Arquivo | fevereiro 2012

GEOGRAFIA ECONÔMICA*


* GEOGRAFIA ECONÔMICA

* A Geografia Econômica é o estudo da diversidade de condições econômicas sobre a Terra. A economia de uma área geográfica pode ser influenciada pelo clima, pela geologia, Geografia Econômica e também pelos fatores político-sociais.

Os estudiosos em geografia econômica têm por foco os aspectos espaciais das atividades econômicas em várias escalas. A distância de uma cidade como um mercado com demanda para diversos produtos tem papel significativo nas decisões econômicas das empresas, enquanto outros fatores como o acesso ao mar por portos marítimos, ou a presença de matéria prima como petróleo afetam as condições econômicas dos países.

O EXTRATIVISMO NO BRASIL

O extrativismo no Brasil é desenvolvido basicamente, no espaço rural, e destina-se à produção de alimentos e matérias-primas. Consiste na exploração, direta da natureza, de produtos de origem vegetal, animal ou mineral.
De modo geral, a atividade extrativista é realizada com tecnologia reduzida, ou seja, com a utilização de equipamentos e técnicas rudimentares. Neste caso, caracteriza-se por ser uma atividade com baixa produtividade, o que gera uma renda limitada para quem a pratica. A pesca artesanal praticada nos rios e no litoral, o garimpo de ouro de aluvião e a coleta de folhas, frutos e resinas extraídas de plantas e árvores são exemplos de atividades extrativas que empregam tecnologia reduzida.
Entretanto, algumas atividades extrativas, como a exploração do de petróleo e de jazidas minerais, exigem aplicação de grandes recursos financeiros por parte das empresas privadas ou do governo, pois são possíveis somente com a utilização de equipamentos sofisticados, técnicas avançadas e profissionais especializados na operação destas máquinas e equipamentos. Como a produção é feita em larga escala, obtêm-se altos rendimentos.
A exploração da madeira é a principal atividade extrativa vegetal praticada no Brasil. A madeira de árvores nobres, como cedro, mogno e a cerejeira, são retirados, sobretudo, da região amazônica, provocando o desmatamento de extensas áreas de floresta.
A coleta de outros produtos vegetais nativos, como o látex da seringueira, a carnaúba, o babaçu, a castanheira, o açaí e a piaçava, são exemplos de atividades extrativas que causam pouco impacto ao meio ambiente. Já a atividade pesqueira é praticada em várias regiões do país. Essa atividade garante o sustento de muitas famílias e fornece uma rica fonte de alimentos à população.

* Clique na imagem e saiba mais sobre os tipos extrativismo!

 

 


Extrativismo

Extrativismo


Extrativismo

Extrativismo é a atividade de extrair da natureza os recursos que está à disposição do homem sejam estes produtos de origem animal, vegetal ou mineral.
É considerada a mais antiga atividade humana, antecedendo a agricultura, a pecuária e a indústria. O extrativismo é praticado mundialmente através dos tempos por todas as sociedades.
Existem três tipos de extrativismo. São eles:

  • Extrativismo animal: pesca e caça.

  • Extrativismo vegetal: onde há a simples extração de produtos vegetais que não foram cultivados pelo homem, como madeira, óleos, frutos, borracha, entre outros. Não devemos confundir extrativismo vegetal com agricultura. No extrativismo, o homem somente coleta os recursos que a natureza lhe proporciona; na agricultura, o homem faz a colheita daquilo que plantou e cultivou. O extrativismo vegetal também é chamado de coleta vegetal.

  • Extrativismo mineral: é a extração dos minerais úteis que existem na crosta terrestre, como o ferro, o alumínio, o cobre e muitos outros. O extrativismo mineral também recebe o nome de mineração.

GEOGRAFIA HUMANA*


* GEOGRAFIA HUMANA

A Geografia Humana tem como principal objetivo a realização de um estudo das relações do homem com o meio físico, levando em conta que ele é um agente transformador da superfície do planeta Terra. Essas transformações que acontecem em razão das necessidades sociais atingem a economia, fluxo de migração, meio-ambiente, indústria, tecnologia, turismo, agropecuária, conflitos no campo, atividades sociais, políticas e culturais, enfim todas as relações humanas desenvolvidas no território nacional.

* “Em breve materiais sobre este tema”.

OCEANOS*


OCEANOS

Os oceanos são grandes extensões de água salgada que ocupam as depressões da superfície da Terra. A oceanografia é a ciência específica que estuda os oceanos e suas características.
A teoria do aparecimento dos oceanos está diretamente ligada à formação da atmosfera no período pré-cambriano. O planeta neste período encontrava-se muito quente e o vapor da água presente na atmosfera deu origem então a grande volume de chuvas que se acumularam nas áreas mais baixas do relevo.

Importância dos oceanos

Os oceanos são extremamente importantes para o planeta, pois a vida se originou neles. São eles os grandes produtores de oxigênio, fato este que ocorre através das microalgas oceânicas, também regulam a temperatura do planeta, interferem na dinâmica atmosférica e diferenciam tipos climáticos. Os oceanos também são uma importante via de transporte.
A biodiversidade encontrada nos oceanos é riquíssima e equivalente à de ecossistemas terrestres. Além disso, é uma fonte de extração de minerais e destino dos que procuram turismo e lazer.

Os cinco oceanos

Ainda que sejam interligados, os oceanos não realizam grande troca de água entre eles, isso ocorre porque as águas que compõem cada um dos oceanos possui características próprias como temperatura, insolação solar, salinidade (quantidade de sais dissolvidos na água) e movimentos das ondas, marés e correntes marítimas.

Sendo assim, os oceanos, ou seja, a imensa massa de água salgada que cobre o planeta Terra, foram divididos em cinco porções:

Oceano Ant�rtico

Oceano �rtico

Oceano Atl�ntico

Oceano �ndico

Oceano Pac�fico

Oceano Antártico

Oceano Antártico também conhecido como Oceano Austral é o nome dado ao conjunto das águas que banham o Continente Antártico. Fazem parte deste conjunto o mar de Amundsen, o mar de Bellingshausen, parte da passagem de Drake, o mar de Ross e o mar de Weddell. Muitos especialistas, oceanógrafos e geógrafos, não reconhecem a existência do Oceano Antártico, considerando-o apenas como um prolongamento das águas dos oceanos Pacífico, Atlântico e Índico.
O oceano Antártico é o único que circunda o globo terrestre de forma completa. Possui uma superfície de 20.327.000 km². Seu tamanho foi calculado, tendo como base os limites constituídos pelo “Tratado da Antártida” (Tratado firmado por diversos países no ano de 1956 onde estabelece a Antártida como território internacional para fins pacíficos e de pesquisa).
Os recursos naturais do Oceano Antártico ainda não têm sido explorados, entretanto sabe-se da existência de grandes jazidas de petróleo e gás natural nas proximidades do continente antártico e de depósitos de manganês. O gelo que cobre a Antártida é a maior reserva de água doce do mundo: representando aproximadamente 81% do total.

O Oceano Antártico possui grande biodiversidad. Sua fauna possui pinípedes (pinguins, focas, leões-marinhos e morsas), cetáceos, cianobactérias, fitoplâncton e krill, que servem de alimento para os animais maiores. A Antártida não possui flora terrestre, sendo a sua única composição vegetal feita por algas marinhas e outros organismos autótrofos.

Oceano Ártico

O Oceano Ártico corresponde ao conjunto de águas congeladas localizadas nas proximidades do círculo Polar Ártico no extremo norte do planeta e ocupa uma área de aproximadamente 21 milhões de quilômetros quadrados. O Ártico é coberto por banquisas que correspondem a um enorme volume de águas congeladas e por esta razão recebe também o nome de Mar Glacial Ártico.
Do Oceano Ártico fazem parte os territórios como a Federação Russa, Alasca, Canadá, Groenlândia, Islândia e península Escandinava.
As águas do Ártico são oriundas do Oceano Atlântico e do Pacífico, oceanos estes que são integrados por meio do estreito de Bering. O Oceano Ártico possui aproximadamente uma profundidade de 5.000 metros e suas águas conservar-se congeladas o ano todo. Nessa região são muito comuns os icebergs, grandes blocos de gelo que se desprendem das banquisas e ficam flutuando pelo oceano.

Embora configure como um Oceano, o Ártico não apresenta condições de utilização para atividades como a pesca e o transporte marítimo como os outros oceanos, em detrimento das adversidades climáticas, pois as temperaturas são constantemente baixas e podem chegar a -60ºC. As características climáticas desta região são originárias de sua localização geográfica, a luz solar incide com pouca intensidade em face dos elevados graus de inclinação, dessa forma não ocorre a irradiação solar, e por isso permanece muito frio em todo decorrer do ano.
No Oceano Ártico estão inseridos diversos mares menores, como o Mar de Barents, Mar de Kara, Mar de Laptev, Mar da Sibéria Oriental, Mar de Chukchi, Mar de Beaufort e o Mar de Lincoln. As águas do Oceano Ártico realizam uma restrita interação com os demais oceanos.

Oceano Atlântico

O oceano Atlântico é o segundo maior oceano do mundo em extensão, superado somente pelo Pacífico. O Atlântico abrange uma área de aproximadamente 80 milhões de quilômetros quadrados e uma profundidade média de 3.300 metros. Separa a Europa e a África da América.
O oceano Atlântico divide as águas oceânicas do planeta. Embora existam nomes diferentes para cada oceano, suas águas estão interligadas. O oceano Atlântico, por exemplo, é ligado ao norte com o oceano Ártico; a sudoeste, com o oceano Pacífico; a sudeste, com o Índico; e ao sul, com Antártico.
O oceano Atlântico é dividido em duas partes, adotando como referência a linha do Equador, da origem ao Atlântico Norte e Atlântico Sul. Fazem parte desse oceano o mar Mediterrâneo, Mar do Norte, Mar das Caraíbas e Báltico. O Atlântico banha a costa brasileira e africana.

O relevo oceânico do Atlântico possui uma grande cadeia de montanhas (de norte a sul) chamada de Dorsal Mesoatlântica.
Os grandes rios do mundo desembocam suas águas no Atlântico, dentre os quais citamos: Rio Amazonas, São Lourenço, Orinoco, Mississipi, Paraná, Congo, Níger e Loire.
Mesmo sendo classificado como o segundo maior em extensão, o Atlântico ocupa o primeiro lugar em importância, uma vez que grande parte do fluxo comercial circula por ele.

* Interessa saber…

*- O nome Atlântico tem origem no nome Atlas (titã da mitologia grega).
- As águas do Atlântico cobrem, aproximadamente, 20% da superfície terrestre.
- O Oceano Atlântico tem uma rica biodiversidade marinha com milhares de espécies (peixes, mamíferos marinhos, crustáceos entre outros).
- Além da pesca, o Atlântico é de grande importância para a navegação (turismo e transportes de mercadorias).
- O nível de salinidade das águas do Atlântico varia de 3 a 4%.
- Em algumas regiões da costa da América, existe uma grande quantidade de reservas de petróleo e gás.
- Seus principais mares são: Mar Mediterrâneo, Mar do Norte, Mar do Caribe, Canal da Mancha e Mar da Irlanda.
- Suas principais ilhas são: Ilhas Malvinas, Antilhas, Açores, Bermudas, Madeira, Groelândia, Ilhas Canárias, Fernando de Noronha, Terra do Fogo, ilha de Santa Catarina, Ilhas Feroes e ilhas Britânicas.
- A principal corrente marinha do Oceano Atlântico é a corrente do Golfo.

Oceano Índico

Africa Globo

O Oceano Índico é o terceiro maior oceano do mundo. Possui uma extensão de 73.440.000 km² banhando todos os países litorâneos do leste e do nordeste da África, as nações do litoral sul da Ásia desde a Península Arábica até o oeste do Sudeste Asiático, a Indonésia, mais o noroeste, oeste e sul da Austrália. Sua profundidade média é de 3.890 metros e o ponto mais profundo é a Fossa de Java, com 7.725 metros abaixo do nível do mar, localizada ao sul da Indonésia. Acredita-se que o Oceano Índico tenha surgido na Era Mesozóica, como resultado da divisão do super continente Gondwana, tendo sido o último oceano a se formar.
Em termos climáticos, O habitat do Índico corresponde a uma zona conhecida como Índico Tropical. A temperatura da água do oceano se mantém durante todo o ano acima dos 20ºC, propiciando assim a construção de recifes de coral. Os corais na verdade, existem em todos os oceanos, entretanto apenas na zona tropical constroem recifes.
Deste modo, o Índico é caracterizado pela existência de várias ilhas de corais, estando neste habitat representado, do ponto de vista geológico, a Seychelles.

Devido à sua relativa proximidade com o Oceano Antártico, o Índico apresenta temperaturas mais frias em sua parte sul; em compensação, em virtude da proximidade com o continente, as águas da região norte do oceano são mais quentes.
Estas diferenças de temperatura entre o oceano e o continente dão origem às “monções”, ventos que anualmente mudam sua direção de acordo com essas variações. Durante o verão os ventos sopram do oceano para a Ásia Meridional, e da Ásia Meridional para o oceano durante o inverno. As monções causam secas e estiagens em algumas regiões, e enchentes e inundações em outras.

Destacamos ainda que o oceano Índico possui elevada importância econômica, pois é o responsável pelo transporte de mercadorias, principalmente do petróleo do sudeste asiático aos países do ocidente e que recebe as águas de rios importantes na história da humanidade como o Ganges, e os rios Tigre e Eufrates, por exemplo.

Oceano Pacífico

O Oceano Pacífico é a maior e mais antiga massa marítima do planeta. Com 180 milhões de km², o Pacífico cobre quase um terço da superfície do globo e corresponde a quase metade da superfície e do volume dos oceanos. O Oceano Pacífico é o oceano com maior profundidade média (4.280 m) e onde estão localizadas as maiores fossas submarinas (fossa das Marianas, com aproximadamente 11.500 metros m).

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O Pacífico está localizado a oeste da América, a leste da Austrália e da Ásia, e ao sul da Antártida. É no Oceano Pacífico que se encontra a região mais afastada da civilização, a Ilha de Páscoa que pertence ao Chile e está a aproximadamente 3.600 km distante do local habitado mais próximo.

Uma das principais características do oceano é o seu grande número de ilhas, possui aproximadamente 25.000. O conjunto dessas ilhas é recebe o nome de Micronésia (pequenas ilhas) ou Polinésia (muitas ilhas). O Pacífico também é caracterizado pela sua intensa atividade vulcânica. Isso acontece pelo fato do oceano estar totalmente contido em uma placa tectônica, denominada “Placa do Pacífico”.
O Pacífico recebe pouca influência de massas de ar continentais. Devido a sua extensão, nele existem cinco zonas ou regiões climáticas diferentes, ocasionando temperaturas bastante diferentes em cada uma dessas regiões. O oceano engloba as regiões marítimas: Oceano Glacial Antártico, Mar de Bering, Mar de Olchotsk, Mar do Japão, Mar da China Oriental, Mar da China Meridional, Mar de Java, Mar de Arafura, Mar de Corais, Mar de Taemfinia, Mar de Sonda e Golfo da Califórnia.

Interessa saber…

Origem do nome Pacífico
O oceano foi batizado em 1520 na expedição de Fernão de Magalhães e recebeu o nome de Pacífico por este ser mais calmo, quando comparado com o tempestuoso Oceano Atlântico. Esta comparação foi feita quando Fernão de Magalhães e os seus companheiros de navegação transpuseram o Estreito de Magalhães, uma passagem entre os dois oceanos já citados.

Aprendendo a explorar o Meio Ambiente


Aprendendo a explorar o meio ambiente

Os problemas ambientais brasileiros, principalmente a destruição de nossas reservas florestais, há muito tempo são motivos de grande preocupação. Se conhecermos a estrutura e o funcionamento de um ambiente, podemos adotar diversas medidas de proteção ou de recuperação de áreas.

Atualmente, os governos e membros da sociedade civil dos mais variados países vêm se organizando sob forma de entidades e associações, a fim de de definir procedimentos que incentivem a preservação da natureza e divulguem as questões relacionadas com o meio ambiente.

O trabalho desenvolvido por essas organizações exige a colaboração de especialistas de várias áreas, entre as quais as ciências naturais, políticas e sociais. Seus objetivos podem ser variados, tais como realizar pesquisas, promover estudos e aplicação de leis de proteção ambiental, elaborar e aplicar projetos de educação neste setor, ou dirigir-se a um campo mais específico, como por exemplo lutar pela preservação de uma espécie ameaçada de extinção.

Além disso, é fundamental que cada segmento da sociedade, e em particular cada cidadão, tenha conhecimentos dos problemas ambientais e participe das suas soluções. O interesse por essas questões vem crescendo diariamente em todas as partes do mundo. Diversos representantes da sociedade estão compreendendo que é preciso um esforço conjunto para preservar o ambiente na Terra e garantir a melhoria da qualidade de vida das populações.

Os principais problemas

Primeiramente, é importante lembrar que a reciclagem dos materiais no ambiente é um processo demorado. Quando a retirada de um determinado elemento do solo é mais rápida do que sua reposição, há um esgotamento, que se manifesta por meio de uma queda na produtividade. Os agricultores sabem que as plantas precisam de nutrientes variados, que se encontram no solo graças à atividade de certos microorganismos. Se forem feitas culturas sucessivas, esses nutrientes acabam se esgotando e a produção começa a cair. Haverá então duas alternativas: acrescentar artificialmente os nutrientes retirados, ou deixar que a recomposição se faça normalmente, esperando um certo tempo até o solo se recuperar.

Os recursos naturais não-renováveis, uma vez esgotados, não se refazem e, portanto, sua utilização deve ser feita com muito cuidado. Sabendo que um dia eles irão faltar, o homem precisa pensar antecipadamente numa maneira de substituí-los por outros capazes de desempenhar funções semelhantes. Como os recursos renováveis exigem um certo tempo para recomposição, a humanidade não disporá de estoques se o consumo não for controlado e a população humana crescer além de determinado limite. Utilizar racionalmente os recursos naturais significa ampliar a capacidade produtiva do ambiente em favor do homem, sem, no entanto, degradar a natureza.

Além da retirada de materiais, a degradação de um ambiente também pode ocorrer por outros fatores. Se forem introduzidas substâncias em excesso no ambiente, mesmo que não sejam estranhas, mas que acarretem uma sobrecarga nos ciclos, o resultado será a poluição. Um ambiente torna-se poluído quando sofre mudanças suficientemente grandes para prejudicar os seres que ali vivem em equilíbrio. O homem, como qualquer ser vivo, elimina seus resíduos no lugar em que está. Em condições e quantidades naturais, esse material seria reciclado e utilizado pelos demais componentes do ambiente. Acontece porém que, devido às atividades industriais, o homem introduz no meio uma grande quantidade de substâncias estranhas. Por isso, o ambiente fica sobrecarregado e a reciclagem de materiais alterada. Essas substâncias nocivas, descarregadas no ar, no solo e na água, se espalham pelos mais variados recantos da Terra, prejudicando o próprio homem.

A concentração de gases lançados pelos carros e pelas fábricas pode provocar doenças respiratórias; os esgotos não convenientemente tratados contaminam as águas que, ao serem ingeridas ou usadas na irrigação, podem causar infecções e favorecer o desenvolvimento de parasitoses. Substâncias químicas utilizadas na fabricação de inúmeros produtos, como inseticidas, herbicidas e adubos, são lançadas continuamente no solo, na água e no ar; podem ser absorvidas pelas plantas e introduzir-se igualmente nos organismos dos animais e do homem. Muitas dessas substâncias são tóxicas, e seu acúmulo provoca uma série de distúrbios, doenças e até a morte.

É necessário, portanto, tratar adequadamente os resíduos, para que não prejudiquem o ambiente e possam ser reutilizados pela natureza. Estações de tratamento de água e esgoto, instalações de filtros industriais, usinas de reaproveitamento do lixo são alguns exemplos de medidas que o homem pode e deve utilizar.

Recursos Renováveis x Não-Renováveis

Há muito tempo o homem percebeu que poderia recorrer à natureza para resolver seus problemas de fome, frio e proteção. Assim, no decorrer da história, desenvolveu mecanismos para melhor utilizar os recursos nela encontrados. As técnicas de plantio, colheita, extração e transformação dos recursos naturais foram aprimoradas cada vez mais.

As madeiras, as plantas produtoras de fibras, os vegetais usados na alimentação, a água, etc. são recursos renováveis, ou seja, que podem ser repostos continuamente. Outros, porém, existem em quantidades finitas e necessitam de um tempo para serem formadas novamente, como o carvão mineral, o petróleo e os minérios.

O carvão mineral originou-se há milhões de anos, de restos de vegetais que foram se acumulando em lugares com pouco oxigênio, como o fundo de lagos e pântanos. É usado como matéria-prima na fabricação do aço e em processos especiais de combustão.

O petróleo formou-se a partir de minúsculos animais e vegetais aquáticos misturados a sedimentos que foram se depositando no fundo dos mares. As substâncias que compunham seus corpos foram lentamente transformadas, num processo desenvolvido durante milhões de anos. A energia contida nesses seres não foi perdida durante a transformação e o petróleo resultante é, por isso, um material com alto potencial energético. Dele se extraem vários subprodutos, como gasolina, querosene, graxa, parafina, asfalto e gás combustível. Pode também ser utilizado na fabricação de produtos como o plástico e as fibras sintéticas. Os minérios são encontrados em depósitos naturais ou jazidas, nos mais variados ambientes da Terra. Através de técnicas especiais, são extraídos e empregados como matéria-prima em processos industriais, agrícolas e artesanais.

Preservando o Ambiente

Algumas áreas, importantes pela diversidade de seus componentes ou pela fragilidade de seu equilíbrio, devem ser mantidas intocadas ou com o mínimo de interferência. Funcionando como reservas de animais e vegetais, elas devem servir à pesquisa e aos estudos ecológicos. Dessa forma o homem pode aumentar seus conhecimentos a respeito dos ambientes. Outras áreas, já alteradas pelo uso intensivo e mal orientado, podem ser recuperadas por processos de repovoamento e de medidas eficientes de utilização, servindo como locais de produção, de lazer ou mesmo de estudo e pesquisa.

Na maioria dos países, inclusive o Brasil, a preocupação com a preservação e com a recuperação de áreas tem levado à criação de parques, reservas, estações ecológicas e áreas de proteção ambiental, sujeitos a regulamentos e administração especiais. Isso revela já algum interesse pela conservação do meio e constitui uma oportunidade para a população observar e estudar os fenômenos ambientais. Conhecendo os processos que ocorrem na natureza, os indivíduos podem mudar seu comportamento e procurar formas mais adequadas de atuar sobre ela. A participação popular também tem sido responsável por denúncias de irregularidades e pela exigência da aplicação de medidas efetivas de proteção ambiental.

Muitos desastres ecológicos e grandes prejuízos econômicos poderiam ser evitados se houvesse pesquisa e acompanhamento adequados durante a execução de projetos. A divulgação de notícias sobre questões ambientais e o aparecimento de publicações especializadas vêm aumentando, graças ao interesse e à receptividade da população.

A responsabilidade pela preservação do ambiente e da qualidade de vida não pode ser deixada apenas ao encargo de governos e especialistas, mas tem de ser assumida por todos aqueles que ainda acreditam na capacidade de o homem encontrar soluções para seus problemas. Por meio da pesquisa, da troca de informações, discussões e reflexão, o homem formará uma nova mentalidade; será, então, capaz de trabalhar efetivamente na busca de soluções para os problemas atuais e de medidas preventivas para o futuro.

Efeito Estufa*


* Efeito Estufa

* Todos conhecemos a importância do clima, pois ele influi no funcionamento do organismo humano, na atividade agrícola, na navegação, nas atividades comerciais e na distribuição da vida animal e vegetal da Terra. O seu estudo está ajudando a humanidade a recuperar muitas áreas que até hoje tiveram pouco aproveitamento, com a ajuda das estações meteorológicas, utilizando aparelhos específicos como termômetros, barômetros, pluviômetros e anemômetros.

Sabemos que a interação entre os 20 km de atmosfera mais próximos da Terra e a camada superficial do planeta dá origem ao clima. Durante o dia, parte da energia solar é captada pela superfície terrestre e absorvida, outra parte é irradiada constantemente para a atmosfera (radiações infravermelhas) provocando um aquecimento. O Efeito Estufa, os gases atmosféricos, especialmente o gás carbônico, funcionam como uma capa protetora que impede a dispersão total desse calor para o espaço exterior, evitando o resfriamento da Terra durante a noite. A emissão de gases tóxicos é o maior fator de poluição atmosférica influenciando direto nas mudanças climáticas.

Esses gases se encontram na combustão do petróleo e seus derivados e nas grandes cidades encontramos cerca de, 40% da poluição devido a queima de gasolina e óleo diesel principalmente nos veículos automotíveis sendo responsáveis pela emissão de monóxido e dióxido de carbono, óxido de nitrogênio, dióxido de enxofre, derivados de hidrocarbonetos e chumbo e outros.

As indústrias também contribuem emitindo enxofre, chumbo e outros metais pesados, além de resíduos sólidos que ficam em suspensão na atmosfera, a oxigenação vai ficando precária trazendo distúrbios genéricos em toda a população mundial, pois altera a química da natureza provocando doenças graves como abalo do sistema nervoso, alergias, câncer, distúrbios respiratórios e muito mais. A situação tende a piorar no inverno, quando ocorre o fenômeno conhecido como inversão térmica: uma camada de ar frio forma uma redoma na alta atmosfera, que vai aprisionando o ar mais quente, impedindo a dispersão dos poluentes. Então, forma-se o Efeito Estufa (aquecimento prematuro da camada atmosférica, destruindo a Camada de Ozônio, além de provocar chuvas ácidas, alterando os nutrientes da Terra, contaminando nossas águas, alterando nossa vegetação, enfim, todo o Planeta).

Concluindo, a poluição atmosférica vem abalando o Sistema Natural da Terra. Sem o oxigênio e a alteração do buraco de ozônio, fica difícil para o homem viver em condições climáticas mais favoráveis. Assim, a Natureza vem protestando em defesa própria. Basta observar as mudanças climáticas que temos atualmente no Mundo. As estações já não são como eram antes. As geadas batem seus recordes, assim como as tempestades, furacões e terremotos de grandes proporções, que vêm abalando a todos.

O carbono presente na atmosfera garante uma das condições básicas para a existência de vida no planeta: a temperatura. A Terra é aquecida pelas radiações infravermelhas emitidas pelo Sol até uma temperatura de 27º C. Essas radiações chegam à superfície e são refletidas para o espaço, o carbono forma uma redoma protetora que aprisiona parte dessas radiações infravermelhas e as reflete novamente para a superfície. Isso produz um aumento de 43ºC na temperatura média do planeta, mantendo-a em torno dos 16º C. Sem o carbono na atmosfera a superfície seria coberta de gelo. O excesso de carbono, no entanto, tende a aprisionar radiações infravermelhas, produzindo o chamado Efeito Estufa: a elevação da temperatura média a ponto de reduzir ou acabar com as calotas de gelo que cobrem os pólos.

Os cientistas preocupam-se com o aumento do dióxido de carbono na atmosfera, que ocorre a um ritmo médio de 1% ao ano. A queima da cobertura vegetal nos países subdesenvolvidos é responsável por 25% desse aumento. A maior fonte, no entanto, é a queima de combustíveis fósseis como o petróleo, principalmente nos países desenvolvidos. O Japão é o que tem registrado maior crescimento: de 1985 a 1989, sua emissão de dióxido de carbono passa de 265 milhões de toneladas por ano para 299 milhões.

