicina dentária e, perante um conjunto de exames clínicos e fotográficos, será possível determinar se esse jovem precisa de aparelho ortodôntico e que tipo de tratamento será o mais adequado.

Protectores orais: se pratica desporto, os protectores orais são imprescindíveis para proteger o seu sorriso. Estes dispositivos devem cobrir os dentes e estão indicados para protegê-los contra os traumatismos, cortes laterais e outros danos na boca.

Estes dispositivos devem ser confeccionados em função do formato da boca, o que obriga a realização de moldes durante consulta dentária.

Nutrição: desempenha um papel importante na sua saúde oral. Os açúcares e os hidratos de carbono existentes em muitos alimentos e bebidas suportam a formação da placa bacteriana que destrói o esmalte dos dentes. Limite a quantidade de alimentos e bebidas que contêm açúcares e hidratos de carbono, porque os seus dentes são atacados por ácidos por eles formados.

Fazer uma dieta que contenha os cinco grupos alimentares, distribuídos equilibradamente, pode trazer uma grande diferença à sua saúde oral. Para as pequenas refeições ou lanches, escolha alimentos nutritivos como queijo, vegetais crus, iogurte natural, leite ou fruta.

Disfunções na alimentação: bulimia (vómito depois de ingerir comida) e anorexia (um medo desordenado de ganhar peso, frequentemente resultando no vómito) são desordens muito sérias que afectam directamente os dentes por erosão do esmalte dentário, pelo facto de o vómito ter um conteúdo ácido.

O seu médico dentista pode corrigir um esmalte dentário deteriorado, mas deve tratar estas desordens na alimentação mediante apoio psicológico sobre a preservação da imagem e autocontrolo. Se acha que tem, ou pode vir a ter, alguma disfunção alimentar, fale com o seu médico.

Fumar: se não fuma, não comece. Juntamente com outros problemas de saúde, o tabaco mancha os dentes e gengivas. Fumar, a longo prazo, aumenta o risco de desenvolvimento de cancro oral e de doenças gengivais.

Se fuma, deve ter particular atenção ao estado da sua boca, dentes e lábios. Submeta-se regularmente a consulta de medicina dentária e obtenha informação sobre a detecção de algum problema oral.

O que fazer para manter os dentes brilhantes?

As destartarizações realizadas pelo dentista ou higienista conseguem remover a maior parte da pigmentação ou das manchas externas causadas pelos alimentos e pelo tabaco. O uso de uma pasta dentífrica branqueadora pode, também, ajudar a remover estas manchas entre as visitas ao profissional de saúde oral. Contudo, como contém abrasivos, quando usadas continuamente, podem danificar os dentes. A pigmentação interna pode ser tratada através de técnicas de branqueamento, de restaurações estéticas ou através de prótese fixa (coroas ou facetas).

Qualquer um destes tratamentos é seguro e eficaz, mas é o seu dentista quem lhe vai recomendar qual o mais apropriado para si, tendo em conta o estado dos seus dentes e os resultados que deseja obter.

Idade adulta

Qual é melhor forma de cuidar dos dentes em adulto?

A chave para manter um sorriso brilhante e saudável ao longo da vida adulta é praticar uma correcta higiene oral. Ao longo da sua vida adulta, é importante continuar a:

  • Escovar os dentes pelo menos duas vezes por dia com uma pasta dentífrica fluoretada para remover a placa bacteriana e protecção da desmineralização.
  • Usar o fio dentário (ou escovilhões, caso os espaços entre os dentes sejam largos) diariamente para remover a placa bacteriana entre os dentes e junto à linha gengival, antes que esta mineralize e se transforme em tártaro.
  • Limitar a ingestão de alimentos açucarados ou com hidratos de carbono, especialmente alimentos muito adesivos aos dentes. Quanto mais lanches fizer entre as refeições, durante mais tempo haverá contacto dos ácidos com o esmalte dos seus dentes.

Alguns estudos têm associado problemas orais nos adultos com a ocorrência de enfartes agudos do miocárdio e acidentes vasculares cerebrais. Assim, deve visitar o profissional de saúde oral regularmente.

Quais os principais cuidados a ter com os dentes na fase adulta da vida?

Mesmo que escove e use o fio dentário regularmente, pode ter de enfrentar alguns distúrbios relacionados com o estado da sua saúde oral durante a idade adulta. Felizmente, o profissional de saúde oral pode ajudá-lo a enfrentar estes desafios com bastante sucesso. Lembre-se de aspectos tão importantes como:

  • As doenças gengivais iniciam-se com a gengivite, que é reversível. Os sintomas da gengivite incluem a gengiva avermelhada, inchada ou edemaciada, com tendência para sangrar.
  • Se verificar alguns destes sinais, visite o profissional de saúde oral antes que se desenvolvam problemas mais sérios. Um estado mais avançado de doença gengival pode conduzir à perda de dentes.
  • As cáries dentárias junto de restaurações (chamadas cáries recidivas) e as cáries radiculares tornam-se mais comuns à medida que envelhecemos. Por isso, é muito importante escovar os dentes com uma pasta dentífrica fluoretada, usar o fio dentário diariamente e visitar o profissional de saúde oral regularmente.
  • A sensibilidade dentária pode ser um problema crescente à medida que se envelhece. As gengivas podem sofrer recessões ao longo dos anos devido a experiências anteriores com a doença periodontal, expondo áreas dos dentes que não estão protegidas pelo esmalte. Por outro lado, o desgaste do esmalte pode criar áreas particularmente sensíveis à dor pela ingestão de alimentos ou bebidas frias ou quentes. Se tem sensibilidade dentária, deve visitar o seu médico dentista, porque a sensibilidade pode ser um indicador de um problema mais sério.
  • Os dentes perdidos devem ser substituídos por dispositivos protéticos o mais rapidamente possível, de forma a evitar alterações consequentes à perda dentária.
  • Os implantes dentários substituem um ou mais dentes ou são usados para suportarem próteses totais ou parciais. Consulte o seu dentista para saber se os implantes dentários são a melhor solução para si, no caso de ter perda de dentes.

Que efeitos tem a dieta na saúde oral?

Além de afectar grandemente o seu bem-estar geral, uma alimentação correcta é necessária para ter dentes e gengivas saudáveis. Fazer uma alimentação equilibrada oferece aos tecidos dos seus dentes e gengivas os nutrientes e minerais mais importantes que eles precisam para se manterem fortes e resistentes a infecções que podem contribuir para a doença gengival. Além disso, os alimentos mais duros e fibrosos, como as frutas e os vegetais, ajudam a manter as suas gengivas e os dentes limpos, porque durante a mastigação promovem uma acção de auto-limpeza, não substituindo, no entanto, a escovagem dentária após as principais refeições.

Por outro lado, os alimentos moles e muito adesivos tendem a manter-se nas fissuras e entre os dentes, promovendo a acumulação de placa bacteriana.

Gravidez

A saúde oral tem efeitos na gravidez?

Estudos recentes associam uma ligação entre as doenças gengivais e os partos prematuros e o nascimento de crianças com baixo peso (<2.500 g).

Assim, as mulheres, antes de planearem engravidar, devem ter uma consulta de medicina dentária para avaliarem o seu estado de saúde oral e submeterem-se a tratamentos (quando necessários). Deste modo poder-se-á evitar que grávidas com doença gengival corram o risco do seu bebé nascer mais cedo e mais pequeno.

São necessárias ainda mais pesquisas para confirmar de que forma a doença gengival afecta a gravidez, mas, aparentemente, desencadeia o aumento dos níveis e fluidos biológicos que induzem o parto.

O conceito muito difundido que durante a formação dos ossos do bebé é retirado o cálcio dos dentes da mãe está profundamente errado. No entanto, algumas lesões de cárie que surgem durante e após a gravidez estão relacionadas com lesões de cárie que não foram detectadas e tratadas precocemente, bem como alterações hormonais que podem induzir alterações do metabolismo e da acção da saliva sobre a boca e dentes.

Por tudo isto, o melhor conselho para uma mulher que pensa engravidar é visitar o profissional de saúde oral para uma consulta de rotina e tratar qualquer problema oral antes de ficar grávida.

A gravidez tem efeitos na saúde oral?

As alterações fisiológicas que normalmente ocorrem durante a gravidez, nomeadamente as provocadas por alterações hormonais, podem desencadear alterações na saúde oral das grávidas, que na sua maioria regridem após o parto.

Que problemas orais podem desenvolver-se durante a gravidez?

Estudos recentes mostram que muitas grávidas apresentam epúlide gravídica ou tumor gravídico. Quando a placa bacteriana se acumula nos dentes e gengivas surge um tumor, com compromisso estético e que frequentemente sangra durante a mastigação e escovagem.

Maioritariamente este tipo de tumor desaparece após o parto, não havendo necessidade de recorrer a cirurgia. Noutras vezes será necessário recorrer a cirurgia, durante a gravidez, para remoção desse tecido. Pode acontecer que este tipo de lesões volte a surgir no mesmo local após a sua remoção cirúrgica.

A gengivite gravídica ocorre mais frequentemente durante a gravidez, devido a alterações hormonais que desencadeiam a reacção das gengivas aos produtos inflamatórios da placa bacteriana. Contudo, é a placa bacteriana (e não as hormonas) a principal causa da gengivite.

Manter os dentes bem limpos, sobretudo junto à linha gengival, vai ajudar a reduzir drasticamente – ou mesmo a prevenir – a gengivite durante a gravidez. Substituir os doces por alimentos mais nutritivos, como o queijo, os frutos ou vegetais frescos, será também melhor para os seus dentes.

Acidente com navio italiano de cruzeiro deixa ao menos 3 mortos


Acidente com navio italiano de cruzeiro deixa ao menos 3 mortos

REUTERS

TUDO sobre o nosso MUNDO NEWS

PORTO SANTO STEFANO, 14 Jan (Reuters) – Pelo menos três pessoas morreram depois que um navio italiano de cruzeiro encalhou e tombou com mais de 4 mil pessoas a bordo. As equipes de resgate continuavam procurando outras vítimas.

A operação de resgate envolvendo botes salva-vidas, navios e helicópteros prosseguia horas depois de o navio Costa Concordia, de 114.500 toneladas, ter se chocado contra um banco de areia perto da ilha de Giglio na noite de sexta-feira. Fotos mostram um enorme rombo numa parte lateral.

“No momento temos cerca de 40 homens no trabalho e aguardamos a chegada de equipes especializadas em mergulho para checar todo o interior do navio”, disse o porta-voz da corporação de bombeiros, Luca Cari.

“Não descartamos a possibilidade de que mais pessoas estejam desaparecidas. Isto é difícil porque o navio é enorme”, declarou Cari, acrescentando que a embarcação estava tombada para um lado sobre o banco de areia e provavelmente não vai afundar mais do que isso.

Os passageiros disseram que o acidente ocorreu durante o horário do jantar.

PÂNICO

“Estávamos sentados para jantar e ouvimos aquele grande estrondo. Acho que ele bateu em algumas rochas. Houve muito pânico, as mesas viraram, os copos voaram para todos os lados e nós corremos para os decks onde colocamos nossos coletes salva-vidas”, relatou a passageira Maria Parmegiano Alfonsi à TV italiana Sky.

Segundo a emissora, a polícia e passageiros disseram que algumas pessoas saltaram do navio, que tem 290 metros de comprimento.

O luxuoso navio de vários andares submergiu parcialmente a apenas centenas de metros da costa. As autoridades não quiseram levantar hipóteses sobre as causas do acidente.

“Certamente haverá uma investigação, mas neste estágio é impossível determinar exatamente o que aconteceu”, disse Italo Spalvieri, de uma corporação da polícia no vizinho porto de Livorno.

Muitos dos 3.200 passageiros e 1.023 tripulantes foram levados para o porto de Santo Stefano, no continente, onde estavam abrigados em escolas, igrejas e outros edifícios públicos.

O website da operadora do cruzeiro, a Costa Crociere, com sede em Gênova, aparentemente entrou em colapso diante do volume de acessos, mas a empresa pôs à disposição uma linha telefônica para responder aos pedidos de informação. A Costa informou que vai cooperar plenamente com as autoridades.

Não há informações sobre a identidade das vítimas. Acredita-se que, na maioria, os passageiros sejam italianos, mas também haveria pessoas de muitas outras nacionalidades a bordo.

(Reportagem adicional de Philip Pullella e James Mackenzie em Roma e Ognibene em Florença)

Futsal


A versão mais aceita para o surgimento do Futebol de Salão é a de que ele começou a ser praticado por volta de 1940, por jovens freqüentadores da Associação Cristã de Moços, em São Paulo. Enfrentando dificuldades para encontrar campos de futebol para divertimento em suas horas de lazer, estes improvisaram “peladas” nas quadras de basquete e hóquei, aproveitando as traves usadas na prática desse último esporte. No início as “equipes” variavam em número, tendo cinco, seis e até sete jogadores, sendo pouco a pouco fixado o limite de cinco. As bolas eram de crina vegetal ou serragem, sofrendo sucessivas modificações, inclusive com o uso de cortiça granulada. Como as bolas de ar utilizadas depois, saltavam muito e saiam freqüentemente das quadras, posteriormente tiveram seu tamanho diminuído e o peso aumentado. Daí o fato de o Futebol de Salão ser chamado de “esporte da bola pesada”.

De repente o novo esporte começou a ganhar corpo, estendendo-se a outros Estados, estabelecendo-se regras elementares procurando disciplinar sua prática. Dentro de pouco tempo organizavam-se times, disputando torneios abertos. Dada a facilidade para a formação de equipes rapidamente ganhava adeptos sendo introduzido em quase todas as Capitais, que já o praticavam copiando regras uns dos outros.

Na década de 50 surgiam várias Federações Estaduais, sendo a pioneira a Federação Metropolitana de Futebol de Salão (atual Federação de Futebol de Salão do Estado do Rio de Janeiro), fundada a 28 de Julho de 1954, na sede do América Futebol Clube.

Em 1955 a Entidade carioca organizou a primeira competição oficial, denominando-a “Torneio de Apresentação”, vencido pelo Braz de Pina. Em 1955 foi realizado o primeiro campeonato na cidade do Rio de Janeiro, com 42 disputantes. Em 1956, no Estado do Ceará, que mais tarde viria a ser a sede da Confederação Brasileira de Futebol de Salão, foi o primeiro campeonato dirigido pela recém fundada Federação Cearense de Futebol de Salão.

Até 1959 havia divergência de regras, com Rio de Janeiro e São Paulo disputando a primazia do novo esporte, procurando impor seus pontos de vista. O Futebol de Salão ganhara, já, tal amplitude que a então Confederação Brasileira de Desportos resolveu oficializar a sua prática, uniformizando suas regras, aceitando como filiadas as Federações Estaduais e promovendo certames de âmbito nacionais, de clubes e seleções.

Convém destacar que o amor e a tendência natural do brasileiro pelo futebol transfundiram-se para o Futsal, em razão da valorização imobiliária e de outros fatores sócio-econômicos que implicaram na quase extinção dos antigos campos de várzea. E o futebol passou, à falta de espaços principalmente nas áreas urbanas, a ser praticado em quadras originalmente destinadas a jogos de basquete e vôlei, daí explicar-se a “febre” do Futebol de Salão.

Hoje, seguramente o Futsal é a recreação e lazer desportivo da preferência de mais de 12 (doze) milhões de brasileiros, tendo assim, grande relevância não só na manifestação esporte-performance, como também nas outras manifestações (esporte-educação e esporte-participação) definidas na recomendação nº 01/86 do CND.

Em pesquisa realizada pela revista “Placar” de 01/06/84, corroborada em 1985 pelo IBGE, em seu anuário Estatístico, quanto aos esportes mais praticados no Brasil, especialmente nas cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo, nas classes A, B e C e nas faixas de idade de 15/19 e de 20/24, evidenciou-se que o Futsal está em primeiro lugar na preferência nacional. E tudo isto decorre de ser o Futsal, sem dúvida, o único esporte genuinamente brasileiro e que não impõe o biótipo geralmente requerido para certas modalidades “importadas”, podendo praticá-lo o alto, o baixo, o gordo, o magro, o jovem ou o mais idoso, daí ter tomado de roldão as quadras e espaços de recreação dos colégios, edifícios, empresas, pólos de lazer, clubes sociais e esportivos, quartéis, praças, conjuntos habitacionais, etc.

Além deste aspecto democrático e participativo, convém assinalar que Pelé, Zico, Sócrates, Casagrande, Edinho, Rivelino, Paulo César, Reinaldo, Robertinho, Artuzinho, Juninho, Caio, Denilson, Leonardo, Ronaldinho dentre outros consagrados “astros” do futebol creditam grande parte de seu sucesso ao aprendizado obtido no Futsal, onde iniciaram a vida desportiva. O jogador que vem do Futsal tem um drible fácil e curto, aperfeiçoado pelo pequeno espaço em quadra. Aprende-se a conduzir a bola perto do corpo, aprimora o domínio raramente errando um passe, além de ter um sentido de marcação muito desenvolvido.

Vale salientar que hoje o futsal não é apenas praticado e assistido nos ginásios convencionais, o nosso esporte conta com três Mundialitos disputados em arena especialmente construída, a céu aberto, na praia de Copacabana no Rio de Janeiro, por ocasião dos Festivais de Verão promovidos pelo Comitê Olímpico Brasileiro nos anos de 1995, 1996 e 1998, sagrando-se campeão em todos, além de ser amplamente divulgado nos meios de comunicação, inclusive com cobertura televisiva sistemática.

Regras

REGRA 1 – QUADRA DE JOGO

1 – DIMENSÕES

A quadra de jogo será um retângulo com o comprimento máximo de 42 (quarenta e dois) metros e o mínimo de 25 (vinte e cinco) metros, tendo a largura máxima de 22 (vinte e dois) metros e a mínima de 15 (quinze) metros.

a) As linhas demarcatórias da quadra, na lateral e no fundo, deverão estar afastadas 1 (um) metro de qualquer obstáculo (cerca ou alambrado)

b) Para partidas oficiais nacionais a quadra deverá ter um comprimento mínimo de 30 (trinta) metros e uma largura mínima de 17 (dezessete) metros.

c) Para partidas oficiais internacionais a quadra deverá ter um comprimento entre 38 (trinta e oito) e 42 (quarenta e dois) metros e uma largura entre 18 (dezoito) e 22 (vinte e dois) metros.

2 – A MARCAÇÃO DA QUADRA

Todas as linhas demarcatórias da quadra deverão ser bem visíveis, com 8 (oito) centímetros de largura.

a) As linhas limítrofes de maior comprimento denominam-se linhas laterais e as de menor comprimento linhas de fundo.

b) Na metade da quadra será traçada uma linha divisória, de uma extremidade a outra das linhas laterais, eqüidistantes às linhas de fundo.

c) O centro da quadra será demarcado por um pequeno círculo com 10 (dez) centímetros de raio.

d) Ao redor do pequeno círculo será fixado o círculo central da quadra com um raio de 3 (três) metros.

e) Nos quatro cantos da quadra, no encontro das linhas laterais com as linhas de fundo serão demarcados ¼ (um quarto) de círculo com 25 (vinte e cinco) centímetros de raio de onde serão cobrados os arremessos de canto. O raio de 25 (vinte e cinco) centímetros partirá do vértice externo do ângulo formado pelas linhas laterais e de fundo até o extremo externo da nova linha.

f) As linhas demarcatórias integram e pertencem à quadra de jogo.

g) Paralelas às linhas laterais e a uma distância de 3 (três) metros para dentro da quadra, deverão ser marcadas linhas tracejadas, para que os atletas adversários respeitem a distância mínima nos arremessos laterais.

3 – ÁREA DE META

Nas quadras com largura igual ou superior a 17 (dezessete) metros, em cada extremidade da quadra, a 6 (seis) metros de distância de cada poste de meta haverá um semicírculo perpendicular à linha de fundo que se estenderá ao interior da quadra com um raio de 6 (seis) metros. A parte superior deste semicírculo será uma linha reta de 3 (três) metros, paralela à linha de fundo, entre os postes. A superfície dentro deste semicírculo denomina-se área de meta. Nas quadras com largura inferior a 17 (dezessete) metros, o semicírculo perpendicular à linha de fundo terá um raio de 4 (quatro) metros. As linhas demarcatórias fazem parte da área de meta.

4 – PENALIDADE MÁXIMA

À distância de 6 (seis) metros do ponto central da meta, medida por uma linha imaginária em ângulo reto com a linha de fundo e assinalada por um pequeno círculo de 10 (dez) centímetros de raio, serão marcados os respectivos sinais de penalidade máxima.

5- TIRO LIVRE SEM BARREIRA

À distância de 10 (dez) metros do ponto central da meta, medida por uma linha imaginária em ângulo reto com a linha de fundo, serão marcados os respectivos sinais, de onde serão cobrados os tiros livres sem barreira, nas hipóteses previstas nestas regras. À distância de 5 (cinco) metros do ponto central da meta em ângulo reto com a linha de fundo, deverá ser marcada uma linha tracejada de 60 (sessenta) centímetros, paralela à linha de fundo, para demarcar a distância mínima em que o goleiro poderá ficar na cobrança dos tiros livres sem barreira.

6- ZONA DE SUBSTITUIÇÕES

É o espaço determinado na linha lateral, do lado onde se encontra a mesa de anotações e cronometragem, iniciando-se a uma distância de 3 (três) metros para cada lado partindo da linha divisória do meio da quadra. Para cada zona haverá um espaço de 3 (três) metros identificados com linhas de 80 (oitenta) centímetros, ficando 40 (quarenta) centímetros no interior da quadra e 40 (quarenta) centímetros para fora da quadra. Por entre estas linhas de 80 (oitenta) centímetros os atletas deverão entrar e sair da quadra por ocasião das substituições. O espaço a frente da mesa do anotador e cronometrista, com 3 (três) metros de cada lado da linha divisória do meio da quadra, deverá permanecer livre.

7- METAS

No meio de cada área e sobre a linha de fundo serão colocadas as metas, formadas por dois postes verticais separados em 3 (três) metros entre eles (medida interior) e ligados por um travessão horizontal cuja medida livre interior estará a 2 (dois) metros do solo.

a) A largura e espessura dos postes e do travessão serão de 8 (oito) centímetros e, quando roliços, terão o diâmetro de 8 (oito) centímetros.
b) Os postes e travessão poderão ser confeccionados em madeira, plástico, ferro ou material similar e pintados, de preferência de branco, e fixados ao solo. Os postes e travessão deverão ter a mesma largura e espessura.

c) Serão colocadas redes por trás das metas e obrigatoriamente presas ao poste, travessão e ao solo. Deverão estar convenientemente sustentadas e colocadas de modo a não perturbar ou dificultar a ação do goleiro. As redes serão de corda, em material resistente e malhas de pequena abertura para não permitir a passagem da bola.

8 – CONSTRUÇÃO
O seu piso será construído de madeira, material sintético ou cimento, rigorosamente nivelado, sem declives, nem depressões, prevenindo escorregões e acidentes.

9 – LOCAL PARA O REPRESENTANTE
As quadras deverão dispor, obrigatoriamente, em lugar central e inteiramente inacessível aos assistentes, de mesa e cadeiras para que o representante da entidade, o anotador e o cronometrista possam exercer com segurança e tranqüilidade suas funções.

10 – LOCAL PARA OS ATLETAS RESERVAS E COMISSÃO TÉCNICA
As quadras deverão dispor de dois locais privativos e adequados, situados a margem das linhas laterais ou de fundo, inacessível aos assistentes, onde ficarão sentados os atletas reservas, técnicos ou treinador, massagista, médico e preparador físico das equipes disputantes. A localização dos bancos de reservas deverá ser do mesmo lado da mesa de anotações e da zona de substituições e cada equipe ficará ocupando o banco colocado ao lado da meia quadra onde a equipe está defendendo e guardará, obrigatoriamente, uma distância nunca inferior a 3 (três) metros de cada lado da mesa. Quando colocados na linha de fundo deverão observar a mesma distância do poste da meta mais próximo.

11 – PLACAR OU MOSTRADOR E CRONÔMETRO ELETRÔNICO
As quadras possuirão, obrigatoriamente, em perfeitas condições de uso e visibilidade para o público e para a equipe da arbitragem, placar ou mostrador onde serão afixados ou indicados os tentos da partida e o cronômetro eletrônico para controle do tempo de jogo.

RECOMENDAÇÕES:
a) Os árbitros ao entrarem na quadra, devem conferir se todas as marcações estão corretas e se não estiverem, solicitar a imediata correção e registrar em relatório as incorreções.
b) Verificar as condições das redes das metas e redes de proteção em volta da quadra de jogo
c) As linhas tracejadas a três metros das linhas laterais, são para que os atletas e árbitros, tenham uma noção da distância que os atletas devem ficar da bola,por ocasião do tiro lateral. Os atletas podem ficar entre as linhas laterais e as linhas tracejadas desde que, estejam a uma distância de 3(três) metros da bola.

"a tecnologia abriu novas perspectivas ao mundo dos negócios. podemos constatar as suas vantagens nos"


 

vc Pediu buscou

A tecnologia abriu novas perspectivas ao mundo dos negócios. Podemos constatar as suas vantagens nos países desenvolvidos e um pouco pelo mundo em geral. Através dela as empresas obtêm retornos acrescidos, e geralmente contribuem para uma melhoria do modo de vida das pessoas.
As Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) proporcionaram a abertura da Internet, permitindo um fluxo global de informação. Calcula-se em 2020 interligará cerca de 2.000 milhões de indivíduos e vários negócios através de ligações de um computador em casa ou portátil, via telemóvel, via satélite, via T.V. Cabo, etc..
No futuro surgirão de certeza novas formas de ‘estar ligado’, ser ‘info-incluído’. Estas principais forças tecnológicas tiveram um significativo impacto positivo no intercâmbio de conhecimentos, nas ofertas de produtos e prestação de serviços mais transparentes e análogos, proporcionando aos clientes um maior controlo sobre a escolha e no caso do turismo poderem preparar, organizar e comprar directamente as suas viagens e serviços incluídos com benefícios, como a facilidade de reserva dos serviços e rapidez, alguma confiança porque a informação é ‘directa’, sem intermediários, e obtendo uma sensação de eficácia permitindo ao cliente obter o serviço desejado.
A possibilidade de efectuar negócios a partir de casa ou de uma praia longínqua, permitiu uma fusão possí vel entre os negócios e a vida privada.
Apesar desta revolução tecnológica permitir que actualmente consigamos obter informação de um modo mais rápido que nunca e de permitir também que a quantidade de informação relevante aumentasse, é necessário considerar que a quantidade de informação irrelevante também aumentou.
O turismo é uma actividade transversal englobando todas as actividades, serviços e indústrias que oferecem uma experiência de viagem: transportes, alojamento, estabelecimentos de restauração e bebidas, locais de animação/equipamentos de lazer, lojas de comércio diverso, etc., justifica-se uma abordagem pelos diferentes componentes que estão interligados, sendo o turismo a base comum a todos eles, e que permite essa ligação.
Em termos de distribuição turística têm aparecido operadores mais grandes (grossistas) e pequenos (retalista) com actividades de mercado para os quais Portugal está muito vocacionado. A internet tem assumido um papel preponderante nos fluxos económicos da actividade turística. Hoje, tudo se faz pela Internet. Quem não perceber o fenómeno está ou estará fora do negócio brevemente.
Em turismo, a informação deve ser rápida e eficaz. O posicionamento dos negócios, as novas estratégias de marketing, sobretudo o marketing experiencial, a aplicação das 7 variáveis do marketing de serviços, onde o Turismo se inclui.

A malvada Gabriela Spanic


Gabriela Spanic fotos

I

Ivana Dorantes, a invejosa prima da protagonista vivida por Lucero em Soy Tu Dueña / Divulgação – Televisa

Gabriela Spanic passou nove anos afastada das produções da Televisa, nesse tempo protagonizou novelas, se separou do marido, lançou um CD e teve seu primeiro filho. Famosa no Brasil pelo sucesso das gêmeas Paola e Paulina, protagonistas de “A Usurpadora”, a atriz é um dos destaques do elenco de “Soy Tu Dueña” como a vilã Ivana Dorantes. A novela estréia no México na próxima segunda-feira, 19 de abril.

De Miss a Usurpadora

Após ser Miss Venezuela Internacional e protagonizar algumas produções de seu país, Gaby foi escolhida em 1998 pelo produtor de telenovelas Salvador Mejía Alejandre para substituir Thalía em “A Usurpadora”. O desafio para Spanic era triplo: ocupar a vaga deixada pela maior estrela do México, interpretar gêmeas e levar nas costas o principal produto da emissora. Ela foi vitoriosa em todos os quesitos. A novela virou fenômeno mundial de audiência, inclusive no Brasil em que durante suas exibições, foram quatro no total, garantiu o primeiro lugar em diversos momentos para SBT, emissora que transmitiu os encontros e desencontros das gêmeas. Em 1999, Gabriela esteve no país por conta do sucesso alcançado por suas personagens, a integra e virginal Paulina Martins e principalmente a debochada Paola Bracho. Considerada uma das melhores vilãs da história das novelas mundiais.

O obstáculo seguinte de Gabriela seria o de repetir o sucesso de “A Usurpadora” em seus novos trabalhos, não conseguiu. “Por Teu Amor”, produção de 1999 e exibida no Brasil dois anos depois, foi bem recebida pelo público mundial, porém sem repetir o fenômeno da novela anterior. A atriz voltou a interpretar gêmeas em 2001 com “La Intrusa”, ainda inédita por aqui. Fazendo par com Arturo Peniche (Jorge Luís em “Maria Mercedes”), Gaby vivia Virginia e Vanessa, que ao contrário de Paola e Paulina, não eram rivais. A novela representou o último trabalho da atriz na Televisa até então. Há versões para a saída de Spanic da emissora: divergências com membros do elenco, principalmente a encrenqueira Laura Zapata (Malvina em “Maria Mercedes”), com executivos da emissora e o fracasso de audiência de “La Intrusa”. Contudo nenhuma das hipóteses foi confirmada pela atriz.

A Usurpadora, Por Teu Amor, La Intrusa e Tierra de Pasiones / Divulgação – Televisa. Telemundo

No período em que ficou afastada do México Gaby protagonizou três novelas de sucesso para a rede latina Telemundo: “La Venganza”, “Prisioneira” e “Tierra de Pasiones”. Aventurou-se pelo mundo da música, sem sucesso, com o álbum “Gabriela Spanic Total’’ em 2005 e lançou uma autobiografia no mesmo ano. Separada desde 2000 do ator Miguel de León (Douglas Maldonado em “A Usurpadora”), com quem ficou casada por três anos, a atriz é mãe de Gabriel, nascido em 2008. Fruto de sua relação com o empresário venezuelano Neil Perez.

Novamente vilã

“Soy Tu Dueña”, além de marcar a volta de Spanic ao México, também será o seu reencontro após 12 anos com Fernando Colunga, seu par em “A Usurpadora”. O ator é novamente o protagonista da história e dessa vez Gaby como a vilã o disputará com a heroína vivida por Lucero (“Chispita”). O público brasileiro já viu essa história antes, além dos clichês de sempre, a novela teve uma versão nacional pelo SBT em 2002, “Amor e Ódio”, com Susy Rêgo no papel principal.

Ainda não há previsão da estréia de “Soy Tu Dueña” no Brasil, provavelmente a produção será exibida na Rede CNT. Lar atual das produções exageradas da terra da tequila. Apenas uma certeza temos, Gaby Spanic voltou e sua Ivana Dorantes será tão ou mais marcante que a eterna ambiciosa e arrogante Paola Bracho.

Diagnóstico da infecção por mycobacterium do complexo avium em rebanhos suínos


Não Recomendado para menores de 10 ANOS

 

A linfadenite granulomatosa dos suínos, provocada por micobactérias atípicas, não provoca qualquer sintoma no animal e nem afeta o seu desenvolvimento. Os prejuízos que a doença causa aos produtores e agroindustrias são basicamente aqueles decorrentes do destino dado à carcaça dos animais afetados por ocasião do abate. Tomando-se por base o ano de 1999 na região sul do Brasil, a freqüência de suínos com lesões de linfadenite no abate foi cerca de 0,9%. Considerando um abate inspecionado de suínos, nesta região em 1999, de 12,6 milhões de cabeças, o prejuízo total aos produtores, causado pela linfadenite, foi estimado em 6,9 milhões de reais, representando em média um prejuízo de aproximadamente R$ 60,00 por suíno que apresenta lesão da doença no abate.

O diagnóstico da infecção por micobactérias em suínos ainda apresenta algumas dificuldades, não existindo ainda um teste prático e eficiente para identificação individual de suínos vivos infectados. Nos suínos vivos, tradicionalmente, utiliza-se o teste de tuberculinização, com tuberculina aviária e/ou bovina. As características das lesões macro e microscópicas não são suficientes para diferenciar infecção por M. do Complexo avium daquelas por M. bovis. O isolamento das micobactérias, a partir de linfonodos com lesões, é extremamente trabalhoso e caro, e apresenta baixa sensibilidade, devido aos procedimentos de descontaminação dos tecidos.

Em função dessas dificuldades na interpretação das reações ao teste de tuberculinização foram desenvolvidas várias pesquisas na Embrapa Suínos e Aves com o objetivo de melhorar os procedimentos diagnósticos para a infecção por M. do complexo avium em rebanhos suínos.

A. Isolamento do M. do complexo avium

O isolamento do M. do complexo avium para fins de diagnóstico não é um procedimento prático, porque demanda muito tempo (mais de 40 dias), além de oneroso. Seria recomendado apenas em trabalhos de pesquisa ou para confirmação da presença do agente em um rebanho, quando os demais procedimentos de diagnóstico deixam duvidas. Para fins de isolamento do M. do complexo avium, enviar ao laboratório linfonodos com lesões (Figura 1), mantidos congelados ou refrigerados.

B. Exame histopatológico e de imunoperoxidase

O diagnóstico da linfadenite por M. do complexo avium pode ser feito pelo exame histopatológico, seguido por um teste de imunoperoxidase em cortes de tecidos incluídos em parafina. Para isso deve-se colher linfonodos de suínos abatidos que apresentem lesões sugestivas da doença (geralmente as lesões aparecem nos linfonodos da cabeça e/ou do mesentérios – Figura 1), colocá-los em formol a 10% e, então, remetê-los ao laboratório. O teste de imunoperoxidase em uso na Embrapa Suínos e Aves é a técnica do Complexo Avidina-Biotina-Peroxidase, com anticorpo monoclonal produzido com extrato celular de M. avium (QED Bioscience Inc., Cat. 18104). O resultado com este método pode ser obtido em 24 horas após o material ter sido fixado no formol (Figura 2).

C. Teste de tuberculinização pareada com PPD aviária e bovina

Nos suínos vivos tradicionalmente, utiliza-se o teste de tuberculinização pareada, com tuberculina aviária e bovina para diferenciar rebanhos infectados com o M. do complexo avium daqueles por M. bovis ou M. tuberculosis. Esse teste apresenta sensibilidade e especificidade baixas para identificar individualmente animais infectados, mas pode ser utilizado com sucesso para identificar rebanhos infectados. A relação entre a reação ao teste de tuberculinização e a observação de lesões no abatedouro, depende de alguns fatores, principalmente, do período decorrido entre a infecção e a realização dos exames. As lesões macroscópicas podem levar mais de 90 dias para aparecerem, enquanto que a reação à tuberculina pode ocorrer a partir de 24 dias após a infecção com o M. do complexo avium. Essas são as razões principais porque esse teste é mais recomendado para discriminar rebanhos e não suínos individualmente. Para a obtenção de resultados confiáveis, deve-se realizar a tuberculinização pareada e ter cuidados especiais com o local correto da aplicação das tuberculinas (via intradérmica), dosagem das tuberculinas e equipamentos usados(agulha e seringa – Figura 3). Os animais devem estar totalmente imobilizados para que as tuberculinas sejam aplicadas corretamente.

Aplicação das tuberculinas: cada suíno a ser testado deve receber por via intra-dérmica 0,1ml de tuberculina aviária (0,05mg de PPD) na face dorsal de uma orelha e 0,1 ml de tuberculina bovina (0,05mg de PPD) na face dorsal da outra orelha. Para aplicação das tuberculinas, utilizar seringas e agulhas de insulina e se aplicada corretamente, deve formar uma pequena elevação semelhante a uma lentilha no local da aplicação (Figura 2). Em cada rebanho, o teste de tuberculinização pode ser feito em uma amostragem de suínos, que deve ser corretamente calculada, por pessoa experiente.

Leitura das reações às tuberculinas: realizar a leitura cerca de 48 horas após a aplicação, através da medição do diâmetro maior da reação, utilizando-se uma régua milimétrica (Figura 3) ou paquímetro. A reação observada, geralmente é arredondada e poder ser de edema, hiperemia, hemorragia e necrose (Figura 4). Toda extensão da reação deve ser considerada na medição do diâmetro maior.

Para fins de diagnóstico de rebanho da infecção por M. do complexo avium, calcular da média das reações do rebanho, para cada uma das tuberculinas aplicadas, considerando todos os suínos que apresentaram reação igual ou maior que 0,50cm de diâmetro com qualquer uma das tuberculinas.

Interpretação:

Se a média do diâmetro dos reagentes for maior à PPD aviária trata-se de infecção por M. do complexo avium;

Se a média do diâmetro dos reagentes for maior à PPD bovina, trata-se de infecção por M. bovis ou tuberculosis.

Em trabalho realizado por pesquisadores da Embrapa Suínos e Aves, as médias das reações foram maiores (P< 0,05) para a tuberculina aviária, comparativamente à tuberculina bovina, tanto em suínos de granjas infectadas naturalmente como naqueles inoculados experimentalmente com Mycobacterium do complexo avium (Tabela 1).

Tabela 1: Valores médios da reações às tuberculinas aviária e bovina, 48 horas após a aplicação, em suínos (somente os reagentes) de rebanhos infectados naturalmente ou experimentalmente com Mycobacterium do complexo avium

Experimento

Tuberculina

Diâmetro maior da reação*

N

Média, cm

Infecção natural

Aviária

122

2,35a

Bovina

119

1,61 b

Infecção experimental

Aviária

38

2,48a

Bovina

38

1,93 b

* Medição feita com régua no diâmetro maior da reação,

**Diferença entre as medidas (posterior-anterior) feita com cutímetro dobrando-se a pele no centro da reação.

Médias na mesma coluna com letras diferentes diferem entre si (P<0,05) pelo teste Tukey.

Fonte, Morés et al. 2002 (no prelo)

No gráfico 1 são apresentados resultados de tuberculinização pareada em seis rebanhos infectados com M. do complexo avium, onde se observa que a média da reação à tuberculina aviária foi maior que a média da reação à tuberculina bovina, em todos os rebanhos.

Gráfico 1 – Valores médios por granja do diâmetro maior da reação às tuberculinas aviária e bovina em suínos (somente os reagentes) de rebanhos infectados naturalmente por Mycobacterium do complexo avium

Fonte: Morés et al., 2002 (no prelo)

Um problema que pode ocorrer quando o teste de tuberculinização pareada for aplicada em um rebanho infectado por M. do complexo avium é que em alguns animais, dentro de uma amostragem, a reação à tuberculina bovina poderá ser maior do que a reação à tuberculina aviária. As possíveis causas envolvidas nessa “incoerência” de resultado são:

a) local incorreto da aplicação da tuberculina (fora da derme);

b) quantidade de tuberculina aplicada (problema de refluxo, dose correta…);

Entretanto, quando todos os suínos reagentes são considerados no cálculo da média da reação, se o rebanho estiver infectado com o M. do complexo avium, a reação à tuberculina aviária será maior que a da bovina.

O mesmo não ocorre com os suínos infectados com M. bovis em que as reações à tuberculina bovina sempre foram maiores que as reações à tuberculina aviária (Tabela 2 e Figura 5). Os suínos inoculados com M. bovis reagiram às duas tuberculinas aplicadas, mas as reações foram sempre maiores à tuberculina bovina. Dos sete suínos inoculados, seis apresentaram lesões tuberculosas nos pulmões, uma característica não verificada nos suínos infectados naturalmente ou experimentalmente com M. do complexo avium.

Tabela 2: Resultados individuais das reação às tuberculinas aviária e bovina e lesões macroscópicas, em suínos inoculados com Mycobacterium bovis (40 dias pós-inoculação)

Tratamentos

Suíno

Diâmetro da reação, cm*

Lesões macro

aviária

bovina

pulmão

linfonodo

Inoculados

463

3,0

4,0

+

Br

464

3,0

7,0

+

Br

465

5,0

7,0

+

Br

466

3,0

7,0

+

Br

467

2,5

4,0

+

Br

468

3,0

6,5

-

Md

469

3,5

5,0

+

BR

Médias

3,28a

5,78b

Controles

443

0,0

0,0

-

-

445

0,0

0,0

-

-

449

0,0

0,0

-

-

450

0,0

0,0

-

-

* Medição feita com régua no diâmetro maior da reação,

**Diferença entre as medidas (posterior-anterior) feita com cutímetro dobrando-se a pele no centro da reação.

Médias na mesma linha, com letras diferentes, diferem entre si (P<0,05) pelo teste Tukey.

MD= linfonodos mediastínicos; BR= linfonodos bronquiais

Fonte: Morés et al., 2002 (no prelo).

Embora a interpretação individual do teste de tuberculinização em suínos tenha algumas limitações, sugere-se usar os critérios que constam na Tabela 3 (pelo método da medição do diâmetro maior).

Tabela 3: Interpretação do teste de tuberculinização pareada em suínos com PPD aviária (TA) e PPD bovina (TB), através da medição do diâmetro maior da reação feita com régua milimétrica.

Teste comparativo

Diâmetro maior da reação*

Outras lesões

Interpretação

TA < TB

Maior que 2,0cm

Edema, hiperemia/hemorragia e necrose

Positivo para M. bovis ou M. tuberculosis

TA > TB

Menor de 0,50cm

Nenhum

Negativo

De 0,51 a 1,0cm

Edema e/ou hiperemia

Suspeito

Maior de 1,0cm

Edema, hiperemia hemorragia e/ou necrose

Positivo para M. do complexo avium

*Leitura feita 48 horas após a aplicação da tuberculina.

** Média dos animais reagentes com mais de 0,50cm no diâmetro maior da reação.

Fonte: Morés et al., 2002 (no prelo)

Conclusões e recomendações

1. É possível, através da tuberculinização pareada com PPD aviária e bovina, diferenciar rebanhos suínos infectados com M. do complexo avium daqueles com M. bovis.

2. O método de medição do diâmetro maior da reação é preferível ao da espessura da pele por razões práticas e econômicas.

3.Toda medida acima de 0,5 cm no diâmetro maior da reação deve ser considerada como positiva no cálculo da média.

4. Quando a média do diâmetro maior dos reagentes no rebanho for maior à PPD aviária, trata-se de infecção por M. do complexo avium.

5. Quando a média do diâmetro maior dos reagentes no rebanho for maior à PPD bovina, trata-se de infecção por M. bovis ou tuberculosis.

Importante: Essas orientações podem não ser válidas em infecção recente com M. bovis, em rebanho já infectado com M. do complexo avium ou em rebanho com infecção mista com Rhodococcus.

6. A confirmação da infecção por M. do complexo avium pode ser feita pelo teste de imunoperoxidase em linfonodos com lesões, fixados em formol.

…………………………….Legendas das Fotos que serão incluidas no texto

Figura 1 – Linfonodos mesentéricos de suíno abatido, apresentando lesões granulomatosas de linfadenite.

Figura 2 – Reação positiva (grumos de cor marrom) ao teste de imunoperoxidase em linfonodo de suíno com linfadenite.

Figura3 – Aplicação intra-dérmica da tuberculina (formação de lentilha) em suíno, usando agulha e seringa de insulina.

Figura 4 – Reação positiva às tuberculina aviária (orelha direita) e bovina (orelha esquerda, em suíno infectado com M. do complexo avium. Note que a reação à tuberculina aviária é maior e mais grave (necrose).

Figura 5 – Reação positiva às tuberculina aviária (orelha esquerda) e bovina (orelha direita), em suíno infectado com M. bovis. Note que a reação à tuberculina bovina é maior e mais grave (necrose).

Estágio atual da inseminação artificial na suinocultura

 

Introdução

A inseminação artificial (IA) é uma técnica consolidada na suinocultura mundial. Embora tenha experimentado uma expansão inicial lenta, sendo usada em escala limitada nas décadas de 70 e 80, nos anos 90 verificou-se um incremento significativo da sua adoção em todo o mundo. O crescimento da IA está vinculado, em muitos países, à expansão da produção de suínos em escala industrial, pois viabilizou o manejo reprodutivo de grandes plantéis com vantagens operacionais frente à monta natural.

Estima-se que 24.1 milhões de matrizes sejam inseminadas anualmente nos 29 principais países produtores de suínos do mundo, que detém um plantel de 67,71 milhões de matrizes. A maioria dos países da União Européia adota a IA para 60 a 80% de suas matrizes. Na China, país detentor do maior rebanho suíno do mundo com 38 milhões de matrizes, a IA é usada em 25% do plantel (Weitze, 2000). Nos Estados Unidos, recente levantamento oficial demonstrou que a IA é utilizada como método exclusivo de reprodução em 64,8% das matrizes, e adicionais 7,2% das matrizes são cobertas através da associação de IA com monta natural. Em granjas com 500 ou mais matrizes, estes numeros elevam-se para 85,3% e 9,4% respectivamente (USDA, 2001).

A expansão da IA no Brasil teve comportamento similar aos demais países. Introduzida em 1975 no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, o percentual de matrizes suínas inseminadas no plantel brasileiro tecnificado não ultrapassou 3% até 1989. Em 1996 a estimativa elevou-se para 16%, e dados recentes indicam que o uso da IA em suínos praticamente duplicou nos ultimos 5 anos. Estima-se que 660.000 matrizes sejam cobertas através de IA até o ano 2000. Este numero representa cerca de 51% das matrizes alojadas em plantéis tecnificados no Brasil (Wentz e cols., 2000).

Fatores que justificam a adoção da IA

A maior vantagem da IA na suinocultura, e que representa a razão mais importante para a adoção da técnica, é o aumento do retorno econômico da produção. O benefício econômico da adoção da IA dá-se por três formas simultâneas:

· Genética: A redução do numeros de reprodutores necessários para atender o plantel possibilita o investimento em animais de maior valor genético, capazes de imprimir na progênie características de valor econômico como maior ganho de peso diário e melhor taxa de conversão alimentar. Acrescente-se a isso a bonificação paga pelos frigoríficos onde pratica-se a tipificação de carcaças, que constitui-se atualmente, num grande fator propulsor do emprego da IA em suínos.

· Aspectos operacionais: O tempo necessário por matriz coberta para realizar o manejo da cobertura reduz-se significativamente com a IA, comparativamente à monta natural, na razão direta em que aumenta o numero de matrizes a serem inseminadas. A redução no tempo dedicado ao manejo da cobertura propicia redução de mão de obra, com o aproveitamento dos funcionários mais qualificados para esta atividade e melhoria geral na qualidade do trabalho. O desenvolvimento e a oferta de equipamentos, diluentes e de materiais descartáveis para uso na IA, cada vez mais práticos e acessíveis, também contribuiu para a rápida difusão dessa técnica, nos ultimos anos.

O controle mais preciso do desempenho reprodutivo do plantel é outro benefício que usualmente acompanha a adoção da IA nas granjas, e pode ser atribuído novamente à maior qualificação do pessoal envolvido e à motivação resultante do emprego de tecnologia. O controle da qualidade espermática realizado no processo da IA permite a identificação de machos com baixo potencial de fertilidade, que através da monta natural só seriam reconhecidos através de perdas na taxa de parto e/ou no tamanho de leitegada.

· Aspectos sanitários: Embora difícil de quantificar, a redução dos riscos de introdução de doenças em um plantel obtida através da IA, tanto pela redução do numero de reprodutores que são introduzidos na granja como pela aquisição de sêmen de Centrais que mantém normas sanitárias rígidas, é uma das maiores vantagens da adoção da técnica.

Custos de implantação de uma CIA

De um modo geral é possível analisar os custos de instalação de uma Central de Inseminação Artificial (CIA) a partir de diferentes metodologias (incluindo maior ou menor quantidade de variáveis na composição desses custos) e tomando como base programas fechados para produção de doses de sêmen na própria granja. A partir dessas premissas, foi realizado um estudo (Castagna et al.,1999) no qual foi concluído que trabalhando com machos numa faixa de valor entre R$ 500,00 e R$ 1500,00 torna-se economicamente viável a implantação de uma CIA a partir de 600 matrizes, com um retorno de investimento no prazo de 35 meses.

Estágio tecnológico da IA

Em todo o mundo, a inseminação artificial em suínos é baseada na tecnologia do sêmen líquido (ou sêmen resfriado), mantido na temperatura de 15 a 180C. Com esta tecnologia, o sêmen conserva-se viável pelo período médio de 3 dias. Diferentes diluentes são usados para a conservação do sêmen suíno, sendo os mais comuns: BTS, MR-A, Androhep e Kiew. O volume da dose inseminante varia entre 80 e 100ml, contendo usualmente 3 bilhões de espermatozóides/dose. Frascos com tampa de rosca, tubos e “blisters”, confeccionados em plástico descartável, são as embalagens mais comuns para as doses de sêmen.

No entanto, a IA ainda apresenta limitações aos usuários e continua a representar um desafio para a pesquisa. O período de conservação do sêmen com os diluentes usuais é curto, e diluentes que permitem estender este período por 2 ou 3 dias adicionais tem custo elevado. A temperatura ideal para a preservação espermática, entre 150C e 180C, é de difícil manutenção especialmente em países com temperaturas ambientais extremas; e há carência de embalagens que atendam plenamente as exigências técnicas e de custo para o transporte do sêmen.

Além disso, na moderna exploração suinícola, os resultados técnicos da inseminação artificial buscam um desempenho reprodutivo optimal traduzido pela taxa de parição e pelo tamanho das leitegadas, com o menor numero de doses aplicadas por fêmea no estro, com a menor concentração possível de espermatozóides por dose inseminante. No estágio atual da pesquisa, a busca da redução do numero de inseminações por fêmea, sem reduzir o desempenho reprodutivo, é possível através de duas alternativas (Soede et al., 2000) :

Pelo aumento do período no qual uma dose inseminante conduz a resultados ideais de fertilização, ou seja, aumentando a vida fértil dos espermatozóides ou dos oócitos dentro do trato reprodutivo da porca;

Pela melhoria da sincronização entre a inseminação e a ovulação, ou seja melhorando a predição do momento da ovulação.

A partir dos anos 90, a ultrasonografia permitiu muitos estudos enfocando a avaliação do momento da ovulação espontânea nas porcas, melhorando o entendimento sobre o assunto e sobre os efeitos das diferentes estratégias de inseminação sobre a fertilização. Hoje é possível afirmar que o semen de boa qualidade com, no máximo, 48 horas de conservação, assegura boa taxa de fertilização na maioria das porcas, quando a inseminação ocorre entre 0 e 24 hs antes da ovulação. Entretanto, também já é conhecido que fatores que reduzem o numero e/ou a qualidade dos espermatozóides que alcançam o oviduto, encurtam esse período de 24 hs no qual a IA resulta em ótima fertilização. Entre esses fatores podem ser citados o tempo de armazenamento das doses; o tipo de diluente utilizado, o congelamento do sêmen e o refluxo de sêmen durante a inseminação (acima de 20 ml em doses de baixa concentração espermática).

Perspectivas parecem existir para um futuro avanço técnico na área de transporte e sobrevivência espermática. Estudos recentes nessa área sugerem que possa haver diferenças entre os cachaços com relação à percentagem de espermatozóides habilitados à capacitação (que ocorre após o transporte até o local fertilização no oviduto), e isso parece relacionado positivamente com os resultados de fertilização in vivo. Assim, abre-se a possibilidade futura de selecionar doadores de sêmen a partir de novos métodos relacionados à sobrevivência espermática. Também tem aumentado o numero de estudos envolvendo a adição às doses inseminantes de substâncias capazes de aumentar o transporte e a sobrevivência espermática, através do aumento das contrações uterinas. Já é sabido que existem diferenças entre porcas quanto à intensidade das contrações uterinas e o controle dessa variável poderia melhorar o desempenho reprodutivo do rebanho inseminado. A busca de soluções para o melhor aproveitamento dos ejaculados produzidos numa central de inseminação ou, especialmente quando o sêmen representa custo elevado, aumentou a importância da inseminação com baixo numero de espermatozóides. Começa agora a ser testada a técnica da inseminação intra-uterina profunda, desenvolvida na Espanha e Alemanha, sendo capaz de resultar em prenhez com menos de 1 bilhão de espermatozóides por dose. Algumas particularidades necessárias à execução dessa tecnologia, tais como catéteres especiais, rígido controle da concentração e qualidade espermática em cada dose, restrição de uso em nulíparas e primíparas, além de treinamento e experiência dos inseminadores, talvez constituam dificuldades para a generalização do seu emprego na suinocultura. Portanto, a pesquisa tem um desafio e continuará especialmente focada na tentativa de aumentar o período no qual a inseminação conduz à ótimas taxas de fertilização e concepção e na melhoria da capacidade de predição do momento da ovulação na fêmea suína.

Enquanto isso, com o estágio atual da tecnologia de IA, tem sido possível sua ampla expansão na suinocultura, em todo o mundo, com resultados de desempenho reprodutivo cada vez mais consistentes.

