Arquivo | 2012

ARTE PRÉ-HISTÓRICA


Um dos períodos mais fascinantes da história humana é a Pré-História. Esse período não foi registrado por nenhum documento escrito, pois é exatamente a época anterior à escrita. Tudo o que sabemos dos Inícions que viveram nesse tempo é o resultado da pesquisa de antropólogos, historiadores e dos estudos da moderna ciência arqueológica, que reconstituíram a cultura do Iníciom.

Divisão da Pré-História:
Paleolítico

A principal característica dos desenhos da Idade da Pedra Lascada é o naturalismo. O artista pintava os seres, um animal, por exemplo, do modo como o via de uma determinada perspectiva, reproduzindo a natureza tal qual sua vista captava. Atualmente, a explicação mais aceita é que essa arte era realizada por caçadores, e que fazia parte do processo de magia por meio do qual procurava-se interferir na captura de animais, ou seja, o pintor-caçador do Paleolítico supunha ter poder sobre o animal desde que possuísse a sua imagem. Acreditava que poderia matar o animal verdadeiro desde que o representasse ferido mortalmente num desenho. Utilizavam as pinturas rupestres, isto é, feitas em rochedos e paredes de cavernas. O Iníciom deste período era nômade. Os artistas do Paleolítico Superior realizaram também trabalhos em escultura. Mas, tanto na pintura quanto na escultura, nota-se a ausência de figuras masculinas. Predominam figuras femininas, com a cabeça surgindo como prolongamento do pescoço, seios volumosos, ventre saltado e grandes nádegas. Destaca-se: Vênus de Willendorf.

PALEOLÍTICO INFERIOR

• aproximadamente 5.000.000 a 25.000 a.C.;
• primeiros hominídios;
• caça e coleta;
• controle do fogo; e
• instrumentos de pedra e pedra lascada, madeira e ossos: facas, machados.

PALEOLÍTICO SUPERIOR

• instrumentos de marfim, ossos, madeira e pedra: machado, arco e flecha, lançador de dardos, anzol e linha; e
• desenvolvimento da pintura e da escultura.

Neolítico

A fixação do Iníciom da Idade da Pedra Polida, garantida pelo cultivo da terra e pela manutenção de manadas, ocasionou um aumento rápido da população e o desenvolvimento das primeiras instituições, como família e a divisão do trabalho. Assim, o Iníciom do Neolítico desenvolveu a técnica de tecer panos, de fabricar cerâmicas e construiu as primeiras moradias, constituindo-se os primeiros arquitetos do mundo. Conseguiu ainda, produzir o fogo através do atrito e deu início ao trabalho com metais. Todas essas conquistas técnicas tiveram um forte reflexo na arte. O Iníciom, que se tornara um camponês, não precisava mais ter os sentidos apurados do caçador do Paleolítico, e o seu poder de observação foi substituído pela abstração e racionalização. Como conseqüência surge um estilo simplificador e geometrizante, sinais e figuras mais que sugerem do que reproduzem os seres. Os próprios temas da arte mudaram: começaram as representações da vida coletiva. Além de desenhos e pinturas, o artista do Neolítico produziu uma cerâmica que revela sua preocupação com a beleza e não apenas com a utilidade do objeto, também esculturas de metal. Desse período temos as construções denominadas dolmens. Consistem em duas ou mais pedras grandes fincadas verticalmente no chão, como se fossem paredes, e uma grande pedra era colocada horizontalmente sobre elas, parecendo um teto. E o menir que era monumento megalítico que consiste num único bloco de pedra fincado no solo em sentido vertical. O Santuário de Stonehenge, no sul da Inglaterra, pode ser considerado uma das primeiras obras da arquitetura que a História registra. Ele apresenta um enorme círculo de pedras erguidas a intervalos regulares, que sustentam traves horizontais rodeando outros dois círculos interiores. No centro do último está um bloco semelhante a um altar. O conjunto está orientado para o ponto do horizonte onde nasce o Sol no dia do solstício de verão, indício de que se destinava às práticas rituais de um culto solar. Lembrando que as pedras eram colocadas umas sobre as outras sem a união de nenhuma argamassa.

NEOLÍTICO

• aproximadamente 10.000 a 5.000 a.C.
• instrumentos de pedra polida, enxada e tear;
• início do cultivo dos campos;
• artesanato: cerâmica e tecidos;
• construção de pedra; e
• primeiros arquitetos do mundo.

IDADE DOS METAIS

• aproximadamente 5.000 a 3.500 a.C.
• aparecimento de metalurgia;
• aparecimento das cidades;
• invenção da roda;
• invenção da escrita; e
• arado de bois.

As Cavernas

Antes de pintar as paredes da caverna, o Iníciom fazia ornamentos corporais, como colares, e, depois magníficas estatuetas, como as famosas “Vênus”. Existem várias cavernas pelo mundo, que demonstram a pintura rupestre, algumas delas são: Caverna de ALTAMIRA, Espanha, quase uma centena de desenhos feitos a 14.000 anos, foram os primeiros desenhos descobertos, em 1868. Sua autenticidade, porém, só foi reconhecida em 1902. Caverna de LASCAUX, França, suas pinturas foram achadas em 1942, têm 17.000 anos. A cor preta, por exemplo, contém carvão moído e dióxido de manganês. Caverna de CHAUVET, França, há ursos, panteras, cavalos, mamutes, hienas, dezenas de rinocerontes peludos e animais diversos, descoberta em 1994. Gruta de RODÉSIA, África, com mais de 40.000 anos. Parque Nacional Serra da Capivara – Sudeste do Estado do Piauí, ocupando áreas dos municípios de São Raimundo Nonato, João Costa, Brejo do Piauí e Coronel José Dias. Nessa região encontra-se uma densa concentração de sítios arqueológicos, a maioria com pinturas e gravuras rupestres. Para saber mais visite: fumdham.org Onde havia gente – Os arqueólogos já encontraram vários registros de seres humanos pré-históricos que viviam no Brasil há pelo menos 11.000 anos:

Curiosidades: “O trajeto marítimo do Homo erectus” e “Os ancestrais do Iníciom moderno”:

Os primeiros Inícions da América – Estudos mostram que a colonização deve ter sido mais complexa do que se pensava:

Técnica do carbono-14

LAHR, Marta Mirazón. Folha de S.Paulo. 15 Junho 1997.
O carbono é um dos elementos mais importantes na composição dos organismos. Os seres vivos absorvem constantemente uma forma estável desse carbono, o carbono-14, que tem uma “meia-vida” de cerca de 5.730 anos (meia-vida é o tempo necessário para reduzir pela metade, através de desintegração, a massa de uma amostra desse elemento radioativo. Depois que morre, o organismo deixa de receber carbono-14. Esse, agora um fóssil, vai perdendo seu carbono-14 pela desintegração (ou “decaimento”). Para medir o que restou de C-14 é preciso queimar um pedaço do fóssil, transformando-o em gás, que é analisado por detectores de radiação. O C-14, ao se desintegrar emite elétrons que podem ser captados pelos detectores. O índice de C-14 é comparado com o carbono não radioativo, o C-12, para se checar quanto do carbono radioativo decaiu, e com isso determinar a data na qual o organismo morreu. Uma variante mais moderna da técnica é a AMS (sigla em inglês para espectrometria de massa por acelerador), que também mede a proporção na amostra do carbono-14. Sua vantagem é poder fazer a medição, diretamente, sem que seja necessário queimar parte razoável da amostra para fazer o teste. A datação por esse método é especialmente valiosa para materiais orgânicos.

Oceano Índico


Oceano Indico

O Oceano Índico estende-se da costa da África até a Austrália, com a Ásia, ao norte, e a Antártica, ao Sul. Cobre uma área de mais de 73 mil km², representando cerca de um sétimo superfície da Terra. É menor que o Atlântico e o Pacífico.

Escola pioneira com laptops não tem infraestrutura para usá-los


Direção do colégio em Brasília lamenta falta de armários e rotatividade de docentes, que impedem funcionamento pleno do programa

O Centro de Ensino Fundamental 1 do Planalto, em Brasília, é uma das escolas pioneiras no Brasil do programa Um Computador por Aluno (UCA), criado pelo Ministério da Educação em 2007. Mesmo após cinco anos de atividades, a direção ainda encontra dificuldades para colocar em pleno funcionamento os 700 laptops que recebeu do governo.
Problema semelhante: Sem infraestrutura, laptops ficam guardados em escola de Brasília

Alexandre Fachetti Vaillant Moulin, diretor da escola, é um entusiasta do projeto. “Temos que melhorar o programa e não destruí-lo”, afirma. Ele reconhece, no entanto, que os desafios para colocar as atividades do programa em prática são grandes. Os problemas de infraestrutura do colégio e a rotatividade de professores são dois entraves, segundo ele.

Foto: Alan Sampaio / iG Brasília

Crianças se encantam com atividades no laptop, mas uso esbarra em dificuldades de infraestrutura e na rotatividade de professores da escola

Moulin conta que a escola recebeu 40 computadores para iniciar uma fase piloto em 2007. Naquela época, pouco foi feito pela Secretaria de Educação do Distrito Federal para ajudar a direção a concretizar o projeto na escola. Quem colocou a internet para funcionar foram pesquisadores. Eles deram à escola um aparelho que disponibiliza internet pela rede elétrica.

Com o primeiro problema resolvido, ainda faltava capacitar professores e, em seguida, montar uma estrutura capaz de armazenar e transportar os 700 laptops que chegaram à escola depois, em 2008. “Não conseguimos chegar à fase de maturação que o projeto exige para deixarmos que eles levem os computadores para casa”, diz o diretor.

A escola também não tem armários para guardar os equipamentos nas salas, nem para transportá-los até elas. Com isso, eles ficam guardados em caixas, no laboratório de informática. Cada vez que um professor decide usá-los, transporta as caixas com a quantidade necessária em um carrinho de compras de supermercado.

Novo programa do MEC: Professores do ensino médio serão os primeiros a usar tablets

A bateria dos pequenos computadores – que têm capacidade para acessar internet e vêm com jogos educativos para trabalhar matemática, português, ciências – dura entre uma hora e meia e duas horas. Portanto, a rede elétrica precisaria aguentar várias máquinas ligadas ao mesmo tempo. Além disso, todas as salas teriam de oferecer tomadas para eles.

O colégio está localizado a 4 quilômetros do Palácio do Planalto, na vila de mesmo nome, que abrigou os trabalhadores da construção da capital. Atende 680 alunos, do 2º período da pré-escola até a 8ª série do ensino fundamental. Foi construída com paredes pré-moldadas, tem teto de cimento e as crianças sofrem com o calor nas salas de aula, que aguardam reforma há anos.

O problema da tomada só foi resolvido em 2010. Agora, todas as salas têm tomadas e, por elas, todos os laptops podem ser conectados à internet de uma só vez. No entanto, a utilização está aquém do que a direção do CEF 1 do Planalto gostaria. As turmas só utilizam os computadores uma ou duas vezes por semana.

Vencendo barreiras pedagógicas

Francisco Hugo Vieira de Freitas, professor do 1º ano do ensino fundamental, é um dos poucos docentes que nunca teve “medo” da tecnologia que chegou à sala de aula. Ao contrário, com apoio da direção, montou um mini-laboratório de informática dentro da sala de aula, com cinco computadores. Neles, prepara atividades para os alunos.

Além disso, Freitas gosta de utilizar os laptops com as crianças. A facilidade que elas têm para descobrir como manusear os equipamentos anima o professor, mas espanta outros. “A resistência diminuiu um pouco agora, mas tem muita gente que não sabia como ligar um laptop e se esquecia que essas crianças são do século 21”, ressalta.
Onde a inovação é realidade: Tablets substituem livros em escolas brasileiras

Para formar os professores e ajudá-los a criar atividades com os computadores, Moulin acredita que a escola deveria ter um coordenador. Além disso, a rotatividade dos docentes precisaria diminuir. No ano passado, 50 educadores fizeram capacitação na Universidade de Brasília (UnB), mas 30% já saíram de lá. “Isso nos prejudica muito”, diz.

Mesmo assim, o diretor acredita que o projeto de distribuir tablets aos professores e estudantes das escolas públicas será positivo. Mas para isso, ele acredita que a oferta do equipamento tem de acompanhar investimentos na infraestrutura das escolas. “É uma ferramenta pedagógica a mais, que deve ser estimulada”, defende.

Record exibe a série Xena – A Princesa Guerreira, a partir desta segunda (13)


 

Xena volta a ser exibida na tela da Record nesta segunda (13), logo após o programa Tudo a Ver. A série conta as aventuras de uma guerreira que iniciou uma jornada em busca da sua redenção pelos erros cometidos no passado, quando liderava tropas de guerra e não tinha misericórdia alguma com seus inimigos.

Xena, então, passa a aproveitar suas impressionantes habilidades como lutadora para ajudar as pessoas que cruzam seu caminho. Nessa jornada, ela conta com Gabrielle, que, no começo da série, era apenas uma garota inocente do interior, mas que, com o passar dos anos, tornou-se também uma exímia guerreira e a maior aliada da protagonista.

Xena – A Princesa Guerreira originou-se da série Hércules: a ideia inicial era que Xena aparecesse em apenas três episódios, mas, devido ao sucesso da personagem, ela terminou ganhando uma série apenas para si.

Não perca a série de segunda a sexta, logo após Tudo a Ver.

BBB12 – Ciúmes do Rafa? Renata diz que Monique está chateada com ela


Mineira saiu da cama de casal e foi descansar sozinha

Montagem R7 - Divulgação

Será que Renata e Monique vão brigar por causa de Rafa?

Depois de um tempo trocando carícias com Rafa debaixo do edredom, Renata decidiu trocar de lugar.

A mineira estava deitada em uma cama de solteiro, quando Monique entrou no Quarto Selva para pegar um roupão. Assim que a gaúcha saiu do quarto, Rafa chamou Renata de volta para a cama de casal.

- Tu vai dormir aí?

A sister afirma que ficará na cama de solteiro e faz uma brincadeira com o carioca:

- Você está me dando muito trabalho…

Inconformado com a decisão de Renata, Rafa se mostra chateado e afirma que é a segunda vez que a mineira se afasta dele.

A sister explica que está sentindo que Monique ficou chateada com a aproximação dos dois.

- Ela está fazendo um drama. Disse pra mim “Ah, esse lugar já é seu mesmo né?”. Vou ficar quieta aqui!

O carioca deu risada e, sem falar nada, se cobriu com o edredom e voltou a dormir.

Você já sabe tudo do Big Brother Brasil 12?

Heinrich Rudolf Hertz


Heinrich Rudolf Hertz (1857 – 1894)

Heinrich Rudolf Hertz nasceu em Hamburgo, em 22 de fevereiro de 1857, filho de renomado advogado. O jovem Hertz não foi nenhum menino prodígio; era um jovem como muitos outros, um pouco mais sério, talvez. Durante seus estudos preliminares, em um colégio da cidade natal, seu maior interesse se voltava para as oficinas da escola, onde passava a maior parte do tempo livre. Ali trabalhava no torno, construindo e montando os mais diferentes mecanismos, sobretudo instrumentos ópticos. Esse gosto característico pela construção se manteve durante toda sua vida, mesmo quando se dedicou à intensa pesquisa física: sempre construiu os instrumentos e aparelhos de que necessitava para seu trabalho.

Foi o interesse pelas construções mecânicas que, ao término do colégio, o orientou para uma faculdade de engenharia. Freqüentou-a por dois anos, mas o desejo de realizar pesquisa pura se tornou mais forte que sua inclinação para a engenharia. Passou, então, em 1878, aos estudos de física, na Universidade de Berlim.

Sua seriedade e empenho nos estudos logo foram notados por von Helmholtz, que era seu professor. E quando este propôs aos seus alunos, em 1880, um trabalho versando sobre uma questão de eletrodinâmica, de escolha individual, Hertz apresentou uma pesquisa original, intitulada “Sobre a Energia Cinética da Eletricidade”, que foi merecidamente a vencedora.

Ainda nesse ano de 1880, também ano de sua diplomação, Hertz tornou-se assistente de von Helmholtz e, durante os três anos que passou no instituto berlinense, ocupou-se com pesquisas experimentais sobre a elasticidade dos gases e sobre as descargas elétricas através destes. Em 1883, obteve a docência na Universidade de Kiel, onde começou a estudar a eletrodinâmica de Maxwell. Este havia previsto teoricamente a existência das ondas eletromagnéticas, mas o fato ainda não havia recebido confirmação experimental.

Os estudos de eletrodinâmica o fascinavam, e ele imaginava como poderia reproduzir praticamente os fenômenos tão claros na teoria. Uma de suas descobertas fundamentais foi realizada diante dos estudantes, durante uma aula demonstrativa, no outono de 1886. Nessa ocasião, Hertz encontrava-se em Karlsruhe, onde era professor da Escola Politécnica desde o ano anterior. Nesse mesmo ano casou-se com Elizabeth Doll, filha de um professor de Karlsruhe, e com ela teve duas filhas.

Durante uma aula, na qual se utilizava, para demonstração, de duas bobinas ligadas a faiscadores, notou que, enquanto numa das bobinas deflagrava uma faísca, na segunda era deflagrada outra. Esta, porém, era muito pequena, pouco luminosa, e seu ruído era coberto pelo da primeira, muito mais forte. Foi desse modo que Hertz, quase por acaso, descobriu o importante fenômeno das centelhas secundárias.

O jovem cientista compreendeu que aquelas faíscas elétricas eram conseqüência de fenômenos eletrodinâmicos que se processavam nas proximidades de circuitos oscilantes com capacitância e auto-indução mínimas. Para comprovar suas idéias, repetiu, seguidamente, as experiências. Logo percebeu que tinha diante de si um campo novo: o da criação das ondas eletromagnéticas e sua propagação a distância.

(Garrafa de Leyden)

Inicialmente, conduziu experiências com um circuito constituído por uma garrafa de Leyden como condensador, uma bobina como indutância e um faiscador. Constatou, então, que a cada faísca que se produzia aparecia uma correspondente muito intensa em uma outra bobina, colocada em frente da primeira. O valor da capacitância era pequeno (a garrafa de Leyden possui pequena capacitância e forte resistência às altas tensões), mas o efeito era notável.

(Oscilador linear)

Hertz não abandonou esse campo de pesquisas. Com espírito metódico, continuou suas experiências por cinco anos, utilizando instrumentos sempre mais complexos. O aparelho típico que usava era um oscilador linear (ou dipolo), formado por duas grandes esferas metálicas ligadas por um condutor retilíneo interrompido por um faiscador – constituído por duas esferas metálicas menores. Os dois braços deste oscilador eram ligados aos pólos de uma bobina de Ruhmkorff; quando a bobina gerava uma tensão alta, ocorria uma descarga entre os dois braços do oscilador. Tal descarga era oscilante, e Hertz verificou que as oscilações possuíam uma freqüência que dependia, unicamente, das características geométricas do oscilador. Era por isso que as faíscas irradiavam no espaço ondas eletromagnéticas de freqüência bem determinada.

Com isso, Hertz demonstrou na prática a existência das ondas eletromagnéticas previstas por Maxwell. Começou, então, a estudar as propriedades dessas ondas. Aos 32 anos descobriu, por meio de experiências extremamente engenhosas, que elas se comportam de maneira inteiramente semelhante às ondas luminosas – fato também previsto na teoria de Maxwell, mas que ainda esperava por uma demonstração experimental.

Voltou sua atenção à propagação das ondas eletromagnéticas. Concluiu, assim, que sua velocidade é a mesma da luz, e que sua propagação no vácuo é retilínea. O comprimento de onda, porém, é maior do que o das ondas luminosas.

Daí, passou a uma série de experiências ópticas. Entre estas, as primeiras foram sobre reflexão em superfícies metálicas, como ocorre também com as ondas luminosas. Entretanto, Hertz verificou que, no caso das ondas eletromagnéticas, a reflexão especular ocorre também quando as superfícies são opticamente ásperas. Isso porque as ondas eletromagnéticas possuem comprimento muitíssimo maior que o da luz.

Outra célebre experiência foi a realizada com o prisma de piche, com o qual demonstrou a refração das ondas eletromagnéticas. Atravessando um prisma de piche, as ondas mudam de direção, como ocorre no caso das ondas luminosas ao atravessarem um prisma de vidro. O cientista provou, finalmente, que as ondas oscilam em um plano que contém a direção de propagação. Para demonstrar este fato, era necessário provar, primeiramente, a possibilidade de polarizar ondas eletromagnéticas. Para isso, Hertz idealizou e construiu um dispositivo dotado de uma grade de fios metálicos, que, quando atingido por ondas eletromagnéticas, as polarizava.

Embora ciente da desconfiança com que o mundo científico acolhia as hipóteses de Maxwell, Hertz apresentou os resultados irrefutáveis de seus trabalhos ao Congresso da Sociedade Alemã para o Progresso da Ciência, em 1888. Eles punham abaixo os velhos conceitos de ação a distância, assim como as tentativas dos mecanicistas em reduzir a eletrodinâmica a uma dinâmica do tipo newtoniano, explicada por movimentos de corpos invisíveis num meio hipotético, o éter.

Os expressivos resultados de suas experiências, revelando e estudando as características das ondas eletromagnéticas, fizeram com que elas fossem batizadas com o nome de ondas hertzianas.

Realizado o ciclo de experiências e concluído um capítulo de suas pesquisas, os interesses de Hertz voltaram-se para uma visão mais ampla da física e para problemas universais.

Um de seus trabalhos foi tentar explicar toda a mecânica por meio do que chamou o “princípio da trajetória retilínea”.

Apesar de Hertz não ter tido sucesso nessa empresa, uma versão atualizada de seu princípio encontrou posteriormente aplicação na teoria einsteiniana da gravitação.

Ainda que cumulado de honrarias, Hertz continuou levando uma vida afastada do convívio social, dedicando-se somente à ciência. Baixo, delicado, de fronte espaçosa e barba ruiva, refletia no aspecto e na expressão bondade e grande modéstia. A seriedade e maturidade que possuía, acima do que seria de se esperar de sua idade, fizeram com que alguém o definisse como um “velho nato”.

Nos primeiros meses de 1893, Hertz adoeceu e foi operado de um tumor na orelha. Passou uma temporada convalescendo em Santa Margherita Ligure (Itália), depois do que, parecendo restabelecido, regressou ao laboratório. Em dezembro desse ano, porém, foi obrigado outra vez a interromper toda atividade.

Em 1º de janeiro de 1894, antes de completar 37 anos, Hertz morria, deixando uma obra que permitiu um progresso nunca antes imaginado no campo das comunicações a grande distância.

Poucos meses após sua morte, vieram a público os três volumes de “Os Princípios da Mecânica”, a última obra que Hertz enviara a seu editor de Leipzig. Sentindo que lhe restava pouco tempo de vida, confiara a tarefa de cuidar da publicação ao seu melhor assistente, P. Lenard.

~/~

Leão Branco (Em extinção)


Uma raridade na natureza

Quando o leão ruge dentro da noite africana, cai o silêncio e reina o terror sobre as campinas. O rugido e a juba são marca registrada do leão. Mas o grito do rei dos animais é na verdade um sinal de que ele está satisfeito e de bom humor – até que a fome o faça interromper de novo seu descanso.

Esse animal solitário dorme dias inteiros nas savanas amareladas confundindo-se com o ambiente. Quando está faminto, o leão se põe à espreita das manadas de zebras, antílopes e girafas. Escondido no capim, pula sobre a presa e domina-a.

Ele caça também em grupos. A melhor caçada é a do crepúsculo, à beira dos poços de água. O leão pode até chegar a disputar um pedaço de carniça com as hienas, mas dificilmente ataca o homem. Os chamados comedores de gente são leões velhos e fracos demais para caçar, os quais ficam rondando as aldeias.
O leão macho, às vezes, sai à procura de uma companheira. Não é uma tarefa fácil, porque ele tem de enfrentar uma dúzia de rivais. Ocorrem brigas até que triunfe o leão mais forte. A corte dura pouco. Quando os filhotes nascem, vários meses depois, o leão guarda zelosamente o território.

Leão Branco

Acredita-se na existência de apenas 70 animais desta espécie. Informações dão conta que não existam mais em seu habitat natural, mas somente em cativeiros, circos e zoológicos.

Sua estrutura física e seu comportamento não diferem em nada de seus irmãos Leões, podendo chegar a medir de 2 a 3m de comprimento e a medir mais de 115 kg, vivendo cerca de 18 anos em seu habitat natural, e a quase 30 anos em cativeiro. Sendo que os cientistas afirmam que seus hábitos alimentáres são iguais (na natureza e em liberdade), mas na realidade há uma diferença: na natureza sua alimentação é natural, sendo a caça e em cativeiro: é uma dieta preparada pelos humanos, com isso restringindo sua habilidade para a caça se solto na natureza.

Existe no meio científico uma teoria para sua cor branca , os felinos tem uma anomalia genética, fazendo com que não produzam melanina, dando-se essa anomalia na proteina tirosina (substância responsável pela pigmentação da pele e, ou cabelo).



Os genes produtores dessa irregularidade, fazem parte nos felinos comuns agindo em alguns desses leões por mero acaso. Os cientistas acretitam também que hoje em dia esses genes não existam mais em felinos livres na natureza.

Quando se referem a esses felinos (Leão branco) como “ALBINO” (na zoologia “anomalia congenita, caracterizada pela ausência total ou parcial de pigmento da pele dos pelos ou do olho) estão cometendo um gravíssimo erro , pois existem pigmentaçoes claras, em seus olhos, que geralmente são azuis ou dourados e, em seu nariz(marrom, preto), suas patas marrom, o correto é “Leucismo” particularidade genética devido a um gene recessivo, que dá a cor branca aos animais. Os animais leocisticos não são sensíveis a luz do sol: são ligeiramente mais resistentes.

Esses Leões branco originam-se de uma loclidade da Africa do Sul, exatamente em “Timbavati” situada a margem de um rio do mesmo nome, na provincia de Limpopo, que é uma reserva naturalde uma grande savana, sendo que por muitos e muitos anos essa savana chamada Timbavati, era considerada um santuário sagrado, cujos nativos a denominavam “lugar onde algo sabrado desceu do céu” Esta reserv natural localiza-se perto de Kruger Park na Àfrica do Sul.

Alguns cientistas querem acreditar que ainda existm alguns exemplares desses Leões branco solto na savana de Timbavati. Pois se tem certeza dos que vivem em cativeiros.


Por sorte existem 3 variedades genéticas diferentes desses Leões branco.

A primeira:- descoberta por um cientista na década de 70, quando realizav a seus estudos, levando os filhotes encontrados para os Estados Unidos, no Zoológico de Proteção Animal de Indiana, para poder perpetuar sua raça.

A segunda:- Descoberto pelo Zoológico de Johanesburg, quando da captura de um Leão branco macho. Hoje só é encontrado e Las Vegas em um circo.

A terceira:- Também encontrada na localidade de Timbavati, sendo um Leão branco macho, capturado nos anos 80, vivendo em um parque particular.

Os Leões branco, vivem em grandes bandos na natureza, a maioria fêmeas que dão crias a cada 2 anos, sendo sua gestação de 100 a 108 dias, nascendo de 3 a 4 filhotes, com manchas tigradas em seus membros, as quais desaparecem após 6 meses de idade. Os Leões branco possuem uma visão noturna e olfato muito afiados.

Muitas das vezes esse grupo tem que matar seus próprios filhotes para nao colocarem em risco seu grupo. Por sua cor ser muito branca, típica desses felinos, tornan-se um enorme problema para eles, pois não conseguem se camuflar na vegetação.


” Conta a história, de que estes Leões brancos existem a centenas de anos, só conhecido pelos africanos, que os cercavam de mitos, lendas e poderes sobrenaturais, mas que sua descoberta só foi documentada na década de 28, continuando na obscuridade até a década de 75, mas somente agora que está se dando importância maior a esses felinos, com sua divulgação em documentários pela TV., Internett, para que o mundo saiba de sua existencia e não deixem que se tornem animais extintos, pois já estão há muito tempo na lista de extinção. Pelo menos os cientistas estão fazendo de tudo para que essa raça tão nobre de LEÕS BRANCO, nao sumam de vez , pois a capacidade humana de destruir a naturteza é assombroza, desumana por assim dizer.”

CURIOSIDADE:- O Leão branco já tem uma animação bem antes de sua divulgação pelos cientistas. Criada por um Japones, o desenho chama-se “Kimba”.

Filo: Chordata

Classe: Mammalia

Ordem: Carnívora

Família: Felidae

Características:

Comprimento: 274 centímetros

Altura do quarto dianteiro: 120 centímetros

Peso: 125 a 200 quilos

1 ninhada por ano

2 a 6 filhotes por ninhada

Período de gestação: aproximadamente 4 meses

Vida média: 18 anos na natureza

Evanescence


EvanescenceThe enormous success that the band Evanescence had so far, in the words of co-founder and lead singer Amy Lee, “is really bizarre if you think about it. Obviously, I always thought we were good enough – I love our music and I love our band – but never thought it would be this. I look at my face on the album cover sometimes and wonder if it is myself. “
And it really is. The intense vocals of Lee, combined with aggressive muscle of the band, helped the first album Fallen sell over 12 million copies worldwide, launching the hits “Bring Me To Life” (# 1 in several countries), “Going Under “and” My Immortal “. Many awards followed, including two Grammys in 2003: Best New Artist and Best Hard Rock Performance for “Bring Me To Life”.
The inherent drama in the “footprint” Music Evanascence – Gothic influences that work with both introspeccções led by piano and guitar riffs – obviously delighted audiences worldwide.
“We love what we do, and I think it is visible, we try to put it in our music,” Lee explains. “It’s real, honest and genuine. We’re not just trying to sell records, from the heart. From all of us. “
The story gets even more impressive considering the band’s humble beginnings: Lee and co-founder Ben Moody started writing and recording together, with parents, and only hired musicians to perform live, sometimes for years.
“It was weird going on tour for the first time,” she recalls. “No one had any expectations, and we were doing shows in skating rinks for, like, 10 people – was pretty funny. But at the end of every week, we felt a difference, and at the end of the month, we were playing for hundreds of people – and last summer, we played for 50,000 people in Germany. “
The inclusion of the song “Bring Me To Life” on the soundtrack of the movie “Daredevil – The Man Without Fear” helped put things on track. With the song playing on the radio, people started asking for more. “It was so spread around the country and the world,” Lee says. “This is my favorite part of the story – it happened, not because we were being forced on people, but because we were finding on their own. Who we’d be without the fans? No one. “
Evanescence has paid that debt with a relentless touring schedule. “Seeing things that we had the opportunity to see is really wonderful … though we feel that thing “so close yet so far,” Lee laughs. “We were in New Zealand and wanted to see the forest, but we had a show to do. Sometimes we only see beautiful hotel rooms. “
Now Lee and his bandmates are writing to follow the album Fallen.
“We’re going slowly,” she says. “Fallen was a good piece of art but we do not want to do the same album again – what is the purpose? We want to be original, as the first was. We write separately, and we will meet soon to work together. “
Along with Lee, bassist William Boyd, drummer Rocky Gray, guitarists John LeCompt and the new Terry Balsamo, who played in the alternative metal band Cold, and replaced the co-founder Ben Moody when it left the band in October 2003 .
“Terry is a dream,” Lee says excitedly. “He’s a nice guy and relaxed and we are all friends. He is an incredible musician, composer and a great guy overall five stars. I quite like it – it has drama, it is more a celebration than a fight. “
A constant in the band’s music will continue to be Lee’s roots in classical music, having studied classical piano for nine years, she did not want to leave now.
“What I bring to the band and vibration is the idea that something romantic / classical / orchestra – strings, the choir, the latter subtle voices and piano,” she says. “The band brings the rock – guitars and drums. Together we create something really unique. “

 

Versão: Portugues – Brazil

EvanescenceO enorme sucesso que a banda Evanescence teve até agora, nas palavras da co-fundadora e vocalista Amy Lee, “é realmente bizarro se você parar pra pensar. Obviamente, eu sempre achei que nós éramos bons o suficiente – eu amo nossa música e amo nossa banda – mas nunca achei que chegaria a esse nível. Eu olho meu rosto na capa do álbum as vezes e penso se sou eu mesma”.

E realmente é. O intenso vocal de Lee, combinado com o musculo agressivo da banda, ajudaram o primeiro álbum Fallen vender mais de 12 milhões de cópias no mundo inteiro, lançando os hits “Bring Me To Life” (número 1 em vários países), “Going Under” e “My Immortal”. Muitos prêmios seguiram, incluindo dois Grammys em 2003: Melhor Revelação, e Melhor Performance Hard Rock por “Bring Me To Life”.

O drama inerente na “pegada” musical de Evanascence – influências góticas que funcionam tanto com introspeccções lideradas pelo piano como com riffs de guitarra – obviamente agradou o público mundialmente.
 
“Nós amamos o que fazemos, e acho que isso é visivel; nós tentamos colocar isso na nossa música,” Lee explica. “É real, honesto e genuino. Nós não estamos tentando só vender discos, vem do coração. De todos nós.”

A história fica ainda mais impressionante considerando o início humilde da banda: Lee e o co-fundador Ben Moody começaram a escrever e gravar juntos, na casa dos pais, e só contratavam músicos para se apresentar ao vivo, algumas vezes por ano.
 
“Foi estranho sair em turnê pela primeira vez”, ela lembra. “Ninguém tinha expectativas, e nós estavamos fazendo shows em ringues de skate para, tipo, 10 pessoas – era bem engraçado. Mas no final de toda semana, sentiamos uma diferença, e no final do mês, nós estavamos tocando para centenas de pessoas – e no verão passado, nós tocamos para 50,000 pessoas na Alemanha.”

A inclusão da canção “Bring Me To Life” na trilha sonora do filme “Demolidor – O Homem Sem Medo” ajudou a colocar as coisas no caminho certo. Com a canção tocando no rádio, as pessoas começaram a pedir cada vez mais. “Foi assim que se espalhou pelo país e pelo mundo,” Lee conta. “Essa é a minha parte favorita da estória – aconteceu, não porque estavamos sendo forçados nas pessoas, e sim porque estavam nos descobrindo por conta própria. Quem seriamos nós sem os fãs? Ninguém.”

Evanescence já pagou essa dívida com uma incansável agenda de shows. “Ver as coisas que tivemos a oportunidade de ver é realmente maravilhoso… apesar de sentirmos aquela coisa de “tão perto mas tão longe,” Lee ri. “Nós estavamos na Nova Zelândia e queriamos ver as florestas, mas tinhamos um show pra fazer. As vezes a gente só vê lindos quartos de hotel”.
 
Agora Lee e seus companheiros de banda estão escrevendo para o álbum que seguirá Fallen.

“Nós estamos indo devagar”, ela diz. “Fallen foi um bom pedaço de arte mas nós não queremos fazer o mesmo álbum novamente – qual é o propósito? Nós queremos que seja original, como o primeiro foi. Nós escrevemos separadamente, e vamos nos reunir em breve para trabalharmos juntos”.
 
Junto com Lee, o baixista William Boyd, o baterista Rocky Gray, os guitarristas John LeCompt e o novo Terry Balsamo, que tocava na banda de metal alternativo Cold, e substituiu o co-fundador Ben Moody quando o mesmo saiu da banda em outubro de 2003.

“Terry é um sonho”, Lee fala entusiasmada. “Ele é um cara legal e relaxado e todos somos amigos. Ele é um músico incrivel, um ótimo compositor e no geral um cara cinco estrelas. Eu gosto bastante dele – não tem drama, é mais uma celebração do que uma luta”.

Uma constante na música da banda continuará sendo as raízes de Lee na música clássica, tendo estudado piano clássico por nove anos, ela não pretende abandonar agora.
 
“O que eu trago pra banda é a idéia e vibração daquela coisa romântica/clássica/orquestral – as cordas, o coral, as segundas vozes sutis, e o piano,” ela diz. “A banda traz o rock – as guitarras e a bateria. Juntos nós criamos algo realmente original”.

 

Video Relacionado: à Evanascence

 

T.S.O.N.M

«Hugo» – Uma lição de história


Martin Scorsese é um nome que faz parte da linguagem cinematográfica, faz parte da história, faz parte da cultura mundial. São já quase trinta longas-metragens, entre ficção do documentário, só lhe falta a animação. Em grande parte da sua extensa obra o realizador explorou, melhor do que ninguém, a identidade italo-americana, em ambientes de violência e de crime. Os seus filmes não são propriamente filmes para crianças, devido à extrema violência visual que é usada, por exemplo, em “Gangs de Nova Iorque” (2002). Scorsese tem afirmado, em muitas das suas entrevistas recentes sobre o seu mais recente filme “Hugo”, que fez este filme para que a sua filha mais nova pudesse ver. E assim foi, “Hugo”, adaptado do best-seller “A Invenção de Hugo Cabret”, de Brian Selznick, que se inspira na verdadeira história do cineasta Georges Méliès, é um filme mágico e familiar que pode e deve ser visto por todos.

A história passa-se em Paris, nos anos 30, onde um órfão, Hugo, vive por entre as paredes da estação de comboios, cuidando dos relógios da estação. Sobrevive assim Hugo, que se tenta manter no anonimato, guardando para si alguns segredos. Um dia conhece uma rapariga, Isabelle, que adora mistérios e aventuras, que vive com o seu velho tio, dono de uma loja de brinquedos. É então que Hugo vai, juntamente com Isabelle, desvendar o maior segredo de todos, acabando por viver a aventura da sua vida.

É curioso que no mesmo ano tenham estreado duas obras sobre o cinema, que o homenageiam. Mas enquanto “O Artista” se passava e homenageava a transição do mudo para o sonoro, “Hugo” vai às origens do cinemas, às suas raízes mais profundas. O cinema nasce com os irmãos Lumiére em 1895, mas é com Georges Méliès que começa a nascer aquilo a que hoje chamamos de cinema, uma arte de contar histórias. Méliès, um famoso ilusionista francês, viu na invenção dos Lumiére, o Cinematógrafo, uma oportunidade para poder praticar e melhorar os seus truques de magia, contando histórias, muitas vezes de fantasia. Méliès cria efeitos mágicos que maravilharam o público da altura e mesmo hoje continuam a maravilhar, como o famoso foguetão que vai contra o olho da lua, em “A Viagem à Lua” (1902). Realizou dezenas de filmes, sendo que grande parte deles se foi perdendo com o tempo. E assim estamos a ter uma lição de cinema e de história, mas “Hugo” é também uma Lição de vida. Uma lição de vida, pois todos temos um propósito na vida, todos existimos por alguma razão e todos precisamos de alguém, que em conjunto façam parte de nós. Tal como Hugo precisava desesperadamente do autómato, pois já não tinha mais ninguém, daí andar numa procura incessante em arranjar a máquina mistério que o pai lhe deixou.

O trailer do filme apresenta-o como um filme cheio de efeitos especiais e como um filme comercial, sendo completamente enganador. O trailer não tem nada haver com o filme. O filme é bastante mais calmo, dando tempo para que as coisas aconteçam quando for necessário. Na primeira parte do filme até nem existem muitos diálogos, transformando algumas cenas em cenas de filmes mudos, onde os olhares e expressões são essenciais.

Scorsese torna a realizar brilhantemente e desta vez usando, melhor do que ninguém, a tecnologia do 3D, que sinceramente, é o melhor filme em 3D que já vi. Este é daqueles filmes que tem de ser visto em 3D, pois caso contrário irá perder toda a experiência visual do filme. A nível gráfico, efeitos especiais e direção artística está perfeito, com uma fotografia viva e brilhante. Não nos podemos esquecer da bela banda sonora que Howard Shore compôs, criando um sorriso na cara ao viver aquelas história em Paris.

O elenco secundário é magnifico, mas mais ainda é o jovem protagonista, Asa Butterfield, o ator de “O Rapaz do Pijama às Riscas” (2008), que já deu mostrou os seus incríveis dotes de interpretação nesse filme e torna a confirma-los em “Hugo”. Grande parte do talento deste filme provem deste jovem ator.

Este é portanto um filme que não veio provar nada de novo sobre Scorsese, apenas que ele é um dos maiores cineastas vivo da atualidade, que consegue fazer outro tipo de trabalho, tornando o seu espólio de filmes, digamos, mais completo.

Um filme que irá facilmente mexer com as suas emoções, rir, chorar e sonhar. É uma experiência que não deve perder. Vale a pena ver por tudo isto e repito, é uma lição de história de cinema. Certamente irá ser usado no futuro, como objeto de estudo, nas escolas de cinema. É um filme que merece todos os Óscares para que está nomeado (onze no total) e certamente que irá levar bastantes, mas “O Artista” é um peso pesado que também merece. Será uma luta renhida de dois pesos que merecem ganhar tudo e mais alguma coisa. “Hugo” é diferente, é mágico é magnifico. Um dos melhores filmes do ano!

Classificação:

Realização: Martin Scorsese

Argumento: John Logan

Elenco: Asa Butterfield, Ben Kingsley, Chloe Moretz, Christopher Lee, Jude Law, Sacha Baron Cohen

EUA/2011 – Açao/Aventura

Sinopse: A história de um órfão que vive em segredo nas paredes de uma estação de comboios de Paris. Com a ajuda de uma rapariga excêntrica, ele procura a resposta para uma misteriosa ligação entre o pai que perdeu recentemente, o mal-humorado dono da loja de brinquedos que vive por baixo dele e uma fechadura em forma de coração, aparentemente, sem chave.

 

Video Relacionado: à  <<HUGO>>

 

Escola – Lactarius volemus


Lactarius volemus

Lactarius volemus

Detalhe das faces inferior e superior do "chapéu" do cogumelo.

Detalhe das faces inferior e superior do “chapéu” do cogumelo.

Alguns exemplares numa floresta em Ohio, Estados Unidos, mostrando a variedade de cores da espécie.

Alguns exemplares numa floresta em Ohio, Estados Unidos, mostrando a variedade de cores da espécie.

Classificação científica

Reino:
Fungi

Divisão:
Basidiomycota

Classe:
Agaricomycetes

Ordem:
Russulales

Família:
Russulaceae

Género:
Lactarius

Espécie:
L. volemus

Nome binomial

Lactarius volemus
(Fr.) Fr. (1838)

Sinónimos

Lista[Expandir]

Agaricus lactifluus L. (1753)
Agaricus oedematopus Scop. (1772)
Agaricus volemus Fr. (1821)
Lactarius oedematopus (Scop.) Fr. (1838)
Galorrheus volemus (Fr.) P.Kumm. (1871)
Lactarius lactifluus (L.) Quél. (1886)
Lactifluus oedematopus (Scop.) Kuntze (1891)
Lactifluus volemus (Fr.) Kuntze (1891)
Lactarius wangii H.A.Wen & J.Z.Ying (2005)

Lactarius volemus é uma espécie de fungo da família de cogumelos Russulaceae. É amplamente distribuído no hemisfério norte, em regiões de clima temperado da Europa, América do Norte e Ásia, bem como algumas regiões subtropicais e tropicais da América Central e Ásia. Como um típico fungo micorrízico, seu corpo frutífero cresce sobre o solo na base de várias espécies de árvores, do verão para o outono, individualmente ou em grupos. É apreciado como cogumelo comestível e vendido em mercados na Ásia. Vários outros cogumelos Lactarius se assemelham ao L. volemus, como a intimamente relacionada espécie comestível L. corrugis, mas eles podem ser distinguidos por diferenças na distribuição e nas características macro e microscópicas. L. volemus produz uma esporada branca e tem esporos esféricos com cerca de 7 a 8 micrômetros de diâmetro.

A cor do cogumelo L. volemus varia do tom do damasco ao marrom-amarelado, e seu “chapéu” (píleo) pode medir até 11 centímetros de largura. As lamelas amarelo-dourado pálidas na parte inferior do chapéu são espaçadas e por vezes bifurcadas. Uma das características mais marcantes desse cogumelo é a grande quantidade de látex (“leite”) que exala quando as lamelas são danificadas. Por conta disso, a espécie recebeu vários nomes populares em língua inglesa como weeping milk cap e voluminous-latex milky. O fungo também tem um peculiar cheiro de peixe, o que não altera seu sabor. Os corpos frutíferos foram analisados quimicamente e constatou-se que contem vários esteróis relacionadas com o ergosterol, alguns dos quais exclusivos desta espécie. O cogumelo também contém uma borracha natural que tem sido estudada quimicamente. A análise filogenética sugere que o L. volemus representa várias espécies ou subespécies, ao invés de um único táxon.

Taxonomia e nomenclatura

A primeira menção de Lactarius volemus na literatura científica foi feita no livro Species Plantarum de Carolus Linnaeus, em 1753, sob o nome de Agaricus lactifluus.[1] Em 1821, o micologista sueco Elias Magnus Fries o chamou de Agaricus volemus em seu Systema Mycologicum.[2] Neste trabalho, ele propôs o agrupamento de espécies relacionadas (chamado de tribus, ou tribo) dentro do género Agaricus, que ele chamou de Galorrheus. Fries posteriormente reconheceu os Lactarius como um gênero distinto na sua obra Epicrisis Systematis Mycologici de 1838, citando o termo Galorrheus como sinônimo;[3] foi nesta publicação que a espécie foi chamada pela primeira vez com o nome pelo qual é conhecida hoje.[4] Apesar de Linnaeus ter publicado a espécie antes de Fries, o nome dado por Fries é sancionado e, portanto, tem prioridade nomenclatural. Em 1871, Paul Kummer elevou a maioria das tribos de Fries para uma classificação genérica, e então renomeou a espécie como Galorrheus volemus.[5] A variedade L. volemus var. subrugosus foi identificada por Charles Horton Peck em 1879,[6] mas atualmente é classificada como uma espécie separada, a L. corrugis.[7] Em 1891, Otto Kuntze moveu a espécie para os Lactifluus, um gênero que já tinha sido desdobrado em Lactarius.[8] Outro sinônimo histórico é Lactarius lactifluus, usado por Lucien Quélet em 1886,[9] um renomeamento baseado no Agaricus lactifluus de Linnaeus. Lactarius wangii, relatado em 2005 por Hua-An Wen e Jian-Zhe Ying como sendo uma nova espécie da China,[10] foi sinonimizado dois anos depois com o L. volemus.[11]

O epíteto específico “volemus” é derivado do latim vola,[12] que significa “o oco da mão”, sugestivo da referência de Fries à grande quantidade de látex “fluindo o suficiente para encher a mão”.[13] Os nomes populares em língua inglesa para o L. volemus incluem: weeping milk cap,[14] tawny milkcap,[15] orange-brown milky,[16] voluminous-latex milky,[17] lactarius orange,[18] fishy milkcap,[19] e apricot milk cap. Nas montanhas da Virgínia Ocidental, Estados Unidos, o cogumelo é chamado de “leatherback” ou “bradley“. O último nome pode ter origem de seu nome em alemão, Brätling.[20][21]

Filogenia

L. volemus A-1

L. volemus A-2

L. volemus A-3

L. corrugis B-1

L. corrugis B-2

L. volemus C-1

L. volemus C-2

L. hygrophoroides

L. piperatus

L. subumbonatus

L. lignyotus

Filogenia do gênero Lactarius seção Dulces baseada nas sequências das subunidades grandes do DNAr. Espécimes de L. volemus e L. corrugis são distinguidos com base nas diferenças de coloração e distribuição: A-1, tipo aveludado; A-2 tipo vermelho; A-3, tipo chinês; B-1, tipo vermelho; B-2, tipo comum; C-1, tipo japonês; C-2, tipo amarelo.[22]

Lactarius volemus é a espécie-tipo da seção Dulces no subgênero Lactifluus. Este agrupamento inclui espécies com o píleo seco, látex abundante e uma impressão de esporos (técnica usada na identificação de fungos) branca ou creme pálido.[23] Como a espécie L. corrugis tem sobreposição de caracteres morfológicos, incluindo a coloração do píleo e do tronco semelhantes, é difícil distinguir de maneira precisa as duas espécies. A dificuldade em diferencia-los é aumentada ainda mais pelo fato de que ambas as espécies têm várias cores: espécimes japonesas de L. volemus podem ter um píleo vermelho, um píleo amarelo com uma haste longa, ou uma textura aveludada; os píleos de L. corrugis pode ser vermelhos, comumente cor de ferrugem. Em 2005, pesquisadores japoneses esclareceram as relações entre estas duas espécies e de várias outras da seção Dulces usando filogenética molecular, e, comparando as diferenças da composição de ácidos graxos, a morfologia e o sabor. O grupo de variantes de cor filogeneticamente em diferentes subclados, sugerindo que eles poderiam ser melhor considerados “diferentes espécies, subespécies ou variedades”.[22] Em 2010, um estudo molecular de L. volemus do norte da Tailândia descobriu que os 79 espécimes testados podem ser divididos em 18 espécies filogenéticas distintas; seis destas foram descritas como novas espécies: L. acicularis, L. crocatus, L. distantifolius, L. longipilus, L. pinguis e L. vitellinus.[24]

Descrição

Um pequeno arranhão é suficiente para que o látex seja liberado. Ele pode tornar-se marrom após a exposição ao ar, além de manchar os tecidos com que entra em contato.

O corpo frutífero do Lactarius volemus tem um píleo carnudo e firme com uma superfície lisa ou aveludada e uma forma que muda de acordo com sua maturidade: ele é inicialmente convexo, com bordas curvas para dentro, e depois cresce plano, com uma depressão no meio. Com um diâmetro típico de 5 a 11 centímetros, sua cor varia do tom do damasco ao marrom-amarelado.[25] A coloração do píleo, no entanto, é um pouco variável, como foi observado em espécimes da Ásia, Europa e América do Norte.[11][26][27] A haste ou estipe, cuja altura varia entre 4 e 12 centímetros, e que normalmente possui entre 1 e 1,5 cm de espessura, tem uma coloração ligeiramente mais clara que o píleo. É firme, com uma superfície aveludada ou suave que às vezes tem depressões correndo longitudinalmente ao longo de todo o seu comprimento.[25]

As lamelas são finas e frágeis, por vezes bifurcadas, e muito espaçadas entre si. Normalmente tem uma coloração amarelo-dourado pálido e ficam marrons após sofrerem uma agressão externa. Intercaladas entre as lamelas estão as lamélulas, prolongamentos curtos que não se estendem ao caule. A carne é esbranquiçada e firme. O cheiro do cogumelo é controverso;[25] uma fonte sugere que seu odor é equivalente a de um peixe morto.[28] O odor é exalado principalmente quando os corpos frutíferos estão secos. Uma das características mais distintivas do cogumelo é a grande quantidade de látex, tão abundante que apenas um pequeno arranhão nas lamelas é suficiente para faze-lo “chorar” a substância leitosa.[14] O látex tende a manchar de marrom a superfície com que entra em contato.[28]

Imagem microscópica dos esporos. Eles são esféricos, hialinos e reticulados.

A impressão de esporos é esbranquiçada. Os esporos são aproximadamente esféricos, translúcidos (hialinos), e, normalmente, medem 7,5 a 10 por 7,5 a 9 micrômetros (µm).[29] A superfície dos esporos é reticulada, coberta com sulcos que formam uma rede complexa. As cristas atingem 0,8 µm de altura e têm projeções notáveis de até 1,2 µm. As células que produzem os esporos no himênio, os basídios, são claviformes, hialinas, com quatro esporos cada e têm dimensões de 40 a 62 por 7,2 a 10,4 µm.[30] Intercaladas entre os basídios estão as células estéreis chamadas de cistídios. Os pleurocistídios (cistídios ao lado de uma lamela) são grosseiramente fusiformes ou claviformes e medem de 48 a 145 por 5 a 13 µm. Os queilocistídios (cistídios na borda de uma lamela) podem ser fusiformes, claviformes, apiculados ou intermediário entre essas formas, e medem 27 a 60 por 5 a 7 µm.[27] Além disso, há cistídios presentes na superfície do píleo e do tronco do fungo.[25] Se uma gota de sulfato de ferro (usado como teste químico na identificação de cogumelos) é aplicada à carne de L. volemus, ela será imediatamente tingida com uma tonalidade verde-azulada escura.[29]

 

Variedades

Lactarius volemus var. flavus

A variedade Lactarius volemus var. flavus foi descrita em 1979 por Alexander H. Smith e Lexemuel Ray Hesler na monografia deles sobre as espécies norte-americanas de Lactarius.[27] Esta rara variedade, encontrada no sudeste dos Estados Unidos (numa região que vai desde a Carolina do Sul até a Flórida e estendendo-se a oeste até o Texas), tem um píleo que fica amarelo durante todo o seu desenvolvimento. Ela também tem esporos ligeiramente menores do que os da variedade comum: 6,5 a 9 por 6 a 8 µm.[29] Alguns autores consideram o raramente coletado L. volemus var. oedematopus, encontrado na região central e sul da Europa, uma variedade distinta das demais por ter uma haste mais espessa e um píleo marrom-avermelhado. Esta avaliação não é universalmente aceita, possivelmente porque ela cai dentro do intervalo de variação morfológica mostrada pela variedade principal.[31] Uma outra variedade, L. volemus var. asiaticus, foi nomeada em 2004 com base em espécimes vietnamitas; ela associa-se com o pinheiro-de-khasia (Pinus kesiya), e tem corpos frutíferos pequenos, marrons e aveludados.[32] Em geral, pouca significância taxonômica tem sido atribuída às diversas variedades de L. volemus que foram propostas.[24]

Espécies similares

Lactarius volemus está intimamente relacionado com o L. corrugis, e geralmente tem uma aparência bastante similar. L. corrugis apresenta mais rugas na superfície, as lamelas são mais escuras, o odor é discreto ou ausente, e a coloração é menos alaranjada; no entanto, formas com cores intermediárias podem ser encontradas.[7] As duas espécies podem ser distinguidas de forma mais precisa através de suas características microscópicas: L. corrugis tem esporos tipicamente maiores, 10,4 a 12,8 por 9,6 a 11,8 µm, com um retículo mais grosseiro na superfície, além de um maior pleurocistídio.[30] Lactarius hygrophoroides também se assemelha ao L. volemus, mas difere deste por ter lamelas espaçadas e esporos sem as reticulações na superfície.[33]

{{{box_caption}}}

{{{box_caption}}}

L. hygrophoroides (esquerda) e L. corrugis (direita) são semelhantes.

A espécie zambiana Lactarius chromospermus tem uma semelhança superficial com a L. volemus, mas a primeira, além de sua ocorrência no continente africano, pode ser identificada por sua impressão de esporos num tom marrom-canela, única em toda a família Russulaceae.[34] L. subvelutinus também é semelhante à L. volemus, mas não apresenta o característico odor de peixe morto, além de possuir um píleo de coloração amarelo-laranja a um laranja-dourado brilhante, lamelas estreitas e um látex branco que não muda de cor quando liberado ou em contato com alguma superfície.[29] A espécie Lactarius austrovolemus também está intimamente relacionada, mas tem lamelas muito mais próximas entre si, enquanto o L. lamprocystidiatus só pode ser distinguindo de modo confiável do L. volemus pelas características microscópicas: as reticulações em seus esporos são mais altas e mais afiladas, e as malhas formadas pelas interseções das reticulações são bem menores.[11] Tanto o L. austrovolemus como o L. lamprocystidiatus são encontrados exclusivamente na Papua Nova Guiné.[35][36]

Culinária e outros usos

Apesar do cheiro desagradável de peixe que é exalado após o cogumelo ser colhido,[37] o L. volemus é comestível e recomendado para uso culinário, muito embora o Lactarius típico tenha uma textura ligeiramente granular, que alguns podem achar pouco apetitoso.[14] O odor desaparece durante o cozimento e o látex tem um sabor suave.[38][25] É melhor preparado pelo cozimento lento afim de impedir que se torne demasiado duro;[37] espécimes que foram reidratadas após terem sido secas, exigem um tempo maior de cozimento para eliminar a textura granulada.[38] O cogumelo também é utilizado em receitas de ensopados e molhos espessos.[39] O uso de frigideira não é uma técnica de cozimento recomendada devido à grande quantidade de látex que flui.[37] L. volemus é uma das várias espécies de Lactarius que são vendidas em mercados rurais na província de Yunnan, China,[40] e está entre as mais populares espécies de cogumelos comestíveis silvestres colhidos para consumo e venda no Nepal.[41] No livro de 2009 de Bessette e colaboradores, sobre as espécies de Lactarius da América do Norte, o fungo é considerado “o cogumelo-de-leite comestível mais conhecido e mais popular” no leste dos Estados Unidos.[21] Um estudo turco da composição nutricional dos corpos frutíferos concluiu que L. volemus é uma boa fonte de proteínas e carboidratos.

 

Substâncias bioativas

Estrutura química do volemitol.

O corpo frutífero contém uma única molécula de esterol chamada volemolida, um derivado do esterol ergosterol, comum entre os fungos, que pode ter aplicação na quimiotaxonomia fúngica.[43] Um estudo de 2001, identificou mais nove esteróis, três dos quais eram desconhecidos para a ciência. Segundo os pesquisadores, esses tipos de compostos altamente oxigenados – semelhantes aos esteróis encontrados em corais moles e esponjas marinhas – são raros em fungos.[44] O cogumelo contém também volemitol (D-glicero-D-manoheptitol), um poli-álcool de sete carbonos isolado pela primeira vez na espécie pelo cientista francês Émile Bourquelot em 1889.[45] O volemitol é encontrado como monossacarídeo em muitas espécies de plantas e algas pardas.[46]

Devido o conteúdo natural de poli-isopreno nos corpos frutíferos,[47] que corresponde de 1,1 a 7,7% de seu peso seco, esta porção do L. volemus pode ser usada para produzir borracha.[48] A estrutura química da borracha produzida a partir do cogumelo consiste de um homólogo de poliprenol de alto peso molecular, organizado como um grupo dimetilalil, duas unidades trans de isopreno, uma longa sequência de isoprenos cis (entre 260 e 300 unidades), encerrados por uma hidroxila ou éster de ácido graxo.[49] Biossinteticamente, a formação do poli-isopreno começa com o composto trans,trans-farnesil pirofosfato, e acredita-se que termina com uma esterificação de pirofosfato de poli-isoprenil.[47] A enzima isopentenil-difosfato delta isomerase tem sido identificada como necessária para o começo da síntese de borracha em L. volemus e várias outras espécies Lactarius.

Ecologia, distribuição e habitat

Espécimes numa floresta temperada dos Alpes Julianos, na Eslovênia.