Pesquisas realizadas pela NASA mostram que a temperatura média do planeta já subiu 0,18ºC desde o início do século. Nos anos 80, fotos tiradas pelo satélite meteorológico Nimbus em um período de 15 anos registram a diminuição do perímetro de gelo em volta dos pólos. Supondo o efeito estufa em ação, os cientistas projetam um cenário de dilúvio: o aquecimento do ar aumenta a evaporação da água do mar, cria um maior volume de nuvens, faz crescer o nível de chuvas e altera o regime dos ventos. Haveria chuvas intensas em áreas hoje desérticas, como no norte da África e o nordeste do Brasil, e faltaria água em regiões férteis, como o meio-oeste dos EUA. O desgelo das calotas polares elevaria o nível do mar inundando ilhas e áreas costeiras. Holanda, Bangladesh, Miami, Rio de Janeiro e parte de Nova York, por exemplo, sumiriam do mapa. O aumento de temperatura global também provocaria a multiplicação de ervas daninhas e insetos, e as transferências das pragas de clima quente – como a mosca tsé-tsé, que vive no centro da África – para regiões de clima frio. A absorção de excesso de dióxido de carbono faria a vegetação crescer mais rapidamente e retirar mais nutrientes do solo. Segundo essas projeções, as florestas temperadas só sobreviveriam no Canadá.

O ozônio concentra-se nas camadas superiores da atmosfera a 15 Km da superfície e forma uma espécie de escudo com cerca de 30 Km de espessura, que protege o planeta dos raios ultravioleta do Sol. A redução da camada de ozônio aumenta a exposição aos raios ultravioleta do Sol e está associada ao crescimento de casos de câncer de pele e de doenças oculares, como a catarata. Para os cientistas, o buraco existente na Antártida atrasa a chegada da primavera na região e provoca quebras na cadeia alimentar da fauna local. Pode contribuir para aumentar a temperatura e acelerar o desgelo das calotas polares.

O primeiro alerta sobre a redução da camada de ozônio foi dado pela NASA, a partir de estudos feitos entre 1979 e 1986: o escudo vem perdendo espessura e apresenta um buraco de 31 milhões de quilômetros quadrados sobre a Antártida, área equivalente a 15% da superfície terrestre. Em fevereiro de 1992, a NASA identifica um segundo buraco, desta vez sobre o pólo Norte chegando às regiões próximas ao Círculo Polar Ártico.

Em 1987, os cientistas identificam o cloro presente nos compostos de clorofluorcarbono (CFC) como um dos poluentes responsáveis pela camada de ozônio. Ele é usado como propelente em vários tipos de sprays, em motores de aviões, circuitos de refrigeração, espuma de plástico, fôrmas e bandejas de plástico poroso, chips de computadores e solventes utilizados pela indústria eletrônica. Com a vida útil de 75 anos, combina-se com o oxigênio, e compõem as moléculas de ozônio e forma o gás cloro. Os maiores produtores e consumidores de CFC, vivem no hemisfério Norte. Os países desenvolvidos fabricam, em média, 1Kg de CFC por pessoa ao ano. Em 1987 representantes de 57 países reunidos no Canadá assinam o Protocolo de Montreal, comprometendo-se a reduzir a produção de CFC pela metade até 1999. Em junho de 1990 o acordo é ratificado pela ONU. Ele determina o fim gradativo da produção de CFC até 2010. Mais de 90 nações aderem ao acordo, inclusive o Brasil.

Apesar de a emissão de CFC ser maior no hemisfério Norte, é sobre o pólo Sul que surge o primeiro e mais extenso buraco na camada de ozônio. Isso acontece devido à circulação das massas de ar na atmosfera. Elas circulam em camadas sobrepostas – vão dos pólos para o Equador em baixa altitude, e retornam do Equador aos pólos mais elevadas – e são capazes de levar os poluentes a milhares de km de distância do seu local de origem. No inverno Antártico, de abril a agosto, a região permanece no escuro e os ventos carregados de poluentes giram em círculo, atraindo massas de ar de outras partes da Terra. Em setembro e outubro, a luz do Sol retorna a região e estimula as reações químicas que destroem o ozônio. Forma-se o Buraco. Em novembro o ar que chega de outras regiões, permite uma recomposição parcial do Escudo de Ozônio. O Buraco diminui de tamanho mais não fecha completamente.

Temos ainda as chuvas ácidas, que são a queima de carbono e de combustíveis fósseis, e de poluentes industriais que lançam dióxido de enxofre e de nitrogênio na atmosfera. Esses gases combinam-se com o hidrogênio presente na atmosfera sob a forma de vapor de água. O resultado são as chuvas ácidas: As águas das chuvas, assim como, a geadas, neve e neblina, ficam carregada de ácido sulfúrico ou ácido nítrico. Ao caírem na superfície, alteram a composição química do Solo e das águas, atingem as cadeias alimentares, destroem florestas e lavouras, atacam estruturas metálicas, monumentos e edificações.

VEGETAÇÃO


VEGETAÇÃO

Introdução

Nosso planeta apresenta diversos tipos de vegetações, que variam de acordo com a região onde se localizam. A espécie de vegetação referente a cada uma dessas regiões é definida por fatores como altitude, latitude, pressão atmosférica, iluminação e forma de atuação das massas de ar. No caso de regiões de baixa latitude, encontram-se as florestas equatoriais, como por exemplo a floresta Amazônica, no Brasil.

É comum encontrarmos esse tipo de vegetação em lugares quentes e úmidos. Suas principais características são a grande variedade de espécies e as folhas grandes, com um tom de verde bem definido. Existem também as florestas tropicais, localizadas na faixa intertropical litorânea, que possuem menor de variedades de espécies vegetais, além de tipos de vidas que não existem em outros locais. Outro tipo de vegetação é o cerrado (ou savana), encontrado no centro-oeste brasileiro, em parte da Austrália e do centro da África, e no litoral da Índia. Esse tipo caracteriza-se por plantas rasteiras e pequenas árvores que perdem suas folhas no período da seca.

Temos também os campos ou pradarias, tipo encontrado em regiões de clima temperado continental, como ocorre no norte dos Estados Unidos, sul do Canadá, norte da China, norte da Argentina etc. Essa vegetação nasce onde há pouca umidade para o crescimento de árvores, havendo somente um tapete herbáceo conhecido como gramíneas. Existem ainda as florestas temperadas, localizadas no Canadá, Estados Unidos e norte da Europa, além das florestas de coníferas, presentes em regiões subpolares, e a tundra, vegetação que surge em solos gelados. Veremos a seguir características da vegetação brasileira.

A vegetação brasileira

O Brasil apresenta uma vegetação bastante rica e diversificada. Podemos dividir as paisagens vegetais brasileiras nas seguintes formações:

  • Florestais - podem ser do tipo latifoliada (ex: Amazônica, Mata dos Cocais) e aciculifoliada (ex: Mata de Araucária).
  • Arbustivas e herbáceas – predomínio de gramíneas (ex: cerrado, caatinga e campos).
  • Complexas – apresentam características variadas. Abrangem o Pantanal e a vegetação litorânea.

Mapa da vegetação

A seguir você encontra o mapa da vegetação brasileira, assim como as catacterísticas de cada um dos tipos citados. Clique sobre o tipo desejado para visualizar informações detalhadas sobre o mesmo.

Mapa da vegetação do Brasil (clique para ampliar)

Floresta Amazônica
É úmida e possui cobertura vegetal densa e heterogênea. [+]

Mata Atlântica
Apresenta vegetação rica e variada, original do litoral úmido e do interior do sudeste. [+]

Cerrado
Possui formações arbustivas e herbáceas. É uma formação típica do Brasil central, onde o clima é alternadamente seco e úmido. [+]

Mata dos Cocais
Concentrada no meio-norte, é uma formação de transição entre a floresta amazônica e a caatinga. [+]

Caatinga
Vegetaçao adaptada à escassez de água típica do sertão nordestino. [+]

Mata das Araucárias
Predominam as araucáurias ou pinheiros. [+]

Pantanal
Vegetaçao complexa da planície alagada do pantanal mato-grossense. [+]

Campos
Formados por gramíneas e arbustos. Predominam no sul do país. [+]

Vegetação Litorânea (mangues)
Comum nas áreas alagadiças do litoral. [+]

HIDROGRAFIA


HIDROGRAFIA

Definição

A hidrografia é o ramo da geografia física que estuda as águas do planeta, abrangendo portanto rios, mares, oceanos, lagos, geleiras, água do subsolo e da atmosfera. A grande parte da reserva hídrica mundial (mais de 97%) concentra-se em oceanos e mares, com um volume de 1.380.000.000 km³. Já as águas continentais representam pouco mais de 2% da água do planeta, ficando com um volume em torno de 38.000.000 km³.


Hidrografia do Brasil

O Brasil tem um dos maiores complexos hidrográficos do mundo, apresentando rios com grandes extensões, larguras e profundidades. A maioria dos rios brasileiros nasce em regiões pouco elevadas, com exceção do rio Amazonas e de alguns afluentes que nascem na cordilheira dos Andes. O Brasil possui 8% de toda a água doce que está na superfície da Terra. Além disso, a maior bacia fluvial do mundo, a Amazônica, também fica no Brasil. Somente o rio Amazonas deságua no mar um quinto de toda a água doce que é despejada nos oceanos.


Rios de planalto e de planície

Devido à natureza do relevo, no Brasil predominam os rios de planalto, que apresentam rupturas de declive, vales encaixados, entre outras características, que lhes conferem um alto potencial para a geração de energia elétrica. Encachoeirados e com muitos desníveis entre a nascente e a foz, os rios de planalto apresentam grandes quedas-d’água. Assim, em decorrência de seu perfil não regularizado, ficam prejudicados no que diz respeito à navegabilidade. Os rios São Francisco e Paraná são os principais rios de planalto.

Em menor quantidade, temos no Brasil os rios que correm nas planícies, sendo usados basicamente para a navegação fluvial, por não apresentarem cachoeiras e saltos em seu percurso. Como exemplo, podem ser citados alguns rios da bacia Amazônica (região Norte) e da bacia Paraguaia (região Centro-Oeste, ocupando áreas do Pantanal Mato-Grossense). Entre os grandes rios nacionais, apenas o Amazonas e o Paraguai são predominantemente de planície e largamente utilizados para a navegação.

Apesar da maioria dos rios brasileiros nunca secar, alguns apresentam características curiosas, como por exemplo o Jagauribe (Ceará), que desaparece nas secas, e o Paraguaçu (Bahia), que se torna subterrâneo e depois volta a ficar visível.


Rio de planalto


Rio de planície

* Bacias hidrográficas

Uma bacia hidrográfica é um conjunto de terras drenadas por um rio principal, seus afluentes e subafluentes. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) classifica os rios em nove bacias. São elas:

Bacia do Amazonas - É a maior bacia hidrográfica do mundo, com 7.050.000 km², sendo mais da metade localizado em terras brasileiras. Abrange também terras da Bolívia, Peru, Colômbia, Venezuela, Guiana, Guiana Francesa e Suriname. Seu rio principal, o Amazonas, nasce no Peru com o nome de Vilcanota e recebe posteriormente os nomes de Ucaiali, Urubamba e Marañon. Quando entra no Brasil, passa a se chamar Solimões e, após o encontro com o Rio Negro, perto de Manaus, recebe o nome de Rio Amazonas.

Bacia do Nordeste* – Abrange diversos rios de grande porte e de significado regional, como: Acaraú, Jaguaribe, Piranhas, Potengi, Capibaribe, Una, Pajeú, Turiaçu, Pindaré, Grajaú, Itapecuru, Mearim e Parnaíba. O rio Parnaíba forma a fronteira dos estados do Piauí e Maranhão, desde suas nascentes na serra da Tabatinga até o oceano Atlântico, além de representar uma importante hidrovia para o transporte dos produtos agrícolas da região.

 

Bacia do Tocantins-Araguaia – Com uma área superior a 800.000 km2, a bacia do rio Tocantins-Araguaia é a maior bacia hidrográfica inteiramente situada em território brasileiro. O rio Tocantins nasce na confluência dos rios Maranhão e Paraná (GO), enquanto o Araguaia nasce no Mato Grosso. Localiza-se nessa bacia a usina de Tucuruí (PA), que abastece projetos para a extração de ferro e alumínio.

Bacia do Paraguai – Destaca-se por sua navegabilidade, sendo bastante utilizada para o transporte de carga. Assim, torna-se importante para a integração dos países do Mercosul.. Suas águas banham terras brasileiras, paraguaias e argentinas.

Bacia do Paraná – É a região mais industrializada e urbanizada do país. Na bacia do Paraná reside quase um terço da população brasileira, sendo os principais aglomerados urbanos as regiões metropolitanas de São Paulo, Campinas e de Curitiba. O rio Paraná, com aproximadamente 4.100 km, tem suas nascentes na região Sudeste, separando as terras do Paraná do Mato Grosso do Sul e do Paraguai. O rio Paraná é o principal curso d’água da bacia, mas também são muito importantes os seus afluentes e formadores, como os rios Grande, Paranaíba, Tietê, Paranapanema, Iguaçu, dentre outros. Essa bacia hidrográfica é a que tem a maior produção hidrelétrica do país, abrigando a maior usina hidrelétrica do mundo: a Usina de Itaipu, no Estado do Paraná, projeto conjunto entre Brasil e Paraguai.

Bacia do São Francisco – Nasce em Minas Gerais, na serra da Canastra, atravessando os estados da Bahia, Pernambuco, Alagoas e Sergipe. O Rio São Francisco é o principal curso d’água da bacia, com cerca de 2.700 km de extensão e 168 afluentes. De grande importância política, econômica e social, principalmente para a região nordeste do país, é navegável por cerca de 1.800 km, desde Pirapora, em Minas Gerais, até a cachoeira de Paulo Afonso. O principal aglomerado populacional da bacia do São Francisco corresponde à Região Metropolitana de Belo Horizonte, na região do Alto São Francisco.

Bacia do Sudeste-Sul* – É composta por rios da importância do Jacuí, Itajaí e Ribeira do Iguape, entre outros. Os mesmos possuem importância regional, pela participação em atividades como transporte hidroviário, abastecimento d’água e geração de energia elétrica.

Bacia do Uruguai – É formada pelo rio Uruguai e por seus afluentes, desaguando no estuário do rio da Prata, já fora do território brasileiro. O rio Uruguai é formado pelos rios Canoas e Pelotas e serve de divisa entre os Estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Faz ainda a fronteira entre Brasil e Argentina e entre Argentina e Uruguai. Deságua no oceano após percorrer 1.400 km. A região hidrográfica do Uruguai apresenta um grande potencial hidrelétrico, possuindo uma das maiores relações energia/km² do mundo.

Bacia do Leste* – Assim como a bacia do nordeste, esta bacia possui diversos rios de grande porte e importância regional. Entre eles, temos os rios Pardo, Jequitinhonha, Paraíba do Sul, Vaza-Barris, Itapicuru, das Contas, Paraguaçu, entre outros. O rio Paraíba do Sul, por exemplo, situa-se entre os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, apresentando ao longo do seu curso diversos aproveitamentos hidrelétricos, cidades ribeirinhas de porte e indústrias importantes, como a Companhia Siderúrgica Nacional.

* são chamadas bacias agrupadas, pois não possuem um rio principal para nomeá-las


* Hidrografia no Mundo

* Confira a seguir a lista dos maiores rios, oceanos, mares e bacias hidrográficas do mundo.

Os maiores rios

Nome e local
Extensão (km)
Foz

Amazonas, Brasil
6.868
Oceano Atlântico

Nilo, Egito
6.671
Mar Mediterrâneo

Xi-Jiang, China
5.800
Mar da China

Mississippi-Missouri, EUA
5.620
Golfo do México

Obi, Federação Russa
5.410
Golfo de Obi

Os maiores oceanos e mares

Nome
Área (km²)
Profundidade máxima (m)

Oceano Pacífico
179.700.000
11.020

Oceano Atlântico
106.100.000
7.758

Mar Glacial Ártico
14.090.000
5.450

Mar do Caribe
2.754.000
7.680

Mar Mediterrâneo
2.505.000
5.020

As maiores bacias hidrográficas

Nome
Local
Área (km²)

Bacia Amazônica
Brasil
7.050.000

Bacia do Congo
Zaire
3.690.000

Bacia do Mississippi
EUA
3.328.000

Bacia do Rio da Prata
Brasil
3.140.000

Bacia do Obi
Federação Russa
2.975.000

Relevo*


RELEVO

* O que é relevo?

O relevo consiste nas formas da superfície do planeta, podendo ser influenciado por agentes internos e externos. Ou seja, é o conjunto das formas da crosta terrestre, manifestando-se desde o fundo dos oceanos até as terras emersas. Entre as principais formas apresentadas pelo relevo terrestre, os quatro tipos principais são:

  • Montanhas
  • Planaltos
  • Planícies
  • Depressões


Os agentes modeladores

Os agentes, também conhecidos como “escultores” do relevo, são forças que agiram no decorrer de milhões de anos, formando o relevo terrestre. Clique nos links a seguir para saber mais sobre cada um dos agentes.


O relevo brasileiro

O relevo do Brasil tem formação muito antiga e resulta principalmente de atividades internas do planeta Terra e de vários ciclos climáticos.

CLIMAS DO BRASIL*


CLIMAS DO BRASIL

A diversidade climática

O Brasil possui uma grande variedade de climas, devido ao seu território extenso (8,5 milhões de km2), à diversidade de formas de relevo, à altitude e dinâmica das correntes e massas de ar. Cerca de 90% do território brasileiro localiza-se entre os trópicos de Câncer e Capricórnio, motivo pelo qual usamos o termo “país tropical”. Atravessado na região norte pela Linha do Equador e ao sul pelo Trópico de Capricórnio, a maior parte do Brasil situa-se em zonas de latitudes baixas, nas quais prevalecem os climas quentes e úmidos, com temperaturas médias em torno de 20 ºC.


Os tipos de clima

A classificação de um clima depende de diversos fatores, como a temperatura, a umidade, as massas de ar, a pressão atmosférica, as correntes marítimas e ventos, entre outros. A classificação mais utilizada para os diferentes tipos de clima do Brasil assemelha-se à criada por Arthur Strahler, se baseando na origem, natureza e movimentação das correntes e massas de ar.

Sabe-se que as massas de ar que interferem mais diretamente são a equatorial (continental e atlântica), a tropical (continental e atlântica) e a polar atlântica. Dessa forma, são verificados no país desde climas superúmidos quentes, provenientes das massas equatoriais, como é o caso de grande parte da região Amazônica, até climas semi-áridos muito fortes, próprios do sertão nordestino. Temos então, como principais tipos climáticos brasileiros:

  • Subtropical
  • Semi-árido
  • Equatorial úmido
  • Equatorial semi-úmido
  • Tropical
  • Tropical de altitude

* Veremos a seguir informações sobre cada um deles.

Clima subtropical


As regiões que possuem clima subtropical apresentam grande variação de temperatura entre verão e inverno, não possuem uma estação seca e as chuvas são bem distribuídas durante o ano. É um clima característico das áreas geográficas a sul do Trópico de Capricórnio e a norte do Trópico de Câncer, com temperaturas médias anuais nunca superiores a 20ºC. A temperatura mínima do mês mais frio nunca é menor que 0ºC.

Clima semi-árido


O clima semi-árido, presente nas regiões Nordeste e Sudeste, apresenta longos períodos secos e chuvas ocasionais concentradas em poucos meses do ano. As temperaturas são altas o ano todo, ficando em torno de 26 ºC. A vegetação típica desse tipo de clima é a caatinga.

Clima equatorial úmido


Este tipo de clima apresenta temperaturas altas o ano todo. As médias pluviométricas são altas, sendo as chuvas bem distribuídas nos 12 meses, e a estação seca é curta. Aliando esses fatores ao fenômeno da evapotranspiração, garante-se a umidade constante na região. É o clima predominante no complexo regional Amazônico.

Clima equatorial semi-úmido


Em uma pequena porção setentrional do país, existe o clima equatorial semi-úmido, que também é quente, mas menos chuvoso. Isso ocorre devido ao relevo acidentado (o planalto residual norte-amazônico) e às correntes de ar que levam as massas equatoriais para o sul, entre os meses de setembro a novembro. Este tipo de clima diferencia-se do equatorial úmido por essa média pluviométrica mais baixa e pela presença de duas estações definidas: a chuvosa, com maior duração, e a seca.

Clima tropical


Presente na maior parte do território brasileiro, este tipo de clima caracteriza-se pelas temperaturas altas. As temperaturas médias de 18 °C ou superiores são registradas em todos os meses do ano. O clima tropical apresenta uma clara distinção entre a temporada seca (inverno) e a chuvosa (verão). O índice pluviométrico é mais elevado nas áreas litorâneas.

Clima tropical de altitude


Apresenta médias de temperaturas mais baixas que o clima tropical, ficando entre 15º e 22º C. Este clima é predominante nas partes altas do Planalto Atlântico do Sudeste, estendendo-se pelo centro de São Paulo, centro-sul de Minas Gerais e pelas regiões serranas do Rio de Janeiro e Espírito Santo. As chuvas se concentram no verão, sendo o índice de pluviosidade influenciado pela proximidade do oceano.

 * A seguir veremos as características climáticas de cada região brasileira.

Região Norte


A maior parte da região apresenta clima equatorial. Caracteriza-se pelo clima quente, com temperaturas médias anuais variando entre 24º e 26 ºC. Na foz do rio Amazonas, no litoral do Pará e no setor ocidental da região, o total pluviométrico anual geralmente excede os 3.000 mm. De Roraima até o leste do Pará as chuvas ocorrem com menor freqüência, ficando em torno de 1.500 a 1.700 mm anuais. O período chuvoso da região ocorre nos meses de verão/outono, com exceção de Roraima e parte do Amazonas, onde as chuvas ocorrem mais no inverno.

Região Nordeste

É uma região de caracterização climática complexa. O clima equatorial úmido está presente em uma pequena parte do estado do Maranhão, na divisa com o Pará; o clima litorâneo úmido ocorre no litoral da Bahia ao do Rio Grande do Norte; o clima tropical está presente nos estados da Bahia, Ceará, Maranhão e Piauí; e o clima tropical semi-árido ocorre em todo o sertão nordestino. Quanto ao regime térmico, na região nordeste as temperaturas são elevadas, com médias anuais entre 20º e 28 ºC, sendo que já foram registradas máximas em torno de 40 ºC no Piauí e no sul do Maranhão. Os meses de inverno apresentam mínimas entre 12º e 16 ºC no litoral, e inferiores nos planaltos, sendo que já foi registrado 1 ºC na Chapada da Diamantina. As chuvas são fonte de preocupação na região, variando de 2.000 mm até valores inferiores a 500 mm anuais. A precipitação média anual é inferior a 1.000 mm. Além disso, no sertão nordestino o período chuvoso normalmente dura apenas dois meses no ano, podendo eventualmente até não existir, causando as secas.

Região Centro-Oeste


O clima da região é tropical semi-umido, com frequentes chuvas de verão. Nos extremos norte e sul da região, a temperatura média anual é de 22 ºC e nas chapadas varia de 20º a 22 ºC. Na primavera/verão, são comuns temperaturas elevadas, sendo que a média do mês mais quente varia de 24º a 26 ºC. A média das máximas do mês mais quente oscila entre 30º e 36 ºC.No inverno, em virtude da invasão polar, é comum a ocorrência de temperaturas mais baixas. No mês mais frio, a temperatura média oscila entre 15º e 24ºC, enquanto a média das mínimas fica entre 8º a 18ºC. A pluviosidade média é de 2.000 a 3.000 mm anuais ao norte de Mato Grosso, enquanto no Pantanal mato-grossense é de 1.250 mm. Apesar disso, a região centro-oeste é bem provida de chuvas, sendo que mais de 70% do total de chuvas ocorrem de novembro a março, o que torna o inverno bastante seco.

Região Sudeste


Nesta região, as características climáticas mais fortes são de clima tropical. No litoral, predomina o clima tropical atlântico e, nos planaltos, o tropical de altitude, com geadas ocasionais. Existe ainda uma grande diversificação no que diz respeito à temperatura. No limite de São Paulo e Paraná, a temperatura média anual situa-se entre 20 ºC, enquanto ao norte de Minas Gerais a média é 24 ºC, e nas áreas mais elevadas das serras do Espinhaço, Mantiqueira e do Mar, a média pode ser inferior a 18 ºC, devido ao efeito conjugado da latitude com a freqüência das correntes polares. No verão, são comuns médias das máximas de 30 a 32 ºC. No inverno, a média das temperaturas mínimas varia de 6º a 20 ºC, com mínimas absolutas de -4 a 8 ºC. Em relação à pluviosidade, a altura anual da precipitação nessas áreas é superior a 1.500 mm, chegando a 2.340 mm no alto do Itatiaia e 3.600 mm na serra do Mar, em São Paulo. Os menores índices pluviométricos anuais são registrados nos vales dos rios Jequitinhonha e Doce, em torno de 900 mm.

Região Sul


Com exceção do norte do Paraná, onde predomina o clima tropical, nesta região o clima predominante é o subtropical, responsável pelas temperaturas mais baixas do Brasil. Na região central do Paraná e no planalto serrano de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, o inverno costuma registrar temperaturas abaixo de zero, com o surgimento de geada e até de neve em alguns municípios. A temperatura média anual situa-se entre 14 e 22 ºC, sendo que nos locais com altitudes acima de 1.100 m, cai para aproximadamente 10 ºC. A média das máximas mantém-se em torno de 24 a 27 ºC nas superfícies mais elevadas do planalto e, nas áreas mais baixas, entre 30 e 32 ºC. No inverno, a temperatura média oscila entre 10 e 15 ºC na maior parte da região. A média das máximas também é baixa, em torno de 20 a 24 ºC nos grandes vales e no litoral, e 16 a 20 ºC no planalto. A média das mínimas varia de 6 a 12 ºC, sendo comum o termômetro atingir temperaturas próximas de 0 ºC até índices negativos, devido à invasão das massas polares. Em relação à pluviosidade, a média anual oscila entre 1.250 e 2.000 mm, exceto no litoral do Paraná e oeste de Santa Catarina, onde os valores são superiores a 2.000 mm, e no norte do Paraná, com valores inferiores a 1.250 mm.

CARTOGRAFIA


CARTOGRAFIA

A cartografia é a ciência da representação gráfica da superfície terrestre, tendo como produto final o mapa. Ou seja, é a ciência que trata da concepção, produção, difusão, utilização e estudo dos mapas. Na cartografia, as representações de área podem ser acompanhadas de diversas informações, como símbolos, cores, entre outros elementos. A cartografia é essencial para o ensino da Geografia e tornou-se muito importante na educação contemporânea, tanto para as pessoas atenderem às necessidades do seu cotidiano quanto para estudarem o ambiente em que vivem.


O surgimento

Os primeiros mapas foram traçados no século VI a.C. pelos gregos que, em função de suas expedições militares e de navegação, criaram o principal centro de conhecimento geográfico do mundo ocidental. O mais antigo mapa já encontrado foi confeccionado na Suméria, em uma pequena tábua de argila, representando um Estado. A confecção de um mapa normalmente começa a partir da redução da superfície da Terra em seu tamanho. Em mapas que figuram a Terra por inteiro em pequena escala, o globo se apresenta como a única maneira de representação exata. A transformação de uma superfície esférica em uma superfície plana recebe a denominação de projeção cartográfica.