Deve-se mencionar também um certo índice de erros cometidos em todas as fases da técnica de IA, desde a seleção e alojamento dos doadores de sêmen até a inseminação propriamente dita e o manejo reprodutivo nas granjas, como um fator capaz de limitar o desempenho da técnica. Estas falhas são, em grande parte, devidas ao treinamento insuficiente do pessoal envolvido com os processos da IA. Embora de baixa complexidade, a adoção da IA exige conhecimento específico. Seus resultados dependem significativamente do fator humano, que deve ser capacitado para tal. Granjas que introduzem adequadamente a IA em substituição à monta natural (MN), utilizando tecnologia e dando atenção ao treinamento da equipe, tendem a apresentar melhorias significativas de eficiência reprodutiva em seus rebanhos.

Referências bibliográficas

SOEDE, N.M.; STEVERINK, D.W.B.; LAGENDJK, P.; KEMP, B. In: International Conference on Boar Semen Preservation, Beltsville, Maryland USA, p.185-90, 1999.

WEITZE, K. F. In: International Conference on Boar Semen Preservation, Beltsville, Maryland USA, p.141-45, 1999.

WENTZ, I.; VARGAS, A.J.; BORTOLOZZO, F.P.; CASTAGNA, C.D. In: Anais do III Simpósio Internacional MINITUB “Inseminação Artificial em Suínos”. Flores da Cunha – RS, p.5-12, 2000.

Castagna, C.D.; DIAS, C.P.; REIS, G.R.; BORTOLOZZO, F.P.; WENTZ, I. In: Anais IX Congresso Brasileiro de Veterinários Especialistas em Suínos. Belo Horizonte-MG, p.333-34, 1999.

 

Circovirose suína: uma doença emergente na suinocultura

 

A Síndrome Multisistêmica do Definhamento do Leitão Desmamado (SMDLD) ou Síndrome Multi-sistêmica Caquetizante Pós-desmame é uma infecção generalizada, envolvendo vários sistemas corporais, caracterizada clinicamente por dispnéia progressiva, emagrecimento, icterícia e aumento do volume dos linfonodos. As lesões patológicas incluem inflamações como linfadenite linfo-histiocística ou granulomatosa, pneumonia intersticial, hepatite, nefrite intersticial e pancreatite. Essa síndrome resulta num atraso significativo no crescimento e refugagem de leitões afetados. Atualmente já foram identificados dois circovírus suínos ou PCV, o circovírus suíno tipo 1 ou PCV1, contaminante normal de células de cultura laboratoriais (PK-15, células de rim suíno) e que não causa sintomatologia clínica em suínos, e o PCV2 que tem sido associado com circoviroses suínas e tremores congênitos de suínos. Desde que foi identificado no Canadá em 1996, o PCV2 passou a ser identificado em criações de suínos no mundo todo. O PCV2 é o responsável pela SMDLD.

Apesar de se tratar de um vírus recentemente identificado, existe uma controvérsia entre os técnicos e uma certa relutância em acreditar que essa seja uma nova doença e que seja importante para a suinocultura. Vários estudos indicam que doenças ou síndromes associadas ao PCV2 têm afetado suínos nos últimos 15 anos, sendo assim não é uma doença nova. Em alguns casos, a mortalidade em suínos de 20 a 25 kg pode chegar a 20% ou mais. Porém, muitas vezes, pode ocorrer afetando 3% dos animais em crescimento, ser diagnosticada e simplesmente desaparecer. A SMDLD é também um problema em animais em terminação e causa perdas em porcas (abortos na fase final da gestação e nascimento de natimortos). Estudos sorológicos em vários países indicam que a infecção é distribuída mundialmente, inclusive com o uso do ELISA (Ensaio Imuno-enzimático) tem sido difícil identificar plantéis sorologicamente negativos para PCV2. Ainda não está claro o fato dessa infecção ser tão comum em algum plantéis e não ser em outros. Com certeza, existem outros fatores envolvidos na produção da doença ainda não esclarecidos.

Circovírus suínos foram também identificados em tecidos de suínos com a Síndrome de Dermatite e Nefropatia Suína (SDNS) ou porcine dermatitis and nephopathy syndrome (PDNS), desta forma sugerindo o envolvimento de PCV na patologia dessa doença. Essa também é uma doença nova e foi descrita inicialmente na Inglaterra em 1993. Como a SMDLD está presente em vários países é caracterizada por baixa morbidade e alta mortalidade, e os suínos afetados apresentam anorexia, depressão, edema subcutâneo ventrocaudal e lesões cutâneas, placas eritematosas na pele dos membros pélvicos e na região perianal. As semelhanças entre SMDLD e SDNS incluem depleção de linfócitos, presença de células sinciciais, infiltração inflamatória granulomatosa em tecidos linfóides e pneumonia intersticial. Porém, apesar do antígeno e genoma de PCV2 ter sido identificado nas células dos suínos afetados, não se sabe qual é o agente ativador dessa síndrome, ainda que vários autores concordem que o PCV2 pode estar envolvido na patogenia dessa doença e afirmam que a SDNS é uma reação de hipersensibilidade tipo III, manifestada como vasculite sistêmica e glomerulonefrite exudativa fibrinosa.

O Vírus

O circovírus suíno foi descoberto pela primeira vez em 1974 como contaminante de uma linhagem contínua de células renais de suínos, PK15 e foi inicialmente descrito como uma “partícula semelhante ao picornavírus”. No entanto, depois de um período de 8 anos, a caracterização dos ácidos nucléicos extraídos de preparações purificadas das partículas, demonstrou que continham DNA de filamento único, circular e fechado de forma covalente. O nome circovírus suíno ou circovírus porcino (PCV) foi proposto por ser esse o primeiro vírus animal contendo um genoma circular de DNA, sendo este nome posteriormente adotado pelo Comitê Internacional de Taxonomia de Vírus (ICTV) quando os Circoviridae foram descritos como uma família distinta de vírus, a Circoviridae.

Circovírus são vírus pequenos com cerca de 17nm, não-envelopados, icosaédricos e o genoma é um dos menores entre outros vírus animais, em torno de 1.76 kb. A família dos circovírus é composta atualmente de 3 membros, o vírus da anemia infecciosa das galinhas, o vírus da doença das penas e bicos dos psitacídeos e o circovírus suíno. Uma característica comum dessa família de vírus é a associação de doenças que causam lesões nos tecidos linfóides e a imunosupressão. Os vírus PCV1 e PCV2 são diferentes. A seqüência genômica de PCV2 e PCV1 se assemelha em menos de 80%.

O PCV1 infecta suínos no mundo todo e não causa doença. Num estudo na Alemanha, 60% do soro de suínos no abate continham anticorpos para PCV1. Um vírus semelhante ao circovírus suíno já foi isolado de casos de tremores congênitos e essa transmissão vertical foi reproduzida.

Com relação ao PCV2, ainda estão sendo concluídos estudos sobre a soroprevalência, modo de transmissão, excreção viral e tropismo. Um estudo canadense indicou que anticorpos para PCV2 estão presentes em animais de rebanhos SPF, unidades de engorda e também em criações de fundo de quintal, e que essa soroconversão ocorre 3 a 4 semanas após o desmame.

Essa síndrome foi diagnosticada inicialmente com maior freqüência em rebanhos de elevado padrão sanitário no Canadá, os quais são livres das principais doenças entéricas e respiratórias que afetam o suíno como as pneumonias micoplásmicas e actinobacilares, rinite atrófica, salmoneloses, disenteria suína, doença de Aujeszky e PRRS. Os plantéis atingidos podem ser de ciclo completo, unidades produtoras de leitões e de terminadores, de criações de tamanhos variados, entre 50 a 1200 matrizes. Os suínos afetados estão na idade entre 5 a 12 semanas, a mortalidade e a morbidade variam de acordo com a fase em que o surto aparece e o manejo empregado na criação, porém a mortalidade pode chegar a 10%. Alguns fatores de risco causadores de estresse como densidade elevada, baixa qualidade do ar, ar seco, misturas de lotes com idades diferentes podem exacerbar os sintomas e a gravidade da doença. A mortalidade pode alcançar 35%, a média é de 18%, sendo que os leitões afetados morrem em 2 a 8 dias e o resto pode sobreviver, em mau estado corporal, por várias semanas. A doença é mais severa em rebanhos positivos para PRRSV. Nos Estados Unidos, na maioria dos plantéis onde o PCV2 foi diagnosticado causando SMDLD havia co-infecção com vírus da PRRS (Sindrome Reprodutiva e Respiratória dos Suínos).

Os 2 tipos de PCV podem ser transmitidos de suínos infectados para não-infectados de forma horizontal e vertical, e a transmissão vertical foi demonstrada experimentalmente. O contato com suínos infectados, instalações, equipamentos, pessoal contaminado e fômites são fatores prováveis na transmissão horizontal do vírus. A associação do PCV-1 e PCV-2 com abortos e natimortos indica que a transmissão transplacentária também pode ser um fator importante, se matrizes soronegativas forem infectadas durante a prenhez.

A Doença

A SMDLD causada pelo PCV2 é caracterizada clinicamente por dispnéia progressiva, emagrecimento, icterícia e aumento do volume dos linfonodos em leitões de cinco a doze semanas de idade. As lesões patológicas envolvem vários órgãos e incluem inflamações como linfadenite linfo-histiocística ou granulomatosa, pneumonia intersticial, hepatite, nefrite intersticial e pancreatite, podendo algumas vezes estar associada com diarréia e úlceras gástricas. As características mais consistentes durante o exame histopatológico são o aumento de linfonodos e baço com depleção de linfócitos, acompanhada por infiltração histiocitária e, também, consolidação pulmonar com pulmões não-colabados. A atrofia de timo também é muito freqüente em casos de SMDLD.

A ocorrência de lesões típicas de SMDLD em suínos inoculados experimentalmente, a presença de elevadas concentrações de antígeno e detecção de DNA de PCV2 nas lesões, o isolamento de PCV2 de animais infectados e o desenvolvimento de anticorpos específicos para PCV2 indicaram aos pesquisadores que PCV2 é o agente de SMDLD.

Todavia, em muitos casos, na Europa e Canadá, PCV2 e parvovirus suíno (PPV) co-infectam suínos, e não se sabe se o PCV2 é o agente imunossupressor primário. Estudo onde leitões que não mamaram o colostro foram utilizados mostrou que a doença clínica não foi observada nos suínos que receberam PPV ou PCV2 apenas, mas aqueles que foram inoculados com os dois agentes apresentaram a doença clínica e lesões severas.

Apesar de PCV2 causando SMDLD ter sido diagnosticado em rebanhos livres de PRRSV, também tem sido documentada a interação entre PCV2 e PRRSV ou co-infecção de suínos com ambos agentes. Um outro estudo utilizando leitões que não mamaram o colostro mostrou que a inoculação combinada de PCV2 e PRRSV potencia a replicação e distribuição do PCV2, mas não do PRRSV. Não foram observadas lesões patológicas nos animais inoculados somente com o PCV2 ou em combinação com o PRRSV. Os autores observam que os animais foram sacrificados com 28 dias e provavelmente esse período não foi suficiente para o antígeno de PCV2 se acumular e causar lesões. Além disso, os autores sugerem que o tropismo destes vírus, PCV2, PRRSV e PPV por células do sistema imunológico pode ser importante para o sinergismo entre eles, ou seja, ambos, PRRSV e PPV, potenciam a replicação de PCV2.

Diagnóstico

O diagnóstico da SMDLD pode ser realizado baseado nas combinações entre os sinais clínicos observados, lesões patológicas (macro e microscópicas) e na detecção de antígeno ou ácido nucleico (DNA) de PCV2 nas lesões dos suínos afetados.

A detecção de anticorpos no soro de suínos, pode ser realizada por imunofluorescência indireta ou imunoperoxidase indireta, podendo ocorrer reação cruzada entre os antígenos de PCV1 e PCV2. Atualmente existe no Canadá, França e Estados Unidos um teste de ELISA específico para PCV2 que vem sendo utilizado para estudos de soroprevalência. Porém esses testes sorológicos não são recomendados para indicar a doença em potencial. O diagnóstico definitivo de SMDLD e PCV2 é realizado por identificação do antígeno viral e/ou ácido nucléico associado às lesões em animais doentes

Anticorpos monoclonais específicos para PCV2 e PCV1 foram produzidos em alguns países e têm sido amplamente utilizados em testes de imunoperoxidase em monocamada (IPMA), em cortes de tecidos impregnados em parafina. Em alguns casos, dependendo da sonda utilizada, a imunoperoxidase apresentou resultados mais específicos que a hibridização in -situ para detecção de antígeno de PCV em casos de doença no campo. Porém a hibridização in situ, a imunohistoquímica e a Reação em Cadeia da Polimerase (PCR) têm sido amplamente utilizadas para demonstrar a infecção por PCV-2.

O diagnóstico diferencial deve ser realizado para alguns patógenos que também causam sinais clínicos semelhantes à SMDLD, principalmente o definhamento, como a diarréia causada por Lawsonia e Brachyspira. Devido à co-infecção de PCV2 e PRRSV, muitas lesões atribuídas à PRRSV podem ser de fato causadas por PCV2, pois em muitos casos o antígeno de PRRSV não foi detectado nessas lesões ou o grau da lesão observada excede a quantidade de antígeno de PRRSV nos tecidos (miocárdio, pulmão, endotélio).

PCV2 no Brasil

O PCV2 já foi diagnosticado no Brasil por nós da Embrapa Suínos e Aves em Concórdia, SC. Leitões em crescimento, provenientes de uma granja suína onde ocorria emagrecimento progressivo em leitões na creche, foram submetidos à necrópsia, onde se observou extrema debilidade da carcaça, hiperplasia generalizada e palidez dos linfonodos, hepatização vermelha dos lobos pulmonares, hipotrofia de timo e edema de tecido conjuntivo. Análises histopatológicas comprovaram o diagnóstico de lesões compatíveis com SMDLD. A presença de antígenos de PCV2 foi confirmada pela reação de imunoperoxidase. Dessa forma, a ocorrência de sinais clínicos e lesões patológicas compatíveis com a SMDLD indicaram a ocorrência de PCV2 nos suínos examinados.

Um estudo preliminar de caracterização molecular dos isolados de PCV2 no Brasil foi realizado, confirmando a associação PCV2 com SMDLD em suínos de plantéis nacionais, através da detecção de DNA de PCV2 nos órgãos desses animais doentes por PCR e da realização de análises moleculares complementares de fragmentos amplificados utilizando-se enzimas de restrição ou RFLP (restriction fragment length polimorphism), confirmando-se a presença de ácidos nucléicos de PCV2 nessas amostras. Além disso, esse estudo demonstrou que variações do genoma dos PCV2 isolados também existem. O seqüenciamento e alinhamento de seqüências dos diversos isolados de PCV2 irão fornecer maiores informações sobre as diferenças entre os subtipos. Futuras ações nessa linha de pesquisa estão sendo planejadas.

Controle

Atualmente pouco se sabe sobre medidas de controle recomendadas para as infecções por PCV2. Os circovírus suínos são bastante resistentes à inativação por desinfetantes e detergentes, dificultando a desinfecção das instalações. Ainda não existem vacinas para PCV disponíveis no mercado. As medidas de controle mais recomendadas são o diagnóstico rápido e a remoção dos suínos doentes das propriedades combinados às boas práticas de manejo sanitário e biossegurança. Dentre outras medidas práticas de controle se recomenda:

  • Vacinação contra Mycoplasma hyopneumoniae e PRRSV (quando presente no país);

  • Medidas de manejo mais rigorosas (como a realização de all-in-all-out) para melhorar o fluxo de suínos;

  • Segregação ou sacrifício dos suínos afetados;

  • Redução da densidade do lote;

  • Evitar a mistura de animais de lotes diferentes;

  • Melhoria da higiene;

  • Melhoria das condições ambientais.

Conclusões

A circovirose suína ou SMDLD está sendo considerada uma doença emergente, ainda não se sabe a prevalência no Brasil, mas o vírus pode estar disseminado em criações nacionais. O PCV2 não é um vírus novo, mas um vírus recentemente identificado. Muitos estudos indicam que doenças ou síndromes associadas ao PCV2 têm afetado suínos nos últimos 15 anos. Além disso, por ser um vírus que tem predileção por células do sistema imune (macrófagos, monócitos histiocitários e macrófagos apresentadores de antígeno do pulmão, timo e baço) pode causar imunossupressão, o que é uma característica comum nessa família de vírus. A interação desse vírus com outros agentes causadores de doenças em suínos, como o PPV e o PRRSV pode agravar os sintomas e as perdas. Nos últimos 4 anos as doenças associadas ao PCV2 tem causado prejuízos à suinocultura no mundo todo. Não existem vacinas ou tratamento disponíveis, recomenda-se apenas medidas sanitárias voltadas para o manejo do plantel, melhoria das condições de higiene como limpeza e desinfecção das instalações, separação entre lotes de animais e entre baias e densidade populacional adequada. A SMDLD tem significativo impacto econômico e, portanto, o diagnóstico rápido com eliminação dos animais positivos (geralmente 3% do lote, podendo chegar a 10% durante surtos) associado à melhoria das condições de manejo sanitário acima mencionadas são os métodos de controle recomendados para essa síndrome.

Linfadenite granulomatosa em suínos causada por micobactérias atípicas

A Linfadenite em suínos causada por micobactérias atípicas tem sido diagnosticada em muitos países do mundo, incluindo o Brasil, envolvendo sistemas modernos de produção de suínos. Sua importância tem aumentado nos últimos anos, verificada pelo aumento no aparecimento de lesões constatadas nos abatedouros, identificadas pelo serviço de inspeção de carnes. Em estudo de sazonalidade verificou-se que as condenações por linfadenite apresentaram picos de ocorrência nos períodos de junho a outubro (p=0,034) e também com uma variação cíclica com picos a cada dois anos. Embora não afete o desempenho dos animais, a infecção ocasiona prejuízos tanto para o produtor quanto à indústria, em função da condenação ou destino condicional das carcaças afetadas. Além dos prejuízos econômicos, são importantes em saúde pública pelo seu potencial zoonótico, especialmente para indivíduos imunodeprimidos. A prevalência de linfadenite granulomatosa em suínos abatidos em frigoríficos sob inspeção federal, em nove abatedouros na região sul do Brasil no ano de 1997, 1998 e 1999 , foi estimada em 0,75%, 0,80% e 0,83%, respectivamente, com impacto econômico para o setor produtivo de 1,4 a 1,8 milhões de reais em 1997; de 4,0 a 5,0 em 1998 e de 5,8 a 8,0 em 1999. Cada 0,1% de incremento na prevalência das condenações por linfadenite representou um prejuízo médio de 201 mil reais em 1997, 531 em 1998 e 834 em 1999. Os prejuízos para a indústria dos Estados Unidos devidos a essa doença são da ordem de 5,1 a 6,3 milhões de dólares anuais. As perdas econômicas de uma carcaça afetada variam em função do destino que ela recebe e dos recursos existentes no abatedouro, uma vez que a maioria das condenadas são destinadas ao cozimento.

Agentes infecciosos envolvidos

As micobactérias são bacilos álcool-ácido resistentes que podem ser classificadas em duas populações: as micobactérias tuberculosas, incluindo M. tuberculosis e M. bovis, e as micobactérias não tuberculosas ou atípicas, incluindo-se M. avium, M. intracellulare, M. fortuitum, M. scrofulaceum e M silvaticum. Outros autores referem-se a este grupo como Complexo M. avium (MAC) ou Complexo M. avium-intracellulare (MAI), associado aos quadros de linfadenite em suínos. A classificação das micobactérias atípicas baseia-se na sua pigmentação e na velocidade de crescimento. Enquanto no passado a preocupação era maior com as micobactérias tuberculosas, no presente, na suinocultura tecnificada, aquelas atípicas, especialmente, M. avium e M. intracellulare são as mais preocupantes. No Brasil, em estudo recente realizado na região sul, de 374 carcaças afetadas, isolou-se 111 amostras de micobactérias, sendo 107 M. avium e apenas 04 M. bovis. Nesse mesmo estudo foi comprovada a possibilidade dos suínos se infectarem por mais de uma cepa de MAC, indicando a ocorrência de infecções mistas.

As micobactérias são extremamente resistentes, podendo sobreviver vários meses nas instalações dos animais e por vários anos no solo. São resistentes ao álcool, ácido e à dissecação. Os desinfetantes que possuem boa ação microbicida sobre as micobactérias são aqueles à base de hipoclorito de sódio, cresóis, fenóis e aldeídos. O M. avium pode sobreviver na maravalha por mais de 1 ano, em sacos mantidos no ambiente com temperatura variando de -20 a 30 ºC.

Lesões observadas nas carcaças

A principal via de contaminação dos suínos pelas micobactérias é a oral. Após ingeridas, penetram na mucosa do trato digestivo e são drenadas para os linfonodos regionais, onde desenvolvem ou não a lesão. O desenvolvimento da lesão depende da habilidade da bactéria de sobreviver e se multiplicar dentro do macrófago do hospedeiro. Após se contaminarem, os suínos eliminam o agente nas fezes, principalmente entre 35 a 42 dias após a infecção, sendo que a quantidade de bacilos eliminados e o período de excreção dependem da virulência e da dose infectiva da micobactéria.

As lesões por MAC estão limitadas aos linfonodos cefálicos e mesentéricos, em mais de 92% das carcaças afetadas (Tabela 1), consistindo em pequenos nódulos amarelados, caseosos, variando do tamanho da cabeça de um alfinete podendo até atingir todo o linfonodo (Figura 1).

Tabela 1 – Freqüência de linfonodos com lesões de linfadenite granulomatosa em suínos abatidos em frigoríficos da região sul do Brasil (avaliação macroscópica feita pelo veterinário do Serviço de Inspeção Federal).

Grupos de linfonodos afetados

Freqüência

Mesentéricos

267 (67,8)

Cefálicos

24 (6,1)

Mesentéricos + Cefálicos

84 (21,3)

Mesentéricos + Cefálicos + Mediastínicos

4 (1,0)

Mediastínicos

0 (0,0)

Mediastínicos + Cefálicos

4 (1,0)

Mesentéricos + Mediastínicos

10 (2,5)

Inguinais

1 (0,3)

TOTAIS

394 (100,0)

( ) = Percentuais.

Macroscopicamente é difícil diferenciar lesões causadas pelo complexo MAC daquelas causadas por M. bovis, mas algumas características podem servir como parâmetros: as lesões provocadas por MAC, na maioria das vezes, ficam limitadas aos gânglios do sistema digestivo (mesentéricos e cefálicos), enquanto aquelas causadas por M. bovis geralmente provocam lesões disseminadas em outros órgãos como fígado, baço e pulmão. No entanto, essas diferenças não podem ser tomadas como regra geral.

Em suínos com lesões limitadas aos linfonodos do aparelho digestivo, raramente há disseminação para outros órgãos, o que indica que este tipo de infecção localizada, dificilmente poderá proporcionar risco à contaminação da carne. Nesses casos, as tentativas de isolamento de micobactérias do fígado e carne não tiveram sucesso.

Lesões ganglionares por Rhodococcus equi em suínos são difíceis de ser distinguidas, tanto macroscópica quanto microscopicamente, de lesões causadas por micobactérias, o que dificulta o diagnóstico pela inspeção em frigorífico. Mas a prevalência de Rhodococcus parece ser baixa, uma vez que em trabalho recente no sul do Brasil, de 394 carcaças com linfadenite granulomatosa, conseguiu-se o seu isolamento de apenas uma.

As lesões microscópicas vão desde discretos granulomas de células epitelióides até severa necrose de caseificação, circunscritas por cápsula fibrosa e, geralmente, com calcificação. A presença de células gigantes é rara.

Há razões para acreditar que as lesões provocadas por MAC regridem após a fase de terminação dos suínos (depois dos 7 meses de idade). Em um estudo com 117 porcas de reprodução criadas sobre cama profunda (serragem), num rebanho infectado, cujos companheiros de baia apresentaram alta prevalência de lesões, quando descartadas, somente duas apresentaram lesões, mas 89 (70%) haviam reagido para a tuberculina aviária pouco tempo antes do abate.

Importância em saúde pública

O complexo MAC pode afetar humanos, particularmente os idosos, pacientes com doença pulmonar crônica ou com imunidade celular deficiente, embora, provavelmente humanos e suínos infectem-se através de diferentes fontes ambientais. Em um estudo feito na Europa, de 5.500 amostras de micobactérias isoladas de humanos, 16 pertenciam ao complexo MAC, porém, apesar de ser comum a infecção por MAC em suínos naquela área, os sorotipos mais freqüentemente isolados não foram os mesmos encontrados em humanos.

A partir de 1981, com o aumento da incidência da AIDS, as infecções por micobactérias do complexo MAC passaram a ser mais freqüentes entre esses pacientes, principalmente com manifestação clínica da forma disseminada. Entre janeiro de 1989 a fevereiro de 1991, o Instituto Adolfo Lutz, isolou micobactérias do complexo MAC de 103, entre 2.304 pacientes com AIDS, sendo que em 29 deles a doença era disseminada.

Em um trabalho com o objetivo de verificar a possibilidade das pessoas se contaminarem com micobactérias do complexo MAC pelo consumo da carne de suínos, oriunda de rebanhos infectados, não foram observadas diferenças nos testes de sensibilidade à tuberculina entre indivíduos que nunca haviam consumido a carne suína e aqueles que rotineiramente consumiam. Isto pode ser atribuído ao fato de que o músculo esquelético é aparentemente um tecido desfavorável à multiplicação dessas micobactérias, motivo pelo qual dificilmente se consegue isolar MAC de músculo ou fígado.

O MAC já foi isolado do músculo de suínos portadores de lesões granulomatosas disseminadas no pulmão, fígado e baço, mas não daqueles com lesões primárias, cujas lesões estavam restritas apenas aos linfonodos do aparelho digestivo. Em 106 suínos examinados, com lesões limitadas aos linfonodos mesentéricos, não foi possível o isolamento de micobactérias do complexo MAC do músculo. Por outro lado, micobactérias atípicas têm sido isoladas de linfonodos mesentéricos de suínos sem lesões macroscópicas.

Critérios para o destino das carcaças afetadas

Os critérios sugeridos para serem utilizados pelo serviço de inspeção, no caso da presença de lesões de linfadenite granulomatosa em suínos abatidos são:

  • carcaças com lesões tuberculóides extensivas e progressivas em vários órgãos, como fígado, baço ou pulmão, são consideradas com infecção generalizada e devem ser totalmente condenadas;

  • carcaças com lesões em mais de um sitio primário (linfonodos de drenagem primária de órgão ou tecido) do aparelho digestivo, mas limitadas aos linfonodos tais como cervicais, mesentéricos e mediastínicos, os órgãos ou partes afetadas são condenadas e a carcaça é destinada a cocção a 76,7oC por 30 minutos;

  • carcaças com lesão em somente um sítio primário do aparelho digestivo, como nos linfonodos mesentéricos ou cervicais ou mediastínicos, a região afetada é condenada e a carcaça liberada.

Segundo estudos realizados pelo National Animal Disease Center dos Estados Unidos, quando as salsichas são cozidas à temperatura de 65,6OC por, pelo menos, 10 minutos, 99,9% das micobactérias são destruídas. O problema está nas pequenas indústrias que não possuem o sistema de cozimento e são forçadas a descartar as carcaças, com perdas econômicas substanciais.

Epidemiologia

Surtos de linfadenite granulomatosa em suínos, provocados por micobactérias do complexo MAI, têm sido relatados em muitos países, com prevalências muito variáveis de lesões observadas nos abatedouros. A prevalência da doença em muitos países, inclusive no Brasil, em suínos abatidos sob inspeção veterinária, tem sido inferior a 1,2%. Entretanto, em determinados rebanhos infectados, alguns lotes de abate podem apresentar até 100% de animais com lesões.

a) Fontes de infecção e transmissão:

As fontes de infecção de micobactérias do complexo MAC para os suínos são várias: água de bebida, aves domésticas ou silvestres que têm acesso às instalações dos suínos ou à fabrica de rações, o solo, materiais usados como cama para os suínos como serragem e maravalha e os próprios suínos portadores que eliminam o agente nas fezes. A cama pode não ser a fonte primária da infecção, mas permite que as micobactérias de outras fontes se acumulem ou se multipliquem. Outra hipótese, é que pelo hábito que o suíno possui de ingerir a cama de serragem ou maravalha, a ingestão das micobactérias ficaria facilitada.

A transmissão de MAC também é possível de suíno para suíno, mantidos na mesma baia. Neste aspecto, a comercialização de suínos de reposição contaminados pode representar uma importante forma de disseminação da infecção entre rebanhos.

A freqüência com que ocorrem lesões nos gânglios cervicais e mesentéricos de suínos indica que a infecção ocorre, na maior parte dos casos, por via oral (ingestão de material contaminado).

A eliminação ativa de MAC acontece através das fezes, por um período que pode variar de 16 a 65 dias após a infecção. Isso sugere que uma forma importante de transmissão seja a ingestão de fezes de suínos que se encontram no período de eliminação do agente ou, então, de elementos contaminados com essas fezes como a água e ração. Aves domésticas, pássaros, bem como serragem ou maravalha usadas como cama, contaminadas por MAC, também podem ser importantes fontes de infecção para suínos.

b) Fatores de risco:

Poucas são as informações disponíveis a respeito dos fatores de risco associados à ocorrência das infecções por micobactérias nas modernas criações de suínos. Em estudo realizado em criações intensivas e confinadas de suínos no sul do Brasil, os principais fatores de risco identificados para a ocorrência de linfadenite granulomatosa foram:

  • dimensão do rebanho maior do que 25 matrizes (Odds Ratio-OR = 4,2);

  • não ter piso ripado ou parcialmente ripado na creche (OR = 3,6);

  • má qualidade da higiene na creche (OR = 2,9).

Em outros países, outros fatores de risco, também, foram associados à ocorrência dessa patologia e devem merecer atenção por parte dos criadores e técnicos:

  • produção de suínos em ciclo completo (OR = 4,8);

  • presença de pássaros nas instalações (OR = 2,9);

  • uso de cama de serragem ou maravalha na maternidade;

  • alta incidência de rinite atrófica e pneumonia por pasteurelas;

Ademais, observações preliminares na região sul do Brasil indicam a existência de sazonalidade na ocorrência de linfadenite granulomatosa em suínos abatidos, com maior prevalência nos meses de junho a novembro, mas a confirmação desse fato requer uma análise temporal mais prolongada.

Alternativas para o diagnóstico

O estabelecimento do diagnóstico da infecção por micobactérias do complexo MAC em suínos vivos é complicado, sendo difícil a utilização de um teste eficiente, disponível e acessível, para dar suporte aos estudos epidemiológicos e às estratégias de controle no campo. O isolamento das micobactérias é extremamente trabalhoso e caro e o teste de tuberculina apresenta sensibilidade e especificidade baixas para identificar animais infectados. A relação entre a reação ao teste de tuberculina e a observação de lesões no abatedouro depende de alguns fatores, principalmente do período decorrido entre a infecção e a realização dos exames. As lesões macroscópicas podem levar cerca de 90 dias para aparecer. Por outro lado, há indicações de que as lesões podem regredir em animais adultos e estes animais geralmente reagem à tuberculina.

A tuberculinização com PPD aviária, associada a um teste sorológico de ELISA indireto, utilizando antígeno sonicado do M. avium amostra D-4, apresentou uma concordância de resultados positivos de 51% a 72% em diferentes rebanhos e fases de criação. Em todos os casos o teste de tuberculina detectou maior taxa de positivos que o ELISA. A ocorrência de lesões específicas envolvendo alguns animais positivos para a tuberculina e/ou ELISA, indicou uma baixa sensibilidade do exame pós-morte ou uma alta taxa de positivos com lesões não visíveis. O teste de tuberculina demonstrou maior sensibilidade do que o ELISA, mas o uso combinado de ambos mostrou-se importante para detectar animais que não reagiram à tuberculina. Em geral suínos positivos no ELISA reagiram para a tuberculina, mas animais com forte reação à tuberculina (hemorrágica e ulcerada) deram ELISA negativo.

Em condições experimentais, vinte e quatro dias após a infecção com o MAC, os animais podem reagir ao teste de tuberculina. Mas, suínos infectados com doses baixas produzem reação mínima e/ou contagem muito baixa de bactérias viáveis e não são capazes de produzir lesões progressivas.

Em resumo, um resultado positivo no teste de tuberculina (Figura 2) é um bom auxílio diagnóstico para identificar rebanhos infectados. Entretanto, o valor preditivo negativo, ou seja, a probabilidade de um animal negativo não estar infectado é baixo e há pouca relação entre um teste positivo e a detecção de lesões no matadouro.

O exame pós-morte da carcaça como critério para determinar a infecção por micobactérias não constitui um bom teste, apresentando baixas sensibilidade (70%) e especificidade (53%), sendo que se os animais procedem de rebanhos positivos, eles podem albergar o agente nos linfonodos sem, no entanto, apresentar lesões macroscópicas. Entretanto, o exame pós-morte, pelo serviço de inspeção é eficiente em mais de 90% dos casos em identificar corretamente a lesão granulomatosa, ou seja, uma vez constatada a lesão, é alta a probabilidade de se tratar realmente de linfadenite granulomatosa.

Principais medidas de controle

Em estudos epidemiológicos realizados no sul do Brasil, evidenciou-se que as ações de controle da linfadenite devem ser direcionadas, principalmente nas fases iniciais de criação como maternidade e creche e em especial, às questões relativas a higiene. Lembrar que o principal fator na ocorrência de lesões é a alta exposição dos suínos às fezes de suínos infectados, que ocorre com facilidade nos sistemas de produção sobre cama profunda ou instalações com piso totalmente compacto. A simples tuberculinização dos reprodutores, com tuberculina bovina e aviária, eliminando os animais positivos, não garantirá o controle da doença.

Neste contexto, as principais medidas de controle a serem tomadas são:

  • utilizar o sistema de produção em lotes, com vazio sanitário de, no mínimo, 4 dias, principalmente nas fases de maternidade e creche;

  • nas desinfecções, usar desinfetantes com ação microbicida sobre as micobactérias (hipoclorito de sódio e fenólicos);

  • quando for usar cama, em qualquer fase de produção, cuidar para que ela seja de boa qualidade e armazená-la adequadamente, tanto na fábrica como na granja;

  • limpar e desinfetar com hipoclorito de sódio as caixas de água, uma vez a cada 3 meses;

  • tomar todas as providências para que o alimento e água dos suínos não sejam contaminados com fezes;

  • não fornecer aos suínos sobras de alimentos de outras espécies animais;

fazer limpeza das baias, pelo menos duas vezes ao dia, para reduzir o contato dos suínos com as fezes;

  • impedir a entrada de aves domésticas e selvagens e de outros animais nas instalações dos suínos, fábrica e depósitos de ração e ingredientes, bem como no depósito de maravalha;

  • evitar a superlotação nas baias:

creche: máximo 3 leitões por m2

terminação: máximo 1 suíno por m2;

  • fazer controle de roedores (ratos e camundongos).

Considerações finais

O sucesso de um esquema de controle das micobacterioses em um rebanho suíno infectado, baseado no método de eliminação dos suínos positivos, ocorrerá se as possibilidades de infecção forem excluídas e, ao mesmo tempo, dependerá do cumprimento das medidas higiênico-sanitárias básicas, como higiene das baias no sentido de impedir que os suínos tenham contato permanente com as fezes e vazio sanitário com desinfecção das instalações entre cada lote. É provável que na ausência de outras fontes de infecção, a sua persistência no rebanho pode ser devida à permanência de instalações contaminadas, principalmente maternidade e creche, ou devida à eliminação do agente nas fezes de suínos contaminados. A infecção, uma vez estabelecida no rebanho, é difícil de eliminar e não é fácil predizer seu resultado. De fato, o período de tempo entre a infecção e a detecção das lesões é longo, sendo mais de 60 dias. Isto sugere que grande proporção de animais na população sob risco podem estar infectados na época em que o problema é detectado. Por outro lado, é difícil identificar a fonte de infecção que pode até ter desaparecido na época da investigação clínica. Além disso, ainda não se dispõe de ferramentas adequadas para a identificação precoce dos animais infectados, nem para identificar corretamente aqueles portadores que podem estar mantendo a infecção no rebanho.

Referências bibliográficas

Leão, S.C.; Briones, M.; Sircilli, M.P.; Balian, S.C.; Morés, N.; Ferreira Neto, J.S. Identification of two novel Mycobacterium avium alleic variants by PCR-restriction enzyme analysis (PRA) in pig and human isolates from Brazil. J. Clin. Microb., v.37, p.2592-7, 1999.

Martins, L.S. Epidemiologia e controle das micobacterioses em suínos no sul do Brasil: estimativa do impacto econômico e estudo da sazonalidade. São Paulo, 2001. 51p. Dissertação (mestrado) – Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Universidade de São Paulo.

Morés, N.; Silva, V.S.; Dutra, V.; Ventura, L.; Silva, R.A.M.S.; Leão, S.C.; Ferreira, F.; Balian, S. De C.; Ferreira Neto, J.S. Controle das micobacterioses suínas no Sul do Brasil: identificação e correção dos fatores de risco. Concórdia : Embrapa Suínos e Aves, 2000. 4p. (Embrapa Suínos e Aves. Comunicado Técnico, 249).

Morés, N.; Silva, V.S.; Dutra, V. Linfadenite tuberculóide em suínos: o que pode ser feito para seu controle. EMBRAPA-CNPSA, 1997. (Instrução técnica para o suinocultor, n.4, 2p).

Morés, N.; Dutra, V.; Silva, V.S.; Pereira, M.A.C. ; Yamamoto, T.M.; Ventura, L.; Barioni Jr., W.; Piffer, I.A.; Vidal, C.E.S.; Silva, R.A.M. S.; Oliveira, S.R.; Kramer, B.; Ferreira Neto, J.S.; Balian, S.C.; Leão, S.C. Linfadenite granulomatosa em suínos da região sul do Brasil: principais linfonodos afetados, destino das carcaças e agentes envolvidos. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE VETERINÁRIOS ESPECIALISTAS EM SUÍNOS, IX, Belo Horizonte – MG, 1999. Anais…Concórdia – SC: EMBRAPA-CNPSA, 1999, p.223-224.

Morés, N. Produção de suínos em cama sobreposta (Deep Bedding):aspectos sanitários. In: SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE SUINOCULTURA, 5.,2000, São Paulo, SP. Anais… Concórdia : Embrapa Suínos e Aves, 2000.

Morés, N. Linfadenite em suínos causada por micobactérias atípicas. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE VETERINÁRIOS ESPECIALISTAS EM SUÍNOS, 8, 1997, Foz do Iguaçú, Pr. Anais…Concórdia: EMBRAPA-CNPSA, 1997. p.165-172.

Oliveira, R.S., Sircili, M.P., Balian, S.C., Ferreira-Neto, J.S., Silva, V.S., Morés, N., Kramer, K., van Soolingen, D., Leão, S.C. Epidemiologia e controle das micobacterioses suínas no sul do Brasil. Comprovação da ocorrência de infeções mistas por Mycobacterium avium em suínos (resultados preliminares). In: CONGRESSO BRASILEIRO DE VETERINÁRIOS ESPECIALISTAS EM SUÍNOS, IX, Belo Horizonte – MG, 1999. Anais…Concórdia – SC: EMBRAPA-CNPSA, 1999, p.219-220.

Silva V. S.; Morés N.; Dutra, V.D.; Ferreira Neto, J.S.; Saad, M.H.F. Estudo da transmissão horizontal de Mycobacterium avium-intracellulare em suínos. Arq. Bras. Med. Vet. Zoot., v.52, n.6, p.562-566, 2000.

Sircili, M.P.; Oliveira, R.S.; Balian, S.C.; Ferreira, F; Ferreira-Neto, J.S.; Silva, V.S.; Morés, N.; Chimara, E.; Leão, S.C. Epidemiologia e controle das micobacterioses suínas no sul do Brasil. Estudo molecular dos isolados: identificação dos agentes presentes nas lesões (resultados preliminares). In: CONGRESSO BRASILEIRO DE VETERINÁRIOS ESPECIALISTAS EM SUÍNOS, IX, Belo Horizonte – MG, 1999. Anais…Concórdia – SC: EMBRAPA-CNPSA, 1999, p.221-222.

 

Fatores de risco relacionados à reprodução de suínos

A produtividade de um rebanho de suínos está diretamente associada à eficiência reprodutiva, medida pelo número de leitões produzido por fêmea por ano. O desempenho reprodutivo insatisfatório pode estar relacionado à agentes específicos como, por exemplo, a parvovirose ou por falhas reprodutivas de caráter multifatorial, provocadas por fatores ligados às condições de ambiente, de higiene, de nutrição e de manejo a que os animais são submetidos. Assim, o diagnóstico dessas falhas de origem multifatorial é complexo, necessitando de uma avaliação abrangente de todo o sistema de produção. Uma das formas de detectar os pontos de estrangulamento é através de estudos ecopatológicos onde os fenômenos ocorrem espontaneamente. A ecopatologia é uma área da epidemiologia que estuda as doenças e suas relações com o ecossistema em que os suínos são criados, cujos dados são observados e registrados nas próprias criações. Esse procedimento é denominado de estudo observacional. Nesses casos, os fenômenos patológicos surgem espontaneamente, sem nenhum artifício e independem da vontade do homem, diferindo dos estudos experimentais convencionais, onde, na maioria das vezes, as variáveis são definidas previamente. Estes estudos ecopatológicos objetivam a identificação de fatores de risco que, por definição, representam características do indivíduo ou do seu ambiente que uma vez presentes, em um dado sistema de produção, aumentam a probabilidade de aparecimento e ou agravamento de determinado problema ou doença.

Em estudos ecopatológicos realizados na fase de reprodução de suínos foram identificados vários fatores de risco que interferem no tamanho da leitegada, apresentados a seguir com suas respectivas recomendações:

- febre no dia da cobertura e nos quatro dias subseqüentes (temperatura retal superior a 39,5°C). Recomendação: evitar infecções que cursam com febre no período de cobertura e alojar as fêmeas em local com temperatura ambiente menor que 28°C no primeiro mês de gestação;

- soroconversão para parvovirose o que indica infecção ativa. Recomendação: seguir um programa rigoroso de vacinação das leitoas e das porcas contra a parvovirose;

- infecção urinária. Recomendação: manter bom programa de controle de infecção urinária, principalmente com relação ao fornecimento de água (quantidade e qualidade) e higiene nas fases de cobertura e parto;

- intervalo parto-cobertura menor que 28 dias. Recomendação: não realizar o desmame com menos de 21 dias de idade;

- intervalo desmama-cobertura maior de seis dias. Recomendação: fazer diagnóstico de cio das porcas com um macho adulto a partir do dia seguinte após o desmame;

- na produção de suínos para abate, o uso de fêmeas puras. Recomendação: usar fêmea cruzada (F1) filhas de mães com bons antecedentes reprodutivos, adquirir fêmeas de reposição de linhas que produzem leitegadas grandes (> 11,0 leitões) e manter no plantel fêmeas com bom histórico reprodutivo (média > 11,0 leitões por leitegada);

- macho com histórico de baixa produtividade. Recomendação: medir a produtividade dos machos e manter no plantel somente aqueles com produtividade acima de 11 leitões por leitegada, não sobrecarregar o uso do macho (máximo de cinco montas por semana) e usar o macho em boas condições de aprumo e sem lesões de cascos;

- fêmeas magras na cobertura. Recomendação: fornecer ração à vontade durante a lactação para garantir um bom estado corporal das porcas ao desmame, com escore ³ 3, numa escala de 1 (muito magra) a 5 (excessivamente gorda);

- problemas locomotores nas fêmeas (quando menos de 50% das porcas estão em pé uma hora após o arraçoamento). Recomendação: prevenir lesões de cascos e problemas de aprumos, mantendo as instalações sem umidade e piso pouco abrasivo sem ser escorregadio;

- duração da cobertura inferior a quatro minutos. Recomendação: ter um local de cobertura adequado (limpo, seco, com cama e de formato arredondado), realizar a cobertura no momento certo em que a fêmea permanece totalmente imobilizada, usar o macho compatível com o tamanho da fêmea, não usar macho com problema locomotor e evitar maus tratos com os machos e as fêmeas (conduzi-los com tábuas e/ou portões de manejo).

Na prática, os fatores acima relacionados não devem ser visualizados individualmente, mas, sim, em conjunto, com o objetivo de obter altos índices reprodutivos. Numa mesma criação, mesmo com bons resultados reprodutivos, existe uma grande variabilidade no desempenho reprodutivo entre as fêmeas do plantel. Por isso, a importância de anotações e gerenciamento dos dados para tomada de decisão.

Em granjas que não estão atingindo índices reprodutivos satisfatórios, recomenda-se avaliar todos os fatores de risco acima relacionados e, posteriormente, implementar estratégias para corrigir aqueles deficitários.

Qualidade dos ingredientes e das rações

A produção de rações não difere, em alguns aspectos, de outros setores da economia de mercado, pois segue as regras da competitividade que exigem redução no custo do produto final, sem comprometer a qualidade. Por isso, é desejável que uma empresa produtora de rações ou mesmo os produtores que fazem a sua própria ração, possuam controle dos ingredientes disponíveis para fabricação e que garantam a qualidade dos alimentos produzidos. Não resta a menor duvida que da qualidade das rações dependem o desempenho e o custo de produção animal. Por isso, são necessários constantes monitoramentos nos ingredientes que compõem a ração e no processo de produção das mesmas, com o intuito de identificar e solucionar os problemas que possam comprometer a qualidade do produto final.

Produzir rações significa submeter os ingredientes a processos distintos e conhecidos. Para isso, é necessário operacionalizar os procedimentos de fabricação com controle de pontos críticos dos processos, visando obter o máximo potencial nutricional com modificações físicas e(ou) químicas nos alimentos. Em termos práticos, envolve mudar a estrutura de um ingrediente em seu estado natural para obter retornos líquidos desta mudança quando em uso pelo animal. Uma vez que o custo de produção das espécies domésticas é muito dependente da alimentação (67%), é muito importante ter alimentos bem processados para obter o máximo beneficio/retorno. Alguns exemplos de processamento são: redução do tamanho das partículas (trituração/moagem/prensagem), modificação da densidade (aglomeração/peletização/extrusão), mistura, tratamento por calor e pressão (cozimento/tostagem/extrusão); mudanças na estrutura do amido, proteína e gorduras. Com isso consegue-se melhorar a palatabilidade e digestibilidade dos nutrientes, bem como remover algumas das substâncias antinutricionais e reduzir a contaminação por fungos, salmonelas e outros agentes patogênicos.

Deve-se ressaltar que a qualidade do produto final depende dessas etapas de processamento. Entretanto, outros pontos anteriores ao processamento são tão ou mais importantes para a qualidade final das rações, que até existe um chavão do meio de fabricação, que diz que não podem ser fabricadas rações de qualidade com ingredientes de má qualidade; ou seja, a fábrica não tem condições de melhorar a qualidade dos ingredientes, pois um ingrediente de má qualidade gera uma ração de má qualidade na relação direta de sua participação na fórmula, independentemente de quaisquer outros fatores. Assim, a seleção de ingredientes e de fornecedores, o transporte e recebimento, o eventual recondicionamento (secagem, limpeza), a estocagem, as pesagens, o empacotamento e transporte do produto final, são passos que devem ser realizados com atenção para que se obtenha um produto de qualidade. O conhecimento desses, e dos demais, fatores do processo de produção de rações possibilita que as atividades sejam desenvolvidas e(ou) aprimoradas permitindo que a produção e os lucros sejam maximizados.

Em geral para a fabricação de rações utilizam-se ingredientes a granel e o tempo para analisá-los no laboratório e proceder à formulação da dieta é insuficiente, assumindo-se daí, em muitos casos, que a qualidade é boa e constante, ou adicionando margens de segurança a valores que são obtidos em tabelas de composição nutricional. Isto pode ser melhorado trazendo ao uso análises físico-sensoriais, químicas e biológicas para um melhor conhecimento do ingrediente. Todavia, antes que se proceda qualquer análise laboratorial, o pessoal encarregado de recebimento de ingredientes deve ser treinado para relatar imediatamente os atributos dos ingredientes aos seus superiores. Deve portanto, estar treinado para tomar decisão de impedir um descarregamento, antes de qualquer resultado analítico, caso tenham habilidades sensoriais para isso. Algumas firmas utilizam inspecionar os ingredientes antes de sua compra, junto ao fornecedor. Embora isso seja o desejável, não garante a qualidade no recebimento, pois podem ocorrer mudanças de várias origens após a inspeção de matérias primas.

Define-se que a base para o estabelecimento de uma rotina de verificação da qualidade são as especificações de qualidade, tanto de matérias primas como de dietas fabricadas. As especificações dos ingredientes dependem de disponibilidade no mercado e natureza do ingrediente com seus padrões conhecidos. Por outro lado, as dietas são manufaturadas de acordo com especificações de exigência do animal, composição dos ingredientes e preços desses.

Cada embarque de ingrediente que chegue à fábrica deve ser amostrado eficientemente para que a amostra represente o lote. Na recepção de ingredientes existem 3 classes de avaliação para aceitar ou devolver o embarque, que são: a) as provas sensoriais, b) provas rápidas e c) provas de laboratório.

As provas sensoriais são feitas pela pessoa encarregada, que utiliza os próprios sentidos da visão, olfato, tato e, às vezes, o gosto. No processo de compra e recebimento dos ingredientes (cereais, subprodutos, concentrados, premixes) as seguintes características físicas devem ser usadas para analisar o ingrediente a granel. Se ensacados, devem ser observados com relação a identificação da sacaria: a) cor (uniformidade, brilho típico); b) odor (cheiro característico e odores indesejáveis); c) umidade (fluidez, aderência, manchas umidas); d)temperatura (calor, evidência de esquentamento);e) textura (tamanho e uniformidade das partículas); f) uniformidade (consistência na cor, aparência e textura); g) sujeira, contaminações, adulteração, objetos estranhos; h) evidência de roedores, insetos e pássaros; i) contaminação cruzada de grãos

As provas rápidas são feitas sem equipamentos laboratoriais sofisticados, mas são de rápida execução, quando ainda os ingredientes estão no caminhão à espera do desembarque. Embora o NIR seja um instrumento sofisticado e muito caro, pode, se as condições forem favoráveis, ser colocado no chão de fábrica, pois permite decisões muito seguras e rápidas ( poucos segundos ) sobre a maioria das análises laboratoriais. O granulômetro é outro instrumento simples e barato, que permite rapidamente determinar o tamanho de partículas do milho moído, cuja utilização poderá ser ampliada no chão de fabrica. A luz ultravioleta permite avaliar a presença ou não de fungos produtores de micotoxinas nos grãos de cereais.

As análises de laboratório requerem condições próprias de laboratório equipado e são seguras para avaliar a qualidade. Um bom laboratório de nutrição para apoiar na avaliação da qualidade das dietas deveria estar equipado para realizar as seguintes análises: umidade, proteína (Nx6,25), gordura, fibra, macro e microelementos, aminoácidos, granulometria, substâncias tóxicas comuns em ingredientes, solubilidade pepsina, solubilidade em KOH, micotoxinas, rancidez, putrefação, amido, energia. Na verdade, isso não é comum de ser encontrado nos laboratórios das industrias, mesmo as mais avançadas. Os conhecimentos sobre energia metabolizável (EM) são muito importantes para a formulação, mas como envolvem ensaios in vivo, em geral são utilizados dados de tabelas que apresentam variações consideráveis. Nem todas as análises são adequadas para todos os ingredientes. Por isso, na dependência dos ingredientes, busca-se o melhor conhecimento desse com as análises mais importantes para sua interpretação de qualidade.

O monitoramento laboratorial da qualidade das rações produzidas faz parte de um complexo sistema de garantia de qualidade e precisa ser implementado como meio para alcançá-la. A melhoria da qualidade dos ingredientes é um processo de cinco passos: a) obter documentação da variabilidade de nutrientes importantes para a formulação, b) identificar as causas de variação, c) saber/estimar o impacto econômico da variação, d) identificar fornecedores, cujos ingredientes apresentem melhor qualidade, e) estabelecer parceria com o fornecedor para identificar benefícios mutuos da melhoria da qualidade dos ingredientes. O ajuste para as especificações de qualidade deve ser criterioso, pois é necessário identificar as causas dos problemas e não só ajustar para evitar desconformidades. As causas podem ser divididas em comuns e especiais. As causas comuns estão sempre presentes no processo, são muitas e são predizíeis. A variação devido à causas especiais, ao contrário, surgem esporadicamente e quando ocorrem devemos ajustar o processo.

Esse artigo preconiza a obtenção de ingredientes de boa qualidade, sem descuidar-se dos aspectos ligados ao processo de fabricação de rações. Para que isso fique evidente, devem ser estabelecidas rotinas de verificação da qualidade, as quais podem conter provas sensoriais, rápidas e laboratoriais. A garantia de qualidade do produto final, que é a ração, dependerá do atendimento comprovado e sem atalhos dos índices técnicos obtidos com as provas citadas.

 


Importância do milho para a industria de rações

O milho é o ingrediente mais importante utilizado no preparo de alimentos para animais no Brasil, uma vez que cerca de 80% da produção (na estimativa pessoal e 65% na estimativa da ANFAL/SINDIRAÇÕES, 2000) é utilizada no preparo de rações “dentro e fora das porteiras”. Complementando, cerca de 15% é utilizado pela industria para a transformação em um grande numero de produtos (do álcool a polímeros biodegradáveis para uso como fibra em fraldas descartáveis, por exemplo), ao passo que, em torno de 5% da produção brasileira de milho, apenas, tem seu destino final o consumo direto pelo brasileiro na forma de grãos em conserva, polenta, angu, cuscuz, milho verde e outras iguarias nacionais e regionais. A maneira pela qual nossa população mais consome milho é através da ingestão de produtos animais como a carne, os ovos e o leite.