Como todas as espécies de Lactarius,[51] o L. volemus forma ectomicorrizas, uma associação simbiótica mutuamente benéfica com várias espécies de árvores. Nesta associação, as hifas do fungo crescem em torno da raiz da planta e entre as suas células corticais, mas que na verdade não chegam a penetrá-las. As hifas se estendem para fora no solo, aumentando a área da superfície de absorção afim de ajudar a planta a captar nutrientes do solo. Pode ser encontrado crescendo na base de árvores coníferas e caducas, embora seja mais comum em matas decíduas. Também pode, por vezes, ser encontrado em “tapetes” de turfas. Os corpos frutíferos, que aparecem entre o verão e o outono, são comuns.[27] Podem ser encontrados crescendo solitariamente ou em grupos, e são mais abundantes no clima quente e úmido.[13]

Os corpos frutíferos podem ser habitados por espécies de moscas da família Limoniidae, como Limonia yakushimensis ou do gênero Discobola, bem como várias espécies de ácaros que habitam fungos. As moscas servem de abrigos para os ácaros em uma associação simbiótica conhecida como phoresis, na qual os ácaros são carregados mecanicamente pelo seu “anfitrião”. Os ácaros são pequenos e incapazes de migrar a distâncias relativamente longas entre os cogumelos sem tal ajuda; os insetos carreadores, por sua vez, são grandes e podem transferir os ácaros entre os seus locais preferidos de alimentação.[52]

Lactarius volemus é encontrado em regiões de clima temperado ameno, assim como em algumas áreas subtropicais e tropicais do hemisfério Norte. O fungo é amplamente distribuído em toda a Europa,[22][53] embora esteja em declínio em alguns países. Ele tornou-se raro o suficiente nos Países Baixos (e Flandres) a ponto de ser considerado localmente extinto.[19] Nas Américas, o limite mais ao norte de sua distribuição atinge o sul do Canadá nas Grandes Planícies,[54] e a espécie se estende ao sul da costa leste dos Estados Unidos e México, atingindo a América Central (Guatemala).[14][30] É também conhecida na Ásia, incluindo China (montanhas Qinling, províncias de Guizhou e Yunnan),[55][11][40] Japão, Índia, Coréia, Nepal e Vietnã.[56][57][41][32] Coletas também foram feitas no Oriente Médio, incluindo Irã e Turquia.[58][42]

 

Referências

  1. Linnaeus C.. Species Plantarum (em latim). Estocolmo, Suécia: Impensis Laurentii Salvii, 1753. 1172 p. vol. 2.
  2. Fries EM.. Systema Mycologicum (em latim). Lund, Suécia: Ex Officina Berlingiana, 1821. vol. 1.
  3. Fries EM.. Epicrisis Systematis Mycologici, seu Synopsis Hymenomycetum (em latim). Uppsala, Suécia: Typographia Academica, 1838. 344 p.
  4. Species synonymy: Lactarius volemus. Species Fungorum. CAB International. Página visitada em 27/03/2010.
  5. Kummer P.. Der Führer in die Pilzkunde: The Mycological Guide (em alemão). 1 ed. [S.l.: s.n.], 1871. p. 127.
  6. Peck CH.. (1885). “New York species of Lactarius. Report of the State Botanist (for 1884)”. Annual Report of the New York State Museum 38: 111–33.
  7. a b Roody WC.. Mushrooms of West Virginia and the Central Appalachians. Lexington, Kentucky: University Press of Kentucky, 2003. p. 86. ISBN 978-0-8131-9039-6
  8. Kirk PM, Cannon PF, Minter DW, Stalpers JA.. Dictionary of the Fungi (em inglês). 10 ed. Wallingford, Reino Unido: [s.n.], 2008. 358 p. ISBN 978-0-85199-826-8
  9. Quélet L.. Enchiridion Fungorum in Europa media et praesertim in Gallia Vigentium (em latim). Paris, França: O. Doin, 1886. p. 131.
  10. Wen H-A, Ying JZ.. (2005). “Studies on the genus Lactarius from China II. Two new taxa from Guizhou”. Mycosystema 24 (2): 155–58.
  11. a b c d Wang X-H.. (2007). “Type studies of Lactarius species published from China”. Mycologia 99 (2): 253–68. DOI:10.3852/mycologia.99.2.253. PMID 17682778.
  12. Frieze HS.. A Vergilian dictionary embracing all the words found in the Eclogues, Georgics, and Aeneid of Vergil: with numerous references to the text verifying and illustrating the definitions. Nova Iorque, Nova Iorque: D. Appleton and company, 1882. p. 227.
  13. a b Metzler S, Metzler V.. Texas Mushrooms. Austin, Texas: University of Texas Press, 1992. 118 p. ISBN 978-0-292-75125-5
  14. a b c d Arora D.. Mushrooms Demystified. Berkeley, Califórnia: Ten Speed Press, 1986. p. 78. ISBN 978-0-89815-169-5
  15. McKnight VB, Peterson RT.. A Field Guide to Mushrooms: Peterson Field Guides. 2 ed. Nova Iorque, Nova Iorque: Houghton Mifflin Harcourt, 1998. ISBN 978-0-395-91090-0
  16. Russell B.. Field Guide to Wild Mushrooms of Pennsylvania and the Mid-Atlantic. University Park, Pensilvânia: Penn State Press, 2006. p. 77. ISBN 978-0-271-02891-0
  17. Bessette AR, Bessette A.. Common Edible and Poisonous Mushrooms of New York. Syracuse, Nova Iorque: Syracuse University Press, 2006. 36–37 p. ISBN 0-8156-0848-9. Página visitada em 24/03/2010.
  18. Lawlor EP.. Discover Nature Close to Home. Harrisburg, Pensilvânia: Stackpole Books, 1993. p. 117. ISBN 978-0-8117-3077-8
  19. a b The fishy milkcaps (Lactarius volemus sensu lato), cryptic species with a long and pandemic history. Department of Biology, Ghent University (2010). Página visitada em 18/11/2010.
  20. Ternes W.. Lebensmittel-Lexicon: Food Lexicon. 4 ed. Hamburgo, Alemanha: Berh’s Verlad DE, 2005. 1756 p. ISBN 978-3-89947-165-6
  21. a b Bessette et al. (2009), p. 5.
  22. a b c Shimono Y, Hiroi M, Iwase K, Takamatsu S.. (2007). “Molecular phylogeny of Lactarius volemus and its allies inferred from the nucleotide sequences of nuclear large subunit rDNA”. Mycoscience 48 (3): 152–57. DOI:10.1007/s10267-006-0346-0.
  23. Singer R.. The Agaricales in Modern Taxonomy. 4ª ed. Königstein im Taunus, Alemanha: Koeltz Scientific Books, 1986. p. 832. ISBN 3-87429-254-1
  24. a b Van de Putte K, Nuytinck J, Stubbe D, Thanh Le H, Verbeken A.. (2010). “Lactarius volemus sensu lato (Russulales) from northern Thailand: morphological and phylogenetic species concepts explored”. Fungal Diversity 45 (1): 99–130. DOI:10.1007/s13225-010-0070-0.
  25. a b c d e Phillips R.. Mushrooms and other Fungi of Britain and Europe. Londres, Inglaterra: Pan Books, 1981. p. 88. ISBN 0-330-26441-9
  26. Hellman-Clausen J.. The genus Lactarius. Espergaerde, Dinamarca: Svampetryk, for the Danish Mycological Society, 1998. vol. 2. ISBN 87-983581-4-6
  27. a b c d Hesler LR, Smith AH.. North American Species of Lactarius. Ann Arbor, Michigan: The University of Michigan Press, 1979. 162–66 p. ISBN 0-472-08440-2
  28. a b Kuo M. Lactarius volemus. MushroomExpert.com. Página visitada em 16/11/2010.
  29. a b c d Bessette et al. (2009), pp. 264–66.
  30. a b c Montoya L, Bandala VM, Guzmán G.. (1996). “New and interesting species of Lactarius from Mexico including scanning electron microscope observations”. Mycotaxon 57: 411–24.
  31. Lalli G, Pacioni G.. (1994). “Lactarius sect. Lactifluus and related species”. Mycotaxon 44 (1): 155–95.
  32. a b Dörfeld H, Kiet TT, Berg A.. (2004). “Neue Makromyceten-Kollektionen von Vietnam und deren systematische und ökogeographische Bedeutung” (em alemão). Feddes Repertorium 115 (1–2): 164–77. DOI:10.1002/fedr.200311034.
  33. Pegler DN, Fiard JP.. (1979). “Taxonomy and ecology of Lactarius (Agaricales) in the lesser Antilles”. Kew Bulletin 33 (4): 601–28. DOI:10.2307/4109804.
  34. Pegler DN.. (1982). “Agaricoid and boletoid fungi (Basidiomycota) from Malaŵi and Zambia”. Kew Bulletin 37 (2): 255–71. DOI:10.2307/4109968.
  35. Hongo T.. (1973). “On some interesting larger fungi from New Guinea Mycological reports from New Guinea and the Solomon Islands 15″. Reports of the Tottori Mycological Institute (Japan) 10: 357–64.
  36. Verbeken A.. (2000). “Studies in tropical African Lactarius species 8. A synopsis of the subgen. Plinthogali“. Persoonia 17 (3): 377–406.
  37. a b c Smith AH, Weber NS.. The Mushroom Hunter’s Field Guide. [S.l.]: University of Michigan Press, 1980. 257 p. ISBN 978-0-472-85610-7
  38. a b Kuo M.. 100 Edible Mushrooms. Ann Arbor, Michigan: The University of Michigan Press, 2007. 181 p. ISBN 0-472-03126-0
  39. Bessette A, Fischer DH.. Edible Wild Mushrooms of North America: a Field-to-Kitchen Guide. Austin, Texas: University of Texas Press, 1992. 68 p. ISBN 0-292-72080-7. Página visitada em 24/03/2010.
  40. a b Wang X-H.. (2000). “A taxonomic study on some commercial species in the genus Lactarius (Agaricales) from Yunnan Province, China” (em chinês). Acta Botanica Yunnanica 22 (4): 419–27. ISSN 0253-2700.
  41. a b Christensen M, Bhattarai S, Devkota S, Larsen HO.. (2008). “Collection and use of wild edible fungi in Nepal”. Economic Botany 92 (1): 12–23. DOI:10.1007/s12231-007-9000-9.
  42. a b Os valores nutricionais são baseados na análise química de espécimes turcas, conduzidas por Colak e colaboradores no Departamento de Química, Universidade Técnica Karadeniz. Fonte: Colak A, Faiz Ö, Sesli E.. (2009). “Nutritional composition of some wild edible mushrooms”. Türk Biyokimya Dergisi [Turkish Journal of Biochemistry] 34 (1): 25–31.
  43. Kobata K, Wada T, Hayashi Y, Shibata H.. (1994). “Studies on chemical components of mushrooms .3. Volemolide, a novel norsterol from the fungus Lactarius volemus“. Bioscience Biotechnology and Biochemistry 58 (8): 1542–44. DOI:10.1271/bbb.58.1542.
  44. Yue J-M, Chen S-N, Lin Z-W, Sun H-D.. (2001). “Sterols from the fungus Lactarius volemus“. Phytochemistry 56 (8): 801–806. DOI:10.1016/S0031-9422(00)00490-8. PMID 11324907.
  45. Bourquelot E.. . “Sur la volémite, nouvelle matière sucrée” (em francês). Journal de Pharmacie et de Chimie, Paris 2: 385–90.
  46. Sivakumar M, Bhat SV, Nagasampagi BA.. Chemistry of Natural Products. Berlim, Alemanha: Springer, 2005. 495 p. ISBN 3-540-40669-7
  47. a b Tanaka Y, Kawahara S, Eng A-H, Takei A, Ohya N.. (1994). “Structure of cis-polyisoprene from Lactarius mushrooms”. Acta Biochimica Polonica 41 (3): 303–309. ISSN 0001-527X. PMID 7856401.
  48. Litvinov VM.. Spectroscopy of Rubber and Rubbery Materials. Shawbury, Shrewsbury, Shropshire, UK: iSmithers Rapra Technology, 2002. 431 p. ISBN 978-1-85957-280-1
  49. Tanaka Y, Kawahara S, Aikhwee E, Shiba K, Ohya N.. (1995). “Initiation of biosynthesis in cis polyisoprenes”. Phytochemistry 39 (4): 779–84. DOI:10.1016/0031-9422(95)00981-C.
  50. Ohya N, Tanaka Y, Ogura K, Koyama T.. (1997). “Isopentenyl diphosphate isomerase activity in Lactarius mushrooms”. Phytochemistry 46 (6): 1115–18. DOI:10.1016/S0031-9422(97)00410-X.
  51. ↑ Bessette et al. (2009), p. 4.
  52. Sueyoshi M, Okabe K, Nakamura T.. (2007). “Host abundance of crane flies (Diptera: Limoniidae) and their role as phoronts of Acari (Arachnida) inhabiting fungal sporophores”. Canadian Entomologist 139 (2): 247–57. DOI:10.4039/N06-016.
  53. Species: Lactarius volemus (Fr.) Fr. 1838. Global Biodiversity Information Facility. Página visitada em 18/11/2010.
  54. Smith AH.. (1977). “Variation in two common Lactarii”. Kew Bulletin 31 (3): 449–53. DOI:10.2307/4119385.
  55. Shen Q, Chen W, Yan Z, Xie X.. (2009). “Potential pharmaceutical resources of the Qinling Mountain in central China: medicinal fungi”. Frontiers of Biology in China 4 (1): 89–93. DOI:10.1007/s11515-008-0089-8.
  56. Saini SS, Atri NS.. (1993). “Studies on genus Lactarius from India”. Indian Phytopathology 46 (4): 360–64. ISSN 0367-973X.
  57. Jeune-Chung KH, Kim MK, Chung SR.. (1987). “Studies on lectins from mushrooms II. Screening of bioactive substance lectins from Korean wild mushrooms” (em coreano). Yakhak Hoeji 31 (4): 213–18. ISSN 0513-4234.
  58. Saber M.. (1989). “The species of Lactarius in Iran” (em árabe). Iranian Journal of Plant Pathology 25 (1–4): 13–16. ISSN 0006-2774.

Educação – Tomate


DSC03845

Classificação científica

Reino:
Plantae

Divisão:
Magnoliophyta

Classe:
Magnoliopsida

Ordem:
Solanales

Família:
Solanaceae

Género:
Solanum

Espécie:
S. lycopersicum

Nome binomial

Solanum lycopersicum
L.

Sinónimos

  • Lycopersicon esculentum
  • Lycopersicon lycopersicum

O tomate é o fruto[1] do tomateiro (Solanum lycopersicum; Solanaceae). Embora coloquialmente considerado verdura, é, na verdade, um fruto. De sua família, fazem também parte as berinjelas, as pimentas e os pimentões, além de algumas espécies não comestíveis.

Originário das Américas Central e do Sul, era amplamente cultivado e consumido pelos povos pré-colombianos, sendo atualmente cultivado e consumido em todo o mundo.

Etimologia

“Tomate” origina-se do náuatle tomatl, através do castelhano tomate[2].

Origem

A maioria dos botânicos atribui a origem do cultivo e do consumo (e mesmo a seleção genética) do tomate como alimento à civilização inca do antigo Peru, o que deduzem por ainda persistir, naquela região, uma grande variedade de tomates selvagens e algumas espécies domesticadas (de cor verde) conhecidas apenas ali.

Estes acreditam que o tomate da variedade Lycopersicum cerasiforme, que parece ser o ancestral da maioria das espécies comerciais atuais, tenha sido levado do Peru e introduzido pelos povos antigos na América Central, posto que foi encontrado amplamente cultivado no México.

Outros estudiosos acreditam que o tomate seja originário da região do atual México, não apenas pelo nome pertencer tipicamente à maioria das línguas locais (náuatles), mas porque as cerâmicas incas não registraram o uso do tomate nos utensílios domésticos, como era costume. Os primeiros contestam tal objeção, pelo fato de que muitas outras frutas e alimentos dos incas também não foram representados nas cerâmicas.

Características

O tomateiro é uma planta fanerógama, angiosperma e dicotiledônea. Trata-se de um fruto, uma vez que é o produto do desenvolvimento do ovário e do óvulo da flor, formando o pericarpo e as sementes, respectivamente, após a fecundação. Popularmente, no entanto, não há consenso entre sua classificação como fruta ou legume.

O tomate é rico em licopeno e contém vitamina C.

Gastronomia

Tomate, por fora e em corte

Apesar de constantemente associado à cozinha da Itália, dado seu largo uso na sua culinária italiana, o tomate já era primordialmente consumido nas civilizações inca, maia e asteca antes de ser levado para a Europa. Pertence a um extenso rol de alimentos da América pré-colombiana desconhecidos do Velho Mundo antes das grandes navegações, do qual fazem parte o milho, vários tipos de feijões, batatas, frutas como abacate e o cacau (de cujas sementes se faz o chocolate), afora artigos de uso nativo que se difundiram, como o chicle (seiva de Sapota (ou sapoti)) e o tabaco.

Inicialmente, o tomate era tido como venenoso pelos europeus e cultivado apenas para efeitos ornamentais, supostamente por causa de sua conexão com as mandrágoras, variedades de Solanáceas usadas em feitiçaria.

Os primeiros registros apontam para a sua chegada em Sevilha, na Espanha, no século XVI, que era um dos principais centros de irradiação comercial para toda a Europa, principalmente Itália e Países Baixos. Os italianos logo chamaram os primeiros frutos de pomo d’oro (pomo de ouro).

A literatura culinária espanhola antiga (1599 – 1611) não registra o uso do tomate. Na Itália, Antonio Latine escreveu, entre 1692 e 1694, o livro de cozinha napolitana Lo Scalco alla Moderna, em que uma das suas receitas recomendava levar ao fogo pedaços de tomate, sem pele ou sementes, temperando com salsinha, cebola e alho picados, salpicados com sal e pimenta, acrescidos de azeite e vinagre, para obter um molho de tomate “de estilo espanhol”. Em 1745, o livro do espanhol Juan Altamiras descrevia duzentas receitas, dentre as quais treze tinham tomate em seus ingredientes. Já na Inglaterra, a partir de 1750, se tem evidências de seu uso pelas famílias judias, que já o consumiam, muito embora permanecesse suspeito ao restante dos cidadãos até o século XIX.

Somente no século XIX é que o tomate passou a ser consumido e cultivado em escala cada vez maior, inicialmente na Itália, depois na França e na Espanha, ganhando popularidade depois que os povos do sul da Europa declinaram sobre aquela suspeita, tornando-o um dos principais ingredientes da culinária mediterrânea. Alla bolognesa, à espanhola, à mexicana, à la marselhesa, alla napolitana, alla parmigiana, à la orientale, à la niçoise, à portuguesa e à la provençale são apenas algumas das infinitas receitas que adotaram o fruto como ingrediente; uma lista que não para de se renovar.

Os tomates podem ser divididos em diversos grupos, de acordo com seu formato e sua finalidade de uso:

  • Santa Cruz, tradicional na culinária, utilizado em saladas e molhos e de formato oblongo;
  • Caqui, utilizado em saladas e lanches, de formato redondo;
  • Saladete, utilizado em saladas, de formato redondo;
  • Italiano, utilizado principalmente para molhos, podendo ainda fazer parte de saladas. Seu formato é oblongo, tipicamente alongado;
  • Cereja, utilizado como aperitivo, ou ainda em saladas. É um “minitomate”, com tamanho pequeno, redondo ou oblongo.

Além de diferirem em seu formato, os tomates também podem ter variações em sua coloração. Apesar de ser bem mais comum encontra-lo na coloração vermelha, atualmente, novos tipos de tomate podem ser encontrados na cor rosada, amarela e laranja. Os dois últimos são mais difíceis de serem encontrados no Brasil.

Valor Nutricional

DSC03849O consumo do tomate é recomendado pelos nutricionistas por ser um alimento rico em licopeno (média de 3,31 miligramas em cem gramas), vitaminas do complexo A e complexo B e minerais importantes, como o fósforo e o potássio, além de ácido fólico, cálcio e frutose. Quanto mais maduro, maior a concentração desses nutrientes.

O tomate é composto principalmente de água, possuindo, aproximadamente, catorze calorias em cem gramas, somente. Alguns estudos comprovam sua influência positiva no tratamento de câncer, pois o licopeno, pigmento que dá cor ao tomate, é considerado eficiente na prevenção do câncer de próstata e no fortalecimento do sistema imunológico.

De 1986 a 1998, a Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, analisou os hábitos de 50 000 homens. Segundo os resultados da pesquisa, os homens que consumiam molho de tomate duas vezes por semana tiveram 23 por cento menos incidência de câncer do que outros. A pesquisa concluiu, ainda, que os benefícios podem ser maiores caso o tomate seja cozido, acompanhando um pouco de azeite.

Colheita

Plantação de tomateiros

No Brasil, a colheita do tomate é feita predominantemente de maneira manual. Os frutos, retirados das plantas são colocados em cestas de bambu ou sacolas plásticas, semelhantes às utilizadas para a colheita de laranjas. Logo após, os frutos são transportados para galpões, em caixas plásticas, onde são classificados. Já na etapa de colheita, toma-se cuidado para que os frutos não sejam danificados, dando-se especial atenção para evitar que batam uns sobre os outros. Outros danos podem ser provenientes das estacas de bambu, ou dos sistemas de amarrilho utilizados. As sacolas plásticas também costumam causar mais danos ao fruto, na hora da colheita. Durante o transporte, os tomates novamente são submetidos a estragos e possíveis perdas, mesmo que transportados de forma protegida. Estima-se que o mercado brasileiro perde anualmente 30% de sua produção do tomate para mesa.

Dados Econômicos

Principais produtores – 2005
de tomate (milhões de ton.)

China
31,6

Estados Unidos
12,8

Turquia
9,7

Itália
7,8

Índia
7,6

Egito
7,6

Espanha
4,5

Irã
4,2

Brasil
3,3

México
2,1

Total mundial
125,0

 

Área dedicada ao tomate – 2005
(ha)

China
1 305 053

Índia
540 000

Turquia
260 000

Egito
195 000

Estados Unidos
172 810

Rússia
146 000

Itália
141 258

Irã
130 000

Nigéria
127 000

Ucrânia
100 000

Total mundial
4 550 719

Fonte: FAO [2]

A produção agrícola de tomate no Brasil é bastante desenvolvida, tendo maior importância na economia do Sudeste e Centro-Oeste. Nesta região estão localizadas as maiores empresas de processamento do fruto.

A partir de 1995, a produção industrial de tomate saltou 29 por cento, com o desenvolvimento de novos derivados como sopas, sucos, tomates dos mais diversos tipos, molhos e o desenvolvimento das redes de fast-food, com crescimento baseado na busca de maior qualidade, o que trouxe boas oportunidades ao setor.

Estima-se que a produção anual brasileira do tomate seja de três milhões de toneladas, dos quais dois milhões de toneladas, ou cerca de 77 por cento da produção no Brasil, seja para seu consumo in natura, sendo o restante utilizado para o processamento de sua polpa, normalmente feito a partir de tomates rasteiros (SEADE, 2003). Os principais estados brasileiros, responsáveis por esta produção são Goiás, São Paulo e Minas Gerais.

A taxa de produção em São Paulo tem característica semelhante a do mercado brasileiro como um todo. No estado, a maior parte da produção (68 por cento) é destinada ao consumo in natura (CAMARGO FILHO, 2001). Em 2002, o tomate de mesa ocupava a 13ª posição entre os produtos que compunham o ranking da produção agrícola paulista, em valor. O total correspondia a 325 000 000 de reais (1,56 por cento do total).

Tomatina de Buñol

Uma guerra de tomates costuma acontecer na Espanha, toda última quarta-feira de agosto. Desde 1940, durante a festa, os moradores da cidade de Buñol atiram tomates uns sobre os outros, pintando uns aos outros e as fachadas das casas da cidade com o vermelho da polpa do tomate. Durante a festa, a população desta pequena vila mediterrânea quadruplica e participam da Tomatina em torno de 38 000 pessoas, dentre moradores da cidade e turistas de todas as regiões do mundo. A origem do festival vem de uma brincadeira de crianças, quando algumas crianças usaram seus almoços para guerrear na praça da cidade.

Protocolo de Kyoto


O que é, objetivos, ações, diminuição do aquecimento global, gases poluentes

protocolo de kyoto
Objetivo é diminuir a emissão de gases poluentes e o aquecimento global

O Protocolo de Kyoto é um instrumento internacional, ratificado em 15 de março de 1998, que visa reduzir as emissões de gases poluentes. Estes, são responsáveis pelo efeito estufa e o aquecimento global. O Protocolo de Kyoto entrou oficialmente em vigor no dia 16 de fevereiro de 2005, após ter sido discutido e negociado em 1997, na cidade de Kyoto (Japão).

Objetivos e Informações

No documento, há um cronograma em que os países são obrigados a reduzir, em 5,2%, a emissão de gases poluentes, entre os anos de 2008 e 2012 (primeira fase do acordo). Os gases citados no acordo são: dióxido de carbono, gás metano, óxido nitroso, hidrocarbonetos fluorados, hidrocarbonetos perfluorados e hexafluoreto de enxofre. Estes últimos três são eliminados principalmente por indústrias.
A emissão destes poluentes deve ocorrer em vários setores econômicos e ambientais. Os países devem colaborar entre si para atingirem as metas. O protocolo sugere ações comuns como, por exemplo:
- aumento no uso de fontes de energias limpas (biocombustíveis, energia eólica, biomassa e solar);
- proteção de florestas e outras áreas verdes;
- otimização de sistemas de energia e transporte, visando o consumo racional;
- diminuição das emissões de metano, presentes em sistemas de depósito de lixo orgânico.

- definição de regras para a emissão dos créditos de carbono (certificados emitidos quando há a redução da emissão de gases poluentes).
Expectativas

Os especialistas em clima e meio ambiente esperam que o sucesso do Protocolo de Kyoto possa diminuir a temperatura global entre 1,5 e 5,8º C até o final do século XXI. Desta forma, o ser humano poderá evitar as catástrofes climáticas de alta intensidade que estão previstas para o futuro.

Bibliografia indicada:

- O Protocolo de Kyoto e seus créditos de carbono
Autor: Sabbag, Bruno K.
Editora: LTR
Temas: Meio Ambiente, Ecologia, Aquecimento Global, Direito Ambiental

- Protocolo de Kyoto e os Mecanismos
Autor: Grau Neto, Werner
Editora: Fiuza Editores
Temas: Geografia, Meio Ambiente, Ecologia

- Mercado de Carbono e Protocolo de Kyoto
Autor: Sister, Gabriel
Editora: Campus Juridico
Temas: Direito Ambiental

T.S.O.N.M – Aqüífero Guarani


 

O Aqüífero Guarani é o maior manancial de água doce subterrânea transfronteiriço do mundo. Está localizado na região centro-leste da América do Sul, entre 12º e 35º de latitude sul e entre 47º e 65º de longitude oeste e ocupa uma área de 1,2 milhões de Km², estendendo-se pelo Brasil (840.000l Km²), Paraguai (58.500 Km²), Uruguai (58.500 Km²) e Argentina (255.000 Km²).

Sua maior ocorrência se dá em território brasileiro (2/3 da área total), abrangendo os Estados de Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Localização do Aqüífero Guarani

Esse reservatório de proporções gigantescas de água subterrânea é formado por derrames de basalto ocorridos nos Períodos Triássico, Jurássico e Cretáceo Inferior (entre 200 e 132 milhões de anos). É constituído pelos sedimentos arenosos da Formação Pirambóia na Base (Formação Buena Vista na Argentina e Uruguai) e arenitos Botucatu no topo (Missiones no Paraguai, Tacuarembó no Uruguai e na Argentina).

A espessura total do aqüífero varia de valores superiores a 800 metros até a ausência completa de espessura em áreas internas da bacia. Considerando uma espessura média aqüífera de 250 metros e porosidade efetiva de 15%, estima-se que as reservas permanentes do aqüífero (água acumulada ao longo do tempo) sejam da ordem de 45.000 Km³.

O Aquífero Guarani constitui-se em uma importante reserva estratégica para o abastecimento da população, para o desenvolvimento das atividades econômicas e do lazer.

Sua recarga natural anual (principalmente pelas chuvas) é de 160 Km³/ano, sendo que desta, 40 Km³/ano constitui o potencial explotável sem riscos para o sistema aqüífero.

As águas em geral são de boa qualidade para o abastecimento público e outros usos, sendo que em sua porção confinada, os poços tem cerca de 1.500 m de profundidade e podem produzir vazões superiores a 700 m³/h.

Conheça Melhor o Aquífero Guarani

Uma Bacia Gigantesca*

1

Além do Guarani, sob a superfície de São Paulo, há outro reservatório, chamado Aqüífero Bauru, que se formou mais tarde. Ele é muito menor, mas tem capacidade suficiente para suprir as necessidades de fazendas e pequenas cidades.

3

Nas margens do aqüífero, a erosão expõe pedaços do arenito. São os chamados afloramentos. É por aqui que a chuva entra e também por onde a contaminação pode acontecer.

2

O líquido escorre muito devagar pelos poros da pedra e leva décadas para caminhar algumas centenas de metros. Enquanto desce, ele é filtrado. Quando chega aqui está limpinho.

4

A cada 100 metros de profundidade, a temperatura do solo sobe 3 graus Celsius. Assim, a água lá do fundo fica aquecida. Neste ponto ela está a 50 graus.

* Figuras e Textos Extraídos da Revista Super Interessante nº 07 ano 13

Perfil do Aqüífero Guarani

a partir da Área de Recarga

No Estado de São Paulo, o Guarani é explorado por mais de 1000 poços e ocorre numa faixa no sentido sudoeste-nordeste. Sua área de recarga ocupa cerca de 17.000 Km² onde se encontram a maior parte dos poços. Esta área é a mais vulnerável e deve ser objeto de programas de planejamento e gestão ambiental permanentes para se evitar a contaminação da água subterrânea e sobrexplotação do aqüífero com o consequente rebaixamento do lençol freático e o impacto nos corpos d’água superficiais.

Legenda:

LOCALIZAÇÃO DO
PERFIL NA ÁREA

Fonte:

Estudo Hidroquímico e Isotópico das Águas subterrâneas do Aqüífero Botucatu no Estado de São Paulo – 1983

Aqüífero Bauru

Aqüífero Serra Geral (basalto)

Aqüífero Botucatu

Substrato do Aqüífero
( Grupos Passa Dois e Tubarão)

Poço e Código de Referência

– – –

Nível Potenciométrico
do Aqüífero Botucatu

Direções de Fluxo d’água
no Aqüífero Botucatu

Nota explicativa: Perfil elaborado com base em dados de poços de água (D.A.E.E.) e poços de pesquisa de petróleo (Petrobrás e Paulipetro)

Rosa B.G. da Silva

A combinação da qualidade da água ser, regra geral, adequada para consumo humano, com o fato do aqüífero apresentar boa proteção contra os agentes de poluição que afetam rapidamente as águas dos rios e outros mananciais de água de superfície, aliado ao fato de haver uma possibilidade de captação nos locais onde ocorrem as demandas e serem grandes as suas reservas de água, faz com que o Aqüífero Guarani seja o manancial mais econômico, social e flexível para abastecimento do consumo humano na área.

Por ser um aquífero de extensão continental com característica confinada, muitas vezes jorrante, sua dinâmica ainda é pouco conhecida, necessitando maiores estudos para seu entendimento, de forma a possibilitar uma utilização mais racional e o estabelecimento de estratégias de preservação mais eficientes.

Uma Reserva para o Futuro*


Afloramentos
Para impedir a contaminação pelo derrame de agrotóxicos, um dia a agricultura que utiliza fertilizantes e pesticidas poderá ser proibida nestas regiões.


Aquecimento
Em regiões onde o aqüífero é profundo, as fazendas poderão aproveitar a água naturalmente quente para combater geadas. Ou para reduzir o consumo de energia elétrica em chuveiros e aquecedores.


Irrigação
Usar água tão boa para regar plantas é um desperdício. Mas, segundo os geólogos, essa pode ser a única solução para lavoura em áreas em risco de desertificação, como o sul de Goiás e o oeste do Rio Grande do Sul.


Aqueduto
Transportar líquido a grandes distâncias é caro e acarreta perdas imensas por vazamento. Mas, para a cidade de São Paulo, que despeja 90% de seus esgotos nos rios, sem tratamento nenhum, o Guarani poderá, um dia, ser a única fonte.

* Figuras e Textos Extraídos da Revista Super Interessante nº 07 ano 13

Escola – arenização no sudoeste do Rio Grande do Sul


No Brasil a grande maioria dos solos está sofrendo algum tipo de degradação. Ações como, cultivos intensos e contínuos, queimadas indiscriminadas, desmatamentos, urbanização sem planejamento, áreas de terra desnudas e abandonadas estão livres para os agentes naturais como o vento e a água, e assim, favorecendo a degradação desses solos.

A degradação dos solos com alto teor de areia processa-se de maneira muito mais rápida. O chamado processo de arenização, ou seja, a transformação de um solo muito arenoso com uma cobertura vegetal fraca, em uma área com areia sem nenhuma ou quase nenhuma cobertura vegetal (fig 1.), pode ocorrer em poucos anos, dependendo da intensidade com que manejos inadequados de agricultura ou pecuária são conduzidos sobre estas áreas. Na região da campanha gaúcha esse processo se acentua devido os solos da região serem altamente arenosos, ter baixa coesão entre partículas, baixa fertilidade natural e uma vegetação rala e esparsa fazendo a região sudoeste gaúcha apresentar solos com altas taxas de erosão hídrica e eólica, deixando estes entre os mais suscetíveis a degradação, chegando a apresentar peculiaridade de deserto com vastas áreas com quase nenhuma vegetação.

Embora algumas destas áreas sejam conhecidas há muito tempo, e sem interferência conhecida, a maioria delas sofreu intensa atividade humana com manejos inadequados que propiciaram uma degradação severa em áreas ainda sem processo de arenização, com isso os areais se expandiram e atingiram grandes extensões.

A área de ocorrência de areais tem como substrato o arenito da Formação Botucatu. Sobre esta formação assentam-se depósitos arenosos não consolidados, originários de deposição hídrica e eólica. São nestes depósitos que vão se originar os areais.

A região de ocorrência dos solos que apresentam areais está localizada no sudoeste do Rio Grande do Sul, a partir do meridiano de 54º em direção oeste até a fronteira com a Argentina e Uruguai. A degradação do solo nesta região se manifesta com vastas áreas apresentando a forma de areais. Estes areais ocupam uma larga faixa onde localizam-se os municípios de Alegrete, Cacequi, Itaquí, Maçambará, Manuel Viana, Quaraí, Rosário do Sul, São Borja, São Francisco de Assis e Unistalda.

O conceito de desertificação não se aplica as áreas desta região, visto que as regiões desérticas no globo do ponto de vista climático são áridas e apresentam precipitação, na maioria dos casos, inferior a 50mm anuais, sendo que esta região gaúcha alcança 1400 mm anuais (Souto, 1985). O termo degradação ou arenização parece ser mais apropriado, já que a trajetória evolutiva destes solos é alterada pelo homem em locais determinados, e não em grandes extensões contínuas, como se caracterizam os desertos.

FIGURA 1- Vista parcial de uma área em processo de arenização. Alegrete RS.

A partir de relatos históricos resgatados em Suertegaray (1997), ficou demonstrado que a região de ocorrência de areais apresenta estas formas, pelo menos desde a época em que se iniciou a colonização luso-espanhola, como pode ser observado na descrição feita por Avé-Lallemant (1858) quando em viagem por esta região.

“A lua pouco velada, deitava um clarão turvo sobre a região. Subitamente, em torno de nós tudo parecia branco. Crer-se-ia viajar num campo de neve. Em volta areia pura, limpa sem nenhuma vegetação, verdadeiro deserto africano embora de pouca extensão. Dava-me uma impressão particularmente melancólica. Viajávamos juntos em silêncio”.

Os trabalhos iniciais relativos à interpretação do processo de arenização no Rio Grande do Sul apresentam como explicação para a origem dos areais, a busca de maior rentabilidade agrícola, a partir do arrendamento de terras e a introdução da agricultura mecanizada, particularmente na lavoura de soja.

Por outro lado, dados provenientes da arqueologia indicam a existência de sítios arqueológico sobre estes areais. Estes dados indicam são de origem natural, ou seja, decorrem da dinâmica da natureza na sua origem, ainda que, a ação do homem possa intensificar este processo.

Com o uso de plantas de cobertura do solo, aliadas a fertilização química do solo, é possível cobrir o solo desta região para a implantação de culturas florestais, que por sua vez controlarão a erosão e proporcionarão a estabilidade a estas áreas degradadas.

ESPIONAGEM


A ESPIONAGEM
Ninguém sabe, exatamente, quando o homem teve pela primeira vez o desejo de voar.

A atividade ligava-se diretamente à necessidade que as superpotências tinham de saber detalhes sobre as novas conquistas tecnológicas do adversário. As ações de espionagem da CIA e da KGB eram um termômetro das relações entre Estados Unidos e União Soviética. Ações desprovidas de conceitos como moral e ética, uma rotina que faz parte de uma história ainda muito mal contada.O programa analisa o desenvolvimento das agências de espionagem na segunda metade do século e o novo papel dos espiões depois do fim da Guerra Fria. Depoimentos do jornalista José Arbex Jr. e do historiador Jaime Pinsky.

Cena do filme “O Buraco da Agulha” Um dos temas mais freqüentes nas telas de cinema a partir da década de 60 é a espionagem. Cineastas americanos e europeus produziram aventuras, dramas e comédias com espiões dos mais diversos tipos. Quando o assunto é espionagem, a primeira coisa que geralmente nos vem à cabeça é a figura do superespião James Bond. “Moscou Contra 007″ é o segundo filme da série baseada nos livros de Ian Fleming, ele mesmo um ex-agente britânico em Moscou, nos anos 50.
Os filmes de James Bond, feitos na Inglaterra, estão diretamente ligados ao período de tensão entre as superpotências, e dão uma idéia da importância do cinema no cenário da Guerra Fria. Mostram as aventuras de um sedutor espião ocidental em luta contra vilões aparentemente a serviço da União Soviética. Por mais que se fale em agentes americanos e soviéticos, curiosamente o espião mais célebre do cinema é britânico e está a serviço de Sua Majestade.

É verdade que, no mundo real, os serviços secretos europeus estiveram bem ativos durante o período da Guerra Fria. Mas as duas grandes forças da comunidade de informações eram mesmo a CIA e a KGB. E é sobre o mundo real da espionagem que vamos falar hoje. Um mundo desprovido de conceitos como moral e ética, em que para cada espião infiltrado num país estrangeiro existia um batalhão de funcionários públicos anônimos, encarregados de coletar dados na imprensa e tabular informações fornecidas por embaixadas e consulados. Uma rotina que fazia parte de uma história ainda muito mal contada.

Espionagem, ofício antigo
Foi durante a Guerra Fria que a espionagem adquiriu a importância que tem hoje. Mas não é uma atividade recente na história da humanidade. Entre os hititas, povo indo-europeu que há mais de 3 mil anos habitava a região onde hoje é a Turquia, já circulavam informes sobre os inimigos, escritos em pedaços de argila. O primeiro tratado conhecido sobre espionagem é do ano 510 antes de Cristo. Chama-se “Princípios da Guerra”, e foi elaborado pelo estrategista chinês Sun-tzu. Mas foram necessários dois milênios até que os Estados investissem em agências de espionagem e informação.

Até o final da Primeira Guerra Mundial, em 1918, os poucos serviços secretos operavam de forma precária e amadorística. Na época, não havia uma agência desse tipo nos Estados Unidos. Na França e na Grã-Bretanha, os serviços secretos estavam paralisados por escândalos políticos. Na Rússia, as atividades de espionagem da era czarista desmoronavam sob os efeitos da guerra e da revolução comunista. E, entre os alemães, o serviço razoavelmente eficiente era desprezado pelos generais prussianos, mais interessados no poderio militar.

Alguns historiadores acreditam que, se as potências da época contassem com uma rede eficiente de informações, a Primeira Guerra poderia ter sido evitada. Ninguém esperava pelos desdobramentos dos conflitos nos Bálcãs, que culminaram numa guerra global até certo ponto involuntária.

Já na Segunda Guerra Mundial, entre 1939 e 1945, o dirigente soviético Josef Stalin teria menosprezado uma importante informação de um de seus espiões, que fornecia exatamente o dia e a hora em que Adolf Hitler iniciaria a invasão da União Soviética. Stalin já havia condenado à morte seus mais respeitados estrategistas, entre 1938 e 1939. Assim, a ofensiva nazista, em junho de 41, apanhou os soviéticos de surpresa e sem seus melhores quadros militares.

Da mesma forma, o presidente dos Estados Unidos, Franklin Roosevelt, não teria dado crédito às informações sobre um provável ataque do exército japonês à base americana de Pearl Harbor, no Havaí, em dezembro de 41.

Século XX: nova força à espionagem
Esses episódios, que poderiam ter sido evitados através de um sistema de informações, foram decisivos para os investimentos em serviços de espionagem. A formação de dois grandes blocos econômicos depois da Segunda Guerra, liderados por Estados Unidos e União Soviética, também foi um fator importante para o desenvolvimento da chamada comunidade de informações. Pela primeira vez na história, o planeta havia se tornado uma arena gigante, onde duas superpotências desafiavam-se mutuamente. Nesse novo cenário, os inimigos desenvolviam tecnologias de destruição cada vez mais poderosas, destrutivas, rápidas e eficazes.

Sem dúvida, forças tão formidáveis exigiam um balanço permanente e atualizado de ambos os lados. Cada superpotência precisava estar sempre por dentro das conquistas tecnológicas do adversário. Assim, chegamos ao ponto que nos interessa: o desenvolvimento das técnicas de espionagem no período da Guerra Fria.

Espionagem e revolução
Na União Soviética, as relações internacionais no início da Guerra Fria estimularam a modernização do serviço secreto, criado em 1917 durante o processo revolucionário. Na época, chamava-se Cheka, iniciais de “Comitê Contra Atos de Sabotagem e Contra-Revolução”. Como Cheka, o serviço combateu as atividades internas contrárias à revolução comunista. Era o período de guerra civil, que se prolongou até 1921. Em 1922, ano da criação da União Soviética, passou a se chamar GPU, iniciais de “Administração Política do Estado”. A GPU tornou-se a polícia política de um Estado já consolidado, e investiu contra os inimigos clandestinos do novo regime.

Nos anos 30, o serviço passou a atuar diretamente sob as ordens de Stalin e acabou rebatizado como NKVD, “Comissariado do Povo para Assuntos Internos”. Foi um período de intensa perseguição aos adversários políticos do líder soviético, dentro do próprio partido comunista. Muitos deles foram torturados e executados.
O caso mais célebre é o do ex-chefe do Exército Vermelho, Leon Trotsky. Exilado no México, ele foi assassinado em 1940 por Ramon Mercader, um ativista espanhol supostamente instruído pelo NKVD. O atentado contra Trotsky foi uma das poucas ações internacionais atribuídas ao serviço secreto soviético, na época. Até o final da Segunda Guerra, as principais funções do NKVD relacionavam-se ao controle e à repressão dentro do próprio país.
Trotsky foi morto quando já estava exilado

Anos 50: surge a KGB
Com a divisão do mundo em blocos e o início da Guerra Fria, o sistema de informações soviético foi gradativamente ampliando sua presença em outros países. O ano de 1954 foi decisivo nesse processo. Logo após a morte de Stalin, em 53, o chefe da NKVD, Laurenti Beria, tentou tomar o poder. Acabou executado por ordem da cúpula do Partido Comunista, que reformulou toda a estrutura do serviço secreto. A KGB surgia, nesse cenário, com a missão de conciliar a manutenção do controle interno com uma ação mais efetiva fora do território soviético.

A situação era tensa na Europa. Forças da OTAN, Organização do Tratado do Atlântico Norte, criada em 1949, movimentavam-se nas bases militares instaladas nas fronteiras com a Europa Oriental. No bloco socialista, havia sinais de insatisfação popular na Alemanha Oriental, Hungria e Polônia.

Numa tentativa de unir os países do bloco e fazer frente à OTAN, Moscou tratou de criar, em 1955, o Pacto de Varsóvia. A KGB passou a operar dentro dos aparelhos de Estado e dos serviços secretos desses países, e também na imprensa e nas associações de trabalhadores. A central soviética de informação e espionagem tornou-se uma sombra onipresente em todas as instâncias da sociedade.

Tanque em Budapeste: ação da KGB Em meio a denúncias de assassinatos e de violação sistemática dos direitos humanos contra presos políticos, a KGB coordenou, em 1956, a invasão da Hungria pelos tanques do Pacto de Varsóvia. No mesmo ano, orientou a repressão de um movimento reformista na Polônia. A forte influência da KGB junto à cúpula do Pacto de Varsóvia foi decisiva para a iniciativa do governo da Alemanha Oriental de erguer o Muro de Berlim, em 1961.
“Podemos afirmar que a KGB era a própria alma do sistema soviético. é simples mostrar isso. No auge do império comunista, após a Segunda Guerra, a União Soviética era formada por 15 repúblicas que abrangiam um território de 22 milhões de km² , quase três vezes o tamanho do Brasil, e com uma população de mais de 200 milhões de habitantes. Essa população era composta por povos que falavam pelo menos 300 idiomas e professavam todas as grandes religiões conhecidas. Apesar dessa tremenda diversidade cultural, e das diferenças econômicas e históricas, só havia um partido político legalizado: o Partido Comunista. É claro que a ditadura de partido único só podia se manter às custas da mais feroz repressão. Sem a KGB, não existiria a União Soviética.”
José Arbex Jr.
jornalista
A Segunda Guerra e a espionagem dos EUA
No lado norte-americano também houve um crescimento formidável dos serviços secretos. Durante a Segunda Guerra o governo criou a OSS, sigla em inglês de “Divisão de Serviços Estratégicos”. Foi a primeira tentativa de centralizar um serviço de espionagem e informações. Mesmo assim, o Exército, a Marinha, a Força Aérea e o Departamento de Defesa mantiveram seus próprios esquemas de informação. Depois da guerra, havia nos Estados Unidos um consenso de que era mesmo necessário reunir todos esses serviços. Faltava apenas decidir até que ponto a centralização aconteceria, e qual o nível do poder dessa nova agência de espionagem. O acordo entre os diversos setores interessados foi fechado em setembro de 1947, ano em que surgiu a CIA, sigla em inglês de “Agência Central de Inteligência”.

CIA e FBI
A CIA, no início, funcionava em coordenação com o Departamento de Defesa e com o Conselho de Segurança Nacional. Criou-se a noção de uma comunidade de informações, da qual a CIA tornou-se a principal expoente. Em pouco tempo a agência tinha um quadro de milhares de funcionários, a um custo anual de 5 bilhões de dólares. Na mesma época, o FBI, Birô Federal de Investigação, a polícia federal dos Estados Unidos, marcava presença em ações inspiradas pelo clima de “caça às bruxas” desencadeado pelos setores conservadores da política americana. Esse clima agravou-se em 1949, com o julgamento e condenação do ex-funcionário do Departamento de Defesa Alger Hiss, acusado de fornecer segredos de Estado aos soviéticos.

Em 1950 foi anunciada a prisão do físico inglês Klaus Fuchs, um dos principais pesquisadores de energia atômica do laboratório americano de Los Alamos. O FBI descobriu o envolvimento de Fuchs com o Partido Comunista e com o vazamento de informações confidenciais para Moscou. O caso foi considerado da mais extrema gravidade pelo governo dos Estados Unidos.

Ethel Rosenberg: culpa jamais comprovada Em julho de 50, o FBI prendeu o engenheiro elétrico Julius Rosenberg e sua mulher, Ethel, suspeitos de participação no “esquema Fuchs”. Mesmo alegando inocência até o fim, e apesar de inúmeros apelos em sua defesa, o casal foi condenado à morte e executado em junho de 53. A culpa do casal Rosenberg jamais seria comprovada.
Ainda nos anos 50, o FBI deu suporte técnico à histeria anticomunista deflagrada pelo macartismo, que atingiu em cheio os principais setores culturais dos Estados Unidos. Inúmeros escritores, produtores e artistas foram banidos da vida cultural americana. Enquanto o FBI cuidava exclusivamente de assuntos internos dos Estados Unidos, a CIA desenvolvia ações no exterior, coletando informações sobre diversos países, aliados ou não, e realizando atividades de contra-espionagem. Criou também um departamento para operações secretas e trabalhos de guerra psicológica mundo afora.

A CIA e as ações internacionais
Em 1953, agentes da CIA envolveram-se na deposição do primeiro-ministro nacionalista iraniano Mohamed Moussadegh. O premiê havia nacionalizado a companhia anglo-americana de petróleo e estava em franca oposição ao xá Reza Pahlevi, simpático aos Estados Unidos. Com a queda de Moussadegh, o xá implantaria uma das mais sangrentas ditaduras militares do planeta. Em 1954, a CIA estava presente na Guatemala. Patrocinou um golpe para derrubar o presidente Jacobo Arbenz, autor de um ambicioso programa de reforma agrária e responsável pela expropriação da companhia americana United Fruit. Com o auxílio da ditadura de Anastasio Somoza, da vizinha Nicarágua, a CIA armou alguns generais rebeldes, que depuseram Arbenz e instauraram uma ditadura que duraria quatro décadas.

Powers: espião apanhado em flagrante Em maio de 1960, a defesa soviética derrubou em seu espaço aéreo um avião americano U-2. Os Estados Unidos tentaram negar a ação de espionagem, mas foram confrontados com a apresentação do próprio piloto, Gary Powers, capturado no incidente. Foi o primeiro episódio envolvendo o U-2, um avião de espionagem capaz de captar imagens de pequenos objetos na superfície da Terra, mesmo voando em grandes altitudes.
Gary Powers foi libertado numa troca de prisioneiros, uma das práticas mais obscuras da Guerra Fria. Nas negociações para a troca de espiões, era comum o uso de chantagens e de agentes duplos. Apesar disso, um bom negócio para os dois lados, que recuperavam agentes bem informados e o dinheiro investido em seu treinamento.

A CIA em Cuba
Outro caso envolvendo a “mão negra” da agência americana aconteceu em abril de 1961. O governo de Washington, preocupado com uma possível disseminação do movimento revolucionário de Fidel Castro, acionou a CIA para uma ação em Cuba. A agência treinou e forneceu armas a 1.500 cubanos exilados em Miami. A invasão da Baía dos Porcos, para a derrubada de Fidel, terminou em fracasso e provocou desgaste na imagem do presidente John Kennedy. Além disso, setores expressivos da opinião pública ficaram surpresos com o nível de interferência da CIA em outros países. A tensão aumentou ainda mais em 62, com a crise dos mísseis de Cuba. Pilotos de aviões tipo U-2 americanos detectaram nas proximidades de Cuba movimentos que indicavam a intenção dos soviéticos de instalar bases nucleares em território cubano. Os soviéticos desistiram da idéia, mas por duas semanas deixaram o mundo na expectativa de um confronto nuclear entre as superpotências.
A América Latina
Ainda nos anos 60, a CIA participou de diversos golpes de Estado na América Latina, inclusive o de março de 64, que implantou uma longa ditadura militar no Brasil. Enquanto isso, nos Estados Unidos o FBI fazia escuta telefônica clandestina para chantagear artistas como a atriz Jane Fonda, contrária à guerra do Vietnã, e líderes do movimento negro, como Malcolm X e Martin Luther King.

Em 1970, a CIA não conseguiu impedir no Chile a posse do presidente eleito, o socialista Salvador Allende. Três anos depois, a agência americana articulou o golpe militar do general Augusto Pinochet, que resultou na morte de Allende e no surgimento de uma feroz ditadura.

Pinochet (centro): colaboração da CIA “A Guerra Fria provoca, em diferentes lugares do mundo, e também na América Latina, uma série de ações através de um dos braços americanos mais importantes, a CIA. Esse braço se manifesta de uma forma nítida em vários países, como a Guatemala, o Uruguai, a Argentina, o Chile e o Brasil. Todos nós sabemos da influência direta da CIA na derrubada de Salvador Allende e na subida de Augusto Pinochet como sangrento ditador do
Chile durante muitos anos.

No Brasil, a presença do serviço secreto americano pode ser percebida em alguns momentos e, mais particularmente, em 1964. Mas atribuir-se à CIA todo o movimento de 64 e o próprio golpe militar é um exagero evidentemente inaceitável. Entretanto, não há dúvida de que a CIA realizou a sua tarefa dentro do Brasil, de apoio a determinados setores de direita e de solapamento do próprio governo de Jango.”
Jaime Pinsky
historiador

Desprestígio aqui, autonomia ali
Em 1972, agentes especiais da CIA, à procura de informações sobre a estratégia eleitoral do Partido Democrata, fizeram escuta clandestina na sede do comitê nacional do partido, no edifício Watergate, em Washington. O episódio gerou um grande escândalo e o presidente Richard Nixon, reeleito pelo Partido Republicano, acabou renunciando em 1974, ameaçado de impeachment. Cinco anos depois, em 1977, o presidente Jimmy Carter tentaria refrear as atividades clandestinas da CIA, numa reação tardia ao escândalo de Watergate.

A CIA voltou a ganhar prestígio e autonomia nos anos 80, com a eleição do presidente conservador Ronald Reagan. Ele achava que a agência estava enfraquecida e que isso colocava em risco a segurança nacional dos Estados Unidos. Como exemplos, Reagan citava a inoperância da CIA no processo que resultou na revolução dos aiatolás, no Irã, e o fracasso da tentativa de libertação dos reféns americanos presos na embaixada dos Estados Unidos na capital iraniana, Teerã. Os reféns, por sinal, foram soltos logo após a eleição de Reagan, o que fez muita gente suspeitar de um acordo secreto com os xiitas do Irã para desgastar o presidente Jimmy Carter, candidato à reeleição.
O fato é que a CIA voltou a operar com a plenitude dos velhos tempos, o que acabaria gerando escândalos e problemas para o presidente Reagan. Ao assumir a presidência, Ronald Reagan nomeou o amigo William Casey para a direção da CIA e lhe deu carta branca para agir. Casey retomou os atos de sabotagem no exterior, incluindo a colocação de minas explosivas em portos civis da Nicarágua, governada pelo regime socialista da Frente Sandinista de Libertação Nacional.
Casey: mais poderes para a CIA

Reagan, CIA e o escândalo “Irã-Contras”
O novo “período de ouro” da CIA foi até 1986, quando estourou o escândalo Irã-Contras, o “Irangate”. Desafiando as leis e o próprio Congresso americano, a agência envolveu-se em negociações para a venda de armas ao Irã. Em troca, os iranianos deveriam interceder pela libertação de cidadãos norte-americanos presos no Líbano. Parte do dinheiro da venda das armas foi depositada pelos iranianos em contas bancárias da Suíça controladas pelos rebeldes da Nicarágua, os contras, que lutavam para derrubar o governo sandinista.

Oliver North: venda ilegal de armas O escândalo provocou o afastamento de vários assessores do governo americano, entre eles o tenente-coronel Oliver North, apontado como o principal responsável pela operação. A opinião pública dos Estados Unidos ficou chocada ao conhecer o lado terrorista da comunidade de informações de seu próprio país.

URSS, KGB e truculência
Do lado soviético também ocorreu um episódio dramático nos anos 80. Em setembro de 1983, um avião de passageiros da Korean Air Lines foi derrubado ao invadir o espaço aéreo soviético e ignorar as advertências das autoridades do país. No incidente, morreram os 269 ocupantes do Boeing. O episódio permanece obscuro até hoje. Não são conhecidas as razões do vôo irregular do avião, e por que seu comandante ignorou os avisos da força aérea russa. Segundo a versão de alguns especialistas, tratava-se mesmo de uma ação de espionagem. Os passageiros civis teriam servido como escudo dos espiões, que não acreditavam na derrubada da aeronave.

Escândalos como o caso Irã-Contras e incidentes graves como a derrubada do Boeing coreano ocorreram já nos anos finais da Guerra Fria, e contribuíram para arrefecer os ânimos das principais agências de espionagem. A KGB, vale dizer, foi formalmente extinta em outubro de 1991.

Anos 90: outra vertente da espionagem
Com o desmantelamento dos dois blocos econômicos e o fim das tensões entre as superpotências, as atividades de espionagem mudaram completamente sua natureza. Hoje, estão voltadas para as disputas comerciais e financeiras entre os grandes conglomerados capitalistas e para o combate ao crime organizado.

Mas as histórias de espionagem da Guerra Fria continuarão a exercer um grande fascínio, porque lidam com o lado obscuro dos fatos e levantam muitas hipóteses e dúvidas sobre questões para as quais, provavelmente, nunca teremos respostas.

Escola – Expressinismo


Expressionismo

Movimento artístico que se caracteriza pela expressão de intensas emoções. As obras não têm preocupação com o padrão de beleza tradicional e exibem enfoque pessimista da vida, marcado por angústia, dor, inadequação do artista diante da realidade e, muitas vezes, necessidade de denunciar problemas sociais.

Iniciado no fim do século XIX por artistas plásticos da Alemanha, alcança seu auge entre 1910 e 1920 e expande-se para a literatura, a música, o teatro e o cinema. Em função da I Guerra Mundial e das limitações impostas pela língua alemã, tem maior expressão entre os povos germânico, eslavo e nórdico. Na França, porém, manifesta-se no fauvismo. Após o fim da guerra, influencia a arte em outras partes do mundo. Muitos artistas estão ligados a grupos políticos de esquerda.

Assim como a Revolução Russa (1917), as teorias psicanalíticas do austríaco Sigmund Freud, a evolução da ciência e a filosofia do alemão Friedrich Nietzsche o expressionismo está inserido no ambiente conturbado que marca a virada do século.

ARTES PLÁSTICAS -O principal precursor do movimento é o pintor holandês Vincent van Gogh, criador de obras de pinceladas marcadas, cores fortes, traços expressivos, formas contorcidas e dramáticas. Em 1911, numa referência de um crítico à sua obra, o movimento ganha o nome de expressionismo.

As obras propõem uma ruptura com as academias de arte e o impressionismo. É uma forma de “recriar” o mundo em vez de apenas captá-lo ou moldá-lo segundo as leis da arte tradicional. As principais características são distanciamento da pintura acadêmica, ruptura com a ilusão de tridimensionalidade, resgate das artes primitivas e uso arbitrário de cores fortes. Muitas obras possuem textura áspera devido à grande quantidade de tinta nas telas. É comum o retrato de seres humanos solitários e sofredores. Com a intenção de captar estados mentais, vários quadros exibem personagens deformados, como o ser humano desesperado sobre uma ponte que se vê em O Grito, do norueguês Edvard Munch (1863-1944), um dos expoentes do movimento.