Na pré-história, a Cartografia era usada para delimitar territórios de caça e pesca. Na Babilônia, os mapas do mundo eram impressos em madeira, mas foram Eratosthenes de Cirene e Hiparco (século III a.C.) que construíram as bases da cartografia moderna, usando um globo como forma e um sistema de longitudes e latitudes. Ptolomeu desenhava os mapas em papel com o mundo dentro de um círculo. Com a era dos descobrimentos, os dados coletados durante as viagens tornaram os mapas mais exatos. Após a descoberta do novo mundo, a cartografia começou a trabalhar com projeções de superfícies curvas em impressões planas.

Atualmente…

Hoje, a cartografia é feita por meios modernos, como as fotografias aéreas (realizadas por aviões) e o sensoriamento remoto por satélite. Além disso, com os recursos dos computadores, os geógrafos podem obter maior precisão nos cálculos, criando mapas que chegam a ter precisão de até 1 metro. As fotografias aéreas são feitas de maneira que, sobrepondo-se duas imagens do mesmo lugar, obtém-se a impressão de uma só imagem em relevo. Assim, representam-se os detalhes da superfície do solo. Depois, o topógrafo completa o trabalho sobre o terreno, revelando os detalhes pouco visíveis nas fotografias.

A outra técnica cartográfica, o sensoriamento remoto, consiste na transmissão, a partir de um satélite, de informações sobre a superfície do planeta ou da atmosfera. Quase toda coleta de dados físicos para os especialistas é feita por meio de sensoriamento remoto, com satélites especializados que tiram fotos da Terra em intervalos fixos.

Para a geração das imagens pelos satélites, escolhe-se o espectro de luz que se quer enxergar, sendo que alguns podem enviar sinais para captá-los em seu reflexo com a Terra, gerando milhares de possibilidades de informação sobre minerais, concentrações e tipos de vegetação, entre outros. Existem satélites que chegam a enxergar um objeto de até vinte centímetros na superfície da Terra, quando o normal são resoluções de vinte metros.

Mapas

A localização de qualquer lugar na Terra pode ser mostrada em um mapa. Os mapas são normalmente desenhados em superfícies planas, em proporção reduzida do local da Terra escolhido. Nenhum mapa impresso consegue mostrar todos os aspectos de uma região. Mapas, em contraposição a foto aéreas e dados de satélite, podem mostrar concentração populacional e de renda, diferenças de desenvolvimento social, entre outras informações.

Como os mapas possuem representação plana, eles não representam fielmente a forma geóide da Terra, o que levou cartógrafos a utilizarem globos para imitar essa forma. Os mapas mais comuns são os políticos e topográficos. Os políticos representam graficamente os continentes e as fronteiras entre os países, enquanto os topográficos representam o relevo em níveis de altura (normalmente inclui também os rios mais importantes). Para desenhar mapas cartográficos depende-se de um sistema de localização com longitudes e latitudes, uma escala, uma projeção e símbolos. Atualmente, boa parte do material que o cartógrafo necessita é obtido por sensoriamento remoto com foto de satélite ou fotografias aéreas.

 

Projeções cartográficas

Sabemos que a maneira mais adequada de representar a Terra como um todo é por meio de um globo. Porém, precisamos de mapas planos para estudar a superfície do planeta. Transformar uma esfera em uma área plana do mapa seria impossível se os cartógrafos não utilizassem uma técnica matemática chamada projeção. No entanto, imagine como seria se abríssemos uma esfera e a achatássemos para a forma de um plano. Com isso, as partes da esfera original teriam que ser esticadas, principalmente nas áreas mais próximas aos os pólos, criando grandes deformações de área. Então, para chegar a uma representação mais fiel possível, os cartógrafos desenvolveram vários métodos de projeções cartográficas, ou seja, maneiras de representar um corpo esférico sobre uma superfície plana.

Como toda projeção resulta em deformações e incorreções, às vezes algumas características precisam ser distorcidas para representarmos corretamente as outras. As deformações podem acontecer em relação às distâncias, às áreas ou aos ângulos. Conforme o sistema de projeção utilizado, as maiores alterações da representação localizam-se em uma ou outra parte do globo: nas regiões polares, nas equatoriais ou nas latitudes médias. É o cartógrafo define qual é a projeção que vai atender aos objetivos do mapa.

A projeção mais simples e conhecida é a de Mercator (nome do holandês que a criou). Outras técnicas foram evoluindo e muitas outras projeções tentaram desfazer as desigualdades de área perto dos pólos com as de perto do equador, como por exemplo a projeção de Gall. Como não há como evitar as deformações, classifica-se cada tipo de projeção de acordo com a característica que permanece correta. Temos então:

  • Projeções eqüidistantes = distâncias corretas
  • Projeções conformes = igualdade dos ângulos e das formas dos continentes
  • Projeções equivalentes = mostram corretamente a distância e a proporção entre as áreas

Os três principais tipos de projeção são:

Cilíndricas: consistem na projeção dos paralelos e meridianos sobre um cilindro envolvente, que é posteriormente desenvolvido (planificado). Uma das projeções cilíndricas mais utilizadas é a de Mercator, com uma visão do planeta centrada na Europa.


Cônicas: é a projeção do globo terrestre sobre um cone, que posteriormente é planificado. São mais usadas para representar as latitudes médias, pois apenas as áreas próximas ao Equador aparecem retas.


Azimutais: é a projeção da superfície terrestre sobre um plano a partir de um determinado ponto (ponto de vista). Também chamadas planas ou zenitais, essas projeções deformam áreas distantes desse ponto de vista central. São bastante usadas para representar as áreas polares.

Oceania*


Oceania

Formada por variados grupos de ilhas no Oceano Pacífico, a Oceania é o menor “continente” em área e o segundo menor (após a Antártica) em população. Possui uma área total de 8.480.355km2. O nome Oceania vem de Oceanus, o deus dos rios. Embora as ilhas da Oceania não formem um continente verdadeiro, alguns associam a Oceania com o continente da Austrália ou com a Australásia, com o propósito de dividir o planeta em agrupamentos continentais. A Austrália, país moderno e de primeiro mundo (3° do mundo no Índice de Desenvolvimento Humano), é o principal país do continente, ocupando quase 90% do mesmo.

Localização da Oceania no mapa-múndi

* Países e Territórios

A seguir é apresentada a lista dos países independentes da Oceania e suas respectivas capitais, além dos territórios existentes no continente.

Países independentes

Austrália (Canberra)
Ilhas Cook (Avarua)
Fiji (Suva)
Ilhas Marshall (Majuro)
Ilhas Salomão (Honiara)
Kiribati (Bairiki)
Estados Federados da Micronésia (Palikir)
Nauru
Niue (Alofi)
Nova Zelândia (Wellington)
Palau (Melekeok)
Papua-Nova Guiné (Port Moresby)
Samoa (Apia)
Timor-Leste (Díli) [parte pertence à Ásia]
Tonga (Nuku’alofa)
Tuvalu (Funafuti)
Vanuatu (Port Vila)
Polinésia [conj. ilhas Pac�fico]

* Territórios dependentes

Ilhas Marianas [dep. Estados Unidos]
Ilhas Carolinas [dep. Micronésia]
Nova Caledônia [dep. França]
Território Antártico Australiano [dep. Austrália]
Dependência de Ross [dep. Nova Zelândia]
Terra Adélia [dep. França]
Samoa Americana [dep. Estados Unidos]

Europa*


Europa

Com superfície de 10.368.099km2, a Europa forma com a Ásia um conjunto de terras contínuas conhecido como Eurásia. * Os limites entre a Europa e a Ásia não são claros, mas fatores históricos, étnicos e culturais conferem à Europa uma individualidade bem definida. A parte continental é limitada a Norte pelo Oceano Glacial Ártico, a oeste pelo Oceano Atlântico, a sul pelo Mar Mediterrâneo, pelo Mar Negro, pelas montanhas do Cáucaso e pelo Mar Cáspio, e a Leste pelos Montes Urais e pelo Rio Ural. Segundo a mitologia grega, Europa foi uma mulher muito bonita que despertou os amores de Zeus, deus-rei do Olimpo.

Localização da Europa no mapa-múndi

Países e Territórios

A seguir é apresentada a lista dos países independentes da Europa e suas respectivas capitais, além dos territórios existentes no continente.

Países independentes

Albânia (Tirana)
Alemanha (Berlim)
Andorra (Andorra la Vella)
Armênia (Erevan)
Áustria (Viena)
Azerbaijão (Baku)
Bielorrússia (Minsk)
Bélgica (Bruxelas)
Bósnia-Herzegovina (Sarajevo)
Bulgária (Sófia)
República Tcheca (Praga)
Cazaquistão (Astana)
Chipre (Nicósia)
Croácia (Zagreb)
Dinamarca (Copenhaga)
Eslováquia (Bratislava)
Eslovênia (Liubliana)
Espanha (Madrid)
Estônia (Tallinn)
Finlândia (Helsinque)
França (Paris)
Grécia (Atenas)
Geórgia (Tbilisi)
Hungria (Budapeste)
Irlanda (Dublin)
Islândia (Reiquiavique)
Itália (Roma)
Letônia (Riga)
Liechtenstein (Vaduz)
Lituânia (Vilnius)

Luxemburgo (Luxemburgo)
República da Macedônia (Skopje)
Malta (Valetta)
Moldávia (Chisinau)
Mônaco (Monaco-Ville)
Montenegro (Podgorica)
Noruega (Oslo)
Países Baixos (Amsterdã)
Polônia (Varsóvia)
Portugal (Lisboa)
Reino Unido (Londres)
Romênia (Bucareste)
Rússia (Moscou)
Turquia (Ancara)
San Marino (San Marino)
Sérvia (Belgrado)
Suécia (Estocolmo)
Suíça (Berna)
Ucrânia (Kiev)
Vaticano

* Territórios dependentes

Ilhas Feroe [dep. Dinamarca]
Gibraltar [dep. Reino Unido]
Guérnsei [dep. Reino Unido]
Açores [dep. Portugal]
Madeira [dep. Portugal]
Canárias [dep. Espanha]
Ilha de Man [dep. Reino Unido]
Jérsei [dep. Reino Unido]
Sardenha [dep. Itália]

Ásia*


Ásia

É o maior e o mais populoso continente da Terra. * Possui cerca de 49 milhões de km2, ocupando 8,6% da superfície planetária (quase 30% das terras emersas). Na Ásia encontra-se mais de 60% da população mundial. Localizada principalmente nos hemisférios oriental e setentrional, a Ásia costuma ser definida como a porção da Eurafrásia (o conjunto África-Ásia-Europa) que se encontra a leste do mar Vermelho, canal de Suez e montes Urais, e ao sul do Cáucaso e dos mares Cáspio e Negro. É banhada a leste pelo oceano Pacífico (mar da China Meridional, mar da China Oriental, mar Amarelo, mar do Japão, mar de Okhotsk e mar de Bering), ao sul pelo oceano Índico (golfo de Áden, mar Arábico e golfo de Bengala) e ao norte pelo oceano Ártico.

Localização da Ásia no mapa-múndi

Países e Territórios

A seguir é apresentada a lista dos países independentes da Ásia e suas respectivas capitais, além dos territórios existentes no continente.

Países independentes

Afeganist�o (Cabul)
Arábia Saudita (Riad)
Arménia (Erevan) *
Azerbaijão (Baku) *
Barein (Manama)
Bangladesh (Daca)
Brunei (Bandar Seri Begawan)
Butão (Thimphu)
Camboja (Phnom Penh)
Cazaquistão (Astana) *
República Popular da China (Pequim)
Chipre (Nic�sia) *
Cingapura (Cidade de Cingapura)
Coréia do Norte (P’yongyang)
Coréia do Sul (Seul)
Egito (Cairo) *
Emirados Árabes Unidos (Abu Dhabi)
Filipinas (Manila)
Geórgia (Tbilisi) *
Iémen (Sana)
Índia (Nova Déli)
Indonésia (Jacarta) *
Irã (Teer�o)
Iraque (Bagd�)
Israel (Jerusal�m)
Japão (Tóquio)
Jordânia (Am�)
Kuwait (Al Kuwait)
Laos (Vientiane)
Líbano (Beirute)
Maldivas (Mal�)

Malásia (Kuala Lumpur)
Mongólia (Ulan Bator)
Myanmar (Nay Pyi Taw)
Nepal (Katmandu)
Omã (Mascate)
Paquistão (Islamabad)
Qatar (Doha)
Quirguistão (Bishkek)
Rússia (Moscou) *
Síria (Damasco)
Sri Lanka (Colombo)
Tadjiquistão (Dushanbe)
Tailândia (Banguecoque)
Taiwan (Taipé)
Timor-Leste (D�li) *
Turcomenistão (Ashkhabad)
Turquia (Ancara) *
Uzbequistão (Tashkent)
Vietnã (Han�i)

Territórios dependentes

Arquipélago de Chagos [Britânico]
Cisjordânia [Israel]
Faixa de Gaza [Autoridade Palestina]
Ilha Christmas [Austrália]
Ilhas Cocos [Austrália]
Macau [China]
Hong Kong [China]
Taiwan [ainda não reconhecido como Estado independente]

* países que podem ser classificados também em outros continentes (transcontinentais)

América


América

É o segundo maior continente do mundo. Com uma área de 42.189.120 km² e uma população de mais de 750 milhões de habitantes, corresponde a 8,3% da superfície total do planeta e a 14% da população humana. Localizada entre o oceano Pacífico e o Atlântico, a América inclui o Mar do Caribe e a Groenlândia, mas não a Islândia, por razões históricas e culturais.

Formada por duas grandes massas de terra, unidas por uma faixa estreita, divide-se em três partes: do Norte, Central (englobando as nações do mar do Caribe) e do Sul. O continente reúne países marcados por grande diferenças econômicas. Estados Unidos (EUA) e Canadá possuem PIB entre os mais altos do mundo, enquanto a maior parte dos 35 países do continente permanece com imensas dificuldades.

Também é conhecida pelo plural Américas e pela expressão Novo Mundo (em oposição à Europa, considerada o Velho Mundo). Alguns não consideram a América como um continente único, preferindo defini-la como um conjunto de terras composto pelos continentes da América do Norte (que inclui a chamada América Central e o Caribe) e da América do Sul. De qualquer forma, a América compõe-se, de fato, de duas massas de dimensões continentais – as Américas do Norte e do Sul -, ligadas por um istmo (o istmo do Panamá) que é cortado por um canal (o canal do Panamá).

Localização da América no mapa-múndi

Países e Territórios

A seguir é apresentada a lista dos 35 países independentes da América e suas respectivas capitais, além dos territórios que são dependências de outros países.

Países independentes

Antígua e Barbuda (St. John’s)
Argentina (Buenos Aires)
Bahamas (Nassau)
Barbados (Bridgetown)
Belize (Belmopan)
Bolívia (La Paz)

Brasil (Brasília)
Canadá (Ottawa)
Chile (Santiago)
Colômbia (Bogotá)
Costa Rica (San José)
Cuba (Havana)
Dominica (Roseau)
Equador (Quito)
El Salvador (San Salvador)
Estados Unidos (Washington)
Granada (St. George’s)
Guatemala (Cidade da Guatemala)
Guiana (Georgetown)
Haiti (Porto Príncipe)
Honduras (Tegucigalpa)
Jamaica (Kingston)
México (Cidade do México)
Nicarágua (Manágua)
Panamá (Cidade do Panamá)
Paraguai (Assunção)

Peru (Lima)
República Dominicana (Santo Domingo)
São Cristóvão e Névis (Basse-Terre)
Santa Lúcia (Castries)
São Vicente e Granadinas (Kingstown)
Suriname (Paramaribo)
Trindade e Tobago (Port of Spain)
Uruguai (Montevidéu)
Venezuela (Caracas)

Territórios dependentes

Groenlândia [dep. Dinamarca]
Porto Rico [dep. Estados Unidos]
Ilhas Virgens Americanas [dep. Estados Unidos]
Guadalupe [dep. França]
Guiana Francesa [dep. França]
Martinica [dep. França]
São Pedro e Miquelão [dep. França]
Aruba [dep. Holanda]
Antilhas Holandesas [dep. Holanda]
Anguilla [dep. Reino Unido]
Bermudas [dep. Reino Unido]
Ilhas Virgens Britânicas [dep. Reino Unido]
Ilhas Caymans [dep. Reino Unido]
Ilhas Falkland [dep. Reino Unido]
Montserrat [dep. Reino Unido]
Turks e Caicos [dep. Reino Unido]

África


África

É o terceiro maior continente da Terra, ficando apenas atrás da Ásia e das Américas. Junto com as ilhas adjacentes, ocupa cerca de 30 milhões de km2, cobrindo 20,3% da área total da terra firme do planeta. É também o segundo continente mais populoso da Terra, ficando apenas atrás da Ásia. Possui mais de 800 milhões de habitantes em 54 países, representando cerca de um sétimo da população do mundo. Os países da África que têm o português como língua oficial são: Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe.

Localização da África no mapa-múndi

Países e Capitais

Dos 54 países independentes que a África possui, 48 são continentais e 6 são insulares (ilhas). A seguir é apresentada a lista dos países africanos e suas respectivas capitais.

Países Continentais

África do Sul (Cidade do Cabo)
Angola (Luanda)
Argélia (Argel)
Benin (Porto Novo)
Botsuana (Gaborone)
Burquina Fasso (Uagadugu)
Burundi (Bujumbura)
Camarões (Iaundê)
Chade (Ndjamena)
Congo, ex-Zaire (Kinshasa)
Congo, República (Brazzaville)
Costa do Marfim (Abidjan)
Djibuti (Djibouti)
Egito (Cairo)
Eritréia (Asmará)
Etiópia (Addis Abeba)
Gabão (Libreville)
Gâmbia (Banjul)
Gana (Acra)
Guiné (Conacri)
Guiné-Bissau (Bissau)
Guiné Equatorial (Malabo)
Lesoto (Maseru)
Libéria (Monróvia)
Líbia (Trípoli)
Malauí (Lilongüe)
Mali (Bamaco)
Marrocos (Rabá)

Mauritânia (Nuakchott)
Moçambique (Maputo)
Namíbia (Windhoek)
Níger (Niamei)
Nigéria (Abuja)
Quênia (Nairóbi)
República Centro-Africana (Bangui)
Ruanda (Kigali)
Saara Ocidental (El Aai�n)
Senegal (Dacar)
Serra Leoa (Freetown)
Somália (Mogadíscio)
Suazilândia (Lobamba)
Sudão (Cartum)
Tanzânia (Dodoma)
Togo (Lomé)
Tunísia (Túnis)
Uganda (Campala)
Zâmbia (Lusaka)
Zimbábue (Harare)

Países Insulares

Ilha de Madagascar (Antananarivo)
Ilhas de Cabo Verde (Cidade de Praia)
Ilhas de Comores (Moroni)
Ilhas Maurício (Port Louis)
Ilhas São Tomé e Príncipe (São Tomé)
Ilhas Seychelles (Vitória)

 

 

Video Relacionado: à África

 

África

Estações do ano


 

Geografia

 

Chamamos de estação do ano cada uma das quatro subdivisões do ano baseadas em padrões climáticos. São elas: primavera, verão, outono e inverno. As estações do ano ocorrem devido à inclinação da terra em relação ao sol. Podemos dizer então que as estações são ocasionadas pelo eixo de rotação da Terra, juntamente com o movimento da mesma em torno do sol, que dura um ano e recebe o nome de translação. Veja a seguir as características de cada uma delas.

Primavera
(do latim: primo vere, no começo do verão)

Inicia após o Inverno (aproximadamente no dia 20 de março no Hemisfério Norte e 23 de setembro no Hemisfério Sul) e seu sucessor é o Verão (termina aproximadamente no dia 21 de junho no Hemisfério Norte e 21 de dezembro no Hemisfério Sul).

A principal característica da primavera é o reflorescimento da flora e da fauna terrestres.

Verão
(do latim vulgar: veranum, veranuns tempus, tempo primaveril ou primaveral)

Inicia após a Primavera (aproximadamente no dia 21 de junho no Hemisfério Norte e 21 de dezembro no Hemisfério Sul) e seu sucessor é o Outono (termina aproximadamente no dia 23 de setembro no Hemisfério Norte e 21 de março no Hemisfério Sul).

Neste período, as temperaturas permanecem elevadas e os dias são mais longos.

Outono
(do latim autumno)

Inicia após o Verão (aproximadamente no dia 23 de setembro no Hemisfério Norte e 22 de março no Hemisfério Sul) e seu sucessor é o Inverno (termina aproximadamente no dia 21 de dezembro no Hemisfério Norte e 20 de junho no Hemisfério Sul).

Nesta estação, os dias ficam mais curtos e mais frescos. As folhas e frutas já estão maduras e começam a cair. Os jardins e parques ficam coberto de folhas de todos os tamanhos e cores.

Inverno
(do latim: hibernu, tempus hibernus, tempo hibernal)

Inicia após o Outono (aproximadamente no dia 21 de Dezembro no Hemisfério Norte e 21 de junho no Hemisfério Sul) e seu sucessor é a Primavera (termina aproximadamente no dia 21 de março no Hemisfério Norte e 23 de setembro no Hemisfério Sul).

A principal característica do inverno é a queda da temperatura, podendo variar em algumas regiões bem abaixo de 0 ºC, até mesmo no Brasil.

Skate


 

Ainda não se sabe exatamente quando apareceu o skate, mas podemos dizer que foi no princípio dos anos 60 na Califórnia. Era em uma época aonde reinava o surf e a curtição total sobre uma prancha, mas como as coisas nunca davam certo aqueles mesmos surfistas pegaram as rodas de seus patins, e colocaran em “shapes”, para que assim pudessem surfar em terra firme.
Os skates eram muito primitivos, não possuiam nose nem tail, era apenas uma tábua e quatro rodinhas. O crescimento do ‘surf no asfalto’ se deu de uma maneira tão grande que muitos dos jovens da época se renderam ao novo esporte chamado skate. Surgiam então os primeiros skatistas da época.
Era uma época onde o free style dominava, os skatistas usavam e abusavam deste tipo de manobra. No ano de 1965 se comercializaram os primeiros skates fabricados industrialmente e começaram as primeiras competições. Esse esporte então teve seu auge em meados dos anos 70, quando ocorreu um fato que chocou a maior parte de todos os skatistas: a revista “Skateboarder”, uma das mais importantes sobre o assunto, anunciou a sua mudança de planos, agora cobrindo assuntos sobre competicões de Biker’s.
Foi quando se deu a ‘morte’ do skate. Muitas pistas fecharam, e muitos abandonaram o esporte, apenas ficando os que realmente gostavam. Esses skatistas – que perderam suas pistas, suas revistas, e tudo que era a respeito deles – lançaram-se a andar nas ruas, usando tudo que achavam no cotidiano como obstácul. Daí se deu o street skate.
Anos 70
Lá pelos anos 70 houve o racionamento de água nos EUA, e muitas pessoas tiveram que esvaziar suas piscinas. Foi aí que os skatistas perceberam que essas piscinas vazias poderiam ser ótimos obstáculos. Surfia assim o ‘skate vertical’.
Anos 80
Nos anos 80 o skate volta ao seu auge, com a inovação dos skates, e a utilizacao das pistas em “U” – os half pipes. O skate retorna às suas origens de muitos adeptos, e com o aparecimento de vários nomes do skateboard mundial: Steve Caballero, Tony Alva, Tom Sims, entre outros contrubuiram e muito para o progresso do skate.

Fernando Henrique Cardoso


 

TUDO sobre o nosso MUNDO

Com o sucesso do Plano Real, FHC tornou-se presidente, nas eleições de 1994. Disputaram com ele: Luiz Inácio Lula da Silva (PT); Enéas Ferreira Carneiro (Prona); Orestes Quércia (PMDB); Leonel de Moura Brizola (PDT); Espiridião Amin (PPR); Carlos Antônio Gomes (PRN); e o pouquíssimo votado Brigadeiro Hernani Fortuna (PSC). Cardoso venceu no primeiro turno com 54,27% dos votos válidos. Lula mais uma vez posicionou-se na 2ª colocação, como em 1989.

Como citado por Luis Carlos Mendonça de Barros (2002, p. 108):

O grande mérito de Fernando Henrique como homem político, ao contrário do que se passou com o presidente Sarney em 1985, foi entender que a sociedade brasileira estava farta da inflação crônica que a acompanhava fazia mais de quinze anos. Quando aceitou o convite para ser ministro da Fazenda do cambaleante governo Itamar Franco, em 1993, ele já sabia o que iria fazer. Chamou imediatamente a equipe de Economistas da PUC para trabalhar consigo e apresentou à sociedade seu plano de estabilização. O sucesso imediato deu-lhe o cargo de presidente da República nas eleições de 1994.

No dia 1º de janeiro, FHC fez o tradicional discurso de posse[1], e no mesmo já explicitava algumas diretrizes neoliberais pelas quais iria direcionar o país. Neste discurso, Cardoso fez menção ao Plano Real, projeto que demonstrou ser eficaz na luta por uma estabilização econômica á longo prazo e pelas embrionárias reformas estruturais que seriam levadas a cabo em seu governo como as privatizações:

Ao escolher a mim para sucedê-lo [Itamar Franco], a maioria absoluta dos brasileiros fez uma opção pela continuidade do Plano Real, e pelas reformas estruturais necessárias para afastar de uma vez por todas o fantasma da inflação. (BRASIL, 1995, p. 1-9).

O presidente explicitou a força da abertura comercial e do interesse externo em nossos mercados, demonstrando que haveria apoio do Estado em tal interesse. Um dos objetivos destas reformas era promover uma “nova” inserção do país na economia global, tanto por meio da abertura de nossos mercados, quanto pelo o que esta ação supostamente implicaria.

Acreditava-se que esta abertura proporcionaria um grande estímulo à produção brasileira. Esta “estratégia” tornou-se política de governo de FHC, e como tal, era vista com grande otimismo para a objetivação do interesse nacional:

Temos de volta a liberdade, portanto. E teremos desenvolvimento.(…) Também vemos com satisfação que aumenta o interesse de outros países pelo Brasil.(…) Rapidamente, no ritmo veloz das comunicações e da abertura da economia brasileira, estamos deixando para trás atitudes xenófobas, que foram mais efeito do que causa do nosso relativo fechamento no passado (…). Por isso mesmo, a realização de um projeto nacional consistente de desenvolvimento deve nos fortalecer crescentemente no cenário internacional. (BRASIL, 1995, p. 1-9, grifos nossos).

A estratégia de FHC esperava um incremento da produtividade, decorrente do desenvolvimento tecnológico, por meio de maior competitividade e do aumento do investimento externo. A conseqüência seria o crescimento da economia e do emprego.