Dessa forma, a industria de rações brasileira é dependente do volume e qualidade do milho de que o mercado dispõe. Esta mesma industria é um dos maiores e mais dinâmicos seguimentos do agronegócio brasileiro, responsável ainda pelo consumo de mais de 35% da produção de soja e quantidades expressivas de outros grãos. Além disso, ela é importante para a industria química, uma vez que demanda a produção de grandes quantidades de vitaminas, aminoácidos e microingredientes diversos para alimentação animal. No ano de 1990 foram produzidos um total de 14,8 milhões de toneladas de rações, enquanto em 1999 estima-se que essa industria produziu cerca de 34,8 milhões de toneladas. Essa evolução, de 135% em apenas nove anos, representa um mercado que movimenta mais do que US$6,8 bilhões e gera ao redor de 62.000 empregos diretos (ANFAL/SINDIRAÇÕES, 2000).

A importância do segmento de produção de rações deve-se em grande parte ao fato de estar diretamente atrelado à avicultura e suinocultura. Esses dois setores, juntos, consomem quase 90% das rações produzidas no Brasil (ANFAL/SINDIRAÇÕES, 2000). A expectativa é de crescimento nos próximos anos, uma vez que a avicultura é um dos itens de maior importância na pauta de exportações. Mesmo com as ameaças surgidas com a ocorrência de focos de febre aftosa, persiste a tendência de aumento de comércio de carne suína nos próximos anos, especialmente para os países da Ásia.

Desta forma, grande parte do esforço agrícola brasileiro destina-se à alimentação de aves e suínos, os quais devem ser alimentados com ingredientes que apresentem qualidade com vistas à atender os mercados interno e externo. Apesar da grande produção e safras recordes sucessivas, há carência de grãos todos os anos o que obriga à importação, representando perda de divisas e aumento do custo de produção. Além disso, com a globalização dos mercados, a importação de grãos passou a ser uma ameaça à agricultura nacional, onde as facilidades podem tornar a compra de grãos com alta qualidade atrativa para os grandes grupos econômicos, depreciando o produto nacional.

Assim, os clientes finais da cadeia produtiva do milho são, na maioria, os avicultores e os suinocultores. E esses clientes estão demandando milho de melhor qualidade para manter seus sistemas produtivos competitivos. O teor de proteína bruta do milho, por exemplo, amostrado aleatoriamente e analisado no Laboratório de Análises Físico Químicas da Embrapa Suínos e Aves, tem caído nos ultimos vinte anos. Embora o milho seja, predominantemente, uma fonte de energia para os animais, sua proteína é importante fonte de aminoácidos, principalmente pelo fato desse ingrediente representar, em média, 55 a 80% das rações de aves e suínos.

O que é milho?

O milho está deixando de ser uma commodity comercializada em grandes lotes, para se tornar um ingrediente especializado com características desejadas pelos processadores e produtores de rações. Dessa forma, a definição do que é milho passa a ser obsoleta e necessita ser revista. Existem definições internacionais e nacionais que se baseiam em características classificatórias, utilizadas rotineiramente na comercialização deste grão. O milho deve ser amarelo, isento de sementes tóxicas, sem resíduo de pesticidas e de material mofado, e classificados conforme é apresentado na Tabela 1.

Tabela 1. Máximos níveis permitidos pela Portaria no 845 de 8 de novembro de 1976.

Tipo

Unid.

Ardidos e

brotados

Total de avariados

Impurezas e

fragmentos

Umidade

1

%

3

11

1,5

14,5

2

%

6

18

2,0

14,5

3

%

10

27

3,0

14,5

Abaixo do Padrão

%

A serem especificados em cada caso

14,5

Além desta classificação, há aquelas referentes à cor e dureza do grão, descritas na mesma portaria citada na Tabela 1. Atualmente, esta portaria está sendo discutida pelos membros da cadeia produtiva do milho no sentido de melhor atender o mercado. Mas para os nutricionistas a caracterização primordial do grão deve ser feita com base nos seus atributos nutricionais. Resta uma pergunta: existe grande variabilidade na composição em nutrientes do milho que permita o nutricionista utilizar uma média estática do conteudo em nutrientes nas matrizes de composição química durante a formulação da ração?

Através de análises de conglomerados, Lima et al. (2000) classificaram 57 amostras de milho em quatro grupos distintos, baseados em alguns parâmetros nutricionais analisados. Este tipo de classificação poderia ser utilizado para otimizar o uso do milho nas formulações de rações (Tabela 2).

Tabela 2. Classificação do milho de acordo com o seu teor de extrato etéreo, proteína bruta, fibra bruta e lisina, em base de matéria seca. (Lima et al., 2000).

Grupo 1

Variável

Média (%)

N

Valor mínimo (%)

Valor máximo (%)

Desvio padrão (%)

Extrato etéreo

3,632

21

3,042

4,381

0,073

Proteína bruta

8,077

21

7,326

8,909

0,080

Fibra bruta

2,941

21

2,132

3,679

0,092

Lisina

0,236

21

0,198

0,290

0,004

Grupo 2

Variável

Média (%)

N

Valor mínimo (%)

Valor máximo (%)

Desvio padrão (%)

Extrato etéreo

2,267

3

2,049

2,438

0,115

Proteína bruta

8,195

3

7,406

8,895

0,432

Fibra bruta

3,233

3

3,057

3,534

0,151

Lisina

0,273

3

0,265

0,277

0,004

Grupo 3

Variável

Média (%)

N

Valor mínimo (%)

Valor máximo (%)

Desvio padrão (%)

Extrato etéreo

4,317

7

3,953

4,966

0,146

Proteína bruta

10,115

7

9,659

10,498

0,105

Fibra bruta

2,276

7

1,626

3,391

0,206

Lisina

0,256

7

0,226

0,286

0,008

Grupo 4

Variável

Média (%)

N

Valor mínimo (%)

Valor máximo (%)

Desvio padrão (%)

Extrato etéreo

3,834

26

3,396

4,592

0,068

Proteína bruta

9,028

26

8,234

9,771

0,093

Fibra bruta

2,078

26

1,568

2,611

0,059

Lisina

0,244

26

0,207

0,301

0,045

A seguir são apresentadas algumas informações sobre a composição em nutrientes do milho com o intuito de provar ao leitor que o milho se constitui um nome genérico que congrega uma série de ingredientes distintos.

Composição química do milho

São escassas as informações publicadas sobre a composição química do milho brasileiro baseada em um numero representativo de amostras. A Tabela da Embrapa (1991), ainda é a fonte de dados com maior detalhamento nas informações, especialmente quanto a numero de amostras e desvios. Na Tabela 3 é apresentada a composição química e o valor energético médio do milho analisado no Laboratório de Análises Físico Químicas da Embrapa Suínos e Aves no período de 1979 a 1997. Esta tabela apresenta estimativas de variabilidade que requerem discussão. Por exemplo, os teores de óleo no milho variaram de 1,41% a 6,09%, com média de 3,67%. Teríamos milho alto óleo sendo utilizado no preparo de nossas rações? Seria um erro analítico? Evidências serão apresentadas mais adiante que comprovam a existência de milho de alto teor de óleo no nosso meio. Uma constatação disto pode ser verificada na mesma Tabela 3. Através da realização de 28 balanços de energia com suínos ao longo dos anos, verificou-se que a energia metabolizável do milho variou de 2952 a 3937 kcal/kg, com média de 3421 kcal/kg. Que valor deve, então, o nutricionista utilizar para formular suas dietas? O que causa tamanha variação?

Tabela 3. Médias de composição química e valor energético do milho analisado no Laboratório de Análises Físico Químicas da Embrapa Suínos e Aves no período de 1979 a 1997. Valores expressos em base natural. (Lima, 2000, dados em fase de publicação).

Parâmetro

N

Média

Mediana

Moda

Mínimo

Máximo

Desvio Padrão

Erro Padrão

Matéria seca, %

489

87.68

87.64

86.34

82.69

91.97

1.75

0.08

Proteína bruta, %

637

8.49

8.39

8.34

6.43

10.99

0.81

0.03

Extrato etéreo, %

356

3.67

3.66

3.49

1.41

6.09

0.87

0.05

Cinza, %

305

1.15

1.16

1.04

0.24

2.00

0.31

0.02

Fibra bruta, %

362

2.25

2.15

2.13

1.10

3.48

0.43

0.02

Ca, %

273

0.04

0.03

0.05

0.01

1.05

0.08

0.00

P, %

281

0.26

0.25

0.23

0.11

0.88

0.07

0.00

Mg, %

23

0.10

0.10

0.10

0.08

0.12

0.01

0.00

K, %

10

0.35

0.35

0.30

0.30

0.41

0.03

0.01

Na, %

3

0.00

0.00

0.00

0.00

0.00

0.00

0.00

Cu, mg/kg

47

4.65

3.66

1.73

0.91

19.39

3.72

0.54

Fe, mg/kg

43

58.67

48.51

34.30

22.48

182.30

32.19

4.91

Mn, mg/kg

44

7.34

6.93

1.10

1.10

20.00

3.27

0.49

Zn, mg/kg

47

27.39

21.75

21.45

13.93

151.88

20.21

2.95

F, mg/kg

1

0.01

0.01

0.01

0.01

0.01

-

-

Ác. Aspártico, %

94

0.54

0.55

0.50

0.43

0.70

0.06

0.01

Ác. Glutâmico, %

94

1.54

1.54

1.40

0.95

2.13

0.29

0.03

Alanina, %

95

0.63

0.61

0.55

0.48

0.78

0.08

0.01

Arginina, %

92

0.37

0.36

0.31

0.27

0.55

0.07

0.01

Cistina, %

75

0.28

0.27

0.26

0.18

0.37

0.04

0.01

Fenilalanina, %

90

0.40

0.38

0.34

0.24

0.56

0.07

0.01

Fenilalanina + tirosina, %

92

0.66

0.65

0.68

0.40

0.96

0.13

0.01

Glicina, %

88

0.32

0.31

0.31

0.25

0.40

0.03

0.00

Glicina + serina, %

93

0.71

0.72

0.76

0.57

0.85

0.07

0.01

Histidina, %

88

0.24

0.24

0.24

0.18

0.40

0.05

0.01

Isoleucina, %

93

0.28

0.27

0.26

0.17

0.37

0.05

0.01

Leucina, %

93

1.00

1.00

1.20

0.72

1.32

0.15

0.02

Lisina, %

95

0.24

0.24

0.24

0.19

0.31

0.03

0.00

Metionina, %

74

0.21

0.20

0.18

0.14

0.27

0.04

0.00

Metionina + cistina, %

75

0.48

0.48

0.45

0.32

0.62

0.08

0.01

Prolina, %

93

0.81

0.78

0.70

0.54

1.13

0.13

0.01

Serina, %

92

0.39

0.39

0.38

0.30

0.48

0.04

0.00

Tirosina, %

91

0.27

0.26

0.20

0.16

0.43

0.07

0.01

Treonina, %

92

0.27

0.27

0.30

0.22

0.33

0.03

0.00

Triptofano, %

119

0.05

0.06

0.03

0.02

0.14

0.02

0.00

Valina, %

92

0.37

0.36

0.36

0.23

0.49

0.07

0.01

Energia, kcal/kg

Bruta

347

3944

3950

3950

3430

4427

113

6

Digestível, suínos

28

3472

3506

3548

3211

3567

94

20

Metabolizável, suínos

28

3421

3425

3392

2952

3937

217

41

Metabolizável, aves

23

3229

3203

3045

3045

3407

113

24

Metabolizável verdadeira, aves

5

3639

3656

3656

3440

3820

135

60

Fatores que intervêm na qualidade do milho

Entre o plantio e a conversão do milho em produtos animais existem diversos pontos de controle que permitem a melhoria da qualidade desse grão. Dois aspectos importantes devem ser ressaltados do milho com relação ao desempenho animal. O primeiro está vinculado ao surgimento de novos cultivares ou novas características e, o segundo, aos fatores não genéticos que influem na qualidade do milho. Novos híbridos e variedades são colocados anualmente no mercado mundial, quer por ação de seleção convencional em melhoramento genético, quer pela introdução de tecnologias de biologia molecular gerando materiais geneticamente modificados. Muitas vezes o avanço obtido tem como objetivo atingir apenas o consumo humano direto sem haver a preocupação com o seu uso em rações para animais. Isso tem acontecido nas empresas produtoras de sementes com vários cereais e oleaginosas, como por exemplo o trigo, a soja, a cevada e o milho.

O mercado de milho, em geral valoriza pouco a qualidade, pois o pagamento diferenciado premiando este atributo é pouco significativo. O que está a venda é a quantidade de milho e não a qualidade (presença de certas características). Por outro lado, valorizar diferentemente o milho de alta qualidade nutritiva, implica em diminuir a vantagem competitiva desse milho em relação ao milho comum. Por isso, quando se atribui um preço maior ao milho de alta qualidade genética, o programa de minimização de custos de rações, diminuirá a vantagem que esse milho tinha em relação ao comum, podendo até desaparecer e, consequentemente, buscar o uso de qualquer tipo de milho. Portanto, é preciso que os produtores de grãos não se enganem com este ponto. Segundo Biaggi et al. (1996), o comércio internacional de grãos procura orientar a qualidade por variáveis como umidade, grãos quebrados, material estranho, cor e imperfeições. Na realidade poderia se incluir os fatores massa específica, descoloração por danos térmicos, grãos imperfeitos, susceptibilidade à quebra, proteína, óleo, presença de insetos, presença de fungos, tipos de grãos e histórico do grão, entre outros.

Fatores ambientais que afetam a qualidade do milho

A expressão fenótipo = genótipo + ambiente + interação genótipo x ambiente + erro explica, em síntese, toda a variabilidade encontrada nas características observadas no milho e outros grãos.

Os efeitos do ambiente sobre a qualidade nutricional dos grãos tem sido estudados. Recentemente foi publicado um artigo (Baier et al., 2000) sobre a influência do ambiente sobre os teores de proteína bruta e óleo em diferentes genótipos de triticale plantados em cinco locais nos estados do Rio Grande do Sul (4 locais) e Santa Catarina (1 local) nos anos de 1998 e 1999. A Tabela 4 apresenta os resultados desta pesquisa, na qual os autores concluíram que o ambiente (anos e locais), mais do que os genótipos, afetaram a produtividade e concentração de nutrientes nos grãos. Uma informação adicional, foi que a concentração de nutrientes relacionou-se negativamente com a produtividade. Isto é, aumentando a produtividade, reduziu-se a concentração de nutrientes nos grãos. Este fato merece reflexão cuidadosa para identificar, caracterizar e, possivelmente, corrigir os fatores do ambiente que interferem na expressão da produção.

Tabela 4. Médias dos teores de proteína bruta, óleo, rendimento de grãos, peso de hectolitro (PH) e peso de mil grãos (PMG) do triticale, produzidos nas safras de 1998 e 1999, em Chapecó, SC, e em Selbach, Passo Fundo, Sananduva e Vacaria, RS. (Baier et al., 2000).

Fonte de variação

Proteína bruta, %

Óleo, %

Rendimento, kg/ha

PH,

kg hL-1

PMG,

g

Ano

1998

12,4 A

1,40 A

3.695 B

67 B

37 B

1999

12,1 B

0,99 B

4.489 A

72 A

40 A

Local

Chapecó

14,0 A

1,08 C

4.479 A

66 E

37 C

Selbach

12,3 B

1,22 A

3.454 C

69 C

37 C

Passo Fundo

11,9 C

1,26 A

3.684 B

69 D

37 BC

Sananduva

11,7 D

1,22 A

4.410 A

73 A

39 AB

Vacaria

11,5 D

1,16 B

4.434 A

72 B

41 A

A, B, C, D Letras distintas, na mesma coluna, para cada fonte de variação, indicam diferença entre médias (P<0,05).

As informações obtidas com outros grãos podem ser extrapoladas para o milho. Na Tabela 5 são apresentados os resultados de um estudo (Lima et al., 2000) conduzido com amostras de híbridos comerciais de milho coletadas em diferentes propriedades do Rio Grande do Sul, que produziam suínos e milho, na safra 1998/1999. Em geral, os teores de proteína bruta apresentaram alta variabilidade podendo ter sofrido um efeito do nível de adubação nitrogenada entre outras fontes de variação. Entretanto essa magnitude de variabilidade (coeficiente de variação de 4,96 a 20,05%) não se repetiu quando se considerou os aminoácidos lisina (coeficiente de variação de 0 a 3,70%) e metionina (coeficiente de variação de 0 a 6,43%). Esses resultados sugerem que pode ter havido um aumento do conteudo em nitrogênio não protéico configurando aumento no conteudo de proteína bruta sem aumentar os níveis de aminoácidos. O coeficiente de variação do teor de óleo das amostras dos híbridos estudados chegou a 14,68%. Observou-se que há diferenças marcantes entre os híbridos quanto ao teor de óleo nos grãos e que as variações dentro de cada híbrido devem ser melhor estudadas com intuito de se separar os efeitos genéticos dos efeitos ambientais.

Tabela 5. Híbrido comercial, numero de amostras analisadas (N), média, valor mínimo e máximo, desvio padrão e coeficiente de variação (CV) obtidos para proteína bruta, óleo, lisina e metionina. Dados expressos em base de matéria seca. (Lima et al., 2000).

Híbrido

comercial

N

Média, %

Valor mínimo, %

Valor máximo, %

Desvio padrão, %

CV, %

Proteína bruta

AG122

19

8,66

6,84

11,95

1,37

15,76

AG5011

4

8,36

7,78

8,86

0,44

5,30

AG9014

4

9,93

7,48

12,33

1,98

19,97

C505

5

9,64

8,90

10,14

0,48

4,96

C901

5

8,30

7,47

9,31

0,70

8,39

P3063

4

8,64

6,92

10,98

1,73

20,05

Premium

4

9,31

7,51

10,96

1,42

15,28

Veloz

4

8,13

6,83

9,42

1,18

14,53

Óleo

AG122

19

3,80

2,45

4,42

0,56

14,68

AG5011

4

4,22

4,14

4,32

0,07

1,77

AG9014

4

4,61

4,48

4,70

0,09

2,06

C505

5

4,03

3,04

4,32

0,55

13,77

C901

5

3,54

2,77

4,00

0,50

14,24

P3063

4

3,99

3,84

4,17

0,15

3,73

Premium

4

3,86

3,33

4,16

0,37

9,56

Veloz

4

3,93

3,64

4,23

0,28

7,19

Lisina

AG122

19

0,27

0,25

0,28

0,01

2,86

AG5011

4

0,27

0,27

0,27

0

0

AG9014

4

0,27

0,26

0,28

0,01

3,02

C505

5

0,27

0,26

0,28

0,01

3,70

C901

5

0,27

0,26

0,28

0,01

3,08

P3063

4

0,27

0,27

0,28

0,01

1,83

Premium

4

0,27

0,26

0,27

0,01

2,18

Veloz

4

0,26

0,26

0,27

0,01

1,90

Metionina

AG122

19

0,29

0,28

0,31

0,01

3,34

AG5011

4

0,29

0,28

0,30

0,01

2,82

AG9014

4

0,28

0,27

0,29

0,01

3,39

C505

5

0,29

0,27

0,31

0,02

6,35

C901

5

0,28

0,26

0,30

0,02

6,43

P3063

4

0,28

0,27

0,29

0,01

4,12

Premium

4

0,29

0,26

0,30

0,02

6,08

Veloz

4

0,29

0,28

0,30

0,01

2,82

A colheita tardia com objetivo de reduzir a umidade do grão traz como conseqüência o aumento do ataque de insetos nos grãos e também a possibilidade de maior contaminação com micotoxinas.

Partidas de milho com densidade variável entre 60 e 72 kg/hl foram investigados por Baidoo et al. (1991), com relação a densidade, a análises proximais e a energia metabolizável em aves. Na Tabela 6 são apresentados os valores de composição dos grãos de milho com suas densidades e o valor de energia metabolizável. Relações lineares positivas e significativas foram obtidas entre a densidade e energia metabolizável verdadeira (EMVn) apresentando coeficiente de correlação de 0,85. A equação para a estimativa em kcal/g de MS é: EMVn = 1,452 + 0,566 (densidade).

Fatores genéticos que afetam a qualidade do milho

Tabela 6. Energia metabolizável com aves (EMVn) de lotes de milho de várias densidades (PH).

PH,

kg hL-1

Danificados, %

Proteína bruta, %

Óleo, %

Fibra

bruta, %

Cinza, %

Amido, %

EMVn

72

0,0

10,7

3,9

2,3

1,3

73,1

3962

71

0,3

9,8

4,3

2,3

1,4

71,5

3952

68

0,2

10,1

4,5

2,9

1,9

69,2

3900

62

0,2

11,2

4,0

3,0

1,8

66,9

3883

60

1.0

12,2

3,9

3,2

1,9

65,5

3681

Baidoo et al (1991).

Sem considerar a importância da engenharia genética, há grandes perspectivas de obtenção de genótipos superiores com relação às características nutricionais com o uso de seleção tradicional. O estudo de Valois et al. (1983), com partidas de milho opaco e duro concluiu Devido aos prejuízos causados pela ação de insetos e fungos na qualidade do milho, os melhoristas vegetais procuraram orientar suas pesquisas para a seleção com vistas a melhorar as características de sanidade das plantas, dando-lhe melhor empalhamento e preferindo os grãos duros e semi-duros aos grãos moles. Embora essas características são uteis à alimentação animal, não são as unicas que deveriam preocupar o melhorista vegetal. Há uma lacuna de entendimento nesse campo. Do ponto de vista de processamento para rações, o milho duro gastará mais energia na moagem e dificultará a uniformidade na granulometria da ração. Além disso, pode-se inferir que as enzimas digestivas do animal deverão ser em maior concentração para digerir os grãos de característica vítrea presente nos grãos duros.

As características nutricionais dos grãos são desejáveis pelos produtores de animais, além daquelas já citadas. Outros atributos também tem interesse como a digestibilidade dos nutrientes no grão e que não vinham sendo buscadas. Recentemente, uma maior ênfase tem sido dada à seleção visando a qualidade nutricional do milho. O desenvolvimento do milho QPM (quality protein maize) e do milho alto óleo, são alguns exemplos de investidas nesta área. Este ultimo vem atraindo a demanda dos produtores de aves e suínos pela grande redução do custo de produção que ele proporciona.

que o triptofano é o caracter genético que tem maior possibilidade de progresso a partir de programas de seleção genética. Segue-se o óleo e em ultimo está a quantidade de proteína bruta. Neste trabalho também foi confirmada a correlação negativa e significativa entre o peso do grão e percentagem de proteína. Sabe-se também que a medida que se aumenta a produtividade/ha diminui-se consideravelmente a percentagem de proteína bruta do grão. Assim, a seleção convencional para aumento do teor de óleo é relativamente mais simples do que para proteína bruta, havendo também maior variabilidade genética para essa característica nos genótipos de milho estudados.

Milho de alto teor de lisina

O milho de alta lisina tem origem nas pesquisas desenvolvidas na Purdue University na década de 60, quando foi descoberto o cultivar mutante Opaco 2. De lá para cá, foram realizados vários estudos no CIMMYT e Embrapa Milho e Sorgo, visando a sua melhoria para o cultivo. Alguns testes com animais são citados pelo NAS (1988), mas estes não são aplicáveis à suinocultura e avicultura mais moderna, que utilizam programação linear para o atendimento da exigência animal e concomitante minimização de custos das dietas. Por isso, alguns experimentos foram feitos dentro desses conceitos, na Embrapa Suínos e Aves.

Nos trabalhos de Lima et al. (1994 a, b), não foram observadas diferenças significativas entre o milho amarelo e branco de alto teor de lisina sobre o performance de suínos em crescimento. Resultado semelhante é reportado por Teixeira et al. (1995). Estes autores não encontraram diferenças na digestibilidade da energia e o milho amarelo comum foi superior na digestibilidade da proteína. Posteriormente, foi conduzido um experimento na Embrapa Suínos e Aves com suínos em fase de crescimento e terminação visando testar a hipótese de que o milho amarelo comum e branco apresentam desempenho similar em rações formuladas para atender a exigência animal. Assim, foram testadas duas variedades de milho de interesse da Embrapa: comum e QPM (alta lisina, Quality Protein Maize). As variedades de milho, cujas composições químicas encontram-se na Tabela 7, foram incorporados em 4 dietas calculadas para atender as exigências em aminoácidos, proteína bruta e energia, sendo suplementadas com aminoácidos sintéticos para se atingir o mesmo nível de nitrogênio em todas as dietas. Também foram usados os mesmos percentuais de milho e farelo de soja nas dietas. Os resultados mostraram que os diferentes tipos de milho proporcionam semelhante desempenho durante o crescimento e terminação. Analisando-se a Tabela 7, na qual vê-se a composição de ambos os genótipos de milho, evidencia-se claramente a diferença entre eles. A maior NDF do milho comum, indica maior proporção de celulose, hemicelulose, lignina e sílica, que por sua vez interfere no conteudo de energia metabolizável deste milho. Como na formulação de mínimo custo através de programação linear, os valores de energia são igualados, há uma necessidade de adição de óleo às dietas com o milho comum para deixá-las semelhantes, energeticamente, àquelas formuladas com milho QPM. A maior proporção de lisina no QPM contrasta com a menor percentagem de proteína bruta desse milho. Por isso, para se comparar, na mesma base de proteína, o QPM precisa de acido glutâmico para igualar-se ao comum, que do ponto de vista econômico inviabiliza completamente sua utilização.

Infere-se, com base nesta e noutras comparações em que o QPM foi testado, que a vantagem para a nutrição de suínos está no maior valor energético do milho e não somente à composição em aminoácidos.

O maior valor energético do milho de alta lisina também foi demonstrado com ruminantes. Dado e Beek (1998) estudaram a digestibilidade ruminal in vitro do amido de sete híbridos de milho Opaco 2 em comparação a um híbrido comum. Esses autores observaram que, embora houvesse grande variação entre os híbridos Opaco 2, estes apresentaram maior e consistente digestibilidade do amido e atribuíram esse efeito ao endosperma mole que caracteriza esse tipo de milho.

Tabela 7. Composição química e valores de energia obtidos com suínos do milho comum e QPM.

Parâmetro

QPM

Comum

Matéria seca, %

88,30

87,33

Proteína bruta, %

7,71

9,67

Extrato etéreo, %

4,45

4,18

Matéria mineral, %

0,58

1,29

Energia bruta, kcal/kg

3970

3906

Energia metabolizável, kcal/kg

3565

3361

Fibra bruta, %

2,54

3,21

Fibra detergente neutro – NDF, %

16,86

34,67

Lisina, %

0,33

0,23

Metionina + cistina, %

0,48

0,49

Treonina, %

0,29

0,3

Triptofano, %

0,07

0,06

As diferenças em performance animal não são esperadas quando formulamos atendendo os princípios nutricionais. Ocorrem entretanto, diferenças em preços, basicamente resultantes de vantagens diferenciais de um ingrediente sobre o outro. No caso em questão, o milho QPM, apresenta uma energia digestível maior do que o comum, o que pode ser considerado um bônus energético. Esse bônus é resultante do menor teor de fibra do milho e um pequeno maior teor de extrato etéreo. Certamente, variedades que salientem essas características deveriam ser buscadas pois trazem vantagem diferencial.

Milho com maior fósforo disponível

Uma das grandes ameaças à produção animal é o potencial poluente dos dejetos produzidos. Esse fato despertou a atenção dos pesquisadores que tem utilizado de várias tecnologias para minimizar esta ameaça (Bellaver et al., 1999; Lima et al., 1999; Marcatto et al., 1999;Nones et al., 1999; Perdomo e Lima, 1998).

O fósforo é um nutriente essencial ao crescimento dos animais e também um dos elementos com maior potencial poluente, já que os alimentos vegetais apresentam a maior parte desse mineral na forma fítica, que possui baixa disponibilidade. O milho, um dos maiores ingredientes das rações, apresenta menos de 15% do fósforo total disponível aos suínos (Cromwell, 1992). Isso obriga à suplementação de fósforo com fontes de alta disponibilidade, como o fosfato bicálcico, para atender à exigência dos animais. Em países onde a há uma pressão intensa para redução do poder poluente dos dejetos animais tem sido adicionada a enzima fitase para catalisar a disponibilização de fósforo fítico.

Recentemente, dois mutantes de milho com menor teor de ácido fítico foram desenvolvidos e apresentam 33% e 66% menos fósforo na forma fítica no grão, comparado ao milho comum. Esses híbridos são fenotipicamente iguais aos híbridos comuns, mas os grãos contém menor quantidade de fósforo fítico no germe do grão com pouco efeito sobre o conteudo total de fósforo. Esses grãos apresentam excelentes perspectivas de aplicação na alimentação animal com o objetivo de reduzir o poder poluente dos dejetos produzidos.

Spencer et al. (2000) estudaram um milho geneticamente modificado com maior fósforo disponível (0,28% P total e 0,10% de P fítico) em comparação a um milho comum (0,25% P total e 0,20% de P fítico). Esses autores determinaram a disponibilidade do fósforo, comparativamente ao fosfato monosódico, como sendo 62 e 9% para o milho com maior fósforo disponível e o milho comum, respectivamente.

Milho alto óleo

Os híbridos de milho amarelo com alto nível de óleo vem sendo estudados há décadas por melhoristas americanos, mas ganharam destaque apenas nos ultimos anos. Esses materiais são importantes para a moderna industria de alimentos para animais porque contém mais energia do que o milho comum. De acordo com Dale (1994), uma avaliação de 29 amostras de milho variando de 2,9 a 13,1% de extrato etéreo e ajustados para 86 % de MS, mostrou que a EM daqueles de maior teor de óleo é de 3850. A equação de predição da EM é: EMV (kcal/kg) = 3203 + 53 (%óleo), com R2 = 0,81. Com isso, vê-se claramente a vantagem para a formulação de rações, principalmente para frangos de corte, em aumentar-se o teor de óleo do milho.

Não resta duvida que a melhoria da qualidade genética do milho representa, per si, um aumento da competitividade da industria animal. Isso pode ser comprovado com o trabalho de Bartov e Barzur (1995), que demonstraram que o milho alto óleo para frangos de corte apresenta maior teor de óleo e aminoácidos com incremento na energia metabolizável de 6,4 % do que a do milho comum. Também Adeola e Bajjalieh (1997), observaram genótipos de milho alto óleo com até 132 % mais óleo e 8% mais energia metabolizável do que o milho convencional para suínos em crescimento.

A seleção para aumento de óleo no milho tem ocorrido com concomitante aumento de proteína bruta devido ao aumento do tamanho do embrião. Esse incremento é da ordem de 1,3% quando o conteudo de óleo é elevado em 3,5% (U.S. Feed Grains Council, 1999).

O maior enfoque em cultivares de valor nutricional agregado traz consigo vantagens diferenciais na qualidade do milho que asseguram maior lucratividade aos setores de produção vegetal e animal. Na safra 97/98, os produtores norte americanos de milho alto óleo receberam um prêmio da ordem de US$7,87 a US$11,81/tonelada de milho alto óleo produzido, dependendo do teor de óleo nos grãos (U.S. Feed Grains Council, 1999). Comparando-se dois hipotéticos produtores que apresentam a mesma produtividade de 6 toneladas de milho/ha ou 60 sacas/ha, o produtor de milho alto óleo teria um aumento de lucratividade de US$47,22 a US$70,86.

Segundo Engelke (1997), o milho alto óleo proporcionou maior valor agregado por bushel, em relação ao milho convencional, o qual variou de US$ 0,38 a US$0,77 para dietas de perus ou poedeiras. Com suínos em crescimento, a redução do custo das rações chegou a 1 centavo de US$/kg (Adeola e Bajjalieh, 1997). Além disso, os produtores de aves e suínos tem ganhos extras referentes: (a) à redução no transporte e armazenamento com grãos, uma vez que é necessário uma menor quantidade de grãos por unidade de produção; (b) à melhora na eficiência alimentar dos suínos, devido ao menor incremento calórico produzido pelo óleo; e (c) à redução da poeira na fábrica de rações e nas instalações com animais, reduzindo as perdas de ingredientes e incidência de doenças respiratórias. Um aspecto importante do uso de milho alto óleo é que ele promove uma maior produção de energia e proteína por ha sem necessidade de aumento dos níveis de adubação. Essa característica é desejável não só do ponto de vista social, pois abre maiores oportunidades para os pequenos produtores, como também na visão ambiental, já que é necessário uma menor área para produzir a mesma quantidade de nutrientes, quando comparado aos grãos tradicionais.

Teríamos milho alto óleo sendo utilizado no preparo de nossas rações?

A Embrapa Suínos e Aves tem investido recursos na pesquisa de grãos de alta concentração em nutrientes para reduzir o custo de produção de suínos e aves ( projeto 04.1999.301 – Identificação e avaliação de cultivares de grãos de alta densidade em nutrientes para produção de aves e suínos). O principal objetivo desta linha de pesquisa é identificar linhagens, variedades e híbridos de milho com alto teor de óleo para subsidiar os programas de melhoramento de empresas publicas e privadas para que os produtores brasileiros possam disponibilizar ao mercado brasileiro de rações milho alto óleo, por exemplo, com a maior brevidade para que a avicultura e suinocultura nacionais mantenham seu poder competitivo. O projeto teve início em 1999 e já dispõe de resultados promissores, principalmente no que se refere à identificação de alguns materiais, inclusive híbridos que estão em comercialização, que tem apresentado altos níveis de óleo. Como o ambiente exerce grande influência sobre a composição química do milho, há necessidade da obtenção de um numero de amostras expressivo para se obter conclusões confiáveis.

Nas Tabelas 8, 9 e 10 são apresentados resultados de análises físicas (NIR) e químicas de amostras de híbridos comerciais produzidos em ensaios comparativos e em lavouras. Os resultados das Tabelas 8 e 9, obtidos no mesmo local, demonstram a variabilidade da composição química de um ano para o outro. No primeiro ano o clima foi favorável à produção, mas no ano subsequente o ensaio sofreu forte seca. Em geral, observou-se um aumento na concentração em nutrientes no ano em que ocorreu estresse nas plantas. Contudo, o melhor e o pior híbrido mantiveram suas colocações nos dois anos. Todas as tabelas mostram pouca variação nos teores de lisina e triptofano, mas são várias amostras de híbridos que apresentaram teor de óleo superior a 5,0%. Se estes efeitos foram de predominância genética ou ambiental, somente o acumulo de informações permitirá obter a resposta. Entretanto, esta é uma demonstração prática de como se pode alcançar vantagens econômicas expressivas através do monitoramento da qualidade nutricional do milho.

Conclusão

As cadeias produtivas de aves, suínos e milho apresentam grandes áreas de interseção e deveriam buscar objetivos que contemplem o crescimento conjunto de todos esses setores. Como as aves e suínos são os maiores clientes do milho, há necessidade de adequação de grãos com qualidade necessária para manter ou aumentar a competitividade da produção desses animais.

Nos Estados Unidos o setor de grãos com alto valor agregado, tem crescido muito no sentido de fornecer produtos especiais que possam trazer maior retorno para o produtor de milho e para os produtores de aves e suínos, ao mesmo tempo. Isso gera riqueza interna e aumenta a competitividade frente ao mercado exterior.

No Brasil, temos observado queda de qualidade nutricional do milho e falta de projetos que unam os setores de grãos e animais em objetivos comuns. A Embrapa Suínos e Aves tem a preocupação de melhorar a qualidade nutricional do milho seja ele produto da própria empresa ou de empresas particulares e para isso investe em projetos desta natureza com o apoio da iniciativa privada.

Mas nem todo o milho que nós nutricionistas temos à disposição é de qualidade inferior. Uma pergunta deve ser feita: se nós tipificamos nosso produto final como os suínos, por exemplo, porque não tipificar o milho e outros insumos? Com o uso do NIR (espectrofotometria de reflectância próxima do infravermelho) a classificação de grãos do ponto de vista de qualidade nutricional não é mais utopia. Cabe os gerentes de cooperativas e agroindustrias viabilizarem o emprego dessa ferramenta. Dessa forma, todos saem ganhando: os produtores de milho, os produtores de aves e suínos e a Agricultura e Sociedade Brasileiras.

Referências bibliográficas

ADEOLA,O.; BAJJALIEH, N.L. Energy concentration of high oil corn varieties for pigs. J. Anim. Sci. 75:430-436. 1997.

ANFAL/SINDIRAÇÕES. SINDICATO NACIONAL DA INDÚSTRIA DE ALIMENTAÇÃO ANIMAL/ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS FABRICANTES DE RAÇÕES. 1999. Alimentação animal. Perfil do Mercado Brasileiro 1999/2000. Folder. São Paulo. 2000.

BAIDOO, S. K.; A. SHIRES e A. R. ROBBLEE. Effect of kernel density on the apparent and true metabolizable energy value of corn for chikens. Poultry Sci. 70:2102-7. 1991.

BAIER, A.C.; DÁVALOS, E.D.; LIMA, G.J.M.M. de; NONES, K.; KLEIN, C. H. Produtividade e concentração de nutrientes em triticale. In: VII REUNIÃO BRASILEIRA DE PESQUISA DE TRITICALE, 7, 2000, Guarapuava, PR. Anais… Guarapuava, 2000, p.16 a 32.

BARTOV, I.; BAR-ZUR, A. J. Poul. Sci. v.74, n.3, p. 517-522. 1995.

BELLAVER, C.; GUIDONI, A.L; LIMA, G.M.M.; LA GIOIA, D. Fornecimento de água dentro do comedouro e efeitos no desempenho, carcaça e efluentes da produção de suínos. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE VETERINARIOS ESPECIALISTAS EM SUINOS, 9., 1999, Belo Horizonte, MG. Anais… Concórdia: EMBRAPA-CNPSA, 1999. p.489-490.

BELLAVER, C; LIMA, G.; ZANOTTO, D. e GUIDONI, A.L. Relatório da avaliação das variedades de milho Comum e QPM. Relatório técnico submetido a chefia da Embrapa Suínos e Aves e SPSB.6 p. 1997.

BIAGI, J. D.; SILVA, L. O. N. DA; MARTINS, R. R. Importância da qualidade dos grãos na alimentação animal. In: Simpósio latino-americano de nutrição animal e seminário sobre tecnologia de produção de rações. Anais… Nov. 1996. PP 21-45. 1996.

CROMWELL, G.L. The biological availability of phosphorus in feedstuffs for pigs. Pig News and Info. 13(2):75N-79N. 1992.

DADO, R. G.; BEEK, S.D. In vitro ruminal starch digestibility in opaque-2 and regular corn hybrids. Animal Feed Sci. Tech. 73:151-160. 1998.

DALE, N. Matching corn quality and nutritional value. Feed Mix. 2(1):26-9. 1994.

EMBRAPA CNPSA. Tabela de Composição Química e Valores Energéticos de Alimentos para Suínos e Aves. 97 p. 1991.

ENGELKE, G. L. Advances in corn Hybrids bring change. Feedstuffs 69(20):1, 29-36. 1997.

LIMA, G. J. M. M. ; GUIDONI, A. L.; BELLAVER, C. e GOMES, P.C.. Comparação entre milho amarelo (MA) e milho branco com alta lisina (MB) em dietas de suínos dos 28 aos 70 dias de idade. Anais da 31a. reunião anual da SBZ. Julho 1994. Maringá/PR. p. 23. 1994a.

LIMA, G. J. M. M. ; GUIDONI, A. L.; MARCATO, S.; DALA COSTA, O. A. e ZANOTTO, D. L. Comparação entre milho amarelo (MA) e milho branco com alta lisina (MB) em dietas de suínos dos 26 aos 56 kg de peso vivo. Anais da 31a. reunião anual da SBZ. Julho 1994. Maringá/PR. p. 24. 1994b.

LIMA, G.J.M.M. de; NONES, K.; KLEIN, C.H.; BELLAVER, C.; ZANOTTO, D. L.; BRUM, P.A. R. de; PEREIRA, L.R. Composição nutricional de híbridos comerciais de milho testados no ensaio da Cooperalfa (Chapecó, SC) na safra 1998/1999. In: CONGRESSO NACIONAL DE MILHO E SORGO, 23, 2000, Uberlândia, MG. Uberlândia: ABMS, 2000. 1 CD.

LIMA, G.J.M.M. de; NONES, K.; KLEIN, C.H.; BELLAVER, C.; ZANOTTO, D. L.; BRUM, P.A. R. de; PEREIRA, L.R. Composição química de híbridos comerciais de milho testados na safra 1999/2000. Reunião Sul Brasileira de Pesquisa de Milho. Pelotas, RS. 2000. p.183-192.

LIMA, G.J.M.M. de; SINGER, J.M.; GUINONI; A.L.; ANDRADE, A.L. BELLAVER, C. Classificação do milho, quanto à composição em alguns nutrientes através do emprego de análise de conglomerados. In: CONGRESSO NACIONAL DE MILHO E SORGO, 23, 2000, Uberlândia, MG. Anais… Uberlândia: ABMS, 2000. 1 CD.

LIMA, G.J.M.M. de; VIOLA, E.A.; NONES, K.; BARTELS, H.; KLEIN, C.H.; GUIMARÃES, A.C.S. Composição em nutrientes de alguns híbridos comerciais de milho produzidos no Rio Grande do Sul na safra 1998/1999. Reunião Sul Brasileira de Pesquisa de Milho. Pelotas, RS. 2000. P. 81-92.

LIMA, G. J. M. M. DE; VIOLA, E. S.; NONES, K. Efeito do nível de cobre e zinco, inorgânico ou quelatado, sobre a excreção desses minerais nas fezes de suínos em terminação. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE VETERINARIOS ESPECIALISTAS EM SUINOS, 9., 1999, Belo Horizonte, MG. Anais… Concórdia : EMBRAPA-CNPSA, 1999. p.473-474.

MARCATO, S.M.; LIMA, G. J. M. M. DE; RUTZ, F. Efeito da restrição alimentar sobre a quantidade e composição das fezes e urina excretadas pelos suínos. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE VETERINARIOS ESPECIALISTAS EM SUINOS, 9., 1999, Belo Horizonte, MG. Anais… Concórdia : EMBRAPA-CNPSA, 1999. p.481-482.

NATIONAL ACADEMY OF SCIENCES. Quality-Protein Maize. NRC. Committee on Technology Innovation. Board on Science and Technology for International Development. Washington DC. 100p. 1988.

NONES, K.; LIMA G.J.M.M. DE; BELLAVER, C.; RUTZ, F. Efeito da formulação da dieta sobre a quantidade e a composição de dejetos de suínos em crescimento. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE VETERINARIOS ESPECIALISTAS EM SUINOS, 9., 1999, Belo Horizonte, MG. Anais… Concórdia : EMBRAPA-CNPSA, 1999. p.485-486.

PERDOMO, C.C.; LIMA, G.J.M.M. de. Considerações sobre a questão dos dejetos e o meio ambiente. In: SOBESTIANSKY, J.; SILVEIRA, P.R.S. da; SESTI, L.A.C. (Ed.). Suinocultura intensiva: produção, manejo e saude do rebanho. Brasília : EMBRAPA-SPI, 1998, 388p.

SPENCER, J.D.; ALLEE, G.L.; SAUBER, T.E. Phosphorus availability and digestibility of normal and genetically modified low-phytate corn for pigs. J. Anim. Sci. 78:675-681. 2000.

TEIXEIRA, E. W.; BARBOSA, A. S.; VELOSO, J. A. F. e FERREIRA, W. M. Valor nutritivo do milho BR-451 e do milho comum para leitões da raça Piau e mestiços Landrace e Large White em crescimento. Arq. Bras. De Med. Vet. Zoot. 47(4)571-82. 1995.

U.S. GRAINS COUNCIL. 1997-1998 Value-enhanced corn quality report. Building markets for America’s grains. U.S. FEED GRAINS COUNCIL. 1999. 90p.

VALOIS, A. C.C.; TOSELLO, G. A.; ZONOTTO, M.D. e SCHMIDT, G.S. Análise de qualidade de grãos de milho. Pesq. Agropec. Bras. 18(7):771-8. 1983.

Tabela 8. Ranking baseado no conteudo em óleo e valores obtidos de óleo (%), proteína bruta (PB, %) e aminoácidos limitantes (%) de híbridos comerciais de milho produzidos no Ensaio da CoperAlfa em Chapecó, safra 1998/1999. Dados expressos em base de matéria seca. (Lima et al., 2000).

Ranking

Híbrido

Empresa

Óleo

PB

Trp

Lys

Met

Thr

1

D766

Dinamilho

5,50

9,45

0,09

0,27

0,29

0,28

2

AG8014

Agroceres

5,08

8,92

0,07

0,26

0,30

0,28

3

AS3466

Agroeste

5,00

8,37

0,08

0,25

0,29

0,25

4

FT5150

FT Sementes

4,97

9,85

0,08

0,27

0,29

0,29

5

D1000

Dinamilho

4,95

9,63

0,08

0,26

0,30

0,27

6

D769

Dinamilho

4,94

10,58

0,09

0,26

0,30

0,29

7

XL205

Braskalb

4,80

9,34

0,08

0,26

0,29

0,26

8

AGN3100

Agromen

4,72

9,70

0,09

0,27

0,29

0,28

9

FT5140

FT Sementes

4,67

8,38

0,08

0,28

0,29

0,24

10

C855

Cargill

4,64

8,50

0,09

0,27

0,29

0,25

11

P3071

Pionner

4,60

7,87

0,08

0,27

0,29

0,26

12

C747

Cargill

4,53

8,28

0,08

0,26

0,29

0,24

13

AS523

Agroeste

4,50

8,58

0,09

0,27

0,29

0,26

14

XL215

Braskalb

4,48

9,75

0,08

0,26

0,29

0,27

15

AS3477

Agroeste

4,41

10,17

0,10

0,26

0,29

0,28

16

FT9043

FT Sementes

4,40

9,16

0,08

0,27

0,29

0,27

17

TRAKTOR

Novartis

4,35

8,77

0,10

0,26

0,29

0,26

18

AG9014

Agroceres

4,31

10,18

0,08

0,26

0,30

0,29

19

Z8392

Zênica

4,30

9,07

0,09

0,26

0,29

0,26

20

Dominiun

Novartis

4,30

8,26

0,08

0,26

0,29

0,24

21

C929

Cargill

4,29

10,65

0,10

0,26

0,29

0,29

22

Z8474

Zênica

4,22

8,30

0,11

0,27

0,29

0,25

23

FT7310

FT Sementes

4,21

9,09

0,08

0,26

0,29

0,26

24

XL340

Braskalb

4,20

8,37

0,09

0,27

0,29

0,24

25

Z8410

Zênica

4,19

9,12

0,09

0,26

0,29

0,25

26

AGN2012

Agromen

4,18

8,22

0,08

0,27

0,29

0,23

27

TORK

Novartis

4,18

8,05

0,08

0,26

0,29

0,24

28

Z8330

Zênica

4,17

9,11

0,09

0,26

0,30

0,26

29

AS3601

Agroeste

4,17

9,04

0,08

0,26

0,29

0,26

30

Z8440

Zênica

4,10

9,15

0,08

0,25

0,29

0,25

31

FT5130

FT Sementes

4,08

9,41

0,10

0,25

0,28

0,27

32

D657

Dinamilho

4,06

9,55

0,09

0,26

0,29

0,26

33

AG1061

Agroceres

4,04

8,15

0,08

0,26

0,29

0,22

34

XL214

Braskalb

3,93

8,20

0,08

0,26

0,29

0,23

35

AGN3180

Agromen

3,92

8,92

0,09

0,26

0,29

0,24

36

AG6018

Agroceres

3,92

8,71

0,08

0,25

0,29

0,25

37

AS9802

Agroeste

3,91

9,45

0,08

0,26

0,29

0,27

38

Premium

Novartis

3,85

8,22

0,08

0,26

0,29

0,24

39

XL212

Braskalb

3,81

7,94

0,08

0,26

0,29

0,23

40

AGN3150

Agromen

3,78

8,12

0,09

0,26

0,29

0,25

41

P30F33

Pionner

3,78

7,81

0,09

0,27

0,29

0,25

42

P30K75

Pionner

3,75

9,66

0,09

0,26

0,29

0,26

43

AGN3050

Agromen

3,72

8,19

0,09

0,26

0,29

0,25

44

P3081

Pionner

3,70

9,58

0,09

0,26

0,29

0,27

45

P32R21

Pionner

3,47

8,95

0,10

0,27

0,29

0,26

46

AVANT

Novartis

3,38

7,52

0,08

0,25

0,29

0,22

47

C806

Cargill

3,18

9,05

0,09

0,26

0,29

0,25

48

C909

Cargill

2,87

9,25

0,11

0,26

0,29

0,25

Médias

4,22

8,93

0,09

0,26

0,29

0,26

Trp = triptofano, Lys = lisina, Met = metionina, Thr = treonina.

Tabela 9. Ranking baseado no conteudo em óleo e valores obtidos de óleo (%), proteína bruta (PB, %) e aminoácidos limitantes (%) de híbridos comerciais de milho produzidos no Ensaio da CoperAlfa em Chapecó, safra 1999/2000. Dados expressos em base de matéria seca. (Lima et al., 2000).

Ranking

Híbrido

Empresa

Óleo

PB

Trp

Lys

Met

Thr

1

D766

Dinamilho

6,87

10,37

0,09

0,27

0,30

0,30

2

CDX97501

Coodetec

6,36

11,63

0,10

0,26

0,31

0,32

3

AS3466

Agroeste

6,13

11,45

0,10

0,26

0,31

0,33

4

A2288

Aventis

5,99

12,01

0,09

0,26

0,31

0,33

5

CDX99T05

Coodetec

5,99

10,95

0,08

0,26

0,31

0,31

6

AG8014

Agroceres

5,75

11,21

0,07

0,26

0,31

0,32

7

P30F80

Pioneer

5,75

11,21

0,07

0,26

0,31

0,32

8

XL215

Braskalb

5,73

11,41

0,09

0,26

0,31

0,32

9

D500

Dinamilho

5,73

10,61

0,09

0,27

0,30

0,29

10

XL205

Braskalb

5,72

8,31

0,09

0,27

0,29

0,24

11

P3071

Pioneer

5,72

11,22

0,09

0,27

0,30

0,31

12

D1000

Dinamilho

5,67

11,84

0,09

0,26

0,32

0,32

13

CD3121

Coodetec

5,67

10,20

0,08

0,26

0,30

0,28

14

BRS2110

Aventis

5,62

12,04

0,08

0,25

0,32

0,31

15

Z8330

Zeneca

5,58

11,76

0,10

0,26

0,31

0,32

16

C747

Cargill

5,53

10,29

0,10

0,27

0,30

0,28

17

Z8410

Zeneca

5,53

13,66

0,11

0,26

0,32

0,36

18

Tork

Novartis

5,52

11,27

0,09

0,26

0,31

0,31

19

AGN3100

Agromen

5,48

10,95

0,09

0,26

0,31

0,31

20

AG6016

Agroceres

5,35

10,46

0,08

0,26

0,31

0,31

21

AGN3150

Agromen

5,34

10,51

0,11

0,27

0,30

0,29

22

C929

Cargill

5,32

11,37

0,09

0,26

0,31

0,32

23

XL214

Braskalb

5,30

10,13

0,09

0,26

0,31

0,27

24

Dominium

Novartis

5,26

11,05

0,10

0,26

0,31

0,30

25

Densus

Guerra

5,18

10,97

0,09

0,26

0,31

0,30

26

AGN2012

Agromen

5,17

9,74

0,08

0,26

0,30

0,28

27

Avant

Novartis

5,16

10,53

0,11

0,26

0,30

0,28

28

CO9560

Dinamilho

5,15

10,81

0,10

0,26

0,31

0,27

Trp = triptofano, Lys = lisina, Met = metionina, Thr = treonina.

Tabela 9 (Continuação). Ranking baseado no conteudo em óleo e valores obtidos de óleo (%), proteína bruta (PB, %) e aminoácidos limitantes (%) de híbridos comerciais de milho produzidos no Ensaio da CoperAlfa em Chapecó, safra 1999/2000. Dados expressos em base de matéria seca. (Lima et al., 2000).

Ranking

Híbrido

Empresa

EE

PB

Trp

Lys

Met

Thr

29

OC705

Coodetec

5,15

11,43

0,09

0,26

0,31

0,32

30

BRS3123

Aventis

5,13

11,26

0,10

0,26

0,32

0,29

31

D657

Dinamilho

5,10

10,77

0,10

0,26

0,30

0,29

32

AS3477

Agroeste

5,09

11,76

0,09

0,26

0,31

0,32

33

AS3601

Agroeste

4,97

11,50

0,09

0,26

0,30

0,32

34

CDX97T01

Coodetec

4,96

11,95

0,09

0,26

0,31

0,32

35

AG6018

Agroceres

4,95

11,86

0,11

0,26

0,30

0,33

36

AGN3050

Agromen

4,89

10,07

0,10

0,26

0,30

0,28

37

AS523

Agroeste

4,88

11,30

0,09

0,26

0,32

0,31

38

AGN3060

Agromen

4,85

9,97

0,10

0,26

0,30

0,28

39

XL212

Braskalb

4,83

9,28

0,08

0,26

0,30

0,26

40

Z8474

Zeneca

4,82

10,44

0,10

0,26

0,31

0,27

41

Z8440

Zeneca

4,80

11,12

0,10

0,26

0,31

0,29

42

AGX817

Agroceres

4,68

9,65

0,10

0,26

0,30

0,26

43

Z8392

Zeneca

4,67

11,81

0,09

0,25

0,32

0,30

44

P30R07

Pioneer

4,65

10,18

0,10

0,26

0,30

0,30

45

P30F33

Pioneer

4,64

12,13

0,11

0,26

0,31

0,32

46

AS1544

Agroeste

4,58

10,58

0,09

0,26

0,31

0,29

47

BRS3060

Aventis

4,57

10,96

0,08

0,25

0,32

0,30

48

AGX828

Agroceres

4,49

11,50

0,09

0,25

0,32

0,29

49

Traktor

Novartis

4,42

10,16

0,08

0,26

0,31

0,28

50

SG150

Guerra

4,41

10,87

0,09

0,26

0,31

0,30

51

C833

Cargill

4,30

10,23

0,10

0,26

0,30

0,29

52

XL344

Braskalb

4,28

11,32

0,10

0,26

0,31

0,30

53

Premium

Novartis

4,21

11,57

0,09

0,26

0,31

0,31

54

C806

Cargill

4,02

9,45

0,09

0,26

0,30

0,26

55

P32R21

Pioneer

3,70

9,71

0,09

0,26

0,29

0,27

56

C909

Cargill

3,61

9,49

0,10

0,26

0,30

0,26

Médias

5,13

10,90

0,09

0,26

0,31

0,30

Trp = triptofano, Lys = lisina, Met = metionina, Thr = treonina.