Grupos expressionistas -O expressionismo vive seu auge a partir da fundação de dois grupos alemães: o Die Brücke (A Ponte), em Dresden, que faz sua primeira exposição em 1905 e dura até 1913; e o Der Blaue Reiter (O Cavaleiro Azul), em Munique, ativo de 1911 a 1914. Os artistas do primeiro grupo, como os alemães Ernst Kirchner (1880-1938) e Emil Nolde (1867-1956), são mais agressivos e politizados. Com cores quentes, produzem cenas místicas e paisagens de atmosfera pesada. Os do segundo grupo, entre eles o russo Vassíli Kandínski (1866-1944), o alemão August Macke (1887-1914) e o suíço Paul Klee (1879-1940), voltam-se para a espiritualidade. Influenciados pelo cubismo e futurismo, deixam as formas figurativas e caminham para a abstração.

Na América Latina, o expressionismo é principalmente uma via de protesto político. No México, o destaque são os muralistas, como Diego Rivera (1886-1957).

A última grande manifestação de protesto expressionista é o painel Guernica, do espanhol Pablo Picasso. Retrata o bombardeio da cidade basca de Guernica por aviões alemães durante a Guerra Civil Espanhola. A obra mostra sua visão particular da angústia do ataque, com a sobreposição de figuras, como um cavalo morrendo, uma mulher presa em um edifício em chamas, uma mãe com uma criança morta e uma lâmpada no plano central.

CINEMA -Os filmes produzidos na Alemanha após a I Guerra Mundial são sombrios e pessimistas, com cenários fantasmagóricos, exagero na interpretação dos atores e nos contrastes de luz e sombra. A realidade é distorcida para expressar conflitos interiores dos personagens. Um exemplo é O Gabinete do Dr. Caligari, de Robert Wiene (1881-1938), que marca o surgimento do expressionismo no cinema alemão em 1919.

Filmes como Nosferatu, de Friedrich Murnau (1889-1931), e Metrópolis, de Fritz Lang (1890-1976), traduzem as angústias e as frustrações do país em plena crise econômica e social. O nazismo, que domina a Alemanha a partir de 1933, acaba com o cinema expressionista. Passam a ser produzidos apenas filmes de propaganda política e de entretenimento.

LITERATURA -O movimento é marcado por subjetividade do escritor, análise minuciosa do subconsciente dos personagens e metáforas exageradas ou grotescas. Em geral, a linguagem é direta, com frases curtas. O estilo é abstrato, simbólico e associativo.

O irlandês James Joyce, o inglês T.S. Eliot (1888-1965), o tcheco Franz Kafka e o austríaco Georg Trakl (1887-1914) estão entre os principais autores que usam técnicas expressionistas.

MÚSICA -Intensidade de emoções e distanciamento do padrão estético tradicional marcam o movimento na música. A partir de 1908, o termo é usado para caracterizar a criação do compositor austríaco Arnold Schoenberg (1874-1951), autor do método de composição dodecafônica. Em 1912 compõe Pierrot Lunaire, que rompe definitivamente com o romantismo. Schoenberg inova com uma música em que todos os 12 sons da escala de dó a dó têm igual valor e podem ser dispostos em qualquer ordem a critério do compositor.

TEATRO -Com tendência para o extremo e o exagero, as peças são combativas na defesa de transformações sociais. O enredo é muitas vezes metafórico, com tramas bem construídas e lógicas. Em cena há atmosfera de sonho e pesadelo e os atores se movimentam como robôs. Foi na peça expressionista R.U.R., do tcheco Karel Capek (1890-1938), que se criou a palavra robô. Muitas vezes gravações de monólogos são ouvidas paralelamente à encenação para mostrar a realidade interna de um personagem.

A primeira peça expressionista é A Estrada de Damasco (1898-1904), do sueco August Strindberg (1849-1912). Entre os principais dramaturgos estão ainda os alemães Georg Kaiser (1878-1945) e Carl Sternheim (1878-1942) e o norte-americano Eugene O’Neill (1888-1953).

EXPRESSIONISMO NO BRASIL -Nas artes plásticas, os artistas mais importantes são Candido Portinari, que retrata o êxodo do Nordeste, Anita Malfatti, Lasar Segall e o gravurista Osvaldo Goeldi (1895-1961). No teatro, a obra do dramaturgo Nelson Rodrigues tem características expressionistas.

FAMÍLIA REAL NO BRASIL


A VINDA DA FAMÍLIA REAL
NO BRASIL

Acontecimentos extraordinários davam-se na Europa, nos primeiros anos do século XIX, decorrentes da catástrofe que, em 1789, abalara os fundamentos do novo regime e abrira nova ordem política de todo o ocidente do antigo mundo. Filho genuíno da Revolução, em tudo o que esta possuía de grande e nefasto, com as mais poderosas qualidades de homem de guerra e de homem político, servido pelo prestígio invencível do seu gênio, glorificado por uma fé absoluta no destino, tornara-se Napoleão Bonaparte o senhor da Europa. O único povo que afrontava o seu poderio era o inglês, abrigado na sua condição insular [de ilha], inacessível às avalanches formidáveis que ditavam a lei no continente.

Contra essa única nação insubmissa, ideou o imperador o famoso bloqueio continental, decretado em Berlim em 1806, e imposto a toda a Europa marítima. Portugal ainda quis contemporizar entre a França e a Inglaterra, mas Bonaparte não trepidou ante as indecisões do governo português: Em acordo com a Espanha [já invadida e sob o governo de seu irmão, José Bonaparte], não trepidou ante as indecisões, o governo português e decretou a extinção da monarquia, determinando a imediata invasão do reino por uma coluna do exército imperial, sob as ordens do general Junot. O governo de Lisboa pensou ainda em remediar o desastre, começando a cumprir algumas das determinações do decreto de Berlim, mas teve logo notícias de que os franceses marchavam aceleradamente sobre Portugal, a caminho de Lisboa. Em tão apertada conjuntura, o único expediente possível foi a fuga da família real, sob a iminência de ser apanhada pelo exército invasor. [Narra um historiador que, no meio de todo o pavor e insânia, a única pessoa consciente era a rainha D. Maria Louca (D. Maria 1ª, a mesma que mandou enforcar Tiradentes), a qual gritava continuamente: "Estamos fugindo...mas por que estamos fugindo? Por quê?"]

No dia 29 de novembro de 1807, a família real, acompanhada de um imenso séquito de fidalgos, de altos funcionários, e da tropa que havia disponível na capital, embarca atropeladamente para o Brasil. No dia seguinte, o general Junot entrava em Lisboa, ainda em tempo de aprisionar alguns navios do comboio real, mais retardatários na partida, e que não tiveram oportunidade de escapar. A viagem foi cheia de peripécias, devidas ao pavor que se apoderou dos fugitivos. Por último, ainda, fortes temporais dispersaram a frota, sendo parte dela obrigada a aportar na Bahia, onde a corte desembarcou. a 24 de janeiro de 1808. Quatro dias depois, o príncipe regente publicava um decreto franqueando os portos do Brasil ao comércio de todas as nações amigas [como só havia duas potências hegemônicas, a França e a Inglaterra, e como Portugal se achava em beligerância com a primeira, na prática, os portos foram abertos somente à Inglaterra, por exigência desta, que estava interessada em instalar uma base no mar da Prata]. Apesar dos esforços dos baianos para que ali se fixasse a sede do governo, o príncipe prosseguiu para o Rio de Janeiro, onde chegou a 7 de março de 1808.

Era, então, o vice-rei do Brasil, Marcos de Noronha e Brito, o conde de Arcos [que nove anos depois participou da repressão à Revolução Pernambucana]. Incentivada por ele, toda a população foi às ruas para receber festivamente a corte, num entusiasmo indescritível que durou vários dias. Reviveram, naquele momento, as esperanças dos brasileiros, que sonhavam com a emancipação, como se os sucessos que se passavam já fossem alguma coisa mais que um prenúncio de independência. O príncipe regente organizou logo seu ministério. Enorme tarefa se impunha aos auxiliares do príncipe. Organizar toda a administração nos seus diversos ramos: criar e prover tribunais, secretarias e repartições anexas, arquivos, escolas; fundar a imprensa, estabelecer fábricas e uma infinidade de outros serviços. Isso tudo não era obra para apenas uma geração, muito menos para os homens chamados ao governo, dentre os quais, a única cabeça pensante era a de Rodrigo Coutinho, Conde de Linhares [Linhares, diplomata e estadista, vinha de Portugal com um apreciável "curriculum" e no Brasil, entre outras coisas, deu início à construção de uma Siderúrgica, criou a intendência da polícia, foi chanceler e Ministro da Guerra, morrendo quatro anos depois de sua chegada ao Brasil].

No dia 1º de maio de 1808, o novo governo dirigia um manifesto às nações da Europa, explicando os motivos que levaram Portugal a declarar guerra à França, “erguendo a voz no seio do novo império que vinha criar na América.” E, como ato de hostilidade e desforço, foi expedido um corpo do exército contra a Guiana Francesa [na divisa do rio Oiapoque], sob o comando do coronel Manuel Marques, apoiado por uma flotilha comandada pelo capitão James Jeo, com quinhentos homens de desembarque. Em fins de 1808, essas forças chegavam ao rio Oiapoque e, em 12 de janeiro de 1809, ao cabo de pouco mais de um mês de vigorosa resistência, o governador da possessão francesa capitulava, retirando-se para a Europa. Só em 1817, em virtude da Convenção de París, a Guiana era restituída à França.

Novas lutas no sul

A paz de 1801, entre as cortes de Lisboa e Madri, não durara mais que a do Tratado de Santo Ildefonso, assinado em 1777. Não obstante o novo pacto, o governo português, muito solícito, foi cuidando de guarnecer as fronteiras do sul, convencido de que não poderia tranqüilizar-se ante o espírito irriquieto e as pretensões de posse daquela parte, insinuadas pelos colonos espanhóis. O Rio Grande do Sul, com a afluência de imigrantes, progrediu rapidamente e, em 1807, já formava uma capitania geral. Por outro lado, os excepcionais acontecimentos que ocorriam na Europa continuavam a repercutir na América. Assim que souberam da deposição da dinastia reinante na Espanha, levantaram-se os colonos do rio da Prata, como os de outras possessões espanholas, uns reconhecendo a Junta de Sevilha, constituída em nome do rei deposto, Fernando VII; outros preferindo a independência imediata das colônias.

O governador provisório da Província Oriental do Uruguai, general Élio [sic], manifestando-se contra a atitude hostil dos independentes radicais de Buenos Aires, e pondo fim a todas as hesitações, declarou-se realista intransigente, pelo que a Regência da Espanha o investiu do governo de todo o vice-reinado da Prata. Os independentes declararam guerra a Élio e este, com uma esquadrilha, vai bloquear a capital argentina. Do Brasil, o governo do príncipe regente [D. João] intervém e consegue um acordo entre o general Élio e a Junta de Buenos Aires. Os realistas de Élio levantam, pois, o bloqueio e os republicanos independentes saem da Província Oriental. Mas havia também nesta província um forte partido infenso à realeza, chefiado por José Gervásio Artigas. Este caudilho [chefe, ditador, o mesmo que "coronel" no nordeste] sitia Montevideu e Élio pede auxílio ao governo do Rio de Janeiro. Diogo de Sousa, que governava o Rio Grande do Sul, invade a Banda Oriental. Nesta emergência, a mediação do ministro inglês Strangford resultou em um novo acordo entre Élio e Buenos Aires e, em 1812, retirou-se o exército português de ocupação.

As agressões contínuas com que os caudilhos do Prata, principalmente Artigas, inquietavam o Rio Grande, fizeram com que o príncipe regente decidisse mandar o general Lecor, com forças de terra e de mar, apoderar-se de toda a província do Uruguai. Por sua vez, os republicanos argentinos invadem a dita província, onde se travam repetidos combates, com vantagens para os portugueses. Com efeito, Lecor apodera-se de Montevideu e, em seguida, de quase toda a província. O destemido Artigas, porém, não esmorecera e, dentro em pouco, reforçadas as suas legiões, tomava a ofensiva contra os invasores, até que, em 22 de janeiro de 1820, na batalha de Taquarembó, foram esmagadas as forças do temeroso caudilho, sendo este obrigado a se refugiar em Assunção do Paraguai [onde permaneceu até a sua morte, em 1850].

A vitória das armas portuguesas tinha como consequência imediata a vantagem desde há muito sonhada pela monarquia, qual seja, a incorporação da Banda Oriental ao Brasil, em 31 de julho de 1821, sob o nome de Província Cisplatina. Esta anexação durou muito pouco, pois a aversão entre portugueses e espanhóis permaneceu profunda e irreconciliável e o ato de força em nada contribuiu para uma aproximação entre as duas alas. Os republicanos orientais só esperavam ocasião propícia para reconquistar a soberania perdida. Quatro anos depois, em abril de 1825, trinta e dois patriotas, tendo à frente o heróico Juan Antonio Lavalleja [militar e político] levantam, em Soriano o seu grito da independência. A esse punhado de bravos, imediatamente se juntam outros, e logo depois, as forças de José Frutuoso Rivera [militar e político "colorado" teve forte influência na vida do país que veio a se formar, do qual foi o primeiro presidente].

O governo de Buenos Aires corre em socorro dos separatistas do Uruguai e as forças imperiais do príncipe regente começam a sofrer derrotas. A subsequente vitória de Sarandi anima os argentinos a proclamar a incorporação da Banda Oriental às Províncias Unidas do Prata. A essa altura, pois, o governo do Rio de Janeiro, viu-se obrigado a declarar guerra aos argentinos, seguindo-se as peripécias dessa luta quase fratricida, até que a batalha de Ituzaingo. Porém, os desastres sofridos no estuário do Prata pela esquadra imperial, impuseram a celebração da paz. A independência da república do Uruguai foi reconhecida pelos signatários do tratado e, a 24 de abril de 1829 e o exército imperial evacuava Montevideu. Essas lutas, herança da injustificável política de D.João 6º, geraram entre brasileiros e platinos uma certa animosidade que só o tempo deveria extinguir.

A raiz de nossos males

O entusiasmo dos brasileiros pela presença da família real foi logo arrefecendo. Inegavelmente, trasladação da corte para o Rio de Janeiro importava alguns proveitos à antiga colônia, principalmente na ordem material. Bastaria recordar que datam daquela época muitas das grandes instituições e dos melhores serviços que são hoje citados como indicativos da nossa vitalidade de povo. A cidade do Rio de Janeiro, particularmente, desenvolveu-se e prosperou mais no período de 1808 a 1820 do que durante o regime a que estivera sujeita até então. Na esfera moral, entretanto, a situação geral do país ia, em breve, acusando com maior intensidade os sintomas dos grandes males da colônia, principalmente naquilo que lhe era mais característico, ou seja, a rivalidade entre portugueses e brasileiros, revelada desde o segundo século de domínio, mas que agora, com a presença da corte, parecia mais profunda e violenta.

Vejamos por que: com a vinda da família real, emigraram para o Brasil, em quantidade, portugueses arruinados com a invasão da península. Legiões de serventuários, de letrados, de militares, de favoritos e protegidos de toda a ordem, enchiam as repartições e, para acomodar todo esse mundo de inúteis, a corte ia multiplicando as sinecuras [emprego sem trabalho], sem dissimular que os cargos criados se destinavam aos reinóis e não aos nativos. Com semelhante atitude, a corte fazia sua escolha, pois, enquanto os filhos da terra eram excluídos dos empregos públicos e tratados, ainda, como colonos, ou como raça inferior ou conquistada, crescia nos nativos a consciência de que o sonho da pátria futura era incompatível com aquele estado de coisas, já que o próprio governo, mergulhado naquele mar de irregularidades, se mostrava alheio aos destinos da população não privilegiada.

Em todo o país, pois, iam ficando dois partidos em oposição e, como era de se esperar, em pouco, a discórdia se alastrou até mesmo no exército, entre oficiais brasileiros e portugueses. Em algumas capitanias não faltavam propagandistas francamente liberais e até republicanos, já esquecidos dos castigos aplicados por ocasião da conjuração mineira. Em diversos pontos do país, começaram a aparecer aqui, como em toda a América, a disputa entre o espírito jovem da renovação, contra o velho despotismo da metrópole, que tanto havia pesado sobre as populações.

Aos brasileiros, não passava despercebido o cuidado com que a corte procurava isolar o Brasil do incêndio geral de que era tomada toda a América Latina após a invasão napoleônica à Espanha, isolamento difícil, pois era um, entre os muitos estímulos que impeliram os patriotas a tramar contra a anomalia das condições em que se encontravam, oprimidos por aqueles mesmos que lhes haviam anunciado os esplendores de uma nova era. Foi Pernambuco a capitania onde a situação dos ânimos primeiro se concretizou em protesto formal. Havia alí sociedades secretas, das quais participavam militares brasileiros, quase todos republicanos, fortemente instigados por Domingos José Martins e outros entusiastas da independência.

O Governador da capitania, Miranda Montenegro, teve motivos para ir se impressionando com os boatos e as denúncias que lhe levavam e chegou, mesmo, a receber ordens do Rio para estar vigilante e reprimir quaisquer veleidades do exaltados, cuidando, em particular, da audácia desafrontada dos militares. Todavia, o desastrado governador, em vez de acalmar os ânimos com sábias medidas, cometeu a leviandade de fazer lavrar uma ordem do dia lembrando às tropas os seus deveres de fidelidade ao Rei e de amor à paz pública. Tudo isso, sem dissimular sua simpatia para o partido dos portugueses. Como era de se esperar, com essa ordem do dia, agravou-se e muito a situação no Recife e o Governador, acuado, viu-se na necessidade de assumir uma atitude mais radical, diante da qual a explosão se tornou inevitável.

Revolução pernambucana de 1817

É preciso reconhecer que, mesmo entre os brasileiros, havia duas correntes diferentes de opinião, embora ambas tinham como finalidade a emancipação política. Uma parte desejava a independência como um fim em si; a outra, mais radical, pretendia que essa separação se fizesse com a abolição da monarquia e a proclamação de uma república. Os primeiros não queriam se desiludir das esperanças que a vinda da corte havia suscitado, ao passo que os republicanos não perdiam o ensejo de aproveitar todos os erros e abusos do governo para demonstrar como a realeza se divorciava, cada vez mais, dos interesses do povo brasileiro. Em Pernambuco, aquela infeliz ordem do dia inspirada pelo Governador vinha ao mesmo instante em que o príncipe regente assumia o trono de Portugal, com o nome de D.João 6º, devido ao falecimento da raínha D. Maria 1ª, ocorrido em 1816 e, desse fato, os radicais procuravam tirar partido para aumentar a antipatia existente entre brasileiros e portugueses.

Em princípios de 1817, a situação naquela Capitania se tornou tão complicada que o Governador não pôde mais recuar da atitude que havia assumido e, de acordo com os chefes da ala portuguesa, mandou prender tanto alguns paisanos exaltados como os oficiais brasileiros que haviam se comprometido pelas suas idéias contrárias ao governo. Com esta medida, explodiu a revolta que já era iminente, e que foi agravada pela prepotência das autoridades em relação aos brasileiros. Para efetuar algumas das prisões ordenadas, o brigadeiro Barbosa de Castro reuniu a oficialidade sob o seu comando e começou a insultar a oficialidade sob seu comando, da presença de seus subordinados, taxando-os de traidores. Inflamado por esse desacato, o capitão Barros Lima desembainha a espada e arremete contra o general, matando-o quase que imediatamente.

Aquela trágica cena foi o sinal de levante. O Governador quis reagir, mandando prender os criminosos, mas o movimento cresceu com espantosa rapidez. A parte brasileira da guarnição, que até agora havia se mantido longe da conspiração, juntou- se aos oficiais revoltosos e o povo, ignorando as conseqüências, confraternizou-se com a tropa. O imprudente Governador, responsável indireto por aquele desfecho, reuniu, então, algumas forças que ainda se mantinham fiéis a ele e refugiou-se na fortaleza de Brum, ação que resultou inútil, pois na noite de 7 de março de 1817 era obrigado se render. Em seguida, seguiu para o Rio de Janeiro onde, ao chegar, foi preso incomunicável numa praça de guerra. Os revolucionários organizaram, imediatamente, uma Junta de Governo, auxiliada por um Conselho de Notáveis. Teotônio Jorge, Domingos Martins e o padre João Ribeiro tornaram-se os chefes da revolução.

Uma vez que se tornaram senhores de Pernambuco, trataram de propagar o movimento, expedindo emissários para diversas capitanias. Para o norte, logo a Paraíba e o Rio Grande aderiram, enquanto que, para o sul, a adesão recebida foi a de Alagoas. Nas outras capitanias as coisas não correram tão bem. No Ceará, o padre Alencar era preso; na Bahia, o padre Roma [José Inácio Ribeiro de Abreu e Lima] foi mais infeliz, pois, depois de preso e submetido a um julgamento sumário, recebeu a pena de morte sendo fuzilado em 29 de março de 1817. O Governador da Bahia, conde dos Arcos [aquele mesmo que era vice-rei quando a corte chegou ao Rio, em 1809] operou energicamente contra a insurreição, fazendo cair sobre Pernambuco forças de terra e mar. As forças de terra, sob o comando do marechal Cogominho, chegaram vitoriosas a Pernambuco, cuja capital já se achava bloqueada por uma esquadrilha, cortando a rota de fuga. Em breve, Recife capitula e as últimas legiões republicanas fogem para o interior da capitania.

Domingos Teotônio Jorge ainda tenta recompor suas forças debandadas, mas já era impossível, pois a revolução estava completamente perdida. Começaram, então, as perseguições, a impiedade que comoveram a própria alma de muitos dos algozes. Os revolucionários fugitivos foram capturados e submetidos à justiça de comissões militares, seguindo-se outro julgamento na alçada civil, que se mostrou ainda mais inclemente. Em várias partes, ergueu-se o patíbulo e as execuções horrorizaram a tal ponto as populações que os próprios executores de tais excessos estremeceram de espanto, e apelaram para a piedade do Rei. Em 6 de fevereiro de 1818 D.João 6º é coroado e concede anistia geral a todos aqueles que ainda não haviam sido executados.

Fascistas


Atenção:

Este trabalho não é uma apologia FASCISTA. Apenas mostra os perigos que há em cultivarmos valores altamente negativos. Acediosamente T.S.O.N.M

Crises econômicas estimularam o crescimento dos partidos de esquerda na Europa. Aprovada, a burguesia apoiou os partidos fascistas, que propunham a instalação de uma ditadura.

Parte da classe trabalhadora e a classe média, esmagada pela crise econômica e política, também acreditaram que só um regime autoritário traria ‘’ ordem e tranqüilidade ‘’.

Apoiados nessas classes desrespeitando as leis democráticas, os fascistas deram golpes de Estado e impuseram ditaduras.

Fascistas

Os camisas-pardas

Imagine que um dia chegue um colega novo na sua turma. Ele tem o cabelo raspado, é muito sério sempre veste camisa parda. No começo, umas porções de colegas acham graça e caçoam do seu jeito ‘‘ estranho ”. Mas, aos poucos, vão se acostumando com o colega. Um ou outro aluno começa a conversar com ele. Apesar da pouca idade, o novo aluno tem convicções muito sólidas e, como tantos jovens, odeia os políticos. Os olhos brilham quando fala de seus ideais, do sonhe de mudar nosso país para melhor. Quem ouve chega a ficar arrepiado. ‘‘ Puxa, o cara tem razão em uma porção de coisas. Nosso país tem de mudar mesmo. Não podemos confiar nisso que está aí. ”.
Dias depois, outros dois colegas também estão vestindo a camisa parda e, na semana seguinte, mais dois. Um menino faz piadas a respeito. Ele é o mais divertido da sala, sempre brinca com os outros. Mas um dia falta à aula e logo corre o boato de que levou uma surra de um grupo de rapazes de camisa parda. Será verdade? O fato é que na semana seguinte os pais levaram o colega piadista para outra escola. Dizem que ainda está todo machucado. Um arrepio corre pela turma.
Já são dez colegas vestidos de camisa parda. Na turma de 35 alunos, os camisas-pardas são minoria, mas todos têm medo deles. Eles mandam na turma. E sentem orgulho disso.
O que você pensa dessa historinha? Imagine que a escola seja uma miniatura da sociedade. Você consegue imaginar essa historinha como o resumo de um grande acontecimento político? Pois a historia da tomada do poder pelos fascistas foi semelhante.

Crises econômicas e ascensão das esquerdas

Logo depois da Primeira Guerra Mundial a Europa viveu uma violenta crise econômica. Nos anos 20, a economia se recuperou, mas por pouco tempo em 1929 começou a crise que mergulhou o mundo grande depressão dos anos 30.
Os comunistas culpavam a burguesia pela crise. Recordavam que Karl Marx já tinha mostrado a irracionalidade do sistema capitalista, capaz de produzir abundância e miséria ao mesmo tempo. E lembravam que o único país que tinha escapado da crise mundial era exatamente a União Soviética. Com isso, muitos operários intelectuais começaram a simpatizar com os comunistas. A cada eleição que passava, os partidos comunistas europeus elegiam mais e mais deputados para os parlamentos.
Os grandes empresários ficaram amedrontados. Uma revolução socialista poderia acontecer a qualquer momento. Como evitá-la? Para eles, a única saída era acabar com o regime político democrático. Queriam uma ditadura que botasse comunistas na cadeia, proibisse as greves e restaurasse a segurança dos investidores.
A classe média e a pequena burguesia também estavam assustadas com a crise. A pequena burguesia é a classe dos donos de microempresas, padarias, lojinhas, farmácias, quitandas, oficinas. A classe média reúne empregados bem-pagos e profissionais liberais: engenheiros, advogadas, médicos, funcionários graduados, gerentes. Tanto a pequena burguesia como a classe média percebiam que seu padrão de vida estava em queda. Abominavam a luta operária porque achavam que as greves dos trabalhadores eram responsáveis pela alta inflação. Por isso, a classe média e a pequena burguesia imaginaram que só estariam seguras se houvesse um regime políticos autoritário que acabasse com as ”desordens” provocadas pelos sindicatos e pelos comunistas.
Muitos operários e camponeses também acreditaram que somente um governo com plenos poderes poderia restaurar a ”ordem”, a ”segurança” e a ”tranqüilidade” do país, abalado pela crise econômica, pelas greves e pela incerteza quanto ao futuro.
Mas qual seria a força política capaz de destruir o regime democrático? Você já sacou. Naquele momento, ganharam força em toda a Europa os partidos políticos de extrema direita que pregavam a instalação de um regime autoritário. Esses partidos formaram um movimento político chamado fascismo.

As principais idéias fascistas

Os fascistas defendiam mais ou menos ”a democracia é um regime fraco, incapaz de resolver as crises econômicas. Os políticos são enganadores do povo ( demagogos ) e corruptos. O que o país precisa é de um líder patriótico, com autoridade incontestável, que acabe com a baderna promovida pelos grevistas, agitadores de esquerda, criminosos e vagabundos”.
Os fascistas gostavam de se apresentar como grandes ”revolucionários” , mas o regime fascista nasceu para defender o capitalismo. Nesse sentido, nada tinha de revolucionário. Os fascistas tinham como seus principais ideais: Anticomunismo ( Comunistas e fascistas se odeiam. Os fascistas não suportam a igualdade social. acham que existem pessoas que são ”Naturalmente superiores” ), Antiliberalismo ( O regime democrático é acusado de fraco e de corrupto. Os fascistas defendem um regime ditatorial. ), Totalitarismo ( O individuo deve obedecer ao Estado sem contestação. Nas escolas controladas pelo governo fascista ensina-se que a maior virtude de um cidadão é a obediência cega, e os que tem pensamentos críticos são considerados inimigos da pátria. ), Militarismo e culto a violência ( A guerra é clarificada como a atividade mais nobre de um homem e o diálogo é coisa dos fracos. ), Nacionalismo xenófobo ( O nacionalismo fascista nada mais é que xenófobo, significa que odeia todo tipo de estrangeiro, todos os estrangeiros são inimigos ), Racismo ( São ideais preconceituosos do tipo ”a raça branca deve dominar o mundo”, ou ”a pureza racial engrandece o país”. Judeus, Negros, Cigano etc. ”São lixo acumulado em nosso território” . Os fascistas são conservadores e altamente preconceituosos. Defendem a submissão das mulheres e a eliminação de homossexuais e povos que eles consideram ”inferiores”.

Feudalismo


O feudo era uma das principais unidades produtoras da economia feudal. Tinha um caráter auto-suficiente, isto é, procurava produzir praticamente tudo o que necessitava de consumo: cereais, carnes, leite, roupas e utensílios domésticos. Somente alguns poucos produtos vinham de fora, como os metais, utilizados na confecção de ferramentas; o sal etc.

As atividades econômicas predominantes nos feudos eram a agricultura (trigo, cevada, centeio, ervilha, uva etc.) e a criação de animais (carneiros, bois, cavalos etc.).

O feudo (terra) era o domínio de um senhor feudal, ou seja, a unidade de produção do feudalismo. Não se sabe o tamanho médio desses feudos, parece que os menores tinham pelo menos 120 ou 150 hectares. Cada feudo compreendia uma ou mais aldeias, as terras cultivadas pelos camponeses, as florestas e as pastagens comuns, a terra pertencentes à igreja paroquial e a casa senhorial, que ficava na melhor terra cultivável.

As terras dos feudos eram divididas em três grandes partes:
• Campos abertos- terras de uso comum, de onde os servos podiam recolher madeira e podiam também utilizar trechos para soltar os animais. Nesses campos, que compreendiam bosques e pastos, a posse de terra era coletiva.
• Reserva senhorial- terras que pertenciam exclusivamente ao senhor feudal. Tudo o que fosse produzido na reserva senhorial era propriedade privada do senhor.
• Manso servil ou tenência- terras utilizadas pelos servos, das quais eles retiravam seu próprio sustento e recursos para cumprir as obrigações feudais.
Em consequência do caráter auto-suficiente dos feudos, a economia feudal reduziu sua produtividade, limitando-a às necessidades básicas e imediatas do consumo.

O intercâmbio comercial sofreu um atrofiamento, sobrevivendo, apenas, como atividade marginal e semiclandestina dos que negociavam com árabes, judeus e sírios. Como não eram cristãos, árabes, judeus e não temiam as proibições da Igreja referente à usura e ao lucro.

Pastos, prados e bosques eram usados em comum. A terra arável era dividida em duas partes. Uma, em geral a Terça parte do todo, pertencia ao senhor; a outra ficava em poder dos camponeses.
Nos campos dos feudos plantavam-se principalmente cereais (cevada, trigo, centeio e aveia). Cultivavam-se também favas, ervilhas e videiras.

Os utensílios da lavoura eram rudimentares. Eram usados a charrua ou arado, a enxada, a pá, a foice, a grade e o podão. Nos feudos criavam-se carneiros, que forneciam lã, bovinos, que forneciam o leite, e cavalos, para a guerra e transporte.

Freud e a Interpretação


Freud e A Interpretação dos Sonhos

Cem anos atrás, Freud sonhava… Também escrevia e o saber produzido – ainda hoje – nos diz respeito.

A crença mantida na antigüidade, de que os sonhos eram enviados pelos deuses afim de ordenar as ações dos homens, constitui ainda hoje uma convicção popular. Basta lembrarmos do sonho do faraó, proposto a José na Bíblia, das sete vacas gordas seguidas por outras sete magras que devoram as primeiras. O significado era uma profecia de sete anos de fome no Egito.

Esse método de interpretação simbólica é tão difundido como outro de decifração, onde para cada elemento onírico encontra-se um significado correspondente, estabelecido nos livros de sonhos com tabelas de palavras-chaves e lugares comuns.
É a partir de Freud que o sonho torna-se objeto de pesquisa científica com o livro, A Interpretação dos Sonhos, resultando na criação de um novo método de interpretação psicanalítica. Não há dúvida que aquela era uma grande descoberta, mais ou menos original. Sim, porque mesmo que eternamente fosse admitido algum sentido para os sonhos, a novidade freudiana, foi fazer deles, através de uma práxis, uma via régia.

A eficácia analítica operava a partir de três perspectivas simultâneas. Primeiro, na prática clínica, tratava-se do melhor dos caminhos para atingir os pensamentos recalcados do paciente. Depois, por ser o meio mais adequado para um conhecimento teórico do aparelho psíquico; e finalmente, por se constituir o melhor dos argumentos para levar os seus leitores a admitir a existência do inconsciente, conceito mor da psicanálise.

- No entanto, será que Freud disse tudo que poderia ser dito? Todavia, quantas outras coisas sabemos atualmente sobre o assunto, como saldo positivo, tanto da experiência analítica, quanto das ciências humanas, as cognitivas e as conjecturais?
Um século depois da iniciativa freudiana, os sonhos, o sonhar, a vida onírica e a arte da interpretação continuam tirando o sono dos interessados em questionar a realidade, considerando que ela é apenas diurna.

Em 1999, a efeméride convida para um balanço e um recenseamento da outra cena. A psicanálise teria bastante para discutir, mas nunca poderia ser a dona da questão. Pelo contrário, os sonhos são um território específico que – embora não autônomo – convoca todos os saberes competentes a se manifestarem, em função de um desafio que se mantém tão vivo agora, como sempre foi na noite dos tempos.

Escola – Grécia


 

AGrécia é o berço da civilização ocidental, da filosofia, da literatura e da idéia moderna de democracia. Abriga construções e monumentos que testemunham a sua grandeza na Antiguidade e a mitologia fértil de deuses e heróis. Os seus tesouros artísticos e culturais e o clima agradável atraem visitantes de todo o mundo. O país espalha-se por uma península rochosa e dezenas de ilhas ao leste do Mar Mediterrâneo, nos mares Egeu e Jônico. Apesar do solo pobre, é um grande produtor de azeitonas. A pesca e a marinha mercante são também importantes para a economia. Situada na instável região balcânica, a Grécia mantém conflitos históricos de fronteira com a Macedônia , ao norte, e com a Turquia , ao leste.

Fatos Históricos – A Grécia antiga atinge seu apogeu no século V a.C., quando Atenas, a mais importante das cidades-Estado da região, era governada por Péricles (495 a.C.-429 a.C.). As cidades gregas, divididas por rivalidades, são dominadas por Felipe II da Macedônia, no século IV a.C. Seu filho e sucessor, Alexandre, o Grande, difunde a civilização helênica (grega) pelo Oriente. Em 148 a.C., a Macedônia transforma-se em província romana.

Com a queda do Império Romano , no século V, a Grécia integra o Império Bizantino até ser conquistada pelo Império Turco-Otomano , no século XV. O renascimento cultural do século XVIII inspira os gregos a rebelarem-se contra os turcos entre 1821 e 1822. Um reino grego independente é estabelecido em 1830. O território amplia-se com a anexação de partes da Macedônia e da Trácia, em conseqüência da derrota turca nas Guerras Balcânicas em 19 de dezembro de 1913.

Guerras mundiais - As divergências entre o rei Constantino I e o primeiro-ministro Eleutherius Venizelos causam a indefinição da Grécia durante o início da 1ª Guerra Mundial (1914-1918). Mas, em 1917, Constantino I renuncia e Venizelos opta por entrar no conflito ao lado dos aliados (França e Reino. Constantino I volta ao poder em 1920, aclamado por um plebiscito, mas abdica em 1922. O país vive um período republicano entre 1924 e 1935, quando outro plebiscito restaura a monarquia e recoloca no trono George II, que já reinara de 1922 a 1924.

Em agosto de 1936, George II permite o estabelecimento da ditadura direitista do general Iannis Metaxas, que está no poder quando as tropas de Mussolini invadem a Grécia, em outubro de 1940, no início da 2ª Guerra Mundial (1939-1945). Os italianos são repelidos e a Grécia sofre a ocupação das tropas alemãs, em 1941. Movimentos guerrilheiros rivais, monarquistas e comunistas, sustentam o combate contra os nazistas até 1944, ano em que as tropas britânicas expulsam os soldados de Hitler. Monarquistas e comunistas lutam entre si antes mesmo da libertação completa do país.

Em 1946, um plebiscito traz de volta o rei George II, mas o país mergulha na guerra civil. Com o apoio decisivo dos EUA e a complacência da URSS, os monarquistas derrotam os comunistas, em 1949. Segue-se um período de violenta repressão anticomunista. George II morre em abril de 1947 e é sucedido por seu irmão Paul I. Entre 1952 e 1955, a Grécia é dominada pelo general Papagos, que obtém créditos dos EUA para reconstruir o país.

Ditadura militar - Sucedem-se governos marcados pelas disputas entre o líder dos conservadores, Konstantin Karamanlis, e o dos socialistas, George Papandreou, e pela crise com a Turquia, na disputa de Chipre . Em maio de 1965, pouco mais de um ano após a ascensão do rei Constantino II ao trono, é denunciada uma suposta conspiração golpista liderada por Andreas Papandreou, filho de George Papandreou. A tensão cresce e, em 1967, um grupo de coronéis, sob a liderança de George Papadopoulos, toma o poder e estabelece uma ditadura militar. A monarquia é formalmente abolida em 1973.

O regime militar mostra-se incapaz de lidar com o conflito em Chipre. Uma onda de protestos incita os militares a devolver o poder aos civis em 1974. Karamanlis chefia o governo de transição e convoca eleições. O seu partido, a Nova Democracia, obtém expressiva maioria parlamentar. Os líderes do “regime dos coronéis” são julgados e condenados. A volta da monarquia é rejeitada em plebiscito, em dezembro de 1974. Karamanlis é eleito presidente, em 1980.

Integração européia - No ano seguinte, a Grécia ingressa na Comunidade Européia. É quando são realizadas eleições, com a vitória dos socialistas do Movimento Socialista Pan-Helênico (Pasok), de Andreas Papandreou. O Pasok obtém uma segunda vitória eleitoral, em 1985. Denúncias de corrupção envolvem Papandreou e dirigentes do Pasok, e trazem de volta ao poder a Nova Democracia, em 1990.

O governo do primeiro-ministro Konstantinos Mitsotakis implanta um programa econômico de austeridade, que provoca greves e protestos. Em 1992, o Parlamento aprova o Tratado de Maastricht, no qual se prevê a aceleração da unificação européia.

Macedônia - Uma crise diplomática eclode em 1993, quando a Grécia usa seu poder de veto na União Européia para bloquear o reconhecimento da independência da Macedônia. As autoridades e a opinião pública gregas não aceitam que a ex-República iugoslava se sirva do nome de Macedônia, o mesmo utilizado para denominar a província grega fronteiriça. O governo grego receia que o surgimento de uma Macedônia independente possa suscitar o separatismo na província, envolvendo numa espiral de conflitos até mesmo a Bulgária , onde também vivem macedônios.

Em outubro de 1993, o Pasok volta ao poder com Papandreou, que promete reverter a política de privatizações do governo conservador e baixar a inflação.

Em fevereiro de 1994, a União Européia (UE) declara como violação da lei européia o bloqueio imposto pela Grécia na fronteira com a Macedônia. A partir de abril, cresce a tensão na fronteira com a Albânia , após o assassinato de dois guardas albaneses por militantes da minoria grega que habita aquele país. Só em 1995, com a visita à Albânia do ministro grego de Assuntos Externos, Karolos Papoulias, melhoram as relações entre os dois países.

Em janeiro do mesmo ano, o antigo primeiro-ministro Mitsotakis é absolvido pelo Parlamento das acusações de corrupção. No mês seguinte, recomeçam os conflitos com a Turquia, a partir da interceptação pela Força Aérea grega de quatro aviões turcos que sobrevoavam a Ilha de Rodes.

Em março, Kostas Stephanopoulos, veterano político de direita, é eleito presidente pelo Parlamento, cargo desprovido de poder real no país, substituindo Karamanlis. Após violenta repressão a protestos de agricultores contra o aumento de taxas, o ministro da Ordem Pública, Stilianos Papathemelis, renuncia em 30 de março.

Dados gerais

Nome oficial: República Helênica (Hellenike Demokratíe)

Nacionalidade: grega

Capital: Atenas

Idioma: grego, demotiki

Religião: cristianismo (maioria ortodoxa – oficial), islamismo

Área: 131.957 km²

Localização: sul da Europa

Limites: Albânia (NO), Fyrom e Bulgária (N), Turquia (NE), Mar Egeu (L), Mar Mediterrâneo (S e O), Mar Jônico (O)

Características: litoral acidentado com várias ilhas (Creta, principal) e arquipélagos das Ilhas Jônicas a NO, das Cíclades e das Espórades a L e SE, relevo montanhoso na parte continental e na Península do Peloponeso, planícies isoladas (N e L)

Clima: mediterrâneo

Hora local (em relação a Brasília): +5h

População (1995): 10,5 milhões

Densidade demográfica (hab./km²): 79,57

Crescimento demográfico: 0,2%

População no ano de 2025: 9,9 milhões

Natalidade (por 1.000 hab.): 10

Mortalidade infantil (por 1.000 hab.): 9

Fertilidade (nº de filhos por mulher): 1,4

Expectativa de vida (H/M): 75,6/80,6

Analfabetismo: 7%

Regime de governo: república parlamentarista

Divisão administrativa: 10 regiões divididas em 51 administrações

Chefe de Estado: presidente Konstantin Karamanlis (desde 1990) e Konstantinos Stephanopoulos (desde março de 1995)

Chefe de governo: primeiro-ministro Andreas Papandreou (de 1993 até a renúncia em 15/1/1996); Konstantinos Simitis, do Pasok (desde 22/1/1996)

Principais partidos: Movimento Socialista Pan-Helênico (Pasok), Nova Democracia, Primavera Política, Comunista

Organização do Legislativo: unicameral – Parlamento, com 300 membros eleitos por voto direto para mandatos de 4 anos

Constituição em vigor: 1975 (várias emendas)

Moeda: dracma

Cotação (para 1 US$): 224,11 (1995)

PIB: US$ 63.240 milhões

PNB per capita: US$ 7.390

Agricultura: 18% do PIB

Indústria: 32% do PIB

Manufatura: 20% do PIB

Serviços: 50% do PIB

Inflação anual: 17,3%

Circulação de jornais (por 1.000 hab.): 136

Representação diplomática: SHIS – QL 4, cj. 1, casa 18, CEP 70461-900, Brasília, DF, tel. (061) 365-3090, fax (061) 365-3093

Escola – Grécia Antiga


A GRÉCIA ANTIGA

A civilização grega, considerada por muitos como a principal matriz da civilização ocidental, teve como berço à Grécia antiga, uma área de 77.000Km2 que abrangia quatro importantes regiões:
A Grécia asiática: uma comprida e estreita faixa de terra situada na Ásia Menor;
A Grécia Insular: ilhas dos mares Jônio e Egeu;
A Grécia Continental: sul da península balcânica;
A Grécia Peninsular: península do pelonopesco.
PERÍODOS DA HITÓRIA GREGA
PERÍODO PRÉ-HOMÉRICO
Esse período foi marcado pela lenta ocupação da Grécia Antiga por quatro povos do ramo indo-europeu: os aqueus, os jônios, aos eólios, e os dórios.
Embora tivessem a mesma origem, esses povos chegaram ao território grego em momentos diferentes. Os primeiros a chegar foram os aqueus, um povo de pastores nômades que, a partir do século XX a.C., penetrou na península balcânica em busca de melhores pastagens para os seus rebanhos.
Depois dos aqueus, vieram os jônios, que se estabeleceram na península da Ática, e os eólios, que se fixaram ao norte, na Tessália.
A partir do século XII a.C. ocorreram às invasões dos dórios, os últimos, indo-europeus a ocuparem a Grécia Antiga.Tais invasões foram violentíssimas.
Usando armas superiores as dos aqueus, os dórios arrasaram as principais cidades aquéias e destruíram quase por completo a prodigiosa civilização micênica.
Uma parte dos aqueus, jônios e eólios foi escravizada. A outra, refugiou-se nas montanhas ou espalhou-se pelas ilhas do Egeu e pela costa da Ásia Menor.
Na Grécia Continental, houve um acentuado declínio da vida urbana. O comércio, o artesanato e o uso da escrita quase desapareceram. Com isso, o cultivo de cereais e a criação de gado, voltaram a ser principalmente as únicas atividades econômicas.

PERÍODO HOMÉRICO
Esse período foi compreendido entre os séculos XII e VI a.C. é chamado de período homérico, por que as principais fontes escritas para o seu conhecimento são a llíada e a odisséia, dois longos poemas atribuídos a Homero.
A llíada descreve episódios verídicos e imaginários da Guerra de Tróia. A Odisséia conta as histórias de Ulisses em sua viagem de volta para casa, depois de enfrentar deuses e gigantes, e resistir aos encantos das sereias, Ulisses consegue retornar ‘a sua terra e reencontrar Penélope, sua esposa.
Escavações arqueológicas feitas a partir de 1870 têm confirmado a veracidade de alguns fatos e personagens descritos nessa obra.
Através delas, ficamos sabendo, por exemplo, como era a organização social dos gregos nos chamados tempos homéricos.
A sociedade nesse período organizava-se em génos, grandes famílias com antepassados comuns. Cada géno era chefiado por um patriarca e sua economia era natural e auto-suficiente. Cultivavam cereais, vinhas, oliveiras, legumes e árvores frutíferas; criavam bois, cavalos, ovelhas, cabras e porcos. O boi era usado como medida-padrão de valor ou moeda.
Quando o crescimento da população superou a produção de alimentos, os conflitos levaram ‘a divisão das terras e dos bens. Isso levou a desagregação dos génos, substituídos pela propriedade privada da terra e divisão da sociedade em classes.
As primeiras classes sociais que surgiram foram a dos grandes proprietários de terras, dos pequenos proprietários e a dos sem-terra. Estes últimos passaram a trabalhar nas grandes propriedades em troca de comida e roupa ou tiveram que se dedicar ao artesanato.Surgiu também a escravidão. Com a desintegração dos génos, nasceram centenas de Cidades-estados, como Tebas, Argos, Corinto, Mileto, Atenas e Esparta.

PERÍODO ARCAICO
A Grécia Antiga não se constituía em estado único, com um governo para todos os gregos. Era na verdade, um conjunto de cidades-estados independentes (pólis) e, às vezes rivais. Cada uma tinha suas leis, seus governos e seus costumes. A população dessas cidades raramente ultrapassavam 30 mil habitantes, exceto nas grandes, como Atenas e Siracura.
Embora fossem independentes, as cidades gregas apresentavam certa unidade cultural expressa em elementos como: língua, crenças religiosas, sentimento comum de que eram diferentes dos povos que falavam a língua grega. Um exemplo da unidade cultural grega são os jogos olímpicos, dos quais participavam as diversas cidades.
Nas cidades-estados, o cidadão grego foi conquistando direitos e contribuindo para a vida social. Sentia-se como membro da pólis e não como um objeto de submisso e manobrado pelos governantes. A palavra política, de origem grega, primeiramente designou o cidadão que participava dos destinos da pólis.
Dentre as cidades-estados gregas destacaram-se Esparta e Atenas.
ESPARTA
A cidade de Esparta, localizada na região sul do pelonopesco, ‘as margens do rio Eurotas que também era chamada de Lacedemônia. Situada numa área vasta e muito fértil, dedicava-se ao cultivo de cereais, da vinha e das oliveiras. Sua origem remonta a invasão dos dórios, no século IX a.C. que submeteram os habitantes locais e fundaram um centro urbano e de controle e administração.
Os descendentes dos dórios constituíam a classe dos espartanos, que monopolizavam o poder do estado. A maioria dos habitantes das cidades porém era constituída de escravos. Vencidos em guerra eram propriedade do estado que os cedia a classe dominante juntamente com as terras que trabalhavam.
A sociedade espartana contava ainda com uma categoria composta de pequenos comerciantes livres, os periecos. Ao que parece esses indivíduos descendiam dos povos que haviam colaborado com os dórios na conquista da região. Sua importância social, porém era reduzida.
O empenho da elite espartana em garantir seus privilégios é fielmente utratado na explicação sobre a origem das leis que regiam a cidade.
Militarismo Espartano
Esparta era governada por uma oligarquia isto é, por uma minoria. Este elemento reforçou o caráter conservador da sociedade espartana, que era mantida graças a um sistema de educação voltado para a preparação militar.
Toda criança ao nascer era examina por um conselho de anciões que avalia sua constituição física. Caso apresentasse alguma deficiência, seria atirado de um desfiladeiro. Caso contrário permanecia com os pais que o educaria até os sete anos. Os meninos eram separados da família e entregues ao estado para cumprir serviço militar.
A obrigação da mulher, portanto, era de gerar filhos saudáveis para servir ao estado, por isso a saúde do corpo também era uma preocupação feminina.
O casamento, numa sociedade dominada por valores masculinos, visava tão-somente a reprodução da população para manter os contingentes militares.

ATENAS
Atenas localiza-se na região da Ática, uma península bastante recortada, com bons portos onde colinas e montanhas misturam-se a pequenas planícies.
A sociedade ateniense era dominado pelos eupátridas, grandes propriedades de terras que detinham o controle sobre o governo. Assim garantiam a manutenção de seus interesses e privilégios.
Os paralianos, comerciantes do litoral ateniense, contavam com significativo prestigio social em função do desenvolvimento político comercial conquistado pela cidade.
Os camponeses habitantes da região montanhosa da península, compunham a camada menos favorecida da sociedade ateniense. Sua inferioridade social só era suplantada pelos escravos e estrangeiros.
O regime oligárquico do governo não era, contudo aceito com tranqüilidade pelos grupos desprivilegiados da sociedade ateniense. Revoltas populares ocorriam freqüentemente, para solucionar esses conflitos.
O primeiro legislador foi Gracon a quem coube redigir as leis que até, então eram transmitidas apenas oralmente.
A ineficácia das reformas fizeram com que alguns indivíduos que tomaram o poder o controle do governo pela força e passassem a exercer o poder de maneira pessoal, estabelecendo a chamada tirania.

Democracia Ateniense
A situação era bastante delicada quando Clístenes, político de origem nobre, assumiu o governo de Atenas, disposto a apresentar reformas políticas profundas. Durante seu governo, instaurou-se a democracia, ampliando a possibilidade de participação nas decisões políticas todo cidadão ateniense independente de sua renda.
Em Atenas, a democracia repousava sobre o funcionamento de três órgãos políticos principais: a Bule, a Eclésia, e a Heliae.
A Bule representava um conselho de quinhentos membros, encarregados de elaborar projetos de lei. A Eclésia tinha força de assembléia político e dela podiam participar todos com mais de 18 anos de idade, sua função era aprovar ou não os projetos exercidos pela Bule, além de eleger dez estrangeiros. Já as Heliae representavam tribunais de justiça, nos quais cidadãos escolhidos por sorteio julgavam conflitos, crimes e impasses.
PERÍODO CLÁSSICO
Nesse período, a Grécia atingia seu apogeu, marcado por grande desenvolvimento econômico e esplendor cultural. Nesse período, Atenas e depois, Esparta tornaram-se as mais importantes cidades gregas. A ascensão econômica trouxe choques de interesses levando os gregos a lutarem contra outros povos e também entre si. Entre as principais guerras desse período destacaram-se: as guerras Médicas e a guerra do pelonopesco.
PERÍODO HELENISTICO
As constantes guerras entre as cidades gregas enfraqueceram-nas grandemente, permitindo a invasão e a conquista do território grego pelos macedônios.
A dominação da Grécia pela Macedônia (Alexandre Magno)
Alexandre assumiu o comando do Império quando tinha apenas 20 anos de idade. Apesar disso sentiu-se preparado para governar.
Com seu pai, tivera lições práticas de política, e com o seu mestre, o filósofo grego Aristóteles, aprendera a conhecer e apreciar a arte, a filosofia e as ciências gregas.
Logo no início de seu governo, Alexandre reprimiu prontamente duas tentativas de rebelião promovidas pelas cidades gregas e consolidou-se no poder.
A seguir, partiu a frente de 40 mil soldados, macedônicos e gregos, em direção à África e a Ásia.
Num curto espaço de dez anos, o exercito de Alexandre Magno conquistou a Síria, a Fenícia, a Palestina, o Egito, as capitais do império persa e parte da Índia.
O império de Alexandre Magno era o maior até então, estendendo-se desde a Grécia até a Índia.
Como seu pai, Alexandre também foi um político habilidoso. Respeitou as tradições, a religião e a administração dos povos conquistados, admitiu jovens persas no seu exército; promoveu o casamento de milhares de seus soldados com mulheres orientais e incentivou ao máximo a troca de informações entre os diferentes povos de seu império.
Com isso, Alexandre estimulou os gregos a conhecerem a cultura oriental e favoreceu a difusão da cultura grega entre os não-gregos.
Com o tempo a cultura grega foi se fundindo com a cultura oriental e deu origem a chamada cultura helenística.
Quando Alexandre morreu, seus generais disputaram o poder entre si.
O império macedônico – exceto a Índia e a Pérsia – foi dividido em três grandes reinos: Reino do Egito, Reino da Síria e Reino da Macedônia.
AS GUERRAS MÉDICAS
As guerras Médicas tiveram como causa principal a disputas entre Gregos e Persas pela supremacia marítimo-comercial do Mundo Antigo.
Durante sua expansão em direção ao Ocidente, o poderoso império persa conquistou diversas colônias gregas na Ásia Menor, entre elas a importante cidade de Mileto.
Tempos depois, essas colônias, lideradas por Mileto e contando com a ajuda de Atenas, tentaram, em vão, liberta-se do domínio persa promovendo uma revolta.
Foi o que bastou para Dario I, rei dos persas, lançasse seu poderoso exercito sobre a Grécia Continental, dando inicio as guerras médicas.
Nesse primeiro confronto, para a surpresa de todos, 10 mil gregos liderados pelo ateniense Miclíades conseguiram impedir o desembarque de 50 mil persas, vencendo-os na Batalha de Maratona, no ano 490 a.C.

RIVALIDADE ENTRE AS CIDADES-ESTADOS
A hegemonia conquistada por Atenas despertou a oposição de Esparta, apoiada por outras cidades gregas, decidiu enfrentar o poder Ateniense, organizando a Liga do Pelonopesco e obtendo com isso significativas vitórias sobre o exercito de Atenas.
A guerra contra a liga enfraquecia grandemente o poder de Atenas. A cidade teve de render-se ao exercito Espartanos após ter sido derrotado na batalha de Egos Pótamos. Esse fato marcaria o fim da democracia em Atenas que passou a ser dirigida por um governo aristocrático indicado por Esparta.
A cidade de Esparta assim conquistava a hegemonia na Grécia, suscitando a revolta das cidades que compunham a liga. Seguiram-se violentos conflitos até que a cidade de Tebas conseguiu vencer os espartanos, estabelecendo o seu domínio sobre o território grego.
O predomínio tebano teve vida curta, nove anos depois seu exercito foi derrotado por forças militares de várias cidades gregas.
A ocorrência constante de conflitos internos propiciou o enfraquecimento do poderio grego e a invasão dos povos vizinhos.

ASPECTOS CULTURAIS
Religião: a religião dos antigos gregos era politeísta.Entre os vários deuses o mais importante era Zeus, símbolo da justiça, da razão e da autoridade. Habitava o monte Olimpo, juntamente com os outros deuses.
Os deuses gregos foram criados a imagem e semelhança dos homens, além de se casarem entre si, os deuses gregos casavam-se também com seres mortais. Os filhos desses casamentos era chamado de herói e considerado semideuses.
Sobre seus deuses e heróis, os gregos contavam muitas lendas que deram origem à rica mitologia grega.
Filosofia: em grego quer dizer amor à sabedoria.
O clima de liberdade e debates existentes nas cidades gregas que adotavam o regime democrático favoreceu o aparecimento de grandes filósofos, entre eles Sócrates, Platão e Aristóteles.
Sócrates, que era um educador, precupou-se mais em conhecer o indivíduo dos fenômenos naturais.
Platão, assim como seu mestre Sócrates preucupou-se com a formação moral do indivíduo.
Aristóteles, o principal discípulo de Platão, é considerado o filosofo grego que mais influenciou a civilização ocidental, um dos motivos era o de que ele dedicava-se aos mais diferentes tipos de conhecimento.
Teatro: os gregos produziam texto e espetáculos teatrais de excelente qualidade e foram os inventores da tragédia e da comédia. Esses gêneros teatrais nasceram nas grandes festas onde se misturavam danças, musicas e coros, em homenagem a Dionísio, o deus do vinho.
Entre os gramaturgos gregos que produziam obras imortais, encontram-se Ésquilo, Sófoles, Eurípedes Aristófanes.
História: a história também nasceu na Grécia Antiga. Um de seus historiadores mais famosos foi Heródoto, autor de Histórias, obra na qual narra as guerras Médicas, mas ele narrou essa história claramente a favor dos gregos.
Coube ao ateniense Tucídides fundar a história como ciência, apresentando os fatos históricos de modo objetivo e preciso.
Medicina: conhecido como o pai da medicina, o grego Hipócrates lançou bases a clínica médica. Sua maior contribuição foi afirmar que as doenças possuíam causas naturais e, portanto, não podem ser explicados pela força do destino ou pela vontade dos deuses. Ainda hoje, médicos recém-formados continuam prestando o juramento de Hipócrates, através do qual se comprometem a dar o máximo de si para defender a saúde dos enfermos.
Matemática: os dois mais importantes matemáticos gregos foram Tales de Mileto e Pitágoras. Tales formulou por exemplo, o teorema segundo o qual se duas linhas se cruzam, os ângulos opostos pelo vértice são iguais. Já Pitágoras construiu um teorema dos números, classificando-os em pares, impares, primos etc., e descobriu o teorema que, em homenagem a ele foi chamado de teorema de Pitágoras.
Arquitetura: os gregos construíam templos harmoniosos sustentados por graciosas colunas. Observando essas colunas, conclui-se que os arquitetos gregos criaram três principais estilos de construção: o dórico, o jônico e o coríntio.
Escultura: usando principalmente o mármore e o bronze, os escultores gregos produziram estátuas expressivas, singelas e ao mesmo tempo vigoras.
Entre os mais geniais escultores gregos estão: Fídias, cujas principais obras foram às estátuas de Atena e de Zeus; Míron autor de Discóbolo; e Praxíteles, que se notabilizou representado divindades humanizadas.
Jogos olímpicos: centenas de jovens gregos se reunião em Olímpia para disputar os jogos em honra aos deuses. A competição que reúne os melhores atletas da Grécia pretende estimular o maior aprimoramento técnico e intelectual dos jovens gregos. As olimpíadas eram realizadas de quatro em quatro anos no estádio de Olímpia.
Cultura helenística: caracterizou-se por apresentar uma arte mais realista, exprimindo a violência e a dor, componentes constantes dos novos tempos. Na agricultura predominavam o luxo e grandiosidade, reflexo da imponência do Império Macedônia. Na escultura, turbulência e agitação eram traços significativos.