Esperava-se também, que os aumentos da produtividade e competitividade, levariam em médio prazo, ao aumento das exportações e, por conseguinte, a redução da vulnerabilidade externa. Esses seriam os principais frutos da política de abertura. No entanto, não era certo que o Plano Real levar-nos-ia a estes resultados:

O momento é favorável para que o Brasil busque urna participação mais ativa nesse contexto (…). Numa fase de transformações radicais, marcada pela redefinição das regras de convivência política e econômica entre os países, não podemos, por mero saudosismo, dar as costas aos rumos da História. Temos, sim, que estar atentos a eles para influenciar o desenho da nova ordem (…). É tempo, portanto, de atualizar nosso discurso e nossa ação externa, levando em conta as mudanças no sistema internacional e o novo consenso interno em relação aos nossos objetivos (…). Vamos aposentar os velhos dilemas ideológicos e as velhas formas de confrontação, e enfrentar os temas que movem a cooperação e o conflito entre os países nos dias de hoje: as tarefas ampliadas do multilateralismo e os desafios da regionalização; a dinamizarão do comércio internacional e a superação das formas de protecionismo e unilateralismo. Outros temas centrais são o acesso à tecnologia (…). Eu os convoco para mudar o Brasil. Muito obrigado. (BRASIL, 1995, p. 1-9).

As primeiras medidas tomadas por FHC caminhavam na mesma direção que as mudanças que se processavam no mundo, rumo as políticas neoliberais. A Nova Ordem as estabelecia como único meio para um país sair de sua condição de subdesenvolvimento.

No primeiro Governo de Fernando Henrique, 80 empresas foram privatizadas, gerando uma receita de US$ 73,3 bilhões. Estas vendas ocorreram por conta do contexto de reformas do início dos anos 90.

Como ressaltou Filgueiras (2006, p. 115):

No Governo Collor, foram vendidas 18 empresas, num total de US$ 4 bilhões, enquanto no Governo Itamar foram privatizadas 16 empresas, num montante de US$ 4, 6 bilhões (Paulani, 1998).Como se pode observar, portanto, foi no Governo Cardoso que, de fato, as privatizações deslancharam, tornando-se, na prática, elemento essencial do novo projeto de desenvolvimento. Apenas com relação ao PND (US$28,9 bilhões), as privatizações no Governo Cardoso corresponderam a 70% do total; se incluirmos o setor de telecomunicações (mais de US$ 29,1 bilhões), essa participação chega a 85% do valor arrecadado pela União.

Nesta década, o país adotou uma abrangente pauta de reformas favoráveis ao mercado, numa tentativa de recuperar o antigo dinamismo econômico. Como veremos na seção seguinte, a ampliação do programa de privatização tornou-o um importante pilar de sustentação do Plano Real, especialmente, no primeiro mandato de Cardoso.

Historicamente, de acordo com Pinheiro, Giambiagi e Moreira (2001, p.29), as reformas dos anos 90, podem ser divididas em três períodos. A primeira fase periodiza de 1991-1994, já a segunda etapa associa-se ao primeiro Governo de FHC, de acordo com estes três autores, este momento pode ser assim descrito:

Nesta primeira (1991/94), o Brasil abandonou o tradicional regime de substituição de importações, abrindo a economia e privatizando firmas industriais. A economia reagiu positivamente, mas a alta inflação barrou os ganhos de eficiência e o crescimento;.

Na segundo fase (1995/98), a primeira administração de Cardoso avançou mais um passo ao levar o programa de privatização ao setor de infra-estrutura e ao conter a inflação, que caiu de 5.000% ao ano para aproximadamente 2% em 1998. Entretanto, a demora em adotar o regime de flutuação da taxa de câmbio e a falta de disciplina fiscal levaram ao aumento do deficit fiscal e em conta corrente, o que também comprometeu o crescimento.

Entre muitos fatores que permitiram o aumento das privatizações, podemos destacar dois: A vontade do Estado em privatizar tais empresas e a revisão da Constituição de 1988 que alterou o monopólio das empresas pelo Governo:

O auge do programa de privatização brasileiro ocorreu durante o primeiro mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso (1995/98). (…) Dois fatores permitiram essa significativa expansão do volume e da abrangência das privatizações: o primeiro foi a participação dos governos estaduais no esforço de privatização, o que possibilitou a venda de diversas companhias de distribuição de eletricidade; o segundo foi a decisão de alterar a Constituição para acabar com o monopólio do governo sobre certas áreas e eliminar a discriminação contra as subsidiárias de companhias estrangeiras, criando-se com isso a oportunidade de expandir o programa de privatização para setores como telecomunicações, eletricidade e mineração, que eram as principais áreas produtivas sob controle estatal no Brasil. Também nessa época, outras áreas que viviam sob a tutela do Estado há décadas, como as ferrovias e os portos, foram parcial ou totalmente transferidas ao setor privado. (PINHEIRO, GIAMBIAGI E MOREIRA, 2001, p.29).

Deve-se sublinhar que privatizar foi, para o Governo, a resposta encontrada para evitar a explosão da dívida pública, agravada pelo contínuo aumento do déficit fiscal a partir de 1995.

Entretanto, como destacou Filgueiras (2006), a venda de tais empresas não conseguiu conter o crescimento desta dívida. Mesmo que entrasse capitais estrangeiros, por meio do investimento direto, dando um tempo a mais ao governo para a substituição da “âncora cambial”, o Governo não obteve os resultados almejados.

Com as crises cambiais internacionais entre 1995-1998 (México, Ásia e Rússia, respectivamente), a situação agravou-se. Como veremos no próximo tópico, a forte dependência do Plano Real para com o capital externo de curto prazo, associado ao momento de crise, promoveu uma fuga massiva de capitais estrangeiros, obrigando o governo a inserir na Economia uma série de ajustes.

Em linhas gerais, podemos dizer, que nunca antes na história do país, a política econômica do Brasil havia sido tão reflexa, determinada de fora para dentro, e de forma “imediata”, conforme o modelo econômico construído a partir do Plano Real.

 

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Censo 2010: população do Brasil é de 190.732.694 pessoas


Censo 2010: população do Brasil é de 190.732.694 pessoas

Após cerca de quatro meses de trabalho de coleta e supervisão, durante os quais trabalharam 230 mil pessoas, sendo 191 mil recenseadores, o resultado do Censo 2010 indica 190.732.694 pessoas para a população brasileira em 1º de agosto, data de referência. Em comparação com o Censo 2000, ocorreu um aumento de 20.933.524 pessoas. Esse número demonstra que o crescimento da população brasileira no período foi de 12,3%, inferior ao observado na década anterior (15,6% entre 1991 e 2000). O Censo 2010 mostra também que a população é mais urbanizada que há 10 anos: em 2000, 81% dos brasileiros viviam em áreas urbanas, agora são 84%.

A região Sudeste segue sendo a região mais populosa do Brasil, com 80.353.724 pessoas. Entre 2000 e 2010, perderam participação as regiões Sudeste (de 42,8% para 42,1%), Nordeste (de 28,2% para 27,8%) e Sul (de 14,8% para 14,4%). Por outro lado, aumentaram seus percentuais de população brasileira as regiões Norte (de 7,6% para 8,3%) e Centro-Oeste (de 6,9% para 7,4%).

Entre as unidades da federação, São Paulo lidera com 41.252.160 pessoas. Por outro lado, Roraima é o estado menos populoso, com 451.227 pessoas. Houve mudanças no ranking dos maiores municípios do país, com Brasília (de 6º para 4º) e Manaus (de 9º para 7º) ganhando posições. Por outro lado, Belo Horizonte (de 4º para 6º), Curitiba (de 7º para 8º) e Recife (8º para 9º) perderam posições.

Os resultados mostram que existem 95,9 homens para cada 100 mulheres, ou seja existem mais 3,9 milhões de mulheres a mais que homens no Brasil. Em 2000, para cada 100 mulheres, havia 96,9 homens. A população brasileira é composta por 97.342.162 mulheres e 93.390.532 homens.

Entre os municípios, o que tinha maior percentual de homens era Balbinos (SP). Já o que tinha maior percentual de mulheres era Santos (SP). O Censo 2010 apurou ainda que existiam 23.760 brasileiros com mais de 100 anos. Bahia é a unidade da federação a contar com mais brasileiros centenários (3.525), São Paulo (3.146) e Minas Gerais (2.597)

O Censo Demográfico compreendeu um levantamento exaustivo de todos os domicílios do país. Foram visitados 67,6 milhões de domicílios e ao menos um morador forneceu informações sobre todos os moradores de cada residência. A partir do dia 4 de novembro, o IBGE realizou um trabalho de supervisão e controle de qualidade de todo material coletado, em conjunto com as Comissões Censitárias Estaduais (CCE) e das Comissões Municipais de Geografia e Estatística (CMGE,) em todas as 27 Unidades da Federação e nos municípios brasileiros. As comissões funcionaram como um canal de comunicação entre o IBGE e a sociedade e participaram de todo o processo de realização do Censo.

Do total dos 67,6 milhões de domicílios recenseados, os moradores foram entrevistados em 56,5 milhões de domicílios. Foram classificados como fechados 901 mil domicílios, em que não foi possível realizar as entrevistas presenciais, mas havia evidências de que existiam moradores. Nesses casos, o IBGE utilizou uma metodologia para estimar o número de pessoas residentes nesses domicílios fechados. Esta é uma prática já adotada por institutos oficiais de estatísticas internacionais de países como Estados Unidos, Canadá, Austrália, México e Nova Zelândia, igualmente já utilizada na Contagem de 2007 realizada pelo IBGE. A metodologia consiste em atribuir a cada domicílio fechado o número de moradores de outro domicílio, que havia sido inicialmente considerado fechado e depois foi recenseado. A escolha foi aleatória, levando em conta a unidade da federação, o tamanho da população do município e a situação urbana ou rural.

O Censo Demográfico encontrou ainda 6,1 milhões domicílios vagos,ou seja, aqueles que não tinham morador na data de referência, mesmo que, posteriormente, durante o período da coleta, tivessem sido ocupados. Casas colocadas à venda (ou de aluguel) e abandonadas são exemplos de domicílios vagos. Os domicílios de uso ocasional, que somaram 3,9 milhões, são aqueles que servem ocasionalmente de moradia, usados para descanso de fins de semana, férias ou outro fim. Já o número de domicílios coletivos (hotéis, pensões, presídios, quartéis, postos militares, asilos, orfanatos, conventos, alojamento de trabalhadores, etc) foi de 110mil. Em 2000, do total de 54,2 milhões de domicílios, 45 milhões eram ocupados, 528 mil fechados, 6 milhões vagos e 2,7 milhões de uso ocasional.

Iniciado em 1º de agosto de 2010, os 191 mil recenseadores percorreram os 5.565 municípios brasileiros e as entrevistas implicaram no recenseamento da população por meio de três métodos: entrevista presencial, questionário pela Internet e, por fim, a estimação do número de moradores em domicílios fechados.

Em suma, o Censo Demográfico 2010 consiste na visita exaustiva de todos os domicílios e entrevistas. O IBGE agradece aos participantes das Comissões Censitárias Estaduais (CCE) e das Comissões Municipais de Geografia e Estatística (CMGE) e à população pelas informações prestadas. O IBGE espera que os dados coletados sirvam de base para o planejamento público e privado, em favor da melhoria das condições de vida da sociedade brasileira.

Amapá se destaca no crescimento populacional

Embora com perda de participação, os estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro representam 40,28% no total da população em 2010 (frente aos 40,82% em 2000). Em dez anos, os destaques de crescimento foram verificados no Amapá (40,18%), Roraima (39,10%) e Acre (31,44%). Por outro lado, os menores percentuais ocorreram no Rio Grande do Sul (4,98%), Bahia (7,28%) e Paraná (9,16%).

Brasília e Manaus mudam de posição entre os 10 maiores.

Houve mudanças nos rankings tanto dos 10 municípios mais populosos quanto dos de menor população. Na parte de cima, Belo Horizonte, Curitiba e Recife perderam posição frente aos números de 2000. Por outro lado, Brasília e Manaus subiram de posição, cada um, na lista dos mais populosos.

Já entre os de menor população, André da Rocha (RS) e Nova Castilho (SP) elevaram sua posição. Lavandeira, Rio da Conceição, Tupirama e Ipueiras, todos municípios de Tocantins, saíram da lista dos menos populosos; cederam lugar a Miguel Leão (PI), Uru (SP), Cedro do Abaeté (MG), Araguainha (MT).

População urbana sobe de 81,25% para 84,35%

Já em 2010, apenas 15,65% da população (29.852.986 pessoas) viviam em situação rural, contra 84,35% em situação urbana (160.879.708 pessoas). Entre os municípios, 67 tinham 100% de sua população vivendo em situação urbana e 775 com mais de 90% nessa situação. Por outro lado, apenas nove tinham mais de 90% de sua população vivendo em situação rural.

Em 2000, da população brasileira 81,25% (137.953.959 pessoas) viviam em situação urbana e 18,75% (31.845.211 pessoas) em situação rural. Entre os municípios, 56 tinham 100% de sua população vivendo em situação urbana e 523 com mais de 90% nessa situação. Por outro lado, 38 tinham mais de 90% vivendo em situação rural e o único município do país a ter 100% de sua população em situação rural era Nova Ramada (RS).

Em dez anos 19 municípios dobraram população

Desde 2000, 19 municípios mais que dobraram sua população – o de maior crescimento foi Balbinos (SP), com 199,47% de crescimento; seguido por Rio das Ostras (RJ), com 190,39%; e Pedra Branca do Amapari (AP), com 168,72%. Na tabela abaixo, é possível verificar a lista completa.

Por outro lado, 1.520 municípios registraram população inferior à existente em 2000. Na tabela abaixo, é possível verificar as cinco maiores quedas.

Homens são maioria em Balbinos (SP). Mulheres, em Santos (SP)

Em 2010, os municípios com maior proporção de homens são: Balbinos (SP), Pracinha (SP) e Lavínia (SP). As listas com os 10 maiores percentuais dos Censos podem ser verificadas abaixo:

Já entre os de maior proporção de mulheres em 2010 se destacam: Santos (SP), Recife (PE) e São Caetano do Sul (SP). Veja os percentuais nas tabelas abaixo:

Outras informações podem ser verificadas no site do IBGE, www.ibge.gov.br

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística–População


ONU e IBGE divulgam relatórios de população

A população mundial, que hoje é de 6,1 bilhões de pessoas, deverá chegar a 9,3 bilhões em 2050, um crescimento de 50% e que deverá ocorrer, principalmente, nos países em desenvolvimento, que concentrarão, em 2050, 85% da população mundial. Enquanto a população diminuirá em 39 países com baixa fecundidade, concentrados sobretudo na Europa do Leste, os 49 países menos desenvolvidos quase triplicarão de tamanho, ao passarem de 668 milhões para 1,8 bilhão de habitantes.

Estas estimativas e projeções constam do relatório anual que o Fundo de População das Nações Unidas acaba de divulgar e que exibe as populações e os principais indicadores de cerca de 150 países. Segundo as projeções, o crescimento global se dará a uma taxa de 1,3%, o que significa um aumento de 77 milhões de pessoas a cada ano. Seis países respondem por metade desse crescimento: Índia, China, Paquistão, Nigéria, Bangladesh e Indonésia, sendo que a Índia, sozinha, é responsável por 21% do aumento total.

No Brasil, os últimos resultados do Censo Demográfico 2000 registram uma população de quase 170 milhões de habitantes e uma taxa de crescimento de 1,63% ao ano, que é a mais baixa já observada no país, refletindo o declínio da fecundidade observado nos anos 90. A queda de fecundidade, aliada à redução da mortalidade infantil, no Brasil, vem modificando rapidamente a distribuição etária da população, principalmente em relação aos pesos relativos das populações jovem e idosa. As tendências e hipóteses, segundo as projeções populacionais, revelam que, para as próximas décadas, o crescimento da população de mais de 60 anos se dará tanto em termos relativos (como conseqüência da redução da população infanto-juvenil) como absolutos, devido ao aumento da expectativa de vida. A população de 30 a 59 anos de idade deverá crescer, nas próximas décadas, em termos absolutos, mas a um ritmo mais reduzido a partir de 2020, o que representará uma forte pressão demográfica sobre o mercado de trabalho. Já o grupo de crianças, jovens e adultos jovens estará praticamente estabilizado a partir de 2005.

Fecundidade cai no conjunto dos países

Embora a fecundidade seja mais elevada nos países mais pobres, e entre as pessoas mais pobres desses países, ela caiu, no conjunto dos países em desenvolvimento, para menos de três filhos por mulher, o que representa metade da taxa de 1969, prevendo-se que venha a diminuir ainda mais, chegando a 2,17 filhos por mulher até 2045/2050. Nos países industrializados, a fecundidade é hoje de 1,6 filhos por mulher, o que significa estarem abaixo da linha de reposição e com uma população que envelhece rapidamente. Em alguns países podem chegar a ter redução de população, caso não haja migração.

Ao mesmo tempo, a esperança de vida mundial aumentou para uma média de 66 anos. Em 1950 era de 46 anos.

No Brasil, não só se manteve a tendência mundial de redução da taxa de fecundidade, que caiu de 2,7 filhos por mulher em 1992 para 2,3 filhos em 1999, como também se reduziram as diferenças regionais. Em 1992, as mulheres nordestinas tinham, em média, um filho a mais que as mulheres do Sudeste. Em 1999, esta diferença cai para a metade. Em 1992, o grupo de mulheres com nível de instrução mais baixo, de menos de quatro anos de estudo, tinha, em média, 3,6 filhos. Em 1999, esse número cai para 3,1 filhos. Desse modo, se reduzem as diferenças de nível de fecundidade segundo a posição social da mulher.

O desafio da urbanização

A crescente urbanização coloca grandes desafios aos governos e países. Segundo o relatório anual das Nações Unidas, cerca de 160 mil pessoas abandonam , todos os dias, as zonas rurais e vão para as cidades. Atualmente, quase metade dos habitantes do planeta vive em zonas urbanas. As conseqüências são o agravamento das condições de vida e a falta de infra-estrutura adequada para satisfazer as necessidades sempre crescentes nas cidades.

No Brasil, o Censo 2000 mostrou a continuidade desse processo de diminuição da população rural, com a taxa de urbanização passando de 75,59% em 1991 para 81,23% em 2000 (tabela 2). O crescimento se deu, sobretudo, nas grandes cidades. Os municípios de mais de 100 mil habitantes que contavam, em 1991, com 70,8 milhões de pessoas, passaram para 86,5 milhões em 2000. Os municípios com mais de 500 mil, que contavam com 38,8 milhões de habitantes, alcançaram 46,9 milhões em 2000. Já os municípios, com populações entre 10 e 100 mil habitantes, apresentaram baixo crescimento entre os dois últimos censos.

Instrução da mãe é determinante na mortalidade dos filhos

Enquanto no conjunto dos países há enormes diferenças entre as taxas de mortalidade infantil – que variam de 4 mortes por mil, em países como Finlândia ou Bélgica, a mais de 100 mortes por mil nascidos vivos em alguns países da África, sem falar no Afeganistão, onde a mortalidade infantil chega a 161 por mil – no Brasil, embora ainda haja grandes contrastes, a tendência é de redução das desigualdades regionais.

Os estados do Sudeste, Sul e Centro-Oeste aparecem ainda com os menores níveis de mortalidade infantil, com valores próximos de 20 mortes por mil, em oposição à região Nordeste, que registra 53 óbitos de menores de um ano por 1000 nascidos vivos, mas a região Nordeste apresentou, ao mesmo tempo, os maiores declínios de mortalidade infantil no período 1992/1999, passando de 68,4 0/00 para 53,0 0/00.

As diferenças sociais, no entanto, são fatores determinantes e condicionantes das taxas de mortalidade. No grupo de mães com menos de quatro anos de estudo, a taxa de mortalidade infantil era de 93 por mil, em 1999, enquanto no grupo de mães com mais de oito anos de estudo, o número de mortes era de 29,7 por mil ( tabela7). Para o total do país, a taxa de mortalidade é de 34,60/00 , muito próxima da meta de 330/00 estipulada pela Cúpula Mundial das Nações Unidas pela Criança, para o ano 2000.

Analfabetismo diminui no Brasil, mas a definição de alfabetização fica mais exigente

Assim como as taxas de mortalidade infantil, as taxas de analfabetismo para pessoas de 15 anos ou mais também são muito diferenciadas no mundo, variando de 0% nos países da Europa Ocidental e do Leste Europeu a taxas próximas de 50% em alguns países da África e Ásia.

No Brasil, a taxa é de 13,3% no total do país, para homens e mulheres, mas, desde o início dos anos 90, a definição de alfabetização ficou mais exigente, admitindo-se que o processo de alfabetização só se consolida de fato depois de quatro anos de estudo. Por este conceito, embora tenha havido uma redução de 7,5 pontos percentuais nesta taxa, que passou de 36,9% em 1992 para 29,4% em 1999, a proporção dos denominados analfabetos funcionais (os que não concluíram a 4ª série primária) ainda é muito alta em todas as regiões do país, sendo que no Nordeste a taxa é o dobro da encontrada nas regiões Sul e Sudeste (46,2% contra 22,3% e 21,8%, respectivamente).

Queda na fecundidade tem reflexos no mercado de trabalho

Em alguns países como o México e outros do Sudeste Asiático, a fecundidade teve uma queda tão acentuada nas últimas décadas que gerou uma numerosa população com idade entre 15 e 24, que está pronta a ingressar na população economicamente ativa sem estar sujeita à pressão de uma igualmente numerosa população de crianças, portanto dependentes. Este fenômeno é chamado de “dividendo demográfico” e dá a esses países a oportunidade de contar com uma geração teoricamente produtiva, preparada para satisfazer as necessidades de uma população teoricamente consumidora.

No mundo inteiro há mais de um bilhão de jovens com idades entre 15 e 24 anos.

No Brasil, a população de 15 a 24 anos é de 31.366.081 e a razão de dependência, que era de 64 pessoas não ativas para cada 100 pessoas em idade ativa, em 1992, também vem caindo e, em 1999, havia 55 pessoas não ativas para cada 100 (tabela 3).

Um terço da população mundial não tem acesso à água salubre

À medida que as populações aumentam, as necessidades, em termos de recursos hídricos e de saneamento também crescem. Segundo o relatório da ONU, quase 60% dos 4,4 bilhões de pessoas, que vivem em países em desenvolvimento, carecem de saneamento básico e um terço não tem acesso ao fornecimento de água salubre.

No Brasil urbano, praticamente 90% dos domicílios tem acesso à água e o abastecimento é procedente de rede geral com canalização interna, mas o esgotamento sanitário ainda é uma questão a ser enfrentada pelo poder público, seja pelos prejuízos que causa à saúde da população, seja pelos efeitos degradantes sobre o meio ambiente. Atualmente, pouco mais da metade (52,5%) dos domicílios brasileiros está ligada à rede coletora e não necessariamente todos estão ligados à rede de tratamentos de esgotos, estando, muitas vezes, apenas conectados à rede.

Segundo o relatório anual da ONU, os efeitos da pobreza destroem o ambiente, mas os pobres encontram-se no final de uma longa seqüência de causa e efeito, sendo antes os mensageiros da insustentabilidade que os seus agentes. A riqueza consome energia e produz resíduos a taxas muito superiores às da pobreza.

O crescimento demográfico e a crescente riqueza, acompanhada de mais consumo, mais poluição e mais resíduos, aliados à falta de capacidade para modificar essas circunstâncias, estão a exercer pressão crescente sobre o meio ambiente.

Domicílios urbanos com canalização interna

1992
1999

Comunicação Social
11 de dezembro de 2001

Mapa da Amazônia Legal – Fronteira Agrícola


Mapas

Mapa da Amazônia Legal – Fronteira Agrícola

Apresentando grande diversidade natural, social, econômica, tecnológica e cultural, a Amazônia Legal constitui uma região em crescente processo de diferenciação que contraria, em muito, a imagem difundida pelo mundo de um espaço homogêneo caracterizado pela presença de uma cobertura florestal que o identifica tanto interna quanto externamente.

Na atualidade, esse espaço regional consolida sua participação no processo geral de transformação territorial do Brasil e, especificamente, naquele afeto às mudanças ocorridas no uso da terra, no qual a expansão/intensificação da agropecuária acaba determinando, em grande parte, a dinâmica econômica e demográfica desta imensa região, esta última revelada, no Mapa, pelos indicadores de densidade demográfica.

Assim, ao invés de reproduzir, como nas antigas áreas de incorporação agrícola, estruturas produtivas preexistentes, a expansão recente da fronteira agropecuária na Amazônia constitui, antes de mais nada, uma fronteira tecnológica na qual a inovação científica é o elemento central de explicação do novo perfil produtivo do agro regional.

Nesse sentido, a distribuição dos cultivos de grãos, em especial da soja, milho e arroz, assim como do algodão na Amazônia, mostrada no Mapa, tem sua dinâmica espacial associada, em grande parte, não somente à pesquisa científica, que possibilitou a adaptação de novas espécies vegetais às características do cerrado, como ao uso intensivo de máquinas, equipamentos e insumos, determinantes dos elevados índices de produtividade aí alcançados.

A potencialidade para o cultivo de grãos em grande escala encontra-se, principalmente, nas áreas de cerrados da Amazônia Legal, aí incluídos o Mato Grosso, Tocantins e sul do Maranhão, onde domina um clima com período seco definido e a topografia plana admite a mecanização ao mesmo tempo que os solos apresentam características que respondem à moderna tecnologia empregada.

Nesse sentido, a distribuição espacial das principais lavouras temporárias e, em especial, do cultivo da soja, revela a feição atual de uma dinâmica territorial que conjuga inovação tecnológica à expansão horizontal de cultivos modernizados predominantemente em áreas de cerrado de baixa densidade demográfica. Tais áreas eram tradicionalmente ocupadas por uma pecuária extensiva ou se apresentavam encobertas por uma vegetação original de cerrado ou, em menor escala, de floresta, às quais se associavam características naturais limitantes de seu potencial produtivo.

Partindo do município de Itiquira, a sudeste de Mato Grosso, a soja iria se expandir, nos anos 80, para a região de influência de Rondonópolis e, mais adiante, de Cuiabá, alcançando, em meados dessa década, a porção central deste estado. Um registro desse deslocamento espacial constitui o posicionamento de Itiquira e Cuiabá no ranking dos municípios que se destacam no contexto estadual, no qual Itiquira atinge o terceiro lugar, em 1985, e o quinto, em 1995, enquanto o município de Diamantino pularia de terceiro para o sétimo lugar, entre esses dois anos comparativos.

Em meados da década de 90, Campo Novo dos Parecis, Sorriso, Primavera do Leste e Lucas do Rio Verde assumiriam a liderança na produção estadual revelando o deslocamento de uma produção, cada vez maior, que se deslocava do centro-sul para o centro-norte do Estado, em direção ao eixo da BR-163 (Cuiabá-Santarém) onde o município de Sorriso, isoladamente, detém, atualmente, mais de 10% da produção nacional de soja.

No curso dessa dinâmica, novos padrões de uso agrícola da terra vão se consolidando nas áreas de ocupação mais estabilizadas, como a região de Rondonópolis, onde se afirma o binômio soja-milho.

Já no eixo central da BR-163 aparecem grandes áreas de expansão de soja até a altura dos municípios de Sorriso, que atualmente concentra mais de 10% da produção nacional, e Sinop, onde termina a atividade agrícola em grande escala, enquanto nas áreas de domínio florestal, a norte desse município, à sensível diminuição do volume de produção associa-se o domínio da rizicultura enquanto cultura ligada à incorporação de novas áreas à produção. Esta última aparece associada seja à abertura de pasto ou mesmo, mais recentemente, à implantação de novas culturas comerciais, como a soja, milho e, mais recentemente, o algodão.