Tabela 10. Ranking baseado no conteudo em óleo e valores obtidos de óleo (%), proteína bruta (PB, %) e aminoácidos limitantes (%) de híbridos comerciais de milho coletados em diferentes propriedades do Rio Grande do Sul, safra 1998/1999. Dados expressos em base de matéria seca. (Lima et al., 2000).

Ranking

Híbrido

Empresa

EE

PB

Trp

Lys

Met

Thr

1

AS22

Agroeste

5,29

10,13

0,08

0,26

0,31

0,30

2

P30F33

Pioneer

4,83

12,14

0,08

0,27

0,29

0,39

3

AG303

Agroceres

4,74

9,98

0,10

0,26

0,30

0,27

4

C701

Cargill

4,67

9,79

0,11

0,26

0,30

0,28

5

Dina556

Dinamilho

4,64

9,88

0,07

0,27

0,27

0,35

6

AG1051

Agroceres

4,63

8,11

0,10

0,28

0,28

0,25

7

AG9014

Agroceres

4,61

9,96

0,08

0,27

0,28

0,33

8

AG303

Agroceres

4,50

12,16

0,08

0,28

0,28

0,40

9

Z8474

Zeneca

4,50

9,53

0,11

0,27

0,29

0,28

10

AG9012

Agroceres

4,45

11,09

0,08

0,27

0,29

0,35

11

P3069

Pioneer

4,31

10,04

0,11

0,26

0,30

0,28

12

P3071

Pioneer

4,31

9,23

0,07

0,27

0,28

0,31

13

AG5011

Agroceres

4,22

8,36

0,10

0,27

0,29

0,25

14

Star

Novartis

4,13

9,14

0,08

0,27

0,29

0,28

15

P3232

Pioneer

4,11

9,60

0,08

0,28

0,28

0,32

16

Z8392

Zeneca

4,09

8,96

0,10

0,27

0,30

0,25

17

AGN2012

Agromen

4,04

9,63

0,09

0,26

0,29

0,28

18

C505

Cargill

4,03

9,66

0,09

0,27

0,29

0,31

19

P3063

Pioneer

3,99

8,68

0,08

0,27

0,28

0,29

20

Veloz

Novartis

3,93

8,13

0,09

0,26

0,29

0,23

21

XL212

Braskalb

3,91

9,74

0,08

0,26

0,29

0,28

22

Premium

Novartis

3,86

9,27

0,08

0,26

0,29

0,29

23

AG122

Agroceres

3,80

8,69

0,09

0,27

0,29

0,25

24

AG3010

Agroceres

3,80

9,31

0,09

0,26

0,29

0,26

25

Dominium

Novartis

3,76

8,15

0,08

0,27

0,27

0,27

26

AS3466

Agroeste

3,73

10,94

0,08

0,28

0,27

0,39

27

AGN2003

Agromen

3,65

8,11

0,08

0,28

0,28

0,24

28

C901

Cargill

3,54

9,06

0,09

0,27

0,28

0,29

29

G800

Novartis

3,51

9,31

0,11

0,26

0,30

0,25

30

C435

Cargill

3,48

8,74

0,08

0,27

0,28

0,28

31

C805

Cargill

3,43

8,99

0,08

0,28

0,27

0,33

32

SG150

Novartis

3,41

8,35

0,08

0,27

0,27

0,25

33

AG1061

Agroceres

3,39

7,18

0,10

0,27

0,29

0,19

34

Avant

Novartis

3,27

10,49

0,06

0,27

0,27

0,37

35

C806

Cargill

3,26

8,18

0,08

0,28

0,27

0,27

Médias

4,05

9,39

0,09

0,27

0,29

0,29

 

Uso da mandioca na alimentação de suínos

 

A mandioca pode ser usada na alimentação de suínos, como ingrediente da ração, na forma de farinha integral de mandioca, na forma de farelo de raspas de mandioca ou ainda na forma de farinha da parte aérea. Também pode ser usada como ingrediente da dieta em forma de mandioca fresca, contendo nesse caso, elevado teor de água.

É considerada um alimento energético, sendo o amido seu principal componente. O teores de proteína e aminoácidos são muito baixos.

As variedades de mandioca bravas ou amargas podem intoxicar os animais quando usadas imediatamente após a colheita, pela presença de substâncias que liberam ácido cianídrico. Um tratamento prévio, através da trituração ou corte dos tubérculos em pequenos pedaços após a colheita, e exposição ao ar e ao sol por um período mínimo de 12 horas, é suficiente para eliminar este problema.

Farinha integral

A farinha integral de mandioca é obtida pela desidratação dos tubérculos triturados, com posterior moagem. A desidratação pode ser feita pela exposição ao sol por um período variável de 24 a 72 horas, ou com o uso de secadores.

Para a pequena propriedade, uma boa opção são os secadores de leito fixo. O produto deve ficar com até 14% de umidade. A farinha integral pode substituir totalmente o milho ou outra fonte de energia para suínos em crescimento e terminação. Deve-se dar atenção aos níveis de energia e de metionina, que podem apresentar deficiências. O emprego da farinha integral na formulação com farelo de soja, premix, calcáreo, fosfato bicálcico e sal ou com farelo de soja e nucleo é mais adequado do que o uso com concentrado. Isto porque, no uso do concentrado, há a necessidade de se aumentar a proporção para manter os níveis de proteína bruta e aminoácidos, que se encontram em menor quantidade na mandioca em relação ao milho.

Farelo de raspas

O farelo de raspas apresenta alto teor de fibra e de matéria mineral, sendo baixo o teor de energia. Não deve ser utilizado para suínos em crescimento, pois reduz seu desempenho, mesmo em níveis baixos de inclusão. Para suínos em terminação, pode ser incluída em até 30% da dieta, desde que se mantenha níveis adequados de energia.

Mandioca fresca

O uso de mandioca integral triturada ou picada em pequenos pedaços, com alta umidade, é recomendado para suínos em crescimento e terminação, com fornecimento à vontade, e para porcas em gestação, onde o fornecimento deve ser controlado. Não deve ser fornecida para leitões em fase inicial e para matrizes em lactação. As necessidades de proteína, vitaminas e minerais devem ser supridas com o uso de concentrado, através da adição de maiores quantidades de nucleo ou premixes.

A mandioca integral triturada pode ser armazenada em silos, obtendo-se a silagem de raiz. É boa opção em regiões umidas onde é difícil a secagem ao sol. Sua composição química é semelhante à da raiz da mandioca fresca, apenas com teor de matéria seca um pouco mais elevado. A silagem é feita com a trituração da mandioca e posterior deposição no silo, onde o produto é compactado em camadas de 10 cm, com a adição de 2,5 a 3% de sal. O piso do silo deve ter um declive de 0,5% para escorrimento do excesso de líquido.

Na Tabela abaixo, são apresentadas as quantidades de mandioca fresca e silagem de mandioca, a serem fornecidas com concentrado, para as diferentes fases dos suínos.

Tabela – Fornecimento de concentrado com mandioca fresca ou com silagem de mandioca

Peso vivo suínos (kg)

Quantidade fornecida por dia ( kg)

Concentrado 1

Mandioca Fresca

Silagem de Mandioca

20 – 40

1,100

À vontade

À vontade

40 – 80

1,350

À vontade

À vontade

80 – 100

1,500

À vontade

À vontade

Gestação (0 a 30 dias)

0,700

3,600

3,000

Gestação ( 30 a 85 )

0,770

4,000

3,350

Gestação ( 85 a 110 )

1,050

6,000

5,000

A quantidade de concentrado fornecida deve atender as necessidades em proteína, aminoácidos, vitaminas e minerais.

Fonte: Bertol (1998)

Farinha da parte aérea

A farinha da parte aérea é obtida, picando-se os ramos e folhas, secando-os ao sol e fazendo a posterior moagem. A secagem deve ser feita até uma umidade de 12%, quando é feita a moagem, podendo então ser adicionada à ração. A parte aérea da mandioca contem mais ácido cianídrico que as raízes, não devendo ser fornecida fresca aos animais.

A farinha seca da parte aérea pode ser adicionada à ração em até 25% da dieta de suínos em crescimento e terminação e em até 30% da dieta de matrizes em gestação. Essas dietas são complementadas com óleo e metionina, para ajustar os teores de energia e desse aminoácido, que auxilia na desintoxicação dos resíduos tóxicos que permanecem na farinha.

Nutrição das porcas: qual a sua influência sobre o desenvolvimento da leitegada?

O ciclo reprodutivo de uma porca é caracterizado por ganho de peso durante a gestação, distribuído entre fetos, tecido reprodutivo e tecidos disponíveis à mobilização de nutrientes. Por outro lado, o leitão é um animal que apresenta dificuldades de adaptação à vida extra-uterina quando comparado a outros animais. A baixa disponibilidade de fontes energéticas prontamente utilizáveis é uma demonstração do seu grau de imaturidade fisiológica após o parto. O baixo percentual de gordura corporal e a dependência quase exclusiva de glicose como fonte de energia nas primeiras horas de vida são alguns exemplos da fragilidade de leitões recém nascidos. Como as reservas de glicogênio são pequenas é fundamental que o suíno jovem inicie o consumo de leite o mais rápido possível e que o ambiente seja adequado do ponto de vista de conforto térmico. Dessa forma o catabolismo energético não é acelerado pela necessidade de produção de calor corporal. Ao nascer, o glicogênio está presente principalmente nos músculos e no fígado, onde tem maior taxa de utilização e representa 7% do peso desse órgão. O glicogênio constitui-se, portanto, na maior reserva de energia para o leitão recém nascido, sendo rapidamente utilizado após o nascimento, até o esgotamento. Diante dessa situação, aumentar as reservas de energia e o peso dos leitões ao nascer e, por conseguinte, criar condições para melhor capacitá-lo a sobreviver, tem sido um desafio para os cientistas ligados à Suinocultura.

Os teores de gordura corporal e glicogênio hepático de leitões ao nascer podem ser aumentados através de métodos que, até hoje, não apresentaram aplicação prática, principalmente devido ao alto custo dos tratamentos.

Existem evidências de que restrições energéticas moderadas ou severas no final da gestação promovem uma redução nos níveis de glicogênio no fígado e tecido muscular esquelético do feto. Em contrapartida, a maior taxa de acumulo de glicogênio no fígado dos suínos ocorre próximo ao dia do parto. Essa constatação levou à hipótese de que seria possível aumentar-se as reservas nutricionais dos leitões através do incremento do consumo de energia das porcas no final da gestação. Dessa forma poderia se criar melhores condições para a redução da mortalidade dos leitões após o nascimento. Entretanto, verificou-se que o fornecimento de ração à vontade às porcas no terço final da gestação não aumenta a porcentagem de glicogênio no fígado e o teor de gordura corporal dos leitões. Esses resultados levam à conclusão de que o aumento do consumo de energia, proveniente principalmente de carboidratos, não estimula a síntese de glicogênio além da taxa normalmente observada. Esse mesmo tipo de resposta parece ser verificado no caso de incremento do nível energético fornecido através da inclusão de gorduras vegetais ou animais às dietas das porcas.

A demanda por nutrientes pelos fetos no primeiro terço de gestação pode ser considerada pequena e são poucas as preocupações com a nutrição das porcas nesse período. Acredita-se que esses animais podem garantir com segurança o suprimento dos nutrientes necessários, através da ingestão de uma quantidade de alimento próxima da manutenção e com o uso de reservas corporais.

Há evidências marcantes de que o aumento do consumo de energia pelas porcas durante as ultimas duas ou três semanas de gestação, ao longo de sucessivos ciclos reprodutivos, promove um aumento do número e peso dos leitões nascidos. A causa desse efeito ainda não é bem conhecida, mas sabe-se que os gastos adicionais com o uso desse manejo alimentar são amplamente compensados pelo incremento no custo de produção com o aumento do consumo de alimento. Em geral, o fornecimento de cerca de 3,0 kg de ração nas ultimas duas ou três semanas de gestação promove um aumento de cerca de 0,3 leitões em cada leitegada ao longo de vários ciclos reprodutivos sucessivos. O aumento no peso individual dos leitões é estimado em 40 g/leitão. Nesse contexto, o incremento de consumo de ração seria de 21,0 kg/porca.

A porca é um animal que apresenta uma grande capacidade de adequação às dificuldades do ambiente para garantir o desenvolvimento de sua progênie, seja durante a gestação ou na lactação. A lactação na espécie suína é de relativa curta duração, com um potencial maior de demanda de nutrientes, comparado à gestação. A eficácia pela qual a porca em lactação consegue utilizar suas reservas corporais para a produção de leite é dependente da nutrição do animal não só durante a lactação mas no período de gestação também. Porcas alimentadas com quantidades maiores de alimento ao final de gestação consomem menos ração na lactação, sem reduzir a produção de leite e o desempenho dos leitões, pois há uma maior mobilização de tecido corporal.

A grande demanda de nutrientes para a produção de leite faz com que a nutrição das porcas seja mais crítica no período de lactação. O consumo de alimento durante a lactação depende da capacidade da porca ingerir o suficiente para atender não só suas exigências de manutenção, mas prioritariamente as exigências para produção de leite. Se o consumo de nutrientes for restrito, a porca irá tentar suprir as necessidades para a produção de leite através da mobilização de tecido corporal. No caso de deficiência de energia, essa mobilização parece ser mais acentuada, refletindo em grande perda de peso corporal durante a lactação. Como o consumo necessário de nutrientes é diretamente afetado pelo tamanho corporal, variações em peso das porcas de um mesmo plantel, independente do ciclo reprodutivo, demandam diferentes quantidades de nutrientes a serem fornecidos aos animais.

O aspecto essencial para a nutrição adequada das porcas durante a lactação é o fornecimento das quantidades necessárias de nutrientes para garantir máxima produção de leite e as demandas de manutenção dos animais. Dessa forma, é essencial que se tenha o controle do consumo diário de ração para se formular dietas mais adequadas.

Em geral, o consumo diário de nutrientes é subestimado pela maioria dos técnicos e produtores de suínos. Além dos fatores ambientais como temperatura, umidade e grau sanitário dos animais, fatores como ordem de parto, genótipo e estágio de lactação das porcas determinam variações no consumo diário de alimento. Isso demanda o uso de mais de uma dieta de lactação para todo o plantel como situação ótima para a máxima produtividade.

Uma consideração ainda é pertinente na discussão da elaboração de dietas mais adequadas para porcas. Existe uma grande variabilidade na composição química e valor nutricional de diferentes partidas de um mesmo alimento. Cabe ao nutricionista dispor de informações detalhadas e capacidade para interpretar e utilizar essas informações para o aprimoramento de suas fórmulas com o objetivo de maximizar o lucro. Um exemplo desse tipo de ação, aplicado à nutrição de porcas a idéia de se utilizar diferentes valores de energia de um mesmo alimento para suínos em crescimento e porcas, uma vez que esses últimos apresentam maiores valores de digestibilidade de energia.

Conclusões

Existem vários termos que são cada vez mais comuns e verdadeiros na produção animal e agrícola. Um deles é a chamada “agricultura de precisão”. A competição no setor suinícola segue o exemplo ocorrido com a avicultura. Muitas vezes o lucro ou prejuízo da atividade é definido pelo controle dos parâmetros produtivos ao nível de valores decimais. A criação de suínos tem seu maior gargalo na fase após o desmame. Entretanto, as fases vividas pelos animais antes do parto e durante a lactação tem uma grande contribuição para o sucesso do seu desempenho após o desmame. O perfeito entendimento de que os animais necessitam de quantidades diárias de nutrientes para máximo desempenho e o controle constante do consumo diário de nutrientes darão os subsídios necessários para a formulação de rações e programas alimentares que permitam sucesso na produção de suínos.

 

A finalidade da nutrição animal

Até os dias atuais, a principal finalidade da nutrição animal é a produção a um mínimo custo atrelado (atendendo ao princípio da economia), primordialmente, a princípios estabelecidos que não venham prejudicar à sociedade. Pois, cada vez mais é consenso de que a aplicação da nutrição animal deve obedecer regras bem definidas e baseadas em pressupostos que são: a ecologia (sustentabilidade ambiental), a qualidade (aceitabilidade e segurança alimentar) e a responsabilidade (proteção humana, animal e ética).

A associação entre os cinco fatores que coordenam a ação dos profissionais da nutrição depende do grau de importância que a produção de alimentos de origem animal assume em determinado país ou região. Em países onde existe grande escassez de alimentos, os fatores ecológicos, de qualidade e responsabilidade assumem de forma nítida um papel secundário .

Um componente importante na produção animal, que não deve ser ignorado, é o grau de competição nutricional que as diversas espécies apresentam relativamente ao ser humano (Quadro 1).

Nota-se que a produção de carne suína, atualmente, tem um elevado grau de competição nutricional com o ser humano. Por esse motivo, a máxima eficiência na produção da carne suína é um dos requisitos indispensáveis.

Quadro 1: Competição nutricional relativa entre a nutrição humana e as principais espécies empregadas na produção animal.

Produto de origem animal

Competição nutricional*

Carne bovina (1000 g de ganho de peso/dia)

20

Leite (20 kg/vaca/dia )

20

Carne suína (650 g de ganho de peso/dia)

75

Ovos (270 ovos/período de postura)

75

Carne de frango (40 g de ganho de peso/dia)

80

* % do alimento diretamente usável na nutrição humana.

No Brasil, a produção de suínos assume importância econômica e social porque é fundamentada na pequena e média propriedade familiar com a complementariedade das atividades agrícolas – milho, soja, suíno – e das diversas partes componentes de uma cadeia produtiva em transformação contínua (suinocultor, agroindústrias e cooperativas, entre outras) dão uma dimensão da importância e da urgência de soluções tecnológicas que são necessárias para a sobrevivência do maior número possível de produtores no setor.

É quase um consenso entre os nutricionistas que algumas das soluções tecnológicas necessárias na área da nutrição de suínos são as que dizem respeito aos problemas da qualidade intrínseca da carne e ao desconhecimento das curvas de crescimento dos genótipos modernos, largamente introduzidos nos últimos anos. Hoje tornaram-se fundamentais a identificação de fatores locais de manejo (na produção e no pré-abate) e o desenvolvimento de metodologia para elaboração de curvas de crescimento de tecidos em função da idade, peso, genética e nutrição. Os avanços dos conhecimentos nessas áreas são críticos para aumentar a produção e a qualidade da carne suína, otimizar o custo de produção, o retorno econômico dos suinocultores, indiretamente atuando na redução da poluição por excesso de nitrogênio nos dejetos e, por consequência, aumentar a competitividade dos sistemas de produção de suínos.

Um dos cinco fundamentos da moderna nutrição animal, a qualidade através da segurança alimentar, está entre os assuntos recentes mais preocupantes no Brasil e no mundo. Os casos de infecções alimentares causadas por produtos de origem animal estão se tornando cada vez mais conhecidos, sendo amplamente divulgados pelos meios de comunicação e são importantes com relação à saúde pública, a imagem do setor produtivo e a confiança dos consumidores nos alimentos de origem animal. A carne suína é a carne mais consumida em quase todos os países do mundo (exceto naqueles que professam a religião muçulmana e na América do Sul). Aqui, esse fato deve-se, em parte por fatores culturais e, em parte, pela desconfiança que o consumidor ainda mantém em relação ao produto. Como conseqüência, tem-se a intranqüilidade da população, bem como o potencial descrédito dos produtores, das indústrias e das autoridades governamentais, por não estarem sendo capazes de solucionar, em certos segmentos, o problema de segurança alimentar. Desta forma a nutrição tem como meta interagir de modo eficaz com a área de sanidade, visando a máxima segurança na produção animal no campo: a ausência de resíduos e ausência de patógenos nocivos ao homem. Os profissionais da nutrição animal têm a responsabilidade de empregar de modo adequado as ferramentas de que dispõem para atingir esse objetivo.

Porém, o problema é amplo e não só restrito à área de produção e industrialização de produtos de origem animal. Menos de 1% das 30000 indústrias, sem Inspeção Federal que produzem alimentos no Brasil, adotam sistemas de controle para garantir a produção de alimento seguros. Somente esse fato mostra que os perigos para a saúde do consumidor veiculados por alimentos sem inspeção adequada, podem não ser controlados de forma conveniente em nosso país.

Nas regiões de maior concentração de produção de suínos, independente de país, a excessiva produção de dejetos em áreas superpovoadas com suínos tem afetado a sustentabilidade ambiental. E, em alguns países, tem gerado soluções técnicas controvertidas que abalam os requisitos de qualidade (aceitabilidade e segurança alimentar) e de responsabilidade (proteção humana, animal e ética). Uma destas soluções é a recomendação de uso de dejetos de suínos para a alimentação do próprio suíno.

Somente a aplicação simultânea dos cinco fatores que norteiam a nutrição animal pode atender às exigências da sociedade como um todo, contemplando as necessidades dos produtores, das indústrias e dos consumidores.

Produção de suínos em sistema de cama sobreposta

Introdução

Problemas ambientais causados pela Suinocultura são notórios em todas as regiões de alta concentração de animais. Para a sobrevivência das zonas de produção intensiva de suínos, é preciso encontrar sistemas alternativos de produção que reduzam estes problemas ambientais e ao mesmo tempo tornem a atividade sustentável. A validação e implementação de tecnologias alternativas que reduzam os riscos ambientais desta atividade, contribuem para a melhoria da qualidade de vida dos produtores rurais e da sociedade.

Cerca de 80% dos sistemas de criação de suínos nas fases de crescimento e terminação desenvolve-se em piso ripado total ou parcial, com os dejetos manejados na forma líquida. Neste sistema existe a limpeza das edificações, o recolhimento dos dejetos líquidos, a existência de grandes áreas destinadas ao armazenamento e tratamento do excedente dos resíduos e sistemas de transporte e distribuição para lavouras. Todos estes requisitos envolvem grandes investimentos por parte dos produtores que, na maior parte das vezes, não contam com tais recursos.

Neste sentido, a criação intensiva de suínos em Cama Sobreposta foi desenvolvida como uma alternativa para solucionar o problema da poluição ambiental altamente relacionada ao modo de produção empregado atualmente na produção de suínos (Oliveira et al., 2000). Este sistema, além de manter os mesmos índices zootécnicos obtidos no sistema convencional, apresenta vantagens como melhor valorização agronômica do dejeto devido ao acumulo dos principais nutrientes (N, P e K).

O sistema de criação em Cama Sobreposta (Deep bedding) foi introduzido no Brasil em 1993 através de experimento desenvolvido na Embrapa – Suínos e Aves. Posteriormente foi implantado na Granja Fontana, localizada em Gaurama, Rio Grande do Sul, em 1994. Atualmente, a região Sul do Brasil agrega o maior numero de animais criados desta forma, com destaque às regiões de Marau, Serafina Correa, Concórdia e Chapecó. No entanto, todas as regiões brasileiras são passíveis de comportar o Sistema de Cama Sobreposta, seguindo-se algumas recomendações técnicas para uma correta adaptação do sistema aos diferentes climas existentes (Oliveira et al., 2002).

Desempenho zootécnico

Estudos realizados demonstraram que o desempenho zootécnico de suínos criados sobre cama de maravalha quando comparado a sistemas de piso ripado (total ou parcial) não obtiveram diferenças significativas, sendo o peso médio dos animais ligeiramente superior no sistema de criação de suínos sobre camas (Tabela 1). Não houve diferença para o consumo de alimento, conversão alimentar, ganho de peso e a taxa de musculo, bem como para o rendimento de carcaça e a espessura de gordura nos animais criados em cama de maravalha e piso ripado.

Tabela 1- Comparação da performance zootécnica, da taxa de musculo e do rendimento de carcaça dos animais criados sobre o piso ripado ou sobre cama de maravalha.

Resultados médios

Média do Ano 1

Média do Ano 2

Ripado

Cama

Ripado

Cama

Peso Inicial (kg)

29 ,8±1,2

30,5±1,4

31,5±1,7

31,6±1,4

Peso final (kg)

99,9±7,5

102,3±7,9

95,6±12,6

95,8±10,3

Consumo Ração (kg)

189,7

191,8

187,3

184,2

Ganho de Peso (g/dia)

779

794

712

715

Conversão Alimentar

2,71

2,67

2,91

2,87

Taxa de Musculo (%)

60,3±2,4

60,9±1,8

58,7±3,5

60,5±1,6

Peso carcaça quente (kg)

81,7±5,6

82,7±7,7

78,1±10,2

77,8±8,4

Rendimento carcaça (%)

81,9±2,7

81,8±2,6

82,3±1,2

82,8±1,0

Fonte: Oliveira, 1999.

Em estudo desenvolvido na Embrapa Suínos e Aves por Corrêa, 1998 sobre o consumo de ração de acordo com o tratamento e a época do ano, observou-se uma tendência para maior consumo de ração nos animais criados em piso de concreto no verão. Porém, a média anual do consumo de ração não diferenciou entre os tratamentos estudados.

Na Tabela 2, pode-se observar o ganho de peso dos suínos criados em diferentes tipos de materiais usados como cama sobreposta. Estes dados revelam uma tendência para menor ganho de peso nos animais criados sobre piso de concreto a medida que a temperatura do ambiente diminui e maior ganho na época quente, quando comparado aos leitos de serragem, sabugo de milho e casca de arroz. Entretanto, em sistema de cama formada por maravalha, o ganho de peso foi maior no inverno e semelhante no verão quando comparado ao piso de concreto (Corrêa, 1998; Perdomo et al., 1999).

Tabela 2 – Médias de ganho de peso (kg) de suínos criados com diferentes resíduos utilizados como cama sobreposta de acordo com tratamento e época do ano.

Tipos de Piso

Épocas do Ano

Média

Anual

Outono

Inverno

Primavera

Verão

Maravalha

69,3a A

63,0c A

65,3b B

64,6c A

65,5A

Serragem

69,5a A

62,5c A

66,9b A

60,1c C

64,7A

Sabugo de milho

67,5a B

61,2c B

66,5b A

59,4c C

63,6A

Casca de arroz

67,8a B

62,0c A

66,4b A

61,0c B

64,3A

Piso de concreto

68,8a A

60,1c B

66,5b A

65,1c A

65,1A

Obs.: Médias seguidas por letras minuscula na linha e maiuscula na coluna diferem significativamente pelo teste de Tukey (P<0,05).

Fonte: Corrêa, 1998

Atualmente, após diferentes trabalhos desenvolvidos em propriedades com o uso de Cama Sobreposta, podemos afirmar que o ganho de peso dos animais criados neste sistema pode ser semelhante ao Sistema de piso de concreto independente da época do ano e do tipo de cama utilizada, através do manejo adequado das camas. Para cada tipo de resíduo usado como cama existe um manejo recomendado para a otimização do processo de compostagem. Podemos citar , como exemplo, o revolvimento da cama no inverno na região Sul, para mantê-la seca e produzindo calor, melhorando o conforto térmico dos animais. Este procedimento deve ser evitado no verão em função do calor gerado.

Uma recomendação importante é evitar-se o início da produção de suínos em cama nova no verão, pois ela, além de produzir maior quantidade de calor, é um atrativo para as moscas, que se desenvolvem somente no primeiro e segundo lote. Após a normalização do processo de compostagem, as camas não são mais atrativas às moscas, pois o calor desenvolvido é um fator limitante ao desenvolvimento das larvas.

Balanço de água do sistema de cama sobreposta

Estudos demonstraram que o calor produzido no processo de compostagem das camas, praticamente elimina toda a água contida nos dejetos na forma de vapor. Esta eliminação corresponde a 5,7 kg d’água / suíno / dia, para cerca de 6,2 kg d’água / suíno / dia de água ingerida ou gerada no sistema (Oliveira, 1998).

Em contrapartida, no sistema de criação sobre piso ripado toda a água é conservada e armazenada sob o piso ou em sistemas de lagoas.

Pode-se concluir com isso que boa parte dos custos relacionados a estruturas de armazenagem, transporte e distribuição dos dejetos é eliminado em sistemas de Cama Sobreposta pela eliminação da água contida nos dejetos.

Tabela 4 – Balanço geral d’água observado em sistemas de criação de suínos em piso ripado (SPR) ou sobre cama de maravalha (SPC) (L d’água / suíno).

Balanço água

Sistema Cama (SPC)

Piso Ripado

(SPR)

(L/suíno)

(L/suíno)

Consumo total de água

423,7

446,4

Água ingerida via ração

22,8

23,0

Água produção Metabólica (Suíno)

54,2

54,5

Água produção Metabólica (Cama)

-

23,4

Água retida no corpo do animal

37,6

38,6

Água armazenada sist.(SPR / SPC)

203,6

14,6

Água contida nos dejetos

200

210

Produção de vapor d’água (Suíno)

273,5

268,8

Água evaporada no ambiente

4,1

247,2

Água evaporada do sistema

278

516

Fonte: Oliveira, 1998.

Os resultados de pesquisa e as experiências a campo mostram a necessidade de se ter cuidados quanto ao manejo do sistema de Cama Sobreposta para garantir a eliminação da água contida nos dejetos (altura adequada da cama, revolvimentos na saída dos lotes, ventilação suficiente da edificação para a eliminação do vapor d’água, adequação do manejo ao tipo de substrato utilizado como leito aos animais). Estas recomendações devem ser levadas em consideração para que o processo de compostagem se desenvolva e a cama seja decomposta convenientemente, favorecendo a evaporação da água, reduzindo o volume dos dejetos, concentrando os nutrientes no composto, aumentando assim a valorização agronômica dos dejetos.

Balanço de nutrientes dos sistemas de produção

A comparação do nível de N nos dois sistemas de produção demonstrou que no sistema de cama ocorre uma perda deste nutriente por volatilização. Estima-se que apenas 20 a 40% do N excretado pelo suíno encontra-se retido na cama. No piso ripado, este valor de N retido no dejeto líquido chega a 75% do N eliminado pelos suínos. Este total de Nitrogênio é dividido em N_orgânico e N_amoniacal, 30-40% e 70-60%, respectivamente. Esta diferença ocorre devido, principalmente, a emissão significativamente maior de N2 no sistema de Camas. Outra parte do N é eliminada na forma de NH3 e N2O, em ambos os sistemas.

No caso do sistema de cama, as emissões de NH3 e N2O são semelhantes, o que não ocorre no piso ripado, cujas emissões da NH3 são dominantes (Robin et al., 1999). Nesta mesma análise, podemos citar como vantagem que o Sistema de Cama Sobreposta emite aproximadamente 50% a menos de NH3 quando comparado ao sistema tradicional de produção de suínos.

Tabela 5 – Comparação do balanço de nitrogênio nos sistemas de criação de suínos sobre o piso ripado ou sobre cama de maravalha, por 100 unidade de N que entra no sistema, via ração ou água.

Resultados Globais

Experimento 1

Experimento 2

Ripado

Cama

Ripado

Cama

Retido no Suíno

35

36

33

34

Dejeto / Composto

48

12

45

26

NH3

12

5

13

7

N2O

< 1

7

< 1

6

N2

4

40

8

27

Fonte: Oliveira, 2001

Outro fator importante é que em torno de 90% do nitrogênio contido na cama se encontra na forma orgânica, contra 30 a 40% no piso ripado. O uso contínuo de dejetos líquidos de suínos como fertilizante orgânico não traz aumento significativo da concentração de matéria orgânica dos solos, o que não ocorre nos sistemas de Cama. A utilização de composto obtido deste sistema contribui para a melhoria da qualidade dos solos já que aumenta significativamente a quantidade de matéria orgânica dos mesmos.

Para o Fósforo, os resultados mostram que do total deste nutriente excretado pelos animais, 62% se encontra retido nos primeiros 25 cm de profundidade da cama. No caso do Zn excretado, 58% dele foi encontrado nesta profundidade.

O uso de 4 lotes de animais sobre o mesmo leito de maravalha ou palha promove o acumulo de nutrientes (tabela 6) e a estabilização da cama (relação C/N menor que 20). Por este motivo, o uso dos resíduos da produção de suínos sobre camas como fertilizante é viável em virtude da qualidade obtida do composto e da facilidade e custos na distribuição nas lavouras.

Tabela 6- Resultados observados de análises de nutrientes gerados nos sistema de Cama Sobreposta de maravalha ou palha, em sistema de crescimento e terminação de suínos durante 4 lotes sucessivos por um período de 1 ano.

Maravalha

Lote 1

Lote 2

Lote 3

Lote 4

MS (%)

57,1

42,2

37,7

43,4

N (kg/ton)

4,6

5,1

6,6

8,8

P (kg/ton)

2,1

3,6

4,9

7,2

K (kg/ton)

3,8

5,1

7,8

11,7

Palha

Lote 1

Lote 2

Lote 3

Lote 4

MS (%)

57,2

56,4

36,3

48,7

N (kg/ton)

9,4

14,2

8,9

12,2

P (kg/ton)

2,5

7,4

6,1

7,6

K (kg/ton)

15,1

19,6

11,1

17,6

Fonte: Oliveira, 2001

Produção de calor das camas

Nos sistemas de Cama Sobreposta, as bactérias naturalmente presentes nos dejetos degradam a matéria orgânica contida na cama através de reações aeróbias, acompanhadas de produção de calor.

Os conhecimentos científicos obtidos no sistema de piso ripado devem ser adaptados em função do desenvolvimento da compostagem que ocorre no sistema de cama. A produção de calor deste processo deve ser um aspecto observado na construção e adaptação de edificações destinadas a este tipo de criação de suínos, no tocante a ventilação e isolamento das edificações.

A figura 1, apresenta a evolução do fluxo de calor observado nas criações de suínos em cama sobreposta e piso ripado. Pode-se observar que os valores da produção de calor total (sensível + latente) observado, para o caso da criação em cama sobreposta, diferenciam dos valores observados para a produção de suínos em piso ripado. A diferença de produção de calor entre os dois sistemas se deve à interação ‘animal+cama’ que existe no Sistema de Cama Sobreposta.

Figura 1 - Evolução da produção de calor em Sistema de Cama Sobreposta com o uso de maravalha e piso ripado em função do aumento de peso dos suínos.

Os animais criados em piso produzem uma quantidade de calor total, por suíno, em torno de 170 W na fase inicial de crescimento e 250 W no final da terminação, enquanto que na cama sobreposta, o calor gerado é praticamente constante em torno de 300 W, em função do processo de compostagem desenvolvido (Oliveira, 1999).

Para suínos entre 30 e 100 kg, o fluxo de calor gerado pelo processo de compostagem da cama (Qtot) pode ser estimado pela seguinte equação : Qtot=1,704 x m + 5,2384; m= massa do suíno (kg) (Oliveira, 1999). Este fluxo de calor, gerado pela cama de maravalha, pode variar de 40 a 120 W/suíno, em função do peso vivo do animal, do tipo de resíduo e do manejo da cama.

Temperaturas observadas em sistemas de cama sobreposta

A figura 2, mostra a variação das temperaturas das camas na superfície e a 20 cm de profundidade utilizadas na criação de suínos em fase de crescimento – terminação. Observa-se temperaturas elevadas no período inicial de criação, logo após a realização de revolvimentos no leito de maravalha. Após isso, tem-se a estabilização da temperatura interna da cama. Estes dados nos mostram a importância de se realizar os revolvimentos apenas quando os animais não estão presentes na edificação, ou seja, nos intervalos entre os lotes, não prejudicando assim o desempenho zootécnico da produção. Entretanto, este revolvimento pode ser realizado como forma de melhorar o conforto térmico dos animais em épocas frias (Oliveira, 1999).

Figura 2 - Temperaturas desenvolvidas nas camas de maravalha na superfície a 20cm de profundidade durante o processo de compostagem.

Incidência de linfadenite no sistema de cama sobreposta

A doença chamada de Linfadenite tem sido bastante relacionada ao Sistema de Cama Sobreposta, embora ocorra nos diferentes sistemas de produção de suínos existente. Esta enfermidade, apesar de não provocar perdas produtivas (morte ou depressão do ganho de peso), pode ser a causa de condenações totais de carcaça ou destino diferenciado pelo serviço de inspeção, com consequente prejuízo ao produtor rural.

Experimentos desenvolvidos pela Embrapa Suínos e Aves mostraram que a cama utilizada no sistema não é a fonte de infecção desta doença, mas provavelmente um meio que facilita a disseminação da infecção entre os suínos do mesmo lote, quando algum animal já foi introduzido infectado no sistema. Faz-se necessário, portanto que o rebanho de origem dos leitões seja livre da infecção por Mycobacterium avium-intracellulare, microorganismo responsável pela ocorrência de linfadenite nos rebanhos suínos. Para tanto, recomenda-se a realização do teste de tuberculinização com PPD no plantel de porcas. Este teste indicará a presença de animais contaminados, que deverão ser descartados do plantel reprodutivo.

A tabela 7 mostra os resultados de pesquisa referentes à condenação de carcaça de animais criados em Sistema de Cama Sobreposta e em piso semi-ripado. Nas diferentes épocas 1, 2 e 3 são apresentados os numeros de animais condenados nos 1º, 2º e 3º lotes de suínos, respectivamente, mantidos sobre a mesma cama. Os dados mostraram que a ocorrência desta doença está inteiramente relacionada à sanidade do animal criado em sistemas de cama, já que os casos de condenação diminuem ou desaparecem em lotes subsequentes mantidos sobre o mesmo leito de serragem ou casca de arroz, conforme pode-se observar na tabela 7.

Tabela 7 – Freqüência de animais condenados, no frigorífico, por Linfadenite criados sob diferentes tipos de piso.

Tratamento

Numero de Suínos

Época

Total de condenados

%

1

2

3

Maravalha

120

-

-

-

0

0

Serragem

120

21

3

-

24

20

Sabugo de milho triturado

120

-

-

-

0

0

Casca de Arroz

120

2

-

-

2

1,6

Piso semi – ripado

120

-

-

-

0

0

Fonte: Corrêa, 1998.

Vantagens e desvantagens do sistema de cama sobreposta

Vantagens:

Menor custo de investimento em edificações;

Melhor conforto e bem estar animal;

Melhor aproveitamento da cama como fertilizante agrícola, devido a concentração de nutrientes e redução quase total da água contida nos dejetos;

Mesmo desempenho zootécnico dos animais quando comparado ao piso ripado total ou parcial;

Redução em mais de 50% da emissão de amônia (NH3) e de odores produzidos no sistema em comparação ao piso ripado;

Melhor aproveitamento de resíduos como cama, existentes nas zonas de produção;

Menor tempo de mão-de-obra utilizada na limpeza e manejo;

Maior numero de animais por lote, reduzindo os custos com divisórias entre as baias;

Menor custo de armazenamento, transporte e distribuição dos resíduos como fertilizante;

Melhor conforto térmico ambiental devido ao calor gerado pelo processo de compostagem da cama nas regiões frias, permitindo a construção de edificações com menor isolamento térmico.

Desvantagens:

Maior consumo de água no verão (15%);

Maior cuidado e necessidade de ventilação nas edificações;

Requer bom nível sanitário dos animais no plantel;

Necessidade de prever resíduos para o aproveitamento como cama.

Conclusão

Vários estudos demonstraram a viabilidade do uso de cama sobreposta para a produção de suínos com resultados de desempenho zootécnico semelhantes ao sistema convencional e em alguns casos, com desempenho melhor.

Outras vantagens do sistema podem ser citadas, como melhor conforto dos animais. O sistema de camas apresenta ao animal um ambiente mais próximo ao natural, a medida que disponibiliza um meio mais rico de estímulos, capaz de gerar condições de conforto psicológico e bem-estar. No sistema tradicional, o animal permanece inativo ou apático, o que favorece a interação entre os companheiros de baia, levando a disturbios comportamentais sérios que podem desencadear, por exemplo, o canibalismo.

A realização de um programa de manejo visando um bom nível sanitário dos plantéis elimina as chances de se ter a ocorrência de condenações de carcaça devido à presença de animais contaminados pelo Mycobacterium avium-intracellulare.

O uso de compostagem para o tratamento de dejetos de suínos por meio do Sistema de Cama Sobreposta, vem sendo uma alternativa empregada principalmente em regiões de produção intensiva de suínos, gerando um composto orgânico estabilizado que pode ser utilizado como fertilizante orgânico.

O processo de compostagem, em função do calor gerado é capaz de evaporar praticamente toda a água contida nos dejetos reduzindo o volume a ser tratado, valorizando os dejetos como fertilizante orgânico.

Bibliografia

Bruce, J.M.; Clark, J.J. Models of heat production and critical temperature for growing pigs. Anim. Prod. 28, 363-369, 1979.

CIGR, Climatisation of animal house. Commision Internationale du Génie Rural, S.F.B.I.U., Belgium, 147 p., 1992.

CIGR (1984). Report of working group on climatization of animal houses. Commission Internationale du Génie Rural, S. F. B. I. U., Aberdeen.

Corrêa, E. K. Avaliação de diferentes tipos de cama na criação de suínos em crescimento e terminação. Tese de Mestrado, UFPel, Pelotas-RS, p.105, 1998.

Oliveira, P.A.V. ; Robin, P. ; Kermarrec, C. ; Souloumiac, D. ; Dourmad, J.Y. Comparaison de l’évaporation d’eau en élevage de porcs sur litière de sciure ou caillebotis intégral, Journées Rech. Porcine en France, 30, 355-361, 1998.

Oliveira, P.A.V. Comparaison des systèmes d’élevage des porcs sur litière de sciure ou caillebotis intégral. Thèse de Docteur, N° :99-24, D-32, l’ ENSA de Rennes, France, 272 p., 1999.

Robin, P., Oliveira, P.A.V., Kermarrec, C. Productions d’ammoniac, de protoxyde d’azote et d’eau par différentes litières de procs durant la phase de croissance. Journées Rech. Porcine en France, 30, 111-115, 1999.

Oliveira, P.A.V.; Nunes, M.L.A.; Arriada, A.A. Compostagem e utilização de cama na suinocultura. Anais: Simpósio Sobre Manejo e Nutrição de Aves e Suínos e Tecnologia da Produção de Rações (1.,2001: Campinas,SP). Colégio Brasileiro de Nutrição Animal, CBNA, Campinas SP, novembro de 2001, 391-406.

Oliveira, P.A.V.; Diesel, R. Edificação para a produção agroecólogica de suínos: fases de crescimento e terminação. (EMBRAPA-CNPSA. Comunicado Técnico, 245, Fev. 2000, p. 1-2)

Oliveira, P.A.V. ; Dalla Costa, O.A.; Nunes, M.L.A.; Sangoi, V. Modelo de Edificação para a produção de leitões em Cama Sobreposta. (EMBRAPA-CNPSA. Comunicado Técnico, 299, Março 2002, p. 1-2)

Perdomo, C.C.; Oliveira, P.V. A. de; Castilho, A. B.; Correa, E.K.; Tumelero, I. Comparação da produção de calor em sistemas confinados de criação de suínos sobre cama e piso ripado. In: IX Congresso Brasileiro da Veterinários Especialistas em suínos, Belo Horizonte, Outubro, 1999. Anais… Belo Horizonte: ABRAVES, Out, 1999. p. 495-496.

Compostagem de resíduos de suinocultura carcaças e restos de parição

 

O destino das carcaças e restos de parição constitui-se em um dos problemas da criação intensiva de suínos. A prática de enterrar animais mortos se torna inviável nas criações industriais, pelo trabalho físico que exige. O uso de fossas, assim como o costume de enterrar as carcaças, além do custo tem como objeção também a possibilidade da contaminação do lençol freático. A incineração apresenta ao lado do custo econômico, ainda, alto custo ambiental pela mineralização da matéria orgânica com emissão de gases nocivos, principalmente quando se utiliza o óleo diesel como combustível. A alternativa de compostagem é um método econômico e ambientalmente correto de destino dos animais mortos por permitir a reciclagem desses resíduos orgânicos, exigindo menor uso de mão de obra, quando comparado a alguns dos outros métodos, embora necessite de critérios rígidos para sua execução.

A compostagem é a maneira de antiga de processar resíduos da agricultura convertendo-os em adubo, tendo-se mostrado como processo que permite a rápida e segura disposição das carcaças. O processo requer um equilíbrio entre a quantidade de umidade e presença de oxigênio que determinam a velocidade de formação do composto e o sucesso da operação.

A escolha da compostagem requer do produtor cuidados simples mas fundamentais para que funcione. Se o processo não for manejado corretamente poderá falhar, com o risco de ocorrer presença de maus odores e produção de moscas.

A construção das estruturas de compostagem variam em custo quando se usa materiais alternativos. Ela pode ser feita com madeiras brutas (troncos) ou beneficiada, com menor tempo de vida útil, ou alvenaria de tijolos ou blocos de cimento pré-fabricados. Uma recomendação fundamental está na impermeabilização do solo ou na construção de estrutura acima dele, evitando a contaminação da água. A construção de estrutura simples com câmaras de 2x2m de área, com paredes elevadas até 1,50m de altura e telhado a 2 ou 2,5m de altura, facilita o manejo dos resíduos no seu interior. A parte superior deve ser aberta, protegida ou não por tela de aviário, permitindo total ventilação. Essa estrutura simples deve garantir que a pilha feita com as carcaças e o material aerador possa ser formada com falicidade, ficando protegia da chuva e da ação de animais (carnívoros e roedores).

É preciso considerar que, no processo de compostagem, ocorre a fermentação das carcaças constituídas de musculatura (proteína) e ossos (ricos em cálcio) que serão mantidos úmidos e aerados, para digestão pelas bactérias e fungos. Para aeração usa-se maravalha, serragem, palhadas de feijão e outras culturas, casca de amendoim, etc.). Quando se usa cama de aviário, tem-se a vantagem da ação de ácaros, cascudinhos e outros organismos existentes nesse material, que também atuam como decompositores.

Na compostagem há uma esperada elevação da temperatura que permite a destruição de agentes patogênicos. Essa se mantém acima de 55°C por largos períodos o que destrói a maioria dos patógenos. Testes realizados mostraram a destruição de bactérias como a Erysipela rhusiopathiae e Salmonella sp., além de vírus como o da doença de Aujeszky.

Conduzido corretamente, o processo de compostagem não causa poluição do ar de das águas, permite manejo para evitar a formação de odores, destrói agentes patogênicos, fornece como produto final um composto orgânico que pode ser utilizado no solo, portanto recicla nutrientes e apresenta custos competitivos com qualquer outro sistema de destinação de carcaças, que busquem resultados e eficiência.

A escolha do sistema para o manejos dos dejetos de suínos : uma difícil decisão

 

A suinocultura catarinense destaca-se como a mais importante do país e está consagrada no exterior. Sua expansão é positiva, sendo que exportou entre 1993 e 1997 o total de US$ 100 e US$ 190 milhões de dólares de carne, respectivamente.

O Estado de Santa Catarina possuí um plantel superior a 4,5 milhões de cabeças, distribuído em 22 mil pequenas empresas rurais e em 5 mil médias e grandes empresas, totalizando 27 mil médias e pequenas empresas rurais (MPE).

A suinocultura possuí uma importância social e econômica, no entanto os processos produtivos dos animais são altamente poluidores, afetando a qualidade das águas, do ar, do solo e proporcionando a degradação ambiental das regiões produtoras. As recomendações internacionais, provenientes da série de normas ISO 14.000 impõem regras importantes aos setores produtivos que atuam na exportação de seus produtos, condicionando a liberação de barreiras ao fornecimento com qualidade ambiental para os consumidores.

O plantel catarinense, pelo seu tamanho, representa um volume de aproximadamente 10 milhões de metros cúbicos de dejetos líquidos produzidos por ano. A política de integração das agroindústrias que atuam no mercado, apontam que somente as médias e grandes produções terão lastro financeiro para se adequarem as suas exigências, pois terão que investir para reduzir a poluição ambiental à níveis exigidos pela legislação.

Então, o grande desafio dos produtores de suínos, atualmente, é a exigência da sustentabilidade ambiental das regiões de produção intensiva. De um lado existe a pressão pela concentração de animais em pequenas áreas de produção, e pelo aumento da produtividade e, do outro, que esse aumento não afete o meio ambiente. Porém, esses dois desafios são antagônicos, ou seja, de um lado o aumento dos plantéis gerando um volume maior de resíduos em pequenas áreas a serem manejados e, de outro, o conseqüente agravamento dos riscos de degradação do meio-ambiente.

Encontrar um modo de manejo adequado aos dejetos líquidos de suínos é o maior desafio para a sobrevivência das zonas de produção intensiva, em razão de uma parte dos riscos de poluição das águas superficiais e subterrâneas por nitratos, fósforo e outros elementos minerais ou orgânicos e do ar pelas emissões de NH3, CO2, N2O e H2S e, de outra parte, em função dos custos e dificuldades de tratamento de armazenamento, de transporte, de distribuição e de utilização na agricultura.

Os sistemas confinados constituem a base de expansão e da maior produtividade da suinocultura, porém induzem a adoção de manejo de dejetos na forma líquida, favorecendo o lançamento de seus efluentes na natureza (sem tratamento prévio) ocasionando um intenso processo de degradação ambiental. A recomendação técnica para o manejo destes resíduos líquidos é o armazenamento e tratamento em esterqueiras, bioesterqueiras ou lagoas para posterior uso em lavouras como fertilizante. Vários trabalhos de pesquisa ou de observação desenvolvidos em institutos de pesquisa, universidades ou pelas indústrias têm demonstrado que todos esses tratamentos, embora reduzindo o potencial poluidor dos dejetos, não permitem que o resíduo final seja lançado diretamente nos cursos d’água. Com o aumento do efetivo de suínos em pequenas áreas, e conseqüente aumento do volume de dejetos líquidos produzidos, a exigência de áreas de lavoura com declividade adequada ao uso de sistemas de distribuição líquida, é aumentada proporcionalmente ao número de animais em produção. Podemos observar na região Oeste Catarinense onde se concentra em torno de 76% do total efetivo de suínos do estado que tal situação faz com que ocorra uma grande densidade de dejetos por unidade de área, não permitindo um adequado aproveitamento, ocasionando sérios problemas de poluição dos recursos naturais.

Com a finalidade de melhor descrever os processos de manejo dos dejetos podemos simplifica-los em sistemas de manejo líquidos e sistemas sólidos, ou seja em sistemas de dejetos manejados com grandes volumes de água (dejetos onde a concentração de sólidos totais é inferior a 6%) e sistemas com concentração de matéria seca (resíduos onde a concentração de matéria seca é superior a 60%). No primeiro caso, em função dos modelos de edificações em uso (81% das edificações existentes), o volume total dos dejetos líquidos produzidos (dejetos líquidos produzido pelos animais + perda de água nos bebedouros + água utilizada na limpeza) requer grandes estruturas para o armazenamento (os órgãos de fiscalização ambiental preconizam um tempo mínimo de 120 dias de retenção), áreas com culturas suficientes para o aproveitamento agronômico desses resíduos, e também, a disponibilidade de maquinas e equipamentos para o transporte e distribuição. No segundo caso, os animais são criados em edificações com leito formado por maravalha ou palha ou então os dejetos líquidos, oriundos dos sistemas de produção, são misturados a maravalha ou palha. Nesses dois últimos casos o objetivo é a formação de um processo de compostagem, dentro ou fora das edificações, com a finalidade da redução do volume dos resíduos. Esses sistemas eliminam praticamente toda a água contida nos dejetos, via os processos térmicos desenvolvidos na compostagem, concentrando os nutrientes, reduzindo a quantidade de resíduos produzidos, os volumes de estocagem e os equipamentos necessários para o transporte e distribuição em área agrícola.

A escolha do sistema de manejo dos dejetos na forma líquida ou sólida, pelos produtores, deve-se basear nos seguintes critérios :

Manejo na forma líquida : o sistema consiste em considerarmos desde o modelo de edificação adotado, sistema de manejo e escoamento dos dejetos líquidos em canaletas ou fossas internas sob pisos ripado, tanques de homogeneização, decantadores, armazenamento em esterqueiras, ou lagoas e tratamento do excedente em sistemas compostos por lagoas (naturais ou aeradas). Sistemas de distribuição por tanques especiais, com ou sem incorporação imediata no solo (capacidade de transporte entre 3 e 5 m3 por viagem), tracionados por tratores ou sistemas de fertirrigação com o uso de bombas de recalque (elétrica ou tracionado por trator), canalização de distribuição e o uso de asperssores adequados. A adoção dessa forma de manejo implica em que haja suficiente área de cultura agrícola, com declividade apropriada, para absorver todos os resíduos produzidos, caso contrario o produtor terá que negociar junto aos vizinhos o transporte e aproveitamento dos resíduos excedentes, ou adotar um sistema de tratamento. Porém, devemos considerar que os sistemas de tratamento recomendados, no Brasil, em função da rentabilidade e disponibilidade econômica da suinocultura, embora diminuem significativamente a carga poluente, não permitem o lançamento do resíduo final em cursos d’água. Devemos também considerar a emissão de gases gerados pelo sistema adotado, pois na maioria dos casos são processos anaeróbios com predomínio pelas emissões de NH3, CO2, e H2S, em casos onde ocorre a denitrificação temos também o óxido nitroso (N2O). Além dos gases mencionados, também devemos considerar os odores, pois todos os processos de armazenamento, ou tratamentos dos dejetos via digestão anaeróbia geram forte emissão de odores desagradáveis. Essas emissões muitas vezes são sentidas à distâncias razoáveis, além dos limites da área da propriedade da fonte emissora, dependendo das condições climáticas favoráveis ou da intensidade dos ventos (a legislação em vigor proíbe as emissões odoríficas na atmosfera, perceptíveis fora dos limites da área de propriedade da fonte emissora). Esses sistemas exigem investimentos econômicos consideráveis, tanto no modelo da edificação como nas estruturas de armazenamento e tratamento, bem como no sistema de transporte e distribuição.