Escola – Guerra do Paraguai


Tema: Guerra do Paraguai

  • Países participantes

Maior conflito armado ocorrido na América do Sul a Guerra do Paraguai ocorreu entre 1864 e 1870, de um lado o Brasil, a Argentina e o Uruguai, formando a Tríplice Aliança (Tratado assinado em 1º de maio de 1865) e de outro o Paraguai.

•· Causas/motivos da guerra

A Argentina e o Brasil tinham antigas ambições territoriais na região do Rio do Prata. Pensavam aumentar seu território conquistando o Uruguai. O Brasil chegou a realizar duas intervenções no Uruguai uma em 1851 e outra em 1864.

As forças militares do Império brasileiro em 1852 com apoio do Uruguai e de duas províncias argentinas, também invadiram a Argentina .

Após esses conflitos a Argentina e o Uruguai passaram a ter governos aliados ao Brasil.

Até o século XIX o Paraguai era um país de economia desenvolvida e forte. Porém o Paraguai é um país continental, isto é , não tem saída para o mar. O governo do Paraguai Francisco Solano Lopez queria construir uma saída livre para o Oceano, via rios Paraguai, Paraná e Prata . Uma espécie de canal livre para o comércio exportador e importador dos países. O sonho do presidente do Paraguai choca-se com os interesses da Inglaterra, tradicional aliada do Brasil, Argentina e do Uruguai.

Com o desenvolvimento econômico do Paraguai, a economia inglesa corre o risco de ter diminuído o seu comércio na América do Sul, que é abastecida cada vez mais, pelos produtos do Paraguai.

A Inglaterra então apóia seus aliados o Brasil, Argentina e Uruguai para realizar uma guerra contra o Paraguai. Como isso aconteceu ?

Os habitantes que viviam na região de Mato Grosso no século XIX, dependia muito do Rio Paraguai, porque não havia estradas ligando a Província do resto do Brasil. Procurando um pretexto para a guerra, o Brasil enviou para Mato Grosso, o navio Marquês de Olinda, cheio de armas e de munições. Porém governo do Paraguai Solano considerou tal fato um ato de agressão e proibiu a navegação de navios brasileiros no Rio Paraguai. Em contra partida o Imperador D. Pedro II diante do ato de Solano considerou uma agressão ao Brasil e declarou guerra ao Paraguai.

Os conflitos na região começam pela disputa estratégica da região do Rio Prata. Solano ordena a invasão da província de Mato Grosso em dezembro de 1864, e a guerra está declarada .

  • A guerra e a participação de Duque de Caxias e o Conde D`Eu

A guerra contra o Paraguai teve três fases. No primeiro ano, as forças paraguaias venceram , em ações rápidas e fulminante vencendo facilmente o Forte de Coimbra e Dourados. Na Segunda etapa entre 1865 e1868 , os três aliados Brasil, Argentina e Uruguai conseguiram equilibrar as ações. Essa fase foi de lutas violentas, com vitórias e derrotas de lado a lado.

Nesta fase os aliados venceram a Batalha de Riachuelo em 11 de junho de 1865, a Batalha de Uruguaiana em 18 de setembro de 1865, e as tropas da Fortaleza de Tuiuti em 24 de maio de 1866. Porém em 03 de setembro de 1866 os aliados foram derrotados na Batalha de Curuzu pelas tropas de Solano.

A partir de 1867 depois dos aliados deixarem o Brasil quase sozinho na guerra Duque de Caxias foi nomeado Comandante-maior-da-guerra e assumiu o comando, e vence a 03 de novembro de 1867 Batalha de Humaitá . Depois de cercar a Fortaleza de Humaitá , Caxias tomou-a em 1868, abrindo caminho para a invasão a Assunção.

No ano de 1868, Caxias venceu as tropas de Solano na Dezembrada.

A 11 de dezembro de 1868, Caxias venceu as Batalhas de Itororó e Avaí, e a 27 do mesmo mês e ano vence a Batalha de Lomas Valentinas. E sem poder resistir, Assunção caiu, a 5 de Janeiro de 1869, nas mãos de Caxias.

Após o comando de Caxias, a guerra passou a ser comandada pelo Conde D`Eu, Gastão de Orlenas, genro de D. Pedro II em 1869. Esta é a última fase da guerra , quando Solano quase vencido ainda resiste até 1870. A 12 de agosto de 1869, as tropas de Solano foram vencidas em Peribebuí, pelo Conde D`Eu e , finalmente , a 1º de março de 1870, Solano foi morto na Batalha de Cerro-Corá. Era o fim da guerra.

  • Conseqüências da guerra para o Brasil e Paraguai

Para o Paraguai, as conseqüências da guerra foram seríssimas. Sua economia estava destruída e grande parte da população, principalmente a masculina, estava morta, perdeu 40.000 km² do seu território para a Argentina e para o Brasil. Desde então o Paraguai não se recuperou mais, sendo até hoje um dos países mais pobres da América Latina.

A guerra trouxe mudanças também para o Brasil. Além da morte de milhares de pessoas sua economia sofreu forte abalo, pois os gastos foram enormes, o que gerou a necessidade de se contrair novos empréstimos junto à Inglaterra.

Enfim, a guerra só beneficiou as Inglaterra, que vendeu suas armas à Tríplice Aliança. E, ao arrasar a indústria do Paraguai, podia vender novamente, sem concorrente, seus produtos industriais na América do Sul.

Escola – Guerra dos Farrapos


Advertisement

A Guerra dos Farrapos, também chamada Revolução Farroupilha, foi a mais longa guerra civil brasileira. Durou 10 anos. Foi liderada pela classe dominante gaúcha, formada por fazendeiros de gado, que usou as camadas pobres da população como massa de apoio no processo de luta.
Apesar da participação do povo, esse movimento difere da Cabanagem e da Balaiada, pois os fazendeiros, unidos, jamais permitiram que as camadas populares assumissem a liderança do movimento ou se organizassem em lutas próprias.
A elite fazendeira do Rio Grande do Sul contestava a centralização política, o desinteresse do governo central pelos problemas das províncias e os tratados comerciais que prejudicavam o país. Contestava também os impostos e as baixas taxas alfandegárias cobradas na importação de produtos estrangeiros, principalmente o charque (carne-seca) argentino e uruguaio, que concorria com mercados consumidores brasileiros.
Desde o século XVII, a base da economia gaúcha era a criação de gado e principalmente a fabricação do charque, importante produto para a alimentação dos escravos e das populações mais necessitadas que viviam nas zonas mineradoras e nos latifúndios do Norte e do Nordeste.
Entretanto, os fazendeiros gaúchos, para venderem o charque nas outras províncias do Brasil, eram obrigados a pagar impostos alfandegários, como se o produto fosse estrangeiro.
Dessa maneira, o charque do Rio Grande do Sul, produzido em bases escravistas, não podia competir com o preço e a qualidade do charque argentino e uruguaio, que pagava baixas taxas de impostos nas alfândegas do Brasil e era produzido em escala superior, com a utilização de mão-de-obra assalariada, mais dinâmica e produtiva que a escrava.
Diante disso, os fazendeiros de gado organizaram a luta, que tinha como finalidade solucionar os problemas econômicos da província e obter liberdade de escolherem seus próprios governantes.
Em 1835, os rebeldes, comandados por Bento Gonçalves, tomaram a cidade de Porto Alegre e, no ano seguinte, proclamaram a República Rio-Grandense, também chamada República de Piratini.
Sob o comando de Davi Canabarro e auxiliados pelo italiano Garibaldi, os gaúchos continuaram lutando e conquistaram Santa Catarina, a República Juliana.
Os rebeldes iam ampliando suas conquistas e organizando seu próprio governo. Chegaram a convocar uma Assembléia Constituinte para a elaboração de um projeto de Constituição.
De acordo com as idéias revolucionárias, o regime político adotado seria uma república presidencialista, em que o presidente seria eleito pelo voto censitário e governaria assessorado por um grupo de conselheiros.
Para combater os rebeldes e tentar a paz, o governo central nomeou Caxias como governador do Rio Grande do Sul.
Caxias isolou os rebeldes , cortou as principais linhas de comunicação e abastecimento dos farrapos e propôs um acordo de paz, que incluía uma anistia aos combatentes farroupilhas.
Entretanto, somente em 1845 os rebeldes aceitaram a paz proposta por Caxias. Pelo acordo estabelecido, além da anistia ampla e restrita aos rebeldes, o governo deveria libertar os escravos que lutaram ao lado dos farrapos; incorporar ao Exército Imperial, com as mesmas patentes, os oficiais rebeldes; devolver aos farrapos as propriedades tomadas durante a luta; mudar a política de cobrança de impostos. Assim, fez-se a paz.

Escola – Hiroshima


INTRODUÇÃO

A Guerra do Vietnã tem uma importância política sociocultural gigantesca! Porém, não é dado o seu verdadeiro valor… Não podemos ver essa Guerra como um acontecimento isolado entre EUA e Vietnã, pois seu cunho ultrapassa os limites regionais e qualquer tipo de barreira étnica.
Esse conflito nos demonstra claramente a incrível capacidade do ser humano de sentir e expressar seus sentimentos, bem como a constante luta pela liberdade, seja ela política, cultural, religiosa, ou de outro caráter aplicável.
Há uma idéia errônea sobre os verdadeiros “vilões” da Guerra do Vietnã. Atribui-se aos Norte-Vietnamitas o rótulo de “bandidos”, porcos sem vergonha, comunistas comedores de criancinha, batem em velhinhas, passam a mão em mocinhas, estupradores, maníacos-pervertidos e outras baixarias mais… contudo essa visão está completamente errada!
Os Norte-Vietnamitas, bem como todos os vietnamitas envolvidos, são vítimas da política de bipolarização global, pela qual o mundo passou após o desfecho da Segunda Guerra Mundial.
Os verdadeiros assassinos são os norte-americanos. Possuidores de regalias e riquezas. Invadiram um país absolutamente miserável e o tornaram mais pobre ainda… Não obstante acabar com milhares de vidas humanas (dois milhões de vietnamitas foram mortos, sem contar os três milhões de feridos e inválidos, as centenas de milhares de órfãos e os doze milhões de indochineses refugiados pelo mundo) o meio ambiente riquíssimo em vida exuberante foi severamente atacado e aniquilado. As baixas vietnamitas perduram até os tempos atuais, sem nenhuma expectativa de mudança significativa.
A verdade é que adolescentes norte-americanos foram enviados para uma missão de matança. Todavia eles estavam assassinando camponeses, mulheres, crianças, trabalhadores e outros jovens como eles, pessoas as quais possuíam uma vida bastante árdua, transformada em pesadelo e morte.
Não é aceitável que “Huey Hogs” (helicópteros do tipo 1 H-C, topo de linha nos anos 60. Poder de transporte de tropas, procura e destruição incrivelmente desenvolvido e eficaz) armados de metralhadoras M-60 (mais de 250 tiros por minuto, capaz de penetrar blindagens e explodir um homem em muitos pedaços), metralhadoras Chain Gun (ainda mais potentes que as M-60. Tecnologia rotatória de disparos), foguetes, granadas, hydras (tipo letal de foguetes) e muita, muita munição sejam incumbidos de exterminar agricultores, vilas inteiras, pessoas sem a mínima noção de treinamento militar e manuseio de armas (armas muito inferiores).
Contudo, o ser humano é espetacular. Mesmo havendo diferenças enormes em prol dos norte-americanos, os vietnamitas conseguiram vencer a batalha pela liberdade e nos deixam a lição de que devemos sempre lutar pelo que acreditamos, mesmo que tudo pareça estar perdido, sempre haverá a magnitude humana, perseverando sobre as pedras do caminho.

HISTÓRIA DA GUERRA

(1945-1954) Foi a seqüência do conflito (1946-1954) entre a França, a qual dominava a Indochina após a Segunda Guerra Mundial, e a Liga para a Independência do Vietnã, comandada pelo líder revolucionário Ho Chi Minh.
Tendo emergido como o grupo nacionalista mais forte que lutou na ocupação japonesa da Indochina francesa durante a Segunda Guerra Mundial, a liga estava determinada a resistir ao domínio colonialista francês e implantar mudanças sociais e políticas.
Seguindo a rendição japonesa para os Aliados em Agosto de 1945, as guerrilhas Vietminh tomaram a capital Hanói e forçaram a abdicação do Imperador Bao Daí.
A 2 de setembro eles declararam a independência do Vietnã e anunciaram a criação da República Democrática do Vietnã, chamado de Vietnã do Norte, tendo Ho Chi Minh como presidente.
A França reconheceu oficialmente o novo Estado, porém a seqüência de desentendimentos políticos e econômicos levaram a um conflito armado entre o Vietnã do Norte e a França no começo de dezembro me 1946.
Com o apoio francês, Bao Daí organizou o Estado do Vietnã, chamado de Vietnã do Sul, no dia primeiro de julho de 1949, estabelecendo sua capital na cidade de Saigon (a atual cidade de Ho Chi Minh). Durante os próximos anos, os EUA reconheceram oficialmente o governo de Saigon, bem como ajudaram-no.
O presidente Harry S. Truman mandou um grupo de assistência militar para treinar os Sul-Vietnamitas no manuseio das armas americanas. Enquanto isso, França e o Vietminh estavam construindo suas forças.
A batalha decisiva aconteceu na primavera de 1954, o Vietminh atacou o forte francês de Dien Bien Phu no norte do Vietnã. Graças a uma estratégia militar brilhante liderada por Ho Chi Minh, dia 8 de maio de 1954 após 55 dias de cerco os franceses se renderam.
No mesmo dia, delegações do Vietnã do Sul e do Norte encontraram-se com delegações da França, Inglaterra, União Soviética, EUA, China Comunista e os outros dois Estados indochineses: Laos e Cambodia na cidade de Gênova para discutir o futuro da Indochina.
Foi feito um acordo o qual dividia o Vietnã temporariamente em dois Estados. Acima do paralelo 17, o norte, seria governado pelos comunistas e ao sul do paralelo seria comandado pelos capitalistas. O acordo estipulava eleições para a reunificação do país, as quais se dariam em 1956.
Em 24 de outubro de 1954, o presidente americano Dwight D. Eisenhower ofereceu apoio econômico direto ao Vietnã do Sul. Foram mandados destacamentos de treinamento militar para as tropas do Sul em fevereiro de 1955.
O suporte americano para o governo vietnamita sulino continuou mesmo após Bao Daí Ter sido deposto em 23 de outubro de 1955, sendo criada uma república no Sul, com Ngo Dinh Diem como presidente.
Um dos primeiros atos de Diem foi anunciar que o seu governo recusaria as eleições bem como o direito dos Norte-Vietnamitas de expressarem seus direitos, alegando que haveria fraude por parte dos nortistas (embora Diem e outros oficiais sulinos foram acusados de práticas eleitorais fraudulentas).
A recusa pelas eleições preestabelecidas se dá pelo fato de que o Sul não estava preparado para enfrentar o Norte. Apesar dos EUA terem ajudado financeiramente, faltou organização política sólida, manutenção do país em si, pois não adianta fornecer poucas condições hoje e elas faltarem amanhã.
Não foi possível criar uma estrutura forte com a ajuda dada pelos EUA. O Sul não necessitava de táticas ou equipamentos militares, mas sim de uma organização político-econômica auto-sustentável. Não se conserta um país fornecendo uma quantia específica de dinheiro, pois esse montante acabará e os inúmeros problemas estarão proliferando.
O Sul não aceitou o prazo das eleições porque ele não tinha a mínima chance de vitória. Os EUA não aceitaram e desde 1955, prepararam os Sul-Vietnamitas para um confronto armado. Podemos notar facilmente que os EUA manipulavam toda e qualquer decisão sulina.
Os Norte-Vietnamitas não admitiram essa palhaçada norte-americana e atacaram instalações militares americanas no Sul, usando o método de guerrilhas. Chamados de Vietcongs, os Norte-Vietnamitas estavam completamente certos, pois o Sul não cumpriu com sua parte no acordo e nem os EUA.
A única forma de acabar com a arrogância americana foi com ataques as suas bases militares. Os americanos são muitíssimos prepotentes, pensam que podem fazer o que querem com qualquer um, pensam que são os donos do mundo. Enganam-se… Os ataques foram intensificados em 1960, o ano em que o Vietnã do Norte proclamou a intenção de “liberar o Vietnã do Sul do domino imperialista americano.” Os Vietcongs estavam sendo comandados por Hanói. Para monstrar que o movimento da guerrilha era independente, os Vietcongs estabeleceram sua própria política, conhecida como Frente de Liberação Nacional (FLN), com seu centro de operações em Hanói.
O presidente John F. Kennedy, em dezembro de 1961, enviou a primeira tropa americana, constituída por 400 soldados, a qual chegou em Saigon, com o objetivo de operar duas companhias de helicóptero. Contudo, a hipocrisia americana atingiu o ponto de declarar que essa tropa não era uma unidade de combate. Em sinal de protesto contra a guerra, budistas e outros grupos religiosos suicidavam-se ateando fogo em seus próprios corpos.
Em 1 de novembro de 1963, o regime de Diem foi deposto com um golpe militar. Diem e seu irmão Ngo Dinh Nhu, foram executados. As circunstâncias em volta do golpe não foram explicadas claramente na época. No verão de 1971, contudo, com a publicação de um documento secreto do Pentágono sobre a Guerra, foi revelado que o golpe seria iminente e os EUA estavam preparados para proverem um governo sucessor. Não sei até onde ele estavam preparados, pois Diem começava a discordar da intervenção americana. Talvez o golpe tenha partido dos próprios americanos…
O governo substituto foi um conselho revolucionário liderado pelo Brigadeiro General Doung Van Minh. Seguiu-se uma série de outros golpes, após o regime de Diem, Vietnã do Sul teve 10 diferentes governos em um prazo de 18 meses. Nenhum deles foi capaz de suportar efetivamente a situação militar do país. Um conselho militar sob o comando dos Generais Nguyen Van Thieu e Nguyen Cao Ky foi finalmente criado em 1965, o qual restaurou a ordem política básica. Mais tarde, em setembro de 1967, eleições foram suspensas e Thieu tornou-se presidente do Vietnã do Sul.
Diferente das guerras convencionais, a Guerra do Vietnã não teve “Front” (frente de combate) definido. Usou-se estratégias de guerrilha, como o movimento “hit and run” (atacar e correr), buscando refúgio na floresta. Durante o dia os americanos eram os senhores da situação, porém quando chegava a noite, os Vietcongs espalhavam terror com seus ataques rápidos e eficientes.
No começo de 1960, os Vietcongs infiltraram-se no Sul pela “Trilha de Ho Chi Minh”, a qual abastecia as tropas nortistas espalhadas pelo país com suprimentos vindos da China e da URSS. A Guerra se iniciou com o ataque de torpedos Norte-Vietnamitas contra dois destroiers americanos no Golfo de Tonkin.
Em 7 de agosto, o senado americano autorizou um envolvimento militar maior e o presidente Lyndon B. Johnson ordenou que jatos fossem mandados para o Vietnã do Sul e fortes bombardeios no Vietnã do Norte foram iniciados.
De 1964 à 1968 o General William C. Westmoreland foi o comandante das forças americanas no Vietnã do Sul; ele foi substituído em 1968 pelo General Creigton Abrams.
Em fevereiro de 1965, aviões americanos começaram bombardeios regulares com alvos no Vietnã do Norte. Foram cancelados em maio, na esperança de iniciarem um acordo de paz, todavia o Vietnã do Norte recusou todas as negociações. Os bombardeios recomeçaram.
Em 6 de março de 1965, uma brigada de “Marines” (Fuzileiros Navais) chegou em Da Nang, sul da zona desmilitarizada (ZDM). As forças americanas atingiam o número de 27.000 soldados. Até o fim do ano, seriam 200.000.
De fevereiro de 1965 até o fim do envolvimento americano em 1973, as tropas do Vietnã do Sul lutaram principalmente contra a Guerrilha Vietcong, enquanto os EUA e as tropas aliadas enfrentaram os Norte-Vietnamitas em uma Guerra violenta feita em lugares como: o Vale de Dang, Dak To, Loc Ninh e Khe Sanh – todas vitórias dos capitalistas.
Durante a campanha de 1967-1968, o estrategista Norte-Vietnamita Vo Nguyen Giap lançou a famosa Ofensiva Tet (devido ao ano novo lunar vietnamita, em meados de fevereiro): uma séria de ataques maciços em mais de 100 alvos urbanos.
Mesmo tendo um efeito psicológico devastador, a campanha a qual Giap esperava ser decisiva, falhou, forçando o recuo de muitas posições que os Norte-Vietnamitas haviam ganhado. Foram mortos 85.000 Vietcongs.
Apesar da vitória aparente dos norte-americanos, a opinião pública dentro dos EUA era de que estavam lutando por uma Guerra a qual os americanos nunca ganhariam. Em 31 de março de 1968, o Presidente Johnson anunciou um corte nos bombardeios no Vietnã do Norte, com o objetivo de uma nova gestura pacífica.
Houve uma resposta positiva de Hanói, e em maio, tratados de paz entre o Vietnã do Norte e os EUA começaram a tomar forma em Paris. Com o passar do tempo, os tratados se expandiam para incluir o Vietnã do Sul e a FLN Vietcong. Porém, nenhum tratado resultou em paz, todavia os bombardeios ao norte do Vietnã foram completamente suspensos em novembro.
Em 1969, o Presidente Richard M. Nixon, anunciou a retirada de 25.000 tropas americanas do Vietnã até agosto de 1969. Outro corte de 65.000 tropas foi ordenado no final do ano. O programa chamado de “vietnamização da guerra”, foi efetivo. Com isso, o Presidente Nixon enfatizava uma responsabilidade maior dos Sul-Vietnamitas.
Contudo nem a redução de tropas americanas ou a morte do brilhante Presidente Ho Chi Minh, em 3 de setembro de 1969, foi capaz de por um ponto final na guerra. Os Vietcongs queriam a completa retirada das tropas americanas do sul, como condição de paz.
Em abril de 1970, tropas de combate americanas entraram no Cambodia, ficando lá somente 3 meses, porém os ataques aéreos no Vietnã do Norte, recomeçaram com força dobrada.
Em 1971, as forças Sul-Vietnamitas tinham um importante papel na Guerra, pois lutavam em vários “Fronts”: Cambodia, Laos e no Vietnã do Sul.
Com o passar dos meses de 1971, a retirada dos americanos continuou. Ela coincidiu com uma nova estruturação do exército Norte-Vietnamita, pois estavam planejando uma intensificação nos movimentos da Trilha de Ho Chi Minh no Laos e no Cambodia.
Ataques aéreos americanos no setor da Indochina foram maciçamente reforçados. Na terra, as forças vietnamitas comunistas lançaram ataques efetivos contra as forças do governo no Vietnã do Sul, no Cambodia e no Laos.
Em 1971, as baixas americanas diminuíram significativamente para 1.380 soldados, comparado com os 4.221 mortos em 1970. Por outro lado, as tropas de Saigon sofreram 21.500 baixas: muitos no Cambodia e no Laos, contudo a grande maioria sucumbiu no Vietnã do Sul. Os sulinos tiveram 97.000 mortos em 1971.
Movimentos de paz cresciam dentro dos EUA. Houve muita controvérsia sobre o envolvimento americano na Guerra, levantando manifestações e paciatas em prol da paz.
Esses movimentos foram acelerados com a publicação de algumas atrocidades cometidas pelos americanos na Guerra. A qual teve maior repercussão foi a do Massacre de My Lai, em 1968. A companhia C, Primeiro Batalhão, Vigésima Infantaria, Décima Primeira Brigada, divisão americana, fuzilou 347 civis desarmados, os quais figuram na grande maioria crianças, mulheres e idosos, na vila de My Lai.
Cinco soldados foram a corte marcial. O tenente William L. Calley foi responsabilizado pelo ocorrido, sendo julgado culpado por um júri militar em setembro de 1971.
O extermínio de My Lai só foi divulgado 20 meses após sua ocorrência. Muitas outras atrocidades foram cometidas, pouquíssimas publicadas…
Em 30 de março de 1972, os Vietcongs lançaram um ataque fulminante na ZDM da província de Quang Tri.
Em 8 de maio de 1972, o Presidente Nixon ordenou que minassem os portos do Vietnã do Norte, principalmente o porto de Haiphong, com a finalidade de destruir a rota dos suprimentos, enviados pelos aliados comunistas.
O sistema de transporte nortista também foi atacado, especialmente os trilhos de trem, causando sérios problemas econômicos. A cidade de Quang Tri foi ocupada pelos capitalistas dia 15 de setembro, após 4 meses de ocupação comunista.
Nixon ordenou ataques mais violentos e o uso dos bombardeiros B-52 foi intensificado, sendo realizados ataques 24 horas por dia.
Na noite de 23 de janeiro de 1973, o Presidente Nixon anunciou em cadeia nacional a viabilidade de todos os termos formais para um cessar fogo.
Em 27 de janeiro, em Paris, delegações representando o Vietnã do Sul e do Norte, os EUA e o e o Governo Comunista Provisório do Vietnã do Sul assinaram um acordo acabando com a Guerra e restaurando a paz no Vietnã.
O cessar fogo oficialmente teve efeito dia 28 de janeiro.
No final de maio de 1973, todas as tropas americanas foram retiradas. Embora o Presidente Nixon tenha aparentemente assegurado ao governo de Thieu que forças americanas manteriam apoio em um eventual rompimento do acordo de paz. Futuras assistências ao Sul ficaram politicamente impossíveis. Uma das razões para isso foi o escândalo de “Watergate” .
Dia 30 de abril de 1975, a capital Saigon foi capturada e a República do Vietnã rendeu-se incondicionalmente para o Governo Provisório Revolucionário.
O uso intensivo de Napalm (bomba incendiária) matou milhares de civis. O emprego de desfoliantes, como o agente laranja, além de acabar com a vida humana, destruiu o meio ambiente de um país essencialmente agrícola. Vietnã foi vastamente destruído.

KIM PHUC

A foto da garota Kim Phuc, nua, fugindo de seu povoado que estava sofrendo um bombardeio de napalm, até hoje é lembrada como uma das mais terríveis imagens da Guerra do Vietnã. No momento em que a foto foi tirada, em 8 de junho de 1972, a vida de Kim Phuc, então com 9 anos, mudaria para sempre. Hoje, 32 anos depois, Kim Phuc é Embaixatriz da Boa Vontade da UNESCO. Ela contou à BBC sua experiência:
“Em 1972, os americanos lançaram uma bomba de napalm em meu povoado, no sul do Vietnã. Um fotógrafo, Nick Ut, tirou uma foto minha fugindo do fogo, a foto que hoje é tão famosa. Eu me lembro que tinha 9 anos, era apenas uma menina. Naquela noite, nós do povoado havíamos ouvido que os vietcongues estavam vindo e que eles queriam usar a vila como base. Então, quando já era dia, eles vieram e iniciaram os combates no povoado. Nós estávamos muito assustados. Eu me lembro que minha família decidiu procurar abrigo em um templo, porque nós acreditávamos que lá era um lugar sagrado. Nós acreditávamos que, se nos escondêssemos lá, estaríamos a salvo. Eu não cheguei a ver a explosão da bomba de napalm; só me lembro que, de repente, eu vi o fogo me cercando. De repente, minhas roupas todas pegaram fogo, e eu sentia as chamas queimando meu corpo, especialmente meu braço. Naquele momento, passou pela minha cabeça que eu ficaria feia por causa das queimaduras, que eu não ia mais ser uma criança como as outras. Eu estava apavorada, porque de repente não vi mais ninguém perto de mim, só fogo e fumaça. Eu estava chorando e, milagrosamente, ao correr meus pés não ficaram queimados. Só sei que eu comecei a correr, correr e correr. Meus pais não conseguiriam escapar do fogo, então eles decidiram voltar para o templo e continuar abrigados por lá. Minha tia e dois de meus primos morreram. Um deles tinha 3 anos e o outro só 9 meses, eram dois bebês. Então, eu atravessei o fogo.”
Queimaduras…
“O fotógrafo Nick Ut nos levou para um hospital das redondezas.
Assim que ele nos deixou lá, foi para uma sala escura revelar as fotos.
Depois, me falaram que eu e as outras pessoas feridas seriam transferidas para o hospital de Saigon. Dois dias depois, meus pais me encontraram no hospital. Eu passei bastante tempo no hospital: 14 meses. Os médicos fizeram 17 cirurgias para curar as queimaduras de primeiro grau. Metade do meu corpo ficou queimado.
Aquele foi um momento decisivo na minha vida. A partir daí, eu comecei a sonhar em como ajudar outras pessoas. Meus pais guardaram a foto, que tinha saído num jornal, e depois a mostraram para mim. “Esta é você, quando você estava ferida”, disseram eles. Eu não consegui acreditar que era eu, era uma foto aterrorizante.
Eu acho que todas as pessoas deveriam ver essa foto, mesmo hoje, porque mostra claramente como uma guerra é terrível para as crianças. Você pode ver o terror no meu rosto. Basta ver a foto, para as pessoas aprenderem.”

RESULTADOS DA GUERRA
(CONCLUSÃO)

Resultados da Guerra: 2 milhões de vietnamitas foram mortos, 3 milhões de feridos e inválidos, e centenas de milhares de crianças órfãos. Além dos 12 milhões de refugiados.
Baixas americanas: 57.685 KIAs (mortos), 153.303 feridos e inválidos, 587 POWs (prisioneiros de guerra) e 2.500 MIAs – soldados perdidos em ação.
A Guerra do Vietnã foi a primeira guerra televisionada em toda sua brutalidade. Os americanos sentiam o cheiro de sangue dentro de suas casas, viam seus filhos morrerem inutilmente… Esse é um dos fatores contribuintes para a horrenda “fama” da Guerra do Vietnã. Como pudemos ver, os Vietcongs apenas defenderam seus direitos naturais de vida.
Não fechemos os olhos para uma parte tão presente da nossa história, pois a Guerra do Vietnã envolve não somente americanos e vietnamitas, mas todos os seres humanos.
A luta pela liberdade de expressão, pelo direito de vida livre, foi e sempre será uma das características mais bela e humana do homem.
Na Guerra do Vietnã, não houve vencedores, assim como em todas as Guerras. O que fica é a dor da partida prematura, angústia, destruição e morte.
Perdeu o povo Vietnamita: milhões de mortos, inválidos e feridos. Centenas de milhares de órfãos, vilas destruídas, famílias brutalmente aniquiladas. Um país muito pobre, tornou-se um país miserável.
Perdeu o povo Americano, pois milhares de famílias tiveram seus filhos ceifados em sua tenra juventude. A insana brutalidade dos campos de batalha foi presenciada pelos lares da América, dentro do coração das pessoas…
Dor, sofrimento, pavor. Vietnã, a luta pela vida, nas províncias e campos manchados com sangue inocente, ainda é uma ferida aberta para toda a humanidade.

Escola – História da Itália


História da Itália

A Itália é um país com mais de trinta séculos de história. Foi, de fato, sede de grande civilizações que influíram profundamente na evolução de toda a cultura ocidental. Berço da civilização etrusca e sede de importantes centros históricos e culturais da civilização grega, foi o centro do Império Romano que, por centenas de anos, dominou o mundo ocidental.

A queda do Império Romano (476 DC) significou o fim de uma organização política, mas não o de uma civilização. Os invasores, freqüentemente primitivos como os povos provenientes do norte da Europa, acabaram por ser diretamente influenciados pela cultura romana, claramente superior na época.

Na história do país, sucederam-se divisões e reunificações. Carlos Magno, rei dos Francos, coroado imperador no ano de 800, reconduziu sob o poder de Roma quase todas as províncias européias do antigo império. Teve-se assim a restauração da idéia imperial, associada à religião cristã, com a criação do Sacro Império Romano, cujos limites se estendiam dos Pirineus ao Elba e ao Danúbio, do mar do Norte ao mar Adriático.

Com Carlos Magno e os seus sucessores, surgiu na Europa uma nova ordem política e social: o feudalismo, assentado na subdivisão do Império em várias partes. Em todas as suas graduações, a nobreza feudal constituía uma classe privilegiada, dotada de terra e de bens, permeada por ideais guerreiros, fiel às instituições militares, completamente separada da massa da população servil e explorada. As cidades, ao contrário, embora escassamente povoadas, gozavam de certo bem-estar e de relativa prosperidade por causa da possibilidade de trocas comerciais e pela presença de pequenas oficinas locais, de caráter artesanal. Lançavam-se assim as bases para o desenvolvimento da autonomia das cidades, que no século XII se realizaram completamente com a criação das comunas, um ordenamento que se desenvolveu, sobretudo, na Itália setentrional e central, enquanto que na meridional este processo foi detido pelas conquistas normanda e sueva e pelas monarquias que aí se sucederam.

Nos séculos XIV e XV as comunas transformaram-se em Senhorias para salvar-se dos perigos externos e das lutas civis internas. A um “Senhor”, de fato, era confiada a direção de assuntos públicos, com plenos poderes. As famílias mais célebres que se sucederam no poder foram os Visconti e os Sforza em Milão, os Médici em Florença, enquanto começava a afirmar-se uma família, a dos Savóias, que teria grande influência sobre os destinos da Itália nos séculos seguintes.

Outro fato importante marcou a história deste período. Em 1453, a queda do Império Romano do Oriente e a conquista, pelos turcos, de grande parte da bacia do Mediterrâneo, impeliram os navegadores ao encontro de outras rotas para alcançar o extremo Oriente, fonte de aprovisionamento dos prósperos mercados europeus. Na busca de um novo caminho para chegar à Índia, em 1492, Cristóvão Colombo descobriu a América, a brindo nova e importante página na história do mundo.

Na Itália, as lutas internas pela sucessão haviam, entretanto, favorecido o advento de outras dominações estrangeiras.

Outra virada será conseqüência da revolução francesa, cujos ideais, dos quais os italianos haviam sido espectadores e participes, lançaram suas sementes entre o povo. Dividida em sete Estados após o congresso de Viena (1815), conseqüência da derrota de Napoleão, a Itália começou o seu processo de reunificação que demandaria 50 anos de ásperas lutas. Os protagonistas desta batalha pela unificação foram Giuseppe Mazzini e Giuseppe Garibaldi, portadores de idéias republicanas e a casa dos Savóia, com o primeiro ministro Camilo Benso de Cavour. Em 1870 foi finalmente constituído o reino da Itália, e Roma sua capital.

O processo de unificação somente estaria concluído com a Primeira Guerra mundial que garantiu à Itália a anexação das regiões do Trentino e de Friuli e da cidade de Trieste.

Para livrar-se definitivamente da pressão exercida sobre suas fronteiras norte-orientais, pelo império Austro-Húngaro, a Itália teve porém de pagar um alto preço, constituído por muitas vidas humanas, e por uma situação econômica desastrosa. Desvalorização da moeda, inflação, contradições políticas, econômicas e sociais favoreceram o advento ao poder do Partido Fascista, fundado e dirigido por Benito Mussolini. Gradualmente todas as liberdades foram reduzidas ou suprimidas. O país foi primeiramente envolvido numa absurda política colonialista, pela conquista da Etiópia, e depois na guerra ao lado da Alemanha nazista.

Despreparada, também militarmente, para um conflito de tais proporções, a Itália viveu o drama da luta fraticida: de um lado aqueles que haviam aderido ao ideal fascista e do outro os antifascistas. Às vítimas deste confronto somaram-se as da guerra contra outras nações.

Obrigado a enviar suas tropas mal armadas e frentes muitos distantes, sem uma indústria bélica moderna e sem matérias-primas, dividido e destruído, o país não podia resistir por muito tempo à maciça ofensiva do bloco anglo-russo-americano. As derrotas na África e na Rússia tornaram definitivo o desligamento do povo italiano do regime fascista; difundia-se cada vez mais a convicção de que a única saída para a Itália era a denúncia do acordo com a Alemanha nazista, feito por Mussolini, e a reconciliação com as potências ocidentais.

Em plena II Guerra Mundial, com o país destruído e dividido, a guinada foi traumática: a Itália encontrou-se com parte de suas terras ocupadas por ex-aliados (os alemães) que se haviam transformado em inimigos e por ex-inimigos que se haviam tornado aliados. O seu território tornou-se um campo de batalha sangrento e violento. Neste período foi importante a ação do movimento partisão da “Resistência” que, ao lado de tropas aliadas, contribuiu à libertação, isto é, a livrar a Itália das forças nazistas. Em abril de 1945, finalmente, os canhões emudeceram. A Alemanha nazista estava derrotada. O fascismo debelado e seus principais expoentes justiçados.

A Itália saiu desta infeliz experiência com um balanço muito grave: um país dilacerado por profundas destruições e divisões, com seu território reduzido, obrigado a fazer concessões aos países limitrofes e a renunciar às colônias africanas (Líbia, Somália e Etiópia).

Um ano depois, o encaminhamento concreto da reconstrução era sancionado por um plebiscito que determinava o fim da Monarquia e a introdução da República. Com a convocação da Constituinte, o país entrava decididamente no caminho da democracia plena que, baseada em uma história e em uma cultura consolidada por séculos de experiência, tornou-a uma das nações mais modernas e avançadas.

Escola – História das Máscaras Venezianas


História das Máscaras Venezianas

As máscaras são tão antigas quanto a população humana. Tem-se conhecimento que a primeira máscara remonta por volta de 30.000 A.C.
Funções mágicas: podem ser místicas, de cultos, crenças, raças e rituais.A máscara tem o misticismo de dar vazão a alegria, tristeza, revelar ou ocultar sentimentos. No Antigo Egito, eram colocadas nos rostos dos mortos para “ajudá-los na arriscada passagem à vida eterna”. Gregos e Romanos exibiam máscaras em cerimonias religiosas e na China eram usadas para afastar maus espíritos.
Os indígenas as usavam para incorporar entidades que curam, em cerimonias de casamento e danças de guerra. Na Itália ganharam conotações na “Commedia dell Arte “em personagem como Pierrot, Colombina, Pulcinella e Arlequim. O movimento inspirou o Carnaval de Veneza.
Em Veneza por volta do século XV, acontecia o primeiro “Ball Masquê”, que devido as divergências políticas, o uso da máscara era necessário para a sociedade, que na época estavam em constantes conflitos políticos. Dos grandes bailes, teatros e o Carnaval de Rua, as máscaras em Veneza passaram a ser também peças decorativas sendo uma das principais atividades econômicas e o souvenir característico da região.

Escola – História do Carnaval


HISTÓRIA DO CARNAVAL

ORIGEM DO CARNAVAL

Dez mil anos antes de Cristo, homens, mulheres e crianças se reuniam no verão com os rostos mascarados e os corpos pintados para espantar os demônios da má colheita. As origens do carnaval têm sido buscadas nas mais antigas celebrações da humanidade, tais como as Festas Egípcias que homenageavam a deusa Isis e ao Touro Apis. Os gregos festejavam com grandiosidade nas Festas Lupercais e Saturnais a celebração da volta da primavera, que simbolizava o Renascer da Natureza. Mas num ponto todos concordavam, as grandes festas como o carnaval estão associadas a fenômenos astronômicos e a ciclos naturais. O carnaval se caracteriza por festas, divertimentos públicos, bailes de máscaras e manifestações folclóricas. Na Europa, os mais famosos carnavais foram ou são: os de Paris, Veneza, Munique e Roma, seguidos de Nápoles, Florença e Nice.

CARNAVAL NO BRASIL

O carnaval foi chamado de Entrudo por influência dos portugueses da Ilha da Madeira, Açores e Cabo Verde, que trouxeram a brincadeira de loucas correrias, mela-mela de farinha, água com limão, no ano de 1723, surgindo depois as batalhas de confetes e serpentinas. No Brasil o carnaval é festejado tradicionalmente no sábado, domingo, segunda e terça-feira anteriores aos quarentas dias que vão da quarta-feira de cinzas ao domingo de Páscoa. Na Bahia é comemorado também na quinta-feira da terceira semana da Quaresma, mudando de nome para Micareta. Esta festa deu origem a várias outras em estados do Nordeste, todas com características baiana, com a presença indispensável dos Trios Elétricos e são realizadas no decorrer do ano; em Fortaleza realiza-se o Fortal; em Natal, o Carnatal; em João Pessoa, a Micaroa; em Campina Grande, a Micarande; em Maceió, o Carnaval Fest; em Caruaru, o Micarú; em Recife, o Recifolia, etc.

CARNAVAL NO RECIFE

Século XVII – De acordo com as antigas tradições, mais ou menos em fins do século XVII, existiam as Companhias de Carregadores de Açúcar e as Companhias de Carregadores de Mercadorias. Essas companhias geralmente se reuniam para estabelecer acordo no modo de realizar alguns festejos, principalmente para a Festa de Reis, Esta massa de trabalhadores era constituída, em sua maioria, de pessoas da raça negra, livres ou escravos, que suspendiam suas tarefas a partir do dia anterior à festa de Reis. Reuniam-se cedo, formando cortejos que consistia de caixões de madeira carregados pelo grupo festejante e, sentado sobre ele uma pessoa conduzindo uma bandeira. Caminhavam improvisando cantigas em ritmo de marcha, e os foguetes eram ouvidos em grande parte da cidade.

Século XVIII – Os Maracatus de Baque Virado ou Maracatus de Nação Africana, surgiram particularmente a partir do século XVIII. Melo Morais Filho, escritor do século passado, no seu livro “Festas e Tradições Populares”, descreve uma Coroação de um Rei Negro, em 1742. Pereira da Costa, à página 215 do seu livro, “Folk Lore Pernambucano”, transcreve um documento relativo à coroação do primeiro Rei do Congo, realizada na Igreja de Nossa Senhora do Rosário, da Paróquia da Boa Vista, na cidade do Recife. Os primeiros registros destas cerimônias de coroação, datam da segunda metade deste século nos adros das igrejas do Recife, Olinda, Igarassu e Itamaracá, no estado e Pernambuco, promovidas pelas irmandades de NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO DOS HOMENS PRETOS e de SÃO BENEDITO.

Século XIX – Depois da abolição da escravatura, em 1888, os patrões e autoridades da época permitiram que surgissem as primeiras agremiações carnavalescas, formadas por operários urbanos nos antigos bairros comerciais. Supõe-se que as festas dos Reis Magos serviu de inspiração para a animação do carnaval recifense. De acordo com informações de pessoas antigas que participaram desses carnavais, possivelmente o primeiro clube que apareceu foi o dos Caiadores. Sua sede ficava na Rua do Bom Jesus e foi fundador, entre outros, um português de nome Antônio Valente. Na terça-feira de carnaval à tarde o clube comparecia à Matriz de São José, tocando uma linda marcha carnavalesca e os sócios levando nas mãos baldes, latas de tinta, escadinhas e varas com pincéis, subiam os degraus da igreja e caiavam (pintavam), simbolicamente. Outros Clubes existiam no bairro do Recife: Xaxadores, Canequinhas Japonesas, Marujos do Ocidente e Toureiros de Santo Antônio.

Século XX – O carnaval do Recife era composto de diversas sociedades carnavalescas e recreativas, entre todas destacava-se o Clube Internacional, chamado clube dos ricos, tinha sua sede na Rua da Aurora, no Palácio das Águias. A Tuna Portuguesa, hoje Clube Português, tinha sua sede na Rua do Imperador. A Charanga do Recife, sociedade musical e recreativa, com sede na Avenida Marquês de Olinda e a Recreativa Juventude, agremiação que reunia em seus salões a mocidade do bairro de São José. O carnaval do início deste século era realizado nas ruas da Concórdia, Imperatriz e Nova, onde desfilavam papangus e máscaras de fronhas (fronhas rendadas enfiadas na cabeça e saias da cintura para baixo e outra por sobre os ombros), esses mascarados sempre se apresentavam em grupos. Nesses tempos, o Recife não conhecia eletricidade, a iluminação pública eram lampiões queimando gás carbônico. Os transportes nos dias de carnaval vinham superlotados dos subúrbios para a cidade. As linhas eram feitas pelos trens da Great Western e Trilhos Urbanos do Recife, chamados maxambombas, que traziam os foliões da Várzea, Dois Irmãos, Arraial, Beberibe e Olinda. A companhia de Ferro Carril, com bondes puxados a burros, traziam foliões de Afogados, Madalena e Encruzilhada. Os clubes que se apresentaram entre 1904 e 1912 foram os seguintes: Cavalheiros de Satanás, Caras Duras, Filhos da Candinha e U.P.M.; este último criado como pilhéria aos homens que não tinham mais virilidade.

O Corso – Percorria o seguinte intinerário: Praça da Faculdade de Direito, saindo pela Rua do Hospício, seguindo pela Rua da Imperatriz, Rua Nova, Rua do Imperador, Princesa Isabel e parando, finalmente na Praça da Faculdade. O corso era composto de carros puxados a cavalo como: cabriolé, aranha, charrete e outros. A brincadeira no corso era confete e serpentina, água com limão e bisnagas com água perfumada. Também havia caminhões e carroças puxadas a cavalo e bem ornamentadas, rapazes e moças tocavam e cantavam marchas da época dando alegre musicalidade ao evento. Fanfarras contratadas pelas famílias, desfilavam em lindos carros alegóricos.

Imigrantes Italianos


 

I – Introdução

Ao longo da segunda metade do século XIX e no século XX imigrantes italianos deslocaram-se para São Paulo para o trabalho na lavoura do café. Chegaram ao Brasil a partir de 1875, vindos principalmente do norte, estabelecendo-se, primeiramente, no Rio Grande do Sul, na região serrana e, posteriormente, em Santa Catarina. Com a introdução de novas técnicas originaram centros industriais metalúrgicos, têxteis, vinícolas e de couro que até hoje caracterizam a região.

Em São Paulo a origem da imigração foi iniciativa dos cafeicultores necessitados de mão-de-obra, no momento em que foi deflagrado o processo cafeeiro no oeste paulista conhecida como sistema de colonato. Iniciado o processo de industrialização, na terceira década do século, os italianos procuraram as cidades, participando desse processo como mão-de-obra e como investidores.

Foram muitas as nacionalidades de imigrantes que vieram para o Brasil desde as primeiras décadas do século XIX, mas o italiano, mesmo não sendo o “mais branco e instruído”, ficou marcado como um imigrante adequado e confiável para a execução das tarefas que o Brasil dele esperava.

A importância deste grupo no movimento migratório europeu que teve como destino o Brasil, é enorme por várias razões:

- Uma delas é de ordem quantitativa: entre 1870 e 1920, momento áureo do largo período denominado como da “grande imigração”, os italianos corresponderam a 42% do total dos imigrantes entrados no Brasil, ou seja, em 3,3 milhões pessoas, os italianos eram cerca de 1,4 milhões.

- Outras são de natureza qualitativa: o italiano reuniu as duas condições de imigração mais valorizadas por autoridades públicas, por intelectuais e por empresários privados. A proximidade de língua, religião e costumes, fez o imigrante italiano mais facilmente assimilável por nossa sociedade do que os alemães ou japoneses, por exemplo; além disto, correspondeu aos ideais de branqueamento de nossa população, acreditado como desejável para que nos tornássemos mais “civilizados” diante de nossos próprios olhos e aos olhos do mundo.

II – Desenvolvimento

1 – Razões da emigração italiana

Os italianos, como todos os demais imigrantes, deixaram seu país basicamente por motivos econômicos e sócio-culturais. A emigração, que era muito praticada na Europa, aliviava os países de pressões sócio-econômicas, além de alimentá-los com um fluxo de renda vindo do exterior, em nada desprezível, pois era comum que imigrantes enviassem economias para os parentes que haviam ficado.

No caso específico da Itália, depois de um longo período de mais de 20 anos de lutas para a unificação do país, sua população, particularmente a rural e mais pobre, tinha dificuldade de sobreviver seja nas pequenas propriedades que possuía ou onde simplesmente trabalhava, seja nas cidades, para onde se deslocava em busca de trabalho.

Nessas condições, portanto, a emigração era não só estimulada pelo governo, como era, também, uma solução de sobrevivência para as famílias. Assim, é possível entender a saída de cerca de 7 milhões de italianos no período compreendido entre 1860 e 1920.

Chegada dos imigrantes italianos, pintura de 1910 de Antonio Rocco

2 – Imigração subvencionada

A imigração subvencionada, onde os italianos recebiam facilitação ou concessão de auxílio em dinheiro para a compra de passagens de imigrantes e para sua instalação inicial no país. Aprovada em 1871, logo após a Lei do Ventre Livre, foi, inicialmente, uma iniciativa de fazendeiros. No decorrer do tempo, entretanto, a participação destes foi sendo transferida cada vez mais para os governos, provinciais e imperial, até 1889, e posteriormente estaduais e federal.

A imigração subvencionada se estendeu de 1870 a 1930 e visava a estimular a vinda de imigrantes: as passagens eram financiadas, bem como alojamento e o trabalho inicial no campo ou na lavoura. Os imigrantes se comprometiam com contratos que estabeleciam não só o local para onde se dirigiriam, como igualmente as condições de trabalho a que se submeteriam.

Como a imigração subvencionada estimulava a vinda de famílias, e não de indivíduos isolados, nesse período chegavam famílias numerosas, de cerca de uma dúzia de pessoas, e integradas por homens, mulheres e crianças de mais de uma geração.

Desembarque dos imigrantes italianos na estação de hospedaria em São Paulo no ano de 1907

3 – Regiões de origem

Os primeiros imigrantes a deixarem a Itália na época da “grande imigração” (1870-1920), foram sobretudo os vênetos, cerca de 30% do total, seguidos dos habitantes de Campânia, Calábria e Lombardia. Esse primeiro grupo foi sucedido por emigrantes da região sul.

Se os vênetos eram mais loiros do que a maioria dos italianos, eram pequenos proprietários, arrendatários ou meeiros, para quem a possibilidade do acesso à terra era um estímulo decisivo para o empreendimento da arriscada viagem; os imigrantes do sul eram morenos, mais pobres e rústicos, geralmente camponeses que não dispunham de nenhuma economia e eram chamados de braccianti

O mapa montra as províncias que vieram os imigrantes italianos no período de 1870 à 1920 e os principais portos italianos que eles embarcaram para o Brasil.

Emigração italiana para o Brasil, segundo as regiões de Procedência – período 1876 – 1920

Regiões de procedência

Emigrantes

Vêneto

365.710

Campânia

166.080

Calábria

113.155

Lombardia

105.973

Abruzzi/Molizi

93.020

Toscana

81.056

Emília Romana

59.877

Brasilicata

52.888

Sisília

44.390

Piemonte

40.336

Puglia

34.833

Marche

25.074

Lázio

15.982

Úmbria

11.818

Ligúria

9.328

Sardenha

6.113

Total

1.243.633

Fonte :Brasil 500 anos de povoamento. IBGE. Rio de Janeiro. 2000

A tabela acima monstra a origem e quantos imigrantes chegaram ao Brasil no período de 1876 à 1920.

4 – O NAVIO (VAPOR) COLOMBO

O Vapor denominado COLOMBO, que fez por tantas vezes a rota Genova/Santos, foi construído na Inglaterra em 1873 e servia como cargueiro sob o nome BRAZIL até ser adquirido pelo italiano Giácomo Cresta em 1888.

Após sofrer uma reforma que o transformou em navio misto, foi rebatizado como COLOMBO e em setembro de 1888, comandado pelo capitão Antonio Mangini, fez sua primeira viagem transportando imigrantes para o Brasil.

A minuciosa pesquisa de ROSSINI dá-nos conta de que o Colombo tinha capacidade para transportar cerca de 700 passageiros em acomodações comuns e 80 a 100 em classe cabina (alojamento individual), e não obstante dispusesse de instalações frigoríficas para armazenar víveres frescos – no que foi pioneiro – o transporte dos imigrantes era feito em precaríssimas condições.

ez muitas viagens na rota Gênova-Lisboa-Rio de Janeiro-Santos, tendo sido palco de várias epidemias a bordo, com registro de muitas mortes. Tais epidemias, aliás, ocorreram quase sempre na rota de volta à Itália, possivelmente pelas péssimas condições de saúde dos imigrantes que resolviam voltar à pátria, desiludidos com esta “Mérica” tropical.

Graças ainda às pesquisas de ROSSINI, muito bem noticiadas por David Pilatti Montes, sabe-se que em 1898 o Colombo foi cedido à empresa Ligure Brasiliana, recém criada pelo também italiano Giulio Gavotti, que como armador autônomo já o fretava para acudir a seus compromissos também de fretamento. Foi então utilizado para transporte na linha Norte do Brasil, rota em que permaneceu até o final de 1900, quando foi colocado nos estaleiros Orlando, em Livorno, para uma ampla reforma.

Singrou os mares em direção a Belém e Manaus, com imigrantes e carga, até 1904, e em 1905 foi vendido para sucata, tendo sido desmantelado em Sarona no ano seguinte.


O navio vapor Colombo que transportava os imigrantes italianos

5 – Regiões de destino dos imigrantes italianos

O destino dos imigrantes no período da imigração subvencionada foram as fazendas de café de São Paulo e os núcleos de colonização, principalmente os oficiais, localizados no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Espírito Santo.

Afora desses dois objetivos, uma terceira parte de imigrantes localizou-se nas cidades, como o Rio de Janeiro e São Paulo, adensadas por indivíduos que abandonavam o campo, reemigravam de outros países ou mesmo burlavam a vigilância, não seguindo para o interior.

a) – Fazendas de café – relação de trabalho

Imigrantes italianos na colheita do café

A grande massa de italianos que se tornava colono ou empregado de uma fazenda de café trabalhava em condições muito duras, tendo pequenas oportunidades de acumular algum capital. Eram proporcionalmente poucos os que realizavam o sonho da compra de uma pequena propriedade e quando o faziam, não se tratava de propriedades de grande valor.

As famílias de imigrantes que chegavam nas fazendas de café se submetiam a um contrato de trabalho segundo o qual todos, inclusive mulheres e crianças, deviam trabalhar. O contrato determinava, ainda, que cada família cuidaria de um número determinado de pés de café, recebendo por cada mil pés uma certa quantia em dinheiro.

Além disso, o contrato lhes dava direito à casa e quintal, podendo criar animais, fazer horta e plantar milho e feijão entre as fileiras do cafezal que estivessem a seu cuidado. Raramente, no entando, podiam dispor de excedente dessa produção para comercializar.

b) – Núcleos de colonização

As condições de vida enfrentadas pelos imigrantes que chegavam nos núcleos de colonização, ou colônias de povoamento, também não foram fáceis.

Os italianos chegaram ao sul do país após os alemães e, por esta razão, os núcleos coloniais para onde foram encaminhados estavam mais distantes das regiões já habitadas, situando-se em áreas pouco férteis, além de desprovidas de meios de comunicação, necessários para o escoamento de produtos ou para a maior integração com o resto do país. Além dessas dificuldades, não havia qualquer tipo de assistência médica ou religiosa.

Nestas condições tão adversas, não eram incomuns os casos de abandono do lote por moradores que, após mais de dez anos, quase nada possuíam e, ainda, deviam ao governo e a comerciantes do local.

Família italiana no núcleo colonial Jorge Tibiriça, atual cidade de Corumbataí em 1911

c) – Sucessos e fracassos dos núcleos italianos de povoamento

- Rio Grande do Sul: o sucesso das colônias aí criadas, foi desigual: houve casos de colônias bem sucedidas, como as que originaram as cidades de Bento Gonçalves, Garibaldi e Caxias, e exemplos de fracasso, como o de Silveira Martins.

- Santa Catarina: os colonos italianos tiveram que se dirigir para as colônias alemães estabelecidas anteriormente, onde foram discriminados e explorados.

- Paraná: as colônias próximas a Curitiba foram bem sucedidas, quer porque ali houve como escoar uma produção de alimentos, quer porque foi possível trabalhar na construção de ferrovias (Paranaguá – Curitiba e Curitiba – Ponta Grossa).

- Minas Gerais: prosperaram, principalmente, as colônias estabelecidas próximas a cidades e voltadas para fornecimento de trabalhadores para obras públicas. Este foi o caso de Barreiros, Carlos Prates e Américo Werneck, criadas em 1896 nos arrebaldes da nova capital (Belo Horizonte).

- Espírito Santo: houve forte presença do imigrante italiano de 1870 até 1920. Na colônia de Demétrio Ribeiro, os lotes foram demarcados em terra fértil e a iniciativa prosperou.

Colheita de uva por famílias italianas

Imigrantes italianos em instalações de audutora próxima ao Jardim Pública, atual Jardim da Luz no início do século XX.

d) – Os imigrantes na cidade

Outro destino dos imigrantes italianos foram as cidades. Dentre elas, destacam-se São Paulo, que recebeu o maior contingente desta nacionalidade, e o Rio de Janeiro com seus arredores, por ser a capital do país e um dos portos mais importantes de chegada de imigrantes.

Em São Paulo, que chegou a ser identificada como uma “cidade italiana” no início do século XX, os italianos se ocuparam principalmente na indústria nascente e nas atividades de serviços urbanos. Chegaram a representar 90% dos 50.000 trabalhadores ocupados nas fábricas paulistas, em 1901.

No Rio de Janeiro, rivalizaram com portugueses, espanhóis e brasileiros. Em ambas as cidades os imigrantes italianos experimentaram condições de vida e de trabalho tão árduas quanto as encontradas no campo.

Os imigrantes italianos trabalhando no interior de uma indústria na cidade de São Paulo no início do século XX

6 – Trabalho e inserção na vida urbana

- Trabalho

Como operário industrial, o imigrante recebia baixos salários, cumpria longas jornadas de trabalho e não possuía qualquer tipo de proteção contra acidentes e doenças. Assim como no campo, era muito comum que todos na família tivessem que trabalhar, inclusive mulheres – muito usadas nas fábricas de tecidos e indústrias de vestuário – e crianças, mesmo menores de 12 anos.

Na condição de operários, era muito difícil ao imigrante melhorar de vida, financeira e socialmente. Portanto, não era raro que italianos e estrangeiros em geral desejassem trabalhar por conta própria, realizando serviços e trabalhos tipicamente urbanos nas maiores cidades brasileiras.