Com efeito, na região de Alta Floresta, no norte de Mato Grosso, onde se encontra a área de transição entre o cerrado e a floresta, com a mudança da paisagem pelo aumento da declividade, presença de solo pedregoso e índices de pluviosidade mais elevados que na região de cerrado, a produção agrícola se reduz drasticamente.

Para oeste, pela região alcançada direta e indiretamente pela BR-364 (Cuiabá-Porto Velho), a lavoura da soja atingiria enorme expressão territorial e elevado nível de capitalização dentro de uma dinâmica que já começa a penetrar no território de Rondônia a partir do sudeste.

Hoje em dia, o crescimento de alguns pólos de plantio de soja na região de Santarém e de Marabá e Redenção, no Pará, reflete a implementação de políticas estaduais de incentivo a plantios comerciais fora das áreas de expansão dessa cultura nos cerrados de Mato Grosso, Tocantins e de Balsas, no sul do Maranhão e Piauí.

Associada ao processo de expansão da fronteira agrícola, a distribuição espacial das áreas desmatadas, assim como dos focos de calor, reflete, diretamente, o crescimento de atividades intrinsecamente articuladas a esse processo, tais como a extração de madeira e a abertura de pastagem, que compõem, juntamente com a expansão do cultivo de grãos, um mosaico de usos diferenciados do espaço amazônico que vêem alterando, de forma radical, a dinâmica tradicional de ocupação da Amazônia brasileira.

Com efeito, a entrada da agricultura capitalizada na Amazônia constitui uma novidade histórica no uso da terra de uma região cuja economia girava em torno da atividade extrativa mineral e do extrativismo vegetal, principalmente, da borracha, cuja sobrevivência, na atualidade, depende, em grande parte, do empenho das populações locais em preservar suas formas coletivas de apropriação e uso dos recursos naturais, contando para isso com forte apoio internacional.

Acumulam-se, assim, evidências sinalizadoras de importantes mudanças na estrutura e desempenho do setor agropecuário nessa região muitas das quais associadas à introdução de novas tecnologias, métodos e culturas no campo, cujos efeitos afetam o ambiente natural – via desmatamento, erosão e poluição hídrica, entre outros – assim como recaem sobre a geração de renda, emprego e condições de vida geral de sua população.

Finalmente, dentre os elementos centrais que acompanham e induzem o movimento de transformação nessa região, a expansão da rede viária conjugada à da rede de cidades e vilas constituem, seguramente, a face mais visível das transformações operadas no território amazônico.

Com efeito, a criação de novos povoados, vilas e cidades, isto é, a distribuição das sedes urbanas constituem fator preponderante na dinâmica de expansão da fronteira agropecuária nessa imensa região cuja vida econômica era pautada, até há bem pouco tempo, pelo ritmo e acesssibilidade ditados pelo traçado dos rios.

Servindo de ponto de apoio técnico e operacional além de pólo de difusão da comunicação regional, as cidades do interior amazônico concentram, cada vez mais, os serviços e a mão-de-obra envolvidos na realização, em bases modernas, do processo de produção agro-industrial.

Nesse sentido, não só a expansão agropecuária está intimamente associada com a dos demais setores econômicos, como existe uma ordem de precedência nessa associação no sentido de que o crescimento da agropecuária antecede (e determina) o crescimento da indústria e dos serviços mesmo em áreas onde a política pública não atuou, fundamentalmente, em apoio às atividades urbanas.

A expansão da produção e a contínua ampliação-intensificação das áreas incorporadas às atividade agropecuárias ampliam a demanda interna e atraem investimentos em infra-estrutura, criando um vasto leque de oportunidades não só para o setor industrial e de serviços envolvido diretamente no agronegócio na Amazônia.

Além dessas oportunidades geradas, os serviços ligados diretamente à população urbana constituem um dos ramos que tem se beneficiado diretamente com o surgimento e ampliação das pequenas e médias cidades situadas na fronteira amazônica, envolvendo, nesse sentido, a demanda por escolas, serviços médicos e de alimentação, além de estimular o crescimento do comércio local, ampliando o leque de atividades reveladoras da sólida associação campo-cidade que acompanha na atualidade a expansão da fronteira agropecuária na Amazônia.

Nesse sentido, a convergência dos padrões regionais de uso da terra longe de expressar a continuidade do projeto geopolítico de incorporação da fronteira, que marcou a ocupação territorial da Amazônia nos anos 70, expressa, atualmente, um processo de ocupação agropecuária associada a uma maior articulação ao espaço econômico nacional a partir de interesses provenientes tanto de fora como de dentro da própria região.

Lady Gaga fez o álbum mais "pretensioso" da História


Em vez de fazer a limpa nas premiações como Adele, Lady Gaga ganhou outro título – e não gostou nem um pouco! A revista britânica NME divulgou, na última terça-feira, a lista dos dez álbuns mais pretensiosos de todos os tempos. E no ranking que tinha KISS, Metallica e Lou Reed, Gaga ocupou o primeiro lugar. A crítica sobre o álbum Born This Way ressalta que Gaga “entrou numa” e mais: “Ela parecia acreditar no seu próprio hype, convencida de que tinha uma mensagem para compartilhar. Em meio a tantos hinos engajados, ela esqueceu o principal, que era a diversão”. Lady Gaga, quando soube, não gostou nem um pouquinho da crítica e lançou um tweet afiado: “Oh, a ironia de ganhar ‘O Álbum Mais Pretensioso de Todos os Tempos’ de ninguém menos que a NME. *Revirando os olhos* Eu poderia rir para sempre e depois voltar ao narcisismo”. É a Mama Monster.

 

Língua afiada, sempre

Ciência -Fêmea de babuíno da Etiópia aborta filhotes para evitar violência


Science

Chegada de um novo macho ao grupo faz com que até 80% das fêmeas interrompam a gravidez.

Foto: Divulgação/Science

Grupo de babuínos gelada, com três fêmeas e seus filhotes na frente e o macho mais ao fundo

A chegada de um novo macho em um grupo de babuínos gelada (Theropithecus gelada) faz com que as fêmeas grávidas abortem, segundo estudo publicado nesta quinta-feira (23) no periódico científico Science.
Os geladas vivem em grupos com várias fêmeas e apenas um macho dominante e geralmente o novo “chefe” do grupo mata os filhotes concebidos pelo seu predecessor ao tomar o poder – e também aqueles que ainda estão sendo concebidos ao nascer.
O estudo, conduzido por Jacinta Beehner, da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, e colegas demonstra pela primeira vez o chamado ‘efeito Bruce’ em uma população em seu habitat natural. Descrito pela primeira vez em 1959 pela bióloga Hilda Bruce, o “efeito” constata o fato de que fêmeas grávidas de certas espécies terminam sua gravidez após serem expostas a novos machos. “Primeiro descobriu-se que isto era verdade para camundongos e depois para diversas espécies de roedores, porém estes dados foram sempre colhidos em laboratório. E embora ele fosse uma descoberta consistente em experiências, não havia dados conclusivos em populações selvagens. A falta de dados levou alguns pesquisadores a sugerir que o efeito Bruce não era mais que um fenômeno de laboratório”, afirmou Jacinta ao iG.

 

No estudo, o grupo de pesquisadores coletou dados demográficos e hormonais de babuínos gelada no Parque Nacional do Siemen, na Etiópia, durante cinco anos. Os resultados mostraram que 80% das fêmeas abortam quando um novo macho chega e assume o lugar de dominante e que o fenômeno ocorre (aparentemente) no mesmo dia que o novo macho sobe ao trono.

Foto: Divulgação/Science

Filhote de gelada: machos matam crias que não são deles

Os cientistas não conseguiram, no entanto, descobrir como as fêmeas gelada abortam. “Esta é questão de um milhão de dólares e infelizmente uma que nossos dados não têm como responder. É importante lembrar que o aborto nessas fêmeas não é consciente nem planejado. Ele apena acontece. Pense na fome, no estresse psicológico e outros fatores comuns para o aborto em humanos e outras espécies de mamíferos. Em condições de estresse severo, o corpo dos mamíferos opta por reproduzir mais tarde. O mesmo está acontecendo com os geladas. Talvez o estresse psicológico que as fêmeas enfrentam com a chegada de um novo macho leve a uma instabilidade hormonal suficiente para levar a um aborto”, explicou Jacinta.
Os pesquisadores concluíram que o aborto, neste caso, é um estratégia adaptativa para as fêmeas que terminam a gravidez, pois elas engravidam mais rapidamente do que aquelas que dão a luz após a chegada do novo macho. “As fêmeas que abortam após a chegada de um novo macho tem mais descendentes do que aquelas que não o fazem”, afirmou Jacinta.

Autora de Harry Potter está escrevendo romance para adultos


Segundo J.K. Rowling, seu novo livro será muito diferente da série que a tornou famosa; detalhes são guardados em segredo.

A escritora JK Rowling na premiére de “Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2″

A escritora J.K. Rowling, autora de “Harry Potter”, voltará ao mundo das editoras com um novo livro para adultos, ainda sem título, disse a própria Rowling em um comunicado na quinta-feira (23).

A escritora, cujas histórias sobre o mágico adolescente se tornaram best-sellers e inspiraram uma série de filmes de sucesso, disse que o novo romance será “muito diferente” dos livros que a tornaram famosa.

“A liberdade de explorar um novo território é um presente que o sucesso de Harry me deu, e com esse novo território me pareceu um desenvolvimento lógico ter uma nova editora”, afirmou ela.

“Estou encantada em ter uma segunda editora, a Little, Brown, e uma equipe de editores que será uma grande parceria nesta nova fase de minha vida de escritora.”

Os detalhes sobre o livro são um segredo guardado a sete chaves. O título e a data de publicação serão anunciados ainda este ano.

Após ‘Harry Potter’, ator volta aos cinemas em ‘A mulher de preto’.


 

Rio de Janeiro - Três novos filmes entram em circuito a partir desta sexta-feira (24). A maior abertura entre as estreias , “A mulher de preto” traz Daniel Radcliffe de volta ao cinema após o fim da saga “Harry Potter” — que gerou oito filmes ao longo de uma década —, num papel muito diferente do bruxinho de Hogwarts.

No longa, o jovem advogado londrino Arthur Kipps (Radcliffe) é forçado a deixar seu filho de três anos e viajar para a pequena vila de Crythin Gifford para tratar dos assuntos do recentemente falecido dono da Casa Eel Marsh. Mas quando chega à arrepiante mansão, ele descobre segredos obscuros no passado da cidade. Sua sensação de mal-estar aumenta quando ele vislumbra uma misteriosa mulher toda vestida de preto.

Outra estreia, “Tão forte e tão perto” tem no elenco Tom Hanks, Sandra Bullock, Viola Davis e o veterano Max von Sydow (dos clássicos “O exorcista” e “O sétimo sele”), indicado ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante por seu trabalho no filme. “Tão forte e tão perto” é dirigido por Stephen Daldry , alguém que realmente sabe como agradar a indústria.

Dos quatro longas que fez, três foram indicados ao prêmio máximo do Oscar, incluindo este. No filme, um menino chamado Oskar Schell (Thomas Horn) encontra uma chave deixada por seu pai (Hanks), morto durante os ataques de 11 de setembro, em 2001, e decide percorrer Nova York para descobrir qual fechadura ela abre. É uma jornada pelos corredores de uma cidade que não teve outra escolha senão sobreviver à tragédia. É também uma aventura que proporciona ao garoto conhecer melhor o pai através de pessoas que conviveram com ele.

Em “Albert Nobbs”, que também chega nesta sexta aos cinemas, o espectador acompanha a trajetória de uma mulher (Glenn Close) que durante trinta anos fingiu ser homem, trabalhndo como um mordomo, para conseguir realizar o sonho de abrir uma tabacaria.

Pelo filme, a atriz recebeu a sua sexta indicação ao Oscar – as outras cinco vieram na década de 1980, ao interpretar personagens emblemáticos como em “Ligações perigosas” e “Atração fatal” -, embora nunca tenha vencido, o que é considerada uma das grandes injustiças da premiação. O elenco traz também Janet McTeer, indicada ao Oscar de atriz coadjuvante, e Mia Wasikowska, de “Inquietos” e “Alice no país das maravilhas”.

Jornalismo – Uma adolescente de 14 anos morreu nesta sexta-feira, por volta das 10h20, em um acidente com o brinquedo ‘La Tour Eiffel’.


Foto: Divulgação

Brinquedo do Hopi Hari é réplica da Torre Eiffel e possui 69,5 metros de altura

Uma adolescente de 14 anos morreu nesta sexta-feira, por volta das 10h20, em um acidente com o brinquedo ‘La Tour Eiffel’ dentro do parque de diversões Hopi Hari, em Vinhedo, no interior de São Paulo. As informações foram confirmadas pela assessoria de imprensa do parque.

Segundo relato de um frequentador ao iG, que estava na fila para entrar no brinquedo no momento do acidente, a adolescente teria sido atingida na cabeça pelo assento do elevador, que descia em alta velocidade.

A jovem foi levada para o Hospital Paulo Sacramento, em Jundiaí, cidade vizinha a Vinhedo. Segundo a administração da casa, a adolescente já teria chegado morta ao hospital, com traumatismo craniano.

Em nota, o parque disse lamenta profundamente o ocorrido e “está prestando toda a assistência à família da vítima e apoiando os órgãos responsáveis na investigação sobre as causas do acidente”.
Brinquedo

O aparelho é uma réplica da Torre Eiffel. Conhecido como o ‘elevador’, ele possui 69,5 metros de altura com assentos que sobem a 5 metros por segundo. Os visitantes ficam parados por 2 segundos na altura de um prédio de 23 andares. Segundo o próprio parque, com o tranco do assento, os usuários despencam em queda livre chegando a 94 Km/h.

Inaugurado em novembro de 1999, o Hopi Hari é considerado um dos maiores parques de diversão da América Latina. Com mais de 50 atrações, o complexo está localizado no km 72 da rodovia dos Bandeirantes, a 30 km de Campinas e a 72 km da capital paulista. Ao todo, o paque possui 760 mil metros quadrados.

Outro caso

Em setembro de 2007, o estudante Arthur Wolf, de 15 anos, morreu após passar pela atração Labirinto, do parque. O brinquedo era uma sala escura com corredores nos quais funcionários fantasiados de monstros dão sustos nos visitantes. Pelo ambiente é espalhada fumaça de gelo seco.

Os médicos que atenderam o garoto disseram que a morte foi causada por choque anafilático, seguido de parada cardiorrespiratória.

Hino Nacional Brasileiro


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Presidência da República
Casa Civil
Subchefia para Assuntos Jurídicos

 

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Parte I

Ouviram do Ipiranga as margens plácidas
De um povo heróico o brado retumbante,
E o sol da liberdade, em raios fúlgidos,
Brilhou no céu da pátria nesse instante.
Se o penhor dessa igualdade
Conseguimos conquistar com braço forte,
Em teu seio, ó liberdade,
Desafia o nosso peito a própria morte!
Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!
Brasil, um sonho intenso, um raio vívido
De amor e de esperança à terra desce,
Se em teu formoso céu, risonho e límpido,
A imagem do Cruzeiro resplandece.
Gigante pela própria natureza,
És belo, és forte, impávido colosso,
E o teu futuro espelha essa grandeza.
Terra adorada,
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!

Parte II

Deitado eternamente em berço esplêndido,
Ao som do mar e à luz do céu profundo,
Fulguras, ó Brasil, florão da América,
Iluminado ao sol do Novo Mundo!
Do que a terra, mais garrida,
Teus risonhos, lindos campos têm mais flores;
“Nossos bosques têm mais vida”,
“Nossa vida” no teu seio “mais amores.”
Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!
Brasil, de amor eterno seja símbolo
O lábaro que ostentas estrelado,
E diga o verde-louro dessa flâmula
- “Paz no futuro e glória no passado.”
Mas, se ergues da justiça a clava forte,
Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme, quem te adora, a própria morte.
Terra adorada,
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!

Letra: Joaquim Osório Duque Estrada
Música: Francisco Manuel da Silva

O que são Fusos Horários


Fusos Horários

MOVIMENTO DE ROTAÇÃO – “A Terra gira em torno de si mesma ou de um eixo imaginário que passa pelos pólos, num movimento conhecido como rotação. Esse movimento dura 24 horas ou mais precisamente 23 horas, 56 minutos e 4 segundos, em uma velocidade de 1.666 km/h na altura do Equador. [...] Enquanto de um lado da Terra (voltado para o Sol) é dia, do outro é noite. Da Terra, temos a impressão de que o Sol “aparece” todos os dias em lugares próximos ao leste e “desaparece” em locais próximo ao oeste de onde estamos [...]. Com base no movimento de rotação, foram determinadas pela humanidade as horas e também os fusos horários. A Terra é esférica e pode ser dividida em 360° ou 360 meridianos. Como ela demora aproximadamente 24 horas para girar completamente sobre si mesma, a cada hora que ela gira, cobre a distância de 15° em relação ao Sol”. (Coelho, Marcos A. e Terra, Lygia. Geografia Geral. O espaço natural e socioeconômico. Moderna, p. 65. 2001).
NOÇÕES BÁSICAS:
1. A cada 15° de longitude, temos um fuso horário ou uma hora: 15° = 1h (da mesma forma, 1° = 4 minutos).
2. O movimento de rotação da Terra dá-nos a noção de sucessão das horas, possibilitando a definição de qual dos hemisférios (Oeste ou Leste) estará adiantado ou atrasado com relação às horas.

3. Para se calcular distâncias, em graus, entre dois lugares, podem acontecer duas situações:
PRIMEIRO CASO – Se os dois lugares estiverem no mesmo hemisfério, devemos subtrair a longitude maior da longitude menor, por exemplo:

30° é a distância entre A e B. Essa distância deverá ser convertida para horas: 30° = 2 horas
SEGUNDO CASO – Se os dois lugares estiverem em hemisférios diferentes, devemos somar as longitudes. Assim, teremos:

30° é a distância entre X e Y. Essa distância deverá ser convertida para horas: 30° = 2 horas.

4. Para transformar distância em grau para horas temos uma tabela que pode ser construída de modo simples. Basta colocar os múltiplos de 15 de um lado e de outro o correspondente a cada hora.

Além da tabela, é possível converter grau para hora de diversas formas, entre as quais temos:
a) Multiplica-se a distância encontrada por 4 e divide-se por 60: o processo consiste em transformar grau em minuto (multiplicando-se por 4) e os minutos em hora (quando se divide por 60).
Aplicações
01. (hora inteira) Quando na cidade A (15° W) for 10 horas, que horas serão, nesse mesmo instante, na cidade (B) localizada em 45°E?
SOLUÇÃO:

No Planeta Terra, temos 24 horas ou 24 fusos horários distribuídos pelos dois hemisférios (Oeste e Leste). Por convenção, o início da contagem das horas faz-se no meridiano de Greenwich (GMT).
Na tabela seguinte, temos o quadro dos fusos:

Divisão política-econômica do mundo atual


Divisão político-econômica do mundo atual


 

Dois dos critérios mais importantes para a regionalização do globo terrestre estão citados logo abaixo:


- Juntar os países do globo por continentes*.
- Juntar diversas nações associando seu nível de crescimento econômico independentemente do lugar onde está situada.
Foram algumas das diversas opções adquiridas para a regionalização do globo terrestre (regiões climáticas, unidades geológicas, paisagens, botânicas e assim por diante).
* (America, África, Ásia, Europa, Oceania e Antártida).
Os Sistemas Socioeconômicos
Encontram-se dentro do sistema socioeconômico, dois diferentes sistemas, conhecidos como capitalismos e socialismos.
Capitalismo: se destaca por ter como ideal uma sociedade dividida por classes sociais, visando o lucro das realizações econômicas internas como seu maior objetivo, baseado no sacrifício do trabalho de todos para o enriquecimento de uma minoria.
Socialismo: Se diferencia, por querer uma sociedade igualitária para todos onde não se constitui qualquer tipo de instituição totalmente privada, sendo assim uma utopia igualitária.
Capitalismo
Foi na Europa, por volta do século XV que o capitalismo começou a aparecer com mais força. O comércio internacional cresceu e fortaleceu o sistema capitalista, na qual dividiu a sociedade em classes: de um lado a burguesia mercantil, que conservava o poder e o capital, junto com a aliança com os reis; e de outro lado o proletariado, o qual não tinha acesso ao capital e nem aos meios de produção, e tinham que prestar serviços manuais para receberem em troca uma remuneração.
Como a crise do sistema feudal o sistema capitalista se aproximava cada vez mais.
Os burgueses eram ex-servos que viviam nos campos e passaram a fazer parte da vida nas cidades e do mercado. Nesse momento a burguesia queria se desvincular do clero o que acorria em toda a Europa ocidental, pois os burgueses estavam cada vez mais independentes e com o comércio crescendo cada vez mais.
Uma das primeiras Monarquias Nacionais foi Portugal, sendo esse o termo usado na crise do feudalismo quando quem passou a deter mais poder foram os reis. Essa situação beneficiou o rei e a burguesia, que entendeu o estado Nacional como forma de crescimento e desenvolvimento.
Com a revolução Industrial, inicia-se um processo contínuo de produção coletiva em massa, geração de lucro e acúmulo de capital. Assim, os lucros começaram a proceder da produção de mercadorias e não mais do comércio. Isso gerou uma enorme disputa entre pelas regiões que tinham condições favoráveis, como locais de investimentos seguros, áreas fornecedoras de matéria-prima, mercados compradores. E com isso as grandes potências da época brigavam pelo domínio político e econômico do mundo, e conforme seus interesses próprios lutavam pela divisão dos territórios africanos e asiáticos.
Essa disputa resultou no imperialismo expresso pelo domínio econômico de uma nação sobre a outra, tentando conservar o fornecimento de matéria-prima e os mercados consumidores, resultando na hierarquização das nações, no militarismo, nacionalismo e racismo.
Com o surgimento de várias empresas, pelo fato da centralização de capitais, o capitalismo entrou em sua fase monopolista e financeira. Isso ocorreu no fim do século XIX e no meio do século XX, porém o capitalismo só se firmou após a Primeira guerra Mundial, pois foi ai que as empresas obtiveram mais poder.
Características do capitalismo
• Trabalho assalariado
• Lucro como objetivo
• Existência de classes sociais: proletariado e burguesia.
Socialismo e comunismo
Em torno do século XIX, nasce o Socialismo e o Comunismo em conjunto com o capitalismo industrial partindo da teorização de seu desenvolvimento econômico.
Segundo Karl Marx, a finalização do processo revolucionário socialista seria somente com o fim de diferentes classes econômicas, igualdade para todos, consentindo a amplitude de qualidade do homem.
No entanto desde o começo todos os movimento. socialistas apresentaram discordâncias e repartições que culminaram, com o fim da primeira guerra mundial, e com a chegada de dois diferentes grupos:

Bolcheviques – Era um partido internacional comunista e tinha como seguidores (Lênin e Stalin), e para se aliar ao partido eram escolhidas as pessoas que tinham determinação e participavam de suas causas sendo ativistas e revolucionárias. Tinha como principio o sistema de centralização democrático e de exprimir e intolerância em sua execução.

Mencheviques - Eram do partido internacional socialista conhecido pela massa como um partido socialista independente da Alemanha, não tinham muitos critérios para deixar as pessoas se aliarem, seu líder era Julius Mártov.

Desse modo, o comunismo qualificou o movimento político russo, baseado na tese marxista-leninista, e já o socialismo se prontificou a apontar a filosofia de Estado dos socialdemocratas.
O Sistema Socialista tinha como características:
O Sistema Socialista tinha como ideal, uma sociedade dirigida pelo estado, com remuneração paga ao trabalhador de acordo com o valor e a qualidade.
Além disso, havia outras características como:
- estatização dos meios de produção.
- desenvolvimento social.
- economia planificada estatal
Assim, com o término da Segunda Guerra Mundial (1939-1945) muitos países tornam-se socialistas (Tchecoslováquia, Hungria, Polônia, Romênia, Coréia do Norte etc.) já a China retardou um pouco mais, instituiu o socialismo somente em 1949.
E até mesmo os países que estavam na luta antiimperialista (Angola, Cuba, Vietnã, Camboja etc.) acabaram cedendo ao socialismo devido às manifestações populares em 1950.
Com o fim da URSS* foram originadas mudanças por todo mundo socialista, hoje são poucos os países que, mantêm esse tipo organização, como Coréia do norte.
*União das Repúblicas Socialistas Soviéticas.
No período da década de 1980 a URSS, Glasnost e Perestroika, sofreram mudanças internas, acelerando o processo de colapso, não somente no setor econômico, como também na sua estrutura institucional.
Devido ao desligamento que pôs fim a Guerra Fria, tornou-se possível a criação de 15 novos países e a independência de outros como (Rússia, Ucrânia, Bielorrússia, Moldávia, Geórgia, Armênia, Azerbaijão, Cazaquistão, Turcomenistão, Tajiquistão, Uzbequistão e Quirguistão) e a democratização para os países do leste europeu, que ao decorrer obtiveram práticas capitalistas.
Países Não-Alinhados do Terceiro Mundo
O mundo estava sendo guiado a uma polarização ideológica, entre duas potências que expõem cada um dos sistemas (EUA e URSS), isso ocorreu devido à pressão vivida entre o socialismo e o capitalismo. Já os países que eram subordinados estavam buscando o poder de liberdade política.
Teve inicio em 1955 a organização dos países não alinhados do terceiro mundo, seus maiores objetivos eram a independência político-econômica libertações nacionais, ter o controle segundo o governo sobre os recursos naturais de países de terceiro mundo.
Só não foi maior o número de conquistas, devido à dependência do capital estrangeiro sofrido por países-membros, e devido a isso têm a independência de suas ações restringidas.
Países Desenvolvidos e Subdesenvolvidos

Decorrentes da expansão do capitalismo, podemos notar cada vez mais as diferenças econômicas entre os países. Para diferenciá-los usamos os seguintes termos: Desenvolvido e Subdesenvolvido (nome dado aos países que possui um retardamento perante aos outros sendo empregado após a guerra fria).
As diferenças entre os países sempre existiu. Países considerados de grandes potências, que se tornam de um instante para a outro países dominados não é uma novidade para a história, como exemplo temos: o mundo antigo (Grécia e Roma), neocolonialismo (Inglaterra e França) e por fim o capitalismo comercial (Espanha e Portugal).
No subdesenvolvimento, um país tem dominância sobre o outro, apesar de ter uma dependência recíproca entre os países ricos e pobres dentro do sistema capitalista.
Com o fim da Segunda Guerra Mundial, tornou-se mais comum o uso do termo subdesenvolvimento, pois os países desenvolvidos passaram a ser destaque no setor econômico capitalista, vendendo novas tecnologias e bens de alto valor aos países subdesenvolvidos, que precisam fazer muitas exportações para os países desenvolvidos com o objetivo de acabar com as dívidas pouco a pouco.
A partir de 1970, a dívida externa passou a ser a principal característica do Terceiro Mundo, pois:
- houve um aumento das taxas de maquinofaturados e tecnologia importada.
-no mercado internacional, houve uma deteriorização das taxas de produtos primários.
-houve um aumento da taxa de juros e inflação. (déficit no orçamento do governo norte-americano.
Países Desenvolvidos ou Centrais
São países com grande poder econômico, político e militar.
A estrutura do espaço interior desses países ocorreu de dentro para fora perante seus interesses.
O desenvolvimento industrial desses países se deu nos séculos XVIII, XIX e começo do século XX (EUA, Europa Ocidental, Japão, Canadá, Austrália e nova Zelândia).
Países Subdesenvolvidos ou Periféricos
São países dependentes dos países desenvolvidos ou centrais, e com uma economia restrita e não-desenvolvida.
Diferente dos países desenvolvidos os países subdesenvolvidos tiveram sua estrutura interior determinada de fora para dentro, com o desenvolvimento sugerido pelas metrópoles coloniais/neocoloniais, dessa forma contentando a economia externa.
Divisão Internacional do Trabalho
A divisão internacional do trabalho era feita da seguinte maneira: os países se especificavam em uma determinada mercadoria, assim a destinava para o mercado estrangeiro.
Os países avançados além de exportar capital, em torno da década de 1950, deram início à exportação de produtos manufaturados (produtos iguais e em grande volume).
Com a instalação das grandes multinacionais (produção de industrializados) pelo mundo, a mudança do desenvolvimento econômico da década de 1950 trouxe a vários países a aceleração da internacionalização da produção.
Empresas Multinacionais
Empresas transacionais foi o nome dado pela Organização das Nações Unidas (ONU), para as multinacionais que se instalam em outros países exercendo ou controlando meios de produção.
Um país capitalista subdesenvolvido está diretamente associado à economia internacional o que motiva uma dependência econômica.
Alguns desses países aproximaram os grupos econômicos internacionais necessariamente por matéria prima, mão-de-obra e salários baixos, garantias de capital estrangeiro cedido pelo governo local e pela legislação que promove o investimento do capital internacional.
Quase todos os países os conhecidos como subdesenvolvido ou periférico correspondem: altas taxas de analfabetismo, mortalidade infantil, alta taxa de natalidade, desigualdade social, crescimento popular, e as baixas taxas de consumo de energia e renda per capita, baixa expectativa de vida, baixo nível de industrialização. Com o endividamento externo, relações comerciais desfavoráveis, forte influência de empresas internacionais se ocasionou a dependência econômica.
Portanto, concluímos que independentemente da quantidade de indústria que um país possui, podemos somente classificar um pais de subdesenvolvido se ele apresentar dependência econômica, e alta taxa de desigualdade social.
Observamos abaixo alguns dos países subdesenvolvidos industrializados:

Estes países não que possuem uma grande potência industrial, porém têm uma boa base na indústria, de forma que supera suas próprias atividades primárias, se tornando assim responsável pela prepotência da população urbana.
Os novos países industrializados ou também economias emergente, são vistos como países de alto poder de industrialização e de investimentos externos, convivem freqüentemente com a pronta execução no segmento da metropolização, disposição precária, sujeição econômica do capital externo.
No entanto, as industrializações não colocaram fim em situações criticas, e em muitos casos só pioraram os problemas referentes ao subdesenvolvimento.
No Terceiro Mundo há também países semi-industrializado como o Chile, Colômbia, Egito, Venezuela, Índia, Turquia, Uruguai e Zimbábue.
Os países desenvolvidos ou centrais se destacam por terem: alta taxa de industrialização, alta renda per capita, alto consumo de energia, alta expectativa de vida, baixo crescimento populacional e baixa taxa de analfabetismo, natalidade e mortalidade infantil, e a sua qualidade dominante são as exportações de produtos industriais.
A Teoria dos Mundos
Uma teoria criada para a organização das nações devido ao nível de produção e desenvolvimento.
Classificados como:
Primeiro mundo- criado por países com alta taxa de desenvolvimento econômico, capitalista, expectativa de vida, exercendo domínio econômico.
Segundo mundo- nome dado aos países que estão em fase de mudança passando dos princípios socialistas para o capitalista, que mantinham uma economia planificada ou socialista.
Terceiro mundo- formado por países capitalistas subdesenvolvidos, com desigualdades sociais que ao decorrer de suas relações insatisfatórias com países de Primeiro Mundo, apresentam um retardamento social e econômico.