Manejo na forma sólida : o manejo de dejetos na forma sólida pode ser dividido em dois grupos ;

a) criação de suínos em leito formado por maravalha ou palha: constitui-se de um sistema de produção de suínos onde os dejetos são misturados ao substrato do leito, submetido ao processo de compostagem dentro da própria edificação sob os pés dos animais, reduzindo os riscos da poluição ambiental pela evaporação da fração líquida contida nos dejetos. Este sistema exige um modelo de edificação adaptado a produção de suínos em leito formado por diferentes substratos que podem ser maravalha, palha, feno, casca de arroz, sabugo e palha de milho. A edificação é totalmente aberta nas laterais, para facilitar a ventilação, sendo o piso constituído por terra compactada. Como o processo de compostagem é aeróbio são reduzidas as emissões de gás (NH3 é 50% menor que os sistemas convencionais e a formação de N2) e os odores gerados. Os investimentos econômicos no modelo da edificação e nas estruturas de armazenamento das camas são 4 a 5 vezes menor quando comparados aos sistemas convencionais, com um investimento menor em máquinas para a distribuição em lavouras;

b) manejo dos dejetos líquidos na forma sólida: constitui-se na mistura dos dejetos brutos, oriundos das edificações convencionais, em plataforma de compostagem constituídas por leitos formados por maravalha ou palha. Esses dejetos são lançados sobre o leito da plataforma até a saturação líquida do substrato usado. Essa mistura permanece na unidade de compostagem por um período compreendido entre 4 a 6 meses, até sua maturação total (relação C/N < 16). Esse procedimento não exige estruturas sofisticadas para a mistura (liquido/solido) e armazenagem, sendo sua limitação imposta pela disponibilidade dos resíduos (maravalha, palha ou qualquer outro substrato disponível na região) a serem usados como suporte na mistura com os dejetos. A utilização e distribuição como fertilizante orgânico não exige equipamentos especiais. Os odores são fortemente reduzidos pelo processo de compostagem.

Um outro ponto importante a ser considerado pelos produtores, no manejo de dejetos, é a alimentação animal em programas de alimentação em regimes bifase ou multifase. Os níveis dos elementos contidos nas rações exerce uma influência muito grande na quantidade e qualidade dos dejetos produzidos pelos suínos. Trabalhos de pesquisa têm mostrado que o nitrogênio (N) e o fósforo (P) são considerados como os principais elementos poluidores dos recursos hídricos e do solo. Esses mesmos trabalhos têm demonstrado que dois terços do nitrogênio (N) e do fósforo (P) consumido pelos animais são encontrados nos dejetos. Essa constatação mostra como a alimentação pode agir no sentido de reduzir o Nitrogênio e o Fósforo nos dejetos. Além dos macronutrientes (N, P e K), os dejetos de suínos também contêm micronutrientes como o Cobre (Cu) e o Zinco (Zn) que, em doses elevadas, podem ser tóxicos às plantas. Esses microelementos, se não forem manejados corretamente, tornar-se-ão um problema maior a longo prazo.

Em função do exposto acima, podemos concluir que a escolha do sistema de manejo dos dejetos de suínos exige um cuidado especial começando pela escolha da forma de manejo (líquida ou sólida), pela determinação das características quantitativas e qualitativas dos dejetos, pela definição dos procedimentos a serem adotados para armazenagem e tratamento, e pela avaliação da capacidade e disponibilidade de áreas de culturas para receber o volume dos resíduos gerados pelo sistema. A escolha do sistema de manejo de dejetos, muitas vezes, ultrapassa o conhecimento técnico dos produtores, entretanto cabe a ele, na maior parte das situações, tomar a decisão da escolha de soluções técnicas mais adequadas ao seu sistema de produção, sendo responsabilizado por todo e qualquer dano que venha ocorrer ao meio ambiente.

 

Uso do pvc na melhoria do condicionamento ambiental de suínos

O “clima ideal”, aquele que dispensa ajustes para a obtenção do conforto térmico de suínos criados em regime confinado, não existe nas condições brasileiras. Em qualquer região, sempre será necessário corrigir um ou mais de um elemento climático para obter as condições favoráveis aos animais.

Estima-se que a ausência de correção do bioclima, gere:

a) a redução da temperatura ambiente de 30-32 C para 18-20 C provoque uma diminuição de 30 % no consumo de colostro de leitões ( reduzindo o seu vigor e comprometendo a sua sobrevivência.

b) o n° de fêmeas em estro cai 4 % para cada gráu centigrado de acréscimo da temperatura ambiente que excede a temperatura considerada como ótima ótima para o animal. Estudos realizados pela Embrapa com porcas em lactação mantidas em alojamentos com climatização natural (com forro isolante) ainda apresentam um consumo de ração 15 % inferior e um intervalo desmama cio 100 % maior que aqueles animais alojados em prédios com isolamento e climatização mecânica (ventilação + resfriamento evaporativo).

c) O consumo das porcas se reduz em 0,1 kg/dia e o dos leitões em 39 g/dia % para cada gráu centigrado de acréscimo da temperatura ambiente que excede a temperatura considerada como ótima para o animal.

d) o ganho de peso é reduzido em 1,7 % para animais em crescimento e 3,3 % para a terminação para cada gráu centigrado de acréscimo da temperatura ambiente que excede a temperatura considerada como ótima para o animal na faixa de 20 a 35 C.

e) os problemas de incidência de doenças (respiratórios e digestivos) aumentam significativos.

Em regiões com grande variação climática, a exemplo do Alto Uruguai, que apresenta verões quentes (médias de máximas superiores a 30 °C), invernos rigorosos (média de mínimas inferiores a 13 °C) e grandes amplitudes térmicas diárias (acima de 25 °C), torna-se fundamental melhorar o isolamento térmico das pocilgas para diminuir o efeito adverso do clima. Estudos com aviários demonstram que a taxa de mortalidade é menor em aviários com isolamento (5,8 %) quando comparado aos sem isolamento (9,8 %) e, que a simples implantação de cortinas impermeáveis e forros ventilados de PVC, permitem reduções de 60% no consumo de energia (gás de aquecimento)

As dúvidas que surgem, são no sentido de saber o QUE, ONDE e COMO fazer o isolamento.

Soluções sugeridas

Se compararmos as exigências de temperatura de suínos – 32 a 25°C para os primeiros 35 dias de vida – 18 a 23 para a faixa de 10 a 35 kg de peso vivo e 15 a 18os reduzindo-se lentamente até alcançar 18 °C para os 49 dias de idade) com o clima existente na região, podemos identificar os principais problemas a corrigir no aviário.

Tabela 1 – Diagnóstico térmico da região sul para a produção de suinos, com base nos

dados climáticos do Alto Uruguai.

MESES

Fase(dias)

1

2

3

4

5

6

7

8

9

10

11

12

L. .LACTANTES

CF

CF

CF

CF

FF

FF

FF

FF

FF

CF

CF

CF

CRECHE

QC

QF

QF

QF

CF

CF

CF

CF

CF

QF

QF

QF

CRESCIMENTO

QC

QC

QC

QF

QF

QF

QF

QF

QF

QF

QC

QC

TERMINAÇÃO

QC

QC

QC

QF

QF

QF

QF

QF

QF

QF

QC

QC

REPRODUÇÃO

QC

QC

CC

QF

QF

QF

QF

QF

QF

QF

QC

QC

P. LACTAÇÃO

QC

QC

QC

QF

QF

QF

QF

QF

QC

QC

QC

QC

Onde: o primeiro dígito refere-se a situação térmica no período diurno, o 2° a noite. As letras C, F e Q, indicam a situação de confortável, frio e quente, respectivamente.

Duas necessidades podem ser observados, quais sejam:

1) armazenamento de calor: é necessário proteger os leitões na fase de maternidade do “esfriamento ambiental” noturno durante todos os meses. Durante o dia, isso também ocorre nos meses de outono, inverno e primavera para os animais com até 35 dias de idade. De forma similar, isto é especialmente necessário para a fase noturna da creche nos meses de outono, inverno e primavera, outono e inverno para o crescimento e inverno para as demais fases.

A solução mais adequada para este caso, é evitar que o calor gerado internamente se perca para o exterior e aumente os gastos com aquecimento. O emprego de cortinas laterais para o controle da ventilação e a presença de forro (ambas impermeáveis), é suficiente para aumentar a resistência as perdas de calor pela cobertura e laterais.

2) dissipação de calor: observa-se ser necessário proteger os animais contra o aquecimento do ambiente no período diurno em todos os meses do ano a partir do crescimento. Esta proteção também deve ser extendida nos meses de verão, para os suinos na fase de creche.

Nestas condições , a solução mais indicada para corrigir o bioclima local é a de reduzir o calor que entra pelo telhado e pelas laterais. A câmara de ar formada pela implantação de um forro ventilado, ajuda a diminuir o calor transmitido pelo telhado, independente do tipo de telha utilizado. O aumento do isolamento térmico das pocilgas pode melhorar o nível de conforto dos animais, reduzir a potência e o tempo de funcionamento dos equipamentos de climatização.

O fato de ser ventilado (lanternim), além de permitir a remoção do bolsão de ar quente que se forma na camada superior do aviário, também aumenta a ventilação total.

Os cuidados com a limpeza do entorno do aviário, plantio de grama e remoção dos obstáculos a ventilação, também são mecanismos importantes para redução do aquecimento interno da construção. Isso não elimina o emprego de outras técnicas suplementares para a melhoria do condicionamento ambiental, a exemplo, de beirais bem dimensionados (reduz a penetração de raios solares e chuvas), altura de pé-direito (redução de calor e aumento da ventilação), renovação da pintura do telhado (as brancas tem boa redução do calor) e outras.

Implantação do sistema

Os materiais para a confecção de forros e cortinas, obrigatoriamente, devem ter boa eficiência de isolamento, facilidade de implantação e manutenção e, custos compatíveis com a realidade econômica dos produtores.

Dentre os vários tipos existentes no mercado, as mantas plásticas de PVC com extrutura de poliester (Viniagro), constituem-se numa alternativa viável, face a sua eficiência, versatilidade, durabilidade, facilidade operacional e custos relativamente baixos. O material possui tratamento contra raios ultra violetas, não propaga chamas, apresenta uma diversidade de cores e é soldavel (importante para o conserto de furos e\ou rasgos acidentais). O custo inicial de investimento estava orçado em R$ 3 500,00 para um edifício bilateralmente aberto de 120 x 12m.

Alguns cuidados se fazem necessários para a perfeita implantação dos sistemas, quais sejam:

* forro: além de reduzir o ganho ou perda de calor do edifício, o forro também serve para proteção contra ruídos, poeiras e respingos de chuva.

- Solicitar ao seu revendedor, lonas plásticas bicolores, sendo que a branca (ou cinza) deve ser voltada para a telha (redução de calor) e a preta para os suínos (absorção do calor).

- Medir corretamente o edifício e encomende o tamanho certo de forro. Não esqueça os detalhes de acabamento, das portas e a separação das fases e da posição dos ilhós (para facilitar a colocação),

- Estender a lona no sentido longitudinal do edifício, mas evite arrasta-la. Amarre os arames nos ilhós, suspenda-a até a altura desejada e fixe-a na estrutura do telhado. Inicie a montagem a partir de uma das extremidades e comece a esticar cuidadosamente o forro (beiral a beiral), de forma a obter uma boa uniformidade na superficie.

- Procurar acompanhar a curvatura do telhado, visando obter um fluxo natural de escoamento do ar quente. Não esqueça de providenciar espaços para a saída do ar quente e viciado.

- É importante que entre a telha e o forro, exista um controle do espaço aberto no “espelho” para a ventilação da câmara de ar. Sugere-se para os períodos quentes, uma área equivalente a 50 % a do lanternin, 25 % para os periodos intermediários e fechamento parcial ou total nos períodos frios.

- Faça o acabamento final, de forma a obter uma perfeita vedação do conjunto. Recomenda-se para a perfeita fixação do material, esticar fios de arame galvanizado n° 14 (use catracas para arame) ao longo da parte interna da lona.

No final, faça uma limpeza geral no forro com água e sabão neutro, para retirar poeiras, barro e outros materiais.

Administração da propriedade suinícola

 

Para gerir a propriedade agrícola necessário se faz estudar as relações que se estabelecem entre os diversos fatores na propriedade rural, com o objetivo de obter a maior rentabilidade possível. Para tanto o produtor precisa saber o que, como e quanto produzir e, principalmente, para quem vender seus produtos.

Na decisão do produtor, no curto, médio ou longo prazo, o domínio de técnicas de gestão agrícola, desempenha papel preponderante em função das constantes mudanças que podem ocorrer no setor, tais como, disponibilidade de recursos e tecnologias, preços de insumos e produtos, políticas agrícolas. Estas dependendo do grau de intensidade representam riscos e incertezas.

Para tomar decisões o produtor precisa de alguns pré-requisitos dentro dos quais o mais importante é o conhecimento. As decisões a serem tomadas serão tão ou mais acertadas e seguras, quanto maior e mais profundo for o conhecimento do produtor sobre a atividade, dos meios e instrumentos a serem utilizados na ação, dos fins ou metas propostas e consequências que poderão advir da decisão tomada.

Agir com racionalidade significa que o produtor vai procurar produzir em pontos sobre sua curva de transformação de produtos, dados os preços dos insumos (alimentos, medicamentos, mão-de-obra, etc.) e dos produtos. A relação desses preços vai determinar o ponto ótimo de produção. O produtor agiria ” irracionalmente ” caso decidisse produzir no “interior” da curva de possibilidades de produção.

As informações organizadas e analisadas levam a alternativas de decisão. O administrador, no caso o produtor, buscará selecionar as opções para a(s) solução(ções) mais relevantes.

Na administração da atividade suinícola, existem alguns aspectos envolvidos que são relacionados com as tarefas executadas dentro da propriedade e outros que dizem respeito às coisas “fora da porteira” como: a racionalização dos trabalhos na execução das operações, execução de tarefas para a produção de animais; emprego de todos os meios disponíveis para a consecução das operações, produção de insumos próprios para a alimentação dos animais. E outros que dizem respeito às coisas “fora da porteira” e que podem ser: compra dos insumos e fatores produtivos destinados a produção de animais, venda dos animais às agroindústrias, abatedouros municipais ou açougues; tomada de empréstimos junto às instituições financeiras, etc.

Para o produtor de suínos, de forma diferenciada com o que ocorre com empresas que produzem outros tipos de produtos como por exemplo: sapatos, tecidos, carros, etc., a venda do seu produto final não tem um caráter de continuidade, uma vez que não são todos os dias que se têm animais prontos para o abate, ou para a venda como reprodutor. Além disso o maior problema do suinocultor é que este não tem como estocar animais esperando para vender quando os preços no mercado estiverem melhores, pois a partir de determinada faixa de peso (90 – 110 Kg ), o desempenho dos animais em termos de conversão alimentar é prejudicado elevando o custo de produção dos animais, tornando economicamente inviável a sua manutenção na granja.

Outro aspecto que força, principalmente, os pequenos produtores, a buscar milho no mercado em época inadequada, é a falta de capacidade de armazenagem de grãos na própria granja.

A suinocultura por ser uma atividade que convive constantemente com crises, deve ser conduzida buscando sempre o emprego de tecnologias que possibilitem obter ganhos de produtividade, melhor conversão alimentar, e por conseqüência, menor custo de produção e melhores resultados econômicos.

O uso dos fatores de produção de uma forma otimizada, leva a melhores resultados econômicos e possibilita também um fluxo de caixa mais equilibrado.

Levando-se em conta o emprego do capital e do trabalho, pode-se dizer que a criação de suínos tem de fato o que se chama de ” Categorias dos Fatores de Produção ” que se diferenciam entre si pelo tempo de vida útil (durabilidade) e a natureza dos serviços produzidos em:

a) fatores fixos: são os meios de produção (edificações, equipamentos, pessoal fixo, plantel reprodutor etc…), que determinam uma certa capacidade de produção.

A existência ocasional de despesas com a estrutura devem ser suportadas pela unidade produtiva qualquer que seja o volume de produção realizado.

Dessa forma, num rebanho suinícola, com determinado número de fêmeas, deve-se produzir a cada ano um certo número de leitões ou de suínos para o abate (terminados). Portanto, a gestão da propriedade, repousa na forma da abordagem dos objetivos, aqui definidos pelo pleno emprego dos meios de produção, de modo que os encargos fixos globais sejam minimizados por unidade produzida.

b) fatores variáveis: São aqueles que variam de acordo com o nível de produção da empresa agrícola (adubos, ração, combustíveis, produtos veterinários, etc.), ou seja, são bens de produção que são consumidos integralmente a cada ciclo de produção e exprimem movimento, transformação ou giro.

Na condução de sua atividade o suinocultor também precisa manter contatos ou efetuar transações que transcendem a “porteira” de sua propriedade.

Nesse sentido, entendemos que os principais aspectos envolvidos na gestão da propriedade suinícola, além da direção são:

a) planejamento

O planejamento é um processo dinâmico que no meio rural objetiva a racionalização da produção agropecuária.

Os objetivos ou propósitos, devem adaptar-se às necessidades e anseios do produtor, aos recursos disponíveis, (mão-de-obra, terra, capital, etc.), e também às demandas do mercado e condições de meio-ambiente no seu sentido mais amplo.

O produtor deve, por sua vez buscar os meios (recursos, formas de controle, tecnologias e etc), para produzir.

A busca de resultados econômicos e formas adequadas de controle justificam a elaboração de planos que devem primordialmente concentrar-se nos objetivos previamente definidos.

Ao planejar deve-se buscar sistematizar o processo de decisões e programar as ações futuras observando os seguintes aspectos:

a) oportunidade;

b) planos derivativos;

c) resposta a questionamentos;

d) prazos.

Na suinocultura o planejamento tem se voltado mais à parte técnica da atividade. Planos que envolvam todas as áreas normalmente têm sido elaborados quando o objetivo é a implantação de uma nova unidade produtiva.

b) organização

A organização administrativa das propriedades suinícolas está diretamente relacionada com as suas dimensões. A necessidade de racionalização dos procedimentos administrativos cresce à medida que aumenta a dimensão da empresa suinícola.

Nas pequenas granjas a subdivisão de tarefas é mínima. O pequeno produtor de suínos geralmente auxiliado por membros da família, cultiva a terra, trata dos animais e ainda exerce todas as tarefas administrativas, tais como: decidir como e quando plantar, uso de insumos, compras, vendas, aplicação e uso de medicamentos, descarte de reprodutores etc.

À medida que a dimensão da empresa suinícola aumenta, o número de pessoas envolvidas na atividade, embora não na mesma proporção, também aumenta. Isto porque, além de ganhos de escala, a “automatização” é um fator que contribue para reduzir a necessidade de mão-de-obra. Na medida que o tamanho da propriedade aumenta, o produtor deve buscar maior nível de especialização, para reduzir custos e minimizar riscos.

A falta de organização dos produtores no momento de comercializar seu produto final, agindo normalmente de forma isolada, faz com que percam poder de barganha.

As alternativas que se imaginam, poderiam contribuir para diminuir o problema dos produtores, seriam:

a) Associação em condomínios ou cooperativas;

b) Criação de estruturas associativas de mercado paralela a hoje existente que incrementasse a comercialização de carne suína “in natura “.

c) controle

Para que uma atividade, seja ela agrícola, comercial ou industrial, tenha sucesso, além dos aspectos abordados anteriormente é preciso que sejam implantadas formas de controle técnico-econômico das diversas atividades exercidas pela empresa.

No caso da suinocultura, além dos controles econômicos é preciso que se cuide com profundidade também dos aspectos produtivos, ou seja, que se controle muito bem o rebanho reprodutor, pois dele depende em grande parte o sucesso do empreendimento.

Para melhor compreensão dos fatores que envolvem o controle da atividade suinícola esses, foram classificados da seguinte forma:

c.1) aspectos técnicos

O produtor deve, ou precisa saber, qual a capacidade das suas instalações, em termos de matrizes instaladas e, principalmente, em terminados porca ano, peso dos animais na venda, número de animais vendidos/mês, etc. Deve procurar também alcançar metas pré-definidas, buscando uma produção estabilizada.

Definido o plano de produção, para se obter um melhor desempenho da granja suinícola como um todo, é preciso que se implante também (além do que já foi visto) um controle sobre o plantel reprodutor e suas leitegadas.

Assim das muitas formas de controle produtivo existente destacamos:

a) Identificação dos animais;

  1. Fichas de controle;

c) Coeficientes técnicos.

A avaliação do desempenho zootécnico de um plantel reprodutor, depende de uma série de coeficientes que devem ser calculados periodicamente, afim de, se apontada alguma distorção nos resultados esperados, medidas possam ser tomadas para corrigir o problema.

Como exemplo para o controle em rebanhos suinícolas temos:

a) Os controles de localização dos animais dentro das instalações de uma criação de animais, permite localizar as fêmeas e os machos (pela leitura da mossa), os lotes de leitões e animais na engorda (com a leitura da data de entrada).

b) O controle de rebanho, nesse caso é criado uma ficha por reprodutor, contendo todas as informações que lhe são concernentes (pai, mãe, data de nascimento, coberturas etc.). As fichas são colocadas num mural. Alfinetes de cores diferentes permitem visualizar o estado fisiológico das porcas, o número de partos etc.

c) Os controles da criação de suínos; se empregados constituem nos instrumentos de condução do rebanho contrariamente a caderneta do rebanho, as fichas ou os planos de localização do rebanho, eles permitem o controle do estado fisiológico de todas as fêmeas e de:

- previsão das operações a efetuar: detecção dos cios, entradas na maternidade, partos, desmames etc.

- visualizar o andamento do rebanho e notadamente a importância e a regularidade dos lotes de porcas (e as necessidades de leitoas).

- Conhecer dentro de certos casos a freqüência de utilização e a percentagem de retorno ao cio por machos e levantar balanços periódicos de produtividade.

d) Outros tipos de controle:

- Planejamento circular;

- Planejamento linear;

- Planejamento com index móvel.

c.2) aspectos econômico-financeiros

Na suinocultura as variações climáticas provocam alterações no rendimento da produção de alimentos que são destinados aos animais, especialmente do milho, (principal alimento na composição da ração), elevando os preços no mercado e por conseqüência o custo de produção.

O grande número de pequenas unidades produtoras, bem como sua dispersão geográfica, dificulta a organização do setor, em função disso perde poder no processo de determinação dos preços.

A obtenção de financiamentos, que tanto na sua forma, como na duração, devem ser adequados ao destino dos recursos, também é dificultada em função da desarticulação dos produtores.

Os resultados econômicos considerados mais importantes para o produtor de suínos são:

  1. vendas de animais;

  2. compra de animais;

  3. variação de estoques de animais;

  4. despesas com insumos alimentares;

  5. despesas gerais;

  6. margem bruta;

  7. custo de produção.

Considerações finais

Procurou-se de uma forma simples e introdutória apresentar os principais itens relevantes à administração da empresa produtora de suínos. Certamente o produtor deve procurar treinamento e aprender a usar os instrumentos e métodos modernos de gerenciamento.

Não se deve esquecer que os tempos mudaram e a competição entre países e empresas cresceu acentuadamente nos últimos anos. Os preços agrícolas apresentam uma tendência de queda e a competição passa a ser entre os melhores criadores do mundo. Aqueles que não procurarem aperfeiçoar-se e usarem boas técnicas produtivas e gerências correm o risco de terem baixa rentabilidade ou mesmo de serem obrigados a fechar seu negócio. Por isso, nessa era da globalização, da informática e do uso maciço de tecnologia modernas, o bom gerenciamento passa a ser fundamental para o sucesso de qualquer empreendimento.

Historia da Capoeira


Capoeira
A própria palavra já denuncia seu nascimento no campo entre grandes movimentos de plantação de cana de açúcar.
As clareiras abertas na mata serviram de canal para a fuga dos negros em busca de liberdade e melhor condição de vida nos quilombos.
Mas há quem diga que a capoeira é própria da cidade, onde aquela brincadeira quase inocente das fazendas teria evoluído para a arte marcial. “Sem dúvida, ela nasceu no meio rural com a luta pela liberdade porem a malicia (mandinga capoeiristica) é urbana”, afirma o pesquisador baiano Waldeloir Rego, autor de um clássico sobre o assunto, ensaio sócio-etnográfico à respeito do jogo de angola.
Só não podemos afirmar se a capoeira teve inicio em Salvador ou no Rio de Janeiro ou, provavelmente, se fez ao mesmo tempo nas duas cidades, e ainda em Recife.
Escravos negros
Os escravos negros começaram a ser desembarcado no Brasil por volta de 1548 e, nos três séculos seguintes, seriam predominantes do tronco lingüístico banto, do qual faz parte a língua Quimbundo.
Esse grupo englobava angolas, benguelas, Moçambique, canbindas e congos:”Eram povos de pequenos reinos e com um razoável domínio de técnicas agrícolas e cuja grande característica era possuir uma visão muito plástica e imaginosa da vida, com grande capacidade de adaptação cultural”, (explica o antropólogo Oderp Serra).
No Brasil, esses grupos étnicos, antes rivais, se uniram pela escravidão formando uma cultura africana no Brasil a qual plantou bases e tradições muito fortes na cultura brasileira, na dança, música e técnicas de movimentos do corpo “Não existe na historiografia recente do Brasil, nenhum dado que possa afirmar que a capoeira é proveniente da África”.
Com certeza ela foi desenvolvida por escravos no Brasil, portanto, a capoeira é legítima e genuinamente brasileira, não podemos afirmar com certeza, se a capoeira teve seu inicio no passado em Salvador, Rio de Janeiro ou Recife, provavelmente, se fez ao mesmo tempo nestas cidades, sabe-se que a capoeira realmente surgiu como “instrumentos de libertação contra um sistema dominante predominante opressor”.
O homem negro na condição de escravo era tratado como peça desse sistema dominante, os meninos negros como moleques e as mulheres escravas com filhos como fêmeas com suas crias. Os registros que determinam datas para seu surgimento utilizam datas que variam entre 1578 e 1632.
Dessa forma, o surgimento da capoeira se funde com a história da resistência dos negros no Brasil. Eis porque as maiorias dos autores que escrevem sobre a questão associam o aparecimento da capoeira ao surgimento dos primeiros quilombos; alguns chegam a se referir especificamente ao Quilombo de Palmares (que foi o que reuniu um número maior de pessoas, cerca de 25 a 50 mil, e foi destruído em 1694) como sendo o berço da capoeira.
No século passado, as principais cidades portuárias brasileiras, como Salvador, Recife e Rio de Janeiro, eram uns aglomerados de gente.
Era comum a figura do escravo de ganho, aquele que tinha permissão de vender ou prestar serviços na rua e em troca dar uma porcentagem do dinheiro que obtivesse ao seu senhor. Sem outra coisa a oferecer senão a força física para carregar móveis, mercadorias e dejetos, muitos fazia ponto perto do porto. Não demorou para que esses grupos se organizassem sob a chefia de algum valente chamado de “capitão” que era exímio em capoeira.

Segundo o historiador Carlos Eugênio Líbano Soares, que examinou o registro de prisões de escravos do século XIX, os anos entre a chegada da família real, em 1808, e a abdicação do primeiro imperador, em 1831, foram marcados pelo “terror da capoeira” no Rio de Janeiro. A Bahia não ficava atrás. Salvador era um barril de pólvora, os negros fizeram mais de trinta revoluções nesse período.
Antigos capoeiras figuram em fatos memoráveis. Mais também, diversos atos oficiais procuram acabar com as desordens das lutas de capoeira. Uma portaria de 16 de março de 1826 do intendente geral de polícia do Rio de Janeiro mandou que fossem presos e imediatamente punidos com 100 açoites os escravos encontrados jogando a capoeira.
Capoeiras baianos lutaram pela nossa independência, na boa terra de todos os santos.
No Rio de Janeiro em junho de 1828, capoeiras prestaram grande ajuda para dominar os batalhões de mercenários alemães e irlandeses que, revoltados, colocaram a população em pânico.
A câmara municipal de São Paulo, atendendo a uma representação do presidente da província, Coronel de Milícias Rafael Tobias de Aguiar, aprovou, em 24 de Janeiro de 1833, uma postura mandando que qualquer pessoa que praticasse a capoeira em lugar público, sendo livre seria presa por três dias e pagaria multa de um a três mil réis, sendo cativa seria presa por vinte e quatro horas com a pena de 25 a 50 açoites.
O quadro de Johan Moritz Rugendas intitulado “jogar capoeira ou danse de la guerre”, de 1835, é considerado o primeiro registro preciso sobre a capoeira. Neste quadro dois negros se situam em posição de luta enquanto um outro, sentado, toca um atabaque que segura com as pernas. Outros negros, homens e mulheres, assistem à luta (ou jogo) que se realiza.
Em 10 de julho de 1843 faleceu no Rio o Marechal Miguel Nunes Vidigal, capoeira exímio e que apareceu, como o Major Vidigal, no livro “memórias de um sargento de milícias”, um dos clássicos da nossa literatura.
Ao longo do século dezenove a capoeira torna-se uma nítida expressão da situação vivida pelo negro no Brasil.
As mudanças ocorridas na economia e na política do império vinham gerando um intenso processo de desescravização. Lembremo-nos de que a Lei Eusébio de Queirós, de 1850, já havia proibido o tráfico negreiro para o Brasil. A lógica do sistema econômico mundial e brasileiro impunha a substituição do negro pelo trabalhador imigrante e isso gerava uma inevitável situação de marginalidade. A capoeira floresceu dessa forma, e são inúmeros os relatos de jornais do século passado que narram as aventuras dos capoeiras (esse nome, até meados deste século, era utilizado para designar o lutador; a luta era denominada capoeiragem).

Naquela época, a capoeira reunia não só ex-escravos e seus filhos, mas também figuras importantes da sociedade. Aos poucos a capoeira foi se envolvendo com a vida política e chegou a ser amplamente utilizada como arma na luta entre as facções que se enfrentavam nos tempos do império e nos primórdios da república, sobretudo nas cidades do Rio de Janeiro, Salvador, Recife e São Paulo. Os capoeiras eram contratados para interferir em comícios, tumultuar eleições e fazer a segurança de figurões da política.
Em 1864 na Bahia, grupos de capoeiras foram desorganizados por causa da convocação para a guerra do Paraguai, que tiveram uma participação ativa lutando contra os mercenários (soldados estrangeiros contratados para guerra), que se rebelaram e foram rechaçados pelos capoeiras. E após a abolição de 1888, como sabemos, o fim do regime escravocrata não significou a aceitação imediata da comunidade negra na vida social.
Ao contrário, vários aspectos da cultura afro-brasileira sofreram violenta repressão, como a capoeira no Rio de Janeiro em todo o Brasil e principalmente no nordeste. Talvez o caso da capoeira seja o mais evidente: essa forma de rebeldia, que já havia sido utilizada como arma de luta em inúmeras fugas durante a escravidão, tornou-se um símbolo da resistência do negro à dominação. Assim, o Governo Republicano, instaurado em 1889, deu continuidade a essa política e associou diretamente a capoeira à criminalidade, como consta do decreto 847 de 11 de outubro de 1890, com o título “Dos Vadios e Capoeiras”:
ARTIGO 402 – Fazer nas ruas ou praças públicas exercícios de destreza corporal conhecidos pela denominação de capoeiragem: pena de dois a seis meses de reclusão.
PARÁGRAFO ÚNICO - É considerada circunstancia agravante pertencer o capoeira a alguma banda ou malta.
Aos chefes, ou cabeças, impor-se-á a pena em dobro. Na capital paulista, março de 1892, alguns “morcegos” (praças de uma polícia fardada da época ) maltrataram soldados do exército recentemente recrutados.
Doendo-se pelos companheiros, soldados capoeiras promoveram violentos distúrbios na cidade. Por ocasião da revolta da armada, setembro de 1893, lutaram entre si grupos de praças capoeiras do exército e da marinha. Em 1907, surge a primeira tentativa de instituição de uma “ginástica brasileira” com o título “O Guia da Capoeira” cujo autor, um oficial do exército que julgou prudente não revelar o nome pelos preconceitos então existentes – ocultou-se sob as iniciais O.D.C. Em 1908 toda capoeiragem vibrou com a vitória do “Moleque Círiaco” sobre o Conde Koma, oficial superior da marinha de guerra do Japão e campeão de jiu-jitsu considerado invencível. Ciriaco, com um violentíssimo rabo-de-arraia na cabeça do campeão nipônico, lançou-o por cima de duas fileiras de cadeiras, desacordando e com forte hemorragia nasal. Anos mais tarde, um marinheiro do encouraçado São Paulo, ancorado no porto de Nova York, envolveu-se em briga de rua e derrubou, um por um, oito vigorosos policias conseguindo fugir para bordo do seu navio, onde declarou não ter necessitado fazer uso da sardinha ( navalha ) para o golpe decisivo do corta-jaca ( navalha na barriga ).
A luta brasileira, portanto, começou a ser tratada como esporte nacional e surgiram os primeiros estudos sobre sua utilização como método de defesa pessoal e ginástica. Em 1928, Annibal Burlamaqui pública “Gymnastica Nacional” (Capoeiragem ) Methodizada e Regrada, e em 1945, Inezil Pena Marinho, especialista em educação Física, pública “Subsídio para o Estudo da Metodologia do Treinamento da Capoeiragem”.

Verdadeira capoeira
Bimba e Pastinha são consideradas os maiores nomes da história da capoeira em todo mundo.
É importante ressaltar que a Regional gerou uma grande polêmica no ambiente da capoeira, uma vez que muitos entenderam as inovações de Mestre Bimba como sendo uma descaracterização das tradições da luta. Iniciou-se, nos anos 30, um debate que dura até hoje sobre o que é a “verdadeira capoeira” e que modificações podem ser introduzidas sem desrespeitar os princípios e tradições da luta.
Com Mestre Bimba a capoeira começa a ganhar espaço institucional na sociedade.
O mestre teve apoio dos estudantes universitários de Salvador que contribuíram para a sistematização de suas idéias e para a formulação de seu método de ensino.
Bimba fundou a primeira academia de capoeira em 1932 ( Centro de Cultura Física e Luta Regional da Bahia ), ensinou capoeira em quartéis e chegou apresentar uma roda de capoeira para o presidente Getúlio Vargas, em 1953.

Na história dos esforços pelo reconhecimento
Na história dos esforços pelo reconhecimento da Capoeira como esporte ou luta nacional de origem étnico brasileira, há um verdadeiro calendário.
Em 1907, apareceu um trabalho, cujo autor se ocultou sob as iniciais O.D.C. (Ofereço, Dedico e Consagro), intitulado O Guia da Capoeira ou Ginástica Brasileira.
Em 1928, Annibal Burlamaqui assina Ginástica Nacional (Capoeiragem) Metodizada e Regrada.
Em 1932, fundação do Centro de Cultura Física e Capoeira Regional, do Mestre Bimba.
Em 1937, registro oficial do Centro de Cultura Física e Capoeira Regional.
Em 1942, foi feito um inquérito pela Divisão de Educação Física do Ministério da Marinha, consultando sobre os melhores elementos para a instalação de um método de ensino da Capoeira.
Em 1945, Inezil Penna Marinho lança o livro Subsídios Para o Estudo da Metodologia do Treinamento da Capoeiragem.
Em 1960, Lamartine Pereira da Costa, então oficial da Marinha, diplomado em Educação Física pela E.E.F.E e instrutor chefe dos cursos da Escola de Educação Física da Marinha, CEM-RJ, lança um livro que se tornou clássico: Capoeiragem – A Arte da Defesa Pessoal Brasileira.
Em 1968, Waldeloir Rego lança o livro Capoeira Angola – Ensaio Sócio-Etnográfico, considerado um dos mais completos sobre Capoeira.
Em 01 de janeiro de 1973, entra em vigor o Regulamento Técnico da Capoeira, oficializando a Capoeira como o ESPORTE NACIONAL BRASILEIRO.
Em 27 de outubro de 1973 é registrada varias associações de capoeira no rio de janeiro.
Em 14 de julho de 1974 é fundada a Federação Paulista de Capoeira (FPC).
Em 17 de maio de 1984 é fundada a liga de capoeira cordel vermelho em Minas Gerais
Em 20 de julho de 1984 é fundada a Federação de Capoeira do Estado do Rio de Janeiro (FCERJ).
Em 21 de abril de 1989 é fundada a Liga Niteroiense de Capoeira (LINC).
Em 23 de outubro de 1992 é fundada a Confederação Brasileira de Capoeira (CBC).
Em 13 de maio de 1995 é fundada a Federação de Capoeira Desportiva do Estado do Rio de Janeiro (FCDRJ).
Em 03 de junho de 1995 é fundada a Liga Carioca de Capoeira.

Graduação
Sistema oficial de graduação, idealizado desde 1972
O sistema oficial de graduação, que já existe desde 1972, foi idealizado pelos grandes mestres do Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia. Tem sua fundamentação nas cores da Bandeira Nacional, estabelecida de forma lógica, sendo a primeira cor o verde, depois o amarelo e o azul. A cor branca só entra no nível de mestre. A relevância da importância da fundamentação desta graduação é que como a Capoeira é um esporte genuinamente nacional, nada mais justo e patriótico do que estabelecer as cores nacionais para se graduar.
A idéia da regulamentação da Capoeira surgiu no II Simpósio Sobre Capoeira, realizado em 1969, em Campo dos Afonsos – RJ, com a presença de pessoas de renome e mestres de Capoeira, principalmente dos estados do Rio de Janeiro, da Bahia e de São Paulo.
A princípio, a proposta do Simpósio era definir e unificar a Capoeira sem que a mesma sofresse qualquer tipo de perda relativa às suas tradições.
A partir daí, ficou decidido que a Confederação Brasileira de Pugilismo organizaria o projeto através de sugestões e trabalhos de pessoas envolvidas com a Capoeira.
Finalmente, em 26 de dezembro de 1972, o Regulamento Técnico da Capoeira foi aprovado pelo Conselho Nacional de Desportos.
O texto do Regulamento Técnico foi revisto e atualizado pela Assessoria de Capoeira da Confederação Brasileira de Pugilismo através de inúmeros congressos técnicos, até chegar a atual edição, que considera os seguintes itens: graduação, vestuário e característica dos cordéis de classificação.
Regulamento Técnico oficial da Capoeira elaborado em 26 de dezembro de 1972
Nível do aluno
As graduações do Regulamento Técnico da Capoeira de 26 de dezembro de 1972 são as seguintes por estágios:

Nível de aluno
1º Estágio – Cordel verde
2º Estágio – Cordel verde-amarelo
3º Estágio – Cordel amarelo
Nível do instrutor
4º Estágio – Cordel amarelo-azul
5º Estágio – Cordel azul (formado)
6º Estágio – Cordel verde-amarelo-azul (Contramestre)
Nível de mestre
Mestre 1º Grau – Cordel branco-verde
Mestre 2º Grau – Cordel branco-amarelo
Mestre 3º Grau – Cordel branco-azul
Mestre 4º Grau – Cordel branco

Obs os níveis de graduação de mestre foram adotados pelo conselho nacional de desporto da confederação brasileira de pugilismo para melhor organização dos capoeiristas na época em que foi elaborado Regulamentos Técnico oficial da Capoeira, ficando livre a escolha de cada grupo referente à graduação de mestre.
Nota: A liga Brasileira da capoeira cordel vermelho tem seu sistema de graduação com base nas dez bandeiras arvoradas em solo Brasileiro
Vestuário
O vestuário do capoeirista para intervir em qualquer competição oficial, consiste em:
a) calça branca, em helanca ou brim ou tecido similar, cuja bainha alcance o tornozelo, atada à cintura pelo cordel indicativo da classe a que pertence o atleta. É proibido o uso de calça de outra cor que não seja branca e bem assim o uso de cintos, bolsos, fivelas etc.;
b) o capoeirista vestirá camisa branca de malha, tendo estampado no peito o escudo de sua entidade;
c) nas competições individuais e por equipes, o atleta deve participar das lutas sem o cordel de classificação.
Características dos cordéis de classificação
O cordel de classificação é confeccionado com o fio de seda chamado rabo de rato ou similar.
O seu preparo consta de um trançado de nove fios, ou seja, três grupos de três fios. Faltando 10cm. Para as extremidades do cordel, serão dadas três laçadas.
Como acabamento e amarração, será dado um nó em cada fio.
O cordel será colocado na calça do capoeirista, transpondo as passadeiras, de maneira que seja dado o nó no lado direito da cintura e que fiquem pendentes as duas pontas do cordel.
Os cordéis nas cores verde, amarelo, azul e branco serão constituídos por nove fios da mesma cor.
Os cordéis verde-amarelo, amarelo-azul, branco-verde, branco-amarelo e branco-azul serão confeccionados com seis fios da primeira cor e três da segunda.
O cordel verde-amarelo-azul contará de três fios de cada cor.

HISTÓRICO
A capoeira surgiu entre os escravos como um grito de liberdade.
Os negros da África, a maioria da região de Angola, foram trazidos para o Brasil para trabalhar nas lavouras de cana de açúcar como mão de obra escrava.
Segundo Menezes (1976), a vida dos negros trazidos da África de maneira forçada, brutal, consistia em trabalhar de sol a sol para os senhores portugueses que exploravam as riquezas brasileiras desde o descobrimento.
Chegando a nova terra, (os escravos) eram repartidos entre os senhores, marcados a ferro em brasa como gado e empilhados na sua nova moradia: as prisões infectadas das senzalas. Os colonizadores agrupavam os africanos de diferentes tribos, com hábitos, costumes e até línguas diferentes, eliminando, assim, o risco de rebeliões.
Os negros chegavam ao Brasil, depois de passarem dias empilhados em navios negreiros, trazendo como única bagagem suas tradições culturais e religiosas.
O negro trouxe consigo suas danças e lutas guerreiras que de muita valia veio a se tornar para os escravos fugitivos.
Na África, mais precisamente na região de Angola, os negros lutavam com cabeçadas e pontapés nas chamadas “luta das zebras”, disputando as meninas das suas tribos com a finalidade de torná-las suas esposas.
Na ausência de armas, os negros buscaram nas danças guerreiras sua forma de defesa. Da necessidade de preservação da vida, surgiu a capoeira.
Tendo como mestra a mãe natureza, notando brigas dos animais as marradas, coices, saltos e botes, utilizando-se das manifestações culturais trazidas da África (como, por exemplo, brincadeiras, competições etc. que lá praticavam em momentos cerimoniais e ritualísticos), aproveitando-se dos vãos livres que aqui se abriam no interior das matas e capoeiras, os negros criam e praticam uma luta de auto defesa para enfrentar o inimigo.
Com o passar dos tempos, os nossos colonizadores perceberam o poder fatal da capoeira, proibindo esta e rotulando-a de “arte negra”, Santos (1998).
Em 1888 foi abolida a escravatura e com isso muitos escravos foram lançados nas cidades sem emprego e a capoeira foi um dos meios utilizados para a sobrevivência. Alguns ex-escravos passaram a ganhar a vida fazendo pequenas apresentações em praça pública, porém muitos deles utilizaram a capoeira para roubar e saquear.
Os marginais brancos também aprenderam a nova luta com o convívio mais direto com os negros e introduziram na sua prática as armas brancas.
Formaram-se verdadeiros bandos de marginais aterrorizando a população.
Já em 1890 a capoeira foi colocada fora da lei pelo Código Penal da República, que dizia:
Art. 402 – Fazer nas ruas e praças públicas exercícios de agilidade e destreza corporal, conhecidos pela denominação capoeiragem; andar em carreiras, com armas ou instrumentos capazes de produzir uma lesão corporal, promovendo tumulto ou desordens, ameaçando pessoa certa ou incerta, ou incutindo temor de algum mal: Pena: De prisão celular de dois meses a seis meses. (Barbieri, 1993, p.118).
Segundo Sodré (1983), as punições aplicadas eram reclusão na ilha Fernando de Noronha e castigos corporais, tais como chibatadas.
Segundo Areias (1983), os seus chefes foram encarcerados ou exterminados, mas a capoeiragem continuou fazendo o seu trajeto.
A capoeira se espalhou pelo Brasil, porém foi nos estados da Bahia, Rio de Janeiro e Pernambuco onde se encontravam os maiores comentários entre o povo e a imprensa local. Apesar de reprimida a capoeira continuou a ser praticada e ensinada para as gerações seguintes.
Em 1929 ocorreu a quebra da Bolsa de Nova Iorque com a conseqüente crise do capitalismo, o Brasil viveu um momento de ebulição das forças sociais.
Com a entrada de Getúlio Vargas no governo do país, medidas foram tomadas para angariar a simpatia popular, entre elas a liberação de uma série de manifestações populares. Para tal, Getúlio Vargas convidou Manoel dos Reis Machado, o mestre Bimba, para uma apresentação no Palácio do Governo. Temendo a popularização da arte – luta, Getúlio Vargas permitiu a abertura da primeira academia de capoeira, que teria um cunho folclórico. Após essa passagem, a capoeira perdeu suas características de luta marginal e vadiagem, visto que para freqüentar a academia de mestre Bimba os indivíduos eram obrigados a ter carteira de trabalho assinada.
Grande parte do que se sabe hoje sobre a capoeira praticada pelos escravos foi transmitido pelas gerações de forma oral, visto que “… a documentação referente à época da escravatura foi queimada por Rui Barbosa, Ministro da Fazenda no governo de Deodoro da Fonseca” (Sete 1997).
Enfim, a capoeira ganhou a popularidade estimada por Bimba, e até os dias de hoje vem reunindo adéptos pelo país.

O significado de capoeira
Capoeiras eram áreas semidesmatadas onde os escravos treinavam seus golpes, e provavelmente veio daí o nome da luta. Seus golpes quase acrobáticos e com aspecto de dança muito contribuíram para enganar os senhores de engenho, que permitiam a prática, julgando-a como uma brincadeira dos escravos. Segundo Areias (1983), a dança, por sua vez, representada pela ginga, servia para disfarçar a luta dando-lhe um caráter lúdico e inofensivo. A capoeira serviu por muitos anos como instrumento de luta dos escravos.O berimbau e outros instrumentos
As rodas de capoeira são ritmadas pelo toque de instrumentos e pelas palmas dos capoeiristas.
O berimbau, que servia para dar rítmo ao jogo, também servia para anunciar a chegada de um feitor, ou seja, a hora de transformar a luta em dança.
O jogo da Capoeira é acompanhado por instrumentos musicais, comandados pela figura máxima do berimbau, o qual dá o tom e comanda o ritmo para a execução das cantigas:
Cantos Corridos ou Ladainhas.
Podemos encontrar em uma roda de capoeira, além do berimbau, pandeiro e atabaque e, menos comumente, o agogô e o ganzá. Atualmente não se concebe uma roda de capoeira sem o toque característico do berimbau, podendo, no entanto, os demais instrumentos serem dispensados, afirma Menezes (197 p.14-5).
O berimbau dita o ritmo do jogo, é ele que comanda o toque a ser executado.
A capoeira apresenta diversos toques que são executados de acordo com a ocasião. Dentre eles é destacado:

Angola
É o toque de abertura, lento, onde o mestre da roda, aquele que toca o berimbau, inicia uma ladainha – saudação e os capoeiristas ficam esperando, ao pé do berimbau, a indicação para entrar na roda; o jogo de Angola é lento e rasteiro, servindo para os capoeiras mostrarem flexibilidade e malícia.

São Bento Pequeno
É o toque usado em demonstrações, onde os golpes são executados a poucos centímetros do alvo.
São Bento Grande
É o toque para jogo violento, onde se procura atingir o outro capoeirista, que deve estar muito atento e ter muita agilidade para não ser atingido. Amazonas: toque usado na chegada de um mestre visitante; é o hino da Capoeira.

Cavalaria
Esse toque antes fazia parte da comunicação entre o capoeira que estava de vigia e os que estavam jogando, indicando a chegada da polícia.

Iuna
É o toque que procura imitar o canto dessa ave; é usado para o jogo entre mestres de capoeira, ou então, no enterro de um deles.

Santa Maria
Toque fatalista, para jogo com navalha na mão ou no pé.

Benguela
É o mais lento toque de capoeira regional, usado para acalmar os ânimos dos jogadores quando o combate aperta.

Idalina
Toque para jogo de faca.
Barravento
Toque para jogo rápido, que exige grande velocidade de reação.

Cantos
Durante a roda são entoadas cantigas que, segundo Areias (1983), se dividem em dois tipos: cantos corridos e ladainhas.
A diferença entre o canto corrido e a ladainha está no fato de, na ladainha, sempre contar-se uma história, geralmente sem a resposta ou interferência do coro, que participa apenas no momento que o cantador acaba a história e entre no canto de entrada dizendo “iê vamos simbora/ iê é hora é hora” e assim por diante, até chegar na expressão “dá volta ao mundo”. Já no canto corrido, o cantador não tem a preocupação de contar nenhuma história, as frases são ditas aleatoriamente, falando de assuntos diversos, e a participação do coro é imediata e necessária desde o seu início.
Durante a roda, os capoeiristas, que ficam de pé formando a roda, acompanham a cantoria com palmas. A única exceção são as rodas de Angola, onde os capoeiristas ficam sentados e não batem palmas, só começando a cantar quando acaba a ladainha.

Várias concepções da capoeira
A capoeira pode e deve ser ensinada globalmente, deixando que o educando busque a sua identificação em quaisquer dessas enumerações que veremos a seguir.
Caberá ao docente um papel relevante orientando e estimulando para que o discente possa aproveitar ao máximo toda a sua potencialidade.
a capoeira pode ser praticada vivida das seguintes maneiras:

Capoeira Luta
Representa a sua origem e sobrevivência através dos tempos, na sua forma mais natural, como instrumento de defesa pessoal, genuinamente brasileiro.
Deverá ser ministrada com o objetivo de combate e defesa.

Capoeira Dança e Arte
A Arte se faz presente através da música, ritmo, canto, instrumento, expressão corporal e criatividade de movimentos.
É também um riquíssimo tema para as artes plásticas, literárias e cênicas.
Na Dança, as aulas deverão ser dirigidas no sentido de aproveitar os movimentos da capoeira, desenvolvendo flexibilidade, agilidade, destreza, equilíbrio e coordenação motora, indo em busca da coreografia a da satisfação pessoal.

Capoeira Folclore
É uma expressão popular que faz parte da cultura brasileira, e que deve ser preservada, promovendo a participação dos alunos, tanto na parte prática, como na teórica.

Capoeira Esporte
Como modalidade desportiva, institucionalizada em 1972, pelo conselho nacional de desportos, ela mesma deverá ter um enfoque especial para competição, estabelecendo-se treinamentos físicos, técnicos e táticos.

Capoeira Educação
Apresenta-se como um elemento importantíssimo para a formação integral do aluno, desenvolvendo o físico, o caráter, a personalidade e influenciando nas mudanças de comportamento. Proporciona ainda um auto conhecimento e uma análise crítica das suas potencialidades e limites.

Capoeira Lazer
Funciona como prática não formal, através das “rodas” espontâneas, realizadas nas praças, colégios, universidades, festas de largo e etc, onde há uma troca cultural entre os participantes.

Capoeira Filosofia
Entre muitos fundamentos, trás uma filosofia de vida que prega o respeito ao próximo e aos mais velhos, estes que por sua vez possuem um grau maior de sabedoria. Muitos são os adéptos que se engajam de corpo e alma criando dessa forma uma filosofia de vida, tendo a capoeira como símbolo e até mesmo usando-a para a sua sobrevivência.

Capoeira Terapia
O esporte exerce um papel fundamental no desenvolvimento somático e funcional de todo indivíduo. Para o portador de deficiência, respeitando-se as suas limitações e capacidades, o esporte tem importância inquestionável. A capoeira vem tendo destaque muito grande, não só como esporte, mas, no caso dos portadores de deficiência, ela atua, verdadeiramente, como terapia. Considerando sempre as etapas mentais, cronológicas e motoras do indivíduo, propicia um desenvolvimento orgânico mais satisfatório, melhora o tônus muscular, permite maior agilidade, flexibilidade e ampliação dos movimentos. Auxilia o ajuste postural, bem como o esquema corporal, a coordenação dinâmica e, ainda, desenvolve a agilidade e força. Vale ressaltar que a capoeira proporciona a liberação de sentimentos como a agressividade e o medo, levando o ser humano a adquirir uma condição física mais satisfatória e um comportamento mais socializado.

A Capoeira hoje
Capoeira nas Academias a capoeira, antes treinada livremente pelos escravos, é agora treinada dentro das academias.
A passagem dos campos de mata aberta para as salas das academias não foi a única modificação sofrida pela arte.
Com a entrada da capoeira nas academias, algumas modificações ocorreram na capoeira dos escravos do engenho.
Além de lugar fixo para o treinamento, foram implantados também horários para tal. Foi padronizado um uniforme que consiste em calça branca (representando as calças de saco que os negros usavam para a lida) e um cordel que deve ser amarrada no lado direito cintura da calça.
Alguns grupos que praticam a capoeira Angola utilizam-se de calça preta.