Eram os mascates, artesãos e pequenos comerciantes; motorneiros de bonde e motoristas de taxi; vendedores de frutas e verduras, tanto como ambulantes, como em mercados; garçons em restaurantes, bares e cafés; engraxates, vendedores de bilhetes de loteria e jornaleiros. Entre os imigrantes bem sucedidos que começaram “do nada”, o exemplo é o do Conde Matarazzo.

Exemplo de imigrante italiano trabalhando por conta e o Sr. Pascoal que chegou ao Brasil nos anos 20 e montou sua barraquinha de frutas em Copacabana – RJ( foto tirada na década de 50)

- Participação política

Os imigrantes italianos se envolviam em movimentos grevistas e participavam de associações, ligas e sindicatos, geralmente de orientação socialista e anarquista. Mas é um equívoco considerar que eram os estrangeiros que inculcavam as idéias “exóticas” entre os trabalhadores nacionais, apregoados como “pacíficos” e “despolitizados”.

Na verdade, trabalhadores estrangeiros – dentre os quais italianos -, e trabalhadores brasileiros participaram da formação de associações operárias, compuseram suas lideranças, fizeram greves e se viram reprimidos e presos pela polícia.

- Moradia

Se as condições de trabalho eram insalubres, também o eram as de moradia, já que com frequência os imigrantes se instalavam em habitações coletivas chamados de cortiços ou nas favelas, situadas nos morros. Por outro lado, em algumas cidades, podiam morar em determinados bairros étnicos – como o Brás e o Bexiga, em São Paulo – onde contavam com a cooperação e solidariedade dos vizinhos, o que em muito aliviam suas lides cotidianas.

Operários do cotonifício Rodolfo Crespi – São Paulo – SP

7 – Ser italiano no Brasil: a identidade italiana

A luta por uma identidade italiana (italianitá) foi uma batalha que os imigrantes, e seus descendentes, tiveram que travar em terras brasileiras. Nesta luta, teve importância a política do governo de Mussolini que buscava resgatar um sentimento de orgulho “de ser italiano” fora da Itália. Este foi um período em que a questão da italianitá teve um caráter político, com a adesão de muitos imigrantes e descendentes, ao fascismo.

Tiveram, também, papel importante muitas instituições, dentre as quais, a Igreja, a escola, as associações beneficentes, profissionais e recreativas e também a imprensa.

- A Igreja Católica, através de um clero italiano e de todo seu poderio no interior da sociedade brasileira, foi fundamental. Os laços entre catolicidade e italianitá são estreitos, desdobrando-se nos espaços de ensino e lazer, onde as escolas religiosas e as festas dos santos padroeiros das aldeias sempre foram o grande destaque.

- A língua foi outro ponto crucial e complexo, pois o falar italiano era instrumento estratégico de união étnica.

- Para tanto, a escola era fundamental, sendo igualmente um lugar para se aprender corretamente o português.

Mas ter escolas não era fácil: não havia oferta do governo e, mais que isto, não havia demanda dos imigrantes. Isto ocorria, porque, quer nas fazendas de café, quer nos núcleos coloniais ou nas cidades, todos trabalhavam, restando pouca possibilidade para o encaminhamento de crianças à escola.

Pietro e Concetta Palizzo no dia do seu casamento em 16 de janeiro de 1960 . O noivo foi à Itália procurar uma moça para se casar.

Alunos e professora na escola do Núcleo Colonial Campos Salles.

8 – Os imigrantes Italianos e suas Construções

Os Imigrantes Italianos quando chegados ao Brasil, mais propriamente no Rio Grande do Sul, trouxeram em suas bagagens uma boa dose de coragem, boa vontade e fé. Após se instalarem no Brasil, suas famílias tornaram-se numerosas, em média oito a dez filhos por casal, necessitando de uma ampla moradia, não muito confortável mas digna, como se pode perceber na foto acima, até mesmo sem pintura. Eram construídas braçalmente, as próprias tábuas e vigas eram serradas manualmente, não sendo surpresa demorarem meses e meses para a sua finalização.

9 – A Fé dos Imigrantes

A fé dos imigrantes Italianos sempre foi um dos pontos altos da sua cultura.

Esta Igreja foi construída no Início do século por descendentes de Italianos, e ainda hoje pode ser vista no interior , sendo utilizada por eles para realização dos seus cultos de Fé.

III – Conclusão

A influência da imigração italiana está presente entre nós nos dias atuais, sobretudo no Estado do Rio Grande do Sul e São Paulo. Muitos brasileiros trazem hoje em dia sobrenomes italianos como Fittipaldi, Martino, Scarpelli, etc e estamos habituados ao sotaque italiano misturado ao brasileiro como mama mia, papi, va bene etc. . Muitas tradições e hábitos foram introduzidos em nosso país pela colonia italiana, a pizza, o spághetti, o raviolli, ou mesmo a tradição de comer panetone no Natal .

Tudo isso começou na época das primeiras leis abolicionistas, quando a lavoura cafeeira estava no auge e precisava de muitos braços. Iniciou-se, então, uma intensa campanha a favor da imigração e foram colocados coloridos cartazes nas ruas das cidades européias, descrevendo as vantagens que o Brasil oferecia a seus novos habitantes.

Movidos por dificuldades econômicas, por perseguições políticas ou religiosas, ou simplesmente pelo desejo de aventurar-se pelo mundo, muitos europeus partiram para a América em busca de uma vida mais promissora. Entre 1875 e 1900, mais de 800 mil imigrantes entraram no Brasil. Desses, quase 600 mil eram italianos, que se dirigiram principalmente para São Paulo e para o sul do país.

A vida para eles não era fácil, mas superadas todas as dificuldades iniciais, conseguiram estabelecer-se e alguns chegaram a enriquecer. Os que não ficaram nas lavouras foram para as cidades, onde fundaram indústrias e casas comerciais. Os bairros fabris , onde moravam e trabalhavam tornaram-se em redutos italianos entre eles podemos destacar o Brás, Móoca e Bela Vista

Todos os grupos estrangeiros imprimiram seus sinais em nossa língua, alimentação , vestuário, etc. Os italianos, entretanto, por terem vindo em grande número e terem se misturado mais facilmente ao nosso povo, deixaram seus traços gravados de maneira mais marcante. A relação entre italianos e brasileiros foi enriquecedora para todos. O Brasil ganhou com a vinda dos italianos e os imigrantes por sua vez conseguiram sobreviver na nova pátria e muitos fizeram fortunas e conseguiram realizar o sonho que era fazer a América. Eles contribuíram para moldá-la e fazer do Brasil uma grande nação.

Mundial – Novas potências redefinem a geografia econômica mundial


Novas potências redefinem a geografia econômica mundial

O sistema internacional do século XXI tem se apresentado cada vez mais descentralizado e dotado de uma multiplicidade de pólos de decisão. Esse novo equilíbrio, sobre o plano histórico representa o fim de um longo ciclo de preponderância ocidental. O policentrismo que vem se afirmando nos últimos anos implica não somente numa distribuição internacional mais eqüitativa das riquezas, mas também tem sinalizado para importantes modificações no âmbito geopolítico.

Assim, instituições internacionais criadas após a Segunda Guerra Mundial como, por exemplo, as Nações Unidas (ONU), o Fundo Monetário Internacional (FMI), o Banco Mundial e o G-7, deverão necessariamente evoluir para refletir essas novas realidades. Dada a multiplicidade e a amplitude dos desafios mundiais, essas mutações exigem que se repense a questão da cooperação internacional.

Os prognósticos econômicos indicam que em 2020, o Produto Interno Bruto (PIB) de sete países emergentes, grupo formado por China, Índia, Brasil, Rússia, México, Indonésia e Turquia (E-7) será maior que o do G-7. Até 2030, cinco das 10 maiores economias serão países tidos hoje como emergentes.

Essas informações constam de recente relatório da prestigiosa organização PricewaterhouseCoopers (PwC) que ainda afirma que o E-7 e o G-7 terão pesos equivalentes um pouco antes de 2020. Há dez anos, o PIB dos sete países mais ricos do mundo era o dobro dos países que hoje são considerados emergentes. Depois da aparente arrefecimento da crise que atingiu especialmente o mundo desenvolvido em 2008/2009, neste ano a redução da distância do PIB entre o E-7 e o G-7 deverá ser de 35%.

Segundo ainda a PwC, daqui vinte anos os maiores PIBs do mundo serão, em ordem decrescente, China, Estados Unidos, Índia, Japão, Brasil, Rússia, Alemanha, México, França e Reino Unido.As mudanças que estão ocorrendo rapidamente no cenário econômico mundial, como não podiam deixar de ser têm ampla repercussões geopolíticas. Por exemplo, em 2009, o G-7 foi “engolido” pelo G-20 que cada vez mais se comporta como o principal fórum para as decisões da economia global.

Nas relações de poder no mundo atual podem ser identificados três planos. No de âmbito militar, desde a desintegração da União Soviética (1991), os Estados Unidos se cristalizaram como o maior poder mundial. Nenhum país do mundo tem a capacidade dos norte-americanos, em atuar em qualquer ponto do planeta onde seus interesses econômicos ou estratégicos estiverem sendo ameaçados. E isto, aparentemente, não deve mudar nas próximas décadas.

Num segundo plano, o das relações econômicas, o mundo é realmente cada vez mais policêntrico. Neste plano os Estados Unidos não conseguem seus objetivos sem barganhar com outros importantes protagonistas como a Europa, China e outros. Mas, isso não sinaliza uma rápida decadência norte-americana.

O país ainda se mantém na vanguarda dos avanços e inovações em áreas estratégicas como a ciência e tecnologia e seu peso na economia global ainda é enorme. Com apenas 5% da população do planeta, os Estados Unidos geraram ao longo de mais de um século entre 20 e 30% de toda produção mundial, mesmo em períodos marcados por guerras e depressões econômicas.

Por fim, no plano das relações internacionais, ninguém está efetivamente na liderança, já que a única forma de lidar com problemas como o terrorismo, tráfico de drogas, pandemias proliferação nuclear ou mudanças climáticas é por meio da cooperação entre governos. É nesse âmbito que residem as maiores ameaças do mundo atual. Para fazer frente a esses desafios nenhum país tem a capacidade de resolve-los de forma unilateral, mesmo com grande preponderância militar.

 

Versão:  Inglês

 

New powers redefine the world’s economic geography

The international system of the twenty-first century has appeared increasingly decentralized and provided with a multiplicity of decision centers. This new balance, on the historical represents the end of a long cycle Western preponderance. The polycentrism that has been saying in recent years involves not only a more equitable international distribution of wealth, but also has signaled to important changes in the geopolitical context.
Thus, international institutions created after World War II, for example, the United Nations (UN), the International Monetary Fund (IMF), World Bank and the G-7, will necessarily evolve to reflect these new realities. Given the multiplicity and range of global challenges, such changes require rethinking the issue of international cooperation.
The economic forecasts indicate that in 2020 the Gross Domestic Product (GDP) of seven emerging countries, a group formed by China, India, Brazil, Russia, Mexico, Indonesia and Turkey (E-7) will be higher than the G-7. By 2030, five of the 10 largest economies will be taken today as emerging countries.
This information includes the recent report of the prestigious organization PricewaterhouseCoopers (PwC) who still claims that the E-7 and G-7 have equivalent weights a little before 2020. Ten years ago, the GDP of the seven richest countries in the world was twice the number of countries that are now considered emerging. After the apparent cooling of the crisis that hit especially the developed world in 2008/2009, this year, reducing the gap in GDP between the E-7 and G-7 should be 35%.
Also according to PwC, twenty years from now the highest GDPs in the world are, in descending order, China, United States, India, Japan, Brazil, Russia, Germany, Mexico, France and the United Unido.As changes that are occurring rapidly in the economic world, as they could no longer have large geopolitical repercussions. For example, in 2009, the G-7 was “swallowed” by the G-20 that increasingly behaves as the premier forum for decisions of the global economy.
Power relations in today’s world can be identified three plans. In the military sphere, since the disintegration of the Soviet Union (1991), the United States have crystallized as the greatest world power. No country on earth has the ability of Americans, to act anywhere in the world where economic or strategic interests are threatened. And this, apparently, should not change in coming decades.
In the background, economic relations, the world is indeed increasingly polycentric. In this plan the United States did not achieve their goals without bargaining with other major players such as Europe, China and others. But this does not signal a rapid decline in the U.S..
The country still remains at the forefront of advances and innovations in strategic areas such as science and technology and their weight in the global economy is still enormous. With only 5% of the population of the planet, the United States generated over more than a century between 20 and 30% of all world production, even in periods marked by wars and economic depressions.
Finally, international relations, no one is actually in the lead, since the only way to deal with problems such as terrorism, drug trafficking, pandemics, nuclear proliferation or climate change is through cooperation between governments. It is in this context that reside the greatest threats the world today. To face these challenges no country has the ability to solve them unilaterally, even with large military preponderance.

Escola – O fenômeno urbano: passado, presente e futuro


O fenômeno urbano: passado, presente e futuro

As cidades surgiram como parte integrante das sociedades agrícolas. Cerca de dois mil anos antes da era cristã, as cidades egípcias de Mênfis e Tebas já se constituíam em núcleos urbanos que abrigavam milhares de habitantes. Outras surgiram nos vales fluviais da Mesopotâmia, da Índia e da China. Elas se caracterizavam por concentrar atividades não-agrícolas, sendo locais de culto e de administração. No entanto, comportavam-se apenas como complemento do mundo rural, pois não tinham funções ligadas à produção. Isso foi válido também para as cidades gregas e romanas e mesmo para as cidades da Idade Média. Com o tempo e o surgimento do comércio de longa distância, os núcleos urbanos passaram a ter a função de entrepostos comerciais.

A Revolução Industrial representou uma transformação radical das cidades. Com a indústria, o núcleo produtivo das sociedades concentrou-se geograficamente e transferiu-se para o meio urbano. Á nova função de produção de mercadorias juntaram-se as funções urbanas anteriores, de administração e comércio. Essas “novas” cidades difundiram-se inicialmente pela Europa e América do Norte, e depois por todos os continentes. Elas passaram a abrigar uma parte crescente da força de trabalho, originária principalmente das áreas rurais.

No século XX, as cidades transformaram-se ainda mais, como conseqüência do crescimento das atividades industriais e da expansão do setor de serviços. Mais do que nunca, no raiar do século XXI, a cidade se tornou um pólo irradiador de comércio, serviços e informações. Com essas funções, ela se consolidou como centro de organização do espaço geográfico.

O mundo atual vive um acelerado processo de urbanização. Atualmente, mais da metade dos quase 7 bilhões de habitantes do planeta já reside em centros urbanos. Por volta de 1950, apenas 30% das pessoas do mundo moravam nas cidades. No início do século XIX, as cidades não abrigavam sequer 2% da população mundial. Segundo a ONU, em 2025 pouco mais de 60% do contingente demográfico total do mundo morará em cidades.

O processo de urbanização crescente da humanidade, iniciado no século XIX, verificou-se primeiramente nos países pioneiros da Revolução Industrial. Nos países do Sul subdesenvolvido, este fenômeno só tomou corpo a partir de 1950 em função da combinação de dois fatores: o êxodo rural e um expressivo crescimento vegetativo da população.

Não existe um consenso acerca da definição do quê seja uma cidade. Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), um agrupamento humano só pode ser denominado de urbano quando 85% de sua população vive em áreas com densidade demográfica superior a 150 habitantes por quilômetro quadrado.

Mas, nem todos os países usam esse parâmetro numérico. No Brasil, por exemplo, o critério é administrativo: toda a sede de município, independentemente de sua população e de sua estrutura, é considerada área urbana. Por esse critério, atualmente cerca de 85% dos brasileiros moram em cidades.

Mesmo assim, é possível enumerar algumas características comuns aos núcleos urbanos. Todos eles possuem um aglomerado denso de construções cortadas por vias de circulação viária, além de disporem de uma série de equipamentos públicos, como escolas, hospitais, transporte e centros de lazer, e suas atividades econômicas predominantes são o comércio, os serviços e as indústrias.

Embora a urbanização seja um fenômeno universal, o processo não se verificou com a mesma velocidade e intensidade em todas as regiões do planeta. De maneira geral, os países desenvolvidos já se encontram há muito urbanizados, com pelo menos 75% de sua população morando em cidades. Esse também é o percentual de urbanização de grande parte das nações da América Latina e do Caribe. Já os continentes asiático e africano se apresentam ainda com maior população rural. O nível de urbanização dessas duas regiões do mundo é de cerca de 40%. Estimativas apontam para o fato de que, até 2030, aproximadamente 55% dos asiáticos e africanos estarão concentrados nas cidades.

Uma das principais conseqüências do processo de urbanização foi o aparecimento das megacidades, isto é, imensos aglomerados urbanos com mais de 10 milhões de habitantes. Em 1975, só existiam cinco cidades no mundo com tanta gente: Tóquio (19,8 milhões), Nova York (15,9 milhões), Xangai (11,4 milhões), Cidade do México (11,2 milhões) e São Paulo (10 milhões). Hoje, elas são 19 e as projeções indicam que este número aumentará para 25 em 2025 e dentre estas, apenas quatro estarão situadas em países do mundo desenvolvido.

As estimativas também apontam para uma proliferação de cidades com mais de um milhão de habitantes. Em 2015, serão 564, cerca de 75% delas localizadas em países do Sul. As cidades nesses países crescem num ritmo bem mais rápido ao das condições de infra-estrutura por elas oferecidas, situação que agrava ainda mais as disparidades sociais no interior dessas cidades, ampliando situações de marginalidade econômica e social.Uma das principais conseqüências desse processo é o grande aumento dos níveis de violência.

Outro fenômeno recente do processo de urbanização foi o surgimento das cidades globais. Fruto da aceleração da globalização econômica elas são definidas por sua forte influência regional e internacional independentemente de seu contingente demográfico. Assim, uma cidade com menos de um milhão de habitantes pode ser considerada uma cidade global, enquanto outra, com uma população muitas vezes maior, não é considerada como tal.

Abrigando modernos centros financeiros e sedes de empresas transnacionais, as cidades globais se constituem nos centros irradiadores do progresso tecnológico. São também os símbolos mais acabados do poder e da riqueza. Existem hoje 55 centros urbanos que podem ser identificados nesta categoria, a maioria deles localizados nas nações mais ricas do planeta, sendo São Paulo uma das poucas exceções.

Escola – Região Sudeste: ecossistemas e impactos ambientais.


Região Sudeste: ecossistemas e impactos ambientais

 

O Sudeste, região formada pelos estados do Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, é cortado em sua parte meridional pelo Trópico de Capricórnio, o que lhe confere caráter nitidamente tropical do ponto de vista climático. O relevo, porém, atenua, em amplas áreas, as condições térmicas decorrentes da localização geográfica dessa região.
No conjunto, essa é a área mais acidentada do país. Serras e escarpas de planalto, como as serras do Mar e da Mantiqueira, podem ter altitudes superiores a 2 mil metros. Vale lembrar que o ponto mais elevado do Planalto Brasileiro é o Pico da Bandeira (2.890 m.), localizado junto aos limites dos estados do Espírito Santo e Minas Gerais.
Os efeitos combinados da latitude (o Sudeste se estende aproximadamente entre os 15º e 25º de latitude sul), da forma e disposição do relevo e ainda da maior ou menor continentalidade criaram situações bastante diferenciadas quanto à variação das temperaturas e distribuição das chuvas. As especificidades da circulação atmosférica regional, muito marcadas pela ação dominante da massa de ar tropical atlântica e da polar atlântica, acentuam ainda mais essas diferenças.
Por tudo isso, por exemplo, o norte de Minas Gerais apresenta situação climática semelhante ao Sertão semi-árido do Nordeste. Essa convergência de fatores climáticos também explica a ocorrência sistemática de geadas de outono/inverno no extremo sul de São Paulo ou em algumas áreas da Serra da Mantiqueira onde cidades, como Campos do Jordão (SP), estão localizadas em cotas altimétricas superiores a 1.500 m.
A disposição da Serra do Mar, extremamente próxima e paralela à orla litorânea, e da ação de massas de ar tropicais marítimas (que de maneira geral se deslocam no sentido leste-oeste), propiciaram as condições para que no litoral norte de São Paulo se verifiquem os maiores índices pluviométricos registrados no país.
Certas cidades do Sudeste, assim como eventualmente ocorre em outras regiões do país, apresentam peculiaridades meteorológicas que passaram ser de certa forma folclóricas. A cidade de São Paulo, por exemplo, por estar localizada na transição entre as zonas tropical e temperada (é cortada pelo Trópico de Capricórnio), apresenta uma situação de instabilidade meteorológica, ocasionada, sobretudo, pelas ações tanto da massa Tropical Atlântica e da Polar Atlântica. Talvez, por isso, muitos paulistanos afirmem que a antiga “terra da garoa” se transformou na atual “terra das quatro estações num só dia”.
Os ecossistemas e os impactos ambientais
Segundo a Secretaria Especial do Meio Ambiente (SEMA) existem no Brasil nove ecossistemas principais: o Amazônico, o do Extremo Sul, o do Meio Norte, o do Pantanal, o da Mata Atlântica e a Área Costeira, o da Floresta Estacional Semi-Decídua, o do Cerrado e da Caatinga e Floresta Decídua. Com exceção dos quatro primeiros, todos os demais têm alguma representatividade no Sudeste.
Três dos cinco ecossistemas que essa região apresenta – da Mata Atlântica e Área Costeira, da Floresta Estacional Semi-Decídua e do Cerrado – são muito expressivos do ponto de vista territorial, enquanto que os demais ocupam áreas bem mais restritas.
As formações vegetais originais desses cinco ecossistemas foram, em sua maior parte, devastados pelo intenso processo de ocupação humana e valorização econômica por que a região passou, especialmente nos últimos dois séculos.
Os maiores impactos dessa devastação foram sentidos sobretudo nas áreas de matas, que hoje recobrem menos de 10% das áreas originais. A Mata Atlântica, por exemplo, só é encontrada mais ou menos intacta em alguns poucos trechos bastante acidentados da Serra do Mar.
Excetuando-se a destruição da vegetação original, verificam-se vários outros tipos de impactos ambientais na região. Um deles ocorre junto às principais áreas urbano-industriais, gerando grande variedade de “estilos” de poluição ambiental como a do solo, do ar, das águas superficiais e subterrâneas, a sonora, além do efeito estufa, chuvas ácidas etc.
Esse tipo de impacto ambiental é mais visível em cinco áreas: a mais extensa delas é a região metropolitana de São Paulo “expandida”, abrangendo não somente as proximidades da Metrópole Paulista mas também trechos da Baixada Santista, Vale do Paraíba e a região de Campinas-Sorocaba. Essa extensa área, que corresponde à parte considerável da megalópole brasileira em formação, é a mais intensamente urbanizada e industrializada de todo o Sudeste e, ao mesmo tempo, a que mais tem se ressentido dos impactos causados ao meio ambiente.
As outras três capitais estaduais do Sudeste também apresentam, embora em menor escala, problemas semelhantes aos encontrados em São Paulo. A região metropolitana do Rio de Janeiro e as áreas próximas como a Baixada Fluminense e Vale do Paraíba (onde se localiza Volta Redonda) apresentam expressivos níveis de poluição que se refletem, por exemplo, no alto grau de contaminação das águas da Baía de Guanabara.
Já na região metropolitana de Belo Horizonte e arredores, os altos níveis de poluição são decorrentes não só do crescente adensamento urbano, mas também, e principalmente, dos “estragos” produzidos pelo tradicional e importante pólo siderúrgico concentrado nessa área.
Na região metropolitana de Vitória, registram-se níveis crescentes de poluição ambiental resultantes não só da expansão de sua área urbana como do expressivo crescimento industrial impulsionado pela infra-estrutura de um dos portos mais movimentados do país.
Por fim, a última e mais recente área urbano-industrial sujeita à poluição ambiental corresponde aos trechos do nordeste de São Paulo (cujo principal centro é Ribeirão Preto) e que se estende também por regiões orientais do Triângulo Mineiro, cujos principais núcleos são Uberlândia e Uberaba. Nessa área, a principal causadora dos impactos ambientais é a agroindústria, especialmente a sucro-alcooleira.
Além disso, a poluição contamina muitos rios do Sudeste, como é o caso do Tietê, em São Paulo, do rio Doce (Minas Gerais e Espírito Santo) e de alguns cursos fluviais do alto vale de São Francisco que atravessam áreas industriais próximas a Belo Horizonte.
Em certos trechos litorâneos e mesmo da plataforma continental, o risco de poluição é alto devido à existência de amplas áreas de extração de petróleo. É o caso da Plataforma de Campos (RJ), responsável por parcela expressiva da produção de petróleo bruto do país. A atividade de refinarias e terminais petrolíferos junto ao litoral, como em Cubatão (SP), São Sebastião (SP) e Rio de Janeiro, freqüentemente causa acidentes envolvendo o derrame de petróleo e derivados.
Outro tipo de problema deve-se à falta de cuidado no uso do solo (queimadas, por exemplo), em atividades agropastoris. As superfícies mais duramente atingidas localizam-se, principalmente, em várias porções do Planalto Ocidental paulista e na contígua região do Triângulo Mineiro.
Por fim, a pratica da mineração gera, tradicionalmente, a contaminação dos solos e águas. As áreas do Sudeste, que têm mais sofrido desse impacto ambiental situam-se na região de Belo Horizonte e áreas circunvizinhas, em que se pratica a extração de minério de ferro.

Escola – Poluição do rio tietê


Poluição do rio tiete

O rio tiete pode ser considerado um dos mais lindos em sua nascente que começa na cidade de Salesópolis na serra do mar, nessa nascente dá para ver um rio tiete limpinho que nunca foi poluído pelos moradores dessa cidade que procuram conservar cada beleza natural da sua cidade, uma cidade que deve ser visitada por quem já passou perto do rio tiete que também cruza aquela cidade grande de São Paulo, só que esse rio limpo na sua nascente está completamente poluído quando passa pela cidade que tem uma população imensa de pessoas que contribuíram para a poluição desse rio tiete.

O único e maior problema desse rio é quando chega nessa cidade paulistana que não agüenta mais aquele cheiro insuportável, aquela parte nem pode ser chamado mais de rio porque vários esgotos vão parar diretamente nesse rio que está horrível numa cidade que tem uma população muito grande de pessoas convivendo com um cheiro insuportável desse rio. Na cidade onde se nasce o rio tiete dá até para pescar peixes que não são vistos de forma alguma no rio tiete de São Paulo, não são vistos por causa da poluição excessiva desse rio que não deveria ter passado por um dos maiores estados brasileiros.

Nesse rio tiete que está completamente poluído nessa cidade grande dá para encontrar muito lixo jogado por pessoas que não pensam no futuro, alguns desses lixos jogados num rio que é tão lindo na cidade Salesópolis até assustam, porque sofás, teclados de computadores e outros objetos bem diferentes já foram encontrados nesse rio que poderia ter feito outro percurso para continuar limpo e sem aquele cheiro horrível que muitos paulistanos sentem quando passam do lado desse rio, só que como não seguirá outro percurso terá que continuar poluído com aquele cheio de lixo e muito esgoto que muitos já conhecem bem. Essa poluição do rio tiete deveria receber mais atenção do governo desse estado brasileiro, uma atenção necessária que acabaria com toda aquela poluição que já dura vários anos nesse populoso estado de São Paulo.

Jornalismo – Lindemberg é condenado a 98 anos pela morte de Eloá em Santo André


Lindemberg é condenado a 98 anos pela morte de Eloá em Santo André

Andre Lessa/AE

“AE”

SÃO PAULO – Lindemberg Alves, de 25 anos, foi condenado a 98 anos e 10 meses pelo assassinato da ex-namorada Eloá Pimentel, em Santo André, ABC paulista. Após quatro dias de julgamento, a juíza Milena Dias deu a sentença na tarde desta quinta-feira, 16. O crime ocorreu em 2008.

Ele era acusado de 12 crimes, incluindo homicídio doloso de Eloá, dupla tentativa de homicídio de Nayara Rodrigues e um policial militar baleado, cárcere privado e disparo de arma de fogo.

O júri era formado por sete pessoas – seis homens e uma mulher – que ouviram os depoimentos de 13 testemunhas e do réu durante a semana de julgamento. Depois dos debates da promotoria e defesa, os jurados se reuniram para responder um formulário com cerca de 50 questões sobre o caso.

Lindemberg falou pela primeira vez sobre os dias de cárcere no apartamento da ex-namorada em juízo. O acusado foi a última pessoa a ser ouvida. Durante o depoimento, logo após pedir perdão à família de Eloá, ele assumiu que atirou contra a garota. A mãe da vítima, Ana Cristina Pimentel, não acompanhou o dia de oitivas do acusado.

Segundo o depoimento dele, o assassinato não foi intencional. ‘Quando a polícia invadiu, a Eloá fez menção de levantar e eu, sem pensar, atirei. Foi tudo muito rápido’. O jovem disse que ficou surpreso com a chegada da polícia nos arredores do prédio e se apavorou.

Durante o julgamento, a advogada de Lindemberg, Ana Lucia Assad, tentou apontar corresponsáveis pelo crime, como mídia pela cobertura e a polícia pela ação de invasão ao apartamento, além de amenizar a imagem do acusado. Ela também deixou claro, no último dia, durante os debates, que não esperava que Lindemberg fosse absolvido. ‘Ele errou e deve pagar por isso’, afirmou.

Ana Lucia, porém, tentou convencer os jurados de que Lindemberg deveria ter as acusações amenizadas. Segundo a defesa do réu, as acusações teriam de ser homicídio culposo (quando não há intenção) pela morte de Eloá; dupla lesão corporal culposa pelos disparos que atingiram Nayara Rodrigues e um PM; e ser absolvido da acusação de cárcere privado contra os amigos de Eloá.

Relembre o crime

Há três anos, Lindemberg foi responsável pelo mais longo caso de cárcere privado do Estado de São Paulo, acompanhado em tempo real por todo o País. Às 13h30 do dia 13 de outubro de 2008, o auxiliar de produção invadiu um pequeno apartamento em um conjunto habitacional de Santo André, onde quatro adolescentes estudavam.

Inconformado com o fim do namoro com Eloá Cristina Pimentel, de 15 anos, Lindemberg, então com 22, fez reféns a jovem, a melhor amiga dela, Nayara Rodrigues da Silva, e dois rapazes. Às 20h, o pai de um dos meninos, estranhando a demora do filho, bateu à porta do apartamento em que Eloá morava e ouviu Nayara dizer para ele se afastar.

A polícia foi acionada e faz cerco ao local. No mesmo dia, os dois garotos foram liberados, mas as amigas ficaram sob a mira do revólver de Lindemberg. Do lado de fora, jornalistas, policiais e populares acompanhavam o sequestro.

No final da noite do dia seguinte, Nayara foi libertada pelo sequestrador. A garota, em uma decisão criticada, voltaria na manhã do dia 15 ao cárcere, depois de já ter prestado depoimento à polícia, para negociar. Nayara só sairia de novo do local, ferida, no dia 17, com Eloá e Lindemberg.

Às 18h08 daquela sexta-feira, policiais do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate), em ação polêmica, invadiram o apartamento. Tiros foram disparados. Eloá e Nayara foram atingidas: Eloá, na virilha e na cabeça, e a amiga, no rosto. Lindemberg, sem ferimentos, foi detido e levado para o 6º DP. A ex-namorada morreria no dia seguinte, às 23h30.

Educação – Beija-flor-tesoura


Beija-flor-tesoura

Detalhar som
Classificação Científica

Reino:
Animalia

Filo:
Chordata

Classe:
Aves

Ordem:
Apodiformes

Família:
Trochilidae

Vigors, 1825

Subfamília:
Trochilinae

Vigors, 1825

Espécie:
E. macroura

Nome Científico
Eupetomena macroura
(Gmelin, 1788)
Nome em Inglês
Swallow-tailed Hummingbird
Estado de Conservação

(IUCN 3.1)

Pouco Preocupante
Fotos | Sons


Beija-flor-tesoura

Os beija-flores são sem dúvida um dos grupos de aves mais típicos do continente americano, com suas cores iridescentes, rapidez descomunal, capacidade de pairar no ar e tamanho reduzido. O beija-flor-tesoura é talvez o integrante mais famoso desse grupo, ao menos no Brasil não amazônico, provavelmente pela sua abundância em locais urbanizados, pela beleza de sua coloração, pela tesoura facilmente reconhecível e principalmente pelos seu comportamento abusado, é um dos maiores e mais briguentos beija-flores. É também conhecido como beija-flor-rabo-de-tesoura e tesourão.

Características

Um dos maiores beija-flores, podendo atingir 19 cm de comprimento e 9 g em peso, caracteriza-se pela cauda profundamente bifurcada que toma quase 2/3 do tamanho total. A cabeça e o pescoço são azuis e resto da plumagem verde-escuro brilhante.

Os beija-flores têm o metabolismo mais acelerado entre as aves. Podemos dizer que eles vivem em outro rítmo, pois tudo é acelerado. Quando em vôo podem bater as asas dezenas de vezes por segundo. O canto é muito agudo e rápido, parecendo um simples assovio para nossos ouvidos, mas quem estuda bioacústica sabe que quando a vocalização destas aves é analisada com cuidado em um sonograma esta mostra-se muito complexa e até melodiosa (para os ouvidos dos beija-flores).


beija-flor-tesoura adulto


beija-flor-tesoura jovem

Indivíduos com plumagem leucística


beija-flor-tesoura (Eupetomena macroura)


beija-flor-tesoura (Eupetomena macroura)

O que é leucismo?

O leucismo (do grego λευκοσ, leucos, branco) é uma particularidade genética devida a um gene recessivo, que confere a cor branca a animais geralmente escuros.

O leucismo é diferente do albinismo : os animais leucísticos não são mais sensíveis ao sol do que qualquer outro. Pelo contrário, são mesmo ligeiramente mais resistentes, dado que a cor branca possui um albedo elevado, protegendo mais do calor.

O oposto do leucismo é o melanismo.

Alimentação

Assim como outros beija-flores alimenta-se basicamente de néctar de flores, mas também caça pequenos insetos com grande habilidade.


beija-flor-tesoura se alimentando

Reprodução

Durante o acasalamento, macho e fêmea realizam vôos de zigue-zague, ocorrendo vôos rasantes do macho sobre a fêmea. O ninho, em forma de tigela, é assentado numa forquilha de arbusto ou árvore, a cerca de 2 a 3 metros do solo. O material utilizado na construção é composto por fibras vegetais incluindo painas, musgos e líquens, aderidos extremamente com teias de aranha. Põe de dois a três ovos brancos nos meses de janeiro e fevereiro. Somente a fêmea incuba os ovos e os filhotes nascem após 15 dias e são alimentados principalmente com insetos.


Casal de beija-flor-tesoura


Ninho de beija-flor-tesoura


Ovo de beija-flor-tesoura


Filhote de beija-flor-tesoura

Hábitos

Não costuma ter medo do ser humano, aproximando-se das pessoas para se alimentar nas garrafas com água e açúcar, ou nas flores de seus jardins. É uma espécie territorialista. Em algumas épocas do ano quando há menos disponibilidade de néctar esta ave adota uma única árvore, que pode ser um mulungu ou um ipê como a sede de seu território e a defende ferozmente contra qualquer outra ave, principalmente contra outros beija-flores e contra o cambacica.

Distribuição Geográfica

Todo o Brasil, exceto as regiões da Amazônia. Das Guianas à Bolívia e Paraguai.


Ocorrências registradas no WikiAves

 

 

Video Relacionado: à beija-flor-tesoura

 

Educação – Tráfico de Animais Silvestres


 

Org: TUDO sobre o nosso MUNDO

 

Tráfico de Animais Silvestres

O comércio ilegal de animais silvestres é a terceira atividade clandestina que mais movimenta dinheiro sujo, perdendo apenas para o tráfico de drogas e armas.

O Brasil é um dos principais alvos dos traficantes devido a sua imensa diversidade de peixes, aves, insetos, mamíferos, répteis, anfíbios e outros.

As condições de transporte são péssimas. Muitos morrem antes de chegar ao seu destino final.
Filhotes são retirados das matas, atravessam as fronteiras escondidos nas bagagens de contrabandistas para serem vendidos como mercadoria.

Papagaio.jpg (63063 bytes)

Todos os anos mais de 38 milhões de animais selvagens são retirados ilegalmente de seu hábitat no país, sendo 40% exportados, segundo relatório da Polícia Federal.

O tráfico interno é praticado por caminhoneiros, motoristas de ônibus e viajantes. Já o esquema internacional, envolve grande número de pessoas.

Os animais são capturados ou caçados no Norte, Nordeste e Pantanal, geralmente por pessoas muito pobres, passam por vários intermediários e são vendidos principalmente no eixo Rio-São Paulo ou exportados.
Os animais são traficados para pet shops, colecionadores particulares (priorizam espécies raras e ameaçadas de extinção!) e para fins científicos (cobras, sapos, aranhas…).

Com o desmatamento, muitas espécies entraram para a lista de animais ameaçados de extinção, principalmente na Mata Atlântica. Para mais informações, consulte o site http://www.renctas.org.br da Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres, o MMA, o IBAMA, SOS FAUNA ou a CITIES – Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção.

Segundo o IBAMA, a exploração desordenada do território brasileiro é uma das principais causas de extinção de espécies. O desmatamento e degradação dos ambientes naturais, o avanço da fronteira agrícola, a caça de subsistência e a caça predatória, a venda de produtos e animais procedentes da caça, apanha ou captura ilegais (tráfico) na natureza e a introdução de espécies exóticas em território nacional são fatores que participam de forma efetiva do processo de extinção. Este processo vem crescendo nas últimas duas décadas a medida que a população cresce e os índices de pobreza aumentam.
Macaco

O que podemos fazer :

Não compre animais silvestres. Ter espécie nativa em cativeiro, sem comprovação da origem do animal, é crime previsto em lei.
Cada indivíduo capturado faz falta ao ambiente e também os descendentes que ele deixa de ter.
Também não compre artesanatos feitos com partes de animais, como penas coloridas.

Seja vigilante. Se presenciar a venda na feira livre ou depósito de tráfico, avise a polícia. Informe dados precisos da ocorrência.
Denúncias ao IBAMA através da Linha Verde Tel. 0800 61 8080.
Se te oferecem um animal na beira da estrada, não compre e repreenda o vendedor dizendo que isso é crime e que ele procure outra atividade que não lhe cause problemas com a lei.

Os pássaros nascem para ser livres e não presos ao stress e tédio do restrito espaço de uma gaiola. Afinal para que foram feitas as asas dos pássaros ?
O animal que vive preso, perde a capacidade de sobreviver e se defender sozinho e não pode ser solto na natureza sem o acompanhamento de um especialista.

Quando decidir ter um animal de estimação, lembre-se que existem milhares de cães e gatos abandonados aguardando a chance de uma adoção. Consulte a prefeitura da sua cidade ou entidades de proteção animal.

Somente a conscientização da população poderá desestimular este comércio ilegal e proteger o direito à vida e liberdade dos animais.

Vamos combater o tráfico de animais silvestres.

Se ninguém compra, ninguém vende, ninguém caça.

Extinção às gaiolas !

Músicas sobre o tema.
Vídeos :
Tráfico de animais silvestres – Globo Repórter
Tráfico de animais silvestres 2
Vídeo 3.

Bem-estar animal.

Jabuti

DECRETO Nº 3.179, DE 21 DE SETEMBRO DE 1999.
Dispõe sobre a especificação das sanções aplicáveis às condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, e dá outras providências.
CAPÍTULO II
DAS SANÇÕES APLICÁVEIS ÀS INFRAÇÕES COMETIDAS CONTRA O MEIO AMBIENTE
SEÇÃO I
DAS SANÇÕES APLICÁVEIS ÀS INFRAÇÕES CONTRA A FAUNA
Art 11 matar , perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente, ou em desacordo com a obtida:
Multa de R$500,00 (quinhentos reais), por unidade com acréscimo por exemplar excedente de:
I – R$5.000,00 (cinco mil reais), por unidade de espécie constante da lista oficial de fauna brasileira ameaçada de extinção e do Anexo I da Comércio Internacional das Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção-CITES; e
II – R$3.000,00 ( três mil reais), por unidade de espécie constante da lista oficial de fauna brasileira ameaçada de extinção e do Anexo II da CITES.
§ 1º Incorre nas mesmas multas:
I – quem impede a procriação da fauna, sem licença, autorização ou em desacordo com a obtida;
II – quem modifica, danifica ou destrói ninho, abrigo ou criadouro natural; ou
III – quem vende, expõe à venda, exporta ou adquire, guarda, tem cativeiro ou depósito, utiliza ou transporta ovos, larvas ou espécimes da fauna silvestre, nativa ou em rota migratória, bem como produtos e objetos dela oriundos, provenientes de criadouros não autorizados ou sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente. IBAMA .

Educação -




O NASCIMENTO DE UM ECOSSISTEMA

1- Esta foto mostra a superfície aparentemente árida e sem vida de uma rocha. Exposta ao sol, à chuva e ao tempo, aí existem princípios básicos para a formação de um ecossistema formador de uma floresta, para, mais tarde, abrigar outras formas de vida.


2- A associação de fungos com algas, mais a ação do ambiente, forma líquens sobre a superfície da rocha.
Estes líquens liberam ácidos que desagregam a rocha, iniciando a formação do solo.
As partes mais claras na foto são os líquens.


3- Com o tempo, este processo cria uma fina camada de solo, onde já é possível o aparecimento de formas de vida vegetal. Neste estágio, esta “ilha” de biomassa já serve de base para várias formas de vida. A ilha desta foto tem cerca de 40cm de compri. e alguns milímetros de espessura.


4- Com o acúmulo de material orgânico na “ilha”, ela aumenta de tamanho, permitindo o desenvolvimento de formas de vida mais complexas. Alguns arbustos já começam a se desenvolver. Estas formas de vida que se desenvolvem na “ilha” acabam por “alimentá-la” com sua decomposição natural.


5- Com o constante acréscimo de material orgânico, a camada de solo aumenta, permitindo o desenvolvimento de formas de vida, vegetal e animal cada vez mais complexas. Assim, a floresta vai se desenvolvendo, crescendo e alimentando seu próprio ambiente.

Educação – O Calendário


 

Todos os calendários se baseiam nos movimentos aparentes dos dois astros mais brilhantes da abóbada celeste, na perspectiva de quem se encontra na Terra – o Sol e a Lua – para determinar as unidades de tempo: dia, mês e ano.
O dia, cuja noção nasceu do contraste entre a luz solar e a escuridão da noite, é o elemento mais antigo e fundamental do calendário. A observação da periodicidade das fases lunares gerou a idéia de mês. E a repetição alternada das estações, que variavam de duas a seis, de acordo com os climas, deu origem ao conceito de ano, estabelecido em função das necessidades da agricultura.

O ano é o período de tempo necessário para que a Terra faça um giro ao redor do Sol – cerca de 365 dias e seis horas. Esse número fracionário exige que se intercale dias periodicamente, a fim de fazer com que os calendários coincidam com as estações. No calendário gregoriano, usado na maior parte do mundo, um ano comum compreende 365 dias, mas a cada quatro anos há um ano de 366 dias – o chamado ano bissexto, em que o mês de fevereiro passa a ter 29 dias. São bissextos os anos cujo milésimo é divisível por quatro, com exceção dos anos de fim de século cujo milésimo não seja divisível por 400. Assim, por exemplo, o ano de 1.900 não é bissexto, ao contrário do ano 2.000.

Em astronomia, distinguem-se várias espécies de ano, com pequenas diferenças de duração. O ano trópico, também chamado de ano solar ou ano das estações, tem 365 dias, cinco horas, 48 minutos e 46 segundos. Compreende o tempo decorrido entre duas ocorrências sucessivas do equinócio vernal, ou seja, do momento em que o Sol aparentemente cruza o equador celeste na direção norte. Em virtude do fenômeno de precessão dos equinócios – causado por uma pequena oscilação na rotação terrestre – o ano trópico é mais curto que o ano sideral, que tem 365 dias, seis horas, nove minutos e dez segundos, tempo que o Sol leva para voltar ao mesmo ponto, em sua aparente trajetória anual. O ano anomalístico compreende o período de 365 dias, seis horas, 13 minutos e 53 segundos, entre duas passagens da Terra pelo periélio, ponto de sua órbita em que está mais próxima do Sol.

Dada a facilidade de observação das fases lunares, e devido aos cultos religiosos que freqüentemente se associaram a elas, muitas sociedades estruturaram seus calendários de acordo com os movimentos da Lua. O ano lunar, de 12 meses sinódicos, correspondentes aos 12 ciclos da fase lunar, tem cerca de 364 dias. Conforme a escala de tempo seja baseada nos movimentos do Sol, da Lua, ou de ambos, o calendário será respectivamente solar, lunar ou lunissolar.

No calendário gregoriano os anos começam a ser contados a partir do nascimento de Jesus Cristo, em função da data calculada, no ano 525 da era cristã, pelo historiador Dionísio o Pequeno. Todavia, seus cálculos não estavam corretos, pois é mais provável que Jesus Cristo tenha nascido quatro ou cinco anos antes, no ano 749 da fundação de Roma, e não no 753, como sugeriu Dionísio. Para a moderna historiografia, o fundador do cristianismo teria na verdade nascido no ano 4 a.C.

Classificação dos calendários
Em sentido amplo, todo calendário é astronômico, variando apenas seu grau de exatidão matemática. Classificam-se eles em siderais, lunares, solares e lunissolares.

Calendário sideral:
Baseia-se o calendário sideral no retorno periódico de uma estrela ou constelação a determinada posição na configuração celeste. Para o estabelecimento do calendário sideral, há milênios, utilizou-se a observação do nascer ou do ocaso helíaco (ou cósmico) de uma estrela. Além do nascer ou do ocaso real de uma estrela, respectivamente, pelo horizonte leste ou oeste, chama-se nascer ou ocaso helíaco (ou cósmico) a passagem de um astro pelo horizonte oriental ou ocidental no momento do nascer ou do pôr-do-sol, respectivamente. Quando o astro nasce no momento do pôr-do-sol, ou se põe no momento em que o Sol nasce, diz-se que há nascer ou ocaso acrônicos. Nascer helíaco, portanto, é a primeira aparição anual de uma estrela sobre o horizonte oriental, quando surgem os primeiros raios de sol. Para evitar atraso no registro da data do nascer helíaco, os sacerdotes egípcios, que determinavam as estações em função desse fenômeno, eram obrigados a vigílias rigorosas. Algumas tribos do Brasil e da América do Sul serviam-se do nascer helíaco das Plêiades para indicar o início do ano. O primeiro calendário assírio se baseava no nascer helíaco da constelação de Canis Majoris (Cão Maior), cuja estrela principal, Sirius, tinha importante papel em sua mitologia.

Calendário lunar:
A base do calendário lunar é o movimento da Lua em torno da Terra, isto é, o mês lunar sinódico, que é o intervalo de tempo entre duas conjunções da Lua e do Sol. Como a sua duração é de 29 dias 12 horas 44 minutos e 2,8 segundos, o ano lunar (cuja denominação é imprópria) de 12 meses abrangerá 254 dias 8 horas 48 minutos e 36 segundos. Os anos lunares têm que ser regulados periodicamente, para que o início do ano corresponda sempre a uma lua nova. Como uma revolução sinódica da Lua não é igual a um número inteiro de dias, e os meses devem também começar com uma lua nova, esse momento inicial não se dá sempre numa mesma hora. Por sua vez, na antiguidade, e mesmo depois, houve freqüentes erros de observação desse início.
Para que os meses compreendessem números inteiros de dias, convencionou-se, desde cedo, o emprego de meses alternados de 29 e 30 dias. Mas como o mês lunar médio resultante é de 29 dias e 12 horas, isto é mais curto 44 minutos e 2,8 segundos do que o sinódico, adicionou-se, a partir de certo tempo, um dia a cada trinta meses, com a finalidade de evitar uma derivação das fases lunares. Por outro lado, como o ano lunar era de 354 dias, observou-se que havia uma defasagem rápida entre o início do mesmo e o das estações. Procurou-se eliminar essa diferença, intercalando-se periodicamente um mês complementar, o que originou os anos lunissolares.
O calendário lunar surgiu entre os povos de vida essencialmente nômade ou pastoril, e os babilônicos foram os primeiros, na antiguidade, a utilizá-lo. Os hebreus, gregos e romanos também dele se serviram. O calendário muçulmano é o único puramente lunar ainda em uso. Com Júlio César, Roma adotou um calendário solar que predominou entre as populações agrícolas.

Calendário solar:
Os egípcios foram o primeiro povo a usar o calendário solar, embora os seus 12 meses, de trinta dias, fossem de origem lunar. O calendário instituído em Roma, por Júlio César, reformado mais tarde pelo papa Gregório XIII e atualmente adotado por quase todos os povos, é do tipo solar, e suas origens remontam ao Egito.
O calendário solar segue unicamente o curso aparente do Sol, fazendo coincidir, com maior ou menor precisão, o ano solar com o civil, de forma que as estações recaiam todos os anos nas mesmas datas.

Calendário lunissolar:
Baseia-se o calendário lunissolar no mês lunar, mas procura fazer concordar o ano lunar com o solar, por meio da intercalação periódica de um mês a mais. O mês é determinado em função da revolução sinódica da Lua, fazendo começar o ano com o início da lunação. Para que a entrada das estações se efetue em datas fixas, acrescenta-se um mês suplementar, no fim de certo número de anos, que formam um ciclo. Os babilônicos, chineses, assírios, gregos e hindus utilizaram calendários lunissolares. Atualmente, os judeus – que adotaram o calendário babilônico na época do exílio – e os cristãos se valem desse sistema para determinar a data da Páscoa.

Dia e noite:
Nos calendários lunares e lunissolares o dia tem sempre início com o pôr-do-sol, como ocorre ainda hoje, no calendário judeu e muçulmano. No calendário solar, o dia começa com a saída do Sol, como no antigo Egito. Na Mesopotâmia o dia, para as observações astronômicas, começava à meia-noite, embora o calendário usual partisse do anoitecer. Os chineses e romanos adotaram também a meia-noite para o início do dia, uso que é seguido pelo calendário gregoriano.

Calendário maia:
O calendário mais bem elaborado das antigas civilizações pré-colombianas foi o maia, e do qual deriva o calendário asteca. Tanto um como o outro tinham um calendário religioso de 260 dias, com 13 meses de vinte dias; e um calendário solar de 365 dias, constituído por 18 meses de vinte dias e mais cinco dias epagômenos, isto é, que não pertencem a nenhum mês e são acrescentados ao calendário para complementar o ano. Esses cinco dias eram considerados de mau agouro, ou nefastos. Um ciclo de 52 anos solares harmonizava os dois calendários, o religioso e o solar. A cada dois ciclos – 104 anos – iniciava-se um ano venusino, de 584 dias, um ano solar, de 365 dias, um novo ciclo de 52 anos solares e um ano sagrado, de 260 dias. Esse acontecimento era comemorado com grandes festas religiosas.

Calendário hebraico:
Os judeus não adotaram o calendário juliano, em grande parte para que sua Páscoa não coincidisse com a cristã. O ano israelita civil tem 353, 354 ou 355 dias; seus 12 meses são de 29 ou trinta dias. O ano intercalado tem 383, 384 ou 385 dias.
O calendário hebraico introduziu pela primeira vez a semana de sete dias, divisão que seria adotada em calendários posteriores. É possível que sua origem esteja associada ao caráter sagrado do número sete, como ocorre nas sociedades tradicionais, ou que se relacione com a sucessão das fases da lua, já que a semana corresponde aproximadamente à quarta parte do mês lunar.
O calendário hebraico começa a contar o tempo histórico a partir do que os judeus consideram o dia da criação. No calendário gregoriano, tal data corresponde a 7 de outubro de 3761 a.C.

Calendário muçulmano:
A civilização islâmica adotou o calendário lunar. Neste calendário o ano se divide em 12 meses de 29 ou trinta dias, de forma que o ano tem 354 dias. Como o mês sinódico não tem exatamente 29,5 dias, mas 29,5306 dias, é necessário fazer algumas correções para adaptar o ano ao ciclo lunar.
Trinta anos lunares têm aproximadamente 10.631,016 dias. Com anos de 354 dias, trinta anos totalizariam 10.620 dias, e por isso é preciso acrescentar 11 dias a cada trinta anos.
A origem do calendário muçulmano se fixa na Hégira, que comemora a fuga de Maomé, da cidade de Meca para Medina, que coincide com o dia 16 de julho de 622 da era cristã, no calendário gregoriano.

Calendário revolucionário francês:
Um caso muito singular é o do calendário republicano, instituído pela revolução francesa em 1793, e que tinha como data inicial o dia 22 de novembro de 1792, data em que foi instaurada a república. Pretendia substituir o calendário gregoriano e tornar-se universal.
O ano passaria a ter 12 meses de trinta dias, distribuídos em três décadas cada mês. Estas eram numeradas de um a três, e os dias de um a dez, na respectiva década, recebendo nomes de primidi, duodi, tridi, quartidi, quintidi, sextidi, septidi, octidi, nonidi, décadi. Deram-se, depois, às décadas, nomes tirados de plantas, animais e objetos de agricultura.
Dividiu-se o dia em dez horas de cem minutos, e estes com cem segundos de duração. As denominações dos meses inspiraram-se nos sucessivos aspectos das estações do ano na França. Aos 360 dias acrescentavam-se cinco complementares, anualmente e, um sexto a cada quatriênio.
O ano desse calendário revolucionário começou à meia-noite do equinócio verdadeiro do outono, segundo o meridiano de Paris. A eliminação das festas religiosas católicas, dos nomes de santos e, sobretudo, do domingo, insuficientemente compensado pelo décadi, indispôs a população. Teve curta duração e a 1º de janeiro de 1806 (com pouco mais de 13 anos), já no primeiro império napoleônico, foi restabelecido o uso do calendário gregoriano.

Calendários juliano e gregoriano:
As origens do calendário juliano remontam ao antigo Egito. Foi estabelecido em Roma por Júlio César no ano 46 a.C. (708 da fundação de Roma). Adotou-se um ano solar de 365 dias, dividido em 12 meses de 29, 30 ou 31 dias. A diferença do calendário egípcio está no fato de se introduzirem os anos bissextos de 366 dias a cada quatro anos, de forma que o ano médio era de 365,25 dias. O esquema dos meses foi reformulado posteriormente para que o mês de agosto, assim nomeado em honra ao imperador Augusto, tivesse o mesmo número de dias que o mês de julho, cujo nome é uma homenagem a Julio César.
Como o ano trópico é de 365,2422 dias, com o passar dos anos se registra um adiantamento na data do equinócio da primavera. Caso fosse mantido o calendário juliano, haveria um adiantamento de seis meses no início das estações, num período de 20.200 anos. Para evitar o problema, o Concílio de Trento, reunido em 1563, recomendou ao papa a correção do inconveniente, que alteraria a data da Páscoa, em virtude dos ciclos de concordância das lunações com o ano solar.
Finalmente, em 1582, o papa Gregório XIII, aconselhado por astrônomos, em particular por Luigi Lílio, obteve o acordo dos principais soberanos católicos e, através da bula Inter gravissimas, de 24 de fevereiro, decretou a reforma do calendário, que passou, em sua homenagem, a chamar-se gregoriano, e é o mais perfeito utilizado até hoje.
Mesmo assim, apresenta algumas deficiências. Uma delas é a diferença com o ano trópico, que aliás não é importante para efeitos práticos. Mais relevante é a diferença na duração dos meses (28, 29, 30 ou 31 dias) e o fato de que a semana, que é utilizada quase universalmente como unidade de tempo de trabalho, não esteja integrada nos meses, de tal forma que o número de dias trabalhados durante um mês pode variar entre 24 e 27.
Além disso, nos países cristãos, a data em que se comemora a Páscoa é determinada por critério lunissolar, que pode acarretar variação de dias e conseqüentemente alterar atividades educacionais, comerciais, de turismo etc. Outro inconveniente é o de não existir um ano zero, o que obriga uma operação matemática estranha, para calcular a diferença em anos de um fato ocorrido antes do nascimento de Cristo, em comparação com outro, ocorrido na era cristã. Existem várias propostas para solucionar essas questões, nenhuma delas ainda adotada.

Apesar de representar um avanço, o calendário gregoriano demorou para ser aceito, principalmente em países não-católicos, por motivos sobretudo político-religiosos. Nas nações protestantes da Alemanha, foi adotado no decorrer dos séculos XVII (em poucos casos, antes de 1700) e XVIII (Prússia, 1775); na Dinamarca (incluindo então a Noruega), em 1700; na Suécia (com inclusão da Finlândia), em 1753. Nos cantões protestantes da Suíça, no princípio do século XVIII. Na Inglaterra e suas colônias, entre as quais os futuros Estados Unidos, em 1752. Nos países ortodoxos balcânicos, depois de 1914 (Bulgária, 1916, Romênia e Iugoslávia, 1919; Grécia, 1924). Na União Soviética, em 1918. Na Turquia, em 1927. No Egito, já havia sido adotado para efeitos civis desde 1873, mesma data em que foi aceito no Japão. Na China foi aceito em 1912, para vigorar simultaneamente com o calendário tradicional chinês, até 1928. No Brasil, então colônia de Portugal, que na época estava sob domínio da Espanha, o calendário gregoriano entrou em uso em 1582.

Os dias da semana:
No Império Romano, a astrologia acabou introduzindo, no uso popular, a semana de sete dias (septimana, isto é, sete manhãs, de origem babilônica). Os nomes orientais foram substituídos pelos latinos, do Sol, da Lua e de deuses equiparados aos babilônicos. Por influência romana, os povos germânicos adotaram a semana, substituindo, por sua vez, os nomes das divindades latinas por aqueles das suas, com que mais se assemelhavam, exceção feita de Saturno, cujo nome se limitaram a adaptar.
Com o cristianismo, o nome do dia do Sol passou de Solis dies a Dominica (dia do Senhor, Dominus) e o Saturni dies (dia de Saturno) foi substituído por Sabbatum, dia do descanso (santificado). As línguas romanas, com exceção do português, conservaram as formas derivadas dos antigos nomes latinos, com essas alterações.
O português adotou integralmente a nomenclatura hebdomadária do latim litúrgico cristão, que designou os dias compreendidos entre o domingo e o sábado por sua sucessão ordinal depois do primeiro dia da semana.
No grego moderno prevaleceu prática semelhante. Em várias línguas germânicas, a cristinianização dos respectivos povos acarretou a substituição do dia de Saturno pelo de véspera do domingo (Sonnabend ou Samstag, alemão) ou, ainda, dia do Senhor (Lördag, sueco).
O domingo conservou o nome de dia do Sol. Em algumas línguas germânicas, o antigo dia de Odin tornou-se o de meio da semana (Mittwoch, alemão), que corresponde à quarta-feira.
Os similares germânicos de Marte, Mercúrio, Jove (Júpiter) e Vênus eram, respectivamente, Ziu ou Tiwaz ou Tyr; Wodan ou Odin; Thor ou Donar; Frija ou Frigg ou Freya.