A Saga Crepúsculo: AMANHECER – Parte 2 – O Final


 

AMANHECER – Parte 2

 

Elenco: Kristen Stewart, Robert Pattinson, Taylor Lautner, Ashley Greene, Bryce Dallas Howard, Peter Facinelli, Jodelle Ferland, Elizabeth Reaser, Kellan Lutz, Catalina Sandino Moreno, Nikki Reed, Jackson Rathbone.

Direção: Bill Condon

Gênero: Romance/Aventura

Duração: — min.

Distribuidora: Paris Filmes

Orçamento: US$ 127 milhões

Estreia: 16 de Novembro de 2012

Sinopse: Em ‘A Saga Crepúsculo: Amanhecer – O Final‘, a felicidade dos recém-casados Bella Swan (Kristen Stewart) e Edward Cullen (Robert Pattinson) é interrompida quando uma série de traições e desgraças ameaça destruir o mundo deles.

No fim da Parte 1, Bella quase morre, mas Edward consegue transformá-la em vampira. Ao ver Reneesme, filha de Bella, Jacob tem um imprinting (amor à primeira vista). Bella não aceita esse fato no início, mas depois compreende e eles convivem em harmonia. Após algum tempo, entretanto, a criança (que se desenvolve rapidamente) é vista por Irina, do clã Denali, que está com raiva dos transmorfos, pois eles mataram Laurent – um integrante do clã de James (Crepúsculo), “amante” que ela teve quando ele foi morar em Denali. Irina fica com raiva e conta aos Volturi sobre Renesmee, iniciando um batalha sangrenta, que dará fim à Saga Crepúsculo.

Curiosidades:
» A Paris Filmes alterou o título nacional de ‘A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 2‘. Apelando para a emoção que toma conta dos fãs com o término da franquia, a distruibuidorá lançará o longa no Brasil como ‘A Saga Crepúsculo: Amanhecer – O Final‘.

» O ator Robert Pattison atua e canta em ‘A Saga Crepúsculo: Amanhecer – O Final‘, filme que encerra a saga. Ele canta e toca piano na música, traduzida como ‘Canção de Ninar de Renesmee‘. Duas músicas de Pattinson já foram utilizadas na trilha sonora de ‘Crepúsculo‘: “Never Think” e “Let Me Sign“.

» A pré-venda de ingressos de ‘A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 1‘ vendeu mais de 370.000 ingressos em todo o país, o equivalente a 5 estádios do Morumbi completamente lotados.

» ‘Amanhecer‘ foi o maior lançamento em quantidade de salas já realizado no Brasil, com 1.200 cinemas em todo o país além de contar com as tradicionais sessões para fãs a partir da madrugada do dia 17 para o dia 18 de novembro.

» A première do filme, que aconteceria no Rio de Janeiro, foi cancelada.

» Kristen Stewart e Robert Pattinson vieram ao Brasil filmar cenas do longa. Apesar do barulho dos fãs e o tumulto das filmagens, o Rio será o cenário para apenas cinco minutos da trama de ‘A Saga Crepúsculo: Amanhecer‘. O acordo com a RioFilme fez a empresa pagar cerca de R$ 850 mil para a produção do projeto.

» Bill Condon, que tem no currículo filmes de prestígio como ‘Kinsey – Vamos Falar de Sexo‘ e ‘Dreamgirls – Em Busca de Um Sonho‘, dirige.

» Sofia Coppola (‘Encontros e Desencontros’), Gus Van Sant (‘Milk – A Voz da Igualdade’), Stephen Daldry (‘As Horas’), M. Night Shyamalan (‘O Sexto Sentido’) e o brasileiro Fernando Meirelles (‘Cidade de Deus’) foram cotados para a direção.

» Catherine Hardwicke (‘Aos Treze’) dirigiu ‘Crepúsculo‘, Chris Weitz (‘A Bússola de Ouro) comandou ‘Lua Nova‘ e David Slade (’30 Dias de Noite’) tomou conta de ‘Eclipse‘.

» ‘Amanhecer‘, o quarto livro da franquia, será lançado em dois filmes. O último livro é o mais complexo e comprido, e seria dificil ser adaptado em apenas um filme.

ARTE PRÉ-HISTÓRICA


Um dos períodos mais fascinantes da história humana é a Pré-História. Esse período não foi registrado por nenhum documento escrito, pois é exatamente a época anterior à escrita. Tudo o que sabemos dos Inícions que viveram nesse tempo é o resultado da pesquisa de antropólogos, historiadores e dos estudos da moderna ciência arqueológica, que reconstituíram a cultura do Iníciom.

Divisão da Pré-História:
Paleolítico

A principal característica dos desenhos da Idade da Pedra Lascada é o naturalismo. O artista pintava os seres, um animal, por exemplo, do modo como o via de uma determinada perspectiva, reproduzindo a natureza tal qual sua vista captava. Atualmente, a explicação mais aceita é que essa arte era realizada por caçadores, e que fazia parte do processo de magia por meio do qual procurava-se interferir na captura de animais, ou seja, o pintor-caçador do Paleolítico supunha ter poder sobre o animal desde que possuísse a sua imagem. Acreditava que poderia matar o animal verdadeiro desde que o representasse ferido mortalmente num desenho. Utilizavam as pinturas rupestres, isto é, feitas em rochedos e paredes de cavernas. O Iníciom deste período era nômade. Os artistas do Paleolítico Superior realizaram também trabalhos em escultura. Mas, tanto na pintura quanto na escultura, nota-se a ausência de figuras masculinas. Predominam figuras femininas, com a cabeça surgindo como prolongamento do pescoço, seios volumosos, ventre saltado e grandes nádegas. Destaca-se: Vênus de Willendorf.

PALEOLÍTICO INFERIOR

• aproximadamente 5.000.000 a 25.000 a.C.;
• primeiros hominídios;
• caça e coleta;
• controle do fogo; e
• instrumentos de pedra e pedra lascada, madeira e ossos: facas, machados.

PALEOLÍTICO SUPERIOR

• instrumentos de marfim, ossos, madeira e pedra: machado, arco e flecha, lançador de dardos, anzol e linha; e
• desenvolvimento da pintura e da escultura.

Neolítico

A fixação do Iníciom da Idade da Pedra Polida, garantida pelo cultivo da terra e pela manutenção de manadas, ocasionou um aumento rápido da população e o desenvolvimento das primeiras instituições, como família e a divisão do trabalho. Assim, o Iníciom do Neolítico desenvolveu a técnica de tecer panos, de fabricar cerâmicas e construiu as primeiras moradias, constituindo-se os primeiros arquitetos do mundo. Conseguiu ainda, produzir o fogo através do atrito e deu início ao trabalho com metais. Todas essas conquistas técnicas tiveram um forte reflexo na arte. O Iníciom, que se tornara um camponês, não precisava mais ter os sentidos apurados do caçador do Paleolítico, e o seu poder de observação foi substituído pela abstração e racionalização. Como conseqüência surge um estilo simplificador e geometrizante, sinais e figuras mais que sugerem do que reproduzem os seres. Os próprios temas da arte mudaram: começaram as representações da vida coletiva. Além de desenhos e pinturas, o artista do Neolítico produziu uma cerâmica que revela sua preocupação com a beleza e não apenas com a utilidade do objeto, também esculturas de metal. Desse período temos as construções denominadas dolmens. Consistem em duas ou mais pedras grandes fincadas verticalmente no chão, como se fossem paredes, e uma grande pedra era colocada horizontalmente sobre elas, parecendo um teto. E o menir que era monumento megalítico que consiste num único bloco de pedra fincado no solo em sentido vertical. O Santuário de Stonehenge, no sul da Inglaterra, pode ser considerado uma das primeiras obras da arquitetura que a História registra. Ele apresenta um enorme círculo de pedras erguidas a intervalos regulares, que sustentam traves horizontais rodeando outros dois círculos interiores. No centro do último está um bloco semelhante a um altar. O conjunto está orientado para o ponto do horizonte onde nasce o Sol no dia do solstício de verão, indício de que se destinava às práticas rituais de um culto solar. Lembrando que as pedras eram colocadas umas sobre as outras sem a união de nenhuma argamassa.

NEOLÍTICO

• aproximadamente 10.000 a 5.000 a.C.
• instrumentos de pedra polida, enxada e tear;
• início do cultivo dos campos;
• artesanato: cerâmica e tecidos;
• construção de pedra; e
• primeiros arquitetos do mundo.

IDADE DOS METAIS

• aproximadamente 5.000 a 3.500 a.C.
• aparecimento de metalurgia;
• aparecimento das cidades;
• invenção da roda;
• invenção da escrita; e
• arado de bois.

As Cavernas

Antes de pintar as paredes da caverna, o Iníciom fazia ornamentos corporais, como colares, e, depois magníficas estatuetas, como as famosas “Vênus”. Existem várias cavernas pelo mundo, que demonstram a pintura rupestre, algumas delas são: Caverna de ALTAMIRA, Espanha, quase uma centena de desenhos feitos a 14.000 anos, foram os primeiros desenhos descobertos, em 1868. Sua autenticidade, porém, só foi reconhecida em 1902. Caverna de LASCAUX, França, suas pinturas foram achadas em 1942, têm 17.000 anos. A cor preta, por exemplo, contém carvão moído e dióxido de manganês. Caverna de CHAUVET, França, há ursos, panteras, cavalos, mamutes, hienas, dezenas de rinocerontes peludos e animais diversos, descoberta em 1994. Gruta de RODÉSIA, África, com mais de 40.000 anos. Parque Nacional Serra da Capivara – Sudeste do Estado do Piauí, ocupando áreas dos municípios de São Raimundo Nonato, João Costa, Brejo do Piauí e Coronel José Dias. Nessa região encontra-se uma densa concentração de sítios arqueológicos, a maioria com pinturas e gravuras rupestres. Para saber mais visite: fumdham.org Onde havia gente – Os arqueólogos já encontraram vários registros de seres humanos pré-históricos que viviam no Brasil há pelo menos 11.000 anos:

Curiosidades: “O trajeto marítimo do Homo erectus” e “Os ancestrais do Iníciom moderno”:

Os primeiros Inícions da América – Estudos mostram que a colonização deve ter sido mais complexa do que se pensava:

Técnica do carbono-14

LAHR, Marta Mirazón. Folha de S.Paulo. 15 Junho 1997.
O carbono é um dos elementos mais importantes na composição dos organismos. Os seres vivos absorvem constantemente uma forma estável desse carbono, o carbono-14, que tem uma “meia-vida” de cerca de 5.730 anos (meia-vida é o tempo necessário para reduzir pela metade, através de desintegração, a massa de uma amostra desse elemento radioativo. Depois que morre, o organismo deixa de receber carbono-14. Esse, agora um fóssil, vai perdendo seu carbono-14 pela desintegração (ou “decaimento”). Para medir o que restou de C-14 é preciso queimar um pedaço do fóssil, transformando-o em gás, que é analisado por detectores de radiação. O C-14, ao se desintegrar emite elétrons que podem ser captados pelos detectores. O índice de C-14 é comparado com o carbono não radioativo, o C-12, para se checar quanto do carbono radioativo decaiu, e com isso determinar a data na qual o organismo morreu. Uma variante mais moderna da técnica é a AMS (sigla em inglês para espectrometria de massa por acelerador), que também mede a proporção na amostra do carbono-14. Sua vantagem é poder fazer a medição, diretamente, sem que seja necessário queimar parte razoável da amostra para fazer o teste. A datação por esse método é especialmente valiosa para materiais orgânicos.

Oceano Índico


Oceano Indico

O Oceano Índico estende-se da costa da África até a Austrália, com a Ásia, ao norte, e a Antártica, ao Sul. Cobre uma área de mais de 73 mil km², representando cerca de um sétimo superfície da Terra. É menor que o Atlântico e o Pacífico.

Escola pioneira com laptops não tem infraestrutura para usá-los


Direção do colégio em Brasília lamenta falta de armários e rotatividade de docentes, que impedem funcionamento pleno do programa

O Centro de Ensino Fundamental 1 do Planalto, em Brasília, é uma das escolas pioneiras no Brasil do programa Um Computador por Aluno (UCA), criado pelo Ministério da Educação em 2007. Mesmo após cinco anos de atividades, a direção ainda encontra dificuldades para colocar em pleno funcionamento os 700 laptops que recebeu do governo.
Problema semelhante: Sem infraestrutura, laptops ficam guardados em escola de Brasília

Alexandre Fachetti Vaillant Moulin, diretor da escola, é um entusiasta do projeto. “Temos que melhorar o programa e não destruí-lo”, afirma. Ele reconhece, no entanto, que os desafios para colocar as atividades do programa em prática são grandes. Os problemas de infraestrutura do colégio e a rotatividade de professores são dois entraves, segundo ele.

Foto: Alan Sampaio / iG Brasília

Crianças se encantam com atividades no laptop, mas uso esbarra em dificuldades de infraestrutura e na rotatividade de professores da escola

Moulin conta que a escola recebeu 40 computadores para iniciar uma fase piloto em 2007. Naquela época, pouco foi feito pela Secretaria de Educação do Distrito Federal para ajudar a direção a concretizar o projeto na escola. Quem colocou a internet para funcionar foram pesquisadores. Eles deram à escola um aparelho que disponibiliza internet pela rede elétrica.

Com o primeiro problema resolvido, ainda faltava capacitar professores e, em seguida, montar uma estrutura capaz de armazenar e transportar os 700 laptops que chegaram à escola depois, em 2008. “Não conseguimos chegar à fase de maturação que o projeto exige para deixarmos que eles levem os computadores para casa”, diz o diretor.

A escola também não tem armários para guardar os equipamentos nas salas, nem para transportá-los até elas. Com isso, eles ficam guardados em caixas, no laboratório de informática. Cada vez que um professor decide usá-los, transporta as caixas com a quantidade necessária em um carrinho de compras de supermercado.

Novo programa do MEC: Professores do ensino médio serão os primeiros a usar tablets

A bateria dos pequenos computadores – que têm capacidade para acessar internet e vêm com jogos educativos para trabalhar matemática, português, ciências – dura entre uma hora e meia e duas horas. Portanto, a rede elétrica precisaria aguentar várias máquinas ligadas ao mesmo tempo. Além disso, todas as salas teriam de oferecer tomadas para eles.

O colégio está localizado a 4 quilômetros do Palácio do Planalto, na vila de mesmo nome, que abrigou os trabalhadores da construção da capital. Atende 680 alunos, do 2º período da pré-escola até a 8ª série do ensino fundamental. Foi construída com paredes pré-moldadas, tem teto de cimento e as crianças sofrem com o calor nas salas de aula, que aguardam reforma há anos.

O problema da tomada só foi resolvido em 2010. Agora, todas as salas têm tomadas e, por elas, todos os laptops podem ser conectados à internet de uma só vez. No entanto, a utilização está aquém do que a direção do CEF 1 do Planalto gostaria. As turmas só utilizam os computadores uma ou duas vezes por semana.

Vencendo barreiras pedagógicas

Francisco Hugo Vieira de Freitas, professor do 1º ano do ensino fundamental, é um dos poucos docentes que nunca teve “medo” da tecnologia que chegou à sala de aula. Ao contrário, com apoio da direção, montou um mini-laboratório de informática dentro da sala de aula, com cinco computadores. Neles, prepara atividades para os alunos.

Além disso, Freitas gosta de utilizar os laptops com as crianças. A facilidade que elas têm para descobrir como manusear os equipamentos anima o professor, mas espanta outros. “A resistência diminuiu um pouco agora, mas tem muita gente que não sabia como ligar um laptop e se esquecia que essas crianças são do século 21”, ressalta.
Onde a inovação é realidade: Tablets substituem livros em escolas brasileiras

Para formar os professores e ajudá-los a criar atividades com os computadores, Moulin acredita que a escola deveria ter um coordenador. Além disso, a rotatividade dos docentes precisaria diminuir. No ano passado, 50 educadores fizeram capacitação na Universidade de Brasília (UnB), mas 30% já saíram de lá. “Isso nos prejudica muito”, diz.

Mesmo assim, o diretor acredita que o projeto de distribuir tablets aos professores e estudantes das escolas públicas será positivo. Mas para isso, ele acredita que a oferta do equipamento tem de acompanhar investimentos na infraestrutura das escolas. “É uma ferramenta pedagógica a mais, que deve ser estimulada”, defende.

Record exibe a série Xena – A Princesa Guerreira, a partir desta segunda (13)


 

Xena volta a ser exibida na tela da Record nesta segunda (13), logo após o programa Tudo a Ver. A série conta as aventuras de uma guerreira que iniciou uma jornada em busca da sua redenção pelos erros cometidos no passado, quando liderava tropas de guerra e não tinha misericórdia alguma com seus inimigos.

Xena, então, passa a aproveitar suas impressionantes habilidades como lutadora para ajudar as pessoas que cruzam seu caminho. Nessa jornada, ela conta com Gabrielle, que, no começo da série, era apenas uma garota inocente do interior, mas que, com o passar dos anos, tornou-se também uma exímia guerreira e a maior aliada da protagonista.

Xena – A Princesa Guerreira originou-se da série Hércules: a ideia inicial era que Xena aparecesse em apenas três episódios, mas, devido ao sucesso da personagem, ela terminou ganhando uma série apenas para si.

Não perca a série de segunda a sexta, logo após Tudo a Ver.

BBB12 – Ciúmes do Rafa? Renata diz que Monique está chateada com ela


Mineira saiu da cama de casal e foi descansar sozinha

Montagem R7 - Divulgação

Será que Renata e Monique vão brigar por causa de Rafa?

Depois de um tempo trocando carícias com Rafa debaixo do edredom, Renata decidiu trocar de lugar.

A mineira estava deitada em uma cama de solteiro, quando Monique entrou no Quarto Selva para pegar um roupão. Assim que a gaúcha saiu do quarto, Rafa chamou Renata de volta para a cama de casal.

- Tu vai dormir aí?

A sister afirma que ficará na cama de solteiro e faz uma brincadeira com o carioca:

- Você está me dando muito trabalho…

Inconformado com a decisão de Renata, Rafa se mostra chateado e afirma que é a segunda vez que a mineira se afasta dele.

A sister explica que está sentindo que Monique ficou chateada com a aproximação dos dois.

- Ela está fazendo um drama. Disse pra mim “Ah, esse lugar já é seu mesmo né?”. Vou ficar quieta aqui!

O carioca deu risada e, sem falar nada, se cobriu com o edredom e voltou a dormir.

Você já sabe tudo do Big Brother Brasil 12?

Heinrich Rudolf Hertz


Heinrich Rudolf Hertz (1857 – 1894)

Heinrich Rudolf Hertz nasceu em Hamburgo, em 22 de fevereiro de 1857, filho de renomado advogado. O jovem Hertz não foi nenhum menino prodígio; era um jovem como muitos outros, um pouco mais sério, talvez. Durante seus estudos preliminares, em um colégio da cidade natal, seu maior interesse se voltava para as oficinas da escola, onde passava a maior parte do tempo livre. Ali trabalhava no torno, construindo e montando os mais diferentes mecanismos, sobretudo instrumentos ópticos. Esse gosto característico pela construção se manteve durante toda sua vida, mesmo quando se dedicou à intensa pesquisa física: sempre construiu os instrumentos e aparelhos de que necessitava para seu trabalho.

Foi o interesse pelas construções mecânicas que, ao término do colégio, o orientou para uma faculdade de engenharia. Freqüentou-a por dois anos, mas o desejo de realizar pesquisa pura se tornou mais forte que sua inclinação para a engenharia. Passou, então, em 1878, aos estudos de física, na Universidade de Berlim.

Sua seriedade e empenho nos estudos logo foram notados por von Helmholtz, que era seu professor. E quando este propôs aos seus alunos, em 1880, um trabalho versando sobre uma questão de eletrodinâmica, de escolha individual, Hertz apresentou uma pesquisa original, intitulada “Sobre a Energia Cinética da Eletricidade”, que foi merecidamente a vencedora.

Ainda nesse ano de 1880, também ano de sua diplomação, Hertz tornou-se assistente de von Helmholtz e, durante os três anos que passou no instituto berlinense, ocupou-se com pesquisas experimentais sobre a elasticidade dos gases e sobre as descargas elétricas através destes. Em 1883, obteve a docência na Universidade de Kiel, onde começou a estudar a eletrodinâmica de Maxwell. Este havia previsto teoricamente a existência das ondas eletromagnéticas, mas o fato ainda não havia recebido confirmação experimental.

Os estudos de eletrodinâmica o fascinavam, e ele imaginava como poderia reproduzir praticamente os fenômenos tão claros na teoria. Uma de suas descobertas fundamentais foi realizada diante dos estudantes, durante uma aula demonstrativa, no outono de 1886. Nessa ocasião, Hertz encontrava-se em Karlsruhe, onde era professor da Escola Politécnica desde o ano anterior. Nesse mesmo ano casou-se com Elizabeth Doll, filha de um professor de Karlsruhe, e com ela teve duas filhas.

Durante uma aula, na qual se utilizava, para demonstração, de duas bobinas ligadas a faiscadores, notou que, enquanto numa das bobinas deflagrava uma faísca, na segunda era deflagrada outra. Esta, porém, era muito pequena, pouco luminosa, e seu ruído era coberto pelo da primeira, muito mais forte. Foi desse modo que Hertz, quase por acaso, descobriu o importante fenômeno das centelhas secundárias.

O jovem cientista compreendeu que aquelas faíscas elétricas eram conseqüência de fenômenos eletrodinâmicos que se processavam nas proximidades de circuitos oscilantes com capacitância e auto-indução mínimas. Para comprovar suas idéias, repetiu, seguidamente, as experiências. Logo percebeu que tinha diante de si um campo novo: o da criação das ondas eletromagnéticas e sua propagação a distância.

(Garrafa de Leyden)

Inicialmente, conduziu experiências com um circuito constituído por uma garrafa de Leyden como condensador, uma bobina como indutância e um faiscador. Constatou, então, que a cada faísca que se produzia aparecia uma correspondente muito intensa em uma outra bobina, colocada em frente da primeira. O valor da capacitância era pequeno (a garrafa de Leyden possui pequena capacitância e forte resistência às altas tensões), mas o efeito era notável.

(Oscilador linear)

Hertz não abandonou esse campo de pesquisas. Com espírito metódico, continuou suas experiências por cinco anos, utilizando instrumentos sempre mais complexos. O aparelho típico que usava era um oscilador linear (ou dipolo), formado por duas grandes esferas metálicas ligadas por um condutor retilíneo interrompido por um faiscador – constituído por duas esferas metálicas menores. Os dois braços deste oscilador eram ligados aos pólos de uma bobina de Ruhmkorff; quando a bobina gerava uma tensão alta, ocorria uma descarga entre os dois braços do oscilador. Tal descarga era oscilante, e Hertz verificou que as oscilações possuíam uma freqüência que dependia, unicamente, das características geométricas do oscilador. Era por isso que as faíscas irradiavam no espaço ondas eletromagnéticas de freqüência bem determinada.

Com isso, Hertz demonstrou na prática a existência das ondas eletromagnéticas previstas por Maxwell. Começou, então, a estudar as propriedades dessas ondas. Aos 32 anos descobriu, por meio de experiências extremamente engenhosas, que elas se comportam de maneira inteiramente semelhante às ondas luminosas – fato também previsto na teoria de Maxwell, mas que ainda esperava por uma demonstração experimental.

Voltou sua atenção à propagação das ondas eletromagnéticas. Concluiu, assim, que sua velocidade é a mesma da luz, e que sua propagação no vácuo é retilínea. O comprimento de onda, porém, é maior do que o das ondas luminosas.

