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Exclusão Social


(Fonte: http://scmericeira.blogs.sapo.pt/4509.html)

“Uma realidade que muitos não querem ver”

(Imagem: http://versosreversos-thaty.blogspot.com/2010/07/miseria-e-exclusao-social.html)

Introdução

Este trabalho surgiu no âmbito da disciplina de Área de Integração que é leccionada no 10º ano do curso Profissional de Técnico de Apoio Psicossocial e que tem como finalidade explicar tudo o que está relacionado com a Exclusão Social.

As exclusões são de uma forma geral, dificuldades ou problemas sociais que levam ao isolamento e até à discriminação de um determinado grupo. Estes grupos excluídos ou, que sofrem de exclusão social, precisam assim, de uma estratégia ou política de inserção de modo a que se possam integrar e ser aceites pela sociedade que os rodeia.

O termo exclusão social teve origem na França e, no modo francês de classificação social, neste caso, especificamente relacionado com pessoas ou grupos desfavorecidos. O sociólogo francês Robert Castel (1990), definiu a exclusão social como o ponto máximo atingível no decurso da marginalização, sendo este, um processo no qual o indivíduo se vai progressivamente afastando da sociedade através de rupturas consecutivas com a mesma.

A pobreza pode, por exemplo, levar a uma situação de exclusão social, no entanto, não é obrigatório que estes dois conceitos estejam intimamente ligados. Um trabalhador de uma classe social baixa, pode ser pobre e estar integrado na sua classe e comunidade. Deste modo, factores/estados como a pobreza, o desemprego ou emprego precário, as minorias étnicas e ou culturais, os deficientes físicos e mentais, os sem-abrigo, trabalhadores informais e os idosos podem originar grupos excluídos socialmente mas, não é obrigatório que o sejam. Existem diversos tipos de exclusões sociais, Alfredo Bruto da Costa (2009) referiu-se que exclusões sociais deveriam ser definidas conforme as causas que apresentavam e os efeitos que exigiam. Nesta perspectiva, o autor categorizou as exclusões sociais de cinco modos:

. A exclusão de ordem económica;

. Social;

. Cultural;

. Patológica;

. Comportamentos auto-destrutivos.

EXCLUSÃO SOCIAL

As dimensões da exclusão social

A exclusão social é entendida essencialmente como uma situação de falta de acesso às oportunidades oferecidas pela sociedade aos seus membros. Deste modo, a exclusão social pode implicar:

. Privação;

. Falta de recursos;

. Ausência de cidadania.

Daí que, a exclusão social seja necessariamente multidimensional e se exprima naqueles diferentes níveis (ambiental, cultural, económico, político e social), não raramente sendo cumulativa, ou seja, compreendendo vários deles ou mesmo todos.

De outra forma, pode-se dizer que a exclusão social se exprime em seis dimensões principais do quotidiano real dos indivíduos, aos níveis:

. Do SER, ou seja da personalidade, da dignidade e da auto-estima e do auto-reconhecimento individual;

. Do ESTAR, ou seja das redes de pertença social, desde a família, às redes de vizinhança, aos grupos de convívio e de interacção social e à sociedade mais geral;

. Do FAZER, ou seja das tarefas realizadas e socialmente reconhecidas, quer sob a forma de emprego remunerado (uma vez que a forma dominante de reconhecimento social assenta na possibilidade de se auferir um rendimento traduzível em poder de compra e em estatuto de consumidor), quer sob a forma de trabalho voluntário não remunerado;

. Do CRIAR, ou seja da capacidade de empreender, de assumir iniciativas, de definir e concretizar projectos, de inventar e criar acções, quaisquer que elas sejam;

. Do SABER, ou seja do acesso à informação (escolar ou não; formal ou informal), necessária à tomada fundamentada de decisões, e da capacidade crítica face à sociedade e ao ambiente envolvente;

. Do TER, ou seja do rendimento, do poder de compra, do acesso a níveis de consumo médios da sociedade, da capacidade aquisitiva (incluindo a capacidade de estabelecer prioridades de aquisição e consumo).

A exclusão social é, portanto, uma situação da não realização de algumas ou de todas estas dimensões, ou seja, é o “não ser”, o “não estar”, o “não fazer”, o “não criar”, o “não saber” e/ou o “não ter”.

Esta formulação permite ainda estabelecer a relação entre a exclusão social, entendida desta forma abrangente, e a pobreza, que é basicamente a privação de recursos (exprimindo-se nomeadamente ao nível da exclusão social do fazer, do criar, do saber e/ou do ter), ou seja uma das dimensões daquela.

(Imagem: http://meninadomar.blogs.sapo.pt/56727.html)

(Informação retirada: http://www.triplov.org/ista/cadernos/cad_09/amaro.html)

EXCLUSÃO SOCIAL

Os factores da exclusão social

Do ponto de vista central há que assinalar que, na origem da exclusão social, podem estar factores económicos, ligados ao funcionamento do sistema económico, às relações económicas internacionais, ao sistema financeiro, etc.

Para o objectivo desta reflexão pode, no entanto, ser útil, dividir os factores de exclusão social em três grandes grupos:

a) Factores de ordem macro: Estes são de natureza estrutural, na sua grande maioria, e estão relacionados com o funcionamento global das sociedades: tipo de sistema económico, regras e imposições do sistema financeiro, modelo de desenvolvimento, estrutura e características das relações económicas internacionais, estratégias transnacionais, valores e princípios sociais e ambientais dominantes, paradigmas culturais, condicionantes do sistema político, atitudes e comportamentos face à Natureza, modelos de comunicação e de informação, processos de globalização, etc.

b) Factores de ordem meso: São frequentemente de natureza estrutural, mas também podem resultar de incidências conjunturais. São normalmente de âmbito mais local, situando-se no quadro das relações e das condições de proximidade que regulam e interferem no quotidiano dos indivíduos.

Podem ter origem em áreas tão diversas como: políticas autárquicas (se discriminatórias, no sentido negativo), características do mercado local de trabalho, modelos de funcionamento localizado dos organismos desconcentrados da Administração Pública, preconceitos sociais e culturais, normas e comportamentos locais, estratégias de exclusão de actores locais (incluindo as associações e outras organizações), etc.

c) Factores de ordem micro: Situam-se ao nível individual e familiar e dependem de lacunas e fragilidades experimentadas nos percursos pessoais, de capacidades frustradas ou não valorizadas, de incidências negativas, etc.

(Imagem: http://ar2003.emcdda.europa.eu/pt/page073-pt.html)

(Informação retirada: http://www.triplov.org/ista/cadernos/cad_09/amaro.html)

Conclusão

Com a realização deste trabalho consegui ter uma visão mais alargada e bastante mais abrangente acerca da Exclusão Social. Percebi que a exclusão social pode ser considerada como um processo cumulativo de vulnerabilidades no campo da saúde, do emprego, da educação, da habitação e da formação profissional e é por essa razão que se fala frequentemente da multidimensionalidade dos problemas da exclusão, considerando-se que podem surgir isoladamente ou associados, aumentando os riscos de fragilização dos mais desfavorecidos.

É importante visar que o trabalho foi de fácil realização devido a que havia bastante informação acerca deste tema na Internet que foi o único local onde recorri para a realização deste trabalho.

Para finalizar, basta referir que a realização deste trabalho foi muito útil pois é um tema bastante critico na sociedade que me rodeia.