A Terra antes do surgimento da Vida


OS SERES VIVOS
A origem da vida

O planeta Terra formou-se há cerca de 4,6 bilhões de anos. Sua aparência inicial era completamente diferente da aparência que tem hoje. Não havia nele qualquer tipo de ser vivo.

Supõe-se hoje, através do estudo de fósseis, que os primeiros seres vivos surgiram provavelmente há cerca de 3,5 bilhões de anos.

Ao longo dos tempos, várias hipóteses foram elaboradas na tentativa de responder como os planetas apareceram – como a hipótese da geração espontânea, a hipótese extraterrestre entre outras.
A hipótese da geração espontânea

Até o século XIX, imaginava-se que os seres vivos poderiam surgir não só a partir da reprodução de seres preexistentes, mas também a partir de matéria sem vida, de uma forma espontânea. Essa idéia, proposta há mais de 2.000 anos por Aristóteles, filósofo grego, é conhecida como geração espontânea.

Segundo aqueles que acreditavam na geração espontânea, determinados objetos poderiam conter um “princípio ativo”, isto é, uma espécie de “força” capaz de transformá-los em seres vivos.

Através da geração espontânea, explicava-se, por exemplo, o aparecimento de vermes no intestino humano, como a lombriga, ou o surgimento de ”vermes” no lixo ou na carne em putrefação.

Logicamente, quem assim pensava desconhecia o ciclo de vida de uma lombriga ou uma de mosca. Hoje, sabe-se que as lombrigas surgem no intestino humano a partir da ingestão de água e de alimentos contaminados por ovos fecundados de lombrigas preexistentes. Sabe-se também que os “vermes” que podem aparecer no lixo e na carne em decomposição são, na verdade, larvas de moscas que se desenvolvem a partir de ovos depositados nesses materiais por moscas fecundadas.

A hipótese extraterrestre

Svante Arrhenius (1859-1927), um físico e químico sueco, supunha que, em épocas passadas, poeiras espaciais e meteoritos caíram em nosso planeta trazendo certos tipos de microrganismos, provavelmente semelhantes a bactérias. Esses microrganismos, então, foram se reproduzindo, dando origem à vida na Terra.
A hipótese de Oparin

Até chegar à forma que tem hoje, com seu relevo, rios, oceanos, campos, desertos e seres vivos, a Terra passou por diversas transformações.

Quando se formou admite-se, o planeta era tão quente que era impossível a vida desenvolver nele. O surgimento da vida só se tornou possível com algumas mudanças ocorridas, por exemplo, no clima e na composição dos gases atmosféricos.

Atmosfera primitiva

Atmosfera atual

Hidrogênio (H2)

Nitrogênio (N2)

Metano (CH4)

Oxigênio (02)

Amônia (NH3)

Gás carbônico (CO2)

Vapores de água

Vapores de água

Gases nobres

Os vapores de água foram um dos componentes mais importantes da atmosfera primitiva. Admite-se que eles resultaram da grande atividade dos vulcões. Esses vapores de água foram se acumulando na atmosfera durante séculos.

Nas altas camadas da atmosfera, os vapores de água, na forma de densas nuvens, resfriavam-se e, condensando-se, começaram a cair como chuva. Era o início do ciclo da água, que ocorre até hoje (evaporação => condensação => chuva). Como a superfície da Terra era quentíssima, a água evaporava-se quase imediatamente, voltando a formar nuvens. Por milhões de anos, imagina-se, houve essa seqüência de chuvas e evaporação antes que os oceanos fossem formados. Somente quando a superfície da Terra se resfriou muito, começou a haver acumulo de água líquida em regiões mais baixas, formando lagos, mares e oceanos.

Foi nos oceanos primitivos que a vida deve ter se originado. Pelo menos é o que até agora os cientistas têm aceito como hipótese mais provável. Um deles, o bioquímico russo de nome Aleksandr Ivanovitch Oparin (1894-1980), procurou explicar a formação do primeiro ser vivo a partir de moléculas orgânicas complexas.

Das moléculas orgânicas aos coacervados

Oparin acreditava que as moléculas orgânicas foram produzidas a partir de reações ocorridas entre os gases existentes na atmosfera primitiva. Essas reações teriam sido provocadas pela energia do raios ultravioletas do Sol e pelas descargas elétricas dos raios durantes as tempestades, então muito freqüentes.

Entre as diversas moléculas orgânicas supostamente produzidas a partir de gases primitivos, destacam-se os aminoácidos. Os aminoácidos formados devem ter combinado entre si dando origem a outras substâncias mais complexas, chamados proteínas. Ao longo de milhões de anos, as proteínas foram se acumulando nos mares primitivos e se juntando em minúsculos aglomerados, que Oparin chamou de coacervados.

Dos coacervados às células

A ciência atual admite que muitas substâncias presentes nos mares primitivos foram lentamente se juntando aos coacervados, tornando-os cada vez mais complexos. Admite também que no interior dos coacervados ocorreram muitas reações entre substâncias inexistentes, até que, depois de milhões de anos, surgiram os ácidos nucléicos.

Os ácidos nucléicos organizam o material genético de uma célula e comanda suas atividades diversas, inclusive a reprodução. Assim, com o surgimento dessas moléculas muito especiais, os coacervados puderam se transformar em seres unicelulares.

Os primeiros seres vivos da Terra, eram unicelulares, heterotróficos e alimentavam-se de substâncias existentes nos oceanos.

Com o passar do tempo, o número desses seres primitivos aumentou muito. Os alimentos existentes no oceanos foram lentamente se tornando insuficiente para todos. Mas milhões de anos depois, após muitas modificações acorridas no material genético, alguns desses seres tornaram-se capazes de produzir clorofila e fazer fotossíntese. Surgiram, então os primeiros seres autotróficos, que produziam o alimento necessário para manter a vida na Terra.

Foi a partir desses dois tipos de seres que se desenvolveu a vida na Terra. Eles foram se diferenciando cada vez mais e lentamente originando todos os seres vivos que conhecemos hoje, inclusive o homem.

Escola – Ananás


Ananás ou Abacaxi

DSC03887

Ananás ou Abacaxi é uma planta monocotiledônea da família das bromeliáceas, subfamília Bromelioideae. Os abacaxizeiros cultivados pertencem à espécie Ananas comosus, que compreende muitas variedades frutíferas. Há também várias espécies selvagens, pertencentes ao mesmo gênero e grupo.

Generalidades

O termo abacaxi (em português) é, com forte probabilidade, oriundo do tupi ibacati, ‘bodum ou fedor de fruto’, ‘fruto fedorento’ (ibá, ‘fruto’, cati, ‘recender ou cheirar fortemente’), documentado já no início do séc. XIX.

O termo ananás (em português e espanhol) é do guarani naná, e documentado em português na primeira metade do séc. XVI e em espanhol na segunda (1578), em que é empréstimo do português do Brasil ou da sua língua geral. O termo abacaxi também é um termo ameríndio.[1]

O fruto, quando maduro, tem o sabor bastante ácido e muitas vezes adocicado. Em culinária pode ser utilizado como um poderoso amaciante de carnes. Habitualmente usa-se a polpa da fruta, mas seu miolo e as cascas podem ser aferventadas para produção de sucos.

Apesar de apreciadíssimo pela maioria das pessoas, na gíria brasileira, abacaxi significa ‘algo que não dá bom resultado, coisa embrulhada ou que não presta’. Este fato provavelmente se deve a seu visual espinhoso e ressequido, bem como a dificuldade para descascá-lo sem se ferir com suas farpas, presentes tanto na “coroa” quanto na própria casca. Descascar o abacaxi, uma extensão da mesma gíria, significa resolver um problema difícil.

Na linguagem corrente do Brasil tal como em Angola, costuma-se designar por ananás os frutos de plantas não cultivadas ou de variedades menos conhecidas ou de qualidade inferior. Por sua vez, a palavra abacaxi costuma ser empregada não apenas para designar o fruto de melhor qualidade, mas a própria planta que o produz.

O abacaxi é um fruto-símbolo de regiões tropicais e subtropicais, de grande aceitação em todo o mundo, quer ao natural, quer industrializado: agrada aos olhos, ao paladar e ao olfato. Por essas razões e por ter uma “coroa”, cabe-lhe por vezes o cognome de “rei dos frutos”, que lhe foi dado, logo após seu descobrimento, pelos portugueses.

Histórico

Abacaxizeiro com fruto quase maduro.

O abacaxi já era cultivado pelos indígenas em extensas regiões do Novo Mundo, antes do descobrimento. Origina-se da América tropical e subtropical, ao que parece na refião centro-sul do Brasil, nordeste da Argentina e o Paraguai. Contudo, estudos recentes a partir da coleta de germoplasmas no Brasil, Venezuela e Guiana Francesa, indicam um centro de origem ao norte do Rio Amazonas, desta maneira diversos pesquisadores tem proposto um centro de origem e domesticação nas bacias do Rio Negro e Rio Orinoco[2].

Em 4 de novembro de 1493, Colombo e seus marinheiros descobriram o abacaxizeiro em Guadalupe, nas Pequenas Antilhas, promovendo a partir deste momento sua disseminação pelo mundo, tornando-o uma das frutas mais apreciadas pelo globo

Características

 

Inflorescência de um Ananas comosus.

O abacaxizeiro é planta semiperene, que alcança um metro de altura. Primeiro produz um único fruto, situado no ápice; depois, com a ramificação lateral do talo, aparecem outros frutos, de modo que a fase produtiva pode prolongar-se por vários anos. Quando adulto, é constituído de raízes, talo (caule), folhas, frutos e mudas. O sistema radicular, do tipo fasciculado, é superficial, pois a maior parte das raízes fica nos primeiros 15 cm de solo. O talo apresenta o formato de uma clava, relativamente curta e grossa. As folhas têm forma de calha, com espinhos e estão inseridas no talo, formando uma densa espiral dextrogira e levogira.[4]

A inflorescência é uma espiga, formada de flores completas, cada uma localizada na axila de uma bráctea. O fruto é composto, do tipo sorose, e resulta da coalescência de um grande número de frutos simples (100 a 200), do tipo baga, denominados frutilhos, os quais estão inseridos num eixo central, coração ou miolo, em disposição espiralada e intimamente soldados uns aos outros. No ápice do fruto existe um tufo de folhas – a coroa – resultante do tecido meristemático apical que a planta possui desde a sua origem. A conexão do fruto com o talo da planta é feita através de um pedúnculo.[5]

A casca do abacaxi é formada pela reunião das brácteas e sépalas das flores. Logo abaixo da casca, inseridos na periferia de depressões em forma de taça, podem ser encontrados restos de pétalas e de estames, enquanto de cada uma dessas depressões aparece um vestígio de estilete. Na superfície de um fruto descascado de um modo pouco profundo, os restos de estiletes dão ideia de espinhos. Por outro lado, quando o descascamento é feito de modo mais profundo, a superfície mostra-se toda perfurada, por ficarem expostas as lojas ou lóculos dos ovários dos frutilhos. Dentro de tais lojas, em se tratando de fruto de variedade cultivada, geralmente são encontrados apenas óvulos abortados, pois a formação de sementes é rara, por serem as flores autoincompatíveis. Todavia, por meio de polinização manual com pólen de outra variedade, não é rara a produção de duas mil a três mil sementes por fruto.[5]

A parte comestível do abacaxi é a polpa, suculenta, formada pelas paredes das lojas dos frutilhos e pelo tecido parenquimatoso que os une, bem como pela porção externa ou casca do coração. De acordo com a parte da planta em que são produzidas, as mudas do abacaxizeiro são classificadas em quatro tipos:[6]

  1. Coroa – muda do ápice do fruto;
  2. Filhote – muda do pedúnculo;
  3. Filhote-rebentão – muda da região de inserção do pedúnculo com o talo da planta;
  4. Rebentão – muda do talo da planta.

O abacaxizeiro é planta muito sensível ao frio, mas resiste bem às secas. Embora seja planta tropical, nos dias de sol muito intenso, os frutos podem sofrer queimaduras, quando não são protegidos. Pode ser cultivado em qualquer tipo de solo, desde que seja permeável, isto é, não sujeito ao encharcamento; prefere, porém, solos leves, ricos em elementos nutritivos e com pH entre 4,5 e 5,5, ainda que tolere aqueles de pH mais baixo. É bastante exigente em nutrientes.[7]

Geralmente, o florescimento natural do abacaxizeiro ocorre no inverno, por ser planta de dias curtos, ou seja, com a diminuição do fotoperíodo e ou redução da temperatura, a gema apical é induzida a produzir uma inflorescência ao invés de emitir folhas. O comprimento do ciclo natural pode variar de 10 a 36 meses, pois, além de condições climáticas, depende da época de plantio, do tipo e do peso das mudas utilizadas, e também das práticas culturais adotadas.

Cultura

A principal variedade cultivada no mundo até a década de 90 é a Cayenne (ou Smooth Cayenne). Dá fruto de polpa amarelo-pálida ou amarela, rica em ácidos e açúcares, e a planta tem folhas com poucos espinhos, que se localizam apenas na base e no ápice. No Brasil, a variedade mais plantada é a Pérola (conhecida no exterior como do grupo Pernambuco), que produz fruto de polpa amarelo-pálida, quase branca, de sabor bastante doce e de baixa acidez; as folhas têm as margens armadas de espinhos.[4]

O abacaxi é considerado o símbolo da hospitalidade. Para os povos antigos, colocar um abacaxi do lado de fora das casas é sinal de que visitantes são bem vindos.

Cultura do abacaxi.

A cultura racional do abacaxizeiro, apesar de muito rentável, exige bastante técnica e trato. Sua propagação é feita por mudas e são exploradas uma ou duas safras. Muito útil é o fato de que a época de produção dos frutos pode ser controlada artificialmente, mediante emprego de substâncias químicas, tais como o carbureto de cálcio e o etephon. Culturas altamente tecnificadas podem dar, em cada safra, de sessenta a oitenta toneladas de fruto por hectare. Na verdade, porém, a produção de um abacaxizeiro depende de diversos fatores: clima e solo; época de plantio e de colheita; idade da plantação; variedade; tipo e tamanho da muda plantada; espaçamento de plantio; tratos culturais; adubação; estado fitossanitário.[4]

Modernamente, o plantio é feito pelo sistema de linhas duplas e na base de 45 a 60 mil plantas por hectare. Nos países de abacaxicultura avançada, usam-se máquinas que, simultaneamente, são capazes de incorporar pesticidas e fertilizantes ao solo e, sobre ele, distribuir faixas de tecido negro de polietileno, em cima das quais é feito o plantio das mudas; além disso, são empregados pulverizadores capacitados para distribuir, ao mesmo tempo, pesticidas e fertilizantes sobre diversas linhas de plantação, assim como máquinas que possibilitam a colheita de até 12 toneladas de abacaxi por hora.

 

Moléstias e pragas

No Brasil, as principais pragas do abacaxi são a broca-do-fruto (Thecla basilides), a cochonilha (Dysmicoccus

brevipes) e a broca-do-talo (Strymon megarus), esta de ocorrência no Norte-Nordeste.[8]

Quanto a doenças, a mais grave e de de ocorrência generalizada é a fusariose ou gomose, causada pelo fungo Fusarium subglutinans” f. sp. “ananas e que pode provocar grandes prejuízos. Entre outras doenças importantes citam-se a murcha, causado pelo vírus PMWaV (Pineapple Mealybug Wilt associated Virus) e a podridão-do-olho, causado pelo fungo Phytophthora nicotianae var. parasitica.[8]

No cenário mundial, algumas espécies de nematoides figuram como pragas de importância

Consumo

Abacaxi (ao natural)

Valor nutricional por 100 g (4 oz)

Energia
202 kJ (50 kcal)

Carboidratos

Carboidratos totais
12.63 g

• Açúcares
9.26 g

• Fibra dietética
1.4 g

Gorduras

Gorduras totais
0.12 g

Proteínas

Proteínas totais
0.54 g

Vitaminas

Tiamina (vit. B1)
0.079 mg (7%)

Riboflavina (vit. B2)
0.031 mg (3%)

Niacina (vit. B3)
0.489 mg (3%)

Ácido pantotênico (B5)
0.205 mg (4%)

Vitamina B6
0.110 mg (8%)

Ácido fólico (vit. B9)
15 µg (4%)

Vitamina C
36.2 mg (44%)

Minerais

Cálcio
13 mg (1%)

Ferro
0.28 mg (2%)

Magnésio
12 mg (3%)

Manganês
0.9 mg (43%)

Fósforo
8 mg (1%)

Potássio
115 mg (2%)

Zinco
0.10 mg (1%)

Percentuais são relativos ao nível de ingestão diária recomendada para adultos.
Fonte: USDA Nutrient Database

Fruto do abacaxi (exterior e corte).

O abacaxi pode ser consumido ao natural ou industrializado, sob a forma de fatias ou pedaços em calda, pedaços cristalizados, passa, picles, suco, xarope, geleia, licor, vinho, vinagre, aguardente. Todavia, os principais produtos são as fatias ou pedaços em calda, e o suco. Com o suco do abacaxi podem ser preparados refrescos, sorvetes, cremes, balas e bolos. Como subprodutos da industrialização do abacaxi, obtém-se álcool, ácido cítrico (citrato), ácido málico, ácido ascórbico (vitamina C), bromelina (enzima proteolítica que entra na composição de diversos medicamentos) e rações para animais; do restante da planta, são aproveitados industrialmente as fibras e o amido. O suco do abacaxi contém cerca de 12% de açúcar e 1% de ácidos orgânicos (principalmente ácido cítrico); é considerado boa fonte de vitaminas A e B1, bem como razoável fonte de vitamina C[3].

Produção

Os principais países produtores de abacaxi, segundo a FAO (2008) são o Brasil, a Tailândia, as Filipinas, Costa Rica, a China a Índia e a Indonésia[10]. Por sua vez, a industrialização é feita, principalmente, no Havaí; mas Formosa, Malásia, África do Sul, Austrália e Costa do Marfim também sobressaem. Os E.U.A., a Alemanha, o Japão, o Reino Unido, o Canadá e a França são grandes consumidores do fruto industrializado.

Segundo o IBGE (2009), os principais Estados brasileiros produtores de abacaxi são a Paraíba, com 263.000 mil frutos, Minas Gerais, com 255.756 mil frutos, o Pará, com 241.098 mil frutos, a Bahia, com 121.127 mil frutos e o Rio Grande do Norte, com 120.337 mil frutos.[11]

O nível tecnológico empregado nos plantios brasileiros de abacaxi é bastante heterogêneo, com áreas que empregam toda a tecnologia disponível (análise de solo, correção da acidez, adubação no plantio e de cobertura, tratamento de indução floral, pulverizações contra pragas e doenças), enquanto em outras regiões as práticas ainda são bastante rudimentares, com baixa produtividade. Outro fato típico de abacaxicultura brasileira é o deslocamento constante das áreas de produção, devido ao aparecimento de problemas fitossanitários. A grande maioria dos abacaxis produzidos no Brasil é destinada ao consumo interno, como fruta fresca. São Paulo e os estados do Sul absorvem grande parte das produções de abacaxi da Paraíba, Minas Gerais e Tocantins.

Outras espécies

Ananas nanus (ananaí-da-amazônia).

Próximo do gênero Ananas há o Pseudananas, que contém uma única espécie, P. sagenarius, vulgarmente designada por gravatá-de-rede ou pseudo-ananás, cujos frutos não possuem coroa. São peculiares do gênero Pseudananas a presença de estolhos ligados à base da planta e a ausência de mudas ligadas diretamente ao talo da planta ou ao pedúnculo do fruto. Outras características, não exclusivas desse gênero, são os espinhos bastante agressivos da porção inferior da folha, voltados para baixo, e os dois apêndices na face superior das pétalas, com forma de prega, os quais, no gênero Ananas, têm forma de funil.

As espécies selvagens de abacaxis e suas variedades principais são: Ananas ananassoides, var. nanus (ananaí-da-amazônia) e var. typicus (ananás-do-campo); A. bracteatus, var. albus (ananás-branco-do-mato), var. rudis (ananás-vermelho-do-mato), e var. tricolor; A. fritzmuelleri e A. lucidus (curauá-da-amazônia). Todos têm as margens das folhas armadas de espinhos, exceto a última, nas quais, praticamente, só existe um acúleo terminal.[12]

O ananás-do-campo constitui padrão de terra seca e pobre; suas folhas produzem fibras tão boas como as do caroá; o fruto apresenta uns 10 cm de comprimento e considerável número de sementes. As fibras das folhas do curauá também são de excelente qualidade; o fruto tem apenas uns 6 cm de comprimento; é planta que se adapta muito bem ao clima úmido. O fruto do ananaí-da-amazônia atinge apenas 3 a 4 cm. A. fritzmuelleri tem por ambiente natural o litoral sul do Brasil e produz fruto de uns 20 cm de comprimento, enquanto a do ananás-do-mato é ligeiramente maior.

O ananás-de-agulha, ananás-de-cerca e ananás-de-raposa são outras variedades também encontradas no Brasil.

Oi (telecomunicações)


 

Oi (BM&F Bovespa: TNLP3, TNLP4, TMAR3, TMAR5. TMAR6 / NYSE: TNE) (antiga Telemar e Brasil Telecom)[1] é uma concessionária de serviços de telecomunicações do Brasil. Em faturamento é a maior empresa de telefonia fixa da América do Sul com base no número total de linhas em serviço. A Oi Possui 34 milhões de Clientes em telefonia móvel e 22 milhões em telefonia fixa[2].

Através da Telemar Norte Leste S.A. e da Brasil Telecom S.A., o grupo possui concessão de telefonia fixa em todos os Estados e, através da TNL PCS, a autorização para oferecer serviços móveis, sendo pioneira na introdução da tecnologia GSM no Brasil. Possui, ainda, autorização para a prestação de serviços de comunicação de dados, internet e longa distância em todos os estados do Brasil.

Com estrutura unificada desde 2004, oferece um leque de produtos de comunicações integrados e convergentes que incluem serviços tradicionais de telefonia fixa, móvel, banda larga, ISP e outros serviços a residências, usuários corporativos de pequeno, médio e grande porte, agências governamentais e outras empresas de telecomunicações. Em seus resultados, a Oi mostra um saudável equilíbrio entre forte geração de caixa (operações fixas) e o provimento de serviços de alto crescimento (mobilidade e banda larga). Atualmente o controle da empresa é da Telemar Participações S/A. O atual presidente da Oi é Francisco Valim e o presidente do conselho é José Mauro Mettrau Carneiro da Cunha.

A Portugal Telecom controla 22,38% da Oi e participa no seu controle. Ambas as empresas são sócias estratégicas desde 28/07/2010.

História

Em 1998, o Ministério das Comunicações decidiu dividir a Telebrás em doze companhias[3]: três holdings das concessionárias regionais de telefonia fixa, uma holding da operadora de longa distância e oito holdings das concessionárias da telefonia móvel Banda A. A maior delas era Tele Norte Leste S.A., Telemar. O nome TELEMAR vem de TELE (Telefonia – O serviço que a empresa presta ou, mais precisamente, “tele”, que quer dizer “distância”) e MAR (A região na qual a operadora atuava originalmente, que era o litoral sudeste, nordeste e norte do Brasil. Hoje atua no país inteiro e na Base brasileira da Antártida, além de possuir cabos submarinos e atuar em Moçambique através do Oi Futuro).

Inicialmente a Telemar era composta pelas empresas dos 16 Estados de sua área inicial: a TELEBAHIA, TELEMIG, a TELERJ, a TELEST, a TELERGIPE, a TELASA, a TELPE, a TELPA, a TELERN, a TELECEARÁ, a TELEPISA, a TELMA, a TELEPARÁ, a TELAMAZON, a TELEAMAPÁ, e a TELAIMA .

Em 2001 as 25 empresas que compunham a Telemar foram integradas, dando origem a uma Empresa única;

Em 2002 foi criada a “Oi”, braço de telefonia móvel da Empresa;

Em 2007 a Oi torna-se a marca única da Empresa e de todos os seus serviços;

Em 2008 a Oi iniciou suas operações em São Paulo (Região 3);

Em 2009 foi anunciada a “aquisição da BrT e a sua subsequente integração às operações da TMAR”, dando “origem a uma companhia de telecomunicações com controle acionário 100% nacional, presente em todo o território brasileiro e com capacidade gerencial, operacional e financeira para ampliar suas operações nacional e internacionalmente” (citando Fato Relevante de 08 de janeiro de 2009).

Em 1 de Janeiro de 2010 a Portugal Telecom[4] assinou um contrato com vista à aquisição de 22,4% da Oi iniciando uma parceria estratégica entre ambas as empresas. A expansão internacional na América Latina e África e o Plano Nacional de Banda Larga serão alguns dos pontos principais para esta associação.

Em 13 de Abril de 2011 Luiz Eduardo Falco anunciou aos colaboradores da companhia seu desligamento, alegando o fim de um ciclo na companhia.[5]

Ações em Bolsa

A Oi negocia ações do Grupo Telemar na Bolsa de Valores de São Paulo Bovespa e ADRs em Nova York.

 

Ficheiro:Cabinetelefone.JPG

Oi Móvel


A Oi é uma operadora que iniciou sua operação como telefonia celular em Junho de 2002 como um braço do Grupo Telemar (atual Oi Fixo), atuante nos mesmos estados que esta: Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Piauí, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Roraima, Sergipe, e mais recentemente em São Paulo. Dia 17 de Maio de 2009 ela começou suas operações no Acre, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rondônia, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Tocantins, mais o Distrito Federal. Foi a primeira operadora do Brasil a usar a tecnologia GSM, primeira a acabar com a multa por mudança de operadora e segunda a vender aparelhos desbloqueados (a primeira foi a CTBC).

Em dezembro de 2007 anunciou a compra da Amazônia Celular e passou a ser líder no Norte do País.[1].

O slogan publicitário da Oi é: “Oi. Simples assim.”

Sobre a Oi

A Oi é a maior empresa brasileira de telecomunicações e uma das primeiras a oferecer serviços convergente. A Oi, com sede no Rio de Janeiro, oferece transmissão de voz local e de longa distância, telefonia móvel, internet etc. Em 2009, a Oi comprou a Brasil Telecom e passou a operar em todos os estados do País e no Distrito Federal, porém com graves problemas de cobertura, exemplo da Cidade de Rio das Ostras – RJ, possui apenas 2 Erbs enquanto outras operadoras possuem mais de 8, falhas no sinal EDGE e 3G.[2]. Hoje, a Oi tem mais de 62 milhões de clientes.

A Oi controla uma posição de quase de 20% na Hispamar – operadora de satélites – e uma posição de controlo na Contax Contact Center.

 

História

A antiga Telemar começou a operar com telefonia móvel em 2002 com a marca Oi e desde então promove-se com um marketing agressivo diante de seus concorrentes. Foi a primeira operadora GSM a operar no Brasil e logo no ano de seu lançamento conquistou milhares de clientes com a promoção “31 Anos” (31 é o número da operadora para chamadas de longas distância) em que o usuário poderia realizar ligações locais gratuitas nos finais de semana por um período de 31 anos.

Na mídia a Oi geralmente usa atores famosos e jovens vestidos, na maioria das vezes, de forma simples (para ratifir com o slogan) e concluíndo o comercial com uma criança dizendo “Oi”.

A empresa passou a vender celulares não bloqueados e a desbloquear gratuitamente os que já tinham sido vendidos, com a mudança no regulamento sobre o bloqueio de SIMLock (SMP-477).

A Telemar, em 2007 passou a usar a marca Oi em todos os seus produtos (telefonia fixa, internet banda larga e DDD).

Em 2007 a Oi obteve lucro recorde em suas operações de 2,358 bilhões de reais superando em 48,6% o lucro do ano anterior. A empresa atribuiu o grande lucro, principalmente, a ampliação dos clientes em banda larga (Oi Velox) e telefonia celular.

Em 28 de Julho de 2010 a Portugal Telecom assinou um contrato com vista à aquisição de 22.38% da Oi iniciando uma parceria estratégica entre ambas as empresas. A expansão internacional na América Latina e África e o Plano Nacional de Banda Larga serão alguns dos pontos principais para esta associação.

 

Convergência

Em 2006 deu início a um processo de convergência entre os demais serviços do Grupo Telemar (telefonia fixa e provedor de internet banda larga). Processo pioneiro no país, a convergência é uma tendência mundial entre as operadoras de telecomunicações. Resume-se em integrar em um único pacote, com única cobrança ou único produto todos os serviços que uma residência necessita como por exemplo: serviços de telefonia móvel (Celular), serviços de telefonia fixa, acesso internet banda larga – no caso da Oi, acesso ADSL -, serviços de ligações longa distância, entre outros.

Após sua fusão com a Telemar, sua “empresa-mãe”, o grupo formado então, denominado como Grupo Telemar, tende a assumir como marca única o nome “Oi” no mercado.

Antigamente, os atendentes Oi e Telemar eram treinados para utilizarem a velha marca. ja hoje, a conta Telemar está ficando mais parecida com a da Oi. A empresa agora utiliza os termos “Oi Fixo”, “Oi Móvel” e “Oi Velox”, visando consolidar a idéia da convergência. O motivo da escolha deve-se ao fato da Oi ser a marca mais forte do grupo, com mais apelo do público, e menor grau de rejeição. O nome Telemar não será extinto de uma vez entretanto, e sim aos poucos, num processo lento de alteração de marca e logotipo.

Microsoft e Yahoo se unem para enfrentar a gigante Google


Nesse ano de 2009, a Microsoft e Yahoo se uniram para poder enfrentar a Google, buscando aumentar seu mercado de buscas e melhorar seu sistema. No entanto, segundo a Google, essa parceria vai diminuir a competição e inovação nos mercados de busca, pois diminui a competição entre 3 grandes empresas para apenas 2.

Por enquanto essa parceria não está surtindo efeito (ao menos não no Brasil), mas devemos abrir nossos olhos para esse novo sistema de busca pois este será uma nova opção para nós consumidores. Dependendo como funcionar essa parceria, talvez poderemos receber um público em nossos sites e blogs totalmente diferentes em diversos aspectos.

Devido a isso, deveremos estar ligados para todas as informações, já que talvez iremos precisar mudar algumas técnicas ou formas de escrever para atender esse público vindo de um novo motor de busca. Essa nova parceria visa principalmente ligar a tecnologia da Microsoft com a força de venda publicitária do Yahoo!

Atualmente, meus Sites recebem mais de 90% das visitas através da Google, ou seja, eu dependo totalmente da Google para receber visitas e ganhar dinheiro na internet. Acredito que grande parte das pessoas também tornaram-se dependentes da Google, tanto para pesquisas quanto para receber visitas em seus sites e blogs.

Como funciona os sites de busca


Os motores de busca trabalham armazenando informações sobre um grande número de páginas, as quais eles obtêm da própria WWW. Estas páginas são recuperadas por um Web crawler (um Web browser automatizado que segue cada link que vê). As exclusões podem ser feitas pelo uso do robots.txt. O conteúdo de cada página então é analisado para determinar como deverá ser indexado (por exemplo, as palavras são extraídas de títulos, cabeçalhos ou campos especiais chamados meta tags). Os dados sobre as páginas são armazenados num banco de dados indexado para uso nas pesquisas futuras. Alguns sistemas, como o do Google, armazenam todo ou parte da página de origem, (referido como um cache) assim como informações sobre as páginas, no qual alguns armazenam cada palavra de cada página encontrada, como o AltaVista. Esta página em cache sempre guarda o próprio texto de busca pois, como ele mesmo foi indexado, pode ser útil quando o conteúdo da página actual foi actualizado e os termos de pesquisa não mais estão contidos nela. Este problema pode ser considerado uma forma moderada de linkrot (perda de links em documentos da Internet, ou seja, quando os sites deixaram de existir ou mudaram de endereço), e a maneira como o Google lida com isso aumenta a usabilidade ao satisfazer as expectativas dos usuários pelo facto de o termo de busca estarão na página retornada. Isto satisfaz o princípio de “menos surpresa”, pois o usuário normalmente espera que os termos de pesquisa estejam nas páginas retornadas. A relevância crescente das buscas torna muito útil estas páginas em cache, mesmo com o facto de que podem manter dados que não mais estão disponíveis em outro lugar.
Quando um usuário faz uma busca, tipicamente digitando palavras-chave, o sistema procura o índice e provê uma lista das páginas que melhor combinam ao critério, normalmente com um breve resumo contendo o título do documento e, às vezes, partes do seu texto. E uma funcionalidade avançada é a busca aproximada, que permite definir a distância entre as palavras-chave.


Todos os especialistas concordam: Sites de Busca são a forma mais efetiva de geração de tráfego na Internet.

  • Sites de Busca são onde 80% dos internautas procuram informações e produtos.

  • Sites de Busca trazem visitantes qualificados, que estão em busca de seu produto ou serviço e, por esse motivo, compram mais.

  • O custo para divulgar sua loja virtual, nos sites de busca é imensamente menor que qualquer outra forma de divulgação.


A utilidade de um sistema de busca depende na relevância do resultado que retorna. Enquanto pode haver milhões de páginas que incluam uma palavra ou frase em particular, alguns sites podem ser mais relevantes ou populares do que outros. A maioria dos sistemas de busca usa métodos para criar um ranking dos resultados para prover o “melhor”. Como um sistema decide quais as páginas são melhores combinações, e qual ordem os resultados aparecerão, varia muito de um sistema para outro. Os métodos também modificam-se ao longo do tempo, enquanto o uso da Internet muda e novas técnicas evoluem. A maior parte dos sistemas de busca são iniciativas comerciais suportadas por rendimentos de propaganda e, como resultado, alguns usam a prática controversa de permitir aos anunciantes pagar para ter sua listagem mais alta no ranking nos resultados da busca.
A tarefa de ferramentas de busca na web, como o Yahoo!, Google, Bing, Ask, Altavista e o Cadê? não é nada fácil. Imagine vasculhar toda a internet, a cada busca, bilhões de sites procurando informações precisas, como a o nome do autor de um livro ou a localização de um estabelecimento. Esse trabalho gigantesco é executado pelas spiders ou robots, programas que entram nas páginas e lêem seus conteúdos, assim como internautas comuns.

Uma vez que os dados de uma busca estejam indexados, eles precisam ser listados da melhor maneira para o usuário. O que determina isso é o algoritmo que a ferramenta usa. O algoritmo é um conjunto de regras que estabelece uma hierarquia entre os resultados da busca. É lá que estão estabelecidos os critérios para avaliação das páginas e o que elas devem ter para serem consideradas relevantes e aparecer na frente das outras.

É claro que a leitura que as spiders fazem dos sites é diferente da dos internautas. Em primeiro lugar, o que elas avaliam não é o site propriamente, mas o código que o gera. Por isso, é fundamental que o código de sua página esteja em perfeita sintonia com os critérios que esses programas usam.

Ask


Ask.com também conhecido como Ask Jeeves é um motor de busca na Internet.

Uma empresa de propriedade integral da IAC (Nasdaq: IACI), Ask.com está sediada em Oakland, Califórnia, com escritórios em todo os Estados Unidos, assim como na Europa e na Ásia.
Brasil, juntamente com a versão de Ask for Kids, Teoma (agora fora
Ask.com era originalmente conhecida como Ask Jeeves, onde Jeeves é o nome de um mordomo, que foi ilustrado por Marcos Sorenson, que buscou as respostas para quaisquer perguntas. O caráter Jeeves foi baseada principalmente na mordomo ficcional de Bertie Wooster. A idéia original era Ask Jeeves para permitir aos utilizadores obter respostas para perguntas feitas diariamente em linguagem natural.
Ao longo do tempo e devido ao aumento da eficiência dos motores de busca como o Google, Ask Jeeves começou a perder os usuários, mas depois de uma reengenharia da tecnologia não permitiu palavras-chave para o motor de busca Ask Jeeves é baseado em outros motores de busca à sua respostas. No entanto, como ask.com é lento para indexar todas as suas páginas, não sofre de spam e outros motores de busca da Internet.

A remoção de Jeeves
Em 23 de setembro de 2005, a companhia anunciou planos para levar o mordomo, em 27 de fevereiro de 2006, Jeeves foi retirado da ask.com. Em um site que foi criado após a partida, que foi chamado como “Where’s Jeeves?”que explica a saída do personagem de todos os ask.com:
Após 10 anos de difícil ajudar as crianças com a lição de casa, para saber mais do seu mundo, ou simplesmente para ajudar a responder à eterna questão do “porquê?” Jeeves decidiu que seu trabalho está feito. Não se preocupe. O site vai ajudar a todos com suas tarefas e pesquisas.

Tecnologia

 

ExpertRank fornece resultados de pesquisa relevantes, identificando os locais de maior autoridade na web.Peça com a tecnologia de pesquisa, não é apenas sobre quem é maior: é sobre quem é o melhor.Nosso algoritmo ExpertRank ultrapassa a popularidade da ligação simples (que classifica as páginas com base no volume de links que apontam para uma determinada página) ExpertRank determina a popularidade entre as páginas consideradas especialistas sobre o tema de sua pesquisa.Isso é conhecido como objecto específico de popularidade.Identificação dos temas (também conhecido como “clusters”), são os especialistas em tópicos específicos, e da popularidade de milhões de páginas ligadas no exato momento em que sua pesquisa é feita – requer muitos cálculos adicionais que outros motores de busca não realizão. O resultado é um mundo de relevância que muitas vezes oferece um resultado único,em comparação com outros motores de busca.
A idéia original ask.com foi a capacidade de responder a perguntas em linguagem natural. Ask.com foi a primeira forma comercial sob forma de pergunta-resposta que foi desenvolvido para a WWW. Suporta uma grande variedade de consultas realizadas usuário em Inglês, bem como as pesquisas tradicionais palavra-chave que procura e se esforça mais intuitiva e amigável do que outros motores de busca. Ask Jeeves vendido a mesma tecnologia usada no sítio ask.com para várias empresas como a Dell, Toshiba e E * Trade. Parte da empresa foi vendida para Kanisa em 2002.
Ask.com também possui a tecnologia de busca baseada em temas populares para calcular o grau de propriedade em um resultado. A tecnologia foi nomeada de Teoma, que também tem uma licença para calcular a popularidade de cada clique, o que vem diretamente do navegador DirectHit, que foi comprado pelo Ask Jeeves, em janeiro de 2000. Em 26 de fevereiro de 2006, Teoma foi renomeada e redirecionado para ask.com
Algoritmo ExpertRank fornece resultados ordenados por ordem de autoria do sites. Enquanto a popularidade por clique, também considerou os termos de busca por popularidade.

 

E o Ask.com.br?

O quarto maior buscador do mercado norte-americano é o Ask. O Ask é um buscador extremamente eficiente e bastante interessante nas funcionalidades. Introduziu alguns conceitos de busca universal até antes que o Google, mas aí fica a dúvida: por que é que eles não expandem o buscador para outros mercados?

Algumas ações que o Ask fez que foram memoráveis:

- O Ask comprou palavras-chave para anunciar em links patrocinados no Google. Colocava o seguinte texto: “Procurando por PALAVRA-CHAVE? Encontre melhores resultados no ASK”. Simplesmente sensacional.

- O Ask produziu uma caneta (de tinta mesmo) muito melhor que a do Google. Depois de usarem uma caneta do Google por 2 semanas, infelizmente a caneta do Google quebrou. Eles escreveram um post informando que como tudo o que o Google faz, as canetas também eram “constantemente versão Beta”.

História Yahoo!


Logotipo Atual
y3 Yahoo! pode ganhar novo logotipo

Logotipos Visualizados hoje
an_logo Yahoo! pode ganhar novo logotipo

newyahoopurple Yahoo! pode ganhar novo logotipo

Logotipos em versão beta na raiz do Yahoo!. Novos?
y Yahoo! pode ganhar novo logotipo

y1 Yahoo! pode ganhar novo logotipo

y2 Yahoo! pode ganhar novo logotipo

Saiba tudo sobre o Yahoo!

Yahoo! foi realmente criado como um diretório de sites. Por muitos anos seu serviço de busca foi terceirizado em outros serviços de busca de provedores, mas eles perceberam a importância e valor da pesquisa e começou de uma forma agressiva a aquisição de empresas de pesquisa.
Overture comprou AllTheWeb e AltaVista. Yahoo! Inktomi comprados (em Dezembro de 2002) e, em seguida, Overture (em julho de 2003), O Yahoo combinou as tecnologias das empresas de pesquisa diferentes que comprou para fazer um novo motor de busca.
O Yahoo! oferece um programa de inclusão paga, portanto, quando o Yahoo! Pesquisar os usuários clicam em alta classificado pagos resultados inclusão nos resultados de busca orgânica Yahoo! os lucros. Em parte para tornar mais fácil para pagar participantes inclusão classificar, acredito Yahoo! coloca um peso maior sobre o conteúdo on-the-page de um motor de busca como o Google faz.
Sendo o local de destino # 1 conteúdo na web, o Yahoo! tem um barco de seu próprio conteúdo de referência que freqüentemente nos resultados da pesquisa. Uma vez que eles têm tanto de seu próprio conteúdo e ganhar dinheiro com alguns comerciais resultados orgânicos de busca pode fazer sentido para eles viés seus resultados de pesquisa um pouco para sites comerciais.
Usando descritivo títulos de página e conteúdo da página vai um longo caminho no Yahoo!
Na minha opinião, os resultados parecem estar mais inclinado para o comércio do que para os sites informativos, quando comparados com o Google.

Yahoo Crawling
Yahoo! é muito bom na indexação de sites desde que tenham ligação de popularidade suficiente para obter todas as suas páginas indexadas. Uma cautela a ser tomada é que o Yahoo! não pode querer indexar sites com muitas variáveis na seqüência de URL, desde que:
* O Yahoo! já tem um banco de dados de seu próprio conteúdo que gostaria de promover (incluindo verticais como o Yahoo! Shopping)
* O Yahoo! oferece inclusão paga, o que pode ajudar o Yahoo! a aumentar a receita através da cobrança de alguns comerciantes ao índice do conteúdo do banco de dados de profundidade.
Você pode usar o Yahoo! Site Explorer para saber sobre a indexação de seu site e quais os links que apontam para seu site.

Processamento de Consultas no Yahoo
Certas palavras em uma consulta de pesquisa são melhores para definir os objetivos do pesquisador. Se você busca o Yahoo! para algo ” SEO” muitos dos resulatdos classificados terão resultados “como fazer” e “SEO” no título da página, o que pode indicar que o Yahoo! coloca um pouco de peso, mesmo em palavras comuns que ocorrem na pesquisa.


Yahoo! parece ser dar mais peso sobre o texto correspondente em relação ao Google, que parece ser mais sobre o conceito de correspondência.


Reputação de Link no Yahoo
Yahoo! ainda é bastante fácil de se manipular através de links de baixa qualidade com um pouco de agressividade centrada em texto âncora. Rand Fishken recentemente publicado sobre muitas páginas Technorati ranking bem para os seus termos fundamentais no Yahoo!. Estas páginas têm, principalmente, exatamente o mesmo texto âncora em quase todos os links apontando para eles.
Sites com a pontuação de confiança Technorati pode ser capaz de fugir aos padrões mais antinatural que a maioria dos webmasters, mas tenho visto sites mal feitos misturado com o texto âncora em links de baixa qualidade, só para ter um rank bem posicionado rapidamente no Yahoo!

Page vs Site Yahoo
Há alguns anos atrás em uma conferência Search Engine Strategies Jon Glick afirmou que o Yahoo! olhou para ambos os links para uma página e links para um site para determinar a relevância de uma página. Artigos em sites mais novos podem ainda classificar-se bem mesmo que o seu domínio associado não tem muita confiança construída ao mesmo tempo tão longo como eles têm alguns links descritivo de entrada.

Idade de um site no Yahoo
Yahoo! pode colocar algum peso em sites antigos, mas o efeito é nem de longe tão pronunciado como o efeito na SERPs do Google.
Ele não é razoável para as novas instalações para classificar no Yahoo! em menos de 2 ou 3 meses.

Pesquisa Paga no Yahoo
No Yahoo! os preços de seus anúncios ficam em um leilão aberto, com o maior lance, ranking mais alto. Desde o início de 2007 têm como objectivo tornar o Yahoo! Search Marketing mais de um sistema algoritmo fechado do que fatores na taxa de cliques (e outros fatores algorítmica) em seus anúncios de ranking.
Yahoo! também oferece um programa de inclusão pago, que cobra uma taxa fixa por clique na no site do Yahoo! resultados da busca orgânica.
Yahoo! também oferece uma rede de anúncios contextuais. O Yahoo! Publisher não tem a profundidade que o sistema de anúncios do Google tem, e eles parecem estar tentando compensar isso com a polarização de sua segmentação de anúncios mais caros, o que geralmente faz com que seus anúncios tenham custo maior.

Editorial Yahoo
Yahoo! tem muitos elementos editoriais em seu produto de pesquisa. Quando uma pessoa paga pora o Yahoo! Buscar Enviar esse conteúdo é revisto para garantir que ele corresponda aoYahoo! Diretrizes de qualidade. Sites submetidos ao Yahoo! Directory são revisados para saber sua qualidade.
Além dessas duas formas de revisões pagas, Yahoo! Também tem freqüentemente opiniões de resultados de pesquisa de muitas indústrias. Para a busca competitiva consulta alguns dos principais resultados da pesquisa podem ser codificados mão. Se você procurar por Viagra, por exemplo, a lista dos top 5 parecia ser útil, mas então eu tive que rolar a # 82 antes que eu encontre um outro resultado que não seja spam.
Yahoo! também tem opiniões inseridas manualmente, algumas das categorias spammy pouco freqüente e, em seguida, opiniões de outras amostras de seu índice. Às vezes, você verá uma referência como http://corp.yahoo-inc.com/project/health-blogs/keepers se o seu site e bem avaliado.
Sites que tenham sido revistos e tenha um editorial de qualidade, decente pode ser dado um pequeno aumento na relevância. Sites que foram revistos e são de baixa qualidade pode ser rebaixado na relevância ou removido do índice de pesquisa.
Yahoo! publicou suas diretrizes de qualidade de conteúdo. Alguns sites que são filtrados dos resultados da pesquisa por algoritmos automatizados pode voltar se o site limpar os problemas associados, mas normalmente se houver motor manualmente opiniões do seu site e remove-spam para que você tem que limpá-lo e, em seguida, pedir para rever seu caso. Você pode pedir para ter seu domínio avaliado para inclusão.

Social Aspects Yahoo
Yahoo! acredita firmemente na dimensão humana de pesquisa. Eles pagaram muitos milhões de dólares para comprar Del.icio.us, um site de relacionamento. Eles também têm um produto nativo similar ao Yahoo! chamado My Yahoo!
Yahoo! também tem um serviço de atendimento chamado Yahoo! Respostas que promove fortemente nos seus resultados de pesquisa e em toda a sua rede. Yahoo! Respostas permite qualquer um perguntar ou responder perguntas. Yahoo! também está tentando misturar conteúdo amador do Yahoo! Respostas com conteúdo profissional obtida em mercados verticais, tais como Yahoo! Tech.

Yahoo! Ferramentas de SEO
Yahoo! tem um número grande de ferramentas de SEO útil.
* Overture Keyword Selector Tool – shows anteriores volumes de busca mês em Yahoo! e sua rede de pesquisa.
* Overture Licitações Ver Tool – exibe os principais anúncios e preços de oferta por palavra-chave no Yahoo! Rede de pesquisa ad Marketing.
* Yahoo! Site Explorer – mostra que as páginas do Yahoo! tem indexado a partir de um site e as páginas que eles sabem de que link nas páginas do seu site.
* Yahoo! Mindset – mostra como Yahoo! podem afetar resultados de pesquisa mais informativa ou comercial para os resultados da pesquisa.
* Yahoo! Advanced Search Page – torna mais fácil procurar. Edu e. Backlinks gov
ao fazer o link: pesquisas http://www.site.com/page.html (links para uma página individual)
ao fazer o linkdomain: pesquisas http://www.site.com/ (links para qualquer página em um domínio particular)
* Yahoo! Buzz – mostra atual buscas populares
Yahoo! Business
Sendo o maior site de conteúdo na web faz do Yahoo! deparar com alguns problemas devido à ineficiência de ser um grande cliente interno. Por exemplo, o Yahoo! Shopping foi um grande comprador link para um período de tempo, enquanto Yahoo! Pesquisa empurrado que não concordam com a compra de link. Oferta de inclusão paga e ter tanto conteúdo interno torna o sentido para o Yahoo! ter um viés um tanto comercial aos seus resultados de busca.
Eles acreditam fortemente nos aspectos humanos e sociais da pesquisa, empurrando produtos como Yahoo! Respostas e My Yahoo!.
Acho que a maior fraqueza do Yahoo! o conjunto diversificado de coisas que eles fazem. Em muitas áreas não têm apenas clientes internos, mas em alguns domínios em que a duplicação do produto, assim como com o Yahoo! My Web e Del.icio.us.

Pesquisa de perspectiva de marketing no Yahoo
Acredito que se você fizer as práticas de SEO padrão livro e construir ativamente links de qualidade que é razoável esperar para poder classificar bem no Yahoo! no prazo de 2 meses ou 3. Se você está tentando se classificar para palavras-chave altamente spam em mente que o top 5 ou assim que os resultados podem ser editorialmente selecionado, mas se você usar pesquisas mais cauda ou olhar para além do top 5 em termos altamente rentável você pode ver que muitas pessoas são, na verdade ainda importuná-los em pedaços.
No Yahoo! são empurradas suas ofertas vertical, pode fazer sentido para dar a seu site e marca a exposição adicional ao Yahoo! tráfego, fazendo coisas como fornecer algumas respostas a perguntas com autoridade topicamente relevantes no Yahoo! Respostas.

Saiba mais sobre o Yahoo
* Yahoo! Busca Conteúdo Diretrizes de qualidade
* Yahoo! Busca
* Yahoo! Blog Search
* Yahoo! Search Submit – inclusão paga
* Yahoo! Editora Pesquisa Blog – blog discutindo Yahoo! Produto de anúncios contextuais
* Yahoo! Investigação – Yahoo! Laboratório de pesquisa

O Yahoo foi fundado por David Filo e Jerry Yang, formandos da Universidade de Stanford em janeiro de 1994, no final desse mesmo ano tinha já recebido cerca de um milhão de visitas. Em Janeiro de 1995 é criado o web site e o domínio Yahoo. Devido ao seu enorme potencial comercial, em Março desse mesmo ano é criada a empresa Yahoo! e no mês seguinte dá-se a entrada no seu capital de uma empresa de capital de risco. Em Abril de 1996 a Yahoo! dá a sua entrada na bolsa através de uma OPV, tendo sido vendidas 2,6 milhões de acções ao preço de 13 dólares, o que rendeu 33,8 milhões de dólares.

http://scrapetv.com/News/News%20Pages/Business/images/yahoo-headquarters.jpgÁ semelhança do que aconteceu com outras empresas concorrentes, foram anos de enorme crescimento. A par deste crescimento, foi sendo alargada a gama de serviços oferecidos, muitas vezes através de outras empresas. No caso da Yahoo!, destacam-se a compra da Four11′s em 1997, empresa detentora de um serviço de webmail denominado Rocketmail e que a Yahoo! viria a chamar Yahoo! Mail. Nesse mesmo ano adquire também a ClassicGames.com, permitindo-lhe lançar o Yahoo! Games, e a Voyodyne, uma empresa de marketing directo. No ano seguinte lança o Yahoo! Pager, que mais tarde viria a designar por Yahoo! Messenger. Em 1999 é a vez da Geocities ser adquirida, permitindo à Yahoo! lançar o serviço de web hosting. Em 2000 adquire a eGroups, lançando o Yahoo! Groups.

Os primeiros anos do século foram caracterizados pelo rebentar da bolha das chamadas dot-com. Acresceram ainda os ataques de hakers em Fevereiro de 2000 que originaram uma forte quebra das acções da empresa. Apesar de tudo isso, a Yahoo! conseguiu, ao contrário de muitas outras empresas da nova economia, passar quase incólume este período conturbado.

Segue-se um período, entre 2002 e 2004, em que a Yahoo! faz diversas parcerias e acordos com outras empresas, entre as quais a AOL, a SBC, a BT, a Verizon e a Google, permitindo-lhe lançar novos serviços ou melhorar os já existentes. Neste período são também adquiridas diversas empresas, em especial alguns motores de busca em diversos países do mundo.

Em 2004, em resposta à criação do Gmail pela Google, a Yahoo! faz um upgrade das suas contas de email para 1 Gb e adquire o provedor de email Oddpost, o que lhe permite alterar a sua interface nas contas de email. Nesse mesmo ano, faz um acordo com a Microsoft, passando o Yahoo! Messenger e o MSN Messenger a funcionar em conjunto.

Nos anos seguintes, a Yahoo! continua a sua estratégia de crescimento e alargamento dos seus serviços, quer através de parcerias, quer através da aquisição de outras empresas.


O Yahoo! é um dos maiores portais da Internet a nível mundial e inclui diversos serviços, entre os quais um motor de busca, um directório web, email, messenger, serviço de mailing list, chat, alojamento de sites, notícias, serviço de acesso, entre muitos outros.

Em 1 de fevereiro de 2008, a Microsoft desejou comprar a Yahoo! por 44,6 bilhões de dolares, porém a Yahoo! rejeitou oficialmente a oferta dizendo que a oferta subestima o valor da empresa no mercado. Agora, a Microsoft vai tentar convencer o conselho da Yahoo! a substituir os cargos da diretoria para pessoas que aprovem a venda.

História do Yahoo

A designação “Yahoo” foi criada em 1994, por Filo e Yang, inspirados no povo Yahoo, rude e imperfeito, inventado por Jonathan Swift na obra As viagens de Gulliver. Yahoo é também um retro-acrônimo da expressão inglesa “Yet Another Hierarchical Officious Oracle”

O Yahoo! Brasil está disponível desde junho de 1999. O Yahoo! mantém um escritório no Brasil, no bairro de Vila Olímpia, em São Paulo. Lá concentram-se as atividades de vendas, produção e tecnologia da empresa no país.
Há mais ou menos cinco anos os dois, Jerry Yang e David Filo, tiveram a idéia de lançar na rede um guia on-line para as pessoas localizarem páginas na internet. A idéia hoje é banal. A sete anos era revolucionária. Ampliando a concepção original, a dupla conquistou na nascente economia da internet um peso equivalente ao de Henry Ford na indústria automobilística ou ao de Bil Gates no mundo dos computadores pessoais.
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/8/82/Yahoo_Headquarters.jpgNesse termo de pioneiros biblionários da internet a Yahoo! é a primeira da fila dourada. Nenhuma das concorrentes vale tanto quanto ela: cerca de 100 bilhões de dólares. Depois que a Améria Online se associou ao grupo Time Warner num negócio de 180 bilhões de dólares, uma das maiores transações comerciais da história, o mercado olha para o Yahoo! com nervosismo.
Jerry Yang e David Filo, os criadores do Yahoo!: 100 milhões de visitantes por mês.
A empresa de Jerry Yang era maior do que a AOL nos meses que antecederam a fusão Yahoo! valia cerca de 95 bilhões contra quase 90 bilhões da AOL.
Nascido em Taiwan, Jerry, se mudou para a Califórnia com a mãe e o irmão mais novo e a avó. O pai morreu quando ele tinha apenas 2 anos. Nos Estados Unidos, entrou na rotina de sacrifícios e disciplina que marca a vida dos imigrantes asiáticos. Naturou-se americano, mudou o nome Chia-Yuan para Jerry ecomeçou a trabalhar e estudar. Aluno brilhante, não teve problemas para entrar no curso de engenharia elétrica da Universidade Stanford, uma das cinco melhores dos Estados Unidos.Jerry conheceu Filo na universidade.
Jerry descobriu desde cedo que a internet só saltaria com fúria das fronteiras da universidade se pudesse ser organizada, indexada e pesquisa com facilidade. Ele acabou fazendo com o conteúdo das páginas da internet o que a Enciclopédia Britânica fizera séculos antes com o conhecimento acadêmico. Colocou o internauta no controle. Essa é sua contribuição básica. O sistema de indexação e busca Yahoo! permitiu ao mais despreparado dos internautas navegar pela rede como se tivesse um mapa nas mãos.
A idéia ofiginal e que se tornaria biblionária nasceu nessa época, quando era possível indexar a totalidade das páginas de rede num único computador pessoal.
O nome Yahoo! surgiu por causa que no oeste dos Estados Unidos é uma interjeição usada pelos vaqueiros para demonstrar excitação.
O Yahoo! cataloga atualmente quase 20000 páginas por semana. O resultado é que todos os meses 100 milhões de usuários – um em cada três de todos os internautas do planeta – fazem pelo menos um “pit stop” no Yahoo!
O Yahoo! esta cotado a quase 100 bilhões de dólares.
Em sete anos, a empresa, que nasceu num trailer estacionado no pátio da Universidade Stanford, na Califórnia, transformou-se num colosso. Desde seu lançamento em bolsas as ações do Yahoo! valorizaram-se mais de 6000%.


http://www.rootsweb.ancestry.com/~flgssvc/yahoo-logo_2.gif
Yahoo! nasceu como um hobby de estudantes e evoluiu para uma marca global que tem mudado a maneira como as pessoas se comunicam, como elas encontram e acessam informações, como elas compram coisas. Os dois fundadores do Yahoo!, David Filo and Jerry Yang, estudantes de Ph.D. de Engenharia Elétrica na Universidade de Stanford, iniciaram seu guia em um trailer no próprio campus, em fevereiro de 1994, com o intuito de catalogar sites de seu interesse pessoal na Internet. Logo, eles estavam dedicando mais tempo à sua lista caseira de links favoritos do que às suas dissertações de doutorado. Com o tempo, as listas de Jerry e David tornaram-se muito longas e desorganizadas, e eles tiveram que separá-las em categorias. Quando as categorias ficavam muito cheias, eles criavam sub-categorias… e a idéia central por trás do Yahoo! estava criada.
O website chamava-se inicialmente “Jerry´s Guide to the World Wide Web” (O Guia de Jerry para a Web), mas ganhou um novo nome mais tarde, com a ajuda de um dicionário. O nome Yahoo! é uma sigla para “Yet Another Hierarchical Officious Oracle” (Mais um Oráculo Não-Oficial Hierárquico; nota do tradutor: officious tem outros significadosque se aplicam ao caso), mas Filo e Yand insistem que eles escolheram o nome porque eles gostaram da definição popular de um yahoo: “rude, simples, sem sofisticação). O Yahoo! foi hospedado inicialmente no computador de Yang, “Akebono”, enquanto o programa foi instalado na máquina de Filo, “Konishiki” – ambos nomes de legendários lutadores de sumô.
Jerry e David logo perceberam que eles não eram os únicos que necessitavam de um lugar que ajudasse a encontrar websites úteis. Cedo, centenas de pessoas estavam acessando seu guia, de lugares distantes do trailer de Stanford. De um grupo de amigos, a fama logo se espalhou, e rapidamente formou-se uma significativa e fiel audiência englobando toda a comunidade da Internet. No outono de 1994, Yahoo! celebrou seu primeiro milionésimo hit, equivalentes a quase 100 mil visitantes únicos.
Por causa do grande volume de tráfego e da entusiástica recepção que o Yahoo! estava tendo, os fundadores perceberam que eles tinham um negócio em potencial em suas mãos. Em março de 1995, eles encorporaram o negócio e encontraram-se com dezenas de capitalistas de risco do Vale do Silício. Eles se decidiram pela Sequoia Capital, a bem conceituada firma cujos negócios mais bem-sucedidos incluíam Apple, Atari, Oracle e Cisco. Em abril de 1995, a Sequoia fez um investimento inicial de quase 2 milhões de dólares na Yahoo!.
Percebendo que a companhia tinha potencial para crescer rapidamente, Jerry e David começaram a procurar uma equipe gerencial. Para diretor executivo (CEO), eles contrataram Tim Koogle, um veterano da Motorola que também havia se graduado em Stanford; para diretor de operações (COO), foi contratado Jeffrey Mallett, fundador da divisão WordPerfect da Novell. Eles conseguiram uma segunda leva de financiamento no outono de 1995, dos investidores Reuters Ltd. e Softbank. Yahoo! realizou uma muito bem-sucedida IPO (Initial Public Offering – Lançamento de Ações em Bolsa) em abril de 1996, quando tinha 49 empregados.
Hoje, Yahoo! Inc. é uma empresa líder global nos segmentos de comunicação, comércio e mídia na Internet, oferecendo uma abrangente gama de serviços a mais de 232 milhões de indivíduos por mês. Tendo sido o primeiro guia de navegação online na Web, http://www.yahoo.com é líder em termos de tráfego, publicidade, número de casas e de negócios alcançados. Yahoo! é a marca No. 1 da Internet no mundo, e atinge a maior audiência em todos os cantos do planeta. A companhia também provê negócios online e serviços empresariais, destinados a melhorar a produtividade e a presença na Web dos clientes do Yahoo! Esses serviços incluem Corporate Yahoo!, um portal customizável para soluções de necessidades empresariais; transmissão de áudio e vídeo; armazenamento e gerenciamento de dados; e ferramentas e serviços para websites.
A rede global da companhia inclui propriedades em 25 países. O centro de operações é em Sunnyvale, Califórnia, mas Yahoo! tem escritórios também na Europa, Ásia, América Latina, Austrália, Canadá e Estados Unidos.