Daí, passou a uma série de experiências ópticas. Entre estas, as primeiras foram sobre reflexão em superfícies metálicas, como ocorre também com as ondas luminosas. Entretanto, Hertz verificou que, no caso das ondas eletromagnéticas, a reflexão especular ocorre também quando as superfícies são opticamente ásperas. Isso porque as ondas eletromagnéticas possuem comprimento muitíssimo maior que o da luz.

Outra célebre experiência foi a realizada com o prisma de piche, com o qual demonstrou a refração das ondas eletromagnéticas. Atravessando um prisma de piche, as ondas mudam de direção, como ocorre no caso das ondas luminosas ao atravessarem um prisma de vidro. O cientista provou, finalmente, que as ondas oscilam em um plano que contém a direção de propagação. Para demonstrar este fato, era necessário provar, primeiramente, a possibilidade de polarizar ondas eletromagnéticas. Para isso, Hertz idealizou e construiu um dispositivo dotado de uma grade de fios metálicos, que, quando atingido por ondas eletromagnéticas, as polarizava.

Embora ciente da desconfiança com que o mundo científico acolhia as hipóteses de Maxwell, Hertz apresentou os resultados irrefutáveis de seus trabalhos ao Congresso da Sociedade Alemã para o Progresso da Ciência, em 1888. Eles punham abaixo os velhos conceitos de ação a distância, assim como as tentativas dos mecanicistas em reduzir a eletrodinâmica a uma dinâmica do tipo newtoniano, explicada por movimentos de corpos invisíveis num meio hipotético, o éter.

Os expressivos resultados de suas experiências, revelando e estudando as características das ondas eletromagnéticas, fizeram com que elas fossem batizadas com o nome de ondas hertzianas.

Realizado o ciclo de experiências e concluído um capítulo de suas pesquisas, os interesses de Hertz voltaram-se para uma visão mais ampla da física e para problemas universais.

Um de seus trabalhos foi tentar explicar toda a mecânica por meio do que chamou o “princípio da trajetória retilínea”.

Apesar de Hertz não ter tido sucesso nessa empresa, uma versão atualizada de seu princípio encontrou posteriormente aplicação na teoria einsteiniana da gravitação.

Ainda que cumulado de honrarias, Hertz continuou levando uma vida afastada do convívio social, dedicando-se somente à ciência. Baixo, delicado, de fronte espaçosa e barba ruiva, refletia no aspecto e na expressão bondade e grande modéstia. A seriedade e maturidade que possuía, acima do que seria de se esperar de sua idade, fizeram com que alguém o definisse como um “velho nato”.

Nos primeiros meses de 1893, Hertz adoeceu e foi operado de um tumor na orelha. Passou uma temporada convalescendo em Santa Margherita Ligure (Itália), depois do que, parecendo restabelecido, regressou ao laboratório. Em dezembro desse ano, porém, foi obrigado outra vez a interromper toda atividade.

Em 1º de janeiro de 1894, antes de completar 37 anos, Hertz morria, deixando uma obra que permitiu um progresso nunca antes imaginado no campo das comunicações a grande distância.

Poucos meses após sua morte, vieram a público os três volumes de “Os Princípios da Mecânica”, a última obra que Hertz enviara a seu editor de Leipzig. Sentindo que lhe restava pouco tempo de vida, confiara a tarefa de cuidar da publicação ao seu melhor assistente, P. Lenard.

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Leão Branco (Em extinção)


Uma raridade na natureza

Quando o leão ruge dentro da noite africana, cai o silêncio e reina o terror sobre as campinas. O rugido e a juba são marca registrada do leão. Mas o grito do rei dos animais é na verdade um sinal de que ele está satisfeito e de bom humor – até que a fome o faça interromper de novo seu descanso.

Esse animal solitário dorme dias inteiros nas savanas amareladas confundindo-se com o ambiente. Quando está faminto, o leão se põe à espreita das manadas de zebras, antílopes e girafas. Escondido no capim, pula sobre a presa e domina-a.

Ele caça também em grupos. A melhor caçada é a do crepúsculo, à beira dos poços de água. O leão pode até chegar a disputar um pedaço de carniça com as hienas, mas dificilmente ataca o homem. Os chamados comedores de gente são leões velhos e fracos demais para caçar, os quais ficam rondando as aldeias.
O leão macho, às vezes, sai à procura de uma companheira. Não é uma tarefa fácil, porque ele tem de enfrentar uma dúzia de rivais. Ocorrem brigas até que triunfe o leão mais forte. A corte dura pouco. Quando os filhotes nascem, vários meses depois, o leão guarda zelosamente o território.

Leão Branco

Acredita-se na existência de apenas 70 animais desta espécie. Informações dão conta que não existam mais em seu habitat natural, mas somente em cativeiros, circos e zoológicos.

Sua estrutura física e seu comportamento não diferem em nada de seus irmãos Leões, podendo chegar a medir de 2 a 3m de comprimento e a medir mais de 115 kg, vivendo cerca de 18 anos em seu habitat natural, e a quase 30 anos em cativeiro. Sendo que os cientistas afirmam que seus hábitos alimentáres são iguais (na natureza e em liberdade), mas na realidade há uma diferença: na natureza sua alimentação é natural, sendo a caça e em cativeiro: é uma dieta preparada pelos humanos, com isso restringindo sua habilidade para a caça se solto na natureza.

Existe no meio científico uma teoria para sua cor branca , os felinos tem uma anomalia genética, fazendo com que não produzam melanina, dando-se essa anomalia na proteina tirosina (substância responsável pela pigmentação da pele e, ou cabelo).



Os genes produtores dessa irregularidade, fazem parte nos felinos comuns agindo em alguns desses leões por mero acaso. Os cientistas acretitam também que hoje em dia esses genes não existam mais em felinos livres na natureza.

Quando se referem a esses felinos (Leão branco) como “ALBINO” (na zoologia “anomalia congenita, caracterizada pela ausência total ou parcial de pigmento da pele dos pelos ou do olho) estão cometendo um gravíssimo erro , pois existem pigmentaçoes claras, em seus olhos, que geralmente são azuis ou dourados e, em seu nariz(marrom, preto), suas patas marrom, o correto é “Leucismo” particularidade genética devido a um gene recessivo, que dá a cor branca aos animais. Os animais leocisticos não são sensíveis a luz do sol: são ligeiramente mais resistentes.

Esses Leões branco originam-se de uma loclidade da Africa do Sul, exatamente em “Timbavati” situada a margem de um rio do mesmo nome, na provincia de Limpopo, que é uma reserva naturalde uma grande savana, sendo que por muitos e muitos anos essa savana chamada Timbavati, era considerada um santuário sagrado, cujos nativos a denominavam “lugar onde algo sabrado desceu do céu” Esta reserv natural localiza-se perto de Kruger Park na Àfrica do Sul.

Alguns cientistas querem acreditar que ainda existm alguns exemplares desses Leões branco solto na savana de Timbavati. Pois se tem certeza dos que vivem em cativeiros.


Por sorte existem 3 variedades genéticas diferentes desses Leões branco.

A primeira:- descoberta por um cientista na década de 70, quando realizav a seus estudos, levando os filhotes encontrados para os Estados Unidos, no Zoológico de Proteção Animal de Indiana, para poder perpetuar sua raça.

A segunda:- Descoberto pelo Zoológico de Johanesburg, quando da captura de um Leão branco macho. Hoje só é encontrado e Las Vegas em um circo.

A terceira:- Também encontrada na localidade de Timbavati, sendo um Leão branco macho, capturado nos anos 80, vivendo em um parque particular.

Os Leões branco, vivem em grandes bandos na natureza, a maioria fêmeas que dão crias a cada 2 anos, sendo sua gestação de 100 a 108 dias, nascendo de 3 a 4 filhotes, com manchas tigradas em seus membros, as quais desaparecem após 6 meses de idade. Os Leões branco possuem uma visão noturna e olfato muito afiados.

Muitas das vezes esse grupo tem que matar seus próprios filhotes para nao colocarem em risco seu grupo. Por sua cor ser muito branca, típica desses felinos, tornan-se um enorme problema para eles, pois não conseguem se camuflar na vegetação.


” Conta a história, de que estes Leões brancos existem a centenas de anos, só conhecido pelos africanos, que os cercavam de mitos, lendas e poderes sobrenaturais, mas que sua descoberta só foi documentada na década de 28, continuando na obscuridade até a década de 75, mas somente agora que está se dando importância maior a esses felinos, com sua divulgação em documentários pela TV., Internett, para que o mundo saiba de sua existencia e não deixem que se tornem animais extintos, pois já estão há muito tempo na lista de extinção. Pelo menos os cientistas estão fazendo de tudo para que essa raça tão nobre de LEÕS BRANCO, nao sumam de vez , pois a capacidade humana de destruir a naturteza é assombroza, desumana por assim dizer.”

CURIOSIDADE:- O Leão branco já tem uma animação bem antes de sua divulgação pelos cientistas. Criada por um Japones, o desenho chama-se “Kimba”.

Filo: Chordata

Classe: Mammalia

Ordem: Carnívora

Família: Felidae

Características:

Comprimento: 274 centímetros

Altura do quarto dianteiro: 120 centímetros

Peso: 125 a 200 quilos

1 ninhada por ano

2 a 6 filhotes por ninhada

Período de gestação: aproximadamente 4 meses

Vida média: 18 anos na natureza

Evanescence


EvanescenceThe enormous success that the band Evanescence had so far, in the words of co-founder and lead singer Amy Lee, “is really bizarre if you think about it. Obviously, I always thought we were good enough – I love our music and I love our band – but never thought it would be this. I look at my face on the album cover sometimes and wonder if it is myself. “
And it really is. The intense vocals of Lee, combined with aggressive muscle of the band, helped the first album Fallen sell over 12 million copies worldwide, launching the hits “Bring Me To Life” (# 1 in several countries), “Going Under “and” My Immortal “. Many awards followed, including two Grammys in 2003: Best New Artist and Best Hard Rock Performance for “Bring Me To Life”.
The inherent drama in the “footprint” Music Evanascence – Gothic influences that work with both introspeccções led by piano and guitar riffs – obviously delighted audiences worldwide.
“We love what we do, and I think it is visible, we try to put it in our music,” Lee explains. “It’s real, honest and genuine. We’re not just trying to sell records, from the heart. From all of us. “
The story gets even more impressive considering the band’s humble beginnings: Lee and co-founder Ben Moody started writing and recording together, with parents, and only hired musicians to perform live, sometimes for years.
“It was weird going on tour for the first time,” she recalls. “No one had any expectations, and we were doing shows in skating rinks for, like, 10 people – was pretty funny. But at the end of every week, we felt a difference, and at the end of the month, we were playing for hundreds of people – and last summer, we played for 50,000 people in Germany. “
The inclusion of the song “Bring Me To Life” on the soundtrack of the movie “Daredevil – The Man Without Fear” helped put things on track. With the song playing on the radio, people started asking for more. “It was so spread around the country and the world,” Lee says. “This is my favorite part of the story – it happened, not because we were being forced on people, but because we were finding on their own. Who we’d be without the fans? No one. “
Evanescence has paid that debt with a relentless touring schedule. “Seeing things that we had the opportunity to see is really wonderful … though we feel that thing “so close yet so far,” Lee laughs. “We were in New Zealand and wanted to see the forest, but we had a show to do. Sometimes we only see beautiful hotel rooms. “
Now Lee and his bandmates are writing to follow the album Fallen.
“We’re going slowly,” she says. “Fallen was a good piece of art but we do not want to do the same album again – what is the purpose? We want to be original, as the first was. We write separately, and we will meet soon to work together. “
Along with Lee, bassist William Boyd, drummer Rocky Gray, guitarists John LeCompt and the new Terry Balsamo, who played in the alternative metal band Cold, and replaced the co-founder Ben Moody when it left the band in October 2003 .
“Terry is a dream,” Lee says excitedly. “He’s a nice guy and relaxed and we are all friends. He is an incredible musician, composer and a great guy overall five stars. I quite like it – it has drama, it is more a celebration than a fight. “
A constant in the band’s music will continue to be Lee’s roots in classical music, having studied classical piano for nine years, she did not want to leave now.
“What I bring to the band and vibration is the idea that something romantic / classical / orchestra – strings, the choir, the latter subtle voices and piano,” she says. “The band brings the rock – guitars and drums. Together we create something really unique. “

 

Versão: Portugues – Brazil

EvanescenceO enorme sucesso que a banda Evanescence teve até agora, nas palavras da co-fundadora e vocalista Amy Lee, “é realmente bizarro se você parar pra pensar. Obviamente, eu sempre achei que nós éramos bons o suficiente – eu amo nossa música e amo nossa banda – mas nunca achei que chegaria a esse nível. Eu olho meu rosto na capa do álbum as vezes e penso se sou eu mesma”.

E realmente é. O intenso vocal de Lee, combinado com o musculo agressivo da banda, ajudaram o primeiro álbum Fallen vender mais de 12 milhões de cópias no mundo inteiro, lançando os hits “Bring Me To Life” (número 1 em vários países), “Going Under” e “My Immortal”. Muitos prêmios seguiram, incluindo dois Grammys em 2003: Melhor Revelação, e Melhor Performance Hard Rock por “Bring Me To Life”.

O drama inerente na “pegada” musical de Evanascence – influências góticas que funcionam tanto com introspeccções lideradas pelo piano como com riffs de guitarra – obviamente agradou o público mundialmente.
 
“Nós amamos o que fazemos, e acho que isso é visivel; nós tentamos colocar isso na nossa música,” Lee explica. “É real, honesto e genuino. Nós não estamos tentando só vender discos, vem do coração. De todos nós.”

A história fica ainda mais impressionante considerando o início humilde da banda: Lee e o co-fundador Ben Moody começaram a escrever e gravar juntos, na casa dos pais, e só contratavam músicos para se apresentar ao vivo, algumas vezes por ano.
 
“Foi estranho sair em turnê pela primeira vez”, ela lembra. “Ninguém tinha expectativas, e nós estavamos fazendo shows em ringues de skate para, tipo, 10 pessoas – era bem engraçado. Mas no final de toda semana, sentiamos uma diferença, e no final do mês, nós estavamos tocando para centenas de pessoas – e no verão passado, nós tocamos para 50,000 pessoas na Alemanha.”

A inclusão da canção “Bring Me To Life” na trilha sonora do filme “Demolidor – O Homem Sem Medo” ajudou a colocar as coisas no caminho certo. Com a canção tocando no rádio, as pessoas começaram a pedir cada vez mais. “Foi assim que se espalhou pelo país e pelo mundo,” Lee conta. “Essa é a minha parte favorita da estória – aconteceu, não porque estavamos sendo forçados nas pessoas, e sim porque estavam nos descobrindo por conta própria. Quem seriamos nós sem os fãs? Ninguém.”

Evanescence já pagou essa dívida com uma incansável agenda de shows. “Ver as coisas que tivemos a oportunidade de ver é realmente maravilhoso… apesar de sentirmos aquela coisa de “tão perto mas tão longe,” Lee ri. “Nós estavamos na Nova Zelândia e queriamos ver as florestas, mas tinhamos um show pra fazer. As vezes a gente só vê lindos quartos de hotel”.
 
Agora Lee e seus companheiros de banda estão escrevendo para o álbum que seguirá Fallen.

“Nós estamos indo devagar”, ela diz. “Fallen foi um bom pedaço de arte mas nós não queremos fazer o mesmo álbum novamente – qual é o propósito? Nós queremos que seja original, como o primeiro foi. Nós escrevemos separadamente, e vamos nos reunir em breve para trabalharmos juntos”.
 
Junto com Lee, o baixista William Boyd, o baterista Rocky Gray, os guitarristas John LeCompt e o novo Terry Balsamo, que tocava na banda de metal alternativo Cold, e substituiu o co-fundador Ben Moody quando o mesmo saiu da banda em outubro de 2003.

“Terry é um sonho”, Lee fala entusiasmada. “Ele é um cara legal e relaxado e todos somos amigos. Ele é um músico incrivel, um ótimo compositor e no geral um cara cinco estrelas. Eu gosto bastante dele – não tem drama, é mais uma celebração do que uma luta”.

Uma constante na música da banda continuará sendo as raízes de Lee na música clássica, tendo estudado piano clássico por nove anos, ela não pretende abandonar agora.
 
“O que eu trago pra banda é a idéia e vibração daquela coisa romântica/clássica/orquestral – as cordas, o coral, as segundas vozes sutis, e o piano,” ela diz. “A banda traz o rock – as guitarras e a bateria. Juntos nós criamos algo realmente original”.

 

Video Relacionado: à Evanascence

 

T.S.O.N.M

«Hugo» – Uma lição de história


Martin Scorsese é um nome que faz parte da linguagem cinematográfica, faz parte da história, faz parte da cultura mundial. São já quase trinta longas-metragens, entre ficção do documentário, só lhe falta a animação. Em grande parte da sua extensa obra o realizador explorou, melhor do que ninguém, a identidade italo-americana, em ambientes de violência e de crime. Os seus filmes não são propriamente filmes para crianças, devido à extrema violência visual que é usada, por exemplo, em “Gangs de Nova Iorque” (2002). Scorsese tem afirmado, em muitas das suas entrevistas recentes sobre o seu mais recente filme “Hugo”, que fez este filme para que a sua filha mais nova pudesse ver. E assim foi, “Hugo”, adaptado do best-seller “A Invenção de Hugo Cabret”, de Brian Selznick, que se inspira na verdadeira história do cineasta Georges Méliès, é um filme mágico e familiar que pode e deve ser visto por todos.

A história passa-se em Paris, nos anos 30, onde um órfão, Hugo, vive por entre as paredes da estação de comboios, cuidando dos relógios da estação. Sobrevive assim Hugo, que se tenta manter no anonimato, guardando para si alguns segredos. Um dia conhece uma rapariga, Isabelle, que adora mistérios e aventuras, que vive com o seu velho tio, dono de uma loja de brinquedos. É então que Hugo vai, juntamente com Isabelle, desvendar o maior segredo de todos, acabando por viver a aventura da sua vida.

É curioso que no mesmo ano tenham estreado duas obras sobre o cinema, que o homenageiam. Mas enquanto “O Artista” se passava e homenageava a transição do mudo para o sonoro, “Hugo” vai às origens do cinemas, às suas raízes mais profundas. O cinema nasce com os irmãos Lumiére em 1895, mas é com Georges Méliès que começa a nascer aquilo a que hoje chamamos de cinema, uma arte de contar histórias. Méliès, um famoso ilusionista francês, viu na invenção dos Lumiére, o Cinematógrafo, uma oportunidade para poder praticar e melhorar os seus truques de magia, contando histórias, muitas vezes de fantasia. Méliès cria efeitos mágicos que maravilharam o público da altura e mesmo hoje continuam a maravilhar, como o famoso foguetão que vai contra o olho da lua, em “A Viagem à Lua” (1902). Realizou dezenas de filmes, sendo que grande parte deles se foi perdendo com o tempo. E assim estamos a ter uma lição de cinema e de história, mas “Hugo” é também uma Lição de vida. Uma lição de vida, pois todos temos um propósito na vida, todos existimos por alguma razão e todos precisamos de alguém, que em conjunto façam parte de nós. Tal como Hugo precisava desesperadamente do autómato, pois já não tinha mais ninguém, daí andar numa procura incessante em arranjar a máquina mistério que o pai lhe deixou.

O trailer do filme apresenta-o como um filme cheio de efeitos especiais e como um filme comercial, sendo completamente enganador. O trailer não tem nada haver com o filme. O filme é bastante mais calmo, dando tempo para que as coisas aconteçam quando for necessário. Na primeira parte do filme até nem existem muitos diálogos, transformando algumas cenas em cenas de filmes mudos, onde os olhares e expressões são essenciais.

Scorsese torna a realizar brilhantemente e desta vez usando, melhor do que ninguém, a tecnologia do 3D, que sinceramente, é o melhor filme em 3D que já vi. Este é daqueles filmes que tem de ser visto em 3D, pois caso contrário irá perder toda a experiência visual do filme. A nível gráfico, efeitos especiais e direção artística está perfeito, com uma fotografia viva e brilhante. Não nos podemos esquecer da bela banda sonora que Howard Shore compôs, criando um sorriso na cara ao viver aquelas história em Paris.

O elenco secundário é magnifico, mas mais ainda é o jovem protagonista, Asa Butterfield, o ator de “O Rapaz do Pijama às Riscas” (2008), que já deu mostrou os seus incríveis dotes de interpretação nesse filme e torna a confirma-los em “Hugo”. Grande parte do talento deste filme provem deste jovem ator.

Este é portanto um filme que não veio provar nada de novo sobre Scorsese, apenas que ele é um dos maiores cineastas vivo da atualidade, que consegue fazer outro tipo de trabalho, tornando o seu espólio de filmes, digamos, mais completo.

Um filme que irá facilmente mexer com as suas emoções, rir, chorar e sonhar. É uma experiência que não deve perder. Vale a pena ver por tudo isto e repito, é uma lição de história de cinema. Certamente irá ser usado no futuro, como objeto de estudo, nas escolas de cinema. É um filme que merece todos os Óscares para que está nomeado (onze no total) e certamente que irá levar bastantes, mas “O Artista” é um peso pesado que também merece. Será uma luta renhida de dois pesos que merecem ganhar tudo e mais alguma coisa. “Hugo” é diferente, é mágico é magnifico. Um dos melhores filmes do ano!

Classificação:

Realização: Martin Scorsese

Argumento: John Logan

Elenco: Asa Butterfield, Ben Kingsley, Chloe Moretz, Christopher Lee, Jude Law, Sacha Baron Cohen

EUA/2011 – Açao/Aventura

Sinopse: A história de um órfão que vive em segredo nas paredes de uma estação de comboios de Paris. Com a ajuda de uma rapariga excêntrica, ele procura a resposta para uma misteriosa ligação entre o pai que perdeu recentemente, o mal-humorado dono da loja de brinquedos que vive por baixo dele e uma fechadura em forma de coração, aparentemente, sem chave.

 

Video Relacionado: à  <<HUGO>>

 

Escola – Lactarius volemus


Lactarius volemus

Lactarius volemus

Detalhe das faces inferior e superior do "chapéu" do cogumelo.

Detalhe das faces inferior e superior do “chapéu” do cogumelo.

Alguns exemplares numa floresta em Ohio, Estados Unidos, mostrando a variedade de cores da espécie.

Alguns exemplares numa floresta em Ohio, Estados Unidos, mostrando a variedade de cores da espécie.

Classificação científica

Reino:
Fungi

Divisão:
Basidiomycota

Classe:
Agaricomycetes

Ordem:
Russulales

Família:
Russulaceae

Género:
Lactarius

Espécie:
L. volemus

Nome binomial

Lactarius volemus
(Fr.) Fr. (1838)

Sinónimos

Lista[Expandir]

Agaricus lactifluus L. (1753)
Agaricus oedematopus Scop. (1772)
Agaricus volemus Fr. (1821)
Lactarius oedematopus (Scop.) Fr. (1838)
Galorrheus volemus (Fr.) P.Kumm. (1871)
Lactarius lactifluus (L.) Quél. (1886)
Lactifluus oedematopus (Scop.) Kuntze (1891)
Lactifluus volemus (Fr.) Kuntze (1891)
Lactarius wangii H.A.Wen & J.Z.Ying (2005)

Lactarius volemus é uma espécie de fungo da família de cogumelos Russulaceae. É amplamente distribuído no hemisfério norte, em regiões de clima temperado da Europa, América do Norte e Ásia, bem como algumas regiões subtropicais e tropicais da América Central e Ásia. Como um típico fungo micorrízico, seu corpo frutífero cresce sobre o solo na base de várias espécies de árvores, do verão para o outono, individualmente ou em grupos. É apreciado como cogumelo comestível e vendido em mercados na Ásia. Vários outros cogumelos Lactarius se assemelham ao L. volemus, como a intimamente relacionada espécie comestível L. corrugis, mas eles podem ser distinguidos por diferenças na distribuição e nas características macro e microscópicas. L. volemus produz uma esporada branca e tem esporos esféricos com cerca de 7 a 8 micrômetros de diâmetro.

A cor do cogumelo L. volemus varia do tom do damasco ao marrom-amarelado, e seu “chapéu” (píleo) pode medir até 11 centímetros de largura. As lamelas amarelo-dourado pálidas na parte inferior do chapéu são espaçadas e por vezes bifurcadas. Uma das características mais marcantes desse cogumelo é a grande quantidade de látex (“leite”) que exala quando as lamelas são danificadas. Por conta disso, a espécie recebeu vários nomes populares em língua inglesa como weeping milk cap e voluminous-latex milky. O fungo também tem um peculiar cheiro de peixe, o que não altera seu sabor. Os corpos frutíferos foram analisados quimicamente e constatou-se que contem vários esteróis relacionadas com o ergosterol, alguns dos quais exclusivos desta espécie. O cogumelo também contém uma borracha natural que tem sido estudada quimicamente. A análise filogenética sugere que o L. volemus representa várias espécies ou subespécies, ao invés de um único táxon.

Taxonomia e nomenclatura

A primeira menção de Lactarius volemus na literatura científica foi feita no livro Species Plantarum de Carolus Linnaeus, em 1753, sob o nome de Agaricus lactifluus.[1] Em 1821, o micologista sueco Elias Magnus Fries o chamou de Agaricus volemus em seu Systema Mycologicum.[2] Neste trabalho, ele propôs o agrupamento de espécies relacionadas (chamado de tribus, ou tribo) dentro do género Agaricus, que ele chamou de Galorrheus. Fries posteriormente reconheceu os Lactarius como um gênero distinto na sua obra Epicrisis Systematis Mycologici de 1838, citando o termo Galorrheus como sinônimo;[3] foi nesta publicação que a espécie foi chamada pela primeira vez com o nome pelo qual é conhecida hoje.[4] Apesar de Linnaeus ter publicado a espécie antes de Fries, o nome dado por Fries é sancionado e, portanto, tem prioridade nomenclatural. Em 1871, Paul Kummer elevou a maioria das tribos de Fries para uma classificação genérica, e então renomeou a espécie como Galorrheus volemus.[5] A variedade L. volemus var. subrugosus foi identificada por Charles Horton Peck em 1879,[6] mas atualmente é classificada como uma espécie separada, a L. corrugis.[7] Em 1891, Otto Kuntze moveu a espécie para os Lactifluus, um gênero que já tinha sido desdobrado em Lactarius.[8] Outro sinônimo histórico é Lactarius lactifluus, usado por Lucien Quélet em 1886,[9] um renomeamento baseado no Agaricus lactifluus de Linnaeus. Lactarius wangii, relatado em 2005 por Hua-An Wen e Jian-Zhe Ying como sendo uma nova espécie da China,[10] foi sinonimizado dois anos depois com o L. volemus.[11]

O epíteto específico “volemus” é derivado do latim vola,[12] que significa “o oco da mão”, sugestivo da referência de Fries à grande quantidade de látex “fluindo o suficiente para encher a mão”.[13] Os nomes populares em língua inglesa para o L. volemus incluem: weeping milk cap,[14] tawny milkcap,[15] orange-brown milky,[16] voluminous-latex milky,[17] lactarius orange,[18] fishy milkcap,[19] e apricot milk cap. Nas montanhas da Virgínia Ocidental, Estados Unidos, o cogumelo é chamado de “leatherback” ou “bradley“. O último nome pode ter origem de seu nome em alemão, Brätling.[20][21]

Filogenia

L. volemus A-1

L. volemus A-2

L. volemus A-3

L. corrugis B-1

L. corrugis B-2

L. volemus C-1

L. volemus C-2

L. hygrophoroides

L. piperatus

L. subumbonatus

L. lignyotus

Filogenia do gênero Lactarius seção Dulces baseada nas sequências das subunidades grandes do DNAr. Espécimes de L. volemus e L. corrugis são distinguidos com base nas diferenças de coloração e distribuição: A-1, tipo aveludado; A-2 tipo vermelho; A-3, tipo chinês; B-1, tipo vermelho; B-2, tipo comum; C-1, tipo japonês; C-2, tipo amarelo.[22]

Lactarius volemus é a espécie-tipo da seção Dulces no subgênero Lactifluus. Este agrupamento inclui espécies com o píleo seco, látex abundante e uma impressão de esporos (técnica usada na identificação de fungos) branca ou creme pálido.[23] Como a espécie L. corrugis tem sobreposição de caracteres morfológicos, incluindo a coloração do píleo e do tronco semelhantes, é difícil distinguir de maneira precisa as duas espécies. A dificuldade em diferencia-los é aumentada ainda mais pelo fato de que ambas as espécies têm várias cores: espécimes japonesas de L. volemus podem ter um píleo vermelho, um píleo amarelo com uma haste longa, ou uma textura aveludada; os píleos de L. corrugis pode ser vermelhos, comumente cor de ferrugem. Em 2005, pesquisadores japoneses esclareceram as relações entre estas duas espécies e de várias outras da seção Dulces usando filogenética molecular, e, comparando as diferenças da composição de ácidos graxos, a morfologia e o sabor. O grupo de variantes de cor filogeneticamente em diferentes subclados, sugerindo que eles poderiam ser melhor considerados “diferentes espécies, subespécies ou variedades”.[22] Em 2010, um estudo molecular de L. volemus do norte da Tailândia descobriu que os 79 espécimes testados podem ser divididos em 18 espécies filogenéticas distintas; seis destas foram descritas como novas espécies: L. acicularis, L. crocatus, L. distantifolius, L. longipilus, L. pinguis e L. vitellinus.[24]

Descrição

Um pequeno arranhão é suficiente para que o látex seja liberado. Ele pode tornar-se marrom após a exposição ao ar, além de manchar os tecidos com que entra em contato.