Os capoeiras, ou capoeiristas, agora se dividem em grupos que carregam um nome que normalmente representa a escravidão.
Comumente, os capoeiristas representam o grupo, ao qual participam, com o símbolo gravado na calça. Esses grupos ou associações tem por objetivo expandir a arte da capoeira pelo país, alguns chegando até a levar a nossa arte para o exterior.
A maioria dos grupos de capoeira convivem pacificamente, apesar de cada um interpretar a capoeira de uma maneira diferente (alguns trabalham a capoeira numa visão mais folclórica, outros a entendem mais como luta, uns dão maior ênfase a parte esportiva, outros valorizam principalmente a educação pela capoeira).
Como prova do convívio de amizade entre os grupos, são realizados periodicamente encontros, que se reúnem com a finalidade de compartilhar conhecimentos.

Graduação e o Batizado
Nos tempos modernos, os capoeiras são graduados de acordo com os seus conhecimentos e com o tempo de prática na capoeira.
Cada graduação é representada por uma cor no cordel, que é amarrado na calça do capoeirista do lado direito.
Cada grupo designa um conjunto de cores que irá representar as graduações.
Os indivíduos entram para as aulas de capoeira, em seguida, começam um treinamento. Nesse período inicial eles são chamados de “pagãos”, ou seja, eles não foram ainda batizados.
O batizado de capoeira representa o momento em que os indivíduos recebem a sua primeira graduação pelo grupo.
Nesse dia eles deixam de ser pagãos, pois durante esse evento é costume entre os grupos dar um apelido ao capoeirista.
O apelido é uma tradição desde os tempos que a capoeira era considerada uma arte marginal e os capoeiristas eram obrigados a usar codinomes para não serem identificados, mediante isto, serem presos pela polícia.
O dia do batizado é um dia de grande importância para os capoeiristas, posto que, nesse dia realiza-se uma festa em que os novos capoeiras são apresentados à comunidade capoeiristica, joga com outras pessoas e desfrutam da oportunidade de até conhecerem os mestres mais antigos.

Capoeira x Violência
O jogo de capoeira não possui mais características violentas, perdeu seu objetivo principal do tempo da escravidão, que era a luta pela liberdade. Numa roda de capoeira um jogador não tem como finalidade acertar, ferir, lesionar ou matar o outro jogador. O jogo de capoeira não passa de uma representação, simbolismo esportivo. Na realidade eles, os capoeiristas, são companheiros que querem brincar de capoeira, recrear. Eventualmente acontecem quedas, que são interpretadas como descuido por parte de quem caiu. Importante ressaltar que o jogo, só atribui este valor recreativo dentro das academias, ou seja, em seus próprios grupos. Em se tratando de rodas informais, jogos que acontecem em parques, ruas, praias, a capoeira às vezes, perde o seu atributo de lazer e encarna o seu valor de capoeira – Luta.

Rodas
Os capoeiristas se cumprimentam todas as vezes que entram ou saem de uma roda como sinal de respeito pelo companheiro.
Fazem uma reverência também ao berimbau, pedindo e agradecendo proteção aos céus.
Acontece também um outro tipo de encontro de capoeiristas chamado “roda de rua”. Essas manifestações ocorrem livremente em praças, ruas e praias.
As rodas de rua são gerenciadas por qualquer capoeirista, independendo da graduação que ele carrega, e são abertas para qualquer um que queira participar.
Normalmente essas rodas são pacíficas, mas como elas são abertas para o público, alguns capoeiristas acabam querendo resolver suas rixas com outros capoeiristas nessas rodas, a fim de demonstrar superioridade sobre qualquer aspecto.
Para iniciar o jogo da capoeira, os capoeiristas dirigem-se para onde estão os instrumentistas e agacham-se ao pé do berimbau “afirma Areias (1983 p.96).
Durante a roda, que é comandada por instrumentos como o berimbau, o pandeiro e o atabaque, são entoadas cantigas que tem seu refrão repetido por todos os participantes da roda. Quem define as músicas e dita a velocidade do jogo é o tocador de berimbau. O ritmo começa lento e termina rápido, onde só os capoeiristas mais graduados devem jogar”.
Depois da roda, alguns capoeiristas optam por fazer exercícios de força, como abdominais, flexões de braço ou elevação em barra fixa. Outros treinam saltos acrobáticos, ou treinam golpes atingindo sacos de areia.

A aula
As aulas de capoeira são realizadas em salões abertos que podem ser espelhados ou não, o que facilita aos capoeiristas a observação de sua performance. As aulas são normalmente ministradas por capoeiristas de graduações elevadas, superiores, a maioria deles sem nenhuma formação acadêmica em Educação Física. “Existem vários métodos de ensino, e cada professor, cada academia, cada grupo alardeia que o seu é genuinamente original, é o melhor” (Capoeira, 1992, p.147).
Freqüentemente os capoeiristas acabam ministrando aulas exatamente iguais aos que seus mestres ministram. Na verdade, de uma forma ou de outra, todos se baseiam na “seqüência” e na “cintura desprezada” criadas por mestre Bimba, adicionados aos treinos sistemáticos e repetitivos entre duplas introduzidas pelo Grupo Senzala na década de 1960. Mesmo os que praticam e ensinam a capoeira angola, que originalmente não tinha métodos de ensino, utiliza variações adaptadas desses elementos didáticos.

Capoeira Angola
Corresponde a capoeira original dos escravos. Geralmente encontra-se nas academias um programa de treinamento de duas ou três aulas semanais, chegando a ser encontrada nas academias sede de alguns grupos, treinamentos de segunda a sábado.
A duração da aula varia entre quarenta e cinco minutos a uma hora e meia. As aulas são divididas em quatro blocos: aquecimento; treino de golpes, quedas e movimentações individualmente; treinamento de seqüências em dupla; roda de capoeira.
O aquecimento freqüentemente começa com uma corrida, seguida de seqüências de movimentos calistênicos e um alongamento. “Se alguém quiser aproveitar para malhar uma abdominal, uma abertura, um alongamento ou exercícios de elasticidade, tudo bem, mas não é esse o objetivo” (Capoeira, 1992, p.146).
Depois do aquecimento, o segundo bloco da aula corresponde ao treinamento dos golpes individualmente.
As aulas começam com os movimentos mais simples, passando para os mais complexos e, posteriormente, para a combinação dos movimentos sequenciados. Esses movimentos compreendem os golpes, as esquivas e as quedas.

O professor indica e executa o golpe ou a seqüência de golpes e os alunos os executam repetidas vezes e para ambos os lados. Durante a execução dos movimentos os alunos são observados e corrigidos pelo professor.
Nos salões com espelhos os alunos podem observar a execução dos seus movimentos.
O terceiro bloco da aula corresponde ao treinamento das seqüências em dupla..
Nesta parte da aula os capoeiristas se encontram sujeitos a receberem os golpes dos companheiros, porém o risco é menor do que durante o jogo.
O treino em dupla se dá em forma de seqüências coordenadas.
O professor dita exatamente o que deve ser feito e os alunos executam. Para os iniciantes, o professor apresenta uma seqüência de um golpe e uma esquiva; um dos capoeiristas executa um golpe enquanto o outro esquiva.
Com o tempo de prática essa seqüência aumenta em número e variações de golpes, associados a floreios e saltos.
O jogo da capoeira é o momento que o capoeirista apresenta o que ele aprendeu durante a prática. Além de executar os golpes num jogo com um companheiro, entra em jogo um elemento novo, a surpresa.
Não se sabe o que o outro capoeira vai fazer, os golpes já não são mais ditados pelo professor, por isso o capoeirista deve estar preparado e atento no jogo do outro para não ser atingido “.

Vida em Marte?


Vida em Marte?

No planeta Terra cerca de 90% do metano existente na atmosfera tem origem biológica. Os restantes 10% são de origem geotérmica.

           

Marte

Poderá Marte albergar vida? Os resultados a que chegaram duas equipas de investigadores independentes, sugerem que o seu gás metano seja um produto resultante da actividade biológica de seres vivos microbianos existentes no planeta.

No planeta Marte, por acção dos raios ultravioletas do Sol, as moléculas de metano são rapidamente tansformadas em etano ou formaldeído e hidrogénio.

O teor de metano na ténue atmosfera marciana é cerca de 10,5 partes por bilião.

A taxa de formação deste gás teria de ser mais elevada para superar a taxa da sua decomposição pela radiação ultravioleta.

Em 2003 descobriu-se na sua atmosfera do Hemisfério Norte, num local designado Arabia Terra da região Nili Fossae e também na região sudoeste de Syrtis Major, percentagens relativamente elevadas deste gás.

A distribuição localizada, a vermelho, do metano no Hemisfério Norte, a meio do Verão. Também surge no início da Primavera no Hemisfério Sul. No fim das estações já não se detecta a sua presença.

Este metano aparece sob a forma de plumas. São emanações temporárias e periódicas de jactos de gás emergentes do solo para a atmosfera, sob a forma concentrada de ventos fracos.

A distribuição atmosférica sazonal e local do metano.

O que se tem constatado, para além da distribuição temporária e irregular na atmosfera, é estes teores mais elevados de metano aparecerem associados também a teores elevados de vapor de água e o solo situado na parte inferior, donde partem as plumas, conter quantidades elevadas de gelo.

A um teor elevado de metano atmosférico aparece associado um teor elevado de vapor de água.

Qual poderá ser a origem destas emanações?

A – Por impacto de um cometa.

Alguns cometas contêm metano, cerca de 1% do seu teor em água.

Um impacto recente não é de descartar, embora muito pouco provável, dadas as quantidades de metano que teriam de ser libertadas pressuporem um cometa com vários quilómetros de extensão. Os estudos geológicos indicam que impactos com estas proporções já não ocorrem há centenas de milhões de anos. Se tivesse origem num cometa teria sido destruido em trezentos, quatrocentos anos pela radiação ultravioleta solar.

Para explicar os teores detectados é preciso um processo que gere anualmente duzentas e setenta toneladas de gás. A queda de um cometa poderia ser apenas responsável por 5% deste gás.

B – Origem geoquímica

Poderá ter origem na evaporação de bolhas de metano aprisionado no subsolo. Estas poderiam ser produzidas por um processo hidrogeoquímico, um metamorfismo metassomático, designado por serpentinização. A pressões e temperaturas muito elevadas os silicatos de ferro e de magnésio de rochas ultrabásicas magmáticas como os harzburgitos, as olivinas e os peridotitos, na presença de dióxido de carbono e de água originam outros compostos silicatados e hidrogénio. Este hidrogénio na presença de grãos de carbono ou do dióxido de carbono, ou ainda na presença de minerais carbonatados, origina o metano.

Estas condições ambientais só existem em locais onde há actividade vulcânica, o que não se verifica actualmente no planeta. Se assim fosse o metano também deveria aparecer associado ao dióxido de enxofre, o que também não sucede.

              

Esquema da produção de metano por via geoquímica. A água infiltrada da superfície em contacto com o dióxido de carbono e do calor das intrusões fluidas magmáticas origina, por serpentinização dos silicatos de ferro e de magnésio, o metano. Poderão as plumas de metano da atmosfera marciana ter origem em bolsas antigas que se formaram num passado muito recuado da sua actividade vulcânica?

C – Origem biológica

A terceira hipótese é ter origem orgânica. Ser uma exalação, um sopro da vida!

Ter origem na actividade biológica de colónias de microrganismos que vivem no subsolo, a elevadas profundidades, bem longe das camadas superiores que se encontram congeladas. Estes microrganismos poderiam ser bactérias metanogéneas.

Na Terra há bactérias que prosperam a dois, três quilómetros de profundidade debaixo da Bacia de Witwatersrand, na África do Sul, a rica região aurífera sul-africana, onde a radioactividade natural dissocia as moléculas da água nos seus constituintes, o oxigénio e o hidrogénio moleculares. Estes organismos metanogéneos utilizam o hidrogénio molecular como a sua fonte de energia. É, pois, possível que organismos similares possam ter sobrevivido biliões de anos sob camadas do permafrost marciano, em que a água está líquida, a radioactividade natural fornece a energia e o dióxido de carbono o carbono. Ao processarem no seu metabolismo o hidrogénio e o dióxido ou monóxido de carbono, libertam para o exterior o metano como excreção da sua actividade bioquímica. Este poderá acumular-se em bolsas existentes nas formações rochosas. Quando a sua pressão atinge valores críticos podem ser libertados para atmosfera pelos poros ou pelas fissuras das rochas, nas estações quentes do planeta, através das camadas de menor espessura, como acontece nos fundos das crateras ou dos canhões ( canyons ).

Em conclusão: se a hipótese da presença do metano em Marte por via do impacto de cometas não é muito provável, a sua presença com origem geoquímica é mais plausível, embora fraca. Ao que se sabe o planeta não tem actividade vulcânica há centenas de milhões de anos. Resta a terceira hipótese, o metano ser de origem biológica, como a mais consistente. Marte teve inicialmente água líquida superficial em grandes quantidades, uma atmosfera densa e magmas fluidos no seu interior geradores de actividade vulcânica, tudo levando a supor que, tal como na Terra, formas de vida primitivas adaptadas a essas condições, tivessem surgido. É bem possível que com a morte geológica precoce do planeta, o seu arrefecimento e a perda gradual da atmosfera, essa vida pudesse ter sobrevido em nichos específicos, centenas de milhões de anos, até aos nossos dias.

À procura de vida cósmica inteligente


À procura de vida cósmica inteligente

Os americanos construiram, já há algumas dezenas de anos, em Arecibo, Porto Rico, um enorme radiotelescópio, aproveitando a cratera de um vulcão para a montagem da sua enorme antena parabólica. O objectivo era captar radiação na banda do rádio, pois, é nesta banda que se supõe que a vida inteligente comunicará, um pouco à nossa semelhança. Até agora apenas um sinal foi detectado do espaço exterior e tem-se dúvidas se a sua proveniência não poderia ter sido terrestre. Claro que estou a falar, não das do espectro radioeléctrico com que a Terra está inundada, nem das ondas de rádio conhecidas, emitidas por certas estrelas.

Relata a revista on line Science que em 24 de Agôsto, pelas 19H50M01S foi detectado um impulso rádio vindo de fora da nossa galáxia, da Pequena Nuvem de Magalhães, com uma amplitude 100 vezes superior aos restantes e com a duração de 0,005 segundos. Impulso único e irrepetido. Foi descoberto ao analisarem-se 500 horas de observações registadas por um radiotelescópio. O relevante é ele ter sido único e a sua amplitude em relação ao fundo rádio. Provinha de uma pequena galáxia. Na nossa Via Láctea nada idêntico se detectou até ao momento presente.

Ainda me lembro muito bem da euforia, que viria a sair frustada, quando nos anos sessenta se começaram a receber, da nossa galáxia, sinais de rádio. Pensou-se que eram provenientes de vida inteligente. As dúvidas surgiram quando se verificou que tinham sempre a mesma amplitude e frequência. Os períodos eram de alguns milonésimos de segundo até alguns segundos consoante a sua fonte. Com uma infinita precisão! Da investigação descobriram-se os pulsar, que são um tipo de estrelas de neutrões, com perto de 20 km de diâmetro, com cerca de 1,5 massas solares, com um fortíssimo campo magnético e que rodopiam sobre si próprias em milionésimos de segundo. Normalmente o seu movimento está associado a outra que canibaliza ou até a um buraco negro. Interessante para a Ciência, porque são estas canibais que ao alimentarem-se da matéria de outra estrela, quando atingem uma determinada massa crítica, explodem como supernovas, as chamadas supernovas de Tipo I-A. Nestas circunstâncias emitem sempre o mesmo brilho, o mesmo tipo de radiação. Ora, consoante a distância a que se encontram de nós, essa radiação sofre o chamado efeito Doppler para a luz, um desvio para a banda do vermelho, que é tanto maior quanto maior fôr a distância. Com estes dados os astrónomos conseguem calcular a velocidade de expansão do Universo e a sua idade. Por isso se sabe que está em aceleração a sua expansão, que o seu valor é de 70 Km/s2 e que terá perto de 13,7 mil milhões de anos. Daqui também se chegou ao conceito de energia negra e o seu efeito repulsivo sobre a matéria cósmica. Conhecida a matéria visível e negra, já falamos anteriormente como é detectada, o Universo deveria ter uma determinada taxa de expansão. Se ela é muito maior então deverá existir algo, com efeito repulsivo sobre a matéria, que explique esse acéscimo na velocidade de expansão. Especula-se que poderá poderá ser o vazio quântico. Neste, a taxa de formação e aniquilação de matéria/antimatéria é igual, daí o vazio e a “pressão” do vazio, a tal energia negra.

Voltando às estrelas de neutrões conheciam-se apenas sete isoladas, as 7 Magnificas. Recentemente foi descoberta uma outra, estamos a falar da nossa galáxia, julga-se a mais densa. Para se ter uma ideia, uma colher de chá dela tem a massa de 10…milhões de toneladas!

Dizia que estas estrelas que resultaram da explosão de supernovas, estrelas com uma massa entre 8 e 25 massas solares, cujo núcleo se foi contraindo sucessivamente, em que a gravidade ia promovendo a sua contracção e a formação de neutrões enquanto que a força repulsiva destes provocava a sua expansão, geravam um equlíbrio instável até se dar a brutal explosão estelar. Ao contrair-se, a estrela foi ganhando sucessivamente maior velocidade de rotação, explicada pela conservação do momento angular. Tal como acontece com a bailarina que ao rodopiar sobre si própria com os braços abertos aumenta substancialmente a rotação quando os fecha. A brutal rotação aliada ao fortíssimo campo magnético faz com que a estrela emita um sinal rádio, uma onda na banda do rádio. Foi este sinal que entusiasmou a comunidade ciêntifica mas que não passou de uma quimera quando se descobriu a sua origem.

O sinal, que acima me referi, foi único. Até hoje mais nenhum se detectou. Qual a sua causa?

Devemos ser cautelosos. Também não se conhecia as origens das fulgurações, as de curta e as de longa duração, de raios gama e mais tarde, recentemente, já se descobriu.

Os biocombustíveis


Os biocombustíveis

O barril de petróleo está a um preço muito elevado, resultado do aumento da procura pelos novos mercados emergentes, a Índia e a China. A estes preços torna-se rendável recorrer a outras fontes de energia. Foi o caso da produção da energia eléctrica pelo aproveitamento dos ventos e agora os biocombustíveis.

O Brasil foi pioneiro na produção de etanol a partir da fermentação do melaço da cana sacarina. É um processo fabril simples e barato. É o maior produtor mundial de etanol. Utiliza-se como aditivo às gasolinas ou em utilização exclusiva nos veículos automóveis. Este tipo de combustível já está generalizado em muitos países, até nos E.U.A..

O etanol é um álcool, CH3CH2OH, e resulta da sua combustão dióxido de carbono, CO2, água, H2O e muito calor. Como se pode ver, também da sua combustão se produz dióxido de carbono. Então qual a vantagem da utilização do etanol? Primeiro, a independência do abastecimento energético por parte dos países não produtores de petróleo. Em segundo lugar, o facto de ser menos poluente que a combustão das gasolinas. A molécula do etanol é muito mais pequena que as das gasolinas (estas são hidrocarbonetos alifáticos, terão na sua cadeia linear entre sete e oito átomos de carbono). Disto vai resultar menor quantidade de produtos da reacção, de moléculas de dióxido de carbono e de água. Facto muito positivo, menor poluição. Também do calor libertado, é gasta uma parte menor em aquecer os produtos da reacção. O importante num combustível é, do calor libertado, aquele que é útil, porque produzirá uma temperatura de chama mais elevado. Para o mesmo motor a sua potência depende desta energia útil. É lógico que as gasolinas ao terem uma maior cadeia produzirão mais calor mas por outro lado também produzirão uma maior quantidade de produtos da reacção que, necessáriamente, irão consumir uma boa parte do calor libertado ao serem aquecidos no cilindro e a sua temperatura de chama será mais baixa.

Fala-se agora muito nos biocombustíveis. São produzidos a partir das sementes de plantas oleaginosas. Tal como o girassol, a soja, a colza. São estas que estão na mira. Ouvi pela boca do presidente da Martifer que esta empresa comprou, numa primeira fase 30.000 hectares de terras na Roménia para a produção de sementes e já tem acordos com empresários agrícolas alentejanos para a produção de centenas de toneladas de girassol.Também no Brasil. Foi dito hoje pelo CEO da Galp, que esta empresa já comprou milhares de hectares para a produção de soja, no Brasil.. Sei que o Canadá tem áreas maiores que Portugal dedicados à colza. Onde vamos parar com toda esta febre? Vamos ter combustíveis e morrer à fome?

Das sementes das oleaginosas extraiem-se óleos. Todos os conhecemos e todos os dias os utilizamos nas nossas refeições. O processo fabril, uma destilação a elevadas temperaturas, é em si próprio um grande consumidor de recursos energéticos. Depois estes óleos, são ácidos gordos insaturados, terão de sofrer um novo processamento de modo a partir as suas cadeias para ficarem com um comprimento próximo do dos gasóleos, quinze átomos de carbono. E não sei se terão de ser saturados porque quanto mais insaturados forem menor energia útil fornecerão. Ao quebrar -se as ligações duplas e, quiçá, triplas, há sempre consumo energético. Antes, na refinaria, ou então na sua combustão no motor, que assim terá menor potência.

Quanto aos produtos da reacção, os poluentes, os gases de escape, são também o dióxido de carbono e a água, só que em maiores quantidades dado o grande tamanho das moléculas. E, naturalmente, menor rendimento energético.

Pode-se dizer, pois, que os biocombustíveis, comparativamente com o etanol, em termos da sua produção fabril, são muito mais onerosos em consumo enegético. Mais poluentes quando consumidos como combustível.

As vantagens destes combustíveis é não conterem enxofre nas suas moléculas. Daí não haver poluição pelo dióxido de enxofre e as consequentes chuvas ácidas.O que acontece com os produtos petrolíferos.

Os biocombustíveis


Os biocombustíveis

O barril de petróleo está a um preço muito elevado, resultado do aumento da procura pelos novos mercados emergentes, a Índia e a China. A estes preços torna-se rendável recorrer a outras fontes de energia. Foi o caso da produção da energia eléctrica pelo aproveitamento dos ventos e agora os biocombustíveis.

O Brasil foi pioneiro na produção de etanol a partir da fermentação do melaço da cana sacarina. É um processo fabril simples e barato. É o maior produtor mundial de etanol. Utiliza-se como aditivo às gasolinas ou em utilização exclusiva nos veículos automóveis. Este tipo de combustível já está generalizado em muitos países, até nos E.U.A..

O etanol é um álcool, CH3CH2OH, e resulta da sua combustão dióxido de carbono, CO2, água, H2O e muito calor. Como se pode ver, também da sua combustão se produz dióxido de carbono. Então qual a vantagem da utilização do etanol? Primeiro, a independência do abastecimento energético por parte dos países não produtores de petróleo. Em segundo lugar, o facto de ser menos poluente que a combustão das gasolinas. A molécula do etanol é muito mais pequena que as das gasolinas (estas são hidrocarbonetos alifáticos, terão na sua cadeia linear entre sete e oito átomos de carbono). Disto vai resultar menor quantidade de produtos da reacção, de moléculas de dióxido de carbono e de água. Facto muito positivo, menor poluição. Também do calor libertado, é gasta uma parte menor em aquecer os produtos da reacção. O importante num combustível é, do calor libertado, aquele que é útil, porque produzirá uma temperatura de chama mais elevado. Para o mesmo motor a sua potência depende desta energia útil. É lógico que as gasolinas ao terem uma maior cadeia produzirão mais calor mas por outro lado também produzirão uma maior quantidade de produtos da reacção que, necessáriamente, irão consumir uma boa parte do calor libertado ao serem aquecidos no cilindro e a sua temperatura de chama será mais baixa.

Fala-se agora muito nos biocombustíveis. São produzidos a partir das sementes de plantas oleaginosas. Tal como o girassol, a soja, a colza. São estas que estão na mira. Ouvi pela boca do presidente da Martifer que esta empresa comprou, numa primeira fase 30.000 hectares de terras na Roménia para a produção de sementes e já tem acordos com empresários agrícolas alentejanos para a produção de centenas de toneladas de girassol.Também no Brasil. Foi dito hoje pelo CEO da Galp, que esta empresa já comprou milhares de hectares para a produção de soja, no Brasil.. Sei que o Canadá tem áreas maiores que Portugal dedicados à colza. Onde vamos parar com toda esta febre? Vamos ter combustíveis e morrer à fome?

Das sementes das oleaginosas extraiem-se óleos. Todos os conhecemos e todos os dias os utilizamos nas nossas refeições. O processo fabril, uma destilação a elevadas temperaturas, é em si próprio um grande consumidor de recursos energéticos. Depois estes óleos, são ácidos gordos insaturados, terão de sofrer um novo processamento de modo a partir as suas cadeias para ficarem com um comprimento próximo do dos gasóleos, quinze átomos de carbono. E não sei se terão de ser saturados porque quanto mais insaturados forem menor energia útil fornecerão. Ao quebrar -se as ligações duplas e, quiçá, triplas, há sempre consumo energético. Antes, na refinaria, ou então na sua combustão no motor, que assim terá menor potência.

Quanto aos produtos da reacção, os poluentes, os gases de escape, são também o dióxido de carbono e a água, só que em maiores quantidades dado o grande tamanho das moléculas. E, naturalmente, menor rendimento energético.

Pode-se dizer, pois, que os biocombustíveis, comparativamente com o etanol, em termos da sua produção fabril, são muito mais onerosos em consumo enegético. Mais poluentes quando consumidos como combustível.

As vantagens destes combustíveis é não conterem enxofre nas suas moléculas. Daí não haver poluição pelo dióxido de enxofre e as consequentes chuvas ácidas.O que acontece com os produtos petrolíferos.

A energia escura: o enigma permanece e a incerteza diminui.


O Telescópio Espacial Hubble acaba de descartar uma teoria alternativa sobre a natureza da energia escura, após recalcular a taxa de expansão do Universo, com um rigor sem precedentes.

O Universo estará a expandir-se, não a uma velocidade constante mas aceleradamente. Admite-se que tal se deva a uma forma de energia, escura, por se desconhecer totalmente a sua natureza, que tem um efeito oposto ao da gravidade, isto é, em vez da atracção dos corpos materiais repeli-los-á.

Uma teoria alternativa propunha, para justificá-lo, que a nossa galáxia Via Láctea poderia existir nas proximidades do centro de uma enorme bolha de quase vazio com oito mil milhões de anos-luz de diâmetro. Nesse caso todas as observações astronómicas efectuadas em relação às galáxias mais distantes nos dariam essa leitura, ilusória, da aceleração da sua expansão.

Esta hipótese acaba de ser descartada. O Hubble acaba de permitir aos astrónomos um elevado rigor na medição da taxa de expansão do Universo, a chamada constante de Hubble, uma homenagem ao astrónomo Edwin Hubble que foi quem em 1929 a descobriu. E que Einstein, em 1915, ao formular a Teoria da Relatividade Geral, indirectamente a previu ao introduzir a sua constante cosmológica, um freio ao modelo de um Universo expansionário a que tinha chegado. Só em 1998, duas equipas, uma liderada por Adam Riess, do Space Telescope Science Institute, em Baltimore, EUA, o confirmaram observacionalmente.

O valor calculado é de 73,8 Km/s megaparsec. A margem de erro desta medição caiu para 3,3%, ou seja, uma diminuição de 30% em relação à margem de erro da medição efectuada em 2009.

parsec… é a distância do Sol à estrela mais próxima, a Alfa Centauri, que é 3,26 anos-luz.

ano-luz…é a distância percorrida num ano pela luz à velocidade de 299 792 456 Km/s

mega…é dez elevado a seis, ou seja, um milhão de vezes.

Cada diminuição da incerteza da taxa de expansão do Universo permite aos astrónomos solidificarem a nossa compreensão sobre os ingredientes cósmicos. Conhecer com precisão o valor da taxa de expansão reduz ainda mais o leque do que poderá ser a energia escura e ajuda a reforçar outras estimativas de outras propriedades cósmicas, incluindo a forma do Universo e os neutrinos, essas partículas fantasma que preencheram o Universo primordial.

Vejamos, pois, a consequência que este rigor permitiu tirar.

Sendo a taxa de expansão de 73,8 Km/s megaparsec, isso significa que, por cada milhão adicional de parsec a que uma galáxia está da Terra, a galáxia parece que está a afastar-se mais rapidamente de nós 73,8 Km por segundo.

A hipótese da bolha além de implicar que estaríamos nas proximidades do seu centro, prevê uma taxa de expansão muito mais lenta, entre 60 a 65 Km/s megaparsec. Ao reduzir-se a margem de erro para 3,3% o limite inferior da taxa de expansão observada fica bem acima destes valores.

Australopithecus sediba: pithecus ou homo?


se você e inteligente bastante envie sobre esse documentário completo nos DO TUDO sobre o nosso MUNDO,Vamos testa vc. é você será um inteligente cinco estrelas do TUDO sobre o nosso MUNDO.


 

Uma equipa de investigadores da Universidade de Witwatersrand, Joanesburgo, da República da África do Sul, descobriu numa gruta conhecida por Malapa, situada a quarenta quilómetros desta cidade, num local designado por Berço da Humanidade, os restos fossilizados de uma fêmea adulta e de uma cria que teria doze anos, de uma nova espécie de que tem havido alguma controvérsia em classificar.

Australopithecus sediba. Crânio do jovem macho.

São da mesma região os fosseis conhecidos por australopithecus africanus que teriam vivido entre os 2,8 e os 2,0 milhões de anos. Desta época mais recente datam também os fosseis encontrados na Etiópia do australopithecus afarensis, que se admitia poder ser resultante de uma sua evolução.

O aparecimento desta nova espécie mais evoluida e cuja vida terá decorrido entre o 1,78 e os 1,95 milhões de anos vem afirmar uma continuação da presença dos australopitecínios no sul do continente africano. Mas o mais importante é a descoberta em si mesma. Estes fósseis apresentam mais traços comuns com o género Homo. Daí a controvérsia gerada na sua classificação. É que há um hiato ainda não completamente preenchido por fosseis da transição.

O australopithecus sediba, sediba significa na língua local boa nascente ou fonte, apresenta um desenvolvimento crânio-dental e post-cranial que se confunde com a do Homo habilis e com a do Homo Erectus. No entanto, os membros superiores continuam muito alongados como nos grandes símios. Mesmo assim, revela o maior conjunto de elementos corporais da transição para os hominídeos podendo ser considerado um representante do elo em falta.

O espaço-tempo é deformável


O espaço-tempo é deformável

A Teoria da Relatividade Geral, elaborada por Einstein, acaba de obter mais uma vitória. A experimentação levada a cabo pela sonda espacial da NASA, Gravity Probe B, lançada para o espaço em 2004, acaba de confirmar duas previsões: a deformação, curvatura, do tecido espaço-tempo, provocada pela presença dos corpos celestes massivos, detectável e quantificável pela sua gravidade e o arrastamento, movimento curvilíneo de distorção, do espaço-tempo provocado pela sua rotação. Um exemplo para cada caso. Imagine-se uma bola de cristal. Se a colocarmos sobre uma rede plana, uma gaze, esta deformar-se-á e adquirirá a forma aproximada de um cone invertido. Mergulhêmo-la agora num pote de mel. Se a fizermos rodar, o mel na sua vizinhança tenderá a seguir o seu movimento de rotação. O arrastamento é maior na sua proximidade, diminuindo com o aumento do afastamento considerado.

A sonda da NASA, Gravity Probe B. Concepção artística.

Esta experiência, iniciada em 2004, utilizou quatro giroscópios extremamente precisos para medir o hipotético efeito geodésico, a deformação do espaço-tempo em torno de um corpo gravitacional e o seu arrastamento provocado pela rotação do mesmo.

A Gravity Probe B determinou ambos os efeitos com uma precisão sem precedentes. Foi apontada para a estrela IM Pegasi enquanto descrevia a sua órbita polar à volta da Terra. Se a gravidade não afectasse o espaço-tempo então os giroscópios apontariam sempre na mesma direcção enquanto descrevia a sua órbita. Porém, os giroscópios da experiência desviaram-se uns minutos de grau na direcção do movimento de rotação da Terra, arrastados pelo espaço-tempo deformado pela sua gravidade.

Descoberto um aglomerado de genes que provocou um salto na árvore da vida


Descoberto um aglomerado de genes que provocou um salto na árvore da vida

Foi com Charles Darwin que a árvore da vida reflectiu o processo da evolução, mostrando a ramificação e gradual mudança das espécies individuais.

A recente descoberta de um grande aglomerado de genes que saltou directamente de uma espécie de fungo para outra reforça a ideia de que uma outra evolução diferente também poderá ter acontecido.

Antonis Rokas e o o seu colega Jason Slot, professores na Universidade de Vanderbilt, República da África do Sul, publicaram na revista Current Biology, de 25 de Janeiro passado, um artigo em que se noticia que um grupo de vinte e três genes do fungo Aspergillus nidulans, comumente encontrados em alimentos ricos em amido, como cereais e batatas, terá “saltado”, há alguns milhões de anos, para o código genético da Podospora anserina, uma outra estirpe de fungos que vive nas fezes dos herbívoros e que se especializou em quebrar as fibras das plantas.

Aspergillus nidulans que cedeu o cluster 22-gene

Podospora anserina, que recebeu o cluster 22-gene e que começou a sintetisar o sterigmatocystin

A descoberta constituiu uma verdadeira surpresa já que a transferência horizontal de genes era conhecida, e apenas recentemente, em muitos poucos casos de células complexas como as encontradas em plantas, animais e fungos.

A Podospora anserina é um fungo que parece ter “recebido” este aglomerado de genes, o cluster-22 gene, que codifica um composto tóxico chamado sterigmatoscystin. As células produzem este tipo de composto para atacarem organismos concorrentes ou para se protegerem de ataques. Como resultado, estes tipos de compostos são a fonte de um conjunto de medicamentos importantes, como a penicilina e a ciclosporina bem como um conjunto de venenos naturais.

Os fungos produzem uma variedade impressionante de venenos e de drogas. Segundo Rokas, a sua descoberta da transferência horizontal de genes, intacta, de um grupo tão importante de genes responsáveis pela produção de uma tão vasta e importante variedade de venenos, poderá ter contribuido para essa mesma diversidade.

O salto de genes entre organismos complexos é raro.

No passado, a pesquisa evolutiva tem-se centrado na passagem de genes de pais para filhos, conhecido como a transferência vertical de genes. Este processo que perdurou ao longo das eras geológicas é o que dá origem à estrutura da árvore da vida.

Porém, desde 1980 que os cientistas evolucionistas se têm tornado mais conscientes de que a transferência génica horizontal ou lateral desempenha também um papel importante na evolução. Na transferência génica vertical todo o material genético de cada nova espécie vem de uma única espécie ancestral. Na transferência horizontal de genes, por outro lado, as espécies que recebem pedaços de material genético dos seus vizinhos estarão relacionadas com todas elas.

A transferência horizontal de genes foi descoberta em bactérias, e é reconhecida como a grande responsável pelo problema da resistência aos medicamentos. Se uma bactéria desenvolve um mecanismo de sobrevivência a uma droga, essa capacidade, através da transferência horizontal de genes, pode-se espalhar rapidamente a outros microrganismos independentes, reduzindo substancialmente a sua eficácia.

Em artigo recente foi noticiado que bactérias patogénicas, que se reproduzem assexuadamente, por clonagem, durante 10.000 vezes e, findo este ciclo, uma vez sexuadamente, quando submetidas a um antibiótico as sobreviventes, que tinham encontrado um mecanismo de resistência, quiçá, acrescento, por transferência horizontal de genes, passaram a fazer a reprodução sexuada após 1.000 vezes a de clonagem. Ou seja, multiplicaram a sua estratégia de sobrevivência através da diversificação genética!

Embora os investigadores concordem que a transferência horizontal de genes é relativamente comum entre os organismos mais simples, como as bactérias, continuam a admitir que terá sido relativamente mais raro entre organismos mais complexos, como entre plantas e animais, talvez um gene aqui e outro acolá, em casos muito esporádicos. Porém, a transferência horizontal de aglomerados de genes ao nível dos microrganismos poderá ter tido um grande papel na evolução não só das bactérias mas também em organismos mais complexos.

TUDO sobre o nosso MUNDO / EDUCAÇÃO e SABER

O Universo terá rotação


A explicação padrão de como o Universo evoluiu após o Big-Bang é conhecido como o Modelo Lambda da Matéria Fria e Escura. Segundo este modelo, a gravidade actuou inicialmente em ténues flutuações de densidade da matéria escura, surgida logo após o Big-Bang, reunindo-a e prendendo-a em “poços”.Estes cresceram em dimensão por fusões e aquisições de parcelas menores. Como resultado, a evolução da estrutura do Universo tem sido fruto da sua acção gravitacional. Representa 82% da matéria total do Universo, desconhece-se a sua natureza, a não ser os seus efeitos gravitacionais na matéria visível. A matéria comum, que forma estrelas e planetas, caiu nesses “poços gravitacionais” dando origem a galáxias nos centros dos halos.
Os buracos negros sugam, gravitacionalmente, matéria para crescerem. O Universo inicial continha buracos negros supermassivos, centenas de milhares de vezes mais massivos do que o nosso Sol.
O enigma de como se formaram, quando o Universo ainda era tão jovem, persistia. Chama-se taxa de Eddington, ao limite superior de velocidade com que os buracos negros podem agarrar a matéria. Todos os objectos massivos que têm a infelicidade de ser apanhados no redemoinho de um buraco negro emitem radiação quando se deslocam em espiral em direcção ao abismo. Num certo momento, a energia que eles emitem poderá ser igual ao poder de atracção do buraco negro. Isso define um limite máximo para a taxa na qual a matéria poderá ser sugada por ele.
Cole Miller, um astrofísico da Universidade de Maryland, indica que um efeito de funil poderá ter acelerado o desenvolvimento dos buracos negros primordiais.
Ele e seus colegas descobriram que as galáxias ricas em gás, comuns no início do Universo, podiam ser a chave para a formação dos primeiros buracos negros supermassivos.
Quando dois aglomerados de estrelas colidem, o núcleo do novo aglomerado colapsa, eventualmente formando um buraco negro. Miller fez simulações que mostram que, se os aglomerados de estrelas são ricos em gás, o centro de gravidade dos aglomerados das estrelas em fusão torna-se instável. Essa instabilidade pode, por sua vez, originar a formação um longo funil de gás que alimenta o buraco negro muito mais rapidamente que o habitual.
As condições existentes no início do Universo fazem o funil de alimentação altamente provável. Com as galáxias mais próximas, havia maiores oportunidades de colisões. Também haveria grandes quantidades de gás à sua volta, uma vez que este não teria tido tempo para se aglutinar nas estrelas que hoje vemos.
Os múltiplos buracos negros formados através desta canalização rápida colidiram e fundiram-se uns com os outros para formarem os buracos negros supermassivos.


 

Albert Einstein, através das equações da sua Mecânica Relativista chegara à conclusão de que o Universo se expandia. A convicção de que ele era estático fê-lo introduzir a chamada constante cosmológica, um valor algébrico anulante do valor encontrado para a taxa de expansão, para o tornar estacionário. Porém, passados poucos anos, aí por 1915, Edwin Hubble descobriu que, na verdade, ele expandia-se. Na década de 1990 descobriu-se que essa expansão era acelerada e não a uma velocidade constante.O seu autor acaba de ser laureado com o Nobel da Física. Agora, na década de 2010, tudo indica que se descobriu que ele tem rotação, tal é o resultado das investigações feitas por Michael Longo, da Universidade do Michigan, o que poderia trazer uma solução para um dos maiores enigmas, a existência de matéria visível. O cerne da questão reside na chamada lei da Conservação da Paridade, CP, isto é, a natureza não faz discriminação entre objectos e processos físicos e os daqueles que são as suas imagens num espelho. Tome um pião, ele não gira de modo diferente quando a sua rotação é horária ou anti-horária. Porém…em Biologia tal não acontece! Veja-se o caso dos aminoácidos, dextrógiros ou levógiros, cis ou trans, reagem de modo diferente. E isso é um mistério! Mas não só…no final de Dezembro de1956 descobriu-se que a emissão de partículas beta no decaímento natural de núcleos do cobalto 70 não obedecia à CP. O número de electrões emitidos no sentido contrário à rotação do núcleo atómico era 70% superior à emitida no sentido da rotação. Descobriu-se que a força nuclear fraca, que rege estes fenómenos, favorece os objectos e processos que se movem em certas direcções. Valeu um prémio Nobel a Tsung Dao Lee e a Chen Ning Yang. Aqui entra Longo, que formulou a seguinte questão: se a CP pode ser violada às micro escalas também poderá ser violada à macro escalas? Supõe-se que a paridade cósmica está ligada ao que é conhecido como o Princípio Cosmológico, isto é, onde quer que se esteja no Universo e em qualquer direcção que se olhe, as coisas avistadas, em média, têm a mesma aparência. Não há lugares ou direcções especiais, porém as descobertas de Longo parecem contradizê-lo. Em 2007 compilou e analisou as imagens de um milhão de galáxias do hemisfério norte colectadas pelo projecto Sloan Digital Sky Survey. Fez uma triagem daquelas que inequivocamente, sem ambiguidade, serviam ao estudo, as galáxias espirais cujos braços apontavam claramente o seu sentido de rotação. Selecionou 2.817 a 540 milhões de anos luz. De acordo com o previsto deveriam, em média, girar em igual número no sentido horario e anti-horário. E assim era, todavia, numa direcção de 10º em relação ao eixo de rotação da nossa Via Láctea, havia bastante mais anti-horárias.
Em 2010, na base de dados do levantamento do SDSS, já havia 230.000 galáxias adequadas ao estudo. Longo encarregou um grupo de discípulos em pós-graduação de repetir o estudo. Debruçaram-se sobre uma amostra de 15.158 galáxias espirais, girando claramente, a 1,2 biliões de anos luz. Encontraram o mesmo efeito mas ainda mais forte. A probabilidade de ser um acaso era apenas de 0,006%! Então Longo virou-se para o céu do hemisfério sul que não é varrido pelo SDSS. Serviu-se dos dados compilados por dois astrónomos japoneses, em 1991, o sentido de rotação de 8.000 galáxias, a partir das observações efectuadas em La Silla, no Chile, pelo Telescope of European Southern Observatory. Embora os japoneses tivessem encontrado indícios de um dipolo galáctico não o acharam relevante. Longo apontou o telescópio para as maiores distâncias possíveis e os dados recolhidos estavam de acordo com a referida inclinação de 10º em relação ao eixo da nossa galáxia tendo encontrado um excesso significativo de galáxias agora girando na direcção horária. O mesmo efeito só que ao contrário. Para Longo a conclusão é evidente e espantosa: se essa assimetria é real, então o Universo tem um momento angular! O momento angular, tal como a energia, não pode ser destruido ou criado em si mesmo, o que significa que o Universo deverá ter sido criado com rotaçâo. Só isso pode explicar porque as galáxias ao longo de uma linha, o próprio eixo original de rotação, recebessem um impulso extra para fazer com que a maioria rode na mesma direcção. E o Universo pode ainda estar a girar. Não o podemos notar porque estamos no seu interior. Assim o Universo não será o mesmo para onde quer que se olhe. Tem direcções especiais em que certas coisas ocorrem e noutras não. A Conservação da Paridade é violada e o Princípio Cosmológico enfraquecido. Esta assimetria poderia também ser a justificação de uma outra que deixa perplexos os físicos. De acordo com o Modelo Cosmológico deveria haver tanta matéria como anti-matéria. Mas tal não acontece. Ambas deveriam ter sido criadas em quantidades iguais numa fracção do primeiro segundo logo após o Big-Bang e se terem aniquilado mutuamente. Porém, a existência das galáxias contradi-lo. Existe um modo natural de justificar a predominância da matéria sobre a antimatéria: a violação da CP. Esta ideia surgiu por saber-se que a força nuclear fraca não respeita a paridade (P) mas poderia haver simetrias em que o faz. Uma foi de que poderia respeitar juntamente a paridade e a carga (C). Com efeito, isto significa que num processo, por exemplo, uma reacção de partículas, depois “espelhá-las”, isto é, simultaneamente trocar todas as partículas por partículas simétricas e de carga oposta, as suas antipartículas e a reacção deveria continuar como anteriormente.
Tal não acontece. Em 2004, Alexander, então no Stanford Linear Accelerator, encontrou um “culpadoa gravidade, a única das quatro forças fundamentais da natureza que não está abrangida pelo modelo padrão. Se a gravidade violou a lei da paridade nos primeiros instantes após o Big-Bang então deverá ter causado ondulações no espaço-tempo de forma assimétrica, as ondas gravitacionais. Este foi um período em que o Universo cresceu exponencialmente, que se designa por Inflação, em que as partículas de matéria e de antimatéria foram produzidas. As ondas gravitacionais assimétricas teriam interferido com o campo causador da inflação produzindo-se assim mais matéria do que antimatéria.
Alexander encontrou justificação para o seu modelo na radiação cósmica de fundo, RCM. Esta é a radiação fóssil que nos chega do Big-Bang, se propaga em todas as direcções desde que o Universo se expandiu e arrefeceu para deixar escapar os fotões que se produziram 370.000 anos após o evento. A radiação tem uma temperatura uniforme de 2,725º Kelvin mas se se olhar os dados dos mapas do seu levantamento efectuado pelo WMAP, o Wilkinson Microwave Anisotropy Probe, aparecem pontos quentes e frios. E alguns parecem estar alinhados, apontando todos na mesma direcção. João Magueijo, do Imperial College, UK, designou-o em 2005 pelo eixo do mal. Michael Longo constatou uma quase coincidência com a direcção do eixo observado nas rotações das suas galáxias. Poderão estar relacionados. Para Alexander, o Universo inicialmente teria sido rotativo com a gravidade a violar a lei da conservação da paridade, promovendo a formação de matéria em detrimento da antimatéria. Esse processo deixou duas marcas: o eixo do mal na radiação cósmica de fundo e o alinhamento direccional das galáxias que Longo constatou.

Michael Longo verificou uma quase sobreposição do eixo do mal com a direcção do eixo observado nas rotações das suas galáxias. Poderão estar relacionados. Para Alexander, o Universo inicialmente teria sido rotativo com a gravidade a violar a lei da conservação da paridade, promovendo a formação de matéria em detrimento da antimatéria. Esse processo deixou duas marcas: o eixo do mal na radiação cósmica de fundo e o alinhamento direccional das galáxias que Longo constatou.

Planeta Terra: as cinco extinções em massa da vida.


 

INTRODUÇÃO DO TUDO sobre o nosso MUNDO

você usuário não achou o que queria por favor envie seu comentário o TUDO sobre o nosso MUNDO, não é um site de desconfiança ele e da WORDPRESS.COM  então não se preocupe de seu e-mail.

Desde o surgimento da vida na Terra, há 3.500 mil milhões de anos, ocorreram cinco extinções em massa no nosso planeta. Os ecossistemas globais colapsaram e a vida extinguiu-se muito rapidamente. Hoje podemos estar a meio da ocorrência de uma nova extinção tendo como causa directa as actividades humanas.

Há 250 milhões de anos a vida esteve por um fio quando se extinguiram 96% das espécies. O seu colapso ocorreu por todo o globo em poucos anos.

Há 65 milhões de anos foi o desaparecimento dos dinossauros.

O que terá levado ao colapso dos ecosssitemas que está na origem da extinção das espécies? Poderá acontecer novamente?

Verifica-se sempre uma conexão entre as mudanças climáticas bruscas, a perda dos ecosssistemas e as extinções em massa.

Os registos fósseis mostram um desaparecimento muito rápido das espécies, contemporâneas de grandes mudanças climáticas globais e de profundas alterações do nível dos oceanos. Isto é sustentado pela análise dos diferentes tipos de fósseis de foraminíferos existentes nos sedimentos marinhos da época. As suas causas poderão ter origem:

Na forte erosão que poderá ter acarretado a morte das espécies de água salgada e na introdução de espécies de água doce.

Na oscilação do eixo da Terra que periodicamente altera de posição em relação ao Sol, que terá a ver com a rotação da Via Láctea ou, hipoteticamente, com uma aproximação estelar, uma anã negra.

No movimento das placas tectónicas que podem provocar o desvio das correntes oceânicas bem como o regime de ventos e a junção das massas continentais.

Na actividade vulcânica submarina que poderia alterar a forma e a dimensão das grandes bacias oceânicas, as correntes e o nível dos mares.

No efeito de estufa provocado pelo dióxido de carbono emanado pelos vulcões acarretando o degelo polar, a dulcificação das águas oceânicas e alterações das correntes. Também pelo dióxido de enxofre e a sua consequente acidificação.

Na colisão de algum cometa ou asteróide como terá acontecido em Chicxulub, no México, há 65 milhões de anos.

A maioria dos paleontologistas concorda que a extinção em massa no final do Período Ordoviciano se deveu a um arrefecimento global. Há 440 milhões de anos a região do actual deserto do Saara era o Pólo Sul. Quando massas significativas de terra se encontram debaixo de uma calote de gelo polar formam-se grandes glaciares que retêm grandes quantidades de água. O nível dos oceanos desce significativamente, as correntes oceânicas são profundamente alteradas bem como o regime de ventos, e dá-se um arrefecimento global. Os glaciares avançam profundamente em direcção aos trópicos, a linha costeira é destruida, local onde se manifesta mais pujantemente a vida. 85% pode ser destruida.

A extinção no final do Período Devoniano deverá ter sido causada por um aquecimento global, embora não seja consensual como terá acontecido. A temperatura ambiente seria elevada assim como o nível dos oceanos. Terá ocorrido durante um período de tempo mais alargado, meio milhão de anos.

No final do Período Permiano, uma dupla queda abrupta do nível dos mares concomitante com a formação do supercontinente Pangeia, causado pela colisão das placas continentais, originou a maior catástrofe global . A redução brutal das férteis linha de costa, a diminuição das terras baixas, a desertificação do vasto interland continental por ausência da penetração da pluviosidade, levou ao colapso dos ecossistemas e das espécies. Muitos seres vivos simplesmente não tinham para onde migrar. Nos mares deu-se outra catástrofe, surgiram áreas anóxicas, isto é, águas desprovidas de oxigénio e tóxicas. À medida em que as bacias baixavam de nível, a concentração da matéria orgânica morta aumentava e a sua decomposição fertilizava a vegetação. Isto provocou a sua atrofização. Os xistos argilosos desta época, muito ricos em matéria orgânica, comprovam-no. Foi um desastre global da vida terrestre e marinha!

Na extinção do final do Triássico não se verificam sinais de um arrefecimento global como glaciares mas, porém, aparecem indícios de descida e de subida do nível dos oceanos e áeras anóxicas. A interpretação deste fenómeno ainda oferece dúvidas.

Na mais famosa extinção, a do final do Período Cretácico, a Terra também se tornou muito fria. Desta vez, porém, a causa foi o impacto de um meteorito. A presença de irídio em sedimentos, em vários continentes, na fronteira K-T, em teores muito elevados é disso prova. Este elemento metálico pesado existe em percentagem ínfima na crosta do planeta, tendo migrado para o seu núcleo quando da formação da Terra, tal como os restantes metais pesados. No entanto, aparece em teores elevados nos cometas e meteoritos, que estão na origem da formação e constituição do planeta. Também o são a cratera de impacto, com 200 Km de diâmetro, na orla maritima da peninsula do Iucatão ou as pequenas esférolas de quartzo vitrificado que surgem nos sedimentos das poeiras lançadas na alta atmosfera e ainda os vestígios deixados pelo enorme tsunami.

Muitos cientistas defendem que hoje já nos encontramos a meio de uma nova e global extinção. A Sexta, esta provocada pelo Homem. Ao destruirmos os ecosssistemas ao ritmo actual, bem como a queima de combustíveis fósseis produtores dos gases de estufa, que estão na base do actual aquecimento da Terra, estamos a provocar uma global e rápida mudança climática.

O registo fóssil indica que, em regra, a média de vida das espécies varia entre os 1-10 milhões de anos. Com excepção do celecanto, peixe-fóssil vivo, que vive em algures no Índico, com antepassados com 400 milhões de anos, pode-se afirmar que 99,9% das espécies que existiram à face da Terra extinguiram-se. É um acontecimento natural, no entanto, por acção directa e indirecta do Homem, assiste-se hoje a um ritmo de extinção muito superior ao normal. Centenas ou milhares de vezes a velocidade normal de extinção. Há cientistas que a comparam ao ritmo da extinção havida na Era dos dinossauros e questionam: quem poderá prever o que vai acontecer com as rápidas alterações, irreversíveis, dos complexos ecosssistemas de que dependemos?