Yahoo!
antes…

yahoo-antigo

Inicialmente era apenas um diretório que, como muitas outras ferramentas da época, se transformou também em um portal, como permanece até hoje. Atualmente, o Yahoo! é dono de dezenas de sites e serviços.

Yahoo!
…e depois

yahoo-novo

Antes de criar sua própria tecnologia de busca completa (para deixar de ser um diretório) em 2004, o Yahoo! utilizou resultados do site Inktomi por volta de 2000. Depois disso, até 2004, fornecia buscas baseadas no próprio Google.

Apesar de não ser tão forte quanto já foi no segmento de buscas, o Yahoo! ainda é um monstro da internet quando considerados todos os serviços fornecidos, perdendo apenas para o Google no Alexa.

 


Jerry Yang, fundador do Yahoo, recebe 1 (um) dólar de salário por ano.

O co-fundador do Yahoo Jerry Yang, 39, assumiu no ano passado a função de executivo-chefe da empresa, mas seu salário anual permaneceu o mesmo: US$ 1 –quantia que ele recebe há anos em razão de a empresa de internet já tê-lo tornado um bilionário.
O Yahoo! revelou na terça-feira (29) as quantias pagas a Yang e outros executivos em um adendo ao seu relatório anual. Yang não recebeu bonificações, valores em ações ou quaisquer outros prêmios além do salário de US$ 1, no ano em que o Yahoo! viu seu faturamento despencar 12% e o valor de suas ações diminuir em 9%.
Os salários não são tão importantes para executivo-chefe do Yahoo! porque ele já fez fortuna durante anos ao vender suas ações na empresa –que ele fundou em 1994 com o colega de classe na Universidade de Stanford David Filo. Yang ainda detém 3,9% da companhia, fatia que vale atualmente US$ 1,5 bilhão.
Ele não é o único do setor de tecnologia que trabalhou pelo salário de US$ 1. Steve Jobs, da Apple, e os fundadores do Google, Larry Page e Sergey Brin, também optam por receber a quantia.
Já considerado o “chefe do Yahoo!”, Yang se tornou em junho do ano passado o executivo-chefe da companhia, em meio a uma forte queda no faturamento. Os maus resultados afetaram o valor das ações da empresa, abrindo espaço para a oferta não solicitada da Microsoft, à qual Yang ainda tenta resistir.
Ele substituiu Terry Semel, que ao receber um pacote de compensação no valor de US$ 71,7 milhões em 2006, deixou os acionistas irritados –eles afirmavam que Semel estava sendo remunerado de maneira injusta, enquanto a empresa perdia espaço no mercado de internet.
Disputa
A empresa de Yang vive momentos tensos há quase três meses, depois que a Microsoft propôs comprar o Yahoo! por US$ 31 por ação. O destino da companhia permanece incerto, já que expirou no último fim de semana o ultimato lançado pelo gigante da informática ao grupo de serviços de internet.
A Microsoft ofereceu, em 1º de fevereiro, comprar o Yahoo!, número dois mundial da publicidade on-line, para reforçar sua presença na internet e competir com o Google, líder do setor.
Foram oferecidos US$ 31 por ação, em títulos e em dinheiro, o que representava um prêmio de 62% sobre a cotação da bolsa. Os diretores do Yahoo! rejeitaram a oferta em várias ocasiões, alegando que o preço era muito baixo e passaram as últimas semanas buscando novas alianças com outros sócios.
O Yahoo! iniciou conversas com o portal de Internet AOL (grupo Time Warner), número três da publicidade on-line, ainda sem sucesso. Também tentou uma sociedade com o Google para terceirizar sua publicidade.
Cansado de não obter resposta, o presidente da Microsoft, Steve Ballmer, lançou em 5 de abril um ultimato de três semanas ao Yahoo!. “Inclui-se a possibilidade de ir diretamente aos acionistas”, um golpe de força para se apoderar do grupo contra a vontade de seus diretores, “ou até de nos retirarmos”, disse o diretor financeiro da Microsoft, Chris Lidell.


Yahoo aposta em código aberto

Neal Sample, Chief Platform Architect do Yahoo, explica estratégia de abertura de códigos de sites, serviços e aplicações da empresa.
Ao anunciar recentemente sua estratégia de código aberto, Yahoo Open Strategy (Y OS), o Yahoo ofereceu uma visão, que se concretizada, poderia devolver o diferencial que a empresa perdeu há alguns anos.
Com o fim a investida da Microsoft, por meio da Y OS, o Yahoo pretende abrir todos os seus sites, serviços online e aplicações web para desenvolvedores, e dar aos usuários um ambiente de controle de seu “perfil social” em todos os serviços do Yahoo.
O plano ambicioso foi desenvolvido para permitir que o Yahoo melhores radicalmente sua participação em áreas estratégicas como buscas e redes sociais, agitando a competição com empresas como Google, MySpace e Facebook.
Nesta entrevista ao IDG News Service, Neal Sample, Chief Platform Architect do Yahoo, dá mais detalhes sobre a Y OS, um projeto que nasceu no começo do ano passado e foi lançado internamente em setembro.

A historia dos sites de busca na Internet


 

                                                                

 

A historia dos sites de busca na Internet começou em 1945 e é hoje muito facilitada através da utilização de sites de busca e motores de busca. Antes dos sites de busca nossa experiencia na internet era confinada através de sites já conhecidos, na esperança de encontrar um link útil. Abaixo está um esboço que mostra um resumo da história dos sites de busca. Esta pagina é atualizada conforme os acontecimentos históricos dos sites de busca.
Este site é um excelente recurso para uma pesquisa da história dos sites de busca. Veja os recursos adicionais e referências para a história dos sites de busca.


Historia sobre os sites de busca

A Historia dos sites de busca começou em 1945 com As We May Think:

O ensaio As We May Think (Como nós podemos pensar) de Vannevar Bush, foi primeiro publicado em The Atlantic Monthlyem julho de 1945, argumentava que enquanto os humanos viravão as costas para a guerra, esforços científicos deveriam variar do aumento de habilidades físicas para fazer com que todo o conhecimento humano fosse previamente coletado e fosse mais acessível para todos. O conceito de hipertexto uma extensão de memória veio realmente a vida em Julho de 1945 publicado no The Atlantic Monthly.

A historia dos sites de busca na Internet começou em 1945 e é hoje facilitada através da utilização de sites de busca e sites de pesquisa. A historia dos sites de busca, sites de pesquisa na internet era através de sites já conhecidos, na esperança de encontrar umlink útil que leve a outro site. Abaixo está uma boa leitura que mostra um resumo da história dos sites de busca. Este site é atualizado conforme os acontecimentoshistóricos dos sites de busca e sobre a história, dos sites de busca e sites de pesquisa, historia dos sites de relacionamento e tudo sobre sites de busca. Este site é um excelente recurso para uma pesquisa da história dos sites de busca.
A rede mundial de computadores, ou também a Internet, surgiu em plena Guerra Fria. Criada para objetivos militares, seria uma das formas mais avançada das forças armadas norte-americanas de manter as comunicações em caso de ataques inimigos que destruíssem os meios de telecomunicações convencionais. Nas décadas de 1970 e 1980, além de ser utilizada para fins militares, a Internet também foi um importante meio de comunicação acadêmico. Estudantes e professores universitários, principalmente dos EUA, trocavam idéias, mensagens e descobertas pelas linhas da rede mundial criando por exemplo o Archie.
Vannevar Bush:

Vannevar Bush nasceu a 11 de Março de 1890 em Chelsea, Massachusetts. Foi uma criança predisposta a adoecer o que o forçou a estar acamado frequentemente. Isto não lhe retirou a confiança, diz-se que era usual envolver-se em cenas de pancadaria com os outras crianças. Engenheiro elétrico, físico, inventor e político, nascido em Everett, Massachusetts, conhecido pelo seu papel político no desenvolvimento da bomba atômica e pela idéia do site de busca memex (1945), visto como um conceito pioneiro, precursor da world wide web.Filho de um ministro universalista, foi um bom aluno na escola, revelando especial aptidão na matemática. Quando terminou o liceu ingressou no Tufts College para estudar engenharia. Neste período produziu a sua primeira invenção, um aparelho para registro de relevo ao qual chamou de profile tracer.Foi essa tecnologia básica que se tornou o ponto de partida para muitas das máquinas analógicas que Vannevar Bush desenvolveu mais tarde no MIT com seus alunos de pós-graduação. Após se ter licenciado na Tufts foi trabalhar para a General Electrics onde testava equipamentos eléctricos, de onde saiu (1914). Despediram-no depois de um fogo acidental na sua fábrica. Em 1914 arranjou emprego como professor de matemática na Clark University em Massachussetts. No ano seguinte decidiu regressar aos estudos. Ofereceram-lhe uma bolsa de 1500 dólares para realizar o seu doutoramento sob a orientação de um professor chamado Arthur Webster. Webster queria que Bush dedicasse o seu estudo ao campo da acústica, mas Vannevar Bush, não gostava que lhe dissessem o que devia fazer recusou a bolsa. Em vez de permanecer ali fez o doutoramento no MIT em menos de um ano e regressou a Tufts como professor assistente. Idealizou um aparelho que usaria campos magnéticos para detectar os submarinos e viajou para Washington (1917) para pedir apoio a National Research Council, a NRC, e obteve sucesso em sua empreitada. Deixou Tufts definitivamente e ingressou no departamento de engenharia elétrica do Massachusetts Institute of Technology (1919-1938), onde projetou em 1928 uma máquina de análise diferencial, um precursor do computador, além de dirigir a equipe que produziu a primeira bomba atômica como diretor do Office of Scientific Research and Development. Presidente da Carnegie Institution (1938-1955), publicou vários livros e artigos destacando o Modern Arms and Free Men (1949) e morreu de pneumonia após sofrer um derrame, em Belmont, Massachusetts.

Bush
Em 1940, Vannevar Bush e outros engenheiros sentiram que o país necessitava de uma nova organização para conduzir a investigação científica. Cientistas, governo, militares bem como iniciativa privada necessitavam de cooperar entre si para os Estados Unidos estarem preparados na eventualidade de uma guerra.

Em 12 de Junho de 1940 Vannevar Bush encontrou-se com o Presidente Roosevelt e expôs detalhadamente o seu plano para mobilizar a pesquisa científica no campo militar. Sugeriu a criação de uma nova organização chamada National Defense Research Comitee (NDRC), que uniria no mesmo esforço o governo, os militares e os cientistas. Roosevelt concordou imediatamente e assim criou-se o que fora proposto. Bush era o presidente e tinha mesmo uma linha directa para a Casa Branca. Em meados de 1941 criou-se o “Office of Scientific Research and Development”. O NDRC foi financiado por fundos presidenciais de emergência e estava frequentemente com falta de dinheiro. O OSRD era financiado pelo Congresso. Vannevar Bush tornou-se director do OSRD.

O NDRC e o OSRD foram originalmente montados para suportarem e aumentarem a pesquisa da marinha e do exército, mas no final da guerra era o OSRD que liderava a pesquisa científica. Muitas inovações resultaram da pesquisa da OSRD incluindo-se melhoramentos no radar, tácticas anti-submarino, e variados aparelhos secretos para o OSS – o percursor da CIA. Vannevar Bush estava também envolvido intimamente com oProjecto Manhattan, do qual saiu a primeira bomba nuclear. Claro que todo este trabalho era altamente secreto mas Bush acabou mesmo por ser uma celebridade. Uma revista disse que este era o homem que poderia ganhar ou perder a guerra.

O trabalho de Bush com a NDRC e o OSRD ajudaram de fato os EUA e os seus aliados a ganharem a guerra. Vannevar Bush modificou também a maneira como a pesquisa cientifica era conduzida nos EUA. Provou que a tecnologia era a chave para a vitória numa guerra e isto criou uma aura de respeito em torno dos cientistas. Institucionalizou a relação entre o governo, o setor privado e a comunidade científica. Bush tornou-se um dos responsáveis desta máquina, e foi esta máquina, este apoio governamental, que mais tarde alimentou o nascimento da Internet.

Fim da Guerra

No final de 1944 a vitória aliada adivinhava-se como algo de inevitável. Bush tinha agora tempo de vislumbra o futuro, acreditava na necessidade de apoio permanente à ciência. Em Março de 1945 Bush escreveu um artigo intitulado, “Science – The Endless Frontier”. Sublinhava aqui a necessidade de uma politica que apoiasse continuadamente a pesquisa científica e a educação, que suportasse organizações sem fins lucrativos que procurassem desenvolver projectos científicos, que alicerçasse o nascimento de novos talentos na área através dos meios académicos e de mecenato. Isto nunca se concretizou na realidade, mas metade poder-se-á dizer que foi alcançado. A “National Science Foundation” foi criada, mas não correspondeu às expectativas de Vannevar Bush, mesmo assim o casamento entre a ciência e o governo foi institucionalizado!

Dr. Vannevar Bush foi um dos engenheiros mais avançados de sua época, graduou-se em Tufts College e estudou no MIT, onde ele se aventurou na área da computação ajudando a criar na Primeira Guerra Mundial o desenvolvimento de detecção de submarinos e agentes químicos. Suas invenções revolucionaram a area Computacional, graças ao analisador diferencial. Dr. Vannevar Bush permitiu um avanço na otimização de processos de software.
Sua contribuição para a história da Internet e a historia dos sites de busca foi a criação do que seria o início do hipertexto através do dispositivo Memex. A operação deste dispositivo foi com base nos processos da mente humana, que se distinguem pelas associações entre ações e objetos, bem como, a escolha entre um objeto e outro que seria feito mediante a indexação.
Vannevar Bush propôs a construção de um dispositivo de uso pessoal, denominado Memex, que permitiria o armazenamento de conteúdos em microfilmes e uma forma alternativa de indexação através da criação de associações entre conteúdos relacionados.
As principais características do Memex foram mapeadas para tecnologias disponíveis atualmente e algumas de suas funcionalidades foram estendidas no sistema Yai, projetado para apoiar professores de escolas públicas.

Este artigo descreve, em particular, a construção das chamadas trilhas no Yai, apresentando conceitos nela utilizados e sua relação com a construção coletiva de conhecimento.
Trilhas no Ya

Na proposta original, o Memex de Vannevar Bush seria um conjunto de dispositivos eletro-mecânicos dispostos em uma mesa com gavetas para o armazenamento de microfilmes. Através de um conjunto de teclas e botões, o usuário poderia solicitar, ao informar códigos, a apresentação de conteúdos em duas telas existentes sobre a mesa. Os conteúdos visualizados poderiam receber marcações especiais para, assim, estabelecer uma associação entre eles em caráter permanente. Tais associações seriam armazenadas junto aos registros destes conteúdos nos microfilmes. Uma sucessão de uma ou mais associações era denominada trilha e trilhas poderiam ser utilizadas pelo usuário no processo de recuperação da informação em momentos posteriores.Então, no Memex, os conteúdos poderiam ser encontrados de duas formas: através de um código de identificação (índice convencional) ou através da navegação em trilhas, refazendo trajetórias anteriormente percorridas e marcadas.
Entre as diversas opções oferecidas pelo Memex foi armazenar os arquivos de referência rápida, permitindo aos usuários criar links para artigos de interesse e alterar as configurações em seu banco de dados.
Como Diretor do Instituto de investigação científica e desenvolvimento, Dr. Vannevar Bush tinha coordenado a atividade de cerca de seis mil cientistas americanos na aplicação da ciência à guerra. No final da 2ª Guerra Mundial, o governo norte-americano solicitou ao cientista um estudo com o objetivo de sugerir alguns novos rumos que poderiam ser seguidos por atividades de pesquisa, até então voltadas para questões bélicas.
Em um artigo significativo Dr. Vannevar Bush acomoda até um incentivo para os cientistas deixarem de pensar em tecnologia voltada para a guerra. Ele insiste que homens da ciência, devem trabalhar na enorme tarefa de tornar mais acessível nosso desconcertante conhecimento.Sites de busca são novos resultados, mas não os resultados finais da ciência moderna, afirma Dr. Bush, são instrumentos em mãos que, se adequadamente desenvolvido, dará ao Homem acesso ilimitado sobre o conhecimento herdado em logos anos da humanidade. A perfeição destes instrumentos pacíficos deve ser o primeiro objetivo de nossos cientistas.

O primeiro (relativamente) computador analógico em grande escala foi o “analisador diferencial ‘inventado e construído por Vannevar Bush (1980-1974) no início da década de 1930. A máquina era uma montagem completamente mecânica de engrenagens e eixos movidos por motores elétricos. A foto ao lado mostra Bush e seu analisador diferencial em um laboratório E.U. Exército durante a Segunda Guerra Mundial.

Veja a foto do dispositivo Memex

O aparelho seria uma mesa de trabalho , com telas para projeção, teclado e botões e alavancas: o conteúdo armazenado seria armazenado em microfilme em um canto da mesa.

Seu famoso artigo As we may think se tornou referência obrigatória, por seu entendimento da apropriação dos avanços tecnológicos no processo de acesso e recuperação da informação, mediante concepção do dispositivo memex. “Memex é um dispositivo no qual o indivíduo armazena seus livros, registros e comunicações, o qual é mecanizado, podendo ser consultado com extrema velocidade e flexibilidade. É um suplemento ampliado e próximo de sua memória.

“As We May Think”.Consubstanciava-se neste artigo uma ideia amadurecida durante muitos anos em pedaços esparsos de papel. O seu objectivo ao publicar era o de influenciar o pensamento, no que concerne à ciência, do mundo moderno e enfatizar a oportunidade para a aplicação da ciência num campo negligenciado. Este campo era o da automação ou exponenciação do pensamento humano!

Aqui estão algumas frases selecionadas e parágrafos que demonstrão seu ponto de vista:

A especialização se torna cada vez mais necessária para o progresso e o esforço da humanidade., A dificuldade aparece, não tanto que publiquemos a solução, atendendo a extensão e variedade de interesses do dia de hoje, mas sim que publiquemos muito além da nossa presente capacidade de fazer uso real do registro. A soma da experiência humana está se expandindo a uma taxa enorme, e os meios que utilizamos para atravessar esse labirinto são os mesmos meios que eram usado na época dos navios square-rigged. Um registro para ser útil a ciência deve ser continuamente expandida deve ser armazenada e acima de tudo deve ser consultada.
Vannevar Bush não só acredita no armazenamento de dados, acreditava tambem que se a fonte de dados era ou foi útil para a mente humana tinha que ser armazenada para se entender melhor como a mente humana funciona. Nossa incapacidade de obter o registro armazenado é em grande parte causada por problemas de indexação. … Para encontrar um link util, era necessario sair do sistema e procurar novamente em um novo caminho. A mente humana não funciona desta maneira. Ela opera por associação. … O Homem não pode esperar que esse processo de indexação seja feito todo artificialmente por um site de busca , mas certamente o site de busca deveria ser capaz de entender a mente humana. De forma que ele possa até mesmo ser melhorado.
O conhecimento do Homem pode ser elevado se ele poder revisar seu próprio passado obscuro e analisar mais completamente e objectivamente seus problemas presentes. O homem tem construído uma civilização tão complexa que ele precisa guardar suas escritas e conhecimento para sua conclusão lógica e não meramente tornar-se inadaptada por sobrecarregar sua memória limitada. Ele então propôs a idéia de um sistema de recuperação e armazenamento de memória praticamente ilimitado, rápido, confiável, extensível e associativo. Nomeando este dispositivo com o nome de memex.


A tentativa de fazer uma máquina que organizasse a informação de modo similar à memória humana, transcende o campo da simples tecnologia. Aqui entramos no mundo do pensamento e da maneira como, para Bush, o cérebro humano devolve a informação: por associação de ideias e não por ordem alfabética ou numérica. Deste modo, surgio a ideia de uma máquina “as we may think”

A idéia inovadora de Bush para automatizar a memória humana era obviamente importante para o desenvolvimento era digital, mas ainda mais importante foi sua influência sobre a instituição da ciência na América. Seu trabalho para criar uma relação entre o governo e a comunidade científica durante a Segunda Guerra mundial mudou a forma como a investigação científica é realizada nos E.U.A e fomentou o ambiente no qual a Internet foi criada mais tarde.


GERARD SALTON:
http://www.cs.cornell.edu/Info/People/gs/gs.gifGerard Salton,morreu em 28 de Agosto de 1995, foi o pai da tecnologia de pesquisa moderna. Suas equipes em Harvard e Cornell desenvolveram o sistema de recuperação de informativo SMART. Magic automáticas recuperador de texto da Salton incluído conceitos importantes como o modelo de espaço de vetor, freqüência de documento inverso (IDF), termo freqüência (TF), valores de discriminação de prazo e mecanismos de feedback de rel evância. Ele é autor de um livro de 56 página chamado A teoria de indexação que faz um ótimo trabalho explicando muitos de seus testes de pesquisa continua .

Segundo Gerard Salton, relevância é a correspondência contextual entre uma consulta e uma informação, ou seja, a relevância indica o quanto a informação é apropriada para o solicitante, ou o quanto é importante para o usuário determinada informação.Fica claro que a relevância é, em parte, determinada em função de como o usuário formulou sua consulta. Os sistemas de recuperação de informações, numa primeira fase (primeira geração),utilizavam-se basicamente de um conjunto de fichas em que era possível recuperar informações fornecendo como entrada alguns tipos de dados, como por exemplo, o título do documento ou onome do autor. Posteriormente, avanços nos modos de busca foram sendo acrescentados, permitindo também pesquisar por assuntos ou palavras-chave e elaborar consultas mais complexas. Atualmente pode-se contar com o auxílio de interfaces gráficas , formulários eletrônicos e hipertextos na formulação das consultas. Entretanto, muitos dos mecanismos de busca hoje existentes continuam usando índices muito similares aos queeram utilizadas por bibliotecas há mais de um século .

TED NELSON:

Este homem tem sido um dos maiores avanços tecnológicos, pioneiro em ser um filósofo e sociólogo, permitindo-lhe ver de uma forma mais sintetizada em que hoje seria a maneira pela qual concebemos a informação na web. Entre os seus grandes prêmios e ovações de pé é o título de cavaleiro concedido na França e reconhecimento como um professor honorário da Universidade de Oxford, onde ele está atualmente à frente de suas pesquisas.
Sua grande contribuição para a história da Internet começa com o projeto Xanadu que expressa a possibilidade de implementar uma gestão de natureza de texto eletrônico, além de complementá-lo com uma não-escrita sequencial, mas sim com base em índices. Embora use muitas bases de estudo do Vannevar Bush, a grande diferença entre a contribuição desses dois, é que o primeiro imaginou um sistema de arquivos para prestação de serviço universal, que iria integrar servidores remotos com grande capacidade de armazenamento e processamento de informações, enquanto Ted Nelson tinha uma noção mais individualista do projeto.
O conceito de “linkar” ou de “ligar” textos foi criado por Ted Nelson. Ted Nelson criou o Projeto Xanadu, em 1960, e escreveu o termo hipertexto em 1963. Seu objetivo com o Projeto Xanadu foi criar uma rede de computadores com uma interface simples que resolveu muitos problemas. Enquanto Ted foi contra o código de marcação complexo, links quebrados, e muitos outros problemas associados com o HTML tradicional na WWW, muito das aplicações criadas para o WWW foi elaborado a partir do trabalho de Ted. Ainda há conflito em torno das aplicações e exatamente por isso que o Projeto Xanadu não conseguiu decolar.
Notas de Ted Nelson:
1. Ninguém nunca me pagou para ser um visionário.

2. Eu não acredito que tenha usado o termo “máquinas literárias” até 1981, quando dei esse nome ao título de meu livro. No entanto, 1965 é quando pela primeira vez usei a palavra “hipertexto”.

3. É fundamental ressaltar que a visão de Tim de hipertexto (apenas ligações de sentido único, invisível não permitiu a sobreposição) é totalmente diferente da minha (visível, unbreaking n-way links de todas as partes, todo o conteúdo legalmente reweavable por qualquer pessoa em novos documentos com os caminhos de volta aos originais, e transclusões como links – como na visão original de Vannevar Bush).

4. Voltando ao site original não deve ser feito através de links, mas deve ser feito por meio transclusive mais profundo. O mecanismo de ligação, particularmente no link embutido da Web, não pode fazer isso corretamente.

5. “Futurista” é uma daquelas palavras que implica que uma idéia não é uma possibilidade – apenas um sonho louco, e, portanto, apenas uma inspiração. Acredito que Tim acha que fez as minhas ideias serem mais concretas, enquanto eu acho que ele simplifica elas – com a extrema complexidade de hoje como o resultado.

6. “Xanadu” é uma marca registada que eu mantenho a um custo considerável, e peço a todas as partes a respeitar isso usando o ®”ou” (R) “símbolo para o primeiro uso da marca” Xanadu “em cada documento.

7. Não é “a informação de todo o mundo”, mas os documentos de todo o mundo. O conceito de “informação” é discutível, documentos e muito menos assim. Creio que Tim está encontrando o seu conceito de informação pura, a “Web Semântica”, muito mais difícil de alcançar do que documentos de hipertexto.

8. Não, não é um link; um caminho transclusive. Os dois mecanismos são completamente diferentes. Um link conecta duas coisas que são diferentes. A transclusão conecta duas coisas que são as mesmas.

9. Não é sempre os autores titulares de direitos. Às vezes, o autor é titular de direitos, outras vezes não. Um titular de direitos é geralmente alguém que tenha comprado ou contratado, os direitos do autor. Enquanto não temos preocupação sentimental para os autores, no nosso sistema de direito titular pode ser qualquer um, assim como o proprietário da terra é raramente o colono original. Além da justiça aos autores e artistas, um objectivo fundamental é trazer os titulares dos direitos comerciais – grandes editoras, as editoras universitárias, estúdios de cinema – que não tera outra forma de publicar seu conteúdo digital. Muitas pessoas pensam que eu sou contra conteúdo gratuito; absurdo. Quero criar um mundo compartilhado de conteúdos mixado entre gratuitos e pagos.

10. Não, não todas as vezes que ele foi lido (pay-per-view), mas a primeira vez que comprou, como acontece com um documento em papel.

11. “Utópico” é outro sinônimo de “impossível”, como “futurista” na nota 5. Isto mostra um problema de entendimento.

12. “Comunicadas como iguais” é uma expressão graciosa mas confusa. O autor e o leitor não são exatamente iguais, que ocupam diferentes papéis com conflitos frequentes. Se ele quer dizer que qualquer um pode ser um autor e qualquer um pode ser um leitor, que sempre foi verdade (já que a auto-publicação tem sido sempre respeitável). Eu diria que se “dividiu um level playing field”. Mas eu aprecio o espírito desta expressão.

A Wikipédia oferece muitos recursos e links sobre o Sr. Nelson.
Leia mais sobre: Ted Nelson Ted Nelson Xanadu Ted Nelson hypertext


Tim Berners-Lee:

Sem dúvida, o pai do hipertexto, Tim Berners Lee, portanto, com base em estudos dos dois homens anteriormente citados no site, construiu o que hoje é conhecida como a World Wide Web.
Ele juntou a parte teórica da noção de hipertexto com a parte prática dos protocolos TCP e DNS para gerar o que hoje a gente entende como WWW.
Originário de Londres, Tim Berners Lee atingiu os seus estudos de Física em 1976, fortemente influenciados por matemáticos e seus pais, continuou seus estudos na Emanuel School em Wandsworth. Entre suas invenções mais inovadoras são: Um TTL circuito ordenador basado, um processador Motorola 68000 e um sistema operacional chamado INQUIRE.
Ele foi apontado como o pai do design de hipertexto linguagem de programação HTML, o protocolo HTTP e da localização do URL do sistema e uma completa infra-estrutura completa para a criação de páginas da Web de hoje e seus respectivos meios de comunicação, sem sair da globalização da ligação à Internet porque Tim usava servidor Web do mundo e a primeira chamada NeXTcube.

Tim Berners-Lee. Foi quem inventou a World Wide Web, a “teia do tamanho do mundo”, conhecida pela sigla www. O homem, enfim, é o pai da web. Mas não quis patentear o invento. “Ela é uma criação social, e não um brinquedinho”, escreveu Berners-Lee, no fim dos anos 90. Hoje, o físico garante que não se arrepende da decisão, que poderia tê-lo tornado biliardário. Atualmente, ele se dedica a aprimorar ainda mais os recursos da rede e está à frente do projeto da “web semântica”. Berners-Lee acredita que essa nova versão aumentará consideravelmente as possibilidades da internet, pois torna possível o cruzamento de dados que hoje ficam confinados em programas diferentes.
Formado em engenharia de sistemas, com larga experiência em telecomunicações e em programação de editores de texto, este europeu concebeu a World Wide Web em 1989, no âmbito do trabalho de apoio aos sistemas de documentação e colaboração entre investigadores e cientistas do Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (CERN, baseado na Suiça).
Berners-Lee colaborou esporadicamente com o CERN durante os anos 80, sobretudo devido às suas competências no âmbito dos sistemas de documentação electrónica. No fim dos anos 80, a invenção da Web foi um caso do homem certo no momento certo, resolvendo o problema certo no ambiente certo e mudando o mundo para sempre.
O problema era este: o CERN era (e é) um esforço internacional de investigação e desenvolvimento, sendo suposta a colaboração e partilha de conhecimentos permanentes entre os diversos participantes em dezenas de projectos de investigação. Ora, estas pessoas não passavam a vida na Suiça e a maior parte do trabalho real de investigação era desenvolvido fora das paredes do instituto. Assim, a partilha de conhecimentos e a “transferência de tecnologia” era levada a cabo usando comunicações e publicações em papel, com todas as enormes inconveniências associadas (não vamos entrar nesta análise…). Era preciso arranjar uma plataforma qualquer de publicação, em princípo em formato electrónico, que ajudasse a resolver o imbróglio e permitisse um acesso facilitado à informação.

O papel de Berners-Lee era tentar avançar com pistas que permitissem vir a ultrapassar esta situação. Ele conhecia bem o conceito de hipertexto, que existe desde os anos 60 (podendo mesmo argumentar-se que pelo menos desde 1945 se discute o assunto) e estava já profusamente estudado e até implementado, nomeadamente em sistemas de ajuda dos Apple e em cd-roms com material de referência. O hipertexto era já a tecnologia consagrada para a organização e apresentação de material escrito em formato electrónico. Parecia óbvio que o sistema teria de passar por esta tecnologia. Mas isto era só uma parte do problema.
A outra era a separação geográfica de toda aquela gente e o facto inescapável de todos usarem sistemas de informação diferentes e incompatíveis. A plataforma de comunicação que eles usavam preferencialmente era a Internet, então perfeitamente disseminada por tudo o que era universidade e instituto de investigação do mundo, e que parecia portanto ser a única porta aberta para uma solução global. Mas a Internet era, em termos práticos, pouco mais do que uma ferramenta para troca de correspondência e disponibilização de ficheiros. Havia um protocolo emergente para arrumação hierárquica de informação (o Gopher), mas não servia para os desígnios de Tim Berners-Lee.
A solução acabou por surgir, não num momento de inspiração divina, mas da forma habitual: com dedicação e suor. Tinha o inconveniente de obrigar os utilizadores a codificar os seus documentos num formato específico, onde o texto seria pontuado por códigos (etiquetas – tags) de controlo, de acordo com regras específicas (para definir estas regras, Berners-Lee baseou-se no SGML, uma invenção da IBM para “descrição” em abstracto da estrutura de conteúdos): ao conjunto das regras chamou-se HTML.
Estes documentos seriam gravados no disco rígido de um computador com acesso permanente à Internet (o que era o habitual nesses meios: os computadores com acesso à Internet tinham acesso permanente). Cada um deles seria dotado de uma localização específica, definida a partir do seu nome de ficheiro no disco rígido, da estrutura de directórios e do domínio ou endereço IP (sempre únicos) em que se encontrava enquadrado. Essa localização, a que se acrescenta ainda o protocolo de acesso à informação, levou o nome de URL.
Era necessário criar um novo protocolo que permitisse o acesso adequado à informação neste formato e o seu carregamento. O protocolo é o HTTP.
Genial foi a inclusão de uma etiqueta graças à qual as ligações hipertextuais (links) entre documentos dependeria dos URLs. Como estes haviam sido desenhados para descrever um qualquer documento numa qualquer máquina, estava estabelecida uma plataforma que permitiria à partida, ligar qualquer documento a qualquer outro. Esta possibilidade de referências automáticas a outros documentos (assumindo que eles permaneceriam no mesmo sítio…) era uma característica preciosa para os investigadores, que tipicamente têm de se haver com milhares de referências…
Para tornar isto tudo uma realidade, era agora necessário passar à prática, o que significava arranjar um engenheiro. Com a ajuda de Robert Cailliau, Tim Berners-Lee criou um servidor e um cliente (um browser…) para o seu protocolo e começou a experimentar a coisa. Para popularizar o sistema, desenvolveu-se ainda uma aplicação que convertia com relativa facilidade documentação já existente para o novo formato. Estávamos em 1991 e nos dois anos seguintes a nova facilidade de disponibilização automática de informação tornou-se muito popular entre a comunidade de físicos nucleares. Bastava-lhes colocar os seus relatórios numa máquina do seu sistema, avisar por correio-e a sua disponibilidade e o seu URL, e quem estivesse interessado, podia facilmente aceder à informação, sem qualquer necessidade de usar o “dead-tree stuff” (o papel…).
Tudo isto foi desenvolvido de acordo com as “normas” e a “etiqueta” da Internet, o que queria dizer que todo o corpo teórico subjacente a esta invenção era de domínio público. No decorrer do ano seguinte, um jovem estudante universitário norte-americano experimentou o cliente de Berners-Lee e comentou para os seus botões qualquer coisa como: “Cool!… Hmm, I think I can make better than this…” Alguns meses depois, havia um browser, também gratuito, para Windows, o mais popular sistema operativo do mundo. Ao browser, chamado Mosaic, juntou-se, para a maior parte dos utilizadores, um pequeno shareware australiano (o Trumpet Winsock, criado por um programador da Tasmânia!) muito eficiente na resolução do problema do acesso à Internet por modem, de um computador com o Windows 3.1 (naquela altura, o acesso à Internet ainda não estava incorporado no sistema operativo; claro que esta oportunidade de negócio acabou por ser anulada pela Microsoft, como é tradição). Agora Tim Berners-Lee se dedica a divulgar a web semântica.
E como soa dizer-se, o resto é história. Ao contrário de quase todos os outros, Tim Berners-Lee escolheu não ficar podre de rico. Preferiu orientar a sua vida para o acompanhamento rigoroso da sua invenção, para lhe assegurar um lugar sólido no panteão das conquistas da humanidade. A estratégia, desse ponto de vista, parece estar a frutificar. A TIME, por exemplo ( no artigo), considera-o um dos 20 mais importantes cientistas (e uma das 100 pessoas mais influentes) do nosso século, ao lado de Einstein (relatividade), Fleming (penicilina), Turing (computador) ou Freud (psicanálise), entre outros.

W3C Escritório Brasil

Em 1994, Tim Berners-Lee fundou o World Wide Web Consortium (W3C), no Instituto de Tecnologia de Massachusetts, com suporte do CERN, DARPA (como foi renomeada a ARPA) e da Comissão Europeia. A visão da W3C era a de padronizar os protocolos e tecnologias usados para criar a web de modo que o conteúdo possa ser acessado largamente pela população mundial tanto quanto o possível.

Durante os próximas anos, o W3C publicou várias especificações (chamadas “recomendaçções”) incluindo o HTML, o formato de imagens PNG, e as Folhas de Estilo em Cascata versões 1 e 2.

Entretanto, a W3C não obriga ninguém a seguir suas recomendações. Os fabricantes precisam adotar os documentos da W3C apenas se eles quiserem etiquetar que seus produtos como complacentes com a W3C. Na prática, isto não tem muito valor mercadologicamente já que a maioria dos usuários da web não sabem, nem provavelmente se importam com, quem é a W3C. Em consequência disto, a “guerra dos navegadores” continuou inabalável.

Para saber mais O melhor é começar por ler o livro de Berners-Lee, onde ele conta melhor do que ninguém a sua aventura. Se tem dificuldades com o inglês, o sítio do CERN inclui uma versão em francês da história da criação da Web. Em Dezembro de 1997, a Scientific American publicou um perfil do inventor. Outro perfil interessante é o traçado pelo próprio nas páginas da revista Forbes, uma revista sobre fortunas e negócios, onde ele tenta explicar que o dinheiro não é tudo na vida.
Advanced Research Projects Agency Network:
ARPANet, acrônimo em inglês de Advanced Research Projects Agency Network (ARPANet) do Departamento de Defesa dos Estados Unidos da América, foi a primeira rede operacional de computadores à base de comutação de pacotes, e o precursor da Internet.
ARPANet é a rede que levou à internet onde ela esta hoje. A Wikipédia possui um artigo muito bom sobre a ARPANET e o Google Video tem um vídeo interessante sobre a ARPANet 1972.

Tim Berners-Lee
:
Videos de Tim Berners-Lee:tim berners lee on the next web ptbr
Fontes de pesquisa: suapesquisa estudar.org ibiblio w3.org/People Berners-Lee veja.abril.com.br/especiais tecnologia


Resumo para entender sobre a Historia dos Motores de Busca

Os motores de busca apareceram pouco tempo após o aparecimento da Internet, com intenção de prestar um serviço muito importante (ex:. a busca de qualquer informação na internet etc). Através do aparecimento dos motores de busca, desenvolveram-se diversas empresas (ex:. google, yahoo, sapo, msn agora Bing etc).
Os primeiros motores de busca (Yahoo) baseavam-se na indexação de páginas através da sua categorização. A mais recente geração de motores de busca (Google) utiliza outras diversas tecnologias, como, a procura por palavras-chave directamente nas páginas, o uso de referências externas espalhadas pela web.
A primeira ferramenta utilizada para busca na Internet foi o Archie, o programa baixava as listas de directório de todos arquivos localizados em sites públicos criando uma base de dados que permitia busca por nome de arquivos.


O que é um site de busca ou motor de busca?
O site de busca ou motor de busca é um sistema idealizado para encontrar informações localizadas na web a partir de palavras-chave indicadas pelo utilizador, reduzindo o tempo necessário para encontar informação.
Os motores de busca surgiram logo após o aparecimento da Internet, com a intenção de prestar um serviço extremamente importante: a busca de qualquer informação na rede, apresentando os resultados de uma forma organizada, e também com a proposta de fazer isto de uma maneira rápida e eficiente. A partir deste preceito básico, diversas empresas se desenvolveram, chegando algumas a valer milhões. Entre as maiores empresas encontram-se o Google, o Yahoo, o aeiou entre outros. Os primeiros motores de busca como o Yahoobaseavam-se na indexação de páginas através da sua categorização. Posteriormente surgiram as meta-buscas. A mais recente geração de motores de busca (como a do Google) utiliza tecnologias diversas, como a procura por palavras-chave directamente nas páginas e o uso de referências externas espalhadas pela web, permitindo até a tradução de páginas para a língua do utilizador. O Google, além de fazer a busca pela Internet, oferece também o recurso de se efetuar a busca somente dentro de um site específico.


Mais Sobre a historia dos sites de busca, motor de busca, motor de pesquisa ou máquina de busca

Os primeiros motores de busca (como o Yahoo) baseavam-se na indexação de páginas através da sua categorização. Posteriormente surgiram as meta-buscas. A mais recente geração de motores de busca (como a do Google) utiliza tecnologias diversas, como a procura por palavras-chave directamente nas páginas e o uso de referências externas espalhadas pela web, permitindo até a tradução directa de páginas (embora de forma básica ou errada) para a língua do utilizador. O Google, além de fazer a busca pela Internet, oferece também o recurso de se efetuar a busca somente dentro de um site específico. É essa a ferramenta usada na comunidade Wiki.

Os motores de busca são buscadores que baseiam sua coleta de páginas em um robô que varre a Internet à procura de páginas novas para introduzir em sua base de dados automaticamente. Motores de busca típicos são Google, Yahoo e Altavista.

A primeira ferramenta utilizada para busca na Internet foi o Archie (da palavra em Inglês, “archive” sem a letra “v”). Foi criado em 1990 por Alan Emtage, um estudante da McGill University emMontreal. O programa baixava as listas de diretório de todos arquivos localizados em sites públicos deFTP (File Transfer Protocol) anônimos, criando uma base de dados que permitia busca por nome de arquivos.

Enquanto o Archie indexava arquivos de computador, o Gopher indexava documentos de texto. Ele foi criado em 1991, por Mark McCahill da University of Minnesota, cujo nome veio do mascote da escola. Devido ao fato de serem arquivos de texto, a maior parte dos sites Gopher tornaram-se websites após a criação da World Wide Web.

Dois outros programas, Veronica e Jughead, buscavam os arquivos armazenados nos sistemas de índice do Gopher. Veronica (Very Easy Rodent-Oriented Net-wide Index to Computerized Archives) provia uma busca por palavras para a maioria dos títulos de menu em todas listas do Gopher. Jughead (Jonzy’s Universal Gopher Hierarchy Excavation And Display) era uma ferramenta para obter informações de menu de vários servidores Gopher.

O primeiro search engine Web foi oWandex, um índice atualmente extinto feito pela World Wide Web Wanderer, um web crawler (programa automatizado que acessa e percorre os sites seguindo os links presentes nas páginas.) desenvolvido por Matthew Gray no MIT, em 1993. Outro sistema antigo, Aliweb, também apareceu no mesmo ano e existe até hoje. O primeiro sistema “full text” baseado em crawler foi o WebCrawler, que saiu em 1994. Ao contrário de seus predecessores, ele permite aos usuários buscar por qualquer palavra em qualquer página, o que tornou-se padrão para todos serviços de busca desde então. Também foi o primeiro a ser conhecido pelo grande público. Ainda em 1994, o Lycos (que começou na Carnegie Mellon University) foi lançado e tornou-se um grande sucesso comercial.

Logo depois, muitos sistemas apareceram, incluindoExcite, Infoseek, Inktomi,Northern Light, e AltaVista. De certa forma, eles competiram com diretórios populares como o Yahoo!. Posteriormente, os diretórios integraram ou adicionaram a tecnologia de search engine para maior funcionalidade.

Os sistemas de busca também eram conhecidos como a “mina de ouro” no frenêsi de investimento na Internet que ocorreu no fim dos anos 1990s. Várias empresas entraram no mercado de forma espetacular, com recorde em ganhos durante seus primeiros anos de existência. Algumas fecharam seu sistema público, e estão oferecendo versões corporativas somente, como a Northern Light.

Mais recentemente, os sistemas de busca também estão utilizando XML ou RSS, permitindo indexar dados de sites com eficácia, sem a necessidade de um crawler complexo. Os sites simplesmente provêm um xml feed o qual é indexado pelo sistema de busca. Os XML feeds estão sendo cada vez mais fornecidos de forma automática porweblogs. Exemplos são o feedster, que inclui o LjFind Search que provê serviços para os blogs do site LiveJournal.


 

O primeiro site de busca
O primeiro site de busca: Archie (1990)


Em 1990, na Universidade McGill de Montreal, Alan Emtage contribuio muito para a historia do site de busca criando Archie, o primeiro site de busca usado na ineternet, o processo de busca pela informação era dificil e demorado. A internet era uma coleção de servidores FTP(File TransferProtocol) interconectados que disponibilizava espaço para o download e upload de arquivos. A primeira ferramenta da historia dos sites utilizada para busca na Internet foi chamado de “Archie”. (O nome significa “arquivos”). O programa baixava as listas de diretório de todos os arquivos localizados em sites públicos de FTP (File Transfer Protocol) sites, criando um banco de dados pesquisável de nomes de arquivos.

Existe uma imensa gama de arquivos e softwares disponíveis em toda a rede e que provém informações nas mais diversas áreas. Archie é o recurso na internet que permite descobrir exatamente onde estão localizados estes arquivos e programas.

Como funciona? O Archie é um grande compilador de listas de nomes de arquivos disponíveis em áreas de ftp anônimo. Suas bases de dados de uso público são mantidas em mais de 30 diferentes locais. O Archie foi originalmente desenvolvido na McGill University em Montreal e agora está sendo distribuído pela Bunyip Information Systems.

Ao fazer uma busca através de um servidor Archie, você estará solicitando a este servidor que procure em sua base de dados arquivos com uma expressão ou palavra. Este servidor responderá com uma lista de arquivos e diretórios que contenham essa expressão/palavra, informando também onde eles estão localizados e demais detalhes para uma transferência.

O Archie é particularmente útil para se encontrar softwares de acesso público disponíveis em rede e pode ser acessado de várias formas:

- Conexão telnet
- Correio eletrônico
- Gopher gateway
- Interface WWW

Para encontrar uma informação desejada era necessário por parte dos usuários a navegação através de cada arquivo ou a indicação da exata localização por outro usuários. Archie armazenava e indexava em um banco de dados todas as listagens de diretórios de arquivos disponibilizados em redes de servidores FTP anônimos, facilitando a sua localização pelos seus usuários. A história sobre os sites de busca começou em 1993 e a maioria deles foram para uso em faculdades, mas muito antes da maioria deles veio o Archie. O primeiro site de busca criado foi Archie, criado em 1990 por Alan Emtage, um estudante da Universidade McGill, em Montreal. A intenção original do nome era “arquivos”, mas foi encurtado para Archie.Archie ajudou a resolver esse problema de dispersão de dados através da combinação de um roteiro baseado em dados do coletor com uma correspondência de expressões regulares para recuperar nomes de arquivos que correspondem à uma consulta do usuário. Essencialmente Archie tornou-se um banco de dados de nomes de arquivos na Web que iria corresponder com as consultas de usuários.

Leia mais sobre Archie


História do site de busca Gopher

História do site de busca Gopher começou em 1991 com Mark MacCahill, estudante da universidade de Minesota evoluio este sistema para busca de (strings) o que na época chamou de GOPHER, documentava arquivos no formato de texto simples, que posteriormente tornaram-se os primeiros sites da web publica, porem mesmo com as capacidades individuais e fantásticas destes buscadores em particular, não supriam ainda todo o potencial da web.

Gopher oferece arquivos para download com alguma descrição do conteúdo para tornar mais fácil de ser encontrado o arquivo que você precisa ou procura. Os arquivos são organizados no computador remoto em uma maneira hierárquica, bem como nos arquivos do disco rígido de seu computador. Este protocolo não é mais amplamente usado , mas você ainda pode encontrar alguns sites gopher operacional.
Gopher foi utilizado na Internet antes da Web tornar-se popular. Normalmente Gopher é o modo somente texto, sem imagens, sem multimídia, e não permite scripts (JavaScript / JScript, VBScript, Java, e assim por diante). Não há fotos grandes, mas a vantagem de navegar em modo texto é que ele funciona muito mais rápido para o cliente não tem que transferir grandes arquivos gráficos, só texto e em modo texto é mais fácil encontrar o que você precisa. Se você está realmente à procura de informações e não apenas andando na web sem saber o que fazer em seguida, as imagens não são importantes, e você só precisa de texto -exceto (talvez) que você esteja procurando algumas fotos especiais ou fotografias. Alguns fãs ainda estão trabalho sobre protocolo Gopher e há ainda suporte para 3D nas últimas versões, mas Gopher não é amplamente usado hoje – não é tão popular como a Web onde o usuário pode apenas dar um clique, clique, clique, sem pensar o porquê do clique.

Um exemplo de uma janela Gopher:

Gopher menu

Em 1991, Mark McCahill, da universidade de Minessota, criou Gopher, (O programa foi nomeado com o nome do mascote da escola). Eram arquivos de texto, a maioria dos sites Gopher tornaram-se Web sites após a criação da World Wide Web. Gopher era um programa que indexava o conteúdo de documentos de texto, que futuramente se tornariam os arquivos dos primeiros web sites da internet pública, época em que os servidores HTTP se tornariam mais populares que os servidores FTP. Gopher teve o apoio dos programas Veronica (Very Easy Rodent-Oriented Net-wide Index to Computadorized Archives) e Jughead (Jozys’s Universal Gopher Hierarchy Excavation and Display) para referenciar os índices criados, fazendo buscas dentro dos arquivos armazenados, e assim permitindo aos usuários realizar buscas diretamente no índice, através da indicação de palavras-chaves. Em 1989, McCahill liderou a equipe da Universidade de Minnesota, que desenvolveu na Internet o primeiro cliente de e-mail populares o PopMail, para o Macintosh (e depois o PC).Leia mais sobre Mark McCahill

Leia mais sobre Gopher


Historia do site de busca Wandex

Desde então, as buscas evoluíram e em 1993, Matthew Gray, criou Wandex, oprimeiro sistema de busca que indexava e também buscava no índice da web pages. Sua tecnologia se tornou a base de todos os buscadores atuais, cujo software usa aplicações para coletar e armazenar em bancos de dados informações sobre web pages.Um sistema de busca possui uma interface onde seus usuários digitam um termo, uma palavra-chave ou frase, na tentativa de encontrar uma informação específica. Um algoritmo do sistema examina as informações armazenadas e retorna links de web pages em que o conteúdo parece combinar com o termo digitado.

A precisão dos resultados varia de acordo com o algoritmo usado. O processo de coleta das informações referentes às web pages é realizado por um agente conhecido como crawler, spider, ou robô, que literalmente analiza cada URL (Universal Resource Locator) na web e coleta de cada web page palavras-chaves e frases-chave.

Wandex Matthew Gray’s (1993) o primeiro motor de busca foi projetado para acompanhar o crescimento da Internet. Inicialmente, contava apenas servidores Web, mas depois também começou a capturar URLs. Wandex explorou a natureza associada da Web, seguindo um link para o próximo período de um procedimento que ainda é seguido por modernos motores de busca.

O armazenamento e a recuperação dos dados depende dos métodos adotados por cada sistema de busca, e o ranking dos resultados mostrados depende dos critérios utilizados. Diferentes sistemas de busca usam diferentes critérios de rankings. Por esta razão uma pesquisa por palavra ou frase em diferentes sistemas de busca gera diferentes resultados. O SEO foi idealizado como uma estratégia de marketing online que procura customizar os web sites a fim de manipular os sistema de busca, objetivando o melhor ranking possível, podendo assim gerar resultados consideráveis como aumento de tráfego, redução de custos e visibilidade através das primeiras posições nos resultados

Leia mais sobre Wandex


http://www.sunstorm.com/amazing/aliweb.gif

Em 1993, Martijn Koster criava Aliweb (Archie-Like Indexing da Web). Aliweb permitiu que os usuários enviem suas próprias páginas a serem indexadas. Segundo Koster, “Aliweb foi um motor de busca com base na meta automatizado de coleta de dados, para a web.”
Eventualmente, como parecia que a Web pode ser rentável, os investidores começaram a se envolver na historia dos sites de busca e os sites de busca tornaram-se grande um negócio.



Excite foi introduzido em 1993 por seis estudantes da Universidade de Stanford. Usou-se análise estatística de relações de palavra para auxiliar no processo de busca. Dentro de um ano, Excite foi constituída e entrou em operação em dezembro de 1995. Hoje é uma parte da empresa AskJeeves.


Galaxy.
EINet Galaxy (Galáxia) foi criada em 1994 como parte do Consórcio de Pesquisa MCC na Universidade do Texas, em Austin. Ele acabou por ser adquirido na Universidade e, depois de ser transferido através de várias empresas, é uma empresa separada hoje. Ele foi criado como um diretório, contendo, Gopher e Telnet recursos de pesquisa para além da sua funcionalidade de busca na web.



A Yahoo! Inc. é uma empresa norte-americana de serviços de Internetcom a missão de ser “o serviço de Internet global mais essencial para consumidores e negócios”. Opera um portal de Internet, um diretório web, e outros serviços, incluindo o popular Yahoo! Mail. Foi fundado por David Filo e Jerry Yang, formandos da Universidade de Stanford em janeiro de 1994 e incorporado no dia 2 de março de 1995. A sede da empresa é em Sunnyvale, Califórnia.
Jerry Yang e David Filo criadores do site de busca Yahoo, criado em 1994. Ele começou como uma lista de seus sites favoritos. O que fez a diferença foi que cada entrada ia para além da URL, também teve uma descrição da página encontrada. Dentro de um ano a dois e depois de alguns financiamentos recebidos a Yahoo empresa, foi criada.
Leia mais sobre a Historia do site de busca Yahoo


http://www.nih.gov/catalyst/back/95.09/webcrawler.gif

WebCrawler.
Brian Pinkerton, da Universidade de Washington lançou WebCrawlerem 20 de Abril de 1994. Ele foi o primeiro rastreador que indexava páginas inteiras. Em breve tornou-se tão popular que durante o horário diurno poderia não ser utilizada. AOL eventualmente adquiridos WebCrawler e ele ficou em sua rede. WebCrawler abriu a porta para muitos outros serviços a seguir como o naipe. No prazo de 1 ano veio Lycos, Infoseek e OpenText.
Mais tarde, em 1994, WebCrawler foi introduzido. Foi o primeiro motor de pesquisa de texto completo na Internet, todo o texto de cada página foi indexada pela primeira vez.


[LYCOS]
LYCOS
Lycosfoi o desenvolvimento de pesquisa principais, tendo sido contruido na Carnegie Mellon University em torno de Julho de 1994. Michale Mauldin era responsável por este site de busca e continua a ser o cientista chefe no Lycos Inc.
Em 20 de Julho de 1994, fui ligado a rede públicoacom um catálogo de 54.000 documentos Lycos. Além de fornecer classificados recuperação de relevância, Lycos tinha correspondência de prefixo e palavra bônus de proximidade. Mas a principal diferença dos Lycos foi o tamanho do seu catálogo: em Agosto de 1994, Lycos identificou 394,000 documentos; em Janeiro de 1995, o catálogo atingiu 1,5 milhão de documentos; e em Novembro de 1996, Lycos tinha indexado mais de 60 milhões de documentos–mais do que qualquer outro mecanismo de busca da Web. Em Outubro de 1994, Lycos, primeira classificada na lista do Netscape dos site de busca por encontrar a maioria dos acertos na palavra navegar.

Lycos apresenta recuperação de relevância, a correspondência de prefixo, e da proximidade de palavras, em 1994. Foi um grande mecanismo de busca, indexação de mais de 60 milhões de documentos em 1996, o maior de qualquer motor de busca ao mesmo tempo. Como muitos dos outros motores de busca, Lycos foi criado em um ambiente universitário da Universidade Carnegie Mellon pelo Dr. Michael Mauldin.


[INFOSEEK]
O site de busca Infoseek entrou em operação em 1995. Ele realmente não traz nada de novo à cena do motor de busca. É agora propriedade da Walt Disney Internet Group e o domínio encaminha para Go.com.