O corpo frutífero do Lactarius volemus tem um píleo carnudo e firme com uma superfície lisa ou aveludada e uma forma que muda de acordo com sua maturidade: ele é inicialmente convexo, com bordas curvas para dentro, e depois cresce plano, com uma depressão no meio. Com um diâmetro típico de 5 a 11 centímetros, sua cor varia do tom do damasco ao marrom-amarelado.[25] A coloração do píleo, no entanto, é um pouco variável, como foi observado em espécimes da Ásia, Europa e América do Norte.[11][26][27] A haste ou estipe, cuja altura varia entre 4 e 12 centímetros, e que normalmente possui entre 1 e 1,5 cm de espessura, tem uma coloração ligeiramente mais clara que o píleo. É firme, com uma superfície aveludada ou suave que às vezes tem depressões correndo longitudinalmente ao longo de todo o seu comprimento.[25]

As lamelas são finas e frágeis, por vezes bifurcadas, e muito espaçadas entre si. Normalmente tem uma coloração amarelo-dourado pálido e ficam marrons após sofrerem uma agressão externa. Intercaladas entre as lamelas estão as lamélulas, prolongamentos curtos que não se estendem ao caule. A carne é esbranquiçada e firme. O cheiro do cogumelo é controverso;[25] uma fonte sugere que seu odor é equivalente a de um peixe morto.[28] O odor é exalado principalmente quando os corpos frutíferos estão secos. Uma das características mais distintivas do cogumelo é a grande quantidade de látex, tão abundante que apenas um pequeno arranhão nas lamelas é suficiente para faze-lo “chorar” a substância leitosa.[14] O látex tende a manchar de marrom a superfície com que entra em contato.[28]

Imagem microscópica dos esporos. Eles são esféricos, hialinos e reticulados.

A impressão de esporos é esbranquiçada. Os esporos são aproximadamente esféricos, translúcidos (hialinos), e, normalmente, medem 7,5 a 10 por 7,5 a 9 micrômetros (µm).[29] A superfície dos esporos é reticulada, coberta com sulcos que formam uma rede complexa. As cristas atingem 0,8 µm de altura e têm projeções notáveis de até 1,2 µm. As células que produzem os esporos no himênio, os basídios, são claviformes, hialinas, com quatro esporos cada e têm dimensões de 40 a 62 por 7,2 a 10,4 µm.[30] Intercaladas entre os basídios estão as células estéreis chamadas de cistídios. Os pleurocistídios (cistídios ao lado de uma lamela) são grosseiramente fusiformes ou claviformes e medem de 48 a 145 por 5 a 13 µm. Os queilocistídios (cistídios na borda de uma lamela) podem ser fusiformes, claviformes, apiculados ou intermediário entre essas formas, e medem 27 a 60 por 5 a 7 µm.[27] Além disso, há cistídios presentes na superfície do píleo e do tronco do fungo.[25] Se uma gota de sulfato de ferro (usado como teste químico na identificação de cogumelos) é aplicada à carne de L. volemus, ela será imediatamente tingida com uma tonalidade verde-azulada escura.[29]

 

Variedades

Lactarius volemus var. flavus

A variedade Lactarius volemus var. flavus foi descrita em 1979 por Alexander H. Smith e Lexemuel Ray Hesler na monografia deles sobre as espécies norte-americanas de Lactarius.[27] Esta rara variedade, encontrada no sudeste dos Estados Unidos (numa região que vai desde a Carolina do Sul até a Flórida e estendendo-se a oeste até o Texas), tem um píleo que fica amarelo durante todo o seu desenvolvimento. Ela também tem esporos ligeiramente menores do que os da variedade comum: 6,5 a 9 por 6 a 8 µm.[29] Alguns autores consideram o raramente coletado L. volemus var. oedematopus, encontrado na região central e sul da Europa, uma variedade distinta das demais por ter uma haste mais espessa e um píleo marrom-avermelhado. Esta avaliação não é universalmente aceita, possivelmente porque ela cai dentro do intervalo de variação morfológica mostrada pela variedade principal.[31] Uma outra variedade, L. volemus var. asiaticus, foi nomeada em 2004 com base em espécimes vietnamitas; ela associa-se com o pinheiro-de-khasia (Pinus kesiya), e tem corpos frutíferos pequenos, marrons e aveludados.[32] Em geral, pouca significância taxonômica tem sido atribuída às diversas variedades de L. volemus que foram propostas.[24]

Espécies similares

Lactarius volemus está intimamente relacionado com o L. corrugis, e geralmente tem uma aparência bastante similar. L. corrugis apresenta mais rugas na superfície, as lamelas são mais escuras, o odor é discreto ou ausente, e a coloração é menos alaranjada; no entanto, formas com cores intermediárias podem ser encontradas.[7] As duas espécies podem ser distinguidas de forma mais precisa através de suas características microscópicas: L. corrugis tem esporos tipicamente maiores, 10,4 a 12,8 por 9,6 a 11,8 µm, com um retículo mais grosseiro na superfície, além de um maior pleurocistídio.[30] Lactarius hygrophoroides também se assemelha ao L. volemus, mas difere deste por ter lamelas espaçadas e esporos sem as reticulações na superfície.[33]

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L. hygrophoroides (esquerda) e L. corrugis (direita) são semelhantes.

A espécie zambiana Lactarius chromospermus tem uma semelhança superficial com a L. volemus, mas a primeira, além de sua ocorrência no continente africano, pode ser identificada por sua impressão de esporos num tom marrom-canela, única em toda a família Russulaceae.[34] L. subvelutinus também é semelhante à L. volemus, mas não apresenta o característico odor de peixe morto, além de possuir um píleo de coloração amarelo-laranja a um laranja-dourado brilhante, lamelas estreitas e um látex branco que não muda de cor quando liberado ou em contato com alguma superfície.[29] A espécie Lactarius austrovolemus também está intimamente relacionada, mas tem lamelas muito mais próximas entre si, enquanto o L. lamprocystidiatus só pode ser distinguindo de modo confiável do L. volemus pelas características microscópicas: as reticulações em seus esporos são mais altas e mais afiladas, e as malhas formadas pelas interseções das reticulações são bem menores.[11] Tanto o L. austrovolemus como o L. lamprocystidiatus são encontrados exclusivamente na Papua Nova Guiné.[35][36]

Culinária e outros usos

Apesar do cheiro desagradável de peixe que é exalado após o cogumelo ser colhido,[37] o L. volemus é comestível e recomendado para uso culinário, muito embora o Lactarius típico tenha uma textura ligeiramente granular, que alguns podem achar pouco apetitoso.[14] O odor desaparece durante o cozimento e o látex tem um sabor suave.[38][25] É melhor preparado pelo cozimento lento afim de impedir que se torne demasiado duro;[37] espécimes que foram reidratadas após terem sido secas, exigem um tempo maior de cozimento para eliminar a textura granulada.[38] O cogumelo também é utilizado em receitas de ensopados e molhos espessos.[39] O uso de frigideira não é uma técnica de cozimento recomendada devido à grande quantidade de látex que flui.[37] L. volemus é uma das várias espécies de Lactarius que são vendidas em mercados rurais na província de Yunnan, China,[40] e está entre as mais populares espécies de cogumelos comestíveis silvestres colhidos para consumo e venda no Nepal.[41] No livro de 2009 de Bessette e colaboradores, sobre as espécies de Lactarius da América do Norte, o fungo é considerado “o cogumelo-de-leite comestível mais conhecido e mais popular” no leste dos Estados Unidos.[21] Um estudo turco da composição nutricional dos corpos frutíferos concluiu que L. volemus é uma boa fonte de proteínas e carboidratos.

 

Substâncias bioativas

Estrutura química do volemitol.

O corpo frutífero contém uma única molécula de esterol chamada volemolida, um derivado do esterol ergosterol, comum entre os fungos, que pode ter aplicação na quimiotaxonomia fúngica.[43] Um estudo de 2001, identificou mais nove esteróis, três dos quais eram desconhecidos para a ciência. Segundo os pesquisadores, esses tipos de compostos altamente oxigenados – semelhantes aos esteróis encontrados em corais moles e esponjas marinhas – são raros em fungos.[44] O cogumelo contém também volemitol (D-glicero-D-manoheptitol), um poli-álcool de sete carbonos isolado pela primeira vez na espécie pelo cientista francês Émile Bourquelot em 1889.[45] O volemitol é encontrado como monossacarídeo em muitas espécies de plantas e algas pardas.[46]

Devido o conteúdo natural de poli-isopreno nos corpos frutíferos,[47] que corresponde de 1,1 a 7,7% de seu peso seco, esta porção do L. volemus pode ser usada para produzir borracha.[48] A estrutura química da borracha produzida a partir do cogumelo consiste de um homólogo de poliprenol de alto peso molecular, organizado como um grupo dimetilalil, duas unidades trans de isopreno, uma longa sequência de isoprenos cis (entre 260 e 300 unidades), encerrados por uma hidroxila ou éster de ácido graxo.[49] Biossinteticamente, a formação do poli-isopreno começa com o composto trans,trans-farnesil pirofosfato, e acredita-se que termina com uma esterificação de pirofosfato de poli-isoprenil.[47] A enzima isopentenil-difosfato delta isomerase tem sido identificada como necessária para o começo da síntese de borracha em L. volemus e várias outras espécies Lactarius.

Ecologia, distribuição e habitat

Espécimes numa floresta temperada dos Alpes Julianos, na Eslovênia.

Como todas as espécies de Lactarius,[51] o L. volemus forma ectomicorrizas, uma associação simbiótica mutuamente benéfica com várias espécies de árvores. Nesta associação, as hifas do fungo crescem em torno da raiz da planta e entre as suas células corticais, mas que na verdade não chegam a penetrá-las. As hifas se estendem para fora no solo, aumentando a área da superfície de absorção afim de ajudar a planta a captar nutrientes do solo. Pode ser encontrado crescendo na base de árvores coníferas e caducas, embora seja mais comum em matas decíduas. Também pode, por vezes, ser encontrado em “tapetes” de turfas. Os corpos frutíferos, que aparecem entre o verão e o outono, são comuns.[27] Podem ser encontrados crescendo solitariamente ou em grupos, e são mais abundantes no clima quente e úmido.[13]

Os corpos frutíferos podem ser habitados por espécies de moscas da família Limoniidae, como Limonia yakushimensis ou do gênero Discobola, bem como várias espécies de ácaros que habitam fungos. As moscas servem de abrigos para os ácaros em uma associação simbiótica conhecida como phoresis, na qual os ácaros são carregados mecanicamente pelo seu “anfitrião”. Os ácaros são pequenos e incapazes de migrar a distâncias relativamente longas entre os cogumelos sem tal ajuda; os insetos carreadores, por sua vez, são grandes e podem transferir os ácaros entre os seus locais preferidos de alimentação.[52]

Lactarius volemus é encontrado em regiões de clima temperado ameno, assim como em algumas áreas subtropicais e tropicais do hemisfério Norte. O fungo é amplamente distribuído em toda a Europa,[22][53] embora esteja em declínio em alguns países. Ele tornou-se raro o suficiente nos Países Baixos (e Flandres) a ponto de ser considerado localmente extinto.[19] Nas Américas, o limite mais ao norte de sua distribuição atinge o sul do Canadá nas Grandes Planícies,[54] e a espécie se estende ao sul da costa leste dos Estados Unidos e México, atingindo a América Central (Guatemala).[14][30] É também conhecida na Ásia, incluindo China (montanhas Qinling, províncias de Guizhou e Yunnan),[55][11][40] Japão, Índia, Coréia, Nepal e Vietnã.[56][57][41][32] Coletas também foram feitas no Oriente Médio, incluindo Irã e Turquia.[58][42]

 

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  55. Shen Q, Chen W, Yan Z, Xie X.. (2009). “Potential pharmaceutical resources of the Qinling Mountain in central China: medicinal fungi”. Frontiers of Biology in China 4 (1): 89–93. DOI:10.1007/s11515-008-0089-8.
  56. Saini SS, Atri NS.. (1993). “Studies on genus Lactarius from India”. Indian Phytopathology 46 (4): 360–64. ISSN 0367-973X.
  57. Jeune-Chung KH, Kim MK, Chung SR.. (1987). “Studies on lectins from mushrooms II. Screening of bioactive substance lectins from Korean wild mushrooms” (em coreano). Yakhak Hoeji 31 (4): 213–18. ISSN 0513-4234.
  58. Saber M.. (1989). “The species of Lactarius in Iran” (em árabe). Iranian Journal of Plant Pathology 25 (1–4): 13–16. ISSN 0006-2774.

Educação – Tomate


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Classificação científica

Reino:
Plantae

Divisão:
Magnoliophyta

Classe:
Magnoliopsida

Ordem:
Solanales

Família:
Solanaceae

Género:
Solanum

Espécie:
S. lycopersicum

Nome binomial

Solanum lycopersicum
L.

Sinónimos

  • Lycopersicon esculentum
  • Lycopersicon lycopersicum

O tomate é o fruto[1] do tomateiro (Solanum lycopersicum; Solanaceae). Embora coloquialmente considerado verdura, é, na verdade, um fruto. De sua família, fazem também parte as berinjelas, as pimentas e os pimentões, além de algumas espécies não comestíveis.

Originário das Américas Central e do Sul, era amplamente cultivado e consumido pelos povos pré-colombianos, sendo atualmente cultivado e consumido em todo o mundo.

Etimologia

“Tomate” origina-se do náuatle tomatl, através do castelhano tomate[2].

Origem

A maioria dos botânicos atribui a origem do cultivo e do consumo (e mesmo a seleção genética) do tomate como alimento à civilização inca do antigo Peru, o que deduzem por ainda persistir, naquela região, uma grande variedade de tomates selvagens e algumas espécies domesticadas (de cor verde) conhecidas apenas ali.

Estes acreditam que o tomate da variedade Lycopersicum cerasiforme, que parece ser o ancestral da maioria das espécies comerciais atuais, tenha sido levado do Peru e introduzido pelos povos antigos na América Central, posto que foi encontrado amplamente cultivado no México.

Outros estudiosos acreditam que o tomate seja originário da região do atual México, não apenas pelo nome pertencer tipicamente à maioria das línguas locais (náuatles), mas porque as cerâmicas incas não registraram o uso do tomate nos utensílios domésticos, como era costume. Os primeiros contestam tal objeção, pelo fato de que muitas outras frutas e alimentos dos incas também não foram representados nas cerâmicas.

Características

O tomateiro é uma planta fanerógama, angiosperma e dicotiledônea. Trata-se de um fruto, uma vez que é o produto do desenvolvimento do ovário e do óvulo da flor, formando o pericarpo e as sementes, respectivamente, após a fecundação. Popularmente, no entanto, não há consenso entre sua classificação como fruta ou legume.

O tomate é rico em licopeno e contém vitamina C.

Gastronomia

Tomate, por fora e em corte

Apesar de constantemente associado à cozinha da Itália, dado seu largo uso na sua culinária italiana, o tomate já era primordialmente consumido nas civilizações inca, maia e asteca antes de ser levado para a Europa. Pertence a um extenso rol de alimentos da América pré-colombiana desconhecidos do Velho Mundo antes das grandes navegações, do qual fazem parte o milho, vários tipos de feijões, batatas, frutas como abacate e o cacau (de cujas sementes se faz o chocolate), afora artigos de uso nativo que se difundiram, como o chicle (seiva de Sapota (ou sapoti)) e o tabaco.

Inicialmente, o tomate era tido como venenoso pelos europeus e cultivado apenas para efeitos ornamentais, supostamente por causa de sua conexão com as mandrágoras, variedades de Solanáceas usadas em feitiçaria.

Os primeiros registros apontam para a sua chegada em Sevilha, na Espanha, no século XVI, que era um dos principais centros de irradiação comercial para toda a Europa, principalmente Itália e Países Baixos. Os italianos logo chamaram os primeiros frutos de pomo d’oro (pomo de ouro).

A literatura culinária espanhola antiga (1599 – 1611) não registra o uso do tomate. Na Itália, Antonio Latine escreveu, entre 1692 e 1694, o livro de cozinha napolitana Lo Scalco alla Moderna, em que uma das suas receitas recomendava levar ao fogo pedaços de tomate, sem pele ou sementes, temperando com salsinha, cebola e alho picados, salpicados com sal e pimenta, acrescidos de azeite e vinagre, para obter um molho de tomate “de estilo espanhol”. Em 1745, o livro do espanhol Juan Altamiras descrevia duzentas receitas, dentre as quais treze tinham tomate em seus ingredientes. Já na Inglaterra, a partir de 1750, se tem evidências de seu uso pelas famílias judias, que já o consumiam, muito embora permanecesse suspeito ao restante dos cidadãos até o século XIX.

Somente no século XIX é que o tomate passou a ser consumido e cultivado em escala cada vez maior, inicialmente na Itália, depois na França e na Espanha, ganhando popularidade depois que os povos do sul da Europa declinaram sobre aquela suspeita, tornando-o um dos principais ingredientes da culinária mediterrânea. Alla bolognesa, à espanhola, à mexicana, à la marselhesa, alla napolitana, alla parmigiana, à la orientale, à la niçoise, à portuguesa e à la provençale são apenas algumas das infinitas receitas que adotaram o fruto como ingrediente; uma lista que não para de se renovar.

Os tomates podem ser divididos em diversos grupos, de acordo com seu formato e sua finalidade de uso:

  • Santa Cruz, tradicional na culinária, utilizado em saladas e molhos e de formato oblongo;
  • Caqui, utilizado em saladas e lanches, de formato redondo;
  • Saladete, utilizado em saladas, de formato redondo;
  • Italiano, utilizado principalmente para molhos, podendo ainda fazer parte de saladas. Seu formato é oblongo, tipicamente alongado;
  • Cereja, utilizado como aperitivo, ou ainda em saladas. É um “minitomate”, com tamanho pequeno, redondo ou oblongo.

Além de diferirem em seu formato, os tomates também podem ter variações em sua coloração. Apesar de ser bem mais comum encontra-lo na coloração vermelha, atualmente, novos tipos de tomate podem ser encontrados na cor rosada, amarela e laranja. Os dois últimos são mais difíceis de serem encontrados no Brasil.

Valor Nutricional

DSC03849O consumo do tomate é recomendado pelos nutricionistas por ser um alimento rico em licopeno (média de 3,31 miligramas em cem gramas), vitaminas do complexo A e complexo B e minerais importantes, como o fósforo e o potássio, além de ácido fólico, cálcio e frutose. Quanto mais maduro, maior a concentração desses nutrientes.

O tomate é composto principalmente de água, possuindo, aproximadamente, catorze calorias em cem gramas, somente. Alguns estudos comprovam sua influência positiva no tratamento de câncer, pois o licopeno, pigmento que dá cor ao tomate, é considerado eficiente na prevenção do câncer de próstata e no fortalecimento do sistema imunológico.

De 1986 a 1998, a Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, analisou os hábitos de 50 000 homens. Segundo os resultados da pesquisa, os homens que consumiam molho de tomate duas vezes por semana tiveram 23 por cento menos incidência de câncer do que outros. A pesquisa concluiu, ainda, que os benefícios podem ser maiores caso o tomate seja cozido, acompanhando um pouco de azeite.

Colheita

Plantação de tomateiros

No Brasil, a colheita do tomate é feita predominantemente de maneira manual. Os frutos, retirados das plantas são colocados em cestas de bambu ou sacolas plásticas, semelhantes às utilizadas para a colheita de laranjas. Logo após, os frutos são transportados para galpões, em caixas plásticas, onde são classificados. Já na etapa de colheita, toma-se cuidado para que os frutos não sejam danificados, dando-se especial atenção para evitar que batam uns sobre os outros. Outros danos podem ser provenientes das estacas de bambu, ou dos sistemas de amarrilho utilizados. As sacolas plásticas também costumam causar mais danos ao fruto, na hora da colheita. Durante o transporte, os tomates novamente são submetidos a estragos e possíveis perdas, mesmo que transportados de forma protegida. Estima-se que o mercado brasileiro perde anualmente 30% de sua produção do tomate para mesa.

Dados Econômicos

Principais produtores – 2005
de tomate (milhões de ton.)

China
31,6

Estados Unidos
12,8

Turquia
9,7

Itália
7,8

Índia
7,6

Egito
7,6

Espanha
4,5

Irã
4,2

Brasil
3,3

México
2,1

Total mundial
125,0

 

Área dedicada ao tomate – 2005
(ha)

China
1 305 053

Índia
540 000

Turquia
260 000

Egito
195 000

Estados Unidos
172 810

Rússia
146 000

Itália
141 258

Irã
130 000

Nigéria
127 000

Ucrânia
100 000

Total mundial
4 550 719

Fonte: FAO [2]

A produção agrícola de tomate no Brasil é bastante desenvolvida, tendo maior importância na economia do Sudeste e Centro-Oeste. Nesta região estão localizadas as maiores empresas de processamento do fruto.

A partir de 1995, a produção industrial de tomate saltou 29 por cento, com o desenvolvimento de novos derivados como sopas, sucos, tomates dos mais diversos tipos, molhos e o desenvolvimento das redes de fast-food, com crescimento baseado na busca de maior qualidade, o que trouxe boas oportunidades ao setor.

Estima-se que a produção anual brasileira do tomate seja de três milhões de toneladas, dos quais dois milhões de toneladas, ou cerca de 77 por cento da produção no Brasil, seja para seu consumo in natura, sendo o restante utilizado para o processamento de sua polpa, normalmente feito a partir de tomates rasteiros (SEADE, 2003). Os principais estados brasileiros, responsáveis por esta produção são Goiás, São Paulo e Minas Gerais.

A taxa de produção em São Paulo tem característica semelhante a do mercado brasileiro como um todo. No estado, a maior parte da produção (68 por cento) é destinada ao consumo in natura (CAMARGO FILHO, 2001). Em 2002, o tomate de mesa ocupava a 13ª posição entre os produtos que compunham o ranking da produção agrícola paulista, em valor. O total correspondia a 325 000 000 de reais (1,56 por cento do total).

Tomatina de Buñol

Uma guerra de tomates costuma acontecer na Espanha, toda última quarta-feira de agosto. Desde 1940, durante a festa, os moradores da cidade de Buñol atiram tomates uns sobre os outros, pintando uns aos outros e as fachadas das casas da cidade com o vermelho da polpa do tomate. Durante a festa, a população desta pequena vila mediterrânea quadruplica e participam da Tomatina em torno de 38 000 pessoas, dentre moradores da cidade e turistas de todas as regiões do mundo. A origem do festival vem de uma brincadeira de crianças, quando algumas crianças usaram seus almoços para guerrear na praça da cidade.

Protocolo de Kyoto


O que é, objetivos, ações, diminuição do aquecimento global, gases poluentes

protocolo de kyoto
Objetivo é diminuir a emissão de gases poluentes e o aquecimento global

O Protocolo de Kyoto é um instrumento internacional, ratificado em 15 de março de 1998, que visa reduzir as emissões de gases poluentes. Estes, são responsáveis pelo efeito estufa e o aquecimento global. O Protocolo de Kyoto entrou oficialmente em vigor no dia 16 de fevereiro de 2005, após ter sido discutido e negociado em 1997, na cidade de Kyoto (Japão).

Objetivos e Informações

No documento, há um cronograma em que os países são obrigados a reduzir, em 5,2%, a emissão de gases poluentes, entre os anos de 2008 e 2012 (primeira fase do acordo). Os gases citados no acordo são: dióxido de carbono, gás metano, óxido nitroso, hidrocarbonetos fluorados, hidrocarbonetos perfluorados e hexafluoreto de enxofre. Estes últimos três são eliminados principalmente por indústrias.
A emissão destes poluentes deve ocorrer em vários setores econômicos e ambientais. Os países devem colaborar entre si para atingirem as metas. O protocolo sugere ações comuns como, por exemplo:
- aumento no uso de fontes de energias limpas (biocombustíveis, energia eólica, biomassa e solar);
- proteção de florestas e outras áreas verdes;
- otimização de sistemas de energia e transporte, visando o consumo racional;
- diminuição das emissões de metano, presentes em sistemas de depósito de lixo orgânico.

- definição de regras para a emissão dos créditos de carbono (certificados emitidos quando há a redução da emissão de gases poluentes).
Expectativas

Os especialistas em clima e meio ambiente esperam que o sucesso do Protocolo de Kyoto possa diminuir a temperatura global entre 1,5 e 5,8º C até o final do século XXI. Desta forma, o ser humano poderá evitar as catástrofes climáticas de alta intensidade que estão previstas para o futuro.

Bibliografia indicada:

- O Protocolo de Kyoto e seus créditos de carbono
Autor: Sabbag, Bruno K.
Editora: LTR
Temas: Meio Ambiente, Ecologia, Aquecimento Global, Direito Ambiental

- Protocolo de Kyoto e os Mecanismos
Autor: Grau Neto, Werner
Editora: Fiuza Editores
Temas: Geografia, Meio Ambiente, Ecologia

- Mercado de Carbono e Protocolo de Kyoto
Autor: Sister, Gabriel
Editora: Campus Juridico
Temas: Direito Ambiental