Selena Gomez Dices (tradução)


TUDO sobre o nosso MUNDO, POST feito por pesquisa do TUDO sobre o nosso MUNDO

 

Dices Selena Gomez

Nada que temer, nada que cambiar
Por ti me olvide de quien yo era en realidad
Contigo me quede, como un diamante sin brillar               
No quiero ser así, espejo de tu vanidad
Prefiero ser de mí
Sin nada que temer, nada que cambiar
Na na na, na na na, na na na
Yo me siento así, bella y auténtica
Na na na, na na na, na na na
No seré por ti
Una fuerte mental, no no
Dices, que soy imperfecta
Que tu eres mi dueño
Quien no te madura todo el tiempo
Dices que hablo cosas tontas
Que no te merezco
Quien te crees que eres, dime quien
Te pido por favor
Que no me quieras controlar
Entregame tu amor
Sin condiciones nada mas
Permíteme vivir, soñando ésta realidad
No ves que soy asi, distinta sin igual
Na na na, na na na, na na na
Yo me siento así, bella y auténtica
Na na na, na na na, na na na
No seré por ti
Una fuerte mental, no no
Dices, que soy imperfecta
Que tu eres mi dueño
Quien no te madura todo el tiempo
Dices que hablo cosas tontas
Que no te merezco
Quien te crees que eres, dime quien
Dices que soy una niña
Que me tienen consentida
Dices que soy diferente
Ciertamente, ciertamente
Soy lo que me gusta ser
No me intentes detener
Mírame bien, no estoy hecha de papel
Dices!
Dices, que soy imperfecta
Que tu eres mi dueño
Quien no te madura todo el tiempo
Dices que hablo cosas tontas
Que no te merezco
Quien te crees que eres, dime quien
Que soy imperfecta
Que tu eres mi dueño
Quien no te madura todo el tiempo
Dices que hablo cosas tontas
Que no te merezco
Quien te crees que eres, dime quien

Você diz TRADUZIDO por TUDO sobre o nosso MUNDO

Nada a temer, nada a mudar
Por você me esqueci de quem eu era na verdade
Contigo eu fiquei como um diamante sem brilhar
Não quero ser assim, espelho da sua vaidade
Prefiro ser eu mesma
Sem nada a temer, nada a mudar
Na na na, na na na, na na na
Eu me sinto assim, linda e autêntica
Na na na, na na na, na na na
Não serei para você
Uma cabeça dura, não não
Você diz que sou imperfeita
Que você é meu dono
Quem não te amadurece o tempo todo
Diz que eu falo coisas bobas
Que não te mereço
Quem você acha que é, me diz, quem?
Te peço por favor
Que não queira me controlar
Me entregue o seu amor
Sem condições e nada mais
Me deixe viver, sonhando esta realidade
Não vê que eu sou assim, diferente e sem igual
Na na na, na na na, na na na
Eu me sinto assim, linda e autêntica
Na na na, na na na, na na na
Não serei para você
Uma cabeça dura, não não
Você diz que sou imperfeita
Que você é meu dono
Quem não te amadurece o tempo todo
Diz que eu falo coisas bobas
Que não te mereço
Quem você acha que é, me diz, quem?
Diz que eu sou uma menininha
Que me tem em suas mãos
Diz que eu sou diferente
Talvez seja, talvez seja
Sou o que eu gosto ser
Não tente me deter
Olhe bem, não sou feita de papel
Você diz!
Você diz que sou imperfeita
Que você é meu dono
Quem não te amadurece o tempo todo
Diz que eu falo coisas bobas
Que não te mereço
Quem você acha que é, me diz, quem?
Que sou imperfeita
Que você é meu dono
Quem não te amadurece o tempo todo
Diz que eu falo coisas bobas
Que não te mereço
Quem você acha que é, me diz, quem?

Neymar ganha prêmio de gol mais bonito


Notícias BR

InícioContatoExpedienteAnuncie


Neymar ganha prêmio de gol mais bonito

O atacante santista foi reconhecido pela Fifa como o autor do gol mais bonito da temporada 2011. O jovem santista foi o vencedor do Prêmio Puskas, organizado pela Fifa, em cerimônia que aconteceu na cidade de Zurique, Suíça, nesta segunda-feira (09).

Neymar bateu concorrentes como o argentino Lionel Messi, do Barcelona e o inglês Wayne Rooney, do Manchester United. A escolha foi feita através do voto popular, em uma eleição realizada no site oficial da Fifa. No ano passado o jogador já havia sido indicado ao mesmo prêmio, mas não levou.

A jovem revelação do Santos venceu o prêmio por conta do gol que marcou sobre o Flamengo, no Campeonato Brasileiro do ano passado. Na jogada, Neymar arrancou do meio de campo e após tabela na entrada deu um drible desconcertante no zagueiro Ronaldo Angelim antes de marcar o belo gol.

Na mesma cerimônia em Zurique foi entregue o prêmio ‘Bola de Ouro’, organizado pela Fifa e a revista France Football. Nele, Neymar chegou a ser indicado para os 23 melhores, mas foi excluído da relação final. O vencedor, pela terceira vez, foi Messi.

Dívida em impostos de Lindsay Lohan é de US$ 93 mil


Ainda em liberdade condicional, a atriz Lindsay Lohan parece que vai enfrentar mais problemas com a justiça dos Estados Unidos. Ela está sendo cobrada por impostos atrasados, que não foram pagos ainda em 2009.

Uma pessoa próxima à atriz afirma que os impostos deixaram de ser pagos porque a equipe que cuidava do dinheiro de Lindsay foi trocada e com isso a conta acabou não sendo paga. Mas afirmou que o problema será resolvido imediatamente.

Acredita-se que dinheiro é o que não falta para LiLo que foi capa da edição de janeiro da Playboy americana e para fazer o ensaio recebeu a bolada de US$ 1 milhão. As fotos foram feitas inspiradas em Marilyn Monroe.

Paula Fernandes é a Nº1 nas rádios brasileiras


Foi divulgado nesta semana o ranking das músicas mais tocadas nas rádios do Brasil em 2011. Os dados foram monitorados pela empresa Crowley, que estudas a programação de emissoras de rádio em todo o país.

Sete canções são sertanejas no Top10. Quem ocupa o primeiro lugar é Paula Fernandes, com a música “Pra Você”. A mineira ainda aparece na sexta colocação, com a música “Não precisa”, em parceria com a dupla Victor & Leo.

O sertanejo teen Luan Santana também ocupa duas posições no ranking, 3º e 8º lugar. O hit, sucesso mundial, “Ai se eu te pego”, de Michel Teló, aparece só na 5ª posição. Os outros sertanejos da lista são Zezé di Camargo & Luciano e Eduardo Costa.

No Top 10 aparecem apenas dois artistas internacionais. O primeiro deles é Bruno Mars, com a música “Talking to the moon’, em 4º lugar. Em seguida, vem Katy perry com o hit “Fireworks”, em 7º lugar.

Google anuncia mudanças no sistema de buscas


O Google anunciou na terça-feira (10) novas mudanças na maneira como o seu sistema de buscas deve funcionar, sendo que as informações iniciais mostram que a ferramenta deve tornar a pesquisa mais “social”. Isso significa que o Google está integrando ainda mais os seus serviços, pois conteúdos postados na ferramenta Google+ e no Picasa vão aparecer como sugestões, de acordo com as palavras-chave usadas por cada internauta. A novidade foi postada no blog oficial da empresa com o nome “Search Plus Your World” (“Procura Mais Seu Mundo”, em tradução livre).

Uma das informações contidas no texto publicado no blog do Google é que a ferramenta poderá ser desligada a qualquer momento pelos usuários. Os resultados que aparecerem de acordo com as informações das redes sociais vão dependender de acordo com cada internauta, pois elas vão fazer referência aos contatos já existentes na internet. Com isso, cada pessoa terá uma pesquisa diferente.

No primeiro momento, o Google informou que o novo sistema estará disponível somente para aqueles que fizerem as buscas em inglês. De acordo com a assessoria de comunicação do Google Brasil, não há data de previsão para disponibilizar o serviço em português. O Google desenvolveu um vídeo para explicar o funcionamento da ferramenta.

Ao mesmo tempo em que o Google pode entender essa mudança como uma otimização das informações contidas nos seus serviços, empresas concorrentes, como o Twitter, demonstraram insatisfação com o serviço. Para a rede social de microblog, a alteração tende a privilegiar conteúdos publicados nas páginas do Google e dificultará a busca por notícias mais urgentes.

Google presta uma homenagem ao cientista dinamarquês Nicolas Steno nesta quarta-feira (11), data que representa a comemoração do seu 374 aniversário.


O site de buscas Google presta uma homenagem ao cientista dinamarquês Nicolas Steno nesta quarta-feira (11), data que representa a comemoração do seu 374 aniversário. As contribuições de Steno são extensas principalmente nos campos da geologia e da anatomia, sendo que o dinamarquês fez importantes descobertas sobre fósseis. Apesar de ter se desenvolvido como cientista, Steno passou a se dedicar à Igreja Católica, sendo que chegou a ser ordenado bispo.

Antes das pesquisas realizadas por Steno, outros pensadores acreditavam que objetos, ainda não identificados como fósseis, poderiam ter caído da lua ou do céu, e isso explicaria a existência de tais formações na terra. Existia também a ideia que os fósseis teriam surgido dentro das outras pedras. Contudo, Steno começou a questionar esses ensinamentos e defendeu que os fósseis eram, de fato, restos de animais que haviam sido enterrados naqueles determinados locais. O ponto de partida da sua pesquisa foi a descoberta de dentes de tubarão.

Para ele, o interessante era descobrir como que objetos sólidos poderiam existir dentro de outros objetos sólidos. Por mais que a composição de um dente de tubarão fossilizado seja diferente do dente de tubarão em si, Steno conseguiu concluir que a composição química pode ser alterada sem que a forma física o seja.

Originalmente, Steno foi criado na Igreja Luterana. Conforme aprofundou seus estudos teológicos, o cientista se converteu ao catolicismo, o que fez com que deixasse sua pesquisa científica de lado. O dinamarquês teve que realizar tarefas difíceis e morreu depois de ter passado por muito sofrimento.

Nicolas Steno, pioneiro nos campos da anatomia e geologia


Nicolas Steno (foto: reprodução)

Nicolas Steno (foto: reprodução)

Nicolas Steno revolucionou o estudo de fósseis. Steno foi beatificado pelo papa João Paulo II em 1988.
Para comemorar o seu 374º Aniversário, o Google preparou um doodle especial.

Em uma época aonde estudiosos acreditavam que fósseis cresciam naturalmente nas rochas ou eram apenas pedras que haviam caído do céu ou da Lua, o dinamarquês Nicolas Steno ignorou estes conceitos e revoluciou o estudo de fósseis. Steno foi um pioneiro em anatomia e geologia. Em 1659 ele decidiu não aceitar alguns dos conceitos da época e realizar pesquisas sozinho.

Geologia e paleontologia

Estudando a cabeça de um enorme tubarão, Nicolas Steno identificou que os dentes do animal tinham uma impressionante semelhança com certos objetos de pedra, encontrado enterrado dentro de formações rochosas. O trabalho de Steno sobre os dentes de tubarão levou-o para a questão de como um objeto sólido poderia vir a ser encontrada dentro de outro objeto sólido, como uma rocha ou uma camada de rocha.

Anatomia

No ramo da anatomia, Nicolas Steno contribuiu com seu estudo durante a sua estadia em Amesterdão, Steno descobriu uma estrutura anteriormente não descritas, o “canal stenonianus” (o ducto da glândula parótida) na cabeça do cão, ovelhas e coelhos. A disputa com Blasius sobre o crédito pela descoberta surgiu, mas o nome Steno permaneceu associado a esta estrutura conhecida hoje como conduta a Stenon é. Em Leiden, Steno estudou o coração e determinou que ele era um simples músculo.

374º Aniversário de Nicolas Steno

No dia 11 de janeiro de 2012, o Google preparou um doodle especial para Nicolaus Steno. A página inicial do buscador trazia uma arte em referencia ao trabalho de Nicolas Steno

Morte

Após estudos teológicos, Steno deixou a fé luterana e decidiu que a Igreja Católica, e não a Igreja Luterana, era a autêntica igreja, e como consequência converteu-se ao catolicismo. Infelizmente após sua conversão fez com que gradualmente Steno pusesse de lado os seus estudos científicos. Nicolas Steno acabou seus dias como bispo e morreria após muito sofrimento em Schwerin em 1686.

História do México


O Período Pré-colombiano

A história dos primeiros povoadores do México remonta-se à 21.000 anos atrás, com a chegada das primeiras migrações procedentes do Estreito de Béring. Porém, os primeiros habitantes não começariam a utilizar rudimentários instrumentos de caça até o ano 9.000 aC. E a agricultura iria surgir ao redor de 6.000 aC.

Os Olmecas

Aproximadamente no ano 2.000 aC. fazem sua aparição os Olmecas, o primeiro grande grupo cultural do México antigo, que assentou-se nas regiões de Veracruz e Tabasco, na zona do Golfo do México. Constituiam uma sociedade muito eficiente, bem organizada e governada por uma hierarquia religiosa. A sua influência foi muito intensa já, que grupos posteriores iriam adotar diferentes aspectos de suas tradições religiosas, arquitetônicas e artísticas. Apesar da total ausência de bancos de pedra por perto, os Olmecas desenvolveram imponentes edificações com este material, como La Venta, São Lorenzo ou Três Zapotes. Criaram um calendário muito avançado que incluia o conceito de zero. Da origem dos Olmecas sabe-se muito pouco, assim como, de seu desaparecimento em torno do ano 1.200 aC.

Até o ano 1.300 dC., momento em que faz a sua aparição, os aztecas, desenvolveram

e desapareceram numerosas culturas, como a maia, tehotihuacana, zapoteca, mixteca, tarasca ou totonaca, para citar algumas. Monte Albán, no estado de Oaxaca, é o emprazamento arqueológico mais antigo, posterior aos Olmecas.

Os Maias

As origens dos célebres maias remotam ao redor do ano 1.200 aC. Esta cultura desenvolveu em três períodos distintos: o pré-clássico, o clássico e o pós-clássico (cada um correspondente a diferentes lugares do México e da América Central). Porém seria a partir do ano 250 dC., quando inicia um período de progresso que vai até o ano 900dC, conhecido como período clássico.

Considerada como uma das civilizações mais avançadas do México pré-colombiano, os maias, foram grandes artistas e intelectuais que dominaram um complexo sistema matemático, além de serem capazes de realizar difíceis cálculos astronômicos. A sua estrutura social era muito fechada e articuláva-se em autonômias, governadas por sacerdotes. Mantiveram estreitas relações com Teotihuacán e Monte Albán, comerciando com produtos como o sal, já que naqueles tempos Yucatán era o primeiro produtor deste mineral. Lá pelo ano 1.400 dC. a cultura Maia tinha disseminado e, quase desaparecido, deixando um incrível número de centros cerimoniais e cidades antigas.

Os Mixtecas-Zapotecas

A sua aparição remota-se ao ano 900 aC. No Vale de Oaxaca. Foram grandes artesões e construtores, edificando importantes cidades e câmaras mortuárias além, de desenhar e criar uma preciosa cerâmica e orivesaria. Os Mixtecos foram os que conquistaram aos zapotecas, assentando-se perto de Mitla e Yagul. Reconstruiram Monte Albán, porém só para ser usado como cemitério. No começo do século XV, os Mixtecos foram dominados pelos Aztecas. Estas duas culturas (Mixteca e Zapoteca) continuam existindo no Estado de Oaxaca, onde moram perto de dois milhões de indígenas descendentes daqueles grupos.

Teotihuacán e os Toltecas

No ano 300aC. Estabelece a cultura Teotihuacana no planalto central, fundando a maior cidade da Mesoamérica pré-colombiana: Teotihuacán, que significa “o lugar em que os homens fazem deuses” ou “o lugar dos deuses”. Seu esplendor perdurou até que os toltecas, com capital em Tula, os dominara. Foram estes os que introduziram o culto a Quetzalcóatl, a serpente de penas, o deus que tem seu coração no planeta Vênus e o deus que haveria de voltar pelo Leste. Quetzalcóatl aparece sob a forma de deus Kukulkán na cultura maia.

Os Toltecas foram poderosos guerreiros que estabeleceram nas mediações do norte do Vale de México, ao redor do ano 950 até o 1.300 dC. Construíram Tula, uma das cidades mais espetaculares de México e, foram consumados artesões que influiram fortemente nas culturas Maia e Azteca. Para muitos, os Toltecas desenvolveram-se à partir da cultura Teotihuacana.

Os Aztecas

Conta a lenda que Huitzilopochtli, o deus da guerra, guiava aos nahuas (que procediam de Aztlán, daí o nome de aztecas) até o lugar em que deveriam instalar-se. O sinal era uma águia sobre um cactu, devorando uma cobra. Foi no Lago de Texcoco (atual Cidade de México) onde encontraram-se com o sinal do deus, pelo que fundaram a cidade com o nome de Tenochtitlán.

Somente após um século, graças as estratégicas alianças com outros grupos, impuseram-se acima do resto dos grupos indígenas, inaugurando o Império Azteca, que permaneceria até a chegada dos espanhóis (1519). Os aztecas impuseram um sistema, onde as forças sociais tinham certa participação, utilizaram uma complexa estrutura impositiva e de vigilância, desenvolveram um sistema educativo exemplar e, segundo as testemunhas, não conheceram a corrupção. Foram além disso, excelentes construtores, seguindo as tendências de culturas anteriores (Olmecas, Toltecas, Maias). Porém, o que mais surpreende desta cultura é a sua particular cosmo-visão da existência, articulada em uma profunda filosofia, que tinha sua base na própria imagem do mundo que construíram.

A Conquista

Apesar da aparente solidez das estruturas sociais dos aztecas, existia um setimento de mal estar e odio, sobretudo nos povos subjugados, que se mostraram favoráveis a ajudar aos invasores espanhóis. Paradóxalmente, ajudou também a concepção religiosa dos aztecas, que afirmava que Quetzacóatl iria regressar. Os aztecas viram nos soldados espanhóis o seu deus, o deus de tez branca e rosto barbado, razão pela qual Moctezuma recebeu-os amistosamente. Porém, depois de alguns presságios e coincidências as relações foram-se deteriorando, momento em que Hernán Cortés, depois de ter queimado seus navios, abandonava a cidade para lutar contra as tropas enviadas por Diego de Velázquez, governador de Cuba. Em sua ausência, o capitão Alvarado, depois de autorizar uma celebração religiosa dos aztecas censurada por Cortés, provoca a rebelião dos indígenas, findando na famosa “Noite Triste” (conhecida assim pelos mexicanos).

Depois da fuga, Cortés consegue chegar com os sobreviventes a Tlaxcala, onde buscava ajuda e mantimentos e, é aqui onde desenha a estretégia do ataque final. No ano de 1521 Tenochitlán é dominada e, com isto inicia-se nova etapa na história do México. Como bem, expressou o líder azteca: “Não é a vitória e nem a derrota de um povo, mas sim o doloroso nascimento de uma nação”.

Período Colonial (1521-1810)

Cortés foi nomeado capitão geral da Nova Espanha, decidindo mudar o nome de Tenochtitlán pelo de México (procedente da palavra “mexica”). No ano de 1527 se forma a primeira Audiência e, a partir deste momento, os missionários começam o intenso ltrabalho evangelizador. Durante esse tempo, no ano 1533, faz sua aparição a Virgen de Guadalupe, atual padroeira da América. A sua imagen para muitos, é um pergaminho indígena, com elementos espanhóis, razão pela qual rapidamente despertou um forte sentimento religioso, com o que indetificaram-se crioulos e indígenas.

Deste período é necessário ressaltar os constantes abusos de poder por parte da Igreja. A situação era de uma grande injustiça e alguns evangelizadores, como Frei Bartolomé das Casas denunciaram a escravatura, que eram submetidos os índios, por parte dos espanhóis. As causas desta situação eram provocadas pelo peculiar sistema de encomendas, no que cada colono recebia um lote de terra junto com um grupo de indígenas para a sua exploração. A sociedade da Colônia articulava-se rigidamente de acordo a um sistema de casta que lembrava o feudalismo europeu. Esta política foi, pela sua vez, a ferramenta que iria acelerar a mestiçagem.

A Independência

Durante três séculos México esteve regido por um vice- rei, de que dependiam os corregedores. As oportunidades políticas e econômicas de cada grupo social eram radicalmente distintas, é nos finais do século XVIII, quando os crioulos tomam consciência da sua nacionalidade. Ajudados por uma série de acontecimentos começam os primeiros movimentos independentes, com o objetivo de conquistar o poder.

A Independência do México tem lugar em 15 de setembro de 1810, quando o padre Miguel Hidalho e Costilla, a frente de um improvisado exército de voluntários, lança o grito de independência, em povo Dolores. Diferentes grupos de homens toman algumas cidades, porém, ápos cruéis batalhas são vencidos pelos exércitos realistas (não há que esquecer que a revolta iria continuar durante 11 anos, custando mais de 60.000 vidas humanas). O movimento emancipador continua a frente de outro padre, José Maria Morelos e Pavón que, convoca o Congresso de Chilpacingo no ano de 1813, onde relata a Ata Primeira da Independência. No ano 1821 Agustín de Iturbide e Vicente Guerrero proclamam o Plano de Igualdade, garantindo a religião católica, a fraternidade com os espanhóis e a independência política. Em 1821 nasce, finalmente, México com o Tratado de Córdoba assinado pelo recentemente chegado vice-rei João O´Donojú.

Reforma e Estabilidade (1860-1910)

A independência do México, em princípio, acrescentou as diferenças sociais existentes. O século XIX foi um período de problemas e contratempos para o México, sobretudo, pelo permanente enfrentamento entre liberais e conservadores, somando a guerra contra os Estados Unidos, nos anos 1846 e 1848, que deu como resultado a perca da metade do território nacional. Com a assinatura do Tratado de Guadalupe-Hidalgo, o México é obrigado a entregar mais da metade de seu território pel airrisória soma de um poco mais de 6 dólares por quilômetros quadrados.

N o ano de 1858 instala-se a Guerra da Reforma, liderada por Benito Júarez, o primeiro e único presidente indígena (zapoteca) que teve o México. A guerra prolongou-se até o ano 1861, momento em que Juarez vence os conservadores, estabelecendo a unidade nacional. Porém, nesse mesmo ano o exército francês decide invadir o país, justificando a ação pelo não pagamento da dívida do México a Espanha, Grã- Bretanha e França. Napoleão III envia a Maximiliano de Hasburgo, que agindo mais como um liberal que como um conservador, provocando a retirada de respaldo que recebia da Igreja e inclusive do próprio Napoleão. Na ofensiva de Benito Juárez desde o Paso do Norte, hoje Cidade Juárez, Maximiliano é derrotado e fuzilado. As suas últimas palavras foram: “Viva o México! Viva a Independência!”.

No ano de 1876 Porfírio Diaz toma o poder depois de liderar uma revolta no ano1871, ressentido pela derrota eleitoral sofrida ante Benito Juárez. Com Díaz inaugura-se uma “ditadura democrática” que iria prolongar-se por três décadas. Nesse período Porfírio Diaz assentou as bases da industrialização do país, desenhando e construindo as principais trilhas de ferro e, fomentando a educação. Porém, favoreceu a concentração de propriedade e, a inversão européia, pelo qual a mineração os bancos e a indústria do petróleo passaram às mãos estrangeiras.

Revolução e Câmbios (1919-1945)

No ano de 1910 Porfírio Diaz, depois das únicas eleições limpas (daquela etapa), é derrotado por Francisco Madero e, muito cedo inicia-se a primeira revolução de século XX, a Revolução Mexicana.

Com o movimento armado, o povo pretendia melhorar as precárias condiçoes de vida e recuperar os recursos naturais. Pelo norte o general Francisco Villa e pelo sul o emblemático Emiliano Zapata, perseguiam terminar com o latifúndio e a exploração, ao grito de “Terra e Liberdade”. A Revolução Mexicana foi uma batalha liderada por camponeses que procuravam uma reforma de leis agrárias, o sufrágio universal. Acabar com o controle econômico estrangeiro e a completa separação de Igreja e do Estado. Perderam-se centena de milhares de vidas em inúteis lutas de chefes regionais, em busca de legitimidade, reconhecimento e controle. Finalmente, no ano de 1917, Venustiano Carranza promulga um avanço da Constitução. Depois, aconteceria uma série de enfrentamentos entre a Igreja e o povo (a guerra dos cristeros), em meio a uma instabilidade política, que finda com a aparição de Lázaro Cárdenas. Com ele, o país inicia nova etapa ao nacionalizar o petróleo e, empreender uma reforma ágraria, com o que instaura-se a normalidade constitucional.

O México Contemporâneo

Depois da II Guerra Mundial, a infraestrutura do país desenvolveu os setores manufatureiros e industriais, expandiram-se igualmente a produção agrícola, fortalecendo a classe média e evoluiu econômicamente. Porém, numerosos problemas caraterizaram os últimos tempos como, o rápido crescimento demográfico, o êxodo macisso das áreas rurais para os centros urbanos, a diminuição da produçao agrícola e, uma crescente dívida externa, entre outros problemas. Nos últimos anos emprenderam-se importantes reformas econômicas e políticas que, têm permitido avançar o país, a pesar de toda classe de contratempos. Desde então, o PRI tem governado o país no meio à fortes crises econômicas sem que, até agora os logros da Revolução tenham chegado a todos os setores da população.

 

História do México

Antes da chegada dos espanhóis, México estava habitado por vários povos. Os Maias, por exemplo, tinham se estabelecido no sul. No princípio do século XIV apareceram os Astecas, povo que alcançou uma notável civilização e fundou em 1325 a cidade de Tenochtitlán, hoje México. Uma das suas tribus, a dos mexicas, deu ao país seu nome atual. Esse povo constituiu um poderoso império e nele reinava Moctezuma II quando chegaram os espanhóis.

Em 1518, Juan de Grijalba reconheceu o país e no ano seguinte empreendeu sua conquista Hernán Cortés quem em 1521 tomou o poder da capital e pouco depois converteu o grande império Asteca em reinado espanhol. A dominação espanhola durou três séculos, atendendo sempre a prosperidade da colônia e melhorando as condições sociais dos índios.

1810-1821 A LUTA PELA INDEPENDÊNCIA

No início do século XIX, começa o processo que acarretou na independência do México. sde 1810 a 1821 diversos caudilhos se sublevaram contra a dominação espanhola, destacando neste sentido o “Grito de Dolores” encabeçado pelo padre Hidalgo e as campanhas empreendidas pelo padre Morelos. Todos estes movimentos acabaram sendo sufocados pelas autoridades espanholas.

Em 1820, a restauração em Espanha da Constituição de 1812 e a rejeição às reformas liberais provocou que a elite conservadora deixasse de apoiar o regime espanhol. Uma sublevação das tropas mexicanas ao comando de Agustín de Iturbide promulgou o Plano de Iguala ou das Três Garantias, que proclamava: uma religião única, a união de todos os grupos sociais e a independência de México com uma monarquia constitucional.

Iturbide foi proclamado Emperador pelo que se estabeleceu o primeiro Império Mexicano, de curta duração já que ao perder o apoio dos caudilhos regionais e do exército, o imperador Agustín I acabou sendo derrocado.

1823-1855 OSANOS DE SANTA ANNA

Os anos que decorrem até o triunfo da revolução liberal foram uns anos de profunda instabilidade interna, conflitos entre os Estados que compunham a nação e estancamento econômico. A época esteve marcada pela personalidade do general Antonio López de Santa Anna, quem pese a assumir a presidência em sete ocasiões, não conseguiu dar estabilidade à república.

Além disso, a debilidade do Estado mexicano facilitou a separação de Texas, em 1836, que acabou unindo-se aos Estados Unidos em 1845, o qual desembocou numa guerra entre ambos países (1846-1848) que concluiu com a perda do norte de México: a Alta California, Texas e Novo México.

1855-1876 GUERRA DE REFORMA E MEXICO LIBERAL

O triunfo da revolução liberal, em 1853, trouxe consigo grandes reformas e transformações: o partido conservador que tinha apoiado a Santa Anna perdeu o poder, implementou-se uma legislação laica, levou-se a cabo uma reforma agrária e se aboliram os privilégios.

A figura dominante do período foi Benito Juárez em cujo mandato (1864-1872) foi colocada em vigor a legislação liberal conhecida como Leis de Reforma. O partido conservador, contrário a tais reformas, resistiu-se apelando às armas o que se traduziu em duas guerras civis. A primeira (1858-1861) acabou com o triunfo do liberais e a segunda trouxe consigo a intervenção estrangeira e a invasão das tropas francesas que impuseram a Maximiliano de Habsburgo como Emperador (1864-1867). Mas a retirada do exército francês, em 1866, pelos compromissos de Napoleão III em Europa e o desgaste das forças conservadoras ante a ofensiva dos guerrilheiros liberais conduziu à queda do II Império e ao regresso de Juárez à presidência em 1867. Mas nem Juárez nem seu sucessor, Sebastián Lerdo de Tejada (1872-1876), conseguiram estabilizar ao país.

1876-1911 O PORFIRIATO

As reformas liberais, a estabilidade política e o crescimento econômico não foi conseguido até a chegada ao poder de Porfirio Díaz. Este militar mexicano impôs seu domínio durante mais de três décadas graças à intimidação dos seus rivais, o clientelismo com seus apoiantes e a repressão contra seus opositores. México viveu uma época de ouro em matéria econômica e de estabilidade interna pois o porfiriato facilitou a chegada de investimentos estrangeiros que se traduziram, principalmente, na criação de uma ampla e moderna rede de transportes ferroviários.

Porém, as contradições políticas e sociais sintetizadas na falta de liberdade e o surgimento das classes média e obreira, excluídas do sistema porfirista, conduziram à queda do regime, já desgastado, em 1911.

1911-1920 A REVOLUÇÃO MEXICANA

A revolução mexicana foi um processo longo e complexo que mudou ao país definitivamente e que impulsionou o México moderno. Começou como uma reforma política de caráter democratizador, processo que encarnou Francisco Madero, presidente entre 1911 e 1913, cujas mudanças moderadas foram cortados na raiz por um golpe de Estado que acabou com sua vida.

A Revolução continuou depois como um conflito de características sociais, durante a guerra civil de 1913-16 que enfrentou as forças conservadoras do presidente Victoriano Horta e as forças revolucionárias encarnadas em Emiliano Zapata no sul, líder dos camponeses indígenas, e Pancho Vila, Álvaro Obregón e Venustiano Carranza no norte. O triunfo dos revolucionários sobre Horta foi só a antessala de uma nova guerra civil, desta vez entre os próprios dirigentes revolucionários que se finalizou com a vitória militar de Obregón e Carranza sobre Zapata e Pancho Vila.

No final da segunda década do século XX, a Revolução conseguiu consolidar-se com a promulgação da Constituição de 1917, ainda vigente, e a chegada ao poder de Obregón e seus apoiantes, os sonorenses, cujo domínio se estendeu até os anos 30.

1920-1946 A ERA DO PRI

Entre 1920 e 1940 foi se desenhando o novo modelo de Estado e se assentou o regime. As metas mais importantes foram a criação do Partido Nacional Revolucionário em 1929, antecedente direto do PRI, que uniu as forças revolucionárias e as enquadrou de tal maneira que puderam ser controladas pelo Estado, o que facilitou a pacificação do país, que só se viu alterado pela sublevação dos setores católicos (a Guerra Cristera) em desacordo com a legislação leiga do homem forte de México, Plutarco Elías Calles, depois da morte, em 1928, de Obregón.

As reformas implementadas por Lázaro Cárdenas, entre 1934 e 1940, outorgaram maior legitimidade ao regime, sobretudo, graças ao impulso da reforma agrária e a nacionalização do petróleo.

O PNR, que em 1937 passou a chamar-se Partido da Revolução Mexicana, adotou, em 1946, o nome de Partido Revolucionário Institucional, PRI. Desde esse ano, o PRI se converteu no partido hegemônico no sistema político deste país pois até os anos 80 nunca perdeu uma eleição estatal. A estabilidade dos anos 40, foi seguida pelo crescimento econômico dos 50, as tentativas de introduzir reformas moderadas no sistema, nos anos 60, e o giro para a esquerda nos 70.

A crise pela suspensão do pagamento da dívida e a nacionalização da banca em 1982, unida à crise econômica e o descrédito do PRI e seu sistema, propiciaram o surgimento de forças políticas que, em meados dos anos 80, colocaram em perigo o domínio do PRI. O Partido de Ação Nacional, o PAN, nascido em 1939, e o Partido da Revolução Democrática, surgido de uma cisão dos setores mais à esquerda do PRI, foram ocupando espaços de poder.

1990- OS ÚLTIMOS ANOS

As reformas econômicas e sociais de Carlos Salinas de Gortari (1988-1994), em especial a assinatura do Tratado de Livre Comércio com os Estados Unidos, pareceram dar um novo impulso ao PRI, mas a crise econômica de 1994 e a sublevação zapatista em Chiapas, desse mesmo ano, prejudicaram o partido que perdeu a maioria na Câmara de Deputados em 1997 e no ano 2000 a presidência.

 

HISTÓRIA DO MÉXICO

O México foi o berço de várias civilizações nativas americanas avançadas, das culturas mesoamericanas, como a civilização Maia e os aztecas. A chegada dos espanhóis no princípio do século XVI e a sua vitória sobre os aztecas em 1521 marcaram o início do período colonial do México como parte da Nova Espanha.

Em 1810 foi declarada a independência de Espanha, o que causou uma longa guerra que acabou por levar à independência em 1821. Depois da independência, o território mexicano foi lentamente diminuindo, com a secessão da América Central e da República do Texas e com território perdido para os e vendido aos Estados unidos da América (ver guerra méxico-americana). Na década de 1860, o país sofreu uma ocupação militar francesa, derrotada pelo patriota mexicano Benito Juárez.

O longo regime autocrático de Porfirio Díaz levou à revolução mexicana em 1910. As forças revolucionárias derrotaram o exército federal, mas foram assoladas por lutas internas, deixando o país em conflito ao longo de mais duas décadas. No fim da revolução, o Partido Revolucionário Institucional (PRI) tomou o poder e controlou o país até ao fim do século XX.

Também foi o berço do Nagualismo, firmado nas tradições de xamãs do México Antigo, posto em publicações pelo antropólogo e aprendiz de feitiçaria, Carlos Castaneda. O nagualismo se auto-define não como uma filosofia ou seita, mas como uma proposta cognitiva alternativa. De acordo com Carlos Castaneda, o homem moderno é prisioneiro de forças incompreensíveis, e para libertar-se precisa abandonar a eterna defesa do ego, do sentimento de raiva, ódio ou culpa, e da necessidade de ser amado e reconhecido.

História Política do Egito Antigo



História Política do Egito Antigo

A Civilização egípcia é datada do ano de 4.000 a.C., permanecendo estável por 35 séculos, apesar de inúmeras invasões das quais foi vítima.
Em 1822, o francês Jean François Champollion decifrou a antiga escrita egípcia tornando possível o acesso direto às fontes de informação egípcias. Até então, o conhecimento sobre o Egito era obtido através de historiadores da Antigüidade greco-romana.

O MEIO AMBIENTE E SEUS IMPACTOS
Localizado no nordeste africano de clima semi-árido e chuvas escassas ao longo do ano, o vale do rio Nilo é um oásis em meio a uma região desértica. Durante a época das cheias, o rio depositava em suas margens uma lama fértil na qual durante a vazante eram cultivados cereais e hortaliças.
O rio Nilo é essencial para a sobrevivência do Egito. A interação entre a ação humana e o meio ambiente é evidente na história da civilização egípcia, pois graças à abundância de suas águas era possível irrigar as margens durante o período das cheias. A necessidade da construção de canais para irrigação e de barragens para armazenar água próximo às plantações foi responsável pelo aparecimento do Estado centralizado. Nilo > agricultura de regadio > construção de obras de irrigação que exigiam forte centralização do poder > monarquia teocrática
EVOLUÇÃO HISTÓRICA
A história política do Egito Antigo é tradicionalmente dividida em duas épocas:
Pré-Dinástica (até 3200 a.C.): ausência de centralização política.
População organizada em nomos (comunidades primitivas) independentes da autoridade central que era chefiada pelos nomarcas. A unificação dos nomos se deu em meados do ano 3000 a.C., período em que se consolidaram a economia agrícola, a escrita e a técnica de trabalho com metais como cobre e ouro.
Dois reinos Alto Egito (sul) e Baixo Egito (norte) surgiram por volta de 3500 a.C. em conseqüência da necessidade de se unir esforços para a construção de obras hidráulicas.

Dinástica:

Forte centralização política Menés, rei do Alto Egito, subjugou em 3200 a.C. o Baixo Egito. Promoveu a unificação política das duas terras sob uma monarquia centralizada na imagem do faraó, dando início ao Antigo Império, Menés tornou-se o primeiro faraó. Os nomarcas passaram a ser “governadores” subordinados à autoridade faraônica.
PERIODIZAÇÃO HISTÓRICA
A Época Dinástica é dividida em três períodos:
Antigo Império (3200 a.C. – 2300 a.C.)
Capital: Mênfis foi inventada a escrita hieroglífica.
Construção das grandes pirâmides de Gizé, entre as quais as mais conhecidas são as de Quéops, Quéfrem e Miquerinos. Esses monumentos, feitos com blocos de pedras sólidas, serviam de túmulos para os faraós. Tais construções exigiam avançadas técnicas de engenharia e grande quantidade de mão-de-obra.
Invasão dos povos nômades: fragmentação do poder Médio Império (c. 2040-1580 a.C.)
Durante 200 anos o Antigo Egito foi palco de guerras internas marcadas pelo confronto entre o poder central do faraó e os governantes locais – nomarcas. A partir de 2040 a.C., uma dinastia poderosa (a 12ª) passou a governar o País iniciando o período mais glorioso do Antigo Egito: o Médio Império. Nesse período:

  • Capital: Tebas
  • Poder político: o faraó dividia o trono com seu filho para garantir a sucessão ainda em vida
  • Poder central controlava rigorosamente todo o país
  • Estabilidade interna coincidiu com a expansão territorial
  • Recenseamento da população, das cabeças de gado e de terras aráveis visando a fixação de impostos
  • Dinamismo econômico

Os Hicsos
Rebeliões de camponeses e escravos enfraqueceram a autoridade central no final do Médio Império, permitindo aos hicsos – um povo de origem caucasiana com grande poderio bélico que havia se estabelecido no Delta do Nilo – conquistar todo o Egito (c.1700 a.c.). Os hicsos conquistaram e controlaram o Egito até 1580 a.C. quando o chefe militar de Tebas derrotou-os. Iniciou-se, então, um novo período na história do Egito Antigo, que se tornou conhecido como Novo Império.
As contribuições dos hicsos foram:

  • fundição em bronze
  • uso de cavalos
  • carros de guerra
  • tear vertical

Novo Império – (c. 1580- 525 a.C.)

O Egito expulsou os hicsos conquistando, em seguida, a Síria e a Palestina.
Capital: Tebas.

  • Dinastia governante descendente de militares.
  • Aumento do poder dos sacerdotes e do prestígio social de militares e burocratas.
  • Militarismo e expansionismo, especialmente sob o reinado dos faraós Tutmés e Ramsés.
  • Conquista da Síria, Fenícia, Palestina, Núbia, Mesopotâmia, Chipre, Creta e ilhas do Mar Egeu.
  • Afluxo de riqueza e escravos e aumento da atividade comercial controlada pelo Estado.
  • Amenófis IV promoveu uma reforma religiosa para diminuir a autoridade dos sacerdotes e fortalecer seu poder implantando o monoteísmo (acrença numa única divindade) durante seu reino.
  • Invasões dos “povos do mar” (ilhas do Mediterrâneo) e tribos nômades da Líbia conseqüente perda dos territórios asiáticos.
  • Invasão dos persas liderados por Cambises.
  • Fim da independência política.

Com o fim de sua independência política o Egito foi conquistado em 343 a.C. pelos persas. Em 332 a.C. passou a integrar o Império Macedônio e, a partir de 30 a.C., o Império Romano.

Volta de aves raras anima aldeia nos Estados Unidos


Susan Saulny

 

A volta dos tetrazes-da-pradaria animaram a aldeia de Eagleville

A volta dos tetrazes-da-pradaria animaram a aldeia de Eagleville

Estados Unidos

 

Os tetrazes-da-pradaria vêm voando do oeste para os campos de Eagleville, e aterrissam em meio à grama alta para dançar. É aqui que os mais exibidos machos da espécie fazem barulho a fim de atrair a atenção das fêmeas, usando uma espécie de grasnido grave que os moradores locais apelidaram de “boom”. Em uma recente manhã fria, porém, apenas uma fêmea parecia interessada no espetáculo. Ela dedicou alguns minutos de atenção aos machos e depois se foi.

O mais importante para essa pequena aldeia de 275 moradores a meio caminho entre Des Moines, Iowa, e Kansas City, Missoury, talvez seja o fato de que os machos atraem visitantes a Eagleville, que como muitas outras antigas cidades do Centro-Oeste norte-americano não passa de uma relíquia desbotada da robusta comunidade agrícola que chegou a ser no passado.

A cada primavera, nos últimos anos, desde que os raros tetrazes-da-pradaria ressurgiram na cidade depois de décadas de ausência, contrariando todas as expectativas, a população humana local vêm em larga medida dobrando durante quatro semanas, com os visitantes que vêm para acompanhar os elaborados rituais de acasalamento dos pássaros.

Mais de 300 pessoas – ornitólogos e amadores- já confirmaram reserva em uma turnê orientada para ver os tetrazes este ano, e a lista de espera é longa, diz um guia. Existem apenas cerca de 500 tetrazes-da-pradaria no Missouri. Havia mais de 15 mil, 70 anos atrás. Os especialistas acreditam que o animal possa estar extinto, dentro de 10 anos.

“Todas essas pequenas comunidades procuram um nicho, uma maneira de atrair pessoas, ou fazê-las notar que existem”, diz Randy Arndt, diretor do Dunn Ranch, em Eaglesville, de onde os visitantes assistem ao ritual de acasalamento. “É meio irônico que, aqui, o nicho viesse a se dever aos tetrazes, um animal que sempre viveu aqui, desapareceu e terminou voltando”.

O turismo, que praticamente não existia na cidade, agora se tornou assunto quente. Uma pousada está para ser inaugurada, e as poucas velhas empresas que restam estão começando a sentir sinais de vida nova pela primeira vez em décadas.

“Ver as coisas por fotos não é igual”, disse Jennifer McComb, negociante de antiguidades de St. Louis que esteve na cidade recentemente. “Eu chorei. É toda essa coisa da pradaria, e o fato de que as aves estão à beira do desaparecimento. Há pássaros que eu adoraria ter visto e desapareceram há muito. E estes talvez não sobrevivam. São complicados. São esquisitos. São especiais”.

O tetraz tem ligeira semelhança com a galinha doméstica. Os machos têm listras marrons e creme pronunciadas em suas penas e sobrancelhas visíveis, e papos alaranjados que, quando desincham, emitem o ruído grave característico da espécie. As fêmeas são mais delicadas, e menos vistosas. Axel Lischewski, um gerente de empresa farmacêutica alemão que mora perto de Frankfurt, queria ver os tetrazes antes de concluir uma temporada de trabalho no Missouri. “Ouvi falar da oportunidade, e decidi arriscar¿, disse. “É um belo pássaro”.

Os tetrazes escolheram o lugar porque se trata da maior extensão de pradaria não cultivada da região. Eles precisam de vastas áreas gramadas, e seu declínio está associado ao da pradaria tradicional, que continua a perder área em função da demanda mundial por alimentos, que pressiona a região em busca de safras cada vez maiores.

“O lugar era popular para os tetrazes até mais ou menos 1936, mas eles haviam desaparecido em 1950¿, diz Arndt. “Agora voltaram”. A Nature Conservancy, uma organização ecológica sediada em Washington, é dona do terreno e oferece as excursões guiadas a custo zero. Os observadores de pássaros se reúnem no rancho e se escondem por trás de uma placa de madeira dotada de janelas retangulares de observação, instalada em plena pradaria. O espaço disponível pode acomodar até 10 pessoas por vez.

Agora, a visita anual das aves se tornou um ritual benéfico para a comunidade. A praça central de Eagleville se assemelha à de uma cidade fantasma, mas o único café local vive lotado no horário do almoço, e diversos dos participantes de uma visita matinal ao ponto de observação do acasalamento dos tetrazes aproveitaram para almoçar em um restaurante que atende os caminhoneiros de passagem pela região, o Dinner Bell.

Nadine Ball, professora de pedagogia em St. Louis, estava jantando em companhia de McComb, a negociante de antiguidades. “Isso oferece uma sensação de realidade”, diz Ball. “Viajo muito, e a cultura homogeneizada me cansa. Mas quando você vem a uma cidadezinha como esta, não existe nada de enlatado. No entanto, o que eu mais sinto é tristeza ¿tristeza sobre os tetrazes, porque restam tão poucos deles, e porque a vida aqui é tão difícil. Espero que o ecoturismo decole”.

Lisa Cracraft está contando com isso. Chefe da agência do correio em Denver, Missouri, uma cidade vizinha, ela está dando os toques finais em sua pousada, instalada em uma das maiores casas locais, inteiramente reformada. “Acredito que isso seja uma ótima oportunidade de nos colocarmos no mapa”, disse. “Os tetrazes-da-pradaria realmente me propiciaram a chance de pensar em abrir um negócio como esse. Alguns anos atrás, eu nem pensaria nisso”.

As aves da Amazônia


Um pássaro que ao invés de piar, muge. Adivinha o nome dele? Pássaro-boi, claro. Coisa do fascinante mundo das aves raras da Amazônia.

Em uma longa caminhada pela selva, vamos em busca de um pássaro que é um símbolo da Floresta Amazônica. A trilha é aberta com facão, mas os maiores obstáculos são as árvores que caem durante as tempestades.

A caminhada é sobre um tapete de folhas úmidas, onde as serpentes se escondem. Seguimos também pelo leito dos riachos até chegar ao local onde vivem as aves mais bonitas da fauna brasileira.

O galo da serra é imponente, colorido e majestoso. A cor laranja das penas se destaca na vegetação. Eles estão na fase da procriação.

Uma cachoeira e uma caverna, no meio da Floresta Amazônica – é em lugares como este que as fêmeas do galo da serra fazem seus ninhos. Os ninhos ficam muito expostos nas fendas das cavernas. Por mais que as fêmeas tentem esconder os filhotes, estão ao alcance dos traficantes.

“Em geral, os traficantes quando vêm aqui, eles acabam muitas vezes usando uma vara para derrubar os ninhos, muitas vezes, sem saber o que tem dentro. Se tem ovos ou filhotes. Só o macho tem valor comercial. Nós não sabemos o que é feito com a fêmea, quando ela é capturada no ninho”, diz o biólogo Reynier Omena Jr.

As fêmeas não têm as cores marcantes, que realçam nos machos, mas elas têm um poder de sedução que leva os parceiros a lutarem entre si para chamar sua atenção. Os galos da serra brigam para conquistar a companheira.

É briga para valer. O duelo dos gladiadores da selva pode durar mais de meia hora. É o ritual do amor selvagem entre as aves amazônicas. A fêmea acompanha tudo do alto. Em uma luta dois grandes rivais levam a sério o direito de conquista. Mesmo exaustos, só encerram o combate quando surge um vencedor.

Nas matas de Presidente Figueiredo, a 120 quilômetros de Manaus, seguimos em busca de outra ave, que inspira lendas na região. É um pássaro encantado.

Depois de três dias andando pela selva, ouvindo o canto das aves amazônicas. De repente, um mugido numa região onde não há a mínima possibilidade de haver gado bovino. Finalmente, chegamos ao lendário pássaro-boi.

Eles se escondem no topo das árvores mais altas. São ariscos, desconfiados.

“Aquele indivíduo que tem uma melhor performance pela voz é atraído pela fêmea”, explica o biólogo.

Esse canto dele é diferente de todos os outros pássaros: é um mugido. “Eu já ouvi história de moradores do interior que se assustaram quando está o bando reunido, vocalizando vários ao mesmo tempo, produz um som meio esquisito. E assusta algumas pessoas”, afirma.

“Eu quase corro de medo. Boi no meio do mato? Eu fiquei bastante curioso. Aqui, no meio da Amazônia, gado? Fui entrando na selva, de repente encontrei o pássaro na copa das árvores”, conta o mateiro João Francisco Fuzil.

Nos duelos do galo da serra ou no canto do pássaro-boi, o desejo da reprodução garante a vida na selva.

O que é um tornado?


O que é um tornado?

 

 

Tornado é um fenômeno diferente do ciclone, do furacão e do tufão

01 de julho de 2008

Tornado é um fenômeno diferente do ciclone, do furacão e do tufãoA palavra tornado tem origem na palavra espanhola tornada, que significa tempestade, é uma coluna de ar giratória, que se desloca a uma velocidade de 30km/h a 60km/h em volta de um centro de baixa tensão. Apesar de pequeno, é um intenso redemoinho de vento que ocorre quando uma nuvem em movimento alcança a terra. Quando se forma sobre a água, o tornado é denominado tromba d’água.

O tornado é o fenômeno mais destrutivo de todas as perturbações atmosféricas, apesar de a área ser mais limitada que a dos furacões, com diâmetro geralmente menor que dois quilômetros. Para se ter uma idéia, os furacões podem atingir um diâmetro de centenas de quilômetros e serem formados por diversos tornados, explica Eduardo Netto, professor de climatologia e meteorologia da Ulbra, em Canoas (RS).

Há outras diferenças: diferente do furacão, o tornado tem um tempo de vida de alguns minutos e raramente ocorre por mais do que uma hora. Além disso, os tornados se formam a partir de uma única nuvem de chuva e podem possuir vários redemoinhos, enquanto os furacões são feitos de diversas nuvens e têm apenas um vórtice.

Os tornados têm mais probabilidade de ocorrer em uma área determinada dos Estados Unidos, explica o professor Netto, e acontecem com a chegada de frentes frias, em regiões onde o clima é mais quente e instável. O caminho que o tornado percorre é irregular, quando o funil encosta na superfície pode se mover em linha reta ou não. Pode ainda duplicar-se, pular lugares ou formar vários funis.

Mesmo normalmente pequena, podendo ser menor que 30 metros, a largura de um tornado pode ultrapassar 2,5 quilômetros. Os menores tornados são denominados mínimos e os maiores, de máximos. Um mínimo irá durar não mais do que alguns minutos, deslocar-se um quilômetro e meio e ter ventos com velocidade de até 160km/h. O chamado máximo pode deslocar-se 320 quilômetros ou mais, durar até três horas e ter ventos com velocidade superior a 400km/h.

Os cientistas ainda não conseguiram precisar a velocidade do vento dentro do funil, pois não há possibilidade de uso de instrumentos, que são destruídos pela força da tempestade, mas estima-se que possa chegar a 450km/h. Há somente uma escala usada pelos metereologistas para medir a intensidade dos ventos de um tornado, a Fujita-Pearson Tornado Intensity Scale.

A Escala Fujita classifica o fenômeno de leve (F0), onde a velocidade do vento atinge o máximo de 110km/h, até fora de série (F6), com ventos acima de 511km/h. Atualmente, existe uma nova versão da escala Fujita, a escala Fujita melhorada, que vai de F0 a F5, pois a F6 é considerada hipotética.

Já os chamados ciclones, tufões e furacões são nomes diferentes para o mesmo fenômeno climático básico e, que, em conjunto, recebem o nome de ciclones tropicais. O nome individual depende da região do planeta onde esses fenômenos se formam. O furacão é o nome dado a um ciclone tropical de núcleo quente, com ventos contínuos de 118km/h ou mais, que ocorrem no Oceano Atlântico Norte, mar do Caribe, Golfo do México e no norte oriental do Oceano Pacífico. Este mesmo ciclone tropical é conhecido como tufão no Pacífico ocidental e como ciclone no Oceano Índico.

Os ciclones são ventos que sopram ao redor de um centro de baixa pressão atmosférica, ocorrendo uma circulação fechada, conta o professor. Por uma série de questões que envolvem características do globo terrestre, como rotação, pólos e outros, os ciclones giram no sentido horário no hemisfério sul e anti-horário no hemisfério norte, da mesma maneira que ocorre com a água, por exemplo, quando se enche uma banheira e se destapa depois o ralo. Os ciclones, dependendo de suas condições (origem, ventos, etc), podem ser classificados como furacão ou tufão, entre outras classificações.

Como se forma um Furação?


Os furacões formam-se depois que os raios do Sol incidem durante vários dias sobre o oceano, provocando o aquecimento da massa de ar situada próximo de sua superfície líquida, quando a sua umidade se eleva. Quanto mais ar quente e úmido sobe, mais a temperatura diminui, o que favorece a condensação do vapor em gotas de chuva para formar as nuvens. Quanto mais umidade e calor existirem, mais evaporação irá ocorrer, o que poderia provocar o surgimento de várias centenas de tempestades.
Duas são as condições essenciais para a formação de um furacão. Em primeiro lugar, a evaporação de massa de água, além de ser suficiente, deve ocorrer acima dos oceanos, onde a temperatura varia entre 26,5º C e 27ºC. Esta última condição explica por que os furacões se formam sempre próximo dos trópicos. Aliás, é o calor liberado por ocasião da condensação do vapor d`água que dá ao furacão a sua potência. Em segundo lugar, a massa de tempestade deve situar-se ou se deslocar a 5º de latitude norte ou sul do equador, onde a força de Coriolis começa a ocorrer.
A força de Coriolis é um fenômeno produzido pela rotação da Terra ao redor de seu eixo. Esta força induz um movimento de rotação à massa tempestuosa, que começa a se enrolar sobre si mesma no sentido anti-horário no hemisfério norte e no sentido horário no hemisfério sul. À medida que se afasta do equador, a força de Coriolis é mais intensa, de modo que a rotação das massas tempestuosas será mais rápida e os ventos se tornarão mais rápidos.
Assim que o furacão toca o continente, ele encontra águas mais frias ao norte no hemisfério norte ou ao sul no hemisfério sul. O calor e a umidade necessários para a sua manutenção tornam-se insuficientes e começa o seu declínio. Além do mais, quando ele se desloca sobre o continente, o furacão perde rapidamente energia e velocidade em virtude de seu atrito com a superfície terrestre.
Se a trajetória do furacão o conduz para o equador, onde a força de Coriolis é nula, em conseqüência, além de perder a sua velocidade de rotação, ele se tornará uma mera massa tempestuosa.
No interior dos furacões, os ventos variam de 117 km/h a 300 km/h. Segundo a sua intensidade, o diâmetro do furacão pode atingir os 2.000 quilômetros e pode deslocar-se por vários milhares de quilômetros. Alguns se deslocam à velocidade de 20 a 25km/h, apesar da velocidade excessiva dos ventos que o fazem girar.
Um fato curioso e notável é que no centro olho do furacão a tempestade é mais calma. Nesta zona, a pressão é muito baixa, podendo ocorrer ventos de somente 30km/h.
O maior perigo é quando um furacão atinge a costa, após ter percorrido uma grande extensão sobre o mar: produz então a denominada maré de tempestade. Um montículo de água se forma sob o centro do furacão, onde a água se eleva por aspiração. Sobre o oceano, esse relevo semelhante a uma bossa e ligeiramente visível vai crescendo à medida que se aproxima da costa. Ao tocar a costa, a água invade as terras, provocando destruições indescritíveis. O tufão de Bangladesh, em 1970, causou a maior taxa de mortalidade; cerca de 300 mil pessoas submergiram em vagas inimagináveis. Recentemente, em 1992, o tufão Andrew, ao tocar a Flórida e a Louisiana, causou destruições avaliadas em quase 26 bilhões de dólares.


Como surgem os Furacões?

1. Os furacões surgem numa zona de baixa pressão atmosférica, onde o ar mais leve tende a subir.
2. Quando esse movimento ascendente acontece sobre um oceano tropical, a evaporação da água marinha faz com que as camadas mais baixas de atmosfera sejam ricas em vapor de água. A enorme quantidade de vapor d’água assim formada é transportada às mais elevadas e frias camadas da atmosfera.
3. Ao alcançar as camadas superiores, o vapor se condensa dando origem à água. Durante um processo, uma parte do calor existente no vapor é liberada na atmosfera, reaquecendo o ar em sua volta, que retorna à parte superior. À medida que a diferença de temperatura entre as camadas superficiais e superiores da atmosfera aumenta, maior será a possibilidade do ciclone se transformar num furacão.
4. Uma vez formado o furacão, ocorrem ventos horizontais na superfície, cada vez mais rápidos, provocados pelas massas de ar que se deslocam para ocupar o espaço deixado pelas massas de ar quente que sobem para as camadas superiores da atmosfera.

Classificação dos Furacões

Os furacões se classificam, segundo as velocidades do vento que reinam no seu interior, na escala Saffir-Simpson (criada em 1971 pelo engenheiro Herbert Saffir e pelo doutor Robert Simpson, especialista em furacões) em cinco categorias:

Categoria 1

Alguns danos pequenos sobre casas e quarteirões. Ventos: 117 a 153 km/h.

Categoria 2

Danos maiores em casas e desarraigamento de árvores. Ventos: 153 a 177 km/h.

Categoria 3

Grandes árvores são desarraigadas. Tetos, janelas e portas são danificados. Ventos: 177 a 209 km/h.

Categoria 4

Nenhuma casa sobrevive. Danos importantes atingem o subsolo das casas. Ventos: 209 a 249 km/h.

Categoria 5

Destruição de grandes edifícios. Afundamento de telhados. Danos muito vastos e importantes. Ventos: acima de 249 km/h.

Xadrez


Mitos da criação do xadrez

Existem diversas mitologias associadas à criação do jogo de xadrez, sendo uma das mais famosas aquela que a atribui a um jovem brâmane indiano chamado Lahur Sessa. Segundo a lenda do xadrez, contada em O Homem que Calculava, do escritor e matemático Malba Tahan, numa província indiana chamada Taligana havia um poderoso rajá que havia perdido o filho em batalha. O rajá estava em constante depressão e passou a descuidar-se de si e do reino.

Certo dia o rajá foi visitado por Sessa, que apresentou ao rajá um tabuleiro com 64 casas brancas e negras com diversas peças que representava a infantaria, a cavalaria, os carros de combate, os condutores de elefantes, o principal vizir e o próprio rajá. Sessa explicou que a prática do jogo daria conforto espiritual ao rajá, que finalmente encontraria a cura para a sua depressão, o que realmente ocorreu.

O rajá, agradecido, insistiu para que Sessa aceitasse uma recompensa por sua invenção e o brâmane pediu simplesmente um grão de trigo para a primeira casa do tabuleiro, dois para a segunda, quatro para a terceira, oito para a quarta e assim sucessivamente até a última casa. Espantado com a modéstia do pedido, o rajá ordenou que fosse pago imediatamente a quantia em grãos que fora pedida.

Depois que foram feitos os cálculos, os sábios do rajá ficaram atônitos com o resultado que a quantidade grãos havia atingido, pois, segundo eles, toda a safra do reino durante 2.000 anos não seriam suficientes para cobri-la. Impressionado com a inteligência do brâmane, o rajá o convidou para ser o principal vizir do reino, sendo perdoado por Sessa de sua grande dívida em trigo.

Diz uma outra lenda que o jogo foi criado pelo deus Marte (Mitologia Romana) ou Ares (Mitologia Grega) foi inspirado por Caissa, uma ninfa.

Origens históricas

Nobres egípcios jogando uma forma primitiva de xadrez

Nobres egípcios jogando uma forma primitiva de xadrez, segundo a concepção artística de Sir Lawrence Alma-Tadema, (1879).

Muito embora diversas civilizações antigas tenham sido apontadas como o berço do xadrez, tais como o Antigo Egito e a China dinástica, na atualidade a maioria dos pesquisadores concorda que o jogo tenha se originado na Índia por volta do Século VI d.C., na forma de uma antiga modalidade de xadrez com regras diferentes das atuais e denominado Chaturanga em sânscrito.

Posteriormente o Chaturanga difundiu-se na Pérsia durante o Século VII, recebendo o nome persa Shatranj, provavelmente com regras diferenciadas em relação ao jogo indiano. O Shatranj, por sua vez, foi assimilado pelo Mundo Islâmico após a conquista da Pérsia pelos muçulmanos, porém as peças se mantiveram durante muito tempo com os seus nomes persas originais. Dentre os praticantes de Shatranj à época, aqueles que mais se notabilizaram foram al-Razi, al-Adli e o historiador al-Suli e seu discípulo e sucessor al-Lajlaj. Diversos estudos foram feitos por al-Suli com o objetivo de compreender os princípios das aberturas e os finais de partida, além de classificar os praticantes de Shatranj em cinco categorias em razão de sua força de jogo.

Na passagem do primeiro milênio da nossa era, o jogo já tinha se difundido por toda a Europa e atingido a Península Ibérica no Século X, sendo citado no manuscrito do Século XIII, o Libro de los juegos, que discorria sobre o Shatranj, dentre outros jogos.

Origens do xadrez moderno (1450-1850)

Enxadristas árabes disputando uma partida de xadrez

Enxadristas árabes disputando uma partida de xadrez, na concepção de Ludwig Deutsch, (1896).

As peças no jogo antecessor ao xadrez eram muito limitadas em seus movimentos: o elefante (o antecessor do moderno bispo) somente podia mover-se em saltos por duas casas nas diagonais, o vizir (o antecessor da dama) somente uma casa nas diagonais, os peões não podiam andar duas casas em seu primeiro movimento e não existia ainda o roque. Os peões somente podiam ser promovidos a vizir que era a peça mais fraca, depois do peão, em razão da sua limitada mobilidade.

Por volta do ano de 1200, as regras do xadrez começaram a sofrer modificações na Europa e aproximadamente em 1475, deram origem ao jogo assim como o conhecemos nos dias de hoje. As regras modernas foram adotadas primeiramente na Itália (ou, segundo outras fontes, na Espanha): os peões adquiriram a capacidade de mover-se por duas casas no seu primeiro movimento e de tomar outros peões en passant, enquanto bispos e damas obtiveram sua mobilidade atual. A dama tornou-se a peça mais poderosa do jogo. Estas mudanças rapidamente se difundiram por toda a Europa Ocidental, com exceção das regras sobre o empate, cuja diversidade de local para local somente se consolidou em regras únicas no início do Século XIX.

Por esta época iniciou-se o desenvolvimento da teoria enxadrística. A mais antiga obra impressa sobre o xadrez, Repetición de Amores y Arte de Ajedrez, escrito pelo sacerdote espanhol Luís de Lucena, foi publicado em Salamanca no ano de 1497. Lucena e outros antigos mestres do Séculos XVI e XVII, como o português Pedro Damiano de Odemira, os italianos Giovanni Leonardo Di Bonna, Giulio Cesare Polerio, Gioacchino Greco e o bispo espanhol Ruy López de Segura, desenvolveram elementos de aberturas e defesas, tais como Abertura Italiana, Ruy López e o Gambito do Rei, além de terem feito as primeiras análises sobre os finais.

Templários disputando uma partida de xadrez numa iluminura do Libro de los juegos (1283)

Templários disputando uma partida de xadrez numa iluminura do Libro de los juegos (1283).

No Século XVIII, a França passou a ocupar o centro dos acontecimentos enxadrísticos. Os mais importantes mestres eram o músico André Philidor, que descobriu a importância dos peões na estratégia do xadrez, e Louis de la Bourdonnais que venceu uma famosa série de matches contra o mais forte enxadrista britânico da época, Alexander McDonnell, em 1834. O centro da vida enxadrística nesse período eram as coffee houses nas maiores cidades européias, dentre elas o Café de la Régence em Paris e o Simpson’s Divan em Londres.

Durante todo o Século XIX, as entidades enxadrísticas se desenvolveram rapidamente. Diversos clubes de xadrez e vários livros sobre enxadrismo foram publicados. Passaram a ocorrer matches por correspondência entre cidades, tais como o ocorrido entre o London Chess Club contra o Edinburgh Chess Club em 1824. As composições de xadrez tornaram-se comuns nos jornais, nos quais Bernhard Horwitz, Josef Kling e Samuel Loyd compuseram alguns dos mais famosos problemas de xadrez daquela época. No ano de 1843, a primeira edição do Handbuch des Schachspiels foi publicada, escrita pelos mestres germânicos Paul Rudolf von Bilguer e Tassilo von Heydebrand, sendo considerada a primeira obra completa sobre a teoria enxadrística.

O nascimento de um esporte (1850-1945)

Benjamin Franklin disputando uma partida de xadrez

Benjamin Franklin disputando uma partida de xadrez, quadro do artista Edward Harrison May (1824-1887).

O primeiro torneio moderno de xadrez ocorreu em Londres em 1851. O campeão foi o alemão Adolf Anderssen, relativamente desconhecido à época, sendo aclamado como o melhor enxadrista do mundo. O seu estilo enérgico e brilhante, tornou-se muito popular, sendo imitado pelos outros praticantes. Suas partidas repletas de sacrifícios, tais como a Imortal ou a Sempreviva, foram consideradas como as mais altas realizações da arte enxadrística. A Imortal é citada por alguns autores como a mais famosa partida da história do enxadrismo.

Uma visão mais profunda sobre a estratégia enxadrística veio com dois jovens enxadristas: Paul Morphy e Wilhelm Steinitz.

O Imperador Germânico Oto II jogando xadrez com uma cortesã numa iluminura de 1320

O Imperador Germânico Oto II jogando xadrez com uma cortesã numa iluminura de 1320.

Rei europeu disputando uma partida de xadrez

Rei europeu disputando uma partida de xadrez numa iluminura do Liber de Moribus, (aprox. 1300)

O norte-americano Morphy, um extraordinário prodígio, venceu todos os seus mais fortes oponentes, incluindo o próprio Anderssen, durante sua curta carreira entre os anos de 1857 e 1863. O sucesso de Morphy originou-se de uma combinação de ataque fulminante e profunda estratégia.

Este esquema foi mais tarde reinventado e descrito pelo outro mestre e teórico, o alemão Wilhelm Steinitz. Steinitz iniciou uma outra importante tradição: após o seu triunfo sobre o proeminente mestre alemão Johannes Zukertort, em 1886, foi considerado como o primeiro campeão mundial de xadrez. Steinitz veio perder a coroa somente em 1894 para um jovem filósofo e matemático alemão, Emanuel Lasker, que manteve o seu título por 27 anos, a mais longa permanência como campeão do mundo de todos os tempos. Lasker foi o primeiro enxadrista a utilizar métodos psicológicos contra seus adversários.

Mas foi o prodígio cubano, o diplomata José Raúl Capablanca, campeão do mundo no período compreendido entre 1921 e 1927, que colocou um fim no reinado germânico do mundo do xadrez. Capablanca amava posições simples e os finais de jogo; permaneceu imbatível nos torneios por oito anos até 1924. Capablanca é considerado nos dias atuais como o maior talento natural da história do enxadrismo e o maior enxadrista hispânico de todos os tempos. Seu sucessor foi Alexander Alekhine, um forte atacante, que faleceu como campeão do mundo em 1946, tendo perdido seu título por um breve período de tempo para o enxadrista holandês Max Euwe em 1935, conquistando-o novamente dois anos depois.

No período compreendido entre as duas grandes guerras mundiais, a teoria enxadrística foi revolucionada por uma nova escola de pensamento conhecida como Hipermodernismo, liderada por Aaron Nimzowitsch e Richard Réti. Eles negavam a validade absoluta dos princípios da escola posicional que tinha sido estabelecida por Steinitz e Tarrasch. Os hipermodernistas defendiam o controle à distância do centro do tabuleiro por meio de peças, em lugar de ocupar as casas centrais com peões, convidando os adversários a ocupar o centro com seus peões que logo se tornariam alvos de ataque.

Desde o final do Século XIX, o número de torneios e matches entre mestres vem rapidamente crescendo. Em 1914, o título de grande mestre foi pela primeira vez conferido oficialmente pelo czar russo Nicolau II aos cinco finalistas do torneio de São Petersburgo: Capablanca, Lasker, Alekhine, Tarrasch e Marshall. Esta tradição continua sendo seguida pela FIDE, fundada em 1924, até os dias de hoje.

Era pós-guerra (1945 até o presente momento)

Garry Kasparov, considerado um dos maiores campeões de xadrez de todos os tempos

Garry Kasparov, considerado um dos maiores campeões de xadrez de todos os tempos, com títulos mundiais consecutivos de 1985 a 2000.

Vladimir Kramnik

Vladimir Kramnik derrotou Kasparov em 2000 e unificou as duas coroas mundiais em 2006.

Após a morte de Alekhine, o novo campeão do mundo foi selecionado em um torneio de enxadristas de elite, organizado pela FIDE que, desde então, vem conferindo o título. O vencedor do torneio de 1948, o soviético Mikhail Botvinnik, iniciou um era de hegemonia soviética no mundo do xadrez. Até a dissolução da União Soviética, houve somente um campeão do mundo não-soviético, o norte-americano Robert Fischer.

No sistema informal que era adotado anteriormente, o campeão do mundo tinha o direito de decidir com qual desafiante disputaria o título mundial, ficando a cargo do desafiante a busca por patrocinadores para o match. A FIDE veio então a estabelecer um novo e moderno sistema de torneios de classificação e matches que substituía este sistema arcaico. Os melhores enxadristas do mundo passaram a ser selecionados primeiramente nos Torneios Zonais, sendo seguidos pelos Torneios Interzonais. Os melhores finalistas dos Torneios Interzonais participam do Torneio de Candidatos que, por sua vez, definirá quem será o desafiante que poderá então disputar a coroa com o campeão do mundo. Um campeão derrotado neste match final tinha o direito de jogar um rematch no ano seguinte. O sistema funcionava em um ciclo de três anos.

Botvinnik venceu o campeonato mundial em 1948 e reteve a coroa nos anos de 1951 e 1954. Em 1957, a perdeu para Vasily Smyslov, mas recuperou o título pelo rematch em 1958. Em 1960, ele perdeu novamente para Mikhail Tal. Botvinnik recuperou o título novamente em 1961.

Entretanto, a partir de 1961, a FIDE aboliu a cláusula do rematch, e o campeão seguinte, Tigran Petrosian, um gênio da defesa e um fortíssimo jogador posicional, manteve a coroa no período de 1963 a 1969. Seu sucessor, Boris Spassky, foi campeão do mundo entre os anos de 1969 e 1972, sendo um formidável enxadrista tanto no jogo posicional quanto em agudas situações táticas.

Vishy Anand, campeão mundial de xadrez pela FIDE

Vishy Anand, campeão mundial de xadrez pela FIDE (2008)

O campeonato seguinte, disputado entre Spassky e o jovem norte-americano Robert Fischer, foi aclamado como a Partida do Século. O match foi vencido por Fischer que, em 1975, se recusou a defendê-lo contra o soviético Anatoly Karpov. A FIDE concedeu o título a Karpov que o defendeu duas vezes contra Viktor Korchnoi e dominou o mundo do xadrez nas décadas de 70 e 80 com uma longa série de vitórias.

A supremacia de Karpov terminou em 1985 pelas mãos de um outro enxadrista soviético, Garry Kasparov. Kasparov e Karpov disputaram ainda o título mundial cinco vezes entre os anos de 1984 e 1990.

Em 1993, Kasparov e Nigel Short romperam com a FIDE e organizaram o seu próprio match pelo título mundial, fundando a Professional Chess Association (PCA). Como conseqüência naquele período passaram a existir dois campeões mundiais, representando entidades distintas, a FIDE e a PCA. Logo depois do campeonato de 1995 a PCA faliu, e Kasparov não tinha nenhuma organização de onde escolher seu desafiante. Em 1998, ele então fundou o Conselho Mundial de Xadrez e organizou o Campeonato Mundial de Xadrez Clássico. Uma reunificação dos títulos somente veio a ocorrer em 2006, quando o russo Vladimir Kramnik derrotou o campeão FIDE Veselin Topalov e tornou-se o campeão do mundo das duas coroas.

Em 2007, o título mundial pela FIDE foi conquistado pelo indiano Vishy Anand durante o evento denominado Campeonato Mundial de Ajedrez México 2007, onde Kramnik foi um dos finalistas.

Em 2008, Anand confirmou o título mundial de xadrez durante o match em Bonn, realizado nos dias 26 de outubro a 1 de novembro. O resultado do match foi definido no dia 29, com o empate de Kramnik e Anand, com ampla vantagem do indiano (6,5 a 4,5), tornando desnecessária a 12ª. partida do match.

Com esta vitória, Anand também se torna o primeiro campeão de xadrez nas três modalidades: knockout, torneio, e match.

Influência na cultura ocidental

Peças de Lewis, entalhadas em marfim e datadas do século XI

Peças de Lewis, entalhadas em marfim e datadas do século XI.

Peça entalhada em marfim, encontrada na Itália e datada do século XII

Peça entalhada em marfim, encontrada na Itália e datada do século XII.

Na Idade Média e durante a Renascença, o xadrez tornou-se parte da cultura da nobreza, sendo usado tanto para o entretenimento de reis e cortesãos, quanto para o ensino de estratégia militar, sendo ainda praticado nos círculos de clérigos, estudantes e mercadores e penetrando também na cultura popular da Idade Média. O xadrez passou então a ser conhecido como o Jogo dos Reis. Um exemplo é a ópera do século XIII, Carmina Burana, cuja 209ª canção começa com os nomes das peças de xadrez (“Roch, pedites, regina…”). Belíssimos conjuntos de peças de xadrez usados pela aristocracia da época foram perdidos em sua maioria, mas alguns exemplares sobreviventes, tais como as Peças Lewis, são considerados como de altíssima qualidade artística.

O tema enxadrismo serviu com freqüência como base de sermões sobre moralidade. Um exemplo é o Liber de Moribus Hominum et Officiis Nobilium Sive Super Ludo Scacchorum, escrito pelo monge dominicano italiano Jocobus de Cessolis, aproximadamente no ano de 1300. O popular tratado foi traduzido para diversos idiomas (impresso pela primeira vez em 1473, Utrecht) e foi a base para o livro de William Caxton, The Game and Playe of the Chesse (título em inglês arcaico), um dos primeiros livros impressos em língua inglesa em 1474.

As diferentes peças de xadrez serviam como metáforas para diferentes classes sociais e os deveres humanos foram comparados às regras do jogo ou às propriedades visuais das peças. Durante o Iluminismo, o xadrez surge como um útil instrumento para o auto-desenvolvimento intelectual. Por outro lado, autoridades políticas e religiosas de diversas localidades chegaram a proibir que o jogo fosse praticado sob alegações de frivolidade, dentre outras acusações infundadas.

Partita a Scacchi, quadro de autoria da pintora renascentista italiana Sofonisba Anguissola

Partita a Scacchi, quadro de autoria da pintora renascentista italiana Sofonisba Anguissola.

O xadrez foi também retratado nas artes, usado como metáfora de combate, como símbolo da supremacia da lógica, ou ainda, no espírito dos moralistas medievais, como uma alegoria da vida social. Obras importantes, onde o xadrez desempenha um papel principal, vão desde a peça teatral A game at chess, de Thomas Middleton, passando pelo Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll, até The Royal Game, de Stefan Zweig, ou The Defense, de Vladimir Nabokov. Benjamin Franklin escreveu um importante artigo sobre as virtudes da prática do jogo denominado The Morals of Chess em 1750.

O xadrez também está presente na cultura popular contemporânea. Por exemplo, em O Sétimo Selo, um filme de Ingmar Bergman, um cavaleiro cruzado disputa uma partida de xadrez contra o Anjo da Morte. O personagem Harry Potter, de J.K. Rowling, disputa o Wizard’s Chess, enquanto os personagens de Jornada nas Estrelas preferem o Xadrez Tridimensional e o herói de Lances Inocentes reluta em adotar os pontos de vista agressivos e misantrópicos do seu instrutor.

 

AspasO xadrez não é uma fútil distração; permite desenvolver em nós as qualidades do espírito mais necessárias à vida.

Diários do Vampiro versus Crepúsculo: Acusações de plágio


Diários do Vampiro versus Crepúsculo: Acusações de plágio

A autora de “Diários do vampiro” (“The Vampire Diaries“), L.J. Smith, acusa Stephenie Meyer de copiar os ingredientes de sua obra no sucesso teen “Crepúsculo”, de acordo com matéria do Globo Online:

L.J. Smith

L.J. Smith

O sucesso da série “Crepúsculo” fez dos vampiros estrelas do pop, mas esse reino das trevas moderninho, que já se alastra por literatura, cinema e TV, pode ter seu equilíbrio abalado por uma polêmica entre duas de suas matriarcas. Autora da série “Diários do vampiro”, publicada em 1991 e recentemente adaptada para um seriado de TV que estreia no Brasil em outubro (no Warner Channel), a americana L.J. Smith acusa de plágio a toda poderosa Stephenie Meyer, responsável pela febre vampiresca atual.

Em entrevista exclusiva à Megazine, por e-mail, Smith diz que Meyer chupou vários ingredientes de suas histórias. Curioso para fazer sua própria comparação? O primeiro volume de “Diários…” foi lançado no Brasil em agosto, pelo selo Galera Record. Os outros deverão sair nos próximos meses e, ano que vem, haverá uma reedição da série “Night world”, da qual a autora diz ter saído boa parte do recheio de “Crepúsculo”.

- Há muitas similaridades entre “Diários…” e “Crepúsculo” (lançado em 2005). Além disso, vários elementos foram tirados de “Night world” (publicada de 1996 a 1998). Quase todos os personagens e os desdobramentos importantes nos livros de Meyer podem ser encontrados nos meus livros – dispara Smith, chamando para a briga. – Eu desafio a autora de “Crepúsculo” a um debate público pela web. Quero ver como explica todas as similaridades.

Stephenie Meyer

Stephenie Meyer

Aos 35 anos, Meyer já vendeu 77 milhões de exemplares dos quatro títulos de sua série. Lançado ano passado, o filme adaptado do primeiro livro foi um estouro e o segundo, “Lua nova”, estreia no fim deste ano. O curioso é que, não fosse esse sucesso, a própria Smith não estaria de novo sob os holofotes. Do seriado “True blood” à prometida refilmagem de “Buffy – A caça-vampiros”, toda a onda sanguinária que motivou a adaptação da trilogia “Diários…” para a TV e, por tabela, o relançamento dos livros foi levantada por “Crepúsculo”.

Thalía e Eduardo


Thalía e Eduardo Capetillo se reencontram em “Marimar”

 

Dois anos após conquistar a audiência mexicana com “Maria Mercedes”, Thalía retornou

 

Divulgação – Televisa

como a costeñita Marimar na novela homônima. Ao contrário da primeira parte da “Trilogia das Marias”, “Marimar” não era ambientada na cidade, e sim no litoral mexicano. Na trama Thalía interpreta a bela e inocente órfã, pobre, que vive em uma choupana com seus avós. O passado da garota guarda um segredo, que será revelado no decorrer da história. A vida de Marimar toma outro rumo ao se apaixonar por Sérgio Santibañez, vivido pelo ator e cantor mexicano Eduardo Capetillo, jovem herdeiro de uma das principais fazendas da região.

A aproximação dos dois desagradará a ambiciosa Angélica (Chantal Andere) que fará de tudo para destruir Marimar. Em 31 de janeiro de 1994 a novela foi lançada pela Televisa, a história de amor e superação com toques cômicos não demorou a conquistar o público. Que também estava curioso para rever Thalía e Capetillo juntos, eles foram companheiros no grupo musical Timbiriche nos anos 80.

Sucesso mundial

A trama chegou ao Brasil através do SBT em novembro de 1996, para substituir a bem sucedida “Maria Mercedes”. Porém, a repercussão alcançada por “Marimar” foi maior do que a emissora paulistana poderia prever. O crescente aumento de popularidade de Thalía, apoiado na história de amor e no clima de verão da novela, a transformaram num fenômeno televisivo do SBT. Que por muitas vezes chegou a incomodar a audiência do “Jornal Nacional”. Não foi apenas no Brasil que a novela foi um grande sucesso, países como Filipinas e EUA – onde até hoje é a novela latina de maior audiência da história – se renderam as desventuras da costeñita.

Os críticos mexicanos apontaram alguns defeitos em “Marimar” em comparação a, “mais séria”, “Maria Mercedes”. O fato do cão Pulguento ter seus “pensamentos” revelados ao público, foi um dos pontos apontados por eles. Bobagem, Pulguento era um dos melhores personagens da trama. Graças a química entre ele e Thalía, a produção conquistou o público infantil da época. Entretanto, num ponto os críticos foram unânimes, a evolução de Thalía como atriz. A personagem Marimar exigia muito mais dela, do que Mercedes. A linha tênue que separa o amor e ódio sentidos por ela em relação a Sérgio, o homem que brincou com seus sentimentos e a abandonou, exigiu uma entrega maior a personagem. Thalía se saiu bem na fase inocente e ingênua da personagem e também como Bella Aldama, alter ego adotado por Marimar para esconder de todos sua identidade e para colocar em prática sua vingança contra a família Santibañez.

Amar sem ser amada

Pulguento e Marimar: dupla dinâmica / Divulgação – Televisa

Durante o período que compreendeu os sucessos de “Maria Mercedes” e “Marimar”, Thalía interrompeu sua carreira musical, tendo lançado apenas um single entre os álbuns “Love”, de 1992 e “En Extasis”, de 1995, o tema de “Marimar”. Que inicialmente foi concebido apenas para acompanhar a novela, surpreendentemente se tornou um hit mundial. Foi nessa mesma época que Thalía deixou a Fonovisa, sua antiga gravadora, e se transferiu para a EMI. Onde permaneceria por longos 13 anos.

Em entrevistas posteriores Thalía escolheu Marimar como sua melhor e mais marcante personagem, pela da alegria, contato com a natureza e vontade de ser feliz acima de tudo que a costeñita tinha. A estrela mexicana está certa, diferente de Maria Mercedes e da amargurada Maria de “Maria do Bairro”, Marimar tinha uma enorme vontade de viver e superar obstáculos, amar e ser amada. Infelizmente para ela, como na vida, acabou encontrando em seu caminho alguém que queria apenas debochar e brincar com seus sentimentos. Mas, como a produção é uma novela e, sobretudo, mexicana, óbvio que no final a sofrida costeñita perdoaria Sérgio.

Para quem acompanha e conhece as novelas mexicanas a trama original de Inés Rodena, adaptada por Carlos Romero, é uma espécie de “onde está o Wally?” com tantas participações de atores que já estiveram em outras produções da terra da tequila. A vilã mor da novela, Chantal Andere, que protagonizou a inesquecível cena da lama, viveria anos depois seu papel definitivo como a esquizofrênica Stephanie de “A Usurpadora”. René Muñoz, Ricardo Blume, Fernando Colunga e Meche Barba que teriam papéis de destaque na posterior “Maria do Bairro”, também estão na trama litorânea. Que foi baseada no sucesso dos anos 1970, La Venganza, protagonizado por Helena Rojo (“O Privilégio de Amar”).

De volta à telinha

A trama foi reprisada por duas oportunidades pelo SBT. Apenas seus primeiros capítulos em 1998 no péssimo horário das 11h e completa em 2004 no início da tarde, quando conseguiu ótimos índices de audiência. Reacendendo o amor dos brasileiros por Thalía. No ano passado por conta do contrato entre CNT e Televisa, “Marimar” foi reapresentada na faixa das sete da noite. Conquistando a maior audiência da pequena emissora. Comprovando que mesmo após tantos anos, o público nacional não esquece Thalía e sua apaixonante Marimar, la costeñita, AU!

PRÓXIMO CAPÍTULO: MARIA DO BAIRRO…


Leia também: Primera Fila: O Triunfo de Thalía

Divulgação – Televisa

Apresentando: Eduardo Capetillo

Assim como Thalía e Paulina Rubio, Eduardo Capetillo ganhou repercussão nos países latinos a partir do sucesso do grupo Timbiriche. No início da década de 1990 começou carreira solo com o álbum Alcanzar Una Estrella, trilha sonora da novela “Alcançar Uma Estrela”, exibida no Brasil em 1991. Seus trabalhos musicais com maior alcance foram os álbuns “Dame Una Noche”, “Piel Ajena” e “Estoy Aqui”, todos nos anos 1990.

Na televisão teve êxito com as telenovelas “Marimar” de 1994, “Camila” de 1998 e “A Madrasta”, de 2005. Os mais recentes álbuns lançados por Capetillo foram “Un Vaqueiro el La Ciudad” e “Hecho En Sinaloa”, em 2007 e 2009 respectivamente. Nos dois trabalhos musicais o cantor se aventurou pela música regional mexicana tendo como parceiro o conceituado Joan Sebastian. Atualmente Eduardo se prepara para protagonizar ao lado de Gabriela Spanic e Fernando Colunga a comentada produção mexicana “Soy Tu Dueña”, que teria Thalía como estrela principal. Alegando falta de tempo, ela recusou o convite.

Eduardo Capetillo – La Mujer que No Soñe (1990)

Steve Jobs morre em sua casa.


Cofundador da Apple morreu na quarta-feira aos 56 anos. Foto: AFP

Cofundador da Apple morreu na quarta-feira aos 56 anos
Foto: AFP

O cofundador da Apple Steve Jobs morreu em sua casa, em Palo Alto, na Califórnia, vítima de uma parada respiratória causada por um tumor pancreático, segundo o atestado de óbito emitido nesta segunda-feira pelo Departamento de Saúde Pública de San Jose, na Califórnia. O empresário morreu às 15h (hora local, 19h no horário de Brasília), indica o documento. As informações são do site Bloomberg.

A parada respiratória foi indicada como a causa imediata da morte, e o “tumor neuroendócrino metastático do pâncreas” apontado como causa subjacente. O documento indica ainda que a morte ocorreu cinco anos após o aparecimento do tumor. Segundo o atestado, a necropsia não foi realizada, e o corpo foi enterrado na sexta-feira, em um cemitério não-indicado em Santa Clara County.

Steve Jobs morre aos 56 anos
O cofundador e ex-presidente do conselho de administração da Apple morreu nesta quarta-feira aos 56 anos, vítima de um câncer no pâncreas que vinha tratando desde 2003. Perfeccionista, criativo, inovador e ousado, ele ajudou a tornar os computadores mais amigáveis e revolucionou a animação, a música digital e o telefone celular. Jobs marcou o mundo da tecnologia ao apresentar produtos como o Macintosh, o iPod, o iPhone e o iPad. Afastado da empresa desde 17 de janeiro para cuidar da saúde e sem prazo para voltar, o executivo renunciou ao cargo em 24 de agosto. “Sempre disse que, se chegasse o dia que eu não pudesse mais cumprir minhas funções e expectativas como CEO da Apple, seria o primeiro a informar. Infelizmente, esse dia chegou”, dizia a nota à época.

A saúde de Jobs virou notícia em 2004, quando ele anunciou que passara por uma cirurgia para remover um tipo raro de câncer pancreático, diagnosticado em 2003, e que a operação fora bem-sucedida. Depois, em 2009, Jobs fez um transplante de fígado e ficou afastado da companhia que fundou ao lado do engenheiro Steve Wozniak por vários meses. Mesmo com as licenças, Jobs continuou ativo na tomada de decisões da empresa, chegando se reunir a portas fechadas com o presidente americano, Barack Obama, em fevereiro, e lançar o iPad 2, em março, surpreendendo ao subir ao palco para apresentar o produto.

Detalhes do estado de saúde de Jobs sempre foram um mistério. Uma fotografia que mostrava o executivo muito magro e com aparência debilitada (sobre a qual recaíram suspeitas de manipulação) foi publicada pelo site americano de celebridades TMZ dois dias após ele ter deixado o cargo de presidente-executivo da Apple. Em fevereiro, Jobs foi fotografado pelo jornal americano The National Enquirer na mesma clínica onde o ator Patrick Swayze, morto em setembro de 2009, recebeu tratamento para câncer de pâncreas.

A história de vida de Steve Jobs! Descrita pelo próprio..


Grande história de vida, exemplo a seguir, excelente motivação para seguirmos com o nosso destino, de seguirmos aquilo que realmente gostamos. Fiquei fascinado com as palavras de Steve Jobs e com a sua vida! Leiam, não perdem nada por isso.

VIDEO OFICIAL

 


‘’Estou honrado de estar aqui, na formatura de uma das melhores universidades do mundo. Eu nunca me formei na universidade. Que a verdade seja seja dita, isso é o mais perto que eu já cheguei de uma cerimônia de formatura. Hoje, eu gostaria de contar a vocês três histórias da minha vida. E é isso. Nada demais. Apenas três histórias. A primeira história é sobre ligar os pontos.

Eu abandonei o Reed College depois de seis meses, mas fiquei enrolando por mais dezoito meses antes de realmente abandonar a escola. E por que eu a abandonei? Tudo começou antes de eu nascer.Minha mãe biológica era uma jovem universitária solteira que decidiu me dar para a adoção. Ela queria muito que eu fosse adotado por pessoas com curso superior.

Tudo estava armado para que eu fosse adotado no nascimento por um advogado e sua esposa. Mas, quando eu apareci, eles decidiram que queriam mesmo uma menina. Então meus pais, que estavam em uma lista de espera, receberam uma ligação no meio da noite com uma pergunta: “Apareceu um garoto. Vocês o querem?” Eles disseram: “É claro.” Minha mãe biológica descobriu mais tarde que a minha mãe nunca tinha se formado na faculdade e que o meu pai nunca tinha completado o ensino médio. Ela se recusou a assinar os papéis da adoção. Ela só aceitou meses mais tarde quando os meus pais prometeram que algum dia eu iria para a faculdade.

E, 17 anos mais tarde, eu fui para a faculdade. Mas, inocentemente escolhi uma faculdade que era quase tão cara quanto Stanford. E todas as economias dos meus pais, que eram da classe trabalhadora, estavam sendo usados para pagar as mensalidades. Depois de 6 meses, eu não podia ver valor naquilo. Eu não tinha idéia do que queria fazer na minha vida e menos idéia ainda de como a universidade poderia me ajudar naquela escolha. E lá estava eu gastando todo o dinheiro que meus pais tinham juntado durante toda a vida. E então decidi largar e acreditar que tudo ficaria OK. Foi muito assustador naquela época, mas olhando para trás foi uma das melhores decisões que já fiz.

No minuto em que larguei, eu pude parar de assistir às matérias obrigatórias que não me interessavam e comecei a frequentar aquelas que pareciam interessantes.Não foi tudo assim romântico. Eu não tinha um quarto no dormitório e por isso eu dormia no chão do quarto de amigos. Eu recolhia garrafas de Coca-Cola para ganhar 5 centavos, com os quais eu comprava comida. Eu andava 11 quilômetros pela cidade todo domingo à noite para ter uma boa refeição no templo hare-krishna. Eu amava aquilo. Muito do que descobri naquele época, guiado pela minha curiosidade e intuição, mostrou-se mais tarde ser de uma importância sem preço.

Vou dar um exemplo: o Reed College oferecia naquela época a melhor formação de caligrafia do país. Em todo o campus, cada poster e cada etiqueta de gaveta eram escritas com uma bela letra de mão. Como eu tinha largado o curso e não precisava frequentar as aulas normais, decidi assistir as aulas de caligrafia. Aprendi sobre fontes com serifa e sem serifa, sobre variar a quantidade de espaço entre diferentes combinações de letras, sobre o que torna uma tipografia boa. Aquilo era bonito, histórico e artisticamente sutil de uma maneira que a ciência não pode entender. E eu achei aquilo tudo fascinante.

Nada daquilo tinha qualquer aplicação prática para a minha vida. Mas 10 anos mais tarde, quando estávamos criando o primeiro computador Macintosh, tudo voltou. E nós colocamos tudo aquilo no Mac. Foi o primeiro computador com tipografia bonita. Se eu nunca tivesse deixado aquele curso na faculdade, o Mac nunca teria tido as fontes múltiplas ou proporcionalmente espaçadas. E considerando que o Windows simplesmente copiou o Mac, é bem provável que nenhum computador as tivesse.

Se eu nunca tivesse largado o curso, nunca teria frequentado essas aulas de caligrafia e os computadores poderiam não ter a maravilhosa caligrafia que eles têm. É claro que era impossível conectar esses fatos olhando para a frente quando eu estava na faculdade. Mas aquilo ficou muito, muito claro olhando para trás 10 anos depois.

De novo, você não consegue conectar os fatos olhando para frente. Você só os conecta quando olha para trás. Então tem que acreditar que, de alguma forma, eles vão se conectar no futuro. Você tem que acreditar em alguma coisa – sua garra, destino, vida, karma ou o que quer que seja. Essa maneira de encarar a vida nunca me decepcionou e tem feito toda a diferença para mim.

Minha segunda história é sobre amor e perda.

Eu tive sorte porque descobri bem cedo o que queria fazer na minha vida. Woz e eu começamos a Apple na garagem dos meus pais quando eu tinha 20 anos. Trabalhamos duro e, em 10 anos, a Apple se transformou em uma empresa de 2 bilhões de dólares e mais de 4 mil empregados. Um ano antes, tínhamos acabado de lançar nossa maior criação – o Macintosh – e eu tinha 30 anos. E aí fui demitido. Como é possível ser demitido da empresa que você criou? Bem, quando a Apple cresceu, contratamos alguém para dirigir a companhia. No primeiro ano, tudo deu certo, mas com o tempo nossas visões de futuro começaram a divergir.

Quando isso aconteceu, o conselho de diretores ficou do lado dele. O que tinha sido o foco de toda a minha vida adulta tinha ido embora e isso foi devastador. Fiquei sem saber o que fazer por alguns meses. Senti que tinha decepcionado a geração anterior de empreendedores. Que tinha deixado cair o bastão no momento em que ele estava sendo passado para mim. Eu encontrei David Peckard e Bob Noyce e tentei me desculpar por ter estragado tudo daquela maneira.

Foi um fracasso público e eu até mesmo pensei em deixar o Vale [do Silício]. Mas, lentamente, eu comecei a me dar conta de que eu ainda amava o que fazia. Foi quando decidi começar de novo. Não enxerguei isso na época, mas ser demitido da Apple foi a melhor coisa que podia ter acontecido para mim. O peso de ser bem sucedido foi substituído pela leveza de ser de novo um iniciante, com menos certezas sobre tudo. Isso me deu liberdade para começar um dos períodos mais criativos da minha vida.

Durante os cinco anos seguintes, criei uma companhia chamada NeXT, outra companhia chamada Pixar e me apaixonei por uma mulher maravilhosa que se tornou minha esposa. Pixar fez o primeiro filme animado por computador, Toy Story, e é o estúdio de animação mais bem sucedido do mundo. Em uma inacreditável guinada de eventos, a Apple comprou a NeXT, eu voltei para a empresa e a tecnologia que desenvolvemos nela está no coração do atual renascimento da Apple. E Lorene e eu temos uma família maravilhosa.

Tenho certeza de que nada disso teria acontecido se eu não tivesse sido demitido da Apple. Foi um remédio horrível, mas eu entendo que o paciente precisava. Às vezes, a vida bate com um tijolo na sua cabeça. Não perca a fé. Estou convencido de que a única coisa que me permitiu seguir adiante foi o meu amor pelo que fazia.

Você tem que descobrir o que você ama. Isso é verdadeiro tanto para o seu trabalho quanto para com as pessoas que você ama. Seu trabalho vai preencher uma parte grande da sua vida, e a única maneira de ficar realmente satisfeito é fazer o que você acredita ser um ótimo trabalho. E a única maneira de fazer um excelente trabalho é amar o que você faz. Se você ainda não encontrou o que é, continue procurando. Não sossegue. Assim como todos os assuntos do coração, você saberá quando encontrar. E, como em qualquer grande relacionamento, só fica melhor e melhor à medida que os anos passam. Então continue procurando até você achar. Não sossegue.

Minha terceira história é sobre morte.

Quando eu tinha 17 anos, li uma frase que era algo assim: “Se você viver cada dia como se fosse o último, um dia ele realmente será o último”. Aquilo me impressionou, e desde então, nos últimos 33 anos, eu olho para mim mesmo no espelho toda manhã e pergunto: “Se hoje fosse o meu último dia, eu gostaria de fazer o que farei hoje?” E se a resposta é “não” por muitos dias seguidos, sei que preciso mudar alguma coisa.

Lembrar que estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que já encontrei para me ajudar a tomar grandes decisões. Porque quase tudo – expectativas externas, orgulho, medo de passar vergonha ou falhar – caem diante da morte, deixando apenas o que é apenas importante. Não há razão para não seguir o seu coração. Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira que eu conheço para evitar a armadilha de pensar que você tem algo a perder. Você já está nu. Não há razão para não seguir seu coração.

Há um ano, eu fui diagnosticado com câncer. Era 7h30 da manhã e eu tinha uma imagem que mostrava claramente um tumor no pâncreas. Eu nem sabia o que era um pâncreas. Os médicos me disseram que aquilo era certamente um tipo de câncer incurável, e que eu não deveria esperar viver mais de 3 a 6 semanas. Meu médico me aconselhou a ir para casa e arrumar minhas coisas – que é o código dos médicos para “preparar para morrer”. Significa tentar dizer às suas crianças em alguns meses tudo aquilo que você pensou ter os próximos 10 anos para dizer. Significa dizer seu adeus. Eu vivi com aquele diagnóstico o dia inteiro.

Depois, à tarde, eu fiz uma biópsia, em que eles enfiaram um endoscópio pela minha garganta abaixo, através do meu estômago e pelos intestinos. Colocaram uma agulha no meu pâncreas e tiraram algumas células do tumor. Eu estava sedado, mas minha mulher, que estava lá, contou que quando os médicos viram as células em um microscópio, começaram a chorar. Era uma forma muito rara de câncer pancreático que podia ser curada com cirurgia. Eu operei e estou bem. Isso foi o mais perto que eu estive de encarar a morte e eu espero que seja o mais perto que vou ficar pelas próximas décadas.

Tendo passado por isso, posso agora dizer a vocês, com um pouco mais de certeza do que quando a morte era um conceito apenas abstrato: ninguém quer morrer. Até mesmo as pessoas que querem ir para o céu não querem morrer para chegar lá. Ainda assim, a morte é o destino que todos nós compartilhamos. Ninguém nunca conseguiu escapar. E assim é como deve ser, porque a morte é muito provavelmente a principal invenção da vida. É o agente de mudança da vida. Ela limpa o velho para abrir caminho para o novo. Nesse momento, o novo é você. Mas algum dia, não muito distante, você gradualmente se tornará um velho e será varrido. Desculpa ser tão dramático, mas isso é a verdade.

O seu tempo é limitado, então não o gaste vivendo a vida de um outro alguém. Não fique preso pelos dogmas, que é viver com os resultados da vida de outras pessoas. Não deixe que o barulho da opinião dos outros cale a sua própria voz interior. E o mais importante: tenha coragem de seguir o seu próprio coração e a sua intuição.

Eles de alguma maneira já sabem o que você realmente quer se tornar. Todo o resto é secundário. Quando eu era pequeno, uma das bíblias da minha geração era o Whole Earth Catalog. Foi criado por um sujeito chamado Stewart Brand em Menlo Park, não muito longe daqui. Ele o trouxe à vida com seu toque poético. Isso foi no final dos anos 60, antes dos computadores e dos programas de paginação. Então tudo era feito com máquinas de escrever, tesouras e câmeras Polaroid.

Era como o Google em forma de livro, 35 anos antes do Google aparecer. Era idealista e cheio de boas ferramentas e noções. Stewart e sua equipe publicaram várias edições de The Whole Earth Catalog e, quando ele já tinha cumprido sua missão, eles lançaram uma edição final. Isso foi em meados de 70 e eu tinha a idade de vocês. Na contracapa havia uma fotografia de uma estrada de interior ensolarada, daquele tipo onde você poderia se achar pedindo carona se fosse aventureiro. Abaixo, estavam as palavras: “Continue com fome, continue bobo”. Foi a mensagem de despedida deles. Continue com fome. Continue bobo. E eu sempre desejei isso para mim mesmo. E agora, quando vocês se formam e começam de novo, eu desejo isso para vocês. Continuem com fome. Continuem bobos.

Obrigado.

Steve Jobs”

CUPUAÇU


CUPUAÇU do PARÁ

Fruto cilíndrico com mais ou menos 20 cm de comprimento por 13 cm de diâmetro, arredondado nas extremidades. Casca dura de cor marrom-escura. Dentro cerca de 50 sementes graúdas recobertas inteiramente por massa branca, bastante espessa, de perfume forte e agradável e delicioso sabor agri-doce. Dele se faz refresco – também conhecido no Pará como “vinho de cupuaçu” -, sorvetes, geléias, pudins, tortas, cremes, bolos, licores, compotas, recheios, mousses e inúmeros outros doces.

 

BACURI

É o fruto do bacurizeiro, árvore frondosa, magnífica quando coberta de flores róseas ou, raramente, brancas. O Bacuri é, em geral, pouco maior que uma laranja graúda. Tem casca grossa e resinosa de cor amarelada. Dentro encontramos duas a três sementes grandes, revestidas de polpa branca perfumada, com excelente sabor agri-doce característico. Entre as sementes estão os “filhos”, que são pedaços de polpa sem caroço. Seu uso é muito variado, com presença marcante em refrescos, sorvetes, licores, geléias, tortas, cremes, bolos, recheios, mousses, balas e inúmeros outros doces saborosos.

 

BANDEIRA DO PARÁ – BRAZIL

Fonte: TUDO sobre o nosso MUNDO

Alfabeto Inglês


Alfabeto Inglês

Alfabeto Inglês

Alfabeto inglês e sua pronúncia, as letras são iguais ao do português mudando somente a pronúncia.

a = êi
b = bí
c = cí
d = dí
e = í
f = éf
g = djí
h = êitch
i = ái
j = djêi
k = kêi
l = él
m = êm
n = ên
o = ôu
p = píi
q = quíu
r = ár
s = éss
t = tíi
u = iúu
v = víi
w = dâbliu
x = écs
y = uái
z = zíi Na Inglaterra se diz Zed.

Os maiores aviões do mundo!


INTRODUÇÃO DO TUDO sobre o nosso MUNDO.

747-8 Intercontinental

3º Boing 747-8 Intercontinental (1995)

Airbus a380

2º Airbus A380-800 (2005)

Antonov An-225 Mryia

1º Antonov An-225 Mryia (1988)

—–

Comparação entre os aviões:


Impressiona como estes aviões de centenas de toneladas, 600 no caso do Antonov, podem ficar suspensos no ar com a força de alguns motores. É genial. O Ser Humano é capaz de muito.


AVIÃO DE GUERRAS DO TUDO sobre o nosso MUNDO DA WORDPRESS SÓ AQUI NA WORDPRESS.COM

 

Aviões de guerra (121)

Aviões de guerra (122)

Aviões de guerra (123)

Aviões de guerra (124)

Aviões de guerra (125)

Aviões de guerra (126)

Aviões de guerra (127)

Aviões de guerra (128)

Aviões de guerra (129)

Aviões de guerra (130)

Aviões de guerra (131)

Aviões de guerra (132)

Aviões de guerra (133)

Aviões de guerra (134)

Aviões de guerra (135)

Aviões de guerra (136)

Aviões de guerra (137)

Aviões de guerra (138)

Aviões de guerra (139)

Aviões de guerra (140)

Aviões de guerra (141)

Aviões de guerra (142)

Aviões de guerra (143)

Aviões de guerra (144)

Aviões de guerra (145)

Aviões de guerra (146)

Aviões de guerra (147)

Aviões de guerra (148)

Aviões de guerra (149)

Aviões de guerra (150)

Aviões de guerra (151)

Aviões de guerra (152)

Aviões de guerra (153)

Aviões de guerra (154)

Aviões de guerra (155)

Aviões de guerra (156)

Aviões de guerra (157)

Aviões de guerra (158)

Aviões de guerra (159)

Aviões de guerra (160)

Aviões de guerra (161)

Aviões de guerra (162)

Aviões de guerra (163)

Aviões de guerra (164)

Aviões de guerra (165)

Aviões de guerra (166)

Aviões de guerra (167)

Aviões de guerra (168)

Aviões de guerra (169)

Aviões de guerra (170)

Aviões de guerra (171)

Aviões de guerra (172)

Aviões de guerra (173)


Aviões de guerra (61)

Aviões de guerra (62)

Aviões de guerra (63)

Aviões de guerra (64)

Aviões de guerra (65)

Aviões de guerra (66)

Aviões de guerra (67)

Aviões de guerra (68)

Aviões de guerra (69)

Aviões de guerra (70)

Aviões de guerra (71)

Aviões de guerra (72)

Aviões de guerra (73)

Aviões de guerra (74)

Aviões de guerra (75)

Aviões de guerra (76)

Aviões de guerra (77)

Aviões de guerra (78)

Aviões de guerra (79)

Aviões de guerra (80)

Aviões de guerra (81)

Aviões de guerra (82)

Aviões de guerra (83)

Aviões de guerra (84)

Aviões de guerra (85)

Aviões de guerra (86)

Aviões de guerra (87)

Aviões de guerra (88)

Aviões de guerra (89)

Aviões de guerra (90)

Aviões de guerra (91)

Aviões de guerra (92)

Aviões de guerra (93)

Aviões de guerra (94)

Aviões de guerra (95)

Aviões de guerra (96)

Aviões de guerra (97)

Aviões de guerra (98)

Aviões de guerra (99)

Aviões de guerra (100)

Aviões de guerra (101)

Aviões de guerra (102)

Aviões de guerra (103)

Aviões de guerra (104)

Aviões de guerra (105)

Aviões de guerra (106)

Aviões de guerra (107)

Aviões de guerra (108)

Aviões de guerra (109)

Aviões de guerra (110)

Aviões de guerra (111)

Aviões de guerra (112)

Aviões de guerra (113)

Aviões de guerra (114)

Aviões de guerra (115)

Aviões de guerra (116)

Aviões de guerra (117)

Aviões de guerra (118)

Aviões de guerra (119)

Aviões de guerra (120)

TUDO sobre o nosso MUNDO IMAGEM

JOGOS DE GIRLS


 

jogos de menina no TUDO sobre o nosso MUNDO clique onde quiser e jogue AGORA!

A HISTORIA DA BARBIE

Por certo que todas nós já brincamos com uma Barbie. Hoje vamos contar um pouco da história desta boneca.
Ruth Handler, sua criadora, foi uma adolescente sonhadora que conheceu o amor de sua vida, Elliot em um baile do colégio e depois de vários anos de noivado se casaram. Em 1945 Elliot, junto com seu amigo Harold Matson fundaram a empresa Mattel. No início era simplesmente uma ideia que nasceu na garagem de uma casa.
Um dia Ruth estava olhando sua filha brincando com bonecas de papel e se deu conta de que a maioria das meninas sonhava em ficar adulta logo. Foi assim que surgiu a ideia de criar uma boneca que representasse a garota ideal que todas desejavam ser. Dessa orma, a mulherzinha loira acabou virando: médica, veterinária, executiva, astronauta, surfista e até roqueira. O primeiro modelo foi colocado para venda em 1959como nome de Barbie em homenagem a filha dos dois, Bárbara, sua fonte de inspiração.
Ruth Handler morreu em 29 de abril de 2002 aos 85 anos, em Los Angeles, Califórnia, deixando sua maior herança: uma criação que ficará para sempre, um clássico que nos traz alegrias sem limites de idade e nos lembra de como é belo ser mulher.

Justin Bieber toma sol sem camisa e clica a namorada, Selena Gomez, de biquíni


Exclusivo do TUDO sobre o nosso MUNDO

Reprodução

Justin Bieber tomou sol sem camisa, com a perna enfaixada, e clicou a namorada, Selena Gomez, mostrando as curvas em um biquíni azul. Os dois curtiram a folga, nesta quarta-feira (7), em uma piscina na cidade de Los Cabos, no México. Mais cedo, o casal circulou e a atriz exibiu um anel suspeito, possivelmente de noivado. As informações são do site “Just Jared”.

Sorridentes, os dois curtiram o dia tirando fotos e mexendo em seus celulares. Em outubro, o casal esteve no Brasil, quando o cantor fez shows no Rio de Janeiro, em São Paulo e outro em Porto Alegre. Entre os passeios, os dois foram jogar golfe no interior paulista, saíram para jantar, e conheceram pontos turísticos na Cidade Maravilhosa. Ainda, durante sua passagem, o canadense postou uma mensagem para os fãs: “Eu amo você, Brasil“.

   Reprodução    Reprodução

   Reprodução

   Reprodução

   Reprodução

   Reprodução

   Reprodução