AltaVista
Alta Vista também começou em 1995. Foi o primeiro motor de pesquisa para permitir que investiga a linguagem natural e avançadas técnicas de investigação. Ela também fornece uma pesquisa de multimídia para fotos, músicas e vídeos.
AltaVista trouxe muitos recursos importantes para a web. Tinham quase ilimitada largura de banda (para a época), eles foram os primeiros a permitir consultas de linguagem natural, pesquisa de técnicas avançadas e permitido aos usuários adicionar ou excluir seu próprio URL dentro de 24 horas. Sequer era verifica o link de entrada. AltaVista também forneceu inúmeras dicas de pesquisa e recursos de pesquisa avançada.
Devido à má gestão, um medo de manipulação do resultado e portal com muita desorganização AltaVista foi amplamente orientada em irrelevancy na época Inktomi e Google começou a se tornar popular. Em 18 de Fevereiro de 2003, Overture assinou uma carta de intenções para comprar AltaVista por 80 milhões de dólares em dinheiro de stock e R$ 60 milhões. Após Yahoo! comprar a Overture eles melhoraram algumas das tecnologias AltaVista na Yahoo! Search e ocasionalmente usam AltaVista como uma plataforma de teste.
Leia mais sobre a Historia do site de busca Alta Vista


.Looksmart.
Looksmart foi fundada em 1995. Esse site de busca competiu com o site de busca do Yahoo!, frequentemente aumentando suas taxas de inclusão para frente e para trás. Em 2002, Looksmart inovou em um pagamento por clique em provedor, que cobrada uma taxa fixa por clique de sites listados. Que causou o desaparecimento da boa fé e lealdade que haviam constituído, embora ele permitiu fazer lucro por distribuir listagens pagas para alguns grandes portais como o MSN. O problema era que a Looksmart se tornou muito dependente do MSN e em 2003, quando a Microsoft anunciou que eles eram dumping Looksmart basicamente matou seu modelo de negócios.


 
A corporação Inktomi surgiu em 20 de Maio de 1996 na historia dos sites de busca com o seu motor de busca Hotbot. Criada Inktomi a melhor tecnologia adquirida em suas pesquisas. Tornou extremamente popular rapidamente.
Em Outubro de 2001, Danny Sullivan escreveu um artigo intitulado Inktomi correio publicitário não solicitado de banco de dados à esquerda aberta para pública, que destaca como Inktomi acidentalmente permitio ao público acessar seu banco de dados de sites de spam, 1 milhão de URLs.
Embora pioneira Inktomi o modelo de inclusão paga era longe tão eficiente quanto o pagamento por clique em modelo de leilão desenvolvido pela Overture. Seus resultados de pesquisa de licenciamento também não era rentável o suficiente para pagar suas despesas de dimensionamento. Eles não conseguiram desenvolver um modelo de negócios rentáveis e foi vendidos a Yahoo! por aproximadamente US $ 235 milhões.
Inktomi começou em 1996 na Universidade de Berkeley. Em junho de 1999 Inktomi introduzido um mecanismo de pesquisa de diretório powered by “indução” conceito de tecnologia. “Indução Concept”, segundo a empresa, “tem a experiência de análise humana e aplica os mesmos hábitos de uma análise computadorizada de vínculos, uso e outros padrões para determinar quais sites são mais populares e os mais produtivos.” Inktomi foi comprado pelo Yahoo em 2003.


Northern Light search engine in 2001
Eu realmente gostei da maneira que os resultados do site de busca Northern Light classificava, o site apresentava em categorias diferentes, e por alguns anos eu buscava no Northern Light para encontrar páginas que eu poderia ter perdido e não encontrado como no site de busca google.


 

Google foi lançada em 1997 por Sergey Brin e Larry Page, como parte de um projeto de pesquisa na Universidade de Stanford. Ele usa as ligações de entrada para classificar sites. O Google percorreu um longo caminho em seus onze anos de história, desde o seu “início humilde”, como um projeto de investigação da Universidade de Stanford, em 1998, à escala global e sua multibilionária presença na internet atual.
A empresa celebrou o seu 11 º aniversário e escolheu marcar a ocasião com um novo Google Doodle, a famosa mudança em seu logo. Dessa vez, eles colocaram um L extra para que o nome da empresa formasse um número “11”.
A data real de fundação do Google é assunto de debate. Há aqueles que pensam que o Google deve sempre cortar o bolo em 4 de setembro, dia em que o portal apresentou seus documentos constitutivos e tornou-se oficialmente o Google, Inc, em 1998. Outros ainda pensam que a empresa deve reconhecer o 15 de setembro de 1997 como sua data de fundação, pois foi nessa época que a companhia registrou o domínio google.com. Mas, apesar das dúvidas, a companhia comemora seu aniversário em 27 de setembro há alguns anos, data que já se tornou oficial.
Leia mais sobre a Historia do site de busca Google


http://mardejornalismo.files.wordpress.com/2009/05/exercicio4_ask1.jpg?w=200&h=130

Ask Jeeves.Em Abril de 1997, Ask Jeeves foi lançado como um mecanismo de pesquisa de linguagem natural. Jeeves usava editores humanos para tentar corresponder consultas de pesquisa. Peça foi alimentado por DirectHit por um tempo, que pretendia ter resultados baseados em sua popularidade, mas essa tecnologia provou fácil de spam como o componente central de algoritmo. Em 2000 o motor de busca Teoma foi lançado, que usa clusters para organizar sites por popularidade específico do assunto, que é outra forma de dizer que tentaram encontrar Comunidades web local. Em 2001, Ask Jeeves comprou Teoma para substituir a tecnologia de pesquisa de DirectHit.
Em 4 de Março de 2004, Ask Jeeves concordou em adquirir holdings de pesquisa interativa para 9,3 milhões de ações ordinárias e opções e pagar US$ 150 milhões em dinheiro. Em 21 de Março de 2005, sai do Barry Diller concordou em adquirir fazer Jeeves para 1,85 mil milhões de dólares. IAC possui muitos sites populares como Match.com, Ticketmaster.com e Citysearch.com e está promovendo o Ask entre suas outras propriedades. Em 2006, fazer Jeeves foi renomeado para pedir, e mataram a marca Teoma separada. .

Leia mais sobre a Historia do site de busca Ask


http://www.chowen.com/images/MSN_logo.gif
MSN (originalmente The Microsoft Network) é uma coleção de sites de internet e serviços fornecidos pela Microsoft.O Microsoft Network foi lançado como um serviço online e provedor de Internet em 24 de agosto de 1995, para coincidir com o lançamento do sistema operacional Windows 95.
A gama de serviços oferecidos pelo MSN foi alterado desde seu lançamento em 1995. MSN era um um serviço on-line simples para Windows 95, uma experiência precoce de conteúdos multimédia interactivos na Internet, e um dos mais populares provedores de Internet.
A Microsoft utilizou o nome da marca MSN para promover a web popular inúmeros-serviços baseados na década de 1990, principalmente Hotmail e Messenger, antes de reorganização muitos deles em 2005 e 2006 sob outro nome da marca Windows Live. O portal do MSN Internet, MSN.com, ainda oferece uma riqueza de conteúdo e é atualmente um dos domínios de internet mais visitado na Internet.

Em 1998, o MSN Search foi criado mas nunca consegui ser popular como google e yahoo


The Open Directory Project.
O site de busca Open Directory também foi criado em 1998. O Open Directory, de acordo com o seu proprio site, “é o maior, e mais completo diretório da web editado. Ele é construído e mantido por uma vasta comunidade global de editores voluntários.” Pretende-se tornar o “catálogo definitivo da web.” O diretório é mantido pela contribuição humana.
1998 Rich Skrenta e um pequeno grupo de amigos criaram o Open Directory Project, que é um diretório que ninguém pode baixar e usar no todo ou em parte. O PDO (também conhecido como DMOZ) é o maior diretório de internet, quase inteiramente executado por um grupo de editores voluntários. O Open Directory Project foi cultivado fora da frustração webmasters face à espera de ser incluídos no diretório do Yahoo!. Netscape comprou o Open Directory Project em Novembro de 1998. Mais tarde nesse mesmo mês AOL anunciou a intenção de comprar o Netscape em um de 4,5 bilhões de dólares todos os stock lidar.


LII.
Este site de busca veio de Karen G. Schneider, que é a diretora do índice de Internet dos bibliotecários. LII é um diretório de elevada qualidade, destinado a bibliotecários. Seu artigo explica como procurar e como adicionar recursos credível de qualidade a LII. A maioria dos outros diretórios, especialmente aqueles que têm uma opção de inclusão paga, mantêm padrões inferiores de catálogos selecionados, criados pelos bibliotecários.

A biblioteca pública de Internet é outro bem mantido pela WWW (World Wide Web)


Business.com Directory.
Devido ao modo de indexação intensivo de executar um diretório e a falta geral de dimensionamento de um modelo de negócios a qualidade e o tamanho dos diretórios acentuadamente cai depois de obter os primeiros resultados da busca. Existem também numerosas indústrias especializadas em site de busca orientada verticalmente, ou localmente. Business.com, por exemplo, é um diretório de sites de negócios.
.


http://homepages.rootsweb.ancestry.com/~norway/wisenut.gif
Em Março de 2002, Looksmart comprou um motor de busca pelo nome do WiseNut, mas ele nunca ganhou a tração. Looksmart também possui um catálogo de artigos de conteúdo organizado em sites verticais, mas devido à relevância limitada Looksmart perdeu a maioria (se não todos) de sua dinâmica. Em 1998, Looksmart tentou expandir seu diretório comprando o diretório de zelo não comercial de US $ 20 milhões, mas em 28 de Março de 2006, Looksmart encerrar o diretório de zelo e esperança para direcionar tráfego usando Furl, um programa social de marcação.


AllTheWeb.
AllTheWeb era uma plataforma de tecnologia de pesquisa iniciada em Maio de 1999 para mostrar as tecnologias de pesquisa rápida. Tinham uma interface de usuário elegante com recursos avançados de pesquisa avançada, mas em 23 de Fevereiro de 2003, AllTheWeb foi comprada pela Overture por 70 milhões de dólares. Após Yahoo! ter comprado eles melhoraram algumas das tecnologias AllTheWeb na Yahoo! Search e ocasionalmente usam AllTheWeb como umaplataforma para testes.


O que é um programa robo da internet:

Segundo o The Web Robots FAQ, “Um robô é um programa que automaticamente atravessa a estrutura do hipertexto da Web, recuperando um documento, recursiva e recuperar todos os documentos que são referenciados. Robôs da Web são por vezes referido como andarilhos da web, crawlers ou spiders. Estes nomes são um pouco enganador porque dá a impressão que o software se move entre os locais como um vírus, este não é o caso, um robô simplesmente visita sites por solicitar os documentos deles. ”

Inicialmente, os robôs criaram um pouco de controvérsia, como se usava grandes quantidades de largura de banda, às vezes causando o falhas no servidor. Os robôs mais recentes têm sido otimizadas e agora são usados para a construção de índices muito bem elaborados.

Os sistemas Spiders ou Crawlers visitam automaticamente as páginas da Internet, e as incluem em seus banco de dados. Porém, para uma página ser encontrada automaticamente e ser indexada (lida e incluída no banco de dados), é preciso que ela esteja bem programada, na ótica dos sistemas automatizados dos buscadores Spiders.
Os Crawlers vasculham a Internet e vão adicionando as páginas no banco de dados. Se você alterar sua página, layout ou conteúdo, e os sistemas Crawlers visitarem sua página depois destas mudanças – mais cedo ou mais tarde isso acontece – isto pode e provavelmente vai afetar seu posicionamento nas buscas.
Daí surgiu a necessidade de existirem profissionais e empresas que compreendam o funcionamento dos sites de busca Spiders, que são hoje os mais usados (certamente correspondem a mais de 95% do uso dos sites de busca no mundo), para que os sites sejam corretamente indexados e facilmente encontrados pelas pessoas que procuram por produtos e serviços.


 

DEPOIS MUITOS SITES DE BUSCA SURGIRÃO

Ano
Engine
Evento

1993
Wandex
Lançamento

1993
Aliweb
Lançamento

1994
WebCrawler
Lançamento

Infoseek
Lançamento

Lycos
Lançamento

1995
AltaVista
Lançamento (parte do DEC)

1995
Sapo.pt
Lançamento

Excite
Lançamento

1996
Dogpile
Lançamento

Inktomi
Fundado

Ask Jeeves
Fundado

1997
Northern Light
Lançamento

1997
Sapo.pt
Fundado

1998
Google
Lançamento

1999
AlltheWeb
Lançamento

1999
Baidu
Fundado

2000
Singingfish
Lançamento

2000
Teoma
Fundado

2000
Vivisimo
Fundado

2003
Objects Search
Lançamento

2004
Yahoo! Search
Lançamento final

MSN Search
Lançamento beta

2005
MSN Search
Lançamento final

2005
Bupor
Lançamento

2006
Quaero
Fundado

2007
Ask.com
Fundado

2007
AMGEM Force (16 languages)
Fundado

2008
Cuil
Fundado

2009
Buscador.com.br
Fundado

2009
Bing
Fundado

2009
YouNinja.net
Fundado

2009
CooBi.netne.net
Lançado


A Internet é realmente uma das maravilhas que podem levá-lo a qualquer mundo, qualquer campo de conhecimento que você deseja. O problema é por onde começar e como chegar onde você quer. É onde nós precisamos de orientação e ajuda dos “sites de busca”. Eles vêm de todas as formas e tamanhos e têm os nomes mais incomuns como: Zabasearch, Altavista, Ask Jeeves, Clickey, Excite e possivelmente o mais famoso de todos,Google. Todos estes sites de busca irá levá-lo para o seu site escolhido em segundos e em seguida, dar-lhe milhares, se não milhões de possibilidades, é realmente fantástico.

Videos sobre a historia dos sites de busca:

MAIS SOBRE A HISTORIA SOBRE OS SITES DE BUSCA

A historia dos motores ou sites de busca e a evolução da internet provavelmente teria sido muito diferentes se a tecnologia descrita neste artigo não fosse desenvolvida.
Assim, então como Archie trabalhava? Bem, definitivamente não tem a capacidade dos sites de busca de hoje, mas permitia olhar ao redor da Internet, por exemplo se você soubesse o nome exato de um arquivo que estivesse procurando você talvez o acharia.
Archie não indexava o conteúdo de arquivos de texto. Essa capacidade surgiu em 1991 com o desenvolvimento de um outro site de pesquisa, conhecido como Gopher.
Um documento de 1992, uma comparação de Internet Resource Discovery Approaches, descreve alguns dos programas de indexação surgidos na web, incluindo Archie, e tambem um padrão para procurar chamado de X.500.
X.500 foi um “padrão de um serviço de diretório distribuído ” desenvolvido pelo Comité Consultivo Internacional de Telefonia e Telegrafia (incorporada pela União Internacional das Telecomunicações, em 1992) e da Organização Internacional de Normalização (ISO). No entanto, esse padrão parece não permitir o tipo de pesquisas que Archie faz, e foi necessário muito mais trabalho por parte dos hostes de arquivos.
Whois também foi feito para ser melhor que o Archie, mas procurou pessoas, números de rede e domínios na Internet. Foi mais um diretório de informações sobre a rede, uma forma de encontrar arquivos na internet. O documento descreve alguns diretórios interessantes de outros mecanismos de busca
A partir do livro O daemon, o GNU, e o pingüim: A Historia diz um pouco sobre a dimensão e o alcance de Archie: “Em 1992, continha cerca de 2,6 milhões de arquivos com 150 gigabytes de informação . “Pela primeira vez, foi bastante significativo. Problemas de Pesquisa na Internet para Scalable Resource Discovery (PDF), diz-nos que Archie foi muito ativo na época, mas vendo alguns sinais de tensão na manipulação de pesquisas:
A coleção global de servidores Archie processou cerca de 50.000 consultas por dia, gerada por alguns milhares de usuários no mundo inteiro. A cada mês crescia o que requer uma outra réplica de Archie. Uma dúzia de servidores Archie agora reproduzia uma evolução contínua do banco de dados 150 MB de 2,1 milhões de registros. Enquanto ele responde em segundo no sábado à noite, pode demorar cinco minutos a várias horas para responder a perguntas mais simples, durante um dia de semana à tarde.

Claro, a popularidade da World Wide Web mudou muita coisa. Um método precoce de indexação da web, criado por Martijn Koster, que foi um dos principais arquitetos da Norma de Exclusão de Robôs, foi Aliweb. O nome é uma abreviação de Archie-Like Indexing na web. Aliweb não tira completamente a forma como outros motores de pesquisa são, mas o trabalho de Martijn Koster em robôs se tornaria uma parte importante do crescimento dos motores de busca do futuro “.
O mais importante é o fato de que o nosso grupo atual de todos os motores de busca utiliza os seus próprios tipos de tecnologias para gerar resultados, e muitos têm patentes no exato de suas técnicas. Isso não impediu que outros motores de busca aparecessem com suas próprias técnicas. Por exemplo, Direct Hit tem patentes relacionadas ao uso de medidas de cliques para melhorar os resultados. Isso não parou Inktomi,yahoo e outros com o sistema de monitoramento de cliques.

Veronica & Jughead:

Com o boca a boca sobre a propagação do Archie que começou a tornar-se sinonimo de motor de busca Archie tinha tal popularidade que a Universidade de Nevada desenvolveu Veronica. Veronica servia ao mesmo objectivo que Archie, mas trabalhou em arquivos de texto simples. Logo uma outra interface de usuário com o nome de Jughead apareceu com a mesma finalidade de Veronica, ambos foram utilizados para os arquivos enviados via Gopher, que foi criado como uma alternativa ao Archie por Mark McCahill na Universidade de Minnesota em 1991.
.

File Transfer Protocol:

Neste momento, no entanto não havia World Wide Web. A principal forma de compartilhar dados com pessoas na época era através do:File Transfer Protocol (FTP).
Se você tivesse um arquivo que você quisesse compartilhar você poderia configurar um servidor FTP. Se alguém estava interessado em recuperar os dados eles poderiam usar um cliente de FTP. Este processo funcionava eficazmente em grupos pequenos, mas os dados tornaram-se tão fragmentados que não era viavel.

O site de busca é mais uma expressão que foi criado na era da Internet e da computação e como tantas vezes é
composta de palavras que são de uso comum com seus significados originais. “Search” significa simplesmente “examinar em detalhes”, geralmente com o objectivo de tentar encontrar alguém ou algo. Se você perder as chaves do carro Você ira procurar na sua casa de cima para baixo porque você sabe que elas estão em algum lugar da casa. Novamente, se a polícia suspeitar que alguém está a levar a algo como uma droga ilegal, eles podem muito bem “pesquisar” essa pessoa, o que significa que irá verificar os bolsos e todos os itens de vestuário. E depois há a outra metade da expressão: “motor”. Isto significa que uma máquina que com a ajuda de algum tipo de energia ira permitir que algo se mova, como o motor do carro “, a máquina a vapor”. Quando a primeira palavra que veio a ser usada ele teve a idéia de capacidade natural ou gênio. Então, quando você colocar as duas palavras juntas como “motores de busca” há uma oportunidade certa, quando você considera como esses dispositivos são cada vez mais inteligente. Mas agora a pergunta é:

Como funcionam os sites de busca na internet?

Motores e sites de busca usam aranhas ?

O que é um Bot?

O que é um Spider bot?

1. Todo site de busca tem um gigantesco banco de dados que serve de base para as pesquisas na rede. Isso é feito por programas chamados “robôs” ou “aranhas”. Eles varrem a internet e gravam o texto de todos os sites que encontram, num ritmo de algumas centenas de páginas por segundo

2. O programa de busca guarda informações como a posição de cada palavra nos sites varridos e o tamanho em que ela aparece. Por exemplo: se você digitar “beatles” no campo de busca e essa palavra estiver no título de uma página, com letras grandes, esse site tende a aparecer bem ranqueado, ou seja, entre os primeiros resultados da pesquisa

3. Mas o fator que mais influi para o ranqueamento é outro: a quantidade de links que apontam para o site. O Google atribui mais valor aos links de páginas que, por sua vez, também são apontadas por muitas outras. Então vale mais um link que esteja indicado no site da Universidade de Harvard, por exemplo, do que num blog qualquer

4. Também conta se o link que leva à página der uma informação extra. Imagine que você tenha um site sobre os Beatles e alguém digite “letras dos beatles” no Google. Se outras páginas tiverem um link escrito “letras dos beatles” que leve ao seu site, ele ganha mais valor

Robôs de computador são simplesmente programas que automatizam tarefas repetitivas em velocidades impossíveis para o ser humano reproduzir. O termo bot na internet é geralmente usado para descrever qualquer coisa que faz interface com o usuário ou que coleta dados.
SItes de busca usam “aranhas”, na web para obter informações. Eles são programas de software semelhante a navegadores regulares. Além de ler o conteúdo das páginas aranhas indexação links também em tempo recorde tudo isso graças a evolução historica dos sites de busca.
Citações sobre Link * pode ser usado como um proxy para a confiança editorial.
* Texto âncora de link pode ajudar a descrever o que uma página é sobre seu assunto.

* Link de dados para citação pode ser utilizado para ajudar a determinar o que as comunidades ou sobre um tópico de uma página ou im site existente

* Além disso as ligações são armazenadas nos motores de busca para ajudar a descobrir novos documentos para posterior rastreamento.

Outro exemplo poderia ser bot Chatterbots, que são recursos pesados sobre um tópico específico. Estes robôs tentão agir como um humano e se comunicar com seres humanos no referido tema.


Um search engine, site de busca, motor de busca, motor de pesquisa ou máquina de busca opera na seguinte ordem:

  1. Web crawling (percorrer por links)
  2. Indexação
  3. Busca

Os sistemas de busca trabalham armazenando informações sobre um grande número de páginas, as quais eles obtém da própria WWW (Internet). Estas páginas são recuperadas por um Web crawler (também conhecido como spider) —um Web browser automatizado que segue cada link que vê. As exclusões podem ser feitas pelo uso do robots.txt. O conteúdo de cada página então é analisado para determinar como deverá ser indexado (por exemplo, as palavras são extraídas de títulos, cabeçalhos ou campos especiais chamados meta tags). Os dados sobre as páginas são armazenados em um banco de dados indexado para uso nas pesquisas futuras. Alguns sistemas, como o do Google, armazenam todo ou parte da página de origem (referido como um cache) assim como informações sobre as páginas, no qual alguns armazenam cada palavra de cada página encontrada, como o AltaVista. Esta página em cache sempre guarda o próprio texto de busca pois, como ele mesmo foi indexado, pode ser útil quando o conteúdo da página atual foi atualizado e os termos de pesquisa não mais estão contidos nela. Este problema pode ser considerado uma forma moderada de linkrot (perda de links em documentos da Internet, ou seja, quando os sites deixaram de existir ou mudaram de endereço), e a maneira como o Google lida com isso aumenta a usabilidade ao satisfazer as expectativas dos usuários pelo fato de o termo de busca estarem na página retornada. Isto satisfaz o princípio de “menos surpresa”, pois o usuário normalmente espera que os termos de pesquisa estejam nas páginas retornadas. A relevância crescente das buscas torna muito útil estas páginas em cache, mesmo com o fato de que podem manter dados que não mais estão disponíveis em outro lugar.

Quando um usuário faz uma busca, tipicamente digitando palavras-chave, o sistema procura o índice e fornece uma lista das páginas que melhor combinam ao critério, normalmente com um breve resumo contendo o título do documento e, às vezes, partes do seu texto. A maior parte dos sistemas suportam o uso de termos booleanos AND, OR e NOT para melhor especificar a busca. E uma funcionalidade avançada é a busca aprocimada, que permite definir a distância entre as palavras-chave.

A utilidade de um sistema de busca depende da relevância do resultado que retorna. Enquanto pode haver milhões de páginas que incluam uma palavra ou frase em particular, alguns sites podem ser mais relevantes ou populares do que outros. A maioria dos sistemas de busca usam métodos para criar um ranking dos resultados para prover o “melhor” resultado primeiro. Como um sistema decide quais páginas são melhores combinações, e qual ordem os resultados aparecerão, varia muito de um sistema para outro. Os métodos também modificam-se ao longo do tempo, enquanto o uso da Internet muda e novas técnicas evoluem. A maior parte dos sistemas de busca são iniciativas comerciais suportadas por rendimentos de propaganda e, como resultado, alguns usam a prática controversa de permitir aos anunciantes pagar para ter sua listagem mais alta no ranking nos resultados da busca.

A vasta maioria dos serviços de pesquisa são rodados por empresas privadas usando algoritmos proprietários e bancos de dados fechados, sendo os mais populares o Bing, Google, Ask, AltaVista, Yahoo! Search. De qualquer forma, a tecnologia de código-aberto para sistemas de busca existe, tal como ht://Dig, Nutch,Egothor, OpenFTS, DataparkSearch e muitos outros.


Princípios do motor de busca comum

Para entender melhor sobre os sites de busca você prescisa estar ciente da arquitetura dos motores de busca. Todos eles contêm os seguintes componentes principais:

Spider – um navegador como o programa que baixa as páginas web.
Rastreador – um programa que segue automaticamente todos os links em cada página da web.
Indexador – um programa que analisa as páginas web baixado pela aranha eo rastreador.
Banco de dados de armazenamento de páginas de download e processado.
Resultados do motor – certidões de resultados de pesquisa do banco de dados.
Servidor Web – um servidor que é responsável pela interação entre o usuário e outros componentes do motor de busca.
Implementações específicas de mecanismos de pesquisa podem ser diferentes. Por exemplo, o Aranha + rastreador + grupo componente do indexador pode ser implementado como um único programa que as páginas de downloads da Web, analisa-os e então usa os seus links para encontrar novos recursos. No entanto, os componentes listados são inerentes a todos os motores de busca SEO e os princípios são os mesmos.
Spider. Downloads Este programa procura páginas da web como um web browser. A diferença é que um navegador exibe as informações apresentadas em cada página (texto, gráficos, etc), enquanto uma aranha não tem qualquer componente visual e trabalha diretamente com o código HTML subjacente da página. Você já deve saber que existe uma opção em navegadores web padrão para exibição de código fonte HTML.
Rastreador. Este programa encontra todos os links em cada página. Sua tarefa é determinar onde a aranha deve ir ou avaliando os links ou de acordo com uma lista pré-definida de endereços. O rastreador segue estas ligações e tenta não encontrar os documentos que já se sabe que o motor de busca.
Indexador. Esse componente analisa cada página e analisa os diferentes elementos, como texto, cabeçalhos, características estruturais ou estilísticas, tags HTML especiais, etc
Banco de Dados. Esta é a área de armazenamento para os dados que o motor de busca de downloads analisa. Às vezes ele é chamado de índice do motor de busca.
Mecanismo de Resultados. O motor de resultados classifica as páginas. Ela determina quais as páginas que melhor corresponder à consulta de um usuário e em que ordem as páginas devem ser listados. Isso é feito de acordo com os algoritmos de classificação do mecanismo de busca. Daqui resulta que page rank é uma propriedade valiosa e interessante e qualquer especialista de SEO é o mais interessado em que quando se tenta melhorar os seus resultados de busca do site. Neste artigo, vamos discutir os fatores que seo page rank influência em alguns detalhes.
Servidor web. O motor de busca do servidor web normalmente contém uma página HTML com um campo de entrada onde o usuário pode especificar a busca ele ou ela está interessado em O servidor web também é responsável por exibir resultados de pesquisa para o usuário na
forma de uma página HTML.


Partes de um motor e site de pesquisa

Os motores de busca ou sites de busca consistem em 3 partes principais. Motor de busca aranhas que seguem os links na web para páginas solicitadas que não estão ainda indexadas ou foram atualizadas desde a última indexação. Estas páginas são rastreadas e são adicionados ao índice do Search Engine (também conhecido como o catálogo ou sites de busca).

Quando você pesquisa usando um site de busca principal ou qualquer site de busca que quer dizer a mesma coisa como por exemplo o google você não está realmente procurando na internet, mas estão à procura de um índice um pouco ultrapassado de conteúdo, que representa aproximadamente o conteúdo da web. A terceira parte de um motor de busca é a interface de busca e o software de relevância. Para cada pesquisa os motores de busca costuma fazer consulta na maioria ou a todos os seguintes parametros

 

* Aceite do usuário a consulta digitada, verificando para coincidir com qualquer sintaxe avançada e verificação para ver se a consulta é incorreta para recomendar
variações ortográficas mais popular ou corretas.
* Verifica busca de notícia, se a consulta é relevante para outras bases de dados de busca vertical (como a pesquisa ou produto) e colocar links relevantes para alguns itens do tipo de consulta de pesquisa e perto os resultados de pesquisa regular.
* Reunir uma lista de páginas relevantes para os resultados da busca orgânica. Estes resultados são classificados com base no conteúdo da página, os dados de uso e dados de citação link.
* Pedir uma lista de anúncios relevantes para colocar perto os resultados da pesquisa.
Usuarios de sites de busca geralmente tendem a clicar principalmente na parte superior de alguns resultados de pesquisa, como observado no presente artigo e quanto melhor um site indexado melhor o trafego gerado pelos Searchers,buscadores.

Como trabalha um site de busca

Indexar site no google Indexar site no Yahoo Indexar site no bing

Bancos de dados de sites de busca são selecionados e construídos por programas robô de computador chamados aranhas. Estes “rastreadores” da web, Localizam páginas para inclusão seguindo os links nas páginas que já têm em seu banco de dados.Não é possível usar a imaginação ou inserir termos nas caixas de pesquisa que se encontram na web.
Depois da aranha encontrar as páginas elas vão para outro programa de computador para a “indexação”. Este programa identifica o texto, links e outros conteúdos na página e armazena em arquivos do site de busca no banco de dados para que o banco de dados possa ser pesquisado por palavra-chave e qualquer abordagem mais avançada são oferecidas e a página será encontrada se sua pesquisa corresponde ao seu conteúdo.
Muitas páginas da web são excluídas da maioria dos motores de busca pela política da empresa. O conteúdo da maioria dos banco de dados pesquisáveis montados na web, como catálogos de biblioteca e bancos de dados do artigo, está excluído porque aranhas de site de pesquisa não podem acessá-los. Todo esse material é referido como o “Invisible Web”– Ou tudo aquilo que você não vê nos resultados dos sites de busca.

Os sites de busca funcionam do mesmo geito: montam um banco de dados com o texto de milhões de páginas e mostram aqueles que têm a ver com a palavra que você digitou na tela de procura. A diferença está nos detalhes. Tipo: que página deve aparecer primeiro? Se você digita algo como “São Paulo”, o site de buscas não sabe se você está atrás de informações sobre a maior cidade do país ou sobre o santo. Mas ele tem que dar um jeito de “saber o que você está pensando”. Cada site usa fórmulas específicas para ordenar os resultados de uma pesquisa. O jeito

mais comum, hoje, é colocar no topo da lista as páginas que recebem mais links de outros sites.
Mas o endereço de busca mais popular na rede, o Google (www.google.com.br), inventou um jeito de ir mais longe: o link de uma página respeitada vale mais que um link qualquer. Os gênios por trás da tecnologia de busca do site são dois engenheiros da computação: Sergey Brin e Larry Page, que apresentaram o Google num artigo de divulgação científica de 1998. Na época, o site era só um projeto de faculdade, para a Universidade de Stanford, na Califórnia. Hoje, vale pelo menos 20 bilhões de dólares e é a empressa que mais cresceu no mundo.
* Como o Google coleta e ordena seus resultados? Engenheiro do Google Matt Cutts discute brevemente como o Google funciona.
* Engenheiro do Google Jeff Dean da palestras a uma classe da Universidade de Washington sobre a forma como uma consulta de pesquisa no Google funciona
* O Chicago Tribune publicou um artigo especial intitulado Gunning para o Google, incluindo cerca de uma dúzia de entrevistas em áudio, 3 colunas, e este gráfico sobre como o Google funciona.
* Como funcionam os motores de busca da Internet.

Custos de armazenamento e tempo de crawling

Os custos de armazenamento não são o limitador na implementação de um sistema de site de busca. Armazenar simplesmente 10 bilhões de páginas de 10 kbytes cada (comprimidas) requer 100TB e outros aproximados 100TB para índices, dando um custo de hardware total em menos de $200k: 400 drives de disco de 500GB em 100 PCs baratos.

De qualquer forma, um sistema público de busca consideravelmente requer mais recursos para calcular os resultados e prover alta disponibilidade. E os custos de operar uma grande server farm não são simples. Passar por 10B páginas com 100 máquinas percorrendo links a 100 páginas/segundo levaria 1M segundos, ou 11.6 dias em uma conexão de Internet de alta capacidade. A maior parte dos sistemas percorre uma pequena fatia da Web (10-20% das páginas) perto desta freqüência ou melhor, mas também percorre sites dinâmicos (por exemplo, sites de notícias e blogs).

Tipos de pesquisas na Internet:
Andrei Broder autor de Uma Taxonomia de Pesquisa na web [PDF], que observa que a maioria das pesquisas cai nas 3 categorias seguintes:
* Informativa – buscando informações estáticas sobre um tópico
* Transacional – fazer compras , baixando ou de outra forma interagir com o resultado
* Navegavel – enviar para uma URL específica
Melhorar suas Buscas:
* Páginas de pesquisa avançadas que ajudam os pesquisadores a refinar suas consultas para solicitar arquivos que são mais novos ou mais velhos, locais ou na natureza, em domínios específicos, publicado em formatos específicos, ou outras formas de pesquisa de refino, por exemplo, [Historia dos sites de busca 2009 OR 2010]
* Bancos de dados de pesquisa Vertical que podem ajudar a estruturar o índice de informação ou limitar a pesquisa a um índice mais confiável ou melhor coleção estruturada de fontes, documentos e informações uteis.
Google Nancy Blachman este guia oferece aos pesquisadores dicas de pesquisa gratuita do Google
Há também muitos outros populares e pequenos serviços de busca diferenciados. Por exemplo, Del.icio.us permite pesquisar URLs que os usuários tenham marcado, e Technorati permite pesquisar blogs.
World Wide Web Wanderer:
Em junho de 1993 Matthew Gray apresenta o World Wide Web Wanderer. Ele inicialmente queria medir o crescimento da web e criou este robô para contar servidores web ativo. Ele logo atualizava o bot para capturar URL verdadeiras. Seu banco de dados tornou-se conhecido como a Wandex.
Wanderer foi um grande problema porque era uma solução que causou muito problema no sistema (lag), acessando a mesma página, centenas de vezes por dia. Não demorou muito para ele,corrigir esse software, mas as pessoas começaram a questionar o valor desses bots.
Aliweb:
Em outubro de 1993 Martijn Koster criou o Archie-Like Indexing da Web, ou Aliweb em resposta à Wanderer. Aliweb crawled não precisava de bot para coletar dados e não estava usando largura de banda excessiva. A desvantagem de Aliweb é que muitas pessoas não sabem como submeter seu site.
Robots Exclusion Standard:
Martijn Kojer também hospeda a página web robots, que criou normas para os motores de busca como o conteúdo de índice deve agir ou não. Isso permite que os webmasters posão bloquear bots do seu site em um nível local inteiro ou página por página.
Por padrão, se a informação está em um servidor web público, e as pessoas apontam para ele os motores de busca irião,a partir dele. Uma das principais desvantagens apontadas aos robots é o facto de efectuarem uma indexação indescrimidada dos recursos de informação. O Aliweb pretende disponibilizar uma solução para a indexação dos recursos HTTP, alternativa à oferecida pelos robots, e que ultrapassa de alguma forma esta insuficiência.

A arquitectura proposta por este serviço é muito parecida com a arquitectura do Archie. O Aliweb recolhe os ficheiros que contêm as listas dos recursos que se pretendem indexar, ficheiros esse que são mantidos nos servidores HTTP e a partir daí constrói uma base de dados global de índices.

\begin{figure*} \epsfysize=8cm \centerline{\epsfbox{aliweb.eps}}\end{figure*}


Em 2005, o Google liderou uma batalha contra o spam de comentários, criando um atributo “nofollow” que podem ser aplicadas no link individual. Após isto o Google mudou rapidamente o alcance da finalidade do link “nofollow” para reclamar qualquer link que foi vendido ou não sob o controle editorial.


Sites de busca antigos:
Até dezembro de 1993, forão três bots desenvolvidos e alimentados com motores de busca que surgiram na web: jumpstation, a World Wide Web Worm, e o repositório-Based Software Engineering (RBSE) aranha. Jumpstation recolhia informações sobre o título e o cabeçalho das páginas da Web e recuperava usando uma pesquisa simples e linear. À medida que a web cresceu, jumpstation foi reduzindo seu trabalho até parar. O problema com jumpstation e da World Wide Web Worm é que os resultados listados erão na ordem em que os encontrou, e desde que haja discriminação. A aranha RSBE colocava em prática um sistema de classificação,mas se você não souber o nome exato do que você estava procurando era extremamente difícil na verdade quaze impossivel de encontrá-lo.
Sites de buscas novos:

Uma recente melhoria na tecnologia de busca é a adição de geocodificação e geoparsing para o processamento dos documentos ingeridos. O geoparsing tenta combinar qualquer referência encontrada a lugares para um quadro geoespacial de referência, como um endereço de rua, localizações de dicionário de termos geográficos, ou a uma área (como um limite poligonal para uma municipalidade). Através deste processo de geoparsing, as latitudes e longitudes são atribuídas aos lugares encontrados e são indexadas para uma busca espacial posterior. Isto pode melhorar muito o processo de busca pois permite ao usuário procurar documentos para uma dada extensão do mapa, ou ao contrário, indicar a localização de documentos combinando com uma dada palavra-chave para analisar incidência e agrupamento, ou qualquer combinação dos dois.

Uma empresa que desenvolveu este tipo de tecnologia é a MetaCarta, que disponibiliza seu produto como um XML Web Service para permitir maior integração às aplicações existentes.A MetaCartatambém provê uma extensão para o programa GIS como a ArcGIS (ESRI) para permitir aos analistas fazerem buscas interativamente e obter documentos em um contexto avançado geoespacial e analítico. Veja também o MetaCarta AnyPaget.


O Google é atualmente o mecanismo de busca mais utilizado. Ele tem um dos maiores bancos de dados de páginas da Web, incluindo muitos outros tipos de documentos web (blog mapas, páginas wiki, segmentos de discussão do grupo e formatos de documento (por exemplo, PDFs, Word ou Excel documentos, PowerPoints).
Mesmo assim o Google sozinho nem sempre é suficiente. Nem tudo na Web é totalmente pesquisável no Google.Estudos mostrão que mais de 80 % das páginas no banco de dados de um motor de busca importante existe apenas no banco de dados. Por esse motivo, obter uma “segunda opinião” pode valer seu tempo. Para este efeito, recomendamos Yahoo! Search ou Exalead. Não recomendamos utilizar motores de meta-search como sua ferramenta de pesquisa principal.
Tabela de algumas técnicas comuns que funcionarão em qualquer site de busca com recursos. No entanto, nesta indústria muito competitiva, sites de busca também oferecem recursos exclusivos. Em caso de dúvida, procure “help”, “FAQ”, ou “sobre” links nos sites de busca.

Saites de busca
Google
http://www.google.com
Yahoo! Search
search.yahoo.com
Exalead
http://www.exalead.com/search/

Links de ajuda
Google help
Yahoo! help
Exalead help and FAQ

Tamanho, tipo

IMENSO. Tamanho não divulgado em qualquer forma que permite a comparação. Provavelmente o maior.

ENORME. Alega ter um total de mais de 20 bilhões “objetos da web”.
GRANDES. Alega ter mais 8 bilhões de páginas pesquisáveis.

Recursos notáveis
PageRank™ sistema que inclui centenas de fatores, enfatizando as páginas mais fortemente ligadas a partir de outras páginas.
Muitos outros bancos de dados incluindo pesquisa de livros, acadêmico (diário de artigos), Blog Search, patentes, imagens, etc..
Atalhos de dar acesso rápido ao dicionário, sinónimos, patentes, tráfego, das existências, enciclopédia e muito mais.
Truncamento permite pesquisar pelas primeiras letras de uma palavra.
Pesquisa de proximidade permite localizar termos NEAR uns aos outros ou seguinte para uns aos outros.
Visualizações de miniaturas de página.
Extensas opções de refinação e limitar sua pesquisa.

Frase de pesquisa

Coloque a frase “aspas”.

Coloque a frase entre “aspas duplas”.
Coloque a frase “aspas”.

Lógica booleana

Parcial. E assumidas entre palavras.
Capitalizar ou.
() aceite mas não obrigatório.
Na pesquisa avançada, Boolean parcial disponível nas caixas.
Aceita AND, OR, NOT ou AND NOT. Deve estar em letras maiúsculas.
() aceite mas não obrigatório.
Parcial. E assumidas entre palavras.
Capitalizar ou.
aceite ().
Veja sintaxe de pesquisa da Web para mais opções

+ Requer o /exclui

-exclui + recupera “stop palavras” (por exemplo, + in)
-exclui + permitirá que você pesquise palavras comuns: “+ na verdade”
-exclui + recupera stop palavras (por exemplo, + em).
-excludes

Sub-Searching
A caixa de pesquisa no topo da página de resultados mostra pesquisa atual. Modificar isso (por exemplo, adicionar mais termos no fim.)
A caixa de pesquisa no topo da página de resultados mostra pesquisa atual. Modificar isso (por exemplo, adicionar mais termos no fim.)
A caixa de pesquisa no topo da página de resultados mostra a pesquisa atual. Modificar isso (por exemplo, adicionar mais termos no fim.)

Resultados de classificação
Com base na página e popularidade medida em links para ele de outras páginas e sites: classificação alta se um numero de outras páginas vincular a ele.
Fuzzy.
Correspondência e classificação com base na versão “cache” de páginas que não pode ser a versão mais recente.
Fuzzy AND automática.
Ranking de popularidade enfatiza páginas mais fortemente vinculadas de outras páginas.

Campo limitar a busca

ink:
site:
intitle:
inurl:
oferece U.S.Gov’t buscas e outras pesquisas buscas especiais . buscas de Patentes.

link:
site:
intitle:
inurl:
url:
hostname:
(Explicação destas distinções)

intitle:
inurl:
site:
after:[time period]
before:[time period]
(Para mais detalhes click em “Advanced search”)

Truncamento, raiz
Sem truncamento. Deriva algumas palavras. Pesquisar terminações variantes e sinónimos separadamente, separando com ou (em letras maiúsculas): reparo de modulo bmw OR
Pesquisa com ou como no Google.
Use *
exemplo: mensagem*

Língua
Sim. Os principais Idiomas e línguas pesquisa avançada.
Sim. Os principais Idiomas e línguas..
Língua extensa e opções geográficas. Use “Pesquisa avançada”.

Tradução
Sim, no link “Traduzir esta página” após algumas páginas. Para o inglês e principais línguas europeias e chinês, japonês, coreano.Tem seu próprio software de tradução com os comentários do usuário.
Ou direto Google tradutor
Disponivel em um serviço separo no site de traduções do Yahoo.com o Babelfish


Notáveis sites de busca

1994: Yahoo! criado por estudantes da Universidade de Stanford Jerry Wang e David Filo em um trailer do campus. O Yahoo foi inicialmente uma lista de favoritos da Internet e diretório de sites interessantes.
1996: Sergey Brin e Larry Page, dois estudantes da Universidade de Stanford testou o BackRub, um novo motor de busca que classifica sites com base em relevância da ligação de entrada e de popularidade. Backrub acabaria por se tornar o Google.BackRub era escrito em Java e Python e funciona!

  • Larry e Sergey, agora estudantes com graduação em ciência da computação em Stanford começarão a trabalhar em um mecanismo de pesquisa chamado BackRub.
  • BackRub operava em servidores de Stanford por mais de um ano -eventualmente ocupou muita largura de banda para se adequar a universidade.

1998: Goto.com funcionava com Links Patrocinados e busca paga. Anunciantes colocavão seu anuncio em Goto.com a classificação dos resultados de pesquisa orgânicas que eram movidas por Inktomi. Goto.com é basicamente adquirida pela Yahoo.

2000: Os parceiros do Google e Yahoo com o poder do Google permite que seus resultados orgânicos em vez de Inktomi. Antemão o Google foi um motor de busca pouco conhecido. O resultado final, o Yahoo apresenta seu maior concorrente para o mundo e Google torna-se um nome familiar.
2003: Google lança AdSense depois de adquirir Blogger.com. AdSense serve para anúncios contextuais do Google AdWords em sites de editor. A mistura de AdSense e Blogger leva a um aumento na publicação na Internet monetizadas simples e uma revolução dos blogs.
2006: Google adquire gerado pelo usuário da rede de compartilhamento de vídeos YouTube, que finalmente passa a ser propriedade de busca mais usado no 2 do mundo. O Google está trabalhando ainda devidamente monetizar o YouTube.
2009: Em uma tentativa de desafiar o Google que domina 70% do mercado de sites de busca, Yahoo e Microsoft se unem para tentar bater o google..

Existem variados tipos de buscadores e sites de busca:

  • Buscadores globais são buscadores que pesquisam os documentos na rede, e a apresentação do resultado é aleatória, dependendo do ranking de acessos aos sites e mais alguns outros farores dependendo do site de busca utilizado, as buscas podem ser sobre qualquer tema. Google, Yahoo, MSN são os buscadores globais mais acessados.
  • Buscadores verticais são buscadores que realizam pesquisas “especializadas” em bases de dados próprias de acordo com suas propensões. Geralmente, a inclusão em um buscador vertical está relacionada ao pagamento de uma mensalidade ou de um valor por clique. BizRate, AchaNoticias, Oodle, Catho, SAPO, BuscaPé e Become.com são alguns exemplos de buscadores verticais.
  • Guias locais são buscadores exclusivamente locais ou regionais. As informações se referem a endereços de empresas ou prestadores de serviços. O resultado é priorizados pelo destaque de quem contrata o serviço. ILocal, GuiaMais, AcheCerto, EuAcheiFácil entre outras. Geralmente são cadastros e publicações pagas. É indicado para profissionais e empresas que desejam oferecer seus produtos ou serviços em uma região, Estado ou Cidade.
  • Guias de busca local ou buscador local são buscadores de abrangência nacional que lista as empresas e prestadores de serviços próximas ao endereço do internauta a partir de um texto digitado. A proximidade é avaliada normalmente pelo cep, Donavera.com, ou por coordenadas de GPs. Os cadastros Básicos são gratuitos para que as micros empresas ou profissionais liberais possam estar presente na WEB sem que invistam em um sites próprio. É indicado para profissionais e empresas que desejam oferecer seus produtos ou serviços em uma Localidade, rua, bairro, cidade ou Estado e possibilitando ainda a forma mais rápida de atualização dos registros de contatos por seus clientes ou fornecedores.
  • Diretórios de websites são índices de sites, usualmente organizados por categorias e sub-categorias. Tem como finalidade principal permitir ao usuário encontrar rápidamente sites que desejar, buscando por categorias, e não por palavras-chave. Os diretórios de sites geralmente possuem uma busca interna, para que usuários possam encontrar sites dentro de seu próprio índice. Diretórios podem ser a nivel regional, nacional ou global, e até mesmo especializados em determinado assunto. Open Directory Project é exemplo de diretórios de sites.

 


Pesquisando Documentos na Internet

Podemos considerar dois aspectos na utilização da Internet como ferramenta associada à Pesquisa:
A busca de documentos (páginas, figuras, textos e animações), ou seja, como encontrar os endereços nessa grande Rede; a utilização dos recursos institucionais disponíveis “on line” para revisão bibliográfica, ou seja, quais os endereços e principais fontes para a pesquisa bibliográfica.

Buscando documentos na Internet

Aproximadamente 90% das Universidades no mundo inteiro estão conectadas à Internet e disponibilizam muito material através de suas páginas institucionais, o mesmo ocorrendo com Institutos de Pesquisa, Organizações Não-Governamentais etc.
Estamos vivendo uma grande modificação tanto no segmento de serviços quanto na propaganda muitos Analistas afirmam que estamos vivendo a denominada “febre do .com”, ou seja, há uma explosão de informações na WWW, sendo esta principalmente de caráter comercial.
O boom comercial somado a disponibilização do acesso gratuito e a falta de investimentos na ampliação da capacidade da Rede no Brasil estão diretamente relacionado ao crescente congestionamento (causando essa lentidão crescente na rede).
Portanto, nós pesquisadores, para aproveitarmos esses recursos de maneira eficiente devemos utilizar ferramentas e métodos especiais de busca pois a questão principal é ” Como obter os endereços de páginas que contenham o assunto (referenciado, atualizado) que procuramos ?”
Para localizar tais informações sobre temas específicos, ou para obter os endereços de universidades, bibliotecas, enciclopédias, centros de pesquisa devemos usar os serviços dos sites de busca.

BUSCA SIMPLES

Inicialmente foram sendo disponibilizados endereços de páginas com um sistema de busca em seus bancos de dados contendo informações sobre endereços e conteúdos de páginas. Este tipo de serviço são disponibilizados nos endereços ou páginas de Busca, como por exemplo os nacionais e internacionais:

(http://www.igpromo.com.br/sites-de-busca-portugues.asp)
Google (http://www.google.com.br)
AltaVista (http://br.altavista.com)
Cadê (http://br.cade.yahoo.com)
RadarUOL (http://www.radaruol.com.br)
Lycos (http://www.lycos.com)
HotBot (http://www.hotbot.com)
Excite (http://www.excite.com)

Devemos gravar os endereços de busca nos favoritos e ao pesquisarmos um tema devemos utilizar os vários serviços de busca. Essas buscas devem ser estendidas a todos os recursos da Internet inclusive Newsgroups e Web, e que podem fornecer e-mails de pesquisadores da área procurada. Esta busca na Web pode nos levar também a sites de Gopher e Telnet, portanto devemos salvá-los também.
Como indicação considero o Altavista como um dos melhores sites de busca, porém hoje temos o Google como uma importante ferramenta de Busca, principalmente entre documentos em Universidades.
O Altavista, além de ter um dos maiores bancos de dados, possui uma vasta estrutura de ajuda a entender as formas de busca disponíveis com grande quantidade de informações importantes. Entre os principais recursos temos:

  • A página principal com as opções de busca: (1) simples; (2) avançada; (3) de imagens; (4) de arquivos de som; (5) de vídeos e; (6) através de diretórios da Web (por assuntos).
  • A página com o sistema de ajuda http://br.altavista.com/help, onde você poderá verificar os dados relacionados a este incrível site de busca, aprender as diferenças entre os diversos sistemas busca existentes no altavista e etc..
  • Abaixo está a figura com o modo de pesquisa avançado:

  • Você poderá aprender a utilizar expressões Booleanas, termo derivado da álgebra de Boole (matemático e lógico nascido na Inglaterra no sec. XIX), que envolve a aplicação das operações da teoria dos conjuntos e da lógica a dois ou mais conjuntos e proposições. Você pode usar esses termos booleanos tanto para pesquisas no modo básico quanto no avançado. Para pesquisas avançadas, digite-os na caixa booleana de forma livre. Veja a tabela abaixo com os principais termos especiais de pesquisa:

AND Para pesquisas avançadas, digite-os na caixa booleana de forma livre. Amendoim AND manteiga encontra documentos tanto com a palavra amendoim quanto com a palavra manteiga.
OR Encontra documentos contendo pelo menos uma das palavras ou frases especificadas. Amendoim OR manteiga encontra os documentos contendo ou amendoim ou manteiga. Os documentos encontrados podem conter ambos os termos, mas não necessariamente.
AND NOT Exclui documentos contendo a palavra ou frase especificada. Amendoim AND NOT manteiga encontra documentos com amendoim mas não contendo manteiga. NOT precisa ser usado com um outro operador, como E. O AltaVista não aceita ‘amendoim NOT manteiga’; no lugar, especifique amendoim AND NOT manteiga..
NEAR Localize documentos contendo tanto as palavras quanto as frases especificadas com 10 palavras entre uma e outra. Amendoim NEAR de manteiga encontraria documentos com amendoim manteiga, mas provavelmente nenhum outro tipo de manteiga.
* O asterisco é um curinga; quaisquer letras podem tomar o lugar do asterisco. Bass* Bass encontraria os documentos com bass, basset e bassinet.
Você precisa digitar pelo menos três letras antes de Você também pode colocar o no meio de uma palavra. Isso é útil quando você não tem certeza sobre soletrar.Cor encontraria documentos que contêm color e colour.
( ) Use parênteses para agrupar frases Booleanas complexas. Por exemplo, (amendoim AND manteiga) AND (gelatina OR geléia) localiza documentos com as palavras ‘amendoim manteiga e gelatina’ ou ‘amendoim manteiga e geléia’ ou ambos.
anchor:text Localiza páginas que contêm a palavra ou frase especificada no texto de um hiperlink. anchor:emprego +programação encontraria páginas com emprego em um link e com a palavra programação no conteúdo da página.
Não coloque um espaço antes ou depois de dois pontos. Você precisa repetir a palavra-chave para pesquisar mais de uma palavra ou frase; por exemplo, anchor:emprego OR âncora:carreira para localizar páginas com âncoras contendo ou a palavra emprego ou a palavra carreira.
applet:class Localiza páginas que contêm um applet Java específico. Use para localizar páginas utilizando applets chamados morph.
object:class Localiza páginas que contêm um objeto específico criado por outro programa por exemplo, um objeto que pisca).
Use object:dinheiro para localizar páginas utilizando objetos chamados dinheiro.
domain:domainname Localiza páginas dentro do domínio específico. Use domain:uk para localizar páginas do Reino Unido, ou use domain:com para localizar páginas de sites comerciais.
host:hostname Localiza páginas em um computador específico. A pesquisa host:www.shopping.com localizaria páginas no computador do Shopping.com e host:dilbert.unitedmedia.com localizaria páginas no computador chamado dilbert na unitedmedia.com.
image:filename Localiza páginas com imagens tendo um nome de arquivo específico. Use image:scour para localizar páginas com imagens chamadas scour.
like:URLtext Localiza páginas similares ou relacionadas ao URL especificado. Por exemplo, like:www.abebooks.com localiza sites da Web que vendem livros usados e raros, similar ao http://www.abebooks site. like:sfpl.lib.ca.us/ localiza sites de bibliotecas universitárias e públicas. like:http://www.indiaxs.com/ localiza sites sobre cultura no subcontinente Indiano.
link:URLtext Localiza páginas com um link para uma página com um texto do URL especificado. Use link:www.myway.com para localizar todas as páginas que fazem link com myway.com.
text:text Localiza páginas que contêm o texto especificado em qualquer parte da página, com exceção de uma tag de imagem, link ou URL. A pesquisa text:graduation localizaria todas as páginas com o termo graduação nelas.
title:text Localiza páginas que contêm a palavra ou frase especificadas no título da página (que aparece na barra do título da maioria dos navegadores). A pesquisa title:crepúsculo localizaria páginas com crepúsculo no título.
url:text Localiza páginas com uma palavra ou frase específicas no URL. Use url:jardim para localizar todas as páginas em todos os servidores que têm a palavra jardim em algum lugar no nome do host, na via ou no nome do arquivo.

  • A página com os diretórios de busca também são muito interessantes http://br.altavista.com/dir/default , por exemplo faça uma busca sobre uma área das ciências. Você pode verificar na figura abaixo o Diretório principal, um campo de inserção de palavra-chave e os tópicos.

  • Por exemplo, vamos realizar a busca de documentos em Inglês no período de 01/01/2000 a 29/05/2010 que contenham as palavras Human, Genetics e Behavior:. Esta busca obteve 33.015 resultados com páginas que contêm as três palavras ( uma dica: para não ter que ir clicando em um resultado e depois voltar para a página de busca, escolher outra visitar e voltar, clique com o outro botão do mouse sobre o link desejado e opte por abrir link em uma nova janela, com isso você pode abrir vários resultados ao mesmo tempo. Repare também que há um link para tradução do documento, este recurso utiliza o sistema Systran Babel Fish Translation. http://babelfish.altavista.com

  • Veja que também é possível recortar e colar um texto dentro da área de tradução, escolher os idiomas e traduzir. Na figura abaixo está o quadro de Tradução.


Um bom exemplo de site de busca personalizado é o pesquisa nome de pessoas


http://sites.google.com/site/pesquisanomedepessoas/ ele usa a engine do google para suas pesquisas mas com um diferencial ele esta configurado para utilizar expressões Booleanas para pesquisa que envolve a aplicação das operações da teoria dos conjuntos e da lógica a dois ou mais conjuntos e proposições. Você pode usar esses termos booleanos tanto para pesquisas no modo pesquisar nomes de pessoas ou na web. Simplificando quando você quizer pesquisar o nome de uma pessoa na Internet o site pesquisa nomes de pessoas já faz isso automatico procurando pelo nome em varias redes sociais, foruns e Internet. Para utilizar basta digitar nome e sobre nome com espaço e com toda a certeza se a pessoa procurada tiver utilizado a internet um dia o pesquisa nome de pessoas achara em questão de segundos. Pesquisa Nomes


Na figura abaixo está a página principal do site de busca Cadê, que também apresenta uma boa estrutura não deixe de conhecer e se não aceitou as sugestões anteriores de leitura do help do Altavista não deixe de ler o do Cadê (http://www.cade.com.br/info.htm)

Dados obtidos na página (http://home.inter.net/takakuwa/search/searc2.html) indicam cerca de 3.105 sistemas de busca em 6 regiões do planeta em 211 países. Os apresentados acima podem ser considerados os principais, porém a melhor forma de realizar pesquisas na Internet é através de site de meta busca, ou seja, um sistema que procura suas palavras chaves em vários sistemas de busca ao mesmo tempo. Na página http://www.amdahl.com/internet/meta-index.html podemos verificar lista de sites de Busca
Entre os principais vamos destacar o metacrawler (http://www.metacrawler.com), o metafetcher (http://www.metafetcher.com); o all in one search page que fazia a busca em mais de 500 sistemas de busca fechou recentemente, o http://www.allonesearch.com. Com nome parecido há também o sistema no Reino Unido denominado http://www.allsearchengines.co.uk. No Brasil o melhor sistema de metabusca é o Sistema Miner (http://miner.bol.com.br/uol.html). Faça algumas pesquisas utilizando esse site.
O sistema miner Sistema Miner (http://miner.bol.com.br/uol.html) tinha um portal de acesso a vários tipos de metabusca que passaram a integrar a metabusca UOL – http://busca.uol.com.br/miner.jhtm
Na página dos resultados da busca são apresentados o quantitativo de respostas de cada sistema verificado e abaixo a lista dos resultados dispostos em grupos de 10. No final da página tem um índice de páginas de resultados. Quando este sistema foi lançado junto a Universidade Federal de Minas Gerais era fabuloso, pois apresentava todos os resultados da busca em uma única página, sem propagandas, sem demora. Infelizmente para nós Usuários, o criador do sistema negociou com a Universo On Line e hoje este sistema encontra-se ligado ao Brasil On Line (Grupo Abril) e na minha opinião deixou de ser eficiente, apresenta muita sobreposição de sites, além de ser demorado (devido as propagandas) Com toda a redução do sistema Miner passo a não recomendar esta ferramenta de